SC Covilhã 0-2 Vitória SC: Janvier comanda “Conquistadores” à vitória

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A CRÓNICA: QUALIDADE NO REMATE FINAL FOI O DETALHE PRINCIPAL NO RESULTADO FINAL

A partida começou em ritmo alto, com ambas as equipas a utilizarem os seus estilos de jogo distintos. O Vitória SC começou com a posse da bola, à procura de espaços pelo meio do campo. Já o SC Covilhã apostou nos lançamentos a distâncias, dificultando o jogo alto da defesa dos visitantes.

Como resultado, logo aos sete minutos, numa grande jogada do australiano Ryan Teague, o médio jogou a bola entre os defensores para encontrar Arnold livre pelo lado direito de ataque. Entretanto, o jogador do Covilhã, que tinha apenas o guarda-redes na sua frente, pecou na qualidade e jogou a bola para fora de jogo.

Depois da pressão inicial dos mandantes, o Vitória continuou com a maior posse da bola. Assim, conseguiu produzir triangulações e viradas de jogos que resultaram, em algumas oportunidades, contra a baliza de Léo Navacchio.

Há algumas regras implícitas no futebol, e uma delas é a famosa frase: quem não faz, leva. Assim, aos 24 minutos de jogo, Rochinha cobra o tiro de canto com carinho e precisão em direção a Janvier. O francês rematou com perfeição diretamente para o fundo das redes de Léo Navacchio, que nada pôde fazer.

Após o golo, os Conquistadores ampliaram a vantagem no jogo. Depois de uma grande triangulação pelo lado direito, João Ferreira jogou para o coração da área, mas a bola sobrou livre para Janvier, que totalmente sozinho teve a calma e precisão para rematar no ângulo direito do guarda-redes adversário. Assim, as expectativas criadas no início pelo Covilhã foram derrubadas.

O segundo tempo apresentou um ímpeto melhor dos donos da casa. A conversa no intervalo com o técnico Wender deu à equipa empenho e dedicação, perdidos após sofrer o segundo golo. Mesmo assim, pequenos erros e decisões tomadas de maneira errada no último terço do campo impediram qualquer situação de golo para o Covilhã.

Os Leões da Serra conseguiram, através da cabeçada de Jô, ameaçar uma única vez a meta de Varela na segunda etapa. No entanto, as emoções acabaram por aí, assim que o juiz apitou o final do jogo, na Covilhã. Deste modo, o Vitória conquista os primeiros três pontos do grupo A, enquanto os derrotados somam quatro jogos sem vencer, entre a Segunda Liga e a Taça da liga.

 

A FIGURA

Nicolas Janvier – O francês apareceu muito voluntarioso pelo lado esquerdo de campo. Ajudando na criação e dando velocidade ao jogo com a posse da bola, sentindo-se o dono da partida. O inteligente posicionamento no ataque, e a qualidade no remate fizeram com que este jogador marcasse em duas oportunidades.

 

O FORA DE JOGO

Arnold Issoko – Futebol é detalhe, e o detalhe pode envolver grandes consequências. Deste modo, através dos pés de Arnold Issoko, o SC Covilhã teve a oportunidade de mudar o estigma da partida. Com a oportunidade perfeita de deixar a sua equipa à frente no resultado, rematou para fora de jogo, sendo qualquer erro é fatal contra uma equipa equivalente ao porte do Vitória SC.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

O técnico brasileiro Wender Said manteve a formatação em 4-4-2 que o Covilhã utilizou durante a Segunda Liga. No entanto, a entrada do camaronês Frank Angong como médio defensivo foi a grande novidade por parte dos Leões da Serra. De resto, os mesmos nomes que já são recorrentes na campanha da Segunda Liga. Na segunda etapa, as substituições serviram para renovar o fôlego e o preparo físico da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (6)

Jean Felipe (6)

André Almeida (5)

Heliton Titão (6)

Davis Santos (5)

Ryan Teague (6)

Frank Angong (5)

Arnold (3)

Ahmed Isaiah (4)

David Silva (4)

Jô (4)

SUBS UTILIZADOS

Tiago (5)

Joel Vital (5)

Diogo Almeida (5)

Medeiros (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O treinador dos Conquistadores utilizou a estreia da Taça da Liga como lugar para testes no seu usual 4-3-3. A saber, apenas Alfa é o único jogador que participou da rodada passada pela primeira liga. De resto, peças de reposição e jogadores considerados reservas foram os escolhidos como os iniciais. Durante o jogo na Covilhã, as triangulações puxadas por Nico Janvier deram velocidade e mobilidade ao jogo dos visitantes. No segundo tempo, as substituições mantiveram o painel tático inicial.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (5)

João Ferreira (7)

Amaro (5)

Borevkovic (5)

Helder Sá (6)

Alfa (6)

André Almeida (6)

Nicolas Janvier (8)

Ruben Lameiras (6)

Rochinha (7)

Bruno Duarte (6)

SUBS UTILIZADOS

Estupinan (5)

André André (5)

Gui (5)

Silvio (5)

Édi Semedo (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC COVILHÃ

BnR: Qual o desafio de preparação mental para evitar o abalo, por conta da falta de golos e vitórias? Isto porque o próprio técnico disse que o desempenho está no caminho certo, mas os jogadores podem não perceber esta ideia. Como transmitir este pensamento aos jogadores?

Wender Said: É acreditar no processo e continuar trabalhando. Ter noção daquilo que nós propusemos no início da época. Nós somos uma equipa cujo grande pensamento é fazer um campeonato muito tranquilo na nossa divisão. Dentro deste campeonato tranquilo, é realizar o maior número de pontos. Naturalmente, a equipa está em “construção”, mas sempre com um propósito positivo de propor o jogo e valorizar os jogadores. E acho que isto vem sendo feito. Nós somos um dos orçamentos mais baixos da segunda liga, e isto não nos tira a qualidade, nem a ambição.

 

VITÓRIA SC

BnR: Qual a importância desta vitória na demonstração de força do plantel?

Pepa: Sem querer individualizar as exibições, já me disseram, à tempos, que estas dores de cabeças (num bom plantel) são boas. E a resposta foi brutal. Foi de personalidade, qualidade. Dizer: olha, estou aqui e quero jogar. A exibição foi boa, compacta e séria. É uma prova da profundidade que temos dentro da equipa e isso é bom, pois precisamos de todos.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Kayalu Castro da Silva
Kayalu Castro da Silvahttp://www.bolanarede.pt
Adepto incondicional de futebol, Kayalu apaixonou-se pelo desporto no momento em que sentiu pela primeira vez a vibração e paixão das claques. É este sentimento que ele projeta passar ao informar e apresentar tudo que o desporto mais popular do mundo traz. Além disso, os motores da Fórmula 1 e a competitividade do vólei enchem o resto da paixão deste brasileiro.

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