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CD Santa Clara 2-0 GD Chaves: Fernando e Alves foram as “chaves” do apuramento

Raquel Roque · 4 min

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Cabeçalho Futebol NacionalO Estádio de São Miguel recebeu, de novo, mais uma equipa da Primeira Liga para a Taça de Portugal, prova rainha do futebol português. Depois do CF “Os Belenenses” ter sido eliminado na última eliminatória nos Açores, desta feita foi a vez do Chaves, equipa que na temporada passada até esteve perto do Jamor.

Quanto ao jogo, os primeiros minutos mostraram um Chaves muito organizado, a jogar com a defesa bem subida e a fazer uma pressão sufocante à defensiva do Santa Clara, condicionando sobretudo a primeira fase de construção da equipa da casa, colocando vários homens perto dos centrais Vítor Alves e Marcelo. Ainda assim, aos poucos, o Santa Clara ia soltando as amarras da pressão transmontana e conseguia sair do seu reduto. Ao minuto 19, numa belíssima combinação pela ala esquerda, o Santa Clara ia chegar ao golo. Fernando Andrade a responder da melhor forma a um cruzamento atrasado e a atirar para o fundo das redes adversárias.

Minutos depois, num lance de bola parada era a vez de Vítor Alves faturar pela equipa da casa. O experiente central apareceu sozinho na pequena área e não deu hipóteses a António Filipe. A partir daí o jogo mudou de figura. O Chaves não conseguiu reagir ao golo, a equipa partiu-se, deixou de ter controlo sobre o jogo e colecionou várias perdidas de bola. Até final da primeira parte, Thiago Santana ainda teve uma hipótese de alargar ainda mais a vantagem mas o guarda-redes da equipa azul-grená disse presente.

Depois do CF "Os Belenenses", os açorianos voltaram a ser tomba-gigantes Fonte: CD Santa Clara
Depois do CF “Os Belenenses”, os açorianos voltaram a ser tomba-gigantes
Fonte: CD Santa Clara

Na segunda parte, o Chaves fez duas alterações com a entrada de Matheus Pereira e Jorginho e saídas de Bressan e Hamdou, que pouco acrescentaram na primeira parte. O Chaves voltava a ter alguma dificuldade em “pegar” no jogo. A equipa tinha sentido muito os golos do Santa Clara na primeira parte e demorava a reagir.  O Santa Clara é que continuava a criar perigo, chegando muitas vezes perto da baliza de António Filipe.

À medida que o tempo ia passando os jogadores do Chaves iam perdendo a paciência e a calma na construção de jogos, com as perdas de bola a acumularam-se. Ao minuto 74, depois de uma mão de Marcelo ter atingido a bola, Hugo Miguel assinala grande penalidade. Era uma oportunidade de ouro para reduzir mas Tiba falhou na conversão com Marco a estar em enorme destaque. Para além da grande penalidade, o guardião esteve em grande plano durante toda a partida. Sempre confiante, forte nas saídas e perigoso nas reposições de bola.

Até final do jogo não surgiram mais oportunidades de relevo. O resultado ajusta-se aquilo que foi o jogo. Santa Clara elimina mais uma equipa da Primeira Liga numa exibição muito personalizada da equipa de Carlos Pinto.

A FIGURA:

FD
Fonte: Miguel Pereira/Global Imagens

Marco Pereira – Habitualmente suplente no Santa Clara, Marco Pereira foi a figura do jogo. Disse sempre presente quando chamado a intervir e foi fundamental a segurar a vantagem.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: WS
Fonte: WS

Matheus Pereira – O jovem emprestado do Sporting foi uma autêntica nulidade em campo. Esteve sempre à procura de “cavar faltas”, sempre a tentar criar polémicas e acabou por condicionar a manobra ofensiva da equipa transmontana.

CONFERÊNCIA BnR:

GD Chaves

BnR:  Viu-se um Chaves mt macio em campo, como explica esta falta de intensidade?

Luís Castro: Houve uma equipa que se destacou nos duelos e claro que a outra ficou por baixo, não quer dizer que a que fique por baixo estivesse muito menos agressiva que o adversário. O santa clara esteve muito bem nos duelos, na forma, naquilo que é o seu jogo e a ideia de jogo que Carlos Pinto quer impor na equipa esteve muito bem. Esteve num nível altíssimo. Ora tivemos muitos erros técnicos, muitas saídas para ataque falhadas, houve muitas recuperações de bola em terrenos proibitivos,que proporcionaram ataques do Santa Clara que nos causou algum desconforto. Nunca tivemos um jogo fluído, não foi por falta de atitude que perdemos o jogo, por erros técnicos sim e porque o Santa Clara esteve num dia muito bom. Resta desejar felicidades ao Santa Clara.

 

CD Santa Clara

BnR: Melhor exibição da época deste santa clara. Estava a espera de uma equipa com uma atitude tao forte?

Carlos Pinto: Antes de falar no jogo, vamos falar de uma pessoa que eu gosto muito e que considero um exemplo no futebol português, que é o treinador do Chaves, o Luís Castro. É das melhores pessoas que conheço no futebol. Queria lhe mandar um abraço. Em relação ao jogo foi claramente um grande jogo do Santa Clara com uma intensidade muito alta. O Santa Clara é uma equipa forte, tem jogadores de grande qualidade e provaram aqui aquilo q tenho passado ao longo do tempo. Eles tem valor e caráter para jogar amanhã na Primeira Liga.

 

Foto de Capa: Bola na Rede

Raquel Roque

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