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SC Covilhã 0-1 Vitória SC: A velha máxima “Quem não marca sofre”

Redação BnR · 6 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Os quatro graus que se fizeram sentir no Complexo Desportivo da Covilhã estavam condizentes com a fase que se jogava da Taça de Portugal. A equipa da casa apresentou-se com a máxima força, querendo ser o David de outro Golias: o Vitória de Guimarães. Por sua vez, os visitantes não se deixaram ficar atrás, encarando este jogo com a seriedade que merece, apresentando também um onze forte nesta partida dos quartos-de-final.

No primeiro quarto de hora da partida o Guimarães foi mais dono da bola e tentou sempre chegar perto do último terço do campo. O Covilhã procurava surpreender através de saídas em contra-ataque, mas sem conseguir criar problemas para a defensiva dos vimaranenses.

A primeira vez em que os serranos chegaram com perigo à baliza de Miguel foi através de um remate à entrada da área de Diarra, que acabou por ser intercetado por Josué. No seguimento da jogada, a equipa visitante saiu em contra-ataque, criando também algum perigo através de um cruzamento de Raphinha.

Chaby, perto dos 20 minutos, após uma excelente iniciativa na extrema direita, conseguiu entrar na área vimaranense com relativa facilidade, mas acabou por deixar escapar a bola, tentando ainda Diarra rematar novamente à baliza, mas sem sucesso.

O Covilhã, apesar da sua entrada nervosa, começou a crescer no jogo, com boas oportunidades perto da área do seu adversário, dando trabalho à defesa da equipa da Primeira Liga. O jogo aparentava estar cada vez mais equilibrado, emocionante e prazeroso de se ver, não desiludindo os adeptos que se deslocaram em massa ao Complexo Desportivo da Covilhã.

O Vitória de Guimarães esteve perto do golo já na chegada ao intervalo. Após uma iniciativa particular de Soares, este sofre falta que resulta num livre perigoso à entrada da área do Sporting da Covilhã, em que Rapinha remata para uma excelente defesa do guardião, Igor, e na recarga Hernâni remata ao poste da baliza.

No início da segunda parte os leões da serra entraram bastante pressionantes, conseguindo chegar-se perto da baliza da equipa nortenha com perigo mais do que uma vez. Pedro Henriques, técnico do Vitória, apercebeu-se de que a sua equipa não estava a sair do seu meio-campo e decidiu colocar mais um elemento para este setor: Bernard.

Hernâni foi decisivo na vitória forasteira Fonte: FPF
Hernâni foi decisivo na vitória forasteira
Fonte: FPF

A pressão do Covilhã era cada vez mais forte, e perto do minuto 60 esteve mesmo perto de chegar à vantagem, através de um cabeceamento de Pintassilgo após cruzamento de Medarious. Numa tentativa de criar perigo, o Guimarães só conseguiu chegar perto da baliza de Igor através de um remate a meia distância de Soares que não chegou a criar preocupação.

Nesta fase do jogo os vimaranenses não conseguiam mesmo trocar a bola, muito por culpa da excelente organização defensiva da equipa treinada por Filipe Gouveia.

Completamente contra a corrente do jogo o Vitória de Guimarães chegou ao golo já na entrada dos dez minutos finais da partida. Após um bom trabalho na extrema direita do ataque vimaranense, surge um cruzamento de Bruno Gaspar para o segundo poste, onde Hernâni fuzilou com um remate portentoso as redes da baliza do Covilhã.

Até ao final do encontro, os da casa foram à procura do sonho de chegar à próxima fase da Taça de Portugal, mas já sem as forças com que começaram o segundo tempo. Com o futebol apresentado, principalmente na segunda parte, o Sporting da Covilhã não merecia este final. A equipa apresentou-se a um excelente nível e merecia mais. É de ressalvar a excelente atitude dos adeptos de ambos os conjuntos, que os apoiaram incansavelmente durante os 97 minutos.

Desta forma, o Vitória de Guimarães passa para as meias-finais da Taça de Portugal, onde irá defrontar o Chaves, equipa que derrotou o Sporting CP.

 

Foto de Capa: Bola na Rede

A FIGURA:

Fonte: Vitória SC
Fonte: Vitória SC

Hernâni – É a figura do jogo exclusivamente pelo único golo marcado no encontro. O jogador esteve em destaque quando conseguiu marcar com um excelente remate já dentro da grande área dos serranos.

Foto de Capa: Bola na Rede

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Vitória SC
Fonte: Vitória SC

Soares – O jogador do Vitória de Guimarães mostrou-se em baixo nível. Esperava-se que o avançado fosse fulcral no jogo de hoje mas esteve bem aquém das expectativas.

Conferência BnR

BnR: O Covilhã jogou há um mês contra o Marítimo. Nota algum tipo de evolução entre esse jogo e o jogo de hoje?

Pedro Martins: Hoje era diferente. A própria prova da Taça da Liga normalmente está muito formatada para diversas equipas, e aqui o Sporting da Covilhã tinha eliminado o detentor da Taça de Portugal, sabia que estava às portas de uma meia-final e sabia que era uma oportunidade extraordinária para o próprio clube e para os jogadores. Para além desta dificuldade acrescida, sabemos também que os jogos da Taça de Portugal têm sempre um cariz muito distinto daquilo que é uma prova nacional, e o plantel do Sporting da Covilhã é recheado de bons jogadores e é bem orientado.

 

BnR: E sai daqui satisfeito com a forma como a equipa se apresentou?

Pedro Martins: Nós demos tudo o que tínhamos. Saio daqui muito satisfeito com a entrega, com o espírito de sacrifício, e nos momentos mais críticos soubemos superar também as adversidades e as dificuldades.

 

BnR: Filipe, em primeiro lugar, quero dar-lhe os parabéns pela forma como se apresentou e jogou hoje, frente ao Guimarães. Qual foi a mensagem deixada aos jogadores, no balneário?

Filipe Gouveia: Foi uma mensagem de orgulho, mais uma vez. Nesse aspecto, são fantásticos. São muito aplicados no trabalho, e mesmo no dia-a-dia não tenho nada a apontar a nenhum jogador. Trabalham nos limites e prova disso é que no último mês fizemos oito jogos e ainda hoje trabalharam da maneira que disse – e obrigado pelos parabéns – e entregaram-se ao jogo de uma maneira fantástica. Na segunda-feira temos outro jogo, contra o Sporting, e sei que se vão entregar da mesma maneira, mesmo sabendo que, neste momento, somos a equipa que mais quilómetros faz para jogar. Estamos longe de tudo, mas não há que lamentar; apenas trabalhar e valorizar o que têm feito.

 

BnR: O objetivo, então, neste momento, passa por conseguir a melhor classificação possível no campeonato?

Filipe Gouveia: O objetivo passa por irmos para um patamar condizente com o valor do grupo de trabalho. Eu acho que esta tabela classificativa, na Segunda Liga, não corresponde ao valor do trabalho. Mas isso temos de provar dentro da campo e teremos de, todos os jogos, dar uma resposta, para estarmos de acordo com o valor que o grupo merece.

 

BnR: Quanto a saídas, suponho que esteja a dizer que não irão acontecer… 

Filipe Gouveia: No futebol não podemos estar a dizer que alguém vai sair ou vai ficar. Se aparecer uma proposta e se for boa para o jogador e para o clube… Não contava com a saída do Davidson e, neste momento, ele já está nas meias-finais. Nesse aspecto não há nada a lamentar. No futebol é assim. Desde que seja bom para o jogador e para o clube, acho que é bom para toda a gente. É sinal de que o jogador foi valorizado, é sinal de que o clube conseguiu rentabilizar os seus activos e é bom para todas as partes.

Rescaldo da autoria de Marta Reis e José Pedro Barata

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

 

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