Publicidade

SC Covilhã 1-1 SL Benfica: Frio serrano congela aspirações benfiquistas

Redação BnR · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Em partida referente à 2ª jornada da Taça da Liga (Allianz Cup), tanto o Sporting da Covilhã como o Benfica, apresentaram algumas alterações em relação aos seus onzes “base”. A necessidade de vencer e de marcar golos (no caso do Benfica), num grupo com todas as equipas empatadas a um ponto, era objetivo comum para ambos os conjuntos.

Os “Leões da Serra” foram os primeiros a causar algum frisson junto das balizas. Adriano Castanheira aproveitou um ressalto na área encarnada e rematou para defesa de Zlobin (5’).

Após um início com algum ascendente dos homens da casa, foi o Benfica a ficar mais perto de marcar, com um cabeceamento de Gedson à trave, na sequência de um livre batido por Jota (11’).

O Covilhã aparentou entrar no jogo algo nervoso (fruto da emoção normal de enfrentar um dito “grande”), mas com o passar dos minutos, o nervosismo foi desvanecendo e Bonani rematou para nova defesa do guarda-redes russo do Benfica (20’).

À passagem do minuto 25, um contra-ataque do Sporting da Covilhã, gelou (ainda mais) a maioria benfiquista no Estádio José Santos Pinto. Indefinição entre Tomás Tavares e Zivkovic numa zona proibida levou a um ataque rápido protagonizado por Daffé e concluído por Adriano. Boa defesa de Zlobin (25’).

Jogo de parada e resposta. Raúl de Tomás, no seguimento de boa jogada construída a partir de trás, recebeu de costas, conseguiu virar e rematou forte para defesa de Bruno (30’). E após um interregno sem perigo junto das balizas, o jogador mais perigoso do Sporting da Covilhã, Adriano atirou de longe a rasar a barra. Se a bola fosse à baliza, Zlobin estaria “batido” (40’).

Uma primeira parte dividida, bem disputada e sem qualquer superioridade que se tenha feito notar entre estas duas equipas. O frio que se fez sentir no estádio, acabou por gelar os jogadores e afastar a emoção dos golos. Um Covilhã naturalmente mais retraído mas sem entregar a bola ao Benfica. Do outro lado, os encarnados ainda não tinham conseguido demonstrar em campo o favoritismo inicial.

Excelente moldura humana, como já não se via há largos anos na Covilhã
Fonte: Bola na Rede

A cabeça dos jogadores do Benfica ainda estava no balneário e o Sporting da Covilhã fez o golo. À entrada do minuto 46, Bonani intercetou o esférico após desentendimento entre Jardel e Samaris, não tremeu perante o gigante russo e atirou a contar.

Hora de jogo volvida e um jogo na mesma toada, mas para além do golo, com menos balizas do que no primeiro tempo. Jogo frio e sem ideias por parte do campeão nacional. Uma equipa desinspirada e das mais vulneráveis que os serranos tiveram pela frente esta época.

Foram precisos apenas dois minutos em campo para Taraabt mostrar toda a classe que o caracteriza. Desenvencilhou-se de dois adversários com um toque para a frente e causou desequilíbrio. A melhor jogada do Benfica em toda a partida. Pouco depois, levou a equipa para a frente, Nuno Tavares cruzou e Vinícius cabeceou ao lado (66’).

Uma palavra de apreço para a defesa, ou para as transições defensivas da equipa covilhanense. Poucas ou nenhumas veleidades tinha oferecido ao Benfica. Centrais poderosos e seguros, atrás de um meio campo coeso.

Perante um Benfica adormecido, mais uma vez, o homem do costume, Adriano Castanheira fez o que quis da defesa encarnada e rematou para canto (80’). Na sequência de um canto marcado por Pizzi, a bola ressaltou na defesa e Jota aproveitou para atirar para o golo (82’).

Empate a uma bola entre estas duas equipas, certamente com ambições diferentes. Do lado do Sporting da Covilhã, pode-se dizer que merecia mais. Partida controlada pelo serranos até pouco depois da hora de jogo. Setores muito próximos, consistentes e guerreiros. Disputaram cada lance como se fosse o último e chegaram ao golo (com mérito).

No Benfica, Pizzi e Taraabt agitaram o jogo e desnivelaram o terreno. Jogo fraco, com pouca história. Deixaram muito a desejar. Jardel lento, já não serve. Samaris e Zivkovic não renderam. Raúl de Tomás continua infeliz e Gedson não promete mais. Em suma, esperava-se melhor dos encarnados, nesta visita à serra.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SC Covilhã: Bruno, Jaime, Zarabi, Joel, Gilberto, Brendon, Jean (Miranda, 81’), Mica, Adriano, Bonani (Daniel Martins, 73’), Daffé (Kukula, 85’).

SL Benfica: Zlobin, Tomás Tavares, Rúben Dias, Jardel, Nuno Tavares, Florentino (Vinícius, 46’), Samaris (Taraabt, 61’), Gedson, Zivkovic (Pizzi, 61’), Jota e Raúl de Tomás.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica

Jota – Do melhor que se viu esta noite na Covilhã. Repetiu a boa exibição que protagonizou em Vizela. É daqueles que dá “safanões” no jogo e é capaz de o resolver em pouco espaço. Cervi que não descanse sobre a posição. O argentino só é melhor que o português no processo defensivo. Mas se calhar é isso que Lage procura do lado esquerdo. De resto, dá vinte a zero em qualidade ao “chuky”. Além disso, culminou a sua exibição com um golo.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Sl Benfica

Bruno Lage – Não se questionam as escolhas em campo, devido à acumulação de jogos, mas sim, a dinâmica posta em campo. Processos lentos, previsíveis, sem vontade aparentemente nenhuma. Apenas Taraabt, Pizzi e Jota foram exceções. Não se questiona também a sua continuidade ao leme do Benfica, mas algo terá certamente que mudar.

BnR na Conferência 

SC Covilhã

Bola na Rede: Apresentou um onze com algumas alterações em relação ao onze inicial habitual, como explica essas alterações? 

Ricardo Soares: Aproveito para agradecer essa pergunta, porque acho que é uma pergunta excelente para ser respondida e para elucidar outros orgãos de comunicação social. Eu tenho um plantel curto, 20 jogadores, por opção minha e encaixa nos valores do clube. Nós contamos com todos neste processo, ninguém fica de fora. Na minha equipa todos os jogadores já jogaram a titulares, tenho um grupo de profissionais que se dedicam e empenham sempre em busca da superação.

SL Benfica

O BnR não teve direito a pergunta ao treinador Bruno Lage.

 

Artigo redigido por Filipe Carvalho e Rui Pedro Cipriano

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.