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O que esperam os editores do BnR de 2018?

Redação BnR · 16 min

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Bola na Rede: Pode o SL Benfica conquistar o pentacampeonato?

Joana Libertador: Claro. Apesar de difícil, não é impossível e já em épocas anteriores o Benfica demonstrou ser capaz de recuperar de grandes desvantagens. Eu acredito e o Benfica pode, de facto, conquistar o penta, no entanto é necessária uma alteração drástica dentro do clube. É fundamental assegurar a lateral direita e um central implacável, mostrar atitude dentro de campo, melhorar substancialmente a qualidade de jogo e principalmente estabilizar as exibições. O maior problema até agora foi a falta de consistência da equipa: ora fazem um jogo de bradar aos deuses, ora parecem uma equipa do meio da tabela.

BnR: Quem é que será o jogador revelação do campeonato?

JL: Talvez demasiado óbvio, mas terei de escolher Rúben Dias. É, neste momento, o único bom central do Benfica e tem uma margem de progressão enorme. Se deixarem de existir lugares cativos no onze (Luisão e companhias) R. Dias vai passar a ser o patrão da defesa, juntamente com um reforço de inverno (esperemos).

Fonte: Facebook Oficial de Rúben Dias
Fonte: Facebook Oficial de Rúben Dias

BnR: Rui Vitória é para continuar em 2018?

JL: Pelo menos até ao final da época sim. Nenhum clube é mais feliz ao despedir um treinador no decorrer de uma temporada. No verão, dependendo do trabalho realizado até lá, é que a continuidade de Rui Vitória poderá ser ponderada. E atenção que a qualidade do trabalho realizado não está necessariamente interligado aos títulos ganhos. Afinal, a posição de Jorge Jesus não foi posta em causa durante o tricampeonato do FC Porto.

BnR: Quais é que devem ser os objetivos definidos do SL Benfica para 2018? O que há a melhorar?

JL: Antes de mais é necessário rever a atitude fora de campo. Programas com o objetivo de contaminar (ainda mais) o futebol português, não podem existir. Depois é preciso  rever também a atitude dentro de campo. Depois de uma prestação desastrosa na Liga dos Campeões e um início de campeonato atribulado, o Benfica precisa de rever os seus objetivos e ambições e começar a lutar pelos mesmos (e isto inclui uma intervenção no mercado de Inverno).

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Bola na Rede: Pode o FC Porto voltar aos títulos em 2018?

Francisco Sampaio: Acredito que, em 2018, o FC Porto tem todas as condições para regressar aos títulos desde que se reforce cirurgicamente no “mercado de inverno”. Sérgio Conceição tem vindo a realizar um excelente trabalho, ainda que com um ou outro momento menos feliz (como, por exemplo, o jogo em Leipzig); a equipa mantém o rigor nos posicionamentos defensivos que já trazia do tempo de Nuno Espírito Santo, mas no momento ofensivo tem muito mais argumentos, constrói jogo com critério contrariamente ao que verificava na época transata. Para aumentar as hipóteses de conquistar títulos faltam agora reforços ou, pelo menos, alternativas aos habituais titulares para que a equipa não quebre fisicamente numa temporada na qual se encontra ainda envolvida em quatro competições.

BnR: Quem é que será o jogador revelação do campeonato?

FS: É difícil apontar um “jogador revelação” numa época na qual se disputaram já 15 jornadas. No início da temporada a minha resposta seria, taxativamente, Óliver Torres, e a verdade é que ainda hoje não consigo compreender concretamente o motivo pelo qual este saiu do onze-tipo do FC Porto já que, enquanto jogou, o seu rendimento foi sempre elevado. Atualmente diria Ricardo Pereira, pela versatilidade e qualidade apresentada em ambas as posições que pode ocupar (lateral ou extremo direito), ou Aboubakar, não só pelos golos marcados mas também pela qualidade com que surge entre linhas. Porém, era já evidente antes da época começar que ambos se tratavam de futebolistas com qualidade, pelo que apenas para os mais distraídos os mesmos poderão ser apontados como “revelações”.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

BnR: Sérgio Conceição é para continuar em 2018?

FS: Não é fácil responder a essa questão quando ainda faltam tantos jogos para o final da época. Porém, também é certo que o trabalho de um treinador não  deve ser avaliado unicamente pelos resultados obtidos. Assim sendo, neste momento e considerando tudo aquilo que Sérgio Conceição trouxe ao clube e que há muitos anos não se via (não estou a falar de “mística”, mas sim daquilo que permite vencer jogos – organização e dinâmicas coletivas com qualidade em todos os momentos), acredito que este deverá ser uma aposta para manter em 2018. Houve abordagens menos conseguidas a alguns jogos, é um facto, mas seria injusto não reconhecer o trabalho de quem tem feito tanto com tão pouco.

BnR: Quais é que devem ser os objetivos definidos do FC Porto para 2018? O que há a melhorar?

FS: O objetivo na Liga dos Campeões está, a meu ver, atingido; tudo o venha a acontecer daqui em diante será apenas um bónus a somar à já boa campanha realizada pelo FC Porto na “liga milionária”. Assim sendo, o objetivo principal terá, necessariamente, que passar pela conquista da Liga Portuguesa, não só por este ser um título que escapa ao clube há já mais de quatro anos, mas também por se tratar da mais importante competição de clubes a nível interno. Os aspetos a melhorar numa equipa que, coletivamente, se tem vindo a apresentar tendencialmente em bom plano, passam sobretudo pela qualidade individual dos executantes; por vezes fica a ideia de que o FC Porto só não consegue apresentar-se a um nível ainda mais elevado porque o plantel não tem qualidade individual que o permita. A equipa vive muito da criatividade de Brahimi e da sua capacidade para causar desequilíbrios na estrutura defensiva adversária pelo que, dado que Óliver Torres parece não contar para Sérgio Conceição (algo que, reitero, me parece incompreensível), seria muito importante contratar um médio criativo que tornasse a equipa menos dependente de Brahimi nesse particular.

Nota do Editor: Acima de tudo espero que, em 2018, se fale mais de futebol em Portugal. É hora de deixar de lado os faits-divers (muito potenciados por alguns programas televisivos) e falar daquilo que verdadeiramente, um dia, nos fez apaixonar pelo jogo: a arte dos 22 jogadores que pisam o relvado e o engenho dos treinadores que montam as suas equipas como se o campo de um tabuleiro de xadrez se tratasse.

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Bola na Rede: Pode o Sporting CP voltar a conquistar o campeonato?

Diogo Janeiro Oliveira: Sim, o Sporting tem condições para terminar o jejum e voltar a ser campeão nacional. A experiência do nosso treinador, aliada à qualidade do nosso plantel, pode voltar a dar essa alegria aos sportinguistas. A equipa tem demonstrado a solidez necessária esta época e penso que, mantendo esta qualidade exibicional e a estabilidade no seio do plantel, podemos ambicionar a ser campeões.

BnR: Quem é que será o jogador revelação do campeonato?

DJO: Penso que o jogador revelação no Sporting, se é que ainda lhe podemos chamar assim, é Cristiano Piccini. O lateral direito italiano, que foi logo rotulado de flop pela comunicação social portuguesa, está a calar todas as bocas que o criticaram e a mostrar as suas qualidades. É fortíssimo defensivamente e está a melhorar a olhos vistos a sua capacidade ofensiva e de decisão no meio campo contrário. Em Itália, já o olham de maneira diferente e isso é tudo fruto do trabalho e mérito do lateral direito e do seu treinador, Jorge Jesus.

BnR: Jorge Jesus é para continuar em 2018?

DJO: Claro que sim. O Sporting melhorou muito nas últimas duas épocas, sob o comando de Jesus. Basta vermos os desempenhos dos leões frente aos maiores colossos europeus e até a forma como a equipa joga no campeonato nacional. No primeiro ano, o Sporting jogava melhor do que no ano passado, é verdade. Mas esta época voltámos a melhorar, ainda que com um estilo de jogo ligeiramente diferente. Jorge Jesus é o treinador certo para o Sporting e quero que ele continue à frente da equipa de futebol, não tenho dúvidas disso.

Fonte: Sporting Clube de Portugal
Fonte: Sporting Clube de Portugal

BnR: Quais é que devem ser os objetivos definidos do Sporting CP para 2018? O que há a melhorar?

DJO: No que toca ao futebol profissional, o Sporting tem obrigação de lutar pelo campeonato nacional e pela conquista da Taça de Portugal. Os leões têm de voltar a ser campeões nacionais e nada melhor que juntar também a Taça de Portugal. Temos obrigação de lutar por isso. O centro das atenções tem de ser o campeonato, mesmo que isso implique menosprezar competições como a Liga Europa ou a Taça da Liga. Há que retocar o plantel, se possível, com mais um desequilibrador para as alas, um avançado ou uma alternativa para Bruno Fernandes. Quanto às modalidades, o Sporting tem condições para lutar por todos os títulos internos, continuar as boas prestações nas competições europeias de hóquei em patins e ténis de mesa, e conquistar a UEFA Futsal Cup, ambicionada há vários anos.

Cabeçalho Futebol Nacional

Bola na Rede: Pode o Seleção Nacional voltar a sagrar-se campeã, desta vez do mundo?

Nuno Almeida: Tendo em conta que teremos um mundial onde estarão presentes seleções como o Brasil, que está muito forte, consistente e que se classificou para de uma forma tão clara, uma Alemanha que é sempre favorita e conseguiu ganhar a taça das confederações usando segundas linhas, ou uma Argentina que, apesar de não estar a passar um bom momento, tem muita qualidade individual, será muito difícil à nossa seleção fazer o mesmo trajecto que fez no Europeu. E digo apenas difícil e não impossível, primeiro porque no futebol não há impossíveis no futebol, e segundo porque Fernando Santos e os seus escolhidos já ganharam um Europeu, em casa do favorito, sem Cristiano Ronaldo e com golo de um suplente. Apesar de muito difícil, Fernando Santos ensinou-nos a acreditar.

BnR: É esta a última hipótese para Cristiano Ronaldo tentar ganhar o Mundial?

NA: Não. Penso que Cristiano Ronaldo, pela forma como trabalha, se trata, e o cuidado que os seus treinadores têm em gerir o seu esforço, poderá manter-se a jogar a grande nível por mais 4 ou 5 anos, no entanto, depois deste Mundial não poderemos continuar a pedir que seja Cristiano Ronaldo a carregar a nossa seleção. Teremos que manter a renovação que já se iniciou, construindo um colectivo equilibrado e forte. Para que isso aconteça, e olhando aos bons jovens jogadores que já chegaram à equipa das quinas, e aos que estão a surgir, faltará apenas que emerjam dois ou três bons centrais para substituir jogadores como Pepe, Bruno Alves e Ricardo Carvalho. Alcançando isso, a seleção conseguirá levar Cristiano Ronaldo a mais um Mundial, onde acredito que não será a estrela, mas mais um, que servirá de referência e exemplo para os mais jovens.

BnR: Quem é que se arrisca a ser a equipa revelação do campeonato português desta temporada?

NA: Bem sei que as segundas voltas sempre trazem surpresas boas e más, o que pode contradizer a escolha que aqui farei, mas atendendo ao caminho percorrido, e aos sinais que têm vindo a demonstrar já em épocas anteriores, vou escolher o Rio Ave como equipa revelação deste campeonato. Poderia escolher também o Marítimo que está a fazer uma época muito boa, mas a equipa madeirense não pode ser considerada uma revelação atendendo ao facto que está sempre a lutar por lugares europeus. O Rio Ave tem-se vindo a estabelecer na primeira metade da classificação, e esta época, com Miguel Cardoso no comando aliou à consistência um futebol muito bom de ver, atacante e de posse.

Miguel Cardoso teve um excelente início nesta sua nova aventura no Rio Ave Fonte: Rio Ave FC
Fonte: Rio Ave FC

BnR: Que jogadores podem ser as revelações dos campeonatos portugueses [fora dos 3 grandes]?

NA: Temos excelentes jogadores a aparecer nas equipas ditas pequenas, e fazendo também neste caso a ressalva de que, como as equipas, os jogadores vivem de fases, arriscarei em alguns nomes que têm mostrado muita qualidade e que não me parece ocasional. Decidi destacar Shoya Nakajima (Portimonense), Rui Costa (Famalicão), Raphinha (Guimarães), Charles (Marítimo) e Oghenekaro Etebo (Feirense)

Shoya Nakajima – Médio ofensivo de 23 anos, o jogador nipónico é muito rápido e bom tecnicamente, aparecendo muitas vezes em zona de finalização.

Rui Costa – O avançado do Famalicão, de 21 anos, é, nesta lista, o único representante da segunda liga muito por culpa de quem está a escrever este texto que não tem seguido o segundo escalão com a atenção devida, no entanto parece-me ser um excelente representante da qualidade que temos também nessa competição. É rápido, muito móvel, e a qualquer momento pode apanhar uma defesa em conta-pé.

Raphinha – O avançado do Vitória de Guimarães, de 20 anos, já tinha dado nas vistas na época passada, mas continua a demonstrar este ano que tem muita qualidade, principalmente num momento menos positivo da sua equipa.

Charles – O Guarda-redes do Marítimo, que, apesar dos seus 23 anos, conseguiu ganhar a titularidade numa equipa que está a fazer uma excelente campanha na liga portuguesa.

Oghenekaro Etebo – A jogar na equipa da Feira, este avançado de 23 anos é bastante possante e promete ser um jogador a seguir no futuro. Ganhou já o prémio de mais promissor jogador CAF 2016

Poderia ter indicado outros cinco nomes, no entanto estes parecem ter qualidade mais que suficiente para serem destacados.
Cabeçalho Futebol Internacional

Bola na Rede: Quem é que que são os favoritos a conquistar a Liga dos Campeões e Liga Europa, respetivamente?

Pedro Machado: O facto das ligas Inglesa, Francesa, Alemã e Espanhola estarem praticamente sentenciadas dão algumas vantagens aos clubes que as lideram (Manchester City FC, PSG, FC Bayern e FC Barcelona)… e àqueles que ambicionava o título, mas viram ser hipotecadas essas hipóteses (nomeadamente Real Madrid CF e Manchester United FC). Porém, quem vai à frente, ainda por cima com vantagem tão significativa, é quem provou ser melhor. E se a Bundesliga e a Ligue 1 costumam ser um passeio para o Bayern e para o PSG (à excepção do ano passado, claro está), o mesmo não se pode dizer de La Liga e da Premier League, e isso é sintomático da força de Manchester City FC e FC Barcelona, que se afiguram como favoritos à conquista da liga milionária, ainda que com o PSG à espreita como candidato credível.

Quanto à Liga Europa, depende muito da forma como cada uma das equipas encarar a prova. Borussia Dortmund, Atlético de Madrid, Arsenal e SSC Napoli são as equipas teoricamente mais fortes, mas caso tenham uma disputa acesa no respectivo campeonato, como é o caso dos azurri, na luta pela Serie A, ou tenham o acesso direto à Champions assegurado, podem facilmente descurar a prova e abrir hipóteses para equipas como o AC Milan, que poderá ter na Liga Europa a salvação da época, o RB Leipzig, o Lyon … ou o Sporting CP! Mas nestes três últimos três casos, dependerá muito da evolução da situação das respectivas equipas no campeonato nacional, tanto relativamente à qualificação para a Champions (no caso alemão e francês) quanto à corrida ao título (ambicionada pelos leões).

BnR: Quais serão os jogadores revelação dos principais campeonatos europeus?

PM: Há estrelas a despontar em todos os principais campeonatos, e há outras que estão só à espera da tal oportunidade para a aparecer. Bernardo Silva, do Manchester City, pertence a este último lote e, caso haja bom trabalho físico complementar, que lhe permita ganhar mais duelos no exigente futebol inglês, pode perfeitamente afirmar-se no onze de Guardiola, ainda que tenha de esperar por uma quebra de Sterling e/ou Leroy Sané.

Relativamente a estrelas a despontar, há a destacar várias nos mais diferentes campeonatos. No alemão, Christian Pulisic (19 aninhos) pode continuar a destacar-se, tal como Maxim Phillipp (24), seu colega de equipa no Dortmund. Em França, Houssem Aouar, do Lyon e Florian Thauvin, no Marselha, são dois jogadores que se têm evidenciado esta época e que podem ter na segunda metade da época a constatação de jogadores-revelação da temporada. Em Espanha, Gabriel Pires, do Leganés, pode continuar a dar cartas e a confirmar uma boa época, tal como Oyazrabal, da Real Sociedad… e claro, Gonçalo Guedes, do Valência.  Já em Inglaterra, Tarkowski tem sido um pilar importante do Burnley e, caso os Clarets continuem a protagonizar a boa campanha até então conseguida, pode ser uma das revelações do campeonato no final da temporada, tal como Abdoulaye Doucouré, do Watford, que enche o meio-campo dos orientados por Marco Silva.

BnR: Que equipas que podem surpreender em 2018?

PM: Em cada um dos principais campeonatos europeus há equipas que podem ter desempenhos além do que se espera delas, como tem acontecido com o Burnley em Inglaterra ou com o Eibar em Espanha, só para citar dois exemplos, porém, as equipas são marcadas por fases e não é esperado que tanto uma como outra equipa sejam capazes de prolongar uma boa fase até ao final da época, não só pelo contexto competitivo em que estão inseridas, mas também pela profundidade dos respectivos plantéis.

Há, porém, uma equipa que, parece-me, tem uma ideia de jogo há muito implantada pelo seu treinador e que pode surpreender muita gente ao longo de 2018, caso saiba gerir o campeonato e as competições europeias. A Atalanta de Gasperini. Os Orobici já demonstraram que não dependem de um ou dois jogadores (perderam Kessie, fundamental na temporada passada) para impôr o seu jogo e, para além de o plantel todo ter bem assimilados os processos do seu treinador, este é dotado de qualidade em abundância, pelo que pode perfeitamente ambicionar a nova qualificação europeia e até surpreender equipas com maiores responsabilidades (como já fez este ano à Juventus e ao AC Milan).

A nível de competições europeias, não me parecem reunidas condições para grandes surpresas, embora o calendário possa permitir ao Shakhtar chegar aos quartos-de-final da Liga dos Campeões e, quem sabe, provocar uma surpresa uma vez lá chegado (causou muitas dificuldades ao Manchester City, no Ettihad e venceu os citizens, no jogo disputado “em casa”, embora frente a uma equipa com jogadores menos utilizados por Pep Guardiola).  Já na Liga Europa, reforço o que disse acima – depende muito da forma como cada equipa abordar a competição. Se os favoritos levarem a competição a sério, existirá menor margem para surpresas, caso contrário, o leque de equipas que podem “surpreender” é vasto e vai desde o Ostersunds ao próprio Sporting de Braga.

Shakhtar de Paulo Fonseca pode surpreender na Champions fonte: Shakhtar Donetsk
Shakhtar de Paulo Fonseca pode surpreender na Champions
Fonte: Shakhtar Donetsk

BnR: Quais é que são as ligas ou competições a acompanhar de perto em 2018?

PM: O Campeonato do Mundo de seleções é incontornável! De quatro em quatro anos, não há forma de ser adepto de futebol e não ficar entusiasmado com o certame.

De resto, a fase final da Liga dos Campeões também merece destaque, e basta olhar para o sorteio dos oitavos-de-final da competição (PSG-Real Madrid CF e FC Barcelona – Chelsea FC em agenda) para percebermos isso, tal como a Liga Italiana, onde a questão do título está longe de ser resolvida.

Relativamente à Liga Inglesa e à Liga Espanhola, os campeões parecem estar encontrados, mas em quase todas as jornadas há bons espetáculos para acompanhar.

Cabeçalho modalidades

Bola na Rede: Quais é que são as modalidades a acompanhar de perto em 2018?

Rodrigo Fernandes: Para mim todas as modalidades são para acompanhar de perto, mas no panorama português e internacional temos como destaque o Futsal. Portugal vai tentar mais uma vez ser campeão europeu, numa competição realizada na Eslovénia logo em fevereiro. Se falarmos a nível de clubes, o Sporting também vai tentar mais uma vez alcançar o título europeu. O Atletismo também vai ter mais uma edição do Europeu, desta vez em Berlim, e Portugal quererá conquistar mais algumas medalhas, também aqui, a nível de clubes, poderemos ter títulos europeus, o Sporting – atual campeão – em femininos e o SL Benfica em masculinos.

BnR: Quem é que serão as revelações portuguesas, ao nível de Modalidades, em 2018?

RF: Pergunta difícil. Os irmãos Oliveira – Rui e Ivo – são dois bons nomes, apesar de já não serem propriamente revelações. Apesar de tudo, os dois irmãos ainda são algo desconhecidos e por isso posso pô-los aqui. Depois dos brilhantes resultados que obtiveram nos Europeus de Ciclismo de Pista em outubro, tenho esperança que em março possam também obter bons resultados nos mundiais. Muitos outros nomes, espero, vão começar a surgir no desporto nacional. Mas estes dois, serão dos que terão uma maior montra para se darem a conhecer aos portugueses.

BnR: Em Portugal, qual é que será o clube que mais dominará as Modalidades? Porquê?

RF: Sporting CP. A resposta pode ser tendenciosa, por ser o meu clube, mas neste momento é quem trabalha melhor as modalidades quase todas em Portugal. Se nos focarmos apenas nas cinco principais modalidades: Futsal, Hóquei em Patins, Andebol, Voleibol e Basquetebol, então o SL Benfica até pode ter mais títulos que os verde e brancos, mas se virmos o total, tenho poucas dúvidas de que será o Sporting o clube com mais títulos.

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

BnR: O que há para melhorar em Portugal, relativamente às Modalidades?

RF: Comunicação e Marketing! Sem isto não é possível chegar às pessoas. As várias federações querem que as pessoas falem delas, mas primeiro estas pessoas precisam de saber que elas existem. Na verdade todos nós sabemos que existe Basquetebol, Voleibol ou Andebol, mas não sabemos porque devemos assistir a estas modalidades. Precisamos (modalidades) de levar as pessoas até nós para aparecerem mais atletas, apoios e pessoas nas bancadas. O trabalho tem de começar nas Federações e não nos adeptos.

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