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Vitória FC 2-0 UD Oliverense: O injusto fim de um sonho

Guilherme Anastácio · 5 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Tudo a postos para a primeira das duas meias finais da Taça da Liga. Vitória, sendo um histórico no nosso futebol (venceu, inclusive, a primeira edição desta competição) é já um clube mais do que habituado a estas andanças das taças e das finais. Por sua vez, a equipa da Oliveirense fez história e, por isso mesmo, estava mais do que motivada para este embate.

Ambas as equipas não estão bem nas respetivas classificações e, como tal, viam esta competição como a forma ideal para salvar a temporada. Tendo isso em conta, ambos os treinadores optaram por lançar os seus habituais titulares. Tanto José Couceiro como Pedro Miguel queriam, definitivamente, chegar à final.

Ainda antes do quinto minuto de jogo já se andava perto do golo. Num livre ainda distante da baliza, João Teixeira rematou para uma boa intervenção de Coelho. Estava feito o aviso sadino!

Logo de seguida, dois minutos volvidos, a Oliveirense também cheirou o golo. Numa jogada rápida, João Amorim lançou e isolou Riascos. Este, bastante pressionado e com Pedro Trigueira já a seus pés, atirou para uma boa intervenção do guarda redes.

Por volta do décimo minuto, de novo a Oliveirense a tentar o golo. Numa rápida e simples jogada, Riascos voltou a aparecer com liberdade na área e tentou o golo. Estava lá Trigueira para sorte dos sadinos.

Um minuto depois, novo livre perigoso, desta feita para a equipa do segundo escalão. Ricardo Tavares rematou com efeito e atirou a bola às malhas laterais. A Oliveirense demonstrava assim que estava melhor e que não temia a equipa do Vitória.

Gonçalo Paciência foi um dos jogadores mais influentes da partida  Fonte: FPF
Gonçalo Paciência foi um dos jogadores mais influentes da partida
Fonte: FPF

Grandes primeiros vinte minutos em Braga. Embora com maior destaque por parte da equipa da Oliveirense, o jogo estava vivo e mexido. Previa-se, assim, um bom espetáculo típico de taça e de eliminatória.

Vinte minutos passados surgiu a melhor oportunidade da primeira parte. Num contra-ataque rapidíssimo, o ataque dos vermelhos assustou os sadinos. Piascos assistiu João Amorim que atirou, de fora da área, a bola ao poste. Na ressaca do lance Sérgio Ribeiro enviou a bola ao outro poste. Já se cheirava a golo para a Oliveirense e o Vitória pouco ou nada mostrava.

Sem merecer e contra a corrente do jogo, o clube primodivisionário colocou-se a ganhar (minuto vinte e sete). Num canto bem batido no lado direito, Gonçalo Paciência apareceu sozinho e de rompante junto da pequena área, atirando ao poste. Quase como um matraquilho, o próprio cabeceou de novo e atirou a contar. Estavam abertas as hostilidades na Pedreira.

A bola foi ao centro e rapidamente chegou à área sadina. Ricardo Tavares centrou e, já dentro da área, um defensor sadino cortou a bola com a mão. Manuel Mota não hesitou e assinalou penalti. Na cobrança do mesmo, Diogo Valente atirou com força sem qualquer tipo de hipóteses para Pedro Trigueira. Contudo, a bola embateu com estrondo na barra e o resultado manteve-se.

A Oliveirense não deixava o Vitória respirar e ao minuto 39 desfrutou de uma nova oportunidade. Ricardo Tavares, de fora de área, rematou forte para (mais) uma excelente intervenção do guardião sadino. Era visível o sinal mais para a equipa de Oliveira de Azeméis.

Chegado o intervalo, o Vitória só tinha de agradecer à sorte e ao seu guarda redes. Só uma equipa é que merecia, de facto, estar na frente do marcador. A equipa da Oliveirense praticou um bom futebol e dispôs das melhores oportunidades do encontro (atirou, na primeira meia hora de jogo, a bola três vezes aos ferros). O resultado era extremamente injusto e colocava-se a pergunta: seria a equipa de Aveiro capaz de manter o bom ímpeto e o bom futebol na segunda parte? Por sua vez, a equipa do primeiro escalão desiludia na primeira parte e José Couceiro tinha, impreterivelmente, de mudar algo na sua equipa para vencer o encontro.

A segunda parte começou e o técnico sadino acordou. Percebendo a má primeira parte da sua equipa, o técnico operou duas substituições (André Pedrosa e Arnold foram lançados para os lugares de Patrick e de André Sousa) com o intuito de acordar os seus jogadores e de mudar o rumo da partida.

Contudo, nada nem ninguém parava a Oliveirense. Do meio da rua, Sérgio Ribeiro rematou com perigo e Pedro Trigueira (mais uma vez) quebrou as intenções dos encarnados.

O Oliveirense poderia ter chegado ao empate, no entanto, faltou a eficácia Fonte: FPF
A Oliveirense poderia ter chegado ao empate, no entanto, faltou eficácia
Fonte: FPF

Ao contrário do que seria de esperar, a partida arrefeceu (e muito!). Só ao minuto 66 é que voltou a haver uma ocasião de golo. Cruzamento efetuado para o segundo poste e o recém-entrado, Serginho, falhou escandalosamente o golo, atirando muito por cima.

A dez minutos do fim a Oliveirense voltou a dar sinal de vida. Riascos cabeceia de cima para baixo já na pequena área e o enredo deste jogo mantem-se: enorme defesa de Trigueira.

Foi já depois dos noventa que o Vitória fez o seu segundo golo. Gonçalo Paciência (quem mais poderia ser?) passou, brilhantemente, por Sérgio Silva. Ao tentar marcar, a bola sobrou para Allef que, à boca da baliza, não perdoou. As esperanças da Oliveirense morreram neste lance.

A segunda parte foi bem diferente da primeira, grande parte por causa do défice físico dos homens de Pedro Miguel, mas também pelo facto da equipa sadina estar mais coesa defensivamente, diminuindo as oportunidades e empobrecendo o jogo. Estava, assim, tudo ao gosto do Vitória que, diga-se injustamente, estava na frente do marcador. O jogo terminou com um resultado mais do que injusto. A equipa da Oliveirense merecia muito mais e só pecou mesmo na eficácia. Por sua vez, o Vitória bem pode agradecer ao seu guarda redes e a Gonçalo Paciência. Sem eles, a final seria só um sonho. Com eles, é uma realidade.

A FIGURA:

Fonte: Pedro Trigueira Oficial
Fonte: Pedro Trigueira Oficial

Pedro Trigueira – Filipe Gonçalves, Gonçalo Paciência, Alemão e Riascos são nomes que bem poderiam estar neste capítulo. Contudo, Pedro Trigueira foi, indiscutivelmente, a figura deste encontro. Numa partida em que o Vitória pouco ou nada atacou e em que o Oliveirense esteve em grande destaque, os sadinos têm mesmo de agradecer ao seu guarda redes. Foi ele quem parou as investidas da equipa de Oliveira de Azeméis. O mérito tem de ser mais do que atribuído a este homem.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Lance.com
Fonte: Lance.com

 Patrick Vieira- Substituído ao intervalo, o defesa direito emprestado pelo Benfica não esteve nada bem, não tendo conseguido travar as investidas dos avançados da equipa de Oliveira de Azeméis e fazendo ainda um penalti despropositado. Má exibição.

Foto de Capa: UD Oliveirense

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Guilherme Anastácio

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