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A Taça da Liga Portuguesa 2018/19 arrancou este fim-de-semana também na Pedreira, com os Guerreiros do Minho a receber o Tondela. Com a final four a ser disputada na sua casa, o Braga não queria repetir o falhanço da época transata, em que ficou de fora na fase de grupos muito por culpa própria, e apostou numa equipa muito semelhante à habitual para os jogos da Liga, com a grande novidade a ser o regresso de Marafona, depois de mais de um ano parado. Do outro lado, receita semelhante e um Tondela também muito perto do seu melhor onze.
Podia dizer-se que a partida começou equilibrada, mas na verdade estava era monótona e sem grande interesse, com trocas de bola a baixa intensidade. No meio de tudo isso, um contra-ataque tondelense colocou a bola na ala direita do ataque visitante e Marafona e os centrais hesitaram, ficando parados a assistir a bola sobrevoar a área e parar aos pés de Xavir que inaugurou assim o marcador.
No entanto, o golo não mudou de imediato o figurino do jogo e só por volta dos 20 minutos de jogo é que os bracarenses começaram a criar perigo. Um remate à figura aos 27 minutos por Dyego Sousa e um cabeceamento completamente ao lado numa jogada de baliza aberta foram os lances de maior perigo, de um Braga que passou a dominar, mas continuou a falhar muito no momento da decisão. O Tondela ainda ameaçou em contra-ataque aos 42’, mas Bruno Viana parou o adversário em falta e pode dar-se por contente por ver apenas o amarelo.

Fonte: SC Braga
Apesar da noite não estar a correr de feição, o público arsenalista fez na mesma a festa ao intervalo. É que, uma semana após derrotarem o Sporting CP nas grandes penalidades, as vencedoras da Supertaça de Futebol Feminino passearam pelo Relvado do Estádio Municipal de Braga com a mais recente Taça a chegar ao Minho.
Na reentrada, o Tondela até pareceu melhor e só não aumentou a vantagem devido a uma grande intervenção da defesa da casa, depois de mais uma má saída de Marafona. No entanto, aos 55 minutos, num lance que deixa muitas dúvidas, o árbitro apita para a marca da grande penalidade e Dyego Sousa concretiza para empatar o jogo.
O mesmo Dyego colocaria de novo a bola na rede adversária, mas desta vez estava em fora-de-jogo. Nesta fase, já em campo estava Fábio Martins, que dava um novo vigor ao ataque bracarense. Os da casa iam aproximando-se do golo da vantagem, primeiro com uma bola no posto, depois com um incrível falhanço após erro de Pedro Silva. Aos 77 minutos, finalmente chegaria a reviravolta, por intermédio de Fábio Martins.
A partir daí, o jogo manteve-se algo caótico, com ambas as equipas algo desorganizadas, mas o único momento de interesse foi a expulsão de Jorge Fernandes, que viu o segundo amarelo numa jogada inofensiva a meio do campo. Assim, o Braga passou por momentos difíceis, mas sai na frente e mantém intactas as ambições para esta prova. E se o jogo pode ter causado emoções fortes, o SC Braga decidiu olhar pela saúde dos seus adeptos e, no contexto de mais uma das suas ações de responsabilidade social, no final do encontro ofereceu a cada adepto uma maçã (vermelha, pois claro).
SC Braga: Marafona; Sequeira, Pablo, Bruno Viana, Goiano; Ricardo Horta (Fábio Martins 63’), Novais, Palhinha (Claudemir 63’), Esgaio; Wilson Eduardo (Fransérgio 82’), Dyego Sousa
CD Tondela: Pedro Silva, Joãozinho, Jorge Fernandes, Ricardo Costa, David; Tavares, Peña (Mendes 72’), Monteiro; Murillo (Delgado 65’), Tomané, Xavier (Pité 79’)
A Figura

Fábio Martins – O extremo entrou logo a seguir ao golo do empate e trouxe ao Braga algum discernimento no seu jogo ofensivo, algo que a equipa desesperadamente precisava. A juntar a isso, foi dele o golo que garantiu a vitória.
O Fora de Jogo

Marafona – No regresso aos campos mais de um ano depois, o guardião arsenalista acusou a falta de ritmo competitivo e teve várias saídas extemporâneas. Teve culpas no golo sofrido e bem pode agradecer aos seus centrais por não ter sofrido mais um ou dois.
Conferência BnR
CD Tondela
O Bola na Rede não colocou nenhuma questão ao treinador Pepa.
Outras declarações:
«O pénalti mexeu um bocadinho com a equipa.»
«Quando estavamos a tentar algo mais, sofremos o golo.»
«Não viemos aqui para pontuar, queríamos a vitória.»
«O miúdo [Jorge Fernandes] não foi mal educado com ninguém.»
SC Braga
BnR: Hoje tivemos aqui a celebração da vitória na Supertaça feminina. Esse resultado também dá mais alento à equipa masculina para não ficar atrás das mulheres do SC Braga?
Abel Ferreira: Deixe-me dizer que são umas grandes guerreiras e, acima de tudo, foram persistentes. Eu acho que não me engano e fomos a seis finais e é preciso ter persistência e resiliência para com aquelas que foram as finais perdidas, mas quando tu acreditas naquilo que fazes, quando és insistente, quando és persistente, porque sabes que não vais vencer sempre, mais lutar para vencer sempre – e foi isso que aconteceu com as nossas jogadoras. E deixa-me dar os parabéns aqui, mas são competições diferentes, nós vamos procurar fazer o nosso caminho, como disse temos muitas ambições nesta competição. Fiquei muito satisfeito pela atitude dos nossos adeptos, não é fácil estarmos a perder e aí é que os adeptos são capazes de fazer a diferença, na dificuldade que passamos após sofrer o golo, ter os nossos, os sete mil, a puxar por nós. Tal como na nossa vida, quando estamos mal, precisamos de um ombro amigo, de uma força extra e é determinante e fundamental. E eu também faço aqui um aviso a todos os que ficaram em casa: temos de ser grandes a todos os níveis e, portanto, para estarmos na final, é preciso estarmos juntos a todos momentos e as finais, especialmente nesta competição, começam-se a ganhar jogo a jogo e o primeiro foi hoje. E estes sete mil que aqui estiveram foram extraordinários. Nós sabemos que é o nosso trabalho e isto é um pedido porque nos momentos de maior adversidade os jogadores sentem e de que maneira, sobretudo quando as coisas não estão favoráveis, como foi o caso de termos sofrido um golo, já tinha acontecido contra o Aves e o comportamento deles foi extraordinário e é exatamente nesses momentos, que são momentos críticos no jogo quando sofres um golo, mais uma vez, os que estiveram, estiveram com alma de guerreiros, com vontade de nos ajudar, estiveram com a equipa e mais do que nunca, o lema de juntos somos mais fortes ficou bem evidente, mais um jogo em nossa casa e já lá vai uma serie de jogos que temos aqui em casa e sempre levados de vencido aqui em casa e mais do que nunca precisamos de estar todos juntos e em grande número, se possível.
Outras declarações:
«Trabalhamos muito nestas duas semanas para estar em condições de disputar o jogo.»
«O que há a destacar é o foco total dos meus jogadores nas suas tarefas do início ao fim do jogo.»
«Fomos capazes de até ao último minuto ter essa calma e esse discernimento para dar a volta ao jogo.»
«Nós temos um sonho. E para um dia esse sonho se realizar, é importante o número de sonhadores. Se for preciso ir lá para fora e fazer um assinado para o nosso presidente baixar as quotas, para em vez de termos sete, termos quinze, se for esse o problema, eu prometo que me junto a eles e vou lá para fora. Se for esse o problema.»
Foto de Capa: SC Braga









