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Sexta-feira agitada nos três grandes: eis a hora da renovação de Rui Borges e das antevisões de Francesco Farioli e José Mourinho

A manhã de sexta-feira será agitada nos três grandes, com a renovação de Rui Borges e as antevisões de José Mourinho e Francesco Farioli.

A manhã de sexta-feira, dia 1 de maio, está marcada por grande agitação nos três grandes, com a cerimónia de renovação de Rui Borges com o Sporting e as conferências de antevisão de José Mourinho e Francesco Farioli.

A renovação de contrato de Rui Borges está agendada para as 11h00, no Estádio José Alvalade. Segue-se a conferência de antevisão de Francesco Farioli ao FC Porto x Alverca, a partir das 12h45, jogo que poderá ser decisivo na luta pelo 31.º título de campeão nacional dos dragões.

Por fim, José Mourinho fará também a antevisão ao Famalicão x Benfica, encontro que pode ser determinante na luta pelo segundo lugar e consequente acesso à Champions League.

Eis a hora das conferências:

  • Renovação de Rui Borges (11h00)
  • Antevisão de Francesco Farioli ao FC Porto x Alverca (12h45)
  • Antevisão de José Mourinho ao Famalicão x Benfica (13h00)

Burnley despede Scott Parker e Michael Jackson assume comando técnico até ao final da temporada

O Burnley despediu Scott Parker do comando técnico e anunciou Michael Jackson como treinador até ao final da temporada.

O Burnley anunciou, em comunicado, a rescisão por mútuo acordo com Scott Parker após a confirmação da descida ao Championship. A equipa de Florentino Luís e Marcus Edwards soma apenas quatro vitórias e 20 pontos em 34 jornadas da Premier League, situação que levou à separação entre as duas partes.

«Foi um enorme privilégio liderar este grande clube nos últimos dois anos. Aproveitei cada momento da nossa jornada juntos, mas sinto que agora é o momento certo para ambas as partes seguirem caminhos diferentes», referiu Scott Parker, em comunicado.

Michael Jackson, treinador adjunto dos clarets, vai assumir o comando técnico da equipa até ao final da temporada.

Sporting deixa de ter possibilidades matemáticas de ser tricampeão e FC Porto pode entrar em campo campeão se Benfica tropeçar em Famalicão

Com o empate frente ao Tondela, o Sporting deixou de ter possibilidades matemáticas de conquistar o tricampeonato.

O Sporting já não tem hipóteses matemáticas de conquistar o tricampeonato, depois de ter empatado com o Tondela em Alvalade, no jogo em atraso relativo à 26.ª jornada da Primeira Liga.

Assim, o FC Porto poderá entrar em campo frente ao Alverca já campeão, caso o Benfica saia derrotado na deslocação a Famalicão. As águias defrontam a equipa famalicense a partir das 18h00 de sábado, enquanto os dragões medem forças com a equipa ribatejana às 20h30 do mesmo dia.

Caso o Benfica conquiste os três pontos, os dragões podem conquistar o 31.º título de campeão nacional no Estádio do Dragão.

Eis os cenários:

  • Benfica vence o Famalicão – FC Porto precisa de vencer o Alverca
  • Benfica empata com o Famalicão – FC Porto pode ser campeão com uma vitória ou um empate
  • Benfica perde – FC Porto é campeão

André Villas-Boas destaca Francesco Farioli e aponta ao título: «Queremos acabar com o troféu nas mãos»

O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, falou sobre o momento do campeonato e o impacto de Francesco Farioli no clube.


Com o FC Porto a um passo de poder selar o título nacional, André Villas-Boas sublinhou a importância de fechar o campeonato «com o troféu nas mãos» e voltou a elogiar o impacto de Francesco Farioli. Num excerto do podcast «O Código Farioli», a estrear na Rádio Renascença, e numa altura em que o campeonato ainda não estava tão encaminhado, o presidente do clube referiu:

«Eu quero celebrar no fim do campeonato com o título nas mãos, portanto vamos levando cada jogo passo a passo e sabendo que ainda vão ser muitas as dificuldades que vamos encontrar pelo caminho».

Villas-Boas deixou muitos elogios ao treinador italiano, refere o momento em que conheceu o seu trabalho e relativizou o «caso» Ajax:

«É um treinador que merecia ter tido sucesso no Ajax, mas se tivesse tido seguramente não estaria no FC Porto. Acho que a forma como se deu o fim desse campeonato não invalida, evidentemente, a qualidade do treinador, o seu método, a sua liderança, a forma como lutou por aquele campeonato até ao fim. Eu ganho consciência do treinador Francesco Farioli mais pelo seu trabalho em França. Portanto, quando se afirma finalmente como treinador, como alguém revolucionário, nas ideias, no método e na afirmação das suas lideranças», afirmou o presidente dos azuis e brancos.

O FC Porto entra em campo sábado, às 20h30, frente ao Alverca, a precisar de apenas dois pontos para se sagrar campeão nacional.

Liga Portugal define data para o arranque das competições profissionais para 2026/27

A Liga Portugal anunciou o calendário da temporada 2026/27, com o início da Primeira e Segunda Liga agendado para 9 de agosto de 2026.

A Liga Portugal já definiu o calendário oficial da temporada 2026/27, com várias datas confirmadas para as competições profissionais. O arranque da época está marcado para o fim de semana de 9 de agosto de 2026, data em que terá início a Primeira Liga e também a Segunda Liga.

Já a 20.ª edição da Taça da Liga terá os quartos de final disputados entre 27 e 29 de outubro, seguindo-se a habitual Final Four, agendada para o período entre 5 e 9 de janeiro de 2027. Na Primeira Liga, a decisão está prevista para o fim de semana de 16 de maio, altura em que se disputará a última jornada tanto da Primeira Liga como da Segunda Liga.

Quanto ao playoff de acesso e manutenção, que envolve equipas da Primeira Liga, Segunda Liga e Liga 3, está agendado para o final de maio e início de junho, com datas previstas para 29 de maio e 6 de junho, existindo ainda alternativas para 26 de maio e 2 de junho.

«A ideia é não parar para que, no dia em que sairmos do clube, a mentalidade vencedora fique bem presente no futsal do Benfica» – Entrevista Bola na Rede a Afonso Jesus

Afonso Jesus é capitão do Benfica e, no passado fim-de-semana, conquistou a Taça de Portugal de Futsal. Com essa conquista como ponto de partida, o destaque das águias analisa e explica a evolução da equipa que permitiu a reaproximação aos títulos numa conversa com passagens pelo balneário, pelo futsal dentro de campo e pelo grande sonho de, um dia, ser presidente do Benfica. Uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede.

«Tivemos de perceber que tínhamos de fazer algo mais para ganhar e conquistar títulos».

Afonso Jesus

Bola na Rede: Depois da conquista da Taça de Portugal, como defines o teu sentimento pessoal e o vivido no balneário?

Afonso Jesus: É um sentimento muito bom. Ainda não é de missão cumprida, porque nós traçámos como objetivo, depois da Taça da Liga, lutar pelos dois objetivos que nos faltavam: a Taça de Portugal e o campeonato. É um sentimento muito positivo, é o reconhecer do nosso trabalho e continuar deste projeto que se iniciou. Acreditamos muito naquilo que está a ser feito. Acima de tudo, entramos nestes jogos cada vez mais convictos de que é possível vencê-los.

Bola na Rede: Qual a análise que fazem da temporada até este momento?

Afonso Jesus: Tem sido uma temporada muito bem conseguida da nossa parte. Acima de tudo pelos resultados, pelas exibições, pela maneira como encaramos todas as partidas. Esquecendo um bocadinho os títulos e a Champions, que era um objetivo muito grande para nós, a verdade é que nos apresentámos a um nível muito alto. Níveis competitivos que não apresentámos anteriormente e que agora nos fazem acreditar que podemos vencer qualquer jogo onde entramos e qualquer competição. Vai ser dessa maneira que vamos encarar os playoffs também.

Bola na Rede: Onde mais sentes a diferença de mentalidade e qual a explicação que encontras?

Afonso Jesus: Acima de tudo, passámos, como se sabe, por uma fase relativamente difícil e sem títulos. Não significava que trabalhávamos pouco. Mudou-se acima de tudo a maneira de trabalhar e acima de tudo mudou-se a nossa mentalidade enquanto jogadores. Tivemos de perceber que tínhamos de fazer algo mais para ganhar e conquistar títulos. Foi um bocadinho isso que o treinador nos trouxe. Trouxe-nos a junção de duas coisas: sermos uma verdadeira equipa, que muitas vezes não o éramos, principalmente nos momentos em que as coisas ficavam difíceis para nós ou que não nos corriam tão bem, a equipa abalava muito. Hoje em dia é uma equipa muito mais sólida e muito mais consistente; e uma capacidade de superação, de trabalho e de crença que nós não tínhamos e temos vindo a crescer muito neste ano e meio.

«É uma coisa assustadora o que acontece diariamente nos pavilhões nos nossos treinos. Muitas vezes ultrapassa aquilo que se vive em jogos».

Afonso Jesus
Afonso Jesus Benfica
Fonte: André Eusébio / Bola na Rede

Bola na Rede: A comunicação para fora do Mister Cassiano é sempre muito focada na mentalidade e na importância da gestão emocional. Para dentro, também sentes o trabalho feito nesse ponto?

Afonso Jesus: Sem dúvida nenhuma. Mas diário. É uma coisa assustadora o que acontece diariamente nos pavilhões nos nossos treinos. Muitas vezes ultrapassa até aquilo que se vive em jogos. Acho que isso tem sido a chave do sucesso. Perguntes a quem perguntares da nossa equipa, a quem convive connosco diariamente, muitas vezes nos jogamos pequenos dérbis, pequenos jogos aqui no treino durante a semana.

Bola na Rede: Pela exigência e competitividade?

Afonso Jesus: Pela exigência, pela competitividade pela concentração dos atletas. É um misto de coisas que neste momento estão a fazer com que o futsal do Benfica se apresente a um nível muito alto.

Bola na Rede: Havendo essa exigência toda, onde está o lado da descontração e da capacidade de relaxamento?

Afonso Jesus: Acho que já aparece. Felizmente nas redes sociais vai aparecendo um bocadinho a boa energia que se vive nesta equipa, o companheirismo, a maneira como nos damos diariamente. Ficou muito bem assente: quando é hora de trabalhar é hora de trabalhar, quando é hora de brincar é hora de brincar. Até nisso o mister teve um papel importante. Acho que é o culminar de uma equipa muito saudável.

Bola na Rede: Terem sido campeões o ano passado fez com que tivessem partido para esta época com um sentimento diferente, de maior descontração e menor pressão depois desse objetivo ter sido conseguido?

Afonso Jesus: Sou sincero. Acho que não. Desde o primeiro dia que nós voltámos da pré-época, depois desse título que queríamos há muito tempo conquistar, esteve sempre presente a mensagem de que o trabalho não estava feito por aqui. Não só pelo clube que representamos, onde seria obrigatório lutar por todos os títulos daí para a frente, mas acima de tudo pela mentalidade que se criou no Benfica do ano passado e a que demos continuidade este ano. A ideia é não parar, é continuar e é manter esta mentalidade, até para que, no dia em que nós sairmos do clube, essa mentalidade fique bem presente no futsal. Será, certamente, uma mentalidade vencedora.

«Param centenas e milhares de pessoas para ver jogos como este e há que saber jogar o jogo da melhor maneira e dar às pessoas o melhor futsal».

Afonso Jesus
Afonso Jesus Benfica
Fonte: André Eusébio / Bola na Rede

Bola na Rede: A mentalidade vencedora tem criado uma disputa pela hegemonia local, em Portugal, e também pela Europa e mundo fora, entre o Benfica e o Sporting, com dérbis muito acesos. Como vês esta rivalidade que se reviveu nos últimos tempos?

Afonso Jesus: É muito, muito bom para o futsal. É isto que vai elevar o nível do futsal, que vai elevar o nosso nível na seleção, que vai elevar o nível dos clubes, porque vão ser obrigados a investir mais e ir à procura de mais e melhor. Digo isto na nossa Liga, porque a realidade é mesmo essa para se poder acompanhar. Quanto ao Benfica e ao Sporting têm, na minha opinião, uma responsabilidade acrescida pelo papel que desempenham na Liga e lá fora na Champions. Esta responsabilidade também tem de estar presente todos os dias pela maneira como nos comportamos fora do clube, como nos comportamos em dérbis. Param centenas e milhares de pessoas para ver jogos como este e há que saber jogar o jogo da melhor maneira, sermos respeituosos uns com os outros e darmos às pessoas o melhor futsal, porque elas merecem isso.

Bola na Rede: Em dérbis tão equiparados, qual a importância que o detalhe tem e pode ter nas mudanças de um jogo para o outro?

Afonso Jesus: Muitas vezes, a olho nu, a grande diferença é a bola entrar ou não entrar. Muitas vezes fazem-se grandes jogos táticos, preparam-se jogos da melhor maneira e a bola não entra. Não entra e pronto. Muitas vezes não tem explicação, mesmo nós tentamos procurá-la e não a encontramos. Agora, que de dérbi para dérbi e de jogo para jogo seja contra quem for, nós arranjamos maneira de chegar aqui no dia a seguir, durante a semana, e procurar um detalhe, um canto, uma defesa para fazer uma alteração para o jogo seguinte, isso é uma realidade neste momento do Benfica.

Bola na Rede: No balneário do Benfica, onde é que te sentes? Há uma nova geração a surgir, o Kutcky, o Lúcio [Rocha], há também alguns pesos-pesados mais velhos, o André Coelho, o Pany Varela.

Afonso Jesus: Sinceramente, muito do lado dos miúdos. Tenho algum peso, até como capitão, e isso é inquestionável porque essa responsabilidade me foi dada no balneário. Os jogadores acreditam em mim. A juventude faz-me sentir ainda mais jovem. É um grupo muito saudável e os miúdos sabem perfeitamente a hora de brincar, a hora de trabalhar e os mais velhos igual. O Pany e o André Coelho se tiverem de brincar, vão brincar e estar envolvidos em todas as brincadeiras. Eu gosto mais de me pôr no lado dos mais miúdos, porque ainda me sinto muito jovem, mas é uma equipa muito saudável. Isso nunca será um tema.

«O Pany Varela é um líder pela maneira como trabalha. Muitas vezes, nem precisa de falar».

Afonso Jesus
Afonso Jesus Benfica
Fonte: André Eusébio / Bola na Rede

Bola na Rede: Como tens vivido o crescendo de responsabilidade que advém de seres capitão e já teres muitos anos de casa?

Afonso Jesus: Tem sido um desafio muito bom. Só tenho essa responsabilidade e esse papel porque me foi dado pelos jogadores que estão dentro do balneário. Poderia ter sido o Benfica a dizer: “O capitão vai ser o Afonso”. Mas se o balneário não sentisse que tinha de ser o Afonso, não me respeitasse e não me ouvisse, de nada serviria usar a braçadeira. Felizmente, volto a repetir, temos um grupo muito saudável e onde cada um sabe o seu lugar.  Respeitamo-nos muito e, acima de tudo, sabemos perfeitamente a hora em que podemos brincar uns com os outros e a hora em que temos de trabalhar.

Bola na Rede: Nos vídeos disponibilizados pelo Benfica, vemos muitas vezes os jogadores a cantar músicas do clube e entoadas pelos adeptos. Como está a relação entre os jogadores e adeptos num pavilhão onde o ambiente é sempre mais próximo e intenso?

Afonso Jesus: É engraçado.Em primeiro lugar, é preciso frisar que não é uma coisa que nós alimentemos diariamente. Foi uma coisa que foi crescendo. Mesmo os jogadores que foram aparecendo de fora, sentem a necessidade em quererem saber mais do clube. Nota-se pelas canções, pelo simples facto de saberem as músicas do Benfica que se cantam nos pavilhões e no estádio. É interessante perceber que foi uma coisa natural. Quanto à relação com os adeptos, somos uns felizardos. Vamos a qualquer ponto do país, vamos jogar fora e onde formos os pavilhões estão cheios e repletos de benfiquistas. As pessoas fazem questão de nos apoiar e deixar uma mensagem no fim. S caixas de mensagens das nossas redes sociais são inundadas de mensagens positivas quase diariamente. Só temos de agradecer o apoio que os benfiquistas nos dão e fazer o que temos feito e retribuir, acima de tudo, com muito trabalho.

Bola na Rede: Este ano fica marcado pela chegada do Pany Varela ao clube. Como viveram dentro do grupo a chegada de um jogador que já foi considerado o melhor do mundo e qual o impacto que ele trouxe dentro e fora de campo?

Afonso Jesus: O Pany é um símbolo muito grande, e sempre foi para todos nós. Independentemente de anteriormente estar no Sporting, já o era por ser um jogador de seleção e que se olhava com muito respeito pela maneira como trabalha e como encarava o desporto em si. Neste momento, somos uns felizardos por termos o Pany ao nosso lado e por podermos ouvir a palavra do Pany. Ele também intervém nos momentos em que tem de intervir. Acima de tudo, pela liderança dele. Ele é um líder pela maneira como trabalha. Muitas vezes, nem precisa de falar, é só a maneira como ele se apresenta e interage dia-a-dia. É muito gratificante ter o Pany aqui connosco.

«Uma das minhas maiores alegrias todos os dias é acordar e poder vir trabalhar para o Benfica».

Afonso Jesus
Afonso Jesus Benfica
Fonte: André Eusébio / Bola na Rede

Bola na Rede: Já falámos do benfiquismo que vai crescendo no balneário. O que é o Benfica para ti, um miúdo que cresceu a amar o Benfica e adepto do clube?

Afonso Jesus: Já o disse várias vezes. Neste momento, o Benfica é a minha vida. Sou realmente um sortudo. Acredito piamente que há muitas pessoas que sentem o Benfica como eu sinto e que, infelizmente, não tiveram a oportunidade que eu estou a ter. É sem dúvida nenhuma uma das minhas maiores alegrias todos os dias acordar e poder vir trabalhar para o Benfica. É das maiores alegrias que tenho.

Bola na Rede: Sentes, de alguma forma, que dentro do pavilhão és um representante de todas as pessoas que tinham esse sonho?

Afonso Jesus: Não sei se as pessoas o veem assim. Eu, pelo menos, sinto o que estou a dizer. Todas as vezes que entro em campo, que entro por aquela porta de manhã para ir treinar, tenho esse sentimento: a sorte que eu tive em poder estar a realizar o meu sonho, que também é o sonho de imensa gente.

Bola na Rede: Admitiste recentemente o sonho em ser presidente do Benfica um dia. Entre ser presidente do Benfica e ganhar uma Champions de Futsal, qual escolhias?

Afonso Jesus: Não sei, é muito difícil. Provavelmente, juntaria o útil ao agradável. Ser presidente do Benfica e, enquanto presidente, que quem tivesse no futsal do Benfica ganhasse essas Champions todas.

Bola na Rede: Os teus colegas brincam contigo sobre isso?

Afonso Jesus: Brincam, claro. É sempre um motivo de brincadeira. É, sem dúvida, um sonho meu e nunca o escondi de ninguém, mas hoje em dia é levado como brincadeira. Também é assim que tem de ser.

Bola na Rede: Já entra na tua cabeça no dia-a-dia? Olhas para situações e pensas: “se fosse presidente do Benfica faria assim” ou “Viveria desta maneira o clube”?

Afonso Jesus: Não de forma muito séria. Dou por mim muitas vezes a pensar na sorte que tenho em todos os dias acordar e poder entrar por aquela porta para vir treinar.

Bola na Rede: Já tens vários anos de futsal e de jogo em cima. O que sentes que mais mudou no jogo em si, nos últimos tempos.

Afonso Jesus: Intensidade, acima de tudo. A intensidade com que se joga em Portugal, especialmente, é muito grande. Muitas vezes as equipas podem não ter as mesmas armas a nível técnico e a nível tático, mas podem rapidamente equilibrar o jogo com os níveis de agressividade e intensidade. De modo geral, nos anos todos que tenho jogado futsal, é esta a diferença.

«A quantidade de horas que passamos aqui a analisar detalhes e coisas tão pequeninas é para que a tática possa superar a intensidade quando ela é tão próxima».

Afonso Jesus
Afonso Jesus Benfica
Fonte: André Eusébio / Bola na Rede

Bola na Rede: Com a intensidade a aumentar e um lado emocional cada vez mais forte, é fácil de conjugar isso com a parte tática, estratégica e de posicionamentos?

Afonso Jesus: É o que tentamos fazer. Muitas vezes para uma equipa como a nossa, para além da intensidade brutal que tem, aliar a isso uma boa técnica e uma boa tática será o ponto-chave para poder ganhar os jogos e fazer a diferença face às equipas que apostam tudo na intensidade. O nosso treino, a quantidade de treinos que temos, a quantidade de horas que passamos aqui a analisar detalhes e coisas tão pequeninas é para isso mesmo. É para que a tática possa superar a intensidade quando ela é tão próxima.

Bola na Rede: Durante o jogo consegues fazer essa separação ou já é algo muito intuitivo em que não pensas em fazer isto ou aquilo porque o tens de fazer?

Afonso Jesus: Felizmente, ao dia de hoje, nós temos uma equipa que já consegue fazer de forma intuitiva. São muitas horas de treino, neste momento. A maneira de trabalhar do Cassiano exige que aqui passemos muitas horas, que analisemos muitos vídeos, que trabalhemos muitas vezes sem muita intensidade, mas ao pormenor e ao detalhe. Isso tem feito com que toda a equipa consiga, nesses momentos, de forma intuitiva, apresentar o melhor rendimento.

Bola na Rede: A chegada de resultados acaba por comprovar esse método e fazer os jogadores acreditarem cada vez mais que é o método certo?

Afonso Jesus: Acho que sim. É uma coisa natural. Recorde-se que o ano passado, o primeiro título que conseguimos conquistar com o mister foi o último. Antes disso, acabamos por perder a Taça da Liga, a Taça de Portugal e não foi por isso que não continuámos a acreditar e a trabalhar. Essa é a grande mensagem que o nosso grupo tem sempre muito presente. Independentemente do que está a acontecer, acreditamos no processo, seguimos o nosso caminho e continuamos a trabalhar, porque certamente mais à frente as coisas vão acabar por surgir.

Bola na Rede: Nesse título, a final foi jogada a cinco jogos. Há diferenças entre jogar uma final a cinco jogos, que pode permitir um erro ou tropeço, e jogar finais a jogos únicos?

Afonso Jesus: É, sem dúvida nenhuma, muito diferente. Não tenho a menor dúvida. Não consigo dizer, com a quantidade de jogos que tenho e aos anos que jogo futsal, o que é mais difícil, se é vencer a cinco jogos ou vencer um. É efetivamente muito difícil porque acho que há prós e contras. Se dum lado, quando se joga a apenas um jogo, a margem é completamente mínima, mas se tudo nos sair bem naquele dia, podemos esconder coisas que estão erradas e ganhar. Do outro lado, temos cinco jogos. Dá mais margem para erro, mas tem de ser a verdadeira equipa, a equipa que mais está preparada para vencer os cinco jogos.

Bola na Rede: Há no futsal também uma crescente profissionalização das camadas jovens, tu próprio já és um produto com formação desde cedo. Como jogador de formação e comparando a jogadores que veem das ruas, há diferenças no vosso jogo?

Afonso Jesus: Engraçado, é uma pergunta interessante. Não sei responder ao certo, por acaso é uma coisa que nunca tinha pensado. Sei que, certamente, fará diferença daqui para a frente. É uma coisa que vou tomar mais nota. Antigamente jogava-se muito mais na rua e, certamente, traria alguma irreverência e algumas qualidades técnicas. Se calhar quem não vai ter a oportunidade de jogar tantas vezes na rua, não as terá. Acho que tudo assente na base de uma boa formação, onde os clubes trabalhem efetivamente o que é essencial para formar um atleta, poderá depois colmatar essa diferença. Espero eu.

«Todas as vezes que há uma convocatória para a seleção, ainda me vem um formigueiro à barriga e a pensar se vou ou não».

Afonso Jesus
Afonso Jesus Benfica
Fonte: André Eusébio / Bola na Rede

Bola na Rede: Quanto à seleção nacional, como te sentes por estar mais consolidado no grupo e pelo percurso feito por Portugal?

Afonso Jesus: Sinto-me bastante lisonjeado por ter feito os jogos que fiz pela seleção. Mas digo com toda a sinceridade que a seleção apresenta, neste momento, um leque de possíveis jogadores para a convocatória que todas as vezes que há uma convocatória para a seleção, ainda me vem um formigueiro à barriga e a pensar se vou ou não. Somos obrigados a estar ao melhor nível para poder representar Portugal e é assim mesmo que tem de ser. Só dessa maneira é que voltaremos a conquistar os títulos que conquistámos pela seleção.

Bola na Rede: Ajuda-te a ti próprio a competir contigo mesmo para ser melhor sob o risco de ficar de fora numa próxima convocatória?

Afonso Jesus: Sem dúvida nenhuma. Sabendo que esse trabalho é sempre no Benfica, é sempre no clube, se não me apresentar a um nível altíssimo no clube, jamais me vou apresentar na seleção. Isso obriga-nos diariamente a estar num nível muito alto de treino e de descanso e de todas as componentes que nos fazem ao fim-de-semana ter um rendimento altíssimo e, depois, poder sonhar com a convocatória para a seleção.

Bola na Rede: Como é que o núcleo da seleção tem visto crescer a quantidade e qualidade nas novas gerações?

Afonso Jesus: Acho que de maneira muito saudável. Muito saudável, mesmo. Vejo pela última convocatória a quantidade de jogadores que foram e não estão tão rotinados a ir ou que se estrearam. A forma tão natural como entraram na equipa e como realizaram aqueles dois jogos de forma brilhante, a nós enquanto grupo que vai mais vezes, ou como as pessoas queiram dizer, é motivo de felicidade.

Bola na Rede: É mais fácil entrar numa máquina oleada que numa máquina ainda a ser criada ou transformada?

Afonso Jesus: Acredito muito nisso. Sem dúvida nenhuma.

«Do nosso trabalho depende a alegria de muita gente. Para além da nossa, depende a de muita gente. Acho que toda a gente tem essa responsabilidade bem presente no Benfica».

Afonso Jesus
Afonso Jesus Benfica
Fonte: André Eusébio / Bola na Rede

Bola na Rede: Como é que dentro de campo se conjuga a responsabilidade com a diversão?

Afonso Jesus: Cada vez penso mais nisto e acredito mais nisto. Se durante a semana, se durante os períodos de treino todos que temos, houver uma responsabilidade muito grande no que se está a fazer, uma seriedade muito grande e um compromisso muito grande, ao fim-de-semana é a hora da alegria, de desfrutar e de pôr em prática o que tivemos meses e meses a fazer, semanas consecutivas a fazer. A seriedade vem sempre e seremos sempre muito sérios no nosso trabalho. Do nosso trabalho depende a alegria de muita gente. Para além da nossa, depende a de muita gente. Acho que toda a gente tem essa responsabilidade bem presente no Benfica. Se formos, efetivamente, muito sérios quando as câmaras não estão, quando as câmaras aparecem só temos de nos divertir e ser felizes.

Bola na Rede: Essa perspetiva foi mudando ao longo da carreira? Ao evoluir foste mais capaz de lidar com a pressão e a ansiedade?

Afonso Jesus: Sem dúvida nenhuma. O grande clique na maneira de abordar o jogo ao fim-de-semana que me aconteceu com a idade foi perceber efetivamente isso. Foi perceber que o que ia acontecer ao fim-de-semana era sempre consequência do que acontecia durante a semana.

Bola na Rede: E isso permitiu elevar o teu nível em campo?

Afonso Jesus: Sem dúvida. Aliás, vou retificar. Permitiu elevar o nível durante a semana e nos treinos e, consequentemente, aumentou durante o fim-de-semana.

Bola na Rede: Se tivesses de deixar uma mensagem a todos os adeptos do Benfica e de futsal, o que dirias neste momento da tua vida e da temporada?

Afonso Jesus: Acima de tudo, que continuem a apoiar muito o futsal e a encher os pavilhões. Da nossa parte, jogadores do Benfica, atletas do Benfica, equipa de futsal do Benfica, continuem a acreditar muito em nós. É como eu disse, durante a semana, enquanto ninguém nos vir e não houver uma única câmara e um único adepto vamos trabalhar até à exaustão para depois chegarmos ao fim-de-semana e podermos dar as maiores alegrias a toda a gente.

DAZN Portugal passa a ter exclusivo da Europa League e Conference League e pode ter uma equipa portuguesa na Champions League

A DAZN Portugal anunciou que vai deter a transmissão exclusiva da Europa League e da Conference League, passando também a transmitir os jogos de uma equipa portuguesa na Champions League a partir de 2027.

A DAZN Portugal anunciou, em comunicado, a assinatura de um novo acordo válido entre 2027 e 2031 para a transmissão das competições europeias.

A plataforma passa a deter os direitos exclusivos da Europa League e da Conference League, assegurando a transmissão de todos os 342 jogos por época, incluindo a participação de equipas portuguesas e as finais das competições.

No que diz respeito à Champions League, a DAZN vai voltar a transmitir jogos de equipas portuguesas na prova milionária, tendo a oportunidade de transmitir pelo menos um jogo de uma equipa lusa por jornada. Recorde-se que, a partir de 2027, Portugal poderá ter três equipas na competição (duas com entrada direta na fase de liga e uma na fase de qualificação).

Benfica quer assegurar a contratação de Nobel Mendy: internacional senegalês na mira de vários clubes europeus

O Benfica está interessado em assegurar a contratação de Nobel Mendy. O Real Betis pede uma verba entre os 6 e os 8 milhões de euros pelo defesa.

O Benfica já começa a preparar a nova temporada e pretende reforçar o plantel. Segundo o jornalista Pepe Elías, os encarnados querem assegurar a contratação de Nobel Mendy para a época 2026/27.

De acordo com a mesma fonte, o Real Betis exige uma verba entre os 6 e os 8 milhões de euros pelo defesa de 21 anos. O internacional senegalês está atualmente emprestado ao Rayo Vallecano, onde soma dois golos em 23 jogos na presente temporada.

Nottingham Forest e Atalanta também estão atentos à situação de Nobel Mendy e podem avançar com uma proposta no próximo mercado de transferências.

Cristiano Ronaldo fala sobre legado e responde a provocação dos adeptos do Al Ahli: «Tenho cinco Champions League»

Cristiano Ronaldo, após a vitória do Al Nassr contra o Al Ahli, não deixou as provocações dos adeptos rivais sem resposta.

Após a vitória do Al Nassr frente ao Al Ahli por 2-0, Cristiano Ronaldo foi provocado pelos adeptos rivais presentes na bancada que gritavam em alusão à segunda conquista da Champions Asiática. A resposta não tardou. Fiel ao seu estilo e num tom de brincadeira, o astro português lembrou:

«Eu tenho cinco Champions League».

Já depois do apito final, Ronaldo adotou um tom mais reflexivo. Em entrevista ao Canal GOAT, comentou um vídeo de uma criança que o tem como referência e falou sobre o impacto que procura deixar no futebol:

«Para mim é um orgulho, é por isso que continuo a jogar. Não só pela geração presente, também pela anterior e pela que está a nascer. Por isso é desfrutar jogo a jogo, ano a ano, porque se está a aproximar o final da minha carreira, isso é um facto. A carreira que fiz e continuo a fazer tem sido brilhante e o mais importante é desfrutar», referiu.

O avançado português, autor do golo que abriu o marcador, falou sobre o jogo e destacou a competitividade do campeonato:

«A luta vai ser até ao fim. A Liga tem sido muito difícil, não só dentro de campo, como fora também. Sabemos o poder das outras equipas, mas vou ter a oportunidade de falar mais no final da época. O importante é que a equipa esteve bem e mereceu ganhar. Estamos no caminho certo».

A quatro jornadas do fim da Liga saudita, o Al Nassr, orientado por Jorge Jesus e com Cristiano Ronaldo e João Félix no ataque, lidera com oito pontos de vantagem sobre o Al Hilal, embora tenha mais um jogo disputado. O conjunto de Riade procura conquistar o primeiro título de campeão desde 2019.

Real Madrid ainda não contactou José Mourinho para assumir o comando técnico na próxima temporada

O Real Madrid ainda não terá contactado José Mourinho para assumir o cargo de treinador principal na temporada 2026/27.

José Mourinho tem sido fortemente associado ao Real Madrid na última semana para suceder a Álvaro Arbeloa na próxima temporada. No entanto, segundo a Sky Sports, os merengues ainda não fizeram qualquer contacto com o treinador do Benfica para perceber a possibilidade de assumir o comando técnico do clube espanhol.

Em entrevistas à imprensa italiana, José Mourinho evitou abordar o tema Real Madrid e mostrou-se focado em garantir a qualificação do Benfica para a Champions League. O técnico tem contrato com o Benfica até 2027.

Importa ainda referir que o Newcastle, da Premier League, também está interessado na contratação de José Mourinho.