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SC Salgueiros 2-1 SC Covilhã: Venceu a persistência na eliminatória

Andreia Araújo · 4 min

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A CRÓNICA: O JOGO DE EMOÇÕES DA TAÇA DE PORTUGAL

As emoções da Taça Rainha, e da terceira eliminatória da mesma, fizeram-se sentir logo pela manhã de segunda-feira no Complexo Desportivo de Campanhã. O histórico do futebol português que é o Sport Comércio Salgueiros recebeu, na sua renovada casa, o Sporting Clube da Covilhã e o encontro não poderia ter começado da melhor forma para a turma de Paranhos. Foi preciso apenas um minuto na partida para Grinood abrir o marcador a favor do Salgueiros.

O jogo continuou equilibrado pois o Covilhã não estava de forma algo conformado com o resultado. Só aos 24 minutos houve uma resposta concreta. Após um canto, foi Deivison Borges a subir ao primeiro andar e a cabecear para o golo que empataria a partida a uma bola.

São duas equipas de níveis diferentes no futebol português, mas este foi um jogo que mostrou que, por vezes, a diferenciação de escalão não importa. Um jogo equilibrado entre uma equipa do Campeonato de Portugal e outra da Segunda Liga. Duas equipas que, ao longo dos 90 minutos, mostraram o que é verdadeiramente futebol e o sentimento de estar numa das maiores e melhores provas que se realizam em Portugal.

E não tardou muito em ver o Salgueiros honrar mesmo isso. Aos 35 minutos, fora da grande área, Yannick Semedo bombardeou o fundo da baliza de Bruno Bolas, num remate que surtiu um efeito na bola que nem o guarda-redes do Covilhã, ou mesmo qualquer pessoa presente no Complexo, esperava. Nem o efeito, nem mesmo o golo.

Após o recolher aos balneários, o jogo decorreu com a mesma, ou até mesmo maior, intensidade. O Salgueiros demonstrou que, apesar da vantagem, queria mais. Após uma jogada coletiva que culminou numa jogada individual de Grinood que passou a bola a Ruben Alves, o atacante da equipa encarnada cruzou de volta para Grinood que quase aumentava a vantagem para a equipa da casa.

A segunda parte acabou por decorrer com tranquilidade. Um jogo disputado a meio-campo, sem muitas oportunidades para cada uma das equipas. No entanto, com o aproximar do apito final, não se sabe quem sofria mais: se alguma das equipas em campo, se no banco de suplentes, se atrás das redes do Complexo Desportivo de Campanhã. A tensão e a pressão aumentavam a cada minuto que passava e à medida que o final se sentia. Aos 86 minutos, Zé Domingos falhou aquele que podia ter sido o golo da machadada final no resultado a favor do Salgueiros, após uma jogada individual pelo flanco direito.

No final, o Salgueiros leva a melhor. Pela persistência e por ter conseguido decidir melhor nos momentos certos. O histórico da cidade do Porto e do futebol português, continua, assim, na Taça de Portugal, após vencer o Covilhã por 2-1. É o reerguer da história.

A FIGURA

Fonte: Andreia Araújo / Bola na Rede

Teremos sempre Taça – Se há competição inconfundível em Portugal é da Taça de Portugal que se fala. Com duas equipas de campeonatos e escalões diferentes, houve jogo. Um jogo equilibrado com duas equipas muito distintas com o sonho de chegar longe naquela que é das competições mais importantes no país. É a emoção da Taça rainha que não ficou por sentir. Equipas totalmente diferentes, uma segunda-feira de manhã e um jogo muito bem disputado dentro das quatro linhas. Até se podia dizer que só faltavam adeptos, mas, mesmo esses, estiveram presentes (do lado de fora do Complexo). Atrás das redes de segurança que delimitam o Complexo Desportivo de Campanhã, os adeptos do Salgueiros fizeram-se sentir e ouvir. Porque a Taça é isto.

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Covilhã

Leonardo Cá – A emoção fala mais alto e, por vezes, o jogo fala por nós. Léo entrou na partida já no decorrer da segunda parte, mas acabou por marcar a diferença, tanto no encontro como na própria equipa do Covilhã. A cabeça quente nas decisões pesou mais que propriamente o jogo jogado. Não se lhe nega a qualidade que, porque é um senhor jogador, mas o temperamento, em algumas situações levou a melhor de Léo. É mais do que mostrou.

ANÁLISE TÁTICA – SC SALGUEIROS 

Jorge Pinto alinhou num 4-3-1-2 para ir a jogo nesta terceira eliminatória. A baliza foi defendida por Bruno Pinto, com o apoio da linha defensiva composta por Miguel Pereira, Laércio, Tony Correia e o capitão Hugo Moreira. O meio-campo deu lugar a Yannick Semedo, peça fundamental no jogo ofensiva da turma de Paranhos, a par de Tarcísio, Paulo Monteiro e Zé Domingos, com Grinood a ajudar tanto no ataque de Rúben Alves, como no centro do campo.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Pinto (6)

Laércio Morais (6)

Hugo Moreira (7)

Ruben Alves (7)

Tony Correia (6)

Miguel Pereira (6)

Paulo Monteiro (6)

Tarcisio (6)

Zé Domingos (7)

Yannick Semedo (8)

Grinood Costa (8)

SUBS UTILIZADOS

Miguel Baptista (7)

Nnandi Iben (6)

Pipo (-)

Braga (-)

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Nuno Capucho optou por um 4-2-3-1. Bruno Bolas defendeu as redes da equipa da Covilhã e, à sua frente, a defesa composta por Edwin Banguera, Joel Vital, André Almeida e Jean Felipe. Capucho também escolheu jogar com um meio-campo bastante ofensivo com Gilberto, Idrissa Mandiang e Gleison, Inters e Lewis Ench no apoio a Deivison Borges.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Bolas (6)

André Almeida (6)

Gilberto Silva (6)

Jean Silva (7)

Joel Vital (6)

Edwin Banguera (6)

Idrissa Mandiang (6)

Gleison Moreira (7)

Inters Gui (6)

Deivison Borges (8)

Lewis Ench (6)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Cardoso (6)

Tiago Moreira (7)

Leonardo Cá (5)

Abdoulaye Daffe (6)

Andreia Araújo

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