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O 11 combinado entre SC Braga e Sporting CP

Tiago Silva · 5 min

Sporting CP SC Braga Pedreira
Foto: Twitter Oficial Sporting CP

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Sporting Clube de Portugal e SC Braga marcam presença na final da 14ª edição da Taça da Liga. As duas equipas venceram pelo mesmo resultado (2-1) e eliminaram o FC Porto e o SL Benfica, respetivamente.

Apesar de o Sporting CP ter conseguido, até à data, maior número de presenças como finalista (cinco), contra apenas duas dos minhotos, as duas equipas partilham o mesmo número de troféus conquistados: dois. O Sporting CP, que ganhou em anos consecutivos (2017/18 e 2018/19), pretende recuperar agora o troféu perdido precisamente para o SC Braga, que, por sua vez, quer defender o título conquistado na temporada transata, sendo que o primeiro foi na época de 2012/13, com José Peseiro no comando.

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Foi precisamente com Rúben Amorim – o primeiro treinador a chegar à final da prova em épocas consecutivas por clubes diferentes – ao leme que o SC Braga foi o vencedor da edição passada. Agora, pretende fazer história ao juntar-se a Sporting CP e SL Benfica como os únicos a conseguirem vencer consecutivamente a competição. Já no Sporting CP, é preciso recuar até 2009/2010 para ver uma vitória no tempo regulamentar – em jogos a contar para a competição – diante o SC Braga, onde o treinador leonino era Carlos Carvalhal. Com a história bem presente e com os papéis dos treinadores agora invertidos, será uma final seguramente especial.

Neste artigo, vamos procurar uma simbiose entre as duas equipas e formar aquele que poderá ser o melhor onze possível tendo em conta os jogadores à disposição.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Matheus – Torna-se uma escolha difícil, pois Antonio Adán veio dar outra segurança e qualidade à baliza leonina, mas Matheus tem estado em destaque na baliza bracarense. Seguro, destemido, assertivo e a conseguir melhorar a sua consistência, tornando-se assim na minha escolha para defender as redes da baliza.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sebástian Coates– Tentando manter-me fiel a Rúben Amorim, mas também a Carlos Carvalhal, optei por escolher três centrais. Coates tem sido um dos jogadores em maior destaque na equipa do Sporting CP, desde que Rúben Amorim assumiu o comando, sendo um autêntico patrão dentro do campo. Pela forma como lidera, pela concentração e assertividade com que se consegue impor em vários momentos do jogo – basta ver a rapidez com que fez o passe para Pote, no último jogo diante o FC Porto. É um jogador importante e encaixa na perfeição neste esquema de três centrais, sendo o central pelo meio.

SC Braga SL Benfica

Vítor Tormena – Apesar de ter sido uma surpresa no onze do SC Braga, para centro direita, optei por escolher Vitor Tormena – que bela exibição fez na meia-final diante do SL Benfica –, que, aos poucos, vem ganhando o seu espaço. Demonstra-se muito seguro na defesa, estando muito confortável no jogo aéreo tanto defensivo como ofensivo, garantindo estabilidade ao eixo defensivo bracarense.

Nuno Sequeira – Tem sido uma agradável surpresa e dos melhores jogadores em Portugal, atuando como central ou até mesmo como lateral. Apesar de não ser muito rápido, é um jogador com uma capacidade técnica aprimorada e com uma boa visão de jogo, garantindo ao SC Braga qualidade no jogo posicional, muito seguro no desarme e no posicionamento, fechando, assim, o eixo defensivo.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Porro e Nuno Mendes – Provavelmente, a escolha mais difícil nesta equipa é precisamente os alas. De um lado, Pedro Porro e Nuno Mendes. De outro, Ricardo Esgaio e Galeno. A minha escolha recai precisamente para os homens do Sporting CP, pela importância que têm na estrutura de Rúben Amorim e pela capacidade que oferecem tanto defensiva como ofensivamente à equipa leonina. O facto de serem jovens jogadores com maior margem de progressão também me faz olhar como um fator determinante nesta escolha. Os dois jogadores dispõem de grandes armas e podem continuar a crescer de Leão ao peito.

João Palhinha – Provavelmente, juntos formariam das melhores duplas a jogar em Portugal. João Palhinha cresceu precisamente em Braga e facilmente conquistou o seu lugar em Alvalade, onde o Sporting CP cresceu também com o português. Num meio campo com necessidade de ter um largo raio de acção, o médio é capaz de recuperar bolas, equilibrar e ser uma peça chave não só em parar as transições e saltar na pressão, mas também nas bolas paradas. Melhorou também a sua capacidade de passe e o jogo posicional.

SC Braga
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Al Musrati – Chega ao SC Braga vindo do Vitória SC. Confesso que tinha uma ideia completamente diferente do jogador. Um monstro fisicamente com uma passada larga e com enorme capacidade nos duelos físicos acaba por se tornar também uma peça fundamental no processo ofensivo pela capacidade que tem em acelerar o jogo e pela facilidade com que consegue encontrar espaço para jogar e em tomar decisões. Tem demonstrado também muita facilidade em chegar ao último terço, onde vai conseguindo realizar bons remates que já lhe valeram alguns bons golos.

SC Braga

Ricardo Horta – Tem sido dos melhores jogadores em Portugal nos últimos anos e só peca por (ainda) não ter dado o salto. Encontra sempre espaço para jogar e revela uma enorme capacidade de decisão no último terço, quer seja para marcar ou para assistir um companheiro. Bastante rápido com e sem bola, com elevadas percentagens de passe certo e com uma enorme capacidade e disponibilidade para as tarefas defensivas.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves – Tem sido o melhor jogador em Portugal na presente época e os números falam por si. Em destaque no FC Famalicão, rumou ao Sporting CP, onde é o melhor marcador leonino. Revela uma enorme capacidade de decisão e, sobretudo, consegue aliar isso a uma velocidade de movimentos ao alcance de poucos. Demonstra uma enorme facilidade em orientar a receção e é um jogador chave no Sporting CP, procurando o espaço entrelinhas garantido maior dinâmica e fluidez na ligação entre sectores dos Leões.

SL Benfica SC Braga
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Paulinho – Fecha o onze e a frente de ataque. É um jogador que tem sido constantemente associado ao Sporting CP – e é fácil perceber o porquê. Teria uma grande facilidade em encaixar no modelo de Rúben Amorim, já para não falar da sua capacidade exímia em jogar. Um avançado móvel que ajuda a criar e a associar-se com os elementos que vêm de frente para o jogo. Demonstra uma inteligência acima da média e capacidade para acelerar o ataque, onde possui também uma enorme capacidade de finalização.

Artigo revisto

Tiago Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos