Publicidade

Vitória FC 0-1 SC Braga: 120 minutos gelados de suor

Joana Libertador · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Numa noite fria, em todos os aspetos, o Vitória FC recebeu o SC Braga numa partida a contar para a Taça de Portugal.

O Braga começou mais acelerado e atrevido, ao contrário dos sadinos, ainda tímidos. Isso refletiu-se logo no primeiro minuto, altura do primeiro lance de perigo do guerreiros. O jogo correu num só sentido até aos 20 minutos, mas antes do primeiro tento à baliza, o Vitória já tinha visto um amarelo (Mikel), dando ao Braga uma boa oportunidade de golo, com um livre à boca da área. A oportunidade de golo foi então de Cadiz que deixou Marafona atrapalhado.

Um minuto depois, surgiu O minuto do jogo. Aos 21′ as calques do Vitória e Braga desviaram a atenção do jogo para homenagear Nuno Pinto, que anunciou esta semana que iria interromper a sua carreira devido a um linfoma. No lado verde do estádio lia-se “Os nossos não deixamos cair” palavras de Vasco Fernandes, na conferência extraordinária dada para anunciar a trágica notícia em torno do defesa sadino. No lado vermelho podia ler-se “Força e coragem, Guerreiro”. O estádio cantou o nome de Nuno em uníssono, e o momento foi de tal maneira sentido, que, por momentos, o desfalcado Bonfim pareceu ser uma arena com milhares e milhares a gritar num só sentido.

De volta ao jogo, o Vitória ganhou ritmo e a partida foi bem disputada, equilibrada e sem mais oportunidades flagrantes de golo. As equipas saíram empatadas a zero para os balneários, sem outro resultado passível de ser justo.

A partida recomeçou no mesmo ritmo com o qual acabou: dura, partida, equilibrada. O Vitória pareceu ligeiramente mais atrevido, mas sem grandes frutos. Tudo apontava para um doloroso 0-0 no fim do tempo regulamentar. Pequenos perigos foram surgindo de parte a parte, sendo dignos de destaque o cabeceamento de Mendy que perdeu todo o seu potencial nas mãos de Marafona e um remate muito perigo de Wilson Eduardo. Aos 86′ o Braga leva Cristiano a sair para um intervenção brilhante, mas Dankler mancha o momento e faz falta sobre Palhinha. Tudo a postos para o Braga carimbar a passagem, mas Diego Souza conseguiu mandar a bola à trave, deixando o Vitória sonhar mais um pouco. No seguimento da jogada os sadinos tentam o contra ataque e Raul Silva faz uma falta dura, na tentativa de parar a fornação de Lito Vidigal e acaba por ver o segundo amarelo e ser expulso.

O Vitória foi para a frente com tudo e ao cair do pano, já em tempo de compensação, poderia ter feito o golo, mas Marafona brilhou e acabou mesmo por arrastar o jogo para prolongamento.

Com mais meia hora de futebol, o jogo foi ficando mais duro e mais intenso. Mais perigo para ambos os lados, mas menos qualidade e (ainda) mais faltas. Aos seis minutos da primeira parte do prolongamento, João Novais assumiu o canto a favor do Braga, meteu a bola no coração da área e Pablo atirou a redondinha para o fundo das redes de Cristiano. Assim, reduzido a 10, os minhotos conseguiram respirar de alívio.

A partir daí o Braga tentou gerir o resultado enquanto o Vitória procurou in(al)cansavelmente o golo do empate.

ONZES INICIAIS:

Vitória FC: Cristiano, Dankler, Jorge, Vasco Fernandes (C), Mano (A. Sousa, 102′), Semedo (André Pedrosa, 97′), Mikel Agu, Ruben Micael (Zequinha, 78′), Bessa (Hidelberto, 89′), Mendy, Cadiz.

SC Braga: Marafona, Viana, Melo da Silva, Marcelinho Goiano, Sequeira, Palhinha (Pablo, 92′), Fransérgio, Esgaio (Novais, 77′), Horta (Wilson Eduardo, 77′), Paulinho, Dyego Souza.

Foto de Capa: SC Braga

A FIGURA

Fonte: SC Braga

Pablo – Entrou em tempo de compensação e acabou por dar a vitória aos minhotos, logo no início do prolongamento. O golo de Pablo valeu a passagem do SC Braga à fase seguinte da Taça de Portugal.

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Braga

Jogo do Vitória – A desculpa dos “machos” não pega. O jogo do Vitória vai muito para além do intenso e duro e, quando as coisas correm menos bem, isso torna-se ainda mais evidente. Para mim, corta a beleza do futebol, obrigando a paragens consecutivas e entradas para assistências médicas (justificadas ou não). O Braga acabou com 10, mas o Vitória foi a equipa mais dura em campo.

CONFERÊNCIA BNR

Vitória FC

BnR: De que maneira poderia ter invertido o jogo e ter vencido esta noite?

Lito Vidigal: O Braga hoje foi aquilo que nós quisemos que o Braga fosse. Nós fomos sempre superiores a uma equipa fortíssima. Mas é o futebol e o futebol tem a ver com momentos e com coisas que muitas das vezes não controlamos. Superiorizamo-nos ao Braga em todos os momentos, só não conseguimos ser assertivos e eficazes.

 SC Braga

BnR: O Braga falha um penalti, acaba o jogo com 10, ainda assim conseguiu vencer a partida, ainda que a muito custo. Qual foi a maior dificuldade que sentiu esta noite?

Abel Ferreira: Vou ser muito sincero. Eu estava extremamente confiante para este jogo e os jogadores sabem. Eu disse-lhes antes do jogo que o maior desafio esta noite era sermos iguais a nós mesmos. Eu tinha o feeling que de que ia correr bem. Sabíamos as dificuldades que íamos ter, já tinhamos jogado com o Vitória em casa e as equipas já se conheciam uma à outra. Parece-me, no entanto, e para abreviar, que ganhou a melhor equipa, a que foi mais audaz, a que podia ter tirado um avançado no prolongamento e não o fez. Isso também transmitiu confiança a equipa. Não havia necessidade de o retirar desde que cada um cumprisse a sua função defensiva e foi o que aconteceu.

Joana Libertador

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.