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O Desportivo das Aves venceu o Rio Ave nas grandes penalidades e está nas meias finais da Taça de Portugal. A equipa de Lito Vidigal esteve a perder por 3-1, chegou ao empate já na compensação e acabou por vencer no desempate da marca dos onze metros.
Após eliminar o Sporting de Braga e o Benfica, o Rio Ave recebeu esta quarta-feira o Desportivo das Aves com o objetivo de chegar às meias finais da Taça de Portugal. Já a equipa de Lito Vidigal chegava a Vila do Conde depois de ter vencido por 5-1 o União da Madeira. Depois de, ao longo da semana, várias notícias terem colocado Guedes em dúvida para o encontro, o avançado dos vilacondenses recuperou a tempo e foi titular, regressando assim o Rio Ave ao sistema habitual.
O jogo começou com o Rio Ave a assumir a posse de bola, como esperado, e o Desportivo das Aves a explorar sobretudo as transições rápidas, com os avançados a surgirem nas costas da linha defensiva da equipa da casa. O primeiro sobressalto da partida surgiu aos dez minutos, quando o guarda-redes Rui Vieira respondeu mal a um atraso e por pouco não deixou a bola à mercê do avançado do Desportivo das Aves, que ficou perto de conseguir o desvio.
A primeira ocasião da equipa da casa surgiu pouco depois, aos quinze minutos. Excelente combinação de Tarantini com Guedes e o avançado a surgir isolado, mas a permitir a defesa de Adriano Facchini. No canto, contudo, a equipa vilacondense chegou mesmo à vantagem. Bola levantada por Yuri Ribeiro ao segundo poste, com Guedes a ganhar nas alturas e a assistir Marcelo para o golo da formação rioavista. Dez minutos depois foi a vez do Aves estar perto do golo. Rodrigo surge solto na direita e tenta o cruzamento rasteiro, mas Marcelo aparece muito bem para tirar o pão da boca a Salvador Agra com um corte decisivo.
À passagem da meia hora de jogo, a polémica instalou-se no Estádio dos Arcos. Nildo Petrolina desentende-se com Lionn, na sequência de uma falta de Falcão sobre Francisco Geraldes, e Carlos Xistra mostra o cartão amarelo aos dois jogadores, bem como ao autor da falta. Descontente com a decisão, o banco do Aves dirigiu muitos protestos a Carlos Xistra, acabando Lito Vidigal por receber ordem de expulsão. Já em tempo de compensação, o Desportivo das Aves ficou novamente perto do empate, com Carlos Ponck a responder a um cruzamento de Salvador Agra, mas o cabeceamento do defesa a sair ligeiramente ao lado.
O golo do empate acabou por surgir, contudo, logo a abrir o segundo tempo. Livre lateral na esquerda do ataque do Desportivo das Aves, Paulo Machado cruza com conta, peso e medida e Rodrigo Defendi a cabecear para o golo da igualdade. A resposta da equipa da casa não tardou e, aos 52 minutos, o Rio Ave recuperou a vantagem, em novo lance de bola parada. Canto de Geraldes, Guedes ganha nas alturas, Marcelo toca para a pequena área e Tarantini surge para o desvio. O jogo estava frenético e o Desportivo das Aves podia ter empatado outra vez pouco depois. Livre direto já perto da área da equipa do Rio Ave e Nildo Petrolina a obrigar Rui Vieira a uma boa defesa com um grande remate.

Fonte: Rio Ave Futebol Clube
Depois do livre de Nildo, o jogo acalmou e as oportunidades de golo escassearam até aos 75 minutos, altura em que o Rio Ave ampliou. Transição rápida da equipa de Vila do Conde, Francisco Geraldes abre na esquerda para João Novais e o médio a marcar pelo quarto jogo consecutivo. A equipa da casa estava bem e podia ter chegado ao quarto aos oitenta minutos. Passe de Tarantini e Chico Geraldes, depois de trabalhar bem sobre Rodrigo Defendi, a atirar para defesa apertada de Adriano Facchini.
O Desportivo das Aves, contudo, não baixou os braços e aos 88 minutos voltou a entrar na discussão do resultado. Rodrigo surge bem pelo corredor direito e cruza para a pequena área onde Amilton, depois de se antecipar a Rui Vieira, desvia para o 3-2. A equipa visitante continuou a atacar e chegou ao empate um minuto depois. Defendi ganha nas alturas à entrada da área adversária e toca para Arango, que conclui com um chapéu a Rui Vieira.
Antes do final do tempo regulamentar, ainda houve tempo para nova oportunidade do Aves, num livre direto em zona frontal, mas Rui Vieira defendeu o remate de Nildo Petrolina e o jogo seguiu para prolongamento. O Rio Ave entrou para o tempo extra decidido em recuperar a vantagem e Barreto foi o primeiro a ameaçar, logo ao primeiro minuto. Bom passe de Tarantini e o avançado a tentar de fora de área, mas o remate a sair fraco.
O prolongamento ia decorrendo sem grandes oportunidades até que, aos 105 minutos, o Aves conseguiu mesmo a reviravolta. Diego Galo bate longo na frente, Arango recebe e, depois de tirar Lionn do caminho, atira forte para o quarto golo dos visitantes.
Já na segunda parte do prolongamento, e numa altura em que o Aves se limitava a defender, a equipa da casa chegou à igualdade através de Gelson Dala. Passe de Lionn na direita e o jogador emprestado pelo Sporting a surgir solto e a rematar cruzado para o oitavo golo da noite. Até ao final, destaque apenas para um livre de João Novais, defendido por Adriano Facchini, com o jogo a seguir para as grandes penalidades.
Da marca dos onze metros, ambas as equipas se mostraram assertivas, com a primeira e decisiva defesa a surgir apenas à décima tentativa. Bruno Teles atira, Adriano Facchini defende e a bola ainda bate no poste, mas não entra.
O Desportivo das Aves segue assim em frente na Taça de Portugal onde vai defrontar o Caldas.
A FIGURA

Cristian Arango – Não foi titular, mas ainda foi a tempo de ser o homem do jogo. Depois de entrar apenas aos 66 minutos para o lugar de Salvador Agra, o avançado colombiano assinou com classe o 3-3 que manteve o Aves na partida e, já no prolongamento, carimbou mais um grande golo, tendo ainda marcado a respetiva grande penalidade.
O FORA DE JOGO

Rui Vieira –Não é o único responsável pelos quatro golos sofridos pelo Rio Ave, mas a verdade é a equipa sentiu a falta de Cássio tanto a nível defensivo como até ofensivo. Para além de ficar mal na fotografia no terceiro golo, Rui Vieira nunca foi capaz de ser o primeiro homem da construção do Rio Ave e não transmitiu a mesma segurança do brasileiro.
CONFERÊNCIA BNR
BnR: Nos últimos jogos o Rio Ave tem sofrido bastantes golos, hoje sofreu mais quatro, e quatro golos que acabaram por custar a presença nas meias finais da Taça de Portugal, está neste momento preocupado sobretudo com a organização defensiva da sua equipa?
Miguel Cardoso: Naturalmente que temos de refletir como é que aconteceram esses golos. Disse no último jogo, quando jogámos com o Paços de Ferreira, que preferia ter ganho por 2-0 do que ter ganho por 4-2, mas temos um conjunto de princípios defensivos que nos têm dado, ao longo desta campanha, coisas muito boas. Naturalmente que temos que rever a maneira como sofremos hoje esses golos, agora os golos que sofremos hoje foram num contexto fora do normal, que analisaremos evidentemente. Sofremos dois golos de bola parada, o quarto golo surge num momento que a equipa está mais balanceada, numa equipa em que há menos frescura, e, portanto, a análise tem que ser ponderada. Continuaremos a trabalhar nos nossos princípios defensivos, continuaremos a tentar melhorar e certamente que iremos retomar sequências de jogos com regularidade defensiva.
Não foi possível colocar questões ao técnico do Desportivo das Aves.
Foto de Capa: Clube Desportivo da Aves











