Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Tarde de muito calor no Estádio Nacional do Jamor, mas os adeptos de ambas as equipas também não faltaram à convocatória e marcaram presença no Belenenses SAD e CD Santa Clara, jogo da segunda fase a Taça da Liga. Os azuis tentavam alcançar a fase de grupos novamente e os açorianos queriam melhorar a prestação do ano passado, depois de cair nesta mesma fase contra o CD Aves.
Ao minuto sete, houve o primeiro momento de perigo no jogo. Licá aproveitou um passe longo nas costas da defesa, não conseguiu fazer logo o remate à primeira, mas depois rematou com perigo para grande defesa do guarda-redes do Santa Clara, Marco.
A partida entrou numa fase de estudo entre ambas as equipas. Talvez por ser um jogo de uma competição a eliminar, as duas formações estavam mais cautelosas e não arriscavam tanto. Apostavam, sobretudo, em contra-ataques ou passes longos nas costas da defesa.
A única oportunidade de algum perigo, nesta primeira metade, foi apenas aquela que referimos ao minuto sete. A partida ia sendo jogada preferencialmente a meio campo, talvez o calor tenha sido um fator de peso na condição física das duas equipas.
Chegámos ao intervalo com um empate a zero entre Belenenses SAD e Santa Clara. Toda a gente no estádio, acredito eu, a pedir para que na segunda parte as formações viessem com inspiração para chegaram à baliza com perigo e com possibilidade de marcar um golo.

Fonte: Bola na Rede
Se havia motivos para reclamar do estado de jogo da primeira parte, o que dizer dos primeiros 15 minutos da segunda metade. O jogo continuava mal jogado e muito concentrado a meio campo.
Ao minuto 56, muitos protestos por parte dos adeptos do Belenenses SAD, mas sem muita razão. Licá saltou para tentar disputar a bola no ar, mas Marco, guardião adversário, apanhou a bola primeiro e acabou por ser derrubado pelo avançado português.
O Belenenses SAD voltava a criar perigo minutos depois com duas grandes oportunidades. Ao minuto 63, foi primeiro a vez de Kikas com uma grande jogada individual a rematar para primeira defesa de Marco. E depois na recarga foi a vez de Matija a rematar para a defesa incompleta de Marco, que ia sofrendo o primeiro. A bola só não entrou na baliza devido a um corte de Fábio Cardoso.
Faltava o golo e acabou mesmo por cair um do céu para os açorianos. Ao minuto 80, depois de um lance na grande área do Belenenses a bola a ir à mão de Gonçalo Silva e penalti a favor do Santa Clara. Da marca dos 11 metros, Rashid não tremeu e bateu Mika. Guarda-redes para um lado e bola para o outro. Estava feito o primeiro da partida e era para os açorianos.
Quem continuava mais perigoso era os açorianos que continuavam a criar oportunidades junto da baliza do Belenenses. Parecia que o Santa Clara estava muito mais concentrado no jogo depois do golo que marcou. Já os “azuis” estava desorganizado em campo e já a jogar mais com o coração do que com a cabeça.
Até ao final de jogo só há a realçar a expulsão de Gonçalo Agrelos, que acabou por ir para os balneários mais cedo do que o resto dos jogadores. Resultado final favorável ao Santa Clara por 1-0 que está agora na fase de grupos da Taça da Liga. Relembrar que o ano passado os açorianos foram eliminados nos penaltis com o CD Aves. Já o Belenenses prepara agora a sua época sem uma competição no seu calendário.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Belenenses SAD – Mika (GR), Gonçalo Agrelos, Nuno Coelho, Gonçalo Silva, Gonçalo Tavares (Símon, 55’), André Santos (Faraj, 82’), André Sousa, Lucca, Licá, Dieguinho (Matija, 61’) e Kikas
CD Santa Clara – Marco (GR), Patrick, João Afonso, Fábio Cardoso, J. Lucas, Ukra (Zé Manuel, 82’), Francisco R., Rashid, Bruno Lamas (César, 89’), Schettine e Pineda (Carlos JR, 61’)
A FIGURA

Marco – O guarda-redes do Santa Clara defendeu tudo o que havia para defender. Teve uma exibição muito boa e, talvez, tenha passado por aqui o segredo do Santa Clara para conseguir a passagem à fase de grupos da competição. O penalti também foi importante, mas aqui esteve o talismã dos açorianos.
O FORA DE JOGO

Gonçalo Silva – O capitão dos “azuis” foi imprudente na sua abordagem ao lance que deu o penalti para os açorianos. Com as alterações das regras esta época era normal que acabasse por ser grande penalidade. Foi um lance que acabou por deixar por terra as ambições da sua equipa de chegar muito mais longe nesta Taça da Liga.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Belenenses SAD
BnR: O que é que faltou à sua equipa para conseguir marcar o golo que podia apurar para a fase de grupos da Taça de Liga?
Silas: Marcar golos. Criamos imensas ocasiões não conseguimos marcar e depois num lance de alguma sorte marcaram. É um lance algo duvidoso no sentido que as novas leis dizem que a bola se estiver muito perto do defesa não se marca penalti. É um lance difícil e segundo as novas leis não deveria ser falta, mas também aceito.
O que nos faltou foi isso: fazer golos. Primeira coisa para se fazer golos é criar ocasiões e conseguimos isso. Se criarmos ocasiões como neste jogo vamos ser os melhores ataques da liga. A este nível tivemos muito bem, só faltou metê-la lá dentro.
CD Santa Clara
BnR: O Santa Clara o ano passado acaba por ser eliminado da Taça da Liga por penaltis e curiosamente esta época ganha com um golo do penalti, nesta mesma fase. O que tem a dizer sobre este jogo e também sobre esta particularidade?
João Henriques: Queremos ganhar nos 90 minutos. Queríamos era introduzir a bola na baliza adversária de forma legal, claro, e não sofrer. E isso foi conseguido.
Quanto ao jogo, ritmo baixo típico de pré-época e a relva dificultou muito a tarefa às equipas, tanto para o Belenenses SAD como para nós. Não foi um jogo bonito de ser ver muito por causa de estarmos no início da época e do relvado. E isto prejudicou o espetáculo em si.
Tínhamos o objetivo muito claro: fazer com que o Santa Clara conseguisse passar pela segunda vez à fase de grupos. E é isto que queremos para a nossa época: melhorar os nossos resultados. É sempre bom começar com uma vitória e contra uma grande equipa que é o Belenenses.
Rescaldo de opinião de António Correia e João Barbosa
Foto de Capa: Bola na Rede
artigo revisto por: Ana Ferreira









