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SC Braga 2-1 CS Marítimo: Domínio caseiro inicial não evitou apreensão tardia

José Baptista · 3 min

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A chuva escolheu este domingo para se estrear no outono da capital minhota e, associada à pouca relevância que a Taça da Liga continua a ter no panorama futebolístico nacional, contribuiu para uma parca assistência numa partida em que, desta feita, os arsenalistas não se podem queixar do horário escolhido para justificar a falta de público nas muito despidas bancadas da Pedreira.

Podiam até ser poucos os adeptos, mas faziam-se ouvir e os da casa não se fizeram rogados de aproveitar o ímpeto para, desde bem cedo, assumir por completo o controlo do encontro. Sem necessidade de brilhantismos, o SC Braga ia chegando com facilidade à área contrária e foi, assim e sem surpresa, que, após várias intervenções de Charles e dos muitos defesas insulares, André Horta inaugurou o marcador aos 11’.

O restante da primeira metade seguiu no mesmo registo, com os Gverreiros do Minho a ameaçarem a baliza contrária uma e outra vez. Ia valendo o guardião maritimista. Na sequência de um canto, aos 26’, a bola até entrou, mas não contou, por falta sobre Charles, contudo o 2-0 chegaria mesmo. Aos 34’, Paulinho respondeu de primeira a cruzamento da esquerda e aumentou a vantagem com um volley perfeito.

O segundo tempo começou com outro tom e com os visitantes a passarem a ter mais posse, ainda que permitida. Continuavam bem visíveis as fragilidades ofensivas que os impediam de ameaçar a baliza de Matheus, mas, pelo menos, quebrava-se o domínio ofensivo bracarense e jogava o Marítmo com maior tranquilidade e sem estar constantemente encostado às cordas.

Bambock ainda deu esperança aos visitantes
Fonte: CS Marítimo

Aos 66’ mudaria um pouco o figurino do jogo, o Marítimo beneficiou de um canto e uma péssima saída de Matheus permitiu a Bambock dar um surpreendente equilíbrio ao marcador e abrir a porta da esperança insular.

As reações fizeram-se sentir também em ambos os bancos, com os dois treinadores a mexer, mas isso acabaria por não se refletir em novas alterações do marcador. Os visitantes continuaram a ter um ligeiro ascendente e deixaram uma bem melhor imagem de si que a que haviam dado nos primeiros 45 minutos, enquanto o Braga conseguiu somar os três pontos e ficar com o apuramento quase garantido para a final four, apesar do desnecessário sofrimento na parte final.

Referir também uma nota positiva para a equipa de arbitragem, assertiva e coerente e que ajudou ao bom fluir do encontro.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SC Braga: Matheus; Esgaio, Bruno Viana, Pablo, Sequeira; André Horta, Novais (Claudemir 73‘), Palhinha; Galeno (Wilson Eduardo 81’), Ricardo Horta, Pauinho (Rui Fonte 73‘)

CS Marítimo: Charles; Bebeto, Bambock, Grolli, Vukovic, China; Edgar Costa (Nequecaur 45’), André Teles, Correa; Getterson (Erivaldo 79‘), Rodrigo Pinho (Marcelino 73’)

A FIGURA

Fonte: CS Marítimo

Charles – Sofreu dois golos, mas podiam ter sido muitos mais. Boa exibição do guardião que permitiu ao Marítimo manter-se vivo no jogo apesar do domínio bracarense.

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Braga

Matheus – Os da casa tinham o jogo controlado até aquela péssima saída do guardião brasileiro que permitiu aos insulares reentrar na luta pelo resultado.

BnR na Conferência de Imprensa

CS Marítimo

BnR: O que mudou na equipa ao intervalo para quebrar essa apatia do primeiro tempo?

Nuno Manta Santos: Além da alteração que fiz e do posicionamento de sistema que mudei da primeira para a segunda parte, tive uma conversa com os rapazes. No bom sentido, sem qualquer agressividade, expliquei-lhes que não podem recear o adversário.

Temos de respeitar o nosso adversário, mas não podemos recear ir a jogo e discutir o jogo e, acima de tudo, desfrutarmos do jogo em si e jogar com intensidade e objetividade e nas ações ofensivas estarmos unicamente focados no jogo.

Outras declarações:

«Na primeira parte, o Marítimo foi muito tímido, foi respeitou muito o adversário.»

«Há um lance na primeira parte que eu penso que era penalti para o Marítimo e teria sido decisivo para o resultado.»

«Podiamos falar muito do discurso que os treinadores têm no final dos jogos… Hoje também vi o Braga a queimar algum tempo na parte final. [sobre as declarações de Sá Pinto no final do jogo para o Campeonato]»

SC Braga

O BnR não colocou questões ao treinador Sá Pinto.

Outras declarações:

«Podiamos ter feito um resultado histórico. Houve muito mérito do guarda-redes [do Marítimo]. Se estivesse aqui um olheiro, até o Real Madrid o contratava.»

«Fizemos um golo limpo que não se percebe… [sobre o golo anulado de Palhinha]»

«Não acabamos o jogo a fazer anti-jogo.»

«O Matheus tem tido um comportamento bom, é um grande guarda-redes.»

Foto de Capa: UEFA Europa League

artigo revisto por: Ana Ferreira

José Baptista

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