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Real SC 0-2 Belenenses SAD: Serviços mínimos da equipa de Lisboa

A CRÓNICA: A PARTIDA FOI DE TARDE, MAS O JOGO FOI PARA ADORMECER

O complexo desportivo do Real SC recebeu o duelo entre Real SC e a Belenenses SAD, a contar para os 32avos de final da Taça de Portugal. Ambas os treinadores promoveram algumas mexidas nos onzes habituaiS. Tiago Silva assumiu o comando do Real SC, neste jogo, após a saída de Hugo Martins, mas Luís Pinto vai assumir a equipa a longo prazo.

O jogo começou muito parado, mas como seria de espera a Belenenses SAD assumiu a iniciativa no jogo. Aos 13’ minutos a equipa azul abriu o marcador. Afonso Sousa, na esquerda, desequilibra e tira Marcos Barbeiro da frente e cruza apara o interior da área. Tiago Esgaio apareceu dentro da área e encostou para o fundo das redes.

O Belenenses foi mantendo o domínio, mas sem conseguir criar grandes oportunidades. O Real SC fez algumas saídas interessantes, mas os jogadores da equipa de Queluz falharam sempre na definição no último terço.

Uma primeira parte sem grande história. Um Rela com vontade, mas sem capacidade. Uma Belenenses SAD quanto baste, mas muito fraca.

Na segunda parte a toada manteve-se. O Real até entrou com mais dinamismo, mas foi a Belenenses SAD a voltar a marcar. Um erro no meio campo do Real, permitiu a Ruben Lima ganhar muito espaço na ala esquerda. O lateral português isolou Miguel Cardoso que passou facilmente por Catalin Moraru e avolumou o resultado, ao minuto 49’. Logo de seguida Cassierra acertou no poste.

A única oportunidade do Real SC surgiu de um remate de fora da área de João Lameira, aos 64’ minutos, que assustou André Moreira.

A meio da segunda parte o Real SC cresceu bastante no jogo e até dispõe de algumas oportunidinades, mas nunca conseguiu visar a baliza de André Moreira. Um jogo muito pouco animado e com pouquíssimo para relatar.

 

A FIGURA

Miguel Cardoso – Bom jogo do extremo português que coroou a exibição com um golo. O regresso a Portugal parece ter sido a decisão acertada. Nota para a boa exibição de Afonso Sousa.

 

O FORA DE JOGO

Ritmo de jogo – O único adjetivo que me ocorre para descrever o jogo é aborrecido. Um jogo sempre muito lento, pautado pelas dificuldades técnicas do Real e pelo fraco estilo de jogo da equipa de Petit. Jogo para adormecer.

ANÁLISE TÁTICA – REAL SC

O Real SC alinhou com um esquema de 4-2-3-1. No meio campo Ibra e Cassamá e Carlos David formavam o duplo pivot mais defensivo. Ibra era o jogador mais participativo na construção, descendo muitas vezes para juntos centrais. Mateus Fonseca era o médio mais avançado. Na frente Diogo David era o homem mais adiantado. O Real SC procurava sobretudo sair de forma longa, mas teve algumas boas jogadas de envolvimento sobretudo quando Ibra Cassama se envolvia no jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Catalin Moraru (5)

Vitor Sanches (5)

Romário Carvalho (5)

Daniel Almeida (4)

 Barbeiro (6)

 Ibra Cassamá (6)

Rui Batalha (5)

 Matheus Fonseca (4)

Diogo David (4)

João Gabriel (5)

 Carlos David (4)

SUBS UTILIZADOS

 Ballack (6)

João Lameira (5)

Rodrigo Martins (4)

André Salvador (-)

Tkalcic (-)

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

A equipa de Petit alinhou no habitual esquema hibrido entre um 4-4-2 e um 3-5-2. Cafu Phete era o jogador que derivava do meio campo para o centro da defesa, deixando Cauê e Bruno Ramires como a dupla de médios. Com a saída de Ramires as dinâmicas mantiveram-se, mas mais numa relação entre o 3-4-3 e o 4-3-3. Na frente, Varela e Miguel Cardoso eram a dupla móvel de avançados. Afonso Sousa fazia o corredor esquerdo, enquanto Tiago Esgaio fazia toda a ala esquerda.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

André Moreira (6)

Tomás Ribeiro (6)

Ruben Lima (7)

Bruno Ramires (4)

Cauê (5)

Varela (6)

 Miguel Cardoso (7)

Tiago Esgaio (7)

Cafu Phete (-)

Henrique Buss (-)

Afonso Sousa (8)

SUBS UTILIZADOS

Cassierra (6)

Richard (5)

 Jordan Van der Gaag (5)

 Calila (-)

Sithole (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: A que se deveu a saida do Bruno Ramires e a entrada do Cassierra tão cedo no jogo?

Petit: O Bruno teve uma pequena lesão no aquecimento, tentamos ver como ele estava mas acabou por não conseguir. Preparamos logo o Cassierra par a frente de ataque e o Sousa como segundo médio. O Sousa também teve um traumatismo no joelho. Os dois vão ser reavaliados amanhã.

Real SC

BnR: Jogo difícil contra uma equipa de outra valia, ainda assim o que é que retira de positivo deste jogo?

Tiago Silva: O profissionalismo que a equipa teve. Tivemos pouco tempo de recuperação. Éramos inferiores do ponto de vista individual e técnico. Demos o nosso melhor.

5 jogadores em atividade que representaram dois países

A escolha por parte de alguns jogadores do país que vão representar parece ser um bicho de sete cabeças e também controversa. Para a FIFA este é um problema que tem continuadamente sendo discutido com o lançamento de novas ideias e regras. Adama Traoré parece ter sido o último caso mediático, que preferiu continuar a representar a Espanha, em vez de mudar e jogar pela seleção principal do Mali.

A lista é longa, mas os cinco estão selecionados. Estes cinco jogadores começaram por tomar uma opção mudando depois a sua ideia inicial sobre que país seria aquele que queriam representar ao mais alto nível do futebol mundial.

Reflexão sobre uma época ligeiramente esquisita

Seria de fraca inteligência começar um artigo destes por dar contexto relativamente à época desportiva que se está a desenrolar. Por isso, vou precisamente fazê-lo.

Houve um senhor na China que comeu um morcego. A ingestão do bicho despoletou um outro bicho, e de repente há equipas a jogar consecutivamente de três em três dias. Pronto, o artigo está exemplarmente contextualizado, pelo que estamos em condições de avançar.

Esta época tem sido atípica a vários níveis. Aliás, atípica talvez não seja a palavra mais ilustrativa. O termo cientifico mais adequado deverá até ser “esquisita”. Tem, na verdade, sido uma época esquisita.

Os estádios estão quase sempre vazios, todos os elementos que não estão a intervir no jogo são obrigados a usar máscara, o mercado fechou mais tarde, os atletas frequentemente experimentam a sensação de enfiar a zaragatoa no nariz. Enfim, tudo é bastante esquisito, tendo em conta o futebol a que nos habituámos. Outra das grandes diferenças está no calendário. Por um lado queremos ter as competições o mais próximo do normal possível. Mas por outro lado, temos prazos para cumprir. Em que é que tal resulta? Férias muito curtas para grande parte dos jogadores, aliás para alguns nem devem ter sido bem férias, tratou-se mais de um fim-de-semana prolongado, e resulta também em jogos de três em três dias consecutivamente infelizes que estão a disputar as competições europeias.

Uma situação destas produz vários efeitos, sendo muitos deles negativos. Com um mês inteiro a jogar de três em três dias, não há grande margem para implantar ideias e filosofias de jogo. É jogar, recuperar, jogar, recuperar. Quando há de facto alguma pausa, os craques mais influentes são chamados às seleções e ficam sem trabalhar com a equipa.

No entanto, o mais óbvio destes efeitos é naturalmente a carga física que recai sobre os jogadores e que frequentemente resulta em lesões. Aliás, só se estivesse a disputar as competições europeias um plantel formado talvez pela Marvel é que não surgiriam lesões, e mesmo assim tenho algumas dúvidas. As lesões já são frustrantes em toda e qualquer altura. Mas nesta época em específico torna-se ainda mais terrível. Quando a conjuntura social externa ao futebol já não é, de todo, a mais agradável, quando já estão constantemente sujeitos a apanhar um bicho que os tranca num quarto durante umas semanas e os impede de darem contributo à modalidade, quando vêem as suas liberdades restringidas, aquilo que agora vinha mesmo a calhar aos atletas era uma lesão do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.

O caro leitor estará seguramente recordado daquele célebre encontro entre o Rio Ave FC e o AC Milan, encontro do apuramento para a presente edição da Liga Europa e que durou aproximadamente 76 horas. Muitos acharão que se tratou de um jogo recheado de emoções em que ambos mereciam o apuramento. Pois bem, eu venho aqui esclarecer esse assunto. Aquilo que aconteceu no Rio Ave x Milan foi um exemplo fantástico de gestão desportiva. Tratou-se de duas equipas a lutarem ao máximo para evitarem a presença na Liga Europa, a fim de preservarem a compleição física dos atletas. De cada vez que um jogador do Rio Ave falhava uma grande penalidade, sentia-se uma felicidade enorme no tendão de Aquiles dos restantes companheiros de equipa.

Afinal, ambos os conjuntos estavam bem cientes de que a infelicidade do apuramento resultaria na vivência de semanas a fio sujeitos a uma carga física daquelas que fazem as provas para os Comandos do Exército parecerem um belo descanso.

Se veio à procura de soluções para que esta época seja ligeiramente menos esquisita, já percebeu que não as tenho. Apenas resta-me pedir aos atletas que continuem a ser heróis e a dar tudo por esta modalidade que apreciamos, porque isto um dia passará e aí voltaremos a estar junto deles a gritar, a sofrer, a comer umas bifanas e a disfrutar do futebol a sério, e não deste futebol esquisito.

SC Salgueiros 2-1 SC Covilhã: Venceu a persistência na eliminatória

A CRÓNICA: O JOGO DE EMOÇÕES DA TAÇA DE PORTUGAL

As emoções da Taça Rainha, e da terceira eliminatória da mesma, fizeram-se sentir logo pela manhã de segunda-feira no Complexo Desportivo de Campanhã. O histórico do futebol português que é o Sport Comércio Salgueiros recebeu, na sua renovada casa, o Sporting Clube da Covilhã e o encontro não poderia ter começado da melhor forma para a turma de Paranhos. Foi preciso apenas um minuto na partida para Grinood abrir o marcador a favor do Salgueiros.

O jogo continuou equilibrado pois o Covilhã não estava de forma algo conformado com o resultado. Só aos 24 minutos houve uma resposta concreta. Após um canto, foi Deivison Borges a subir ao primeiro andar e a cabecear para o golo que empataria a partida a uma bola.

São duas equipas de níveis diferentes no futebol português, mas este foi um jogo que mostrou que, por vezes, a diferenciação de escalão não importa. Um jogo equilibrado entre uma equipa do Campeonato de Portugal e outra da Segunda Liga. Duas equipas que, ao longo dos 90 minutos, mostraram o que é verdadeiramente futebol e o sentimento de estar numa das maiores e melhores provas que se realizam em Portugal.

E não tardou muito em ver o Salgueiros honrar mesmo isso. Aos 35 minutos, fora da grande área, Yannick Semedo bombardeou o fundo da baliza de Bruno Bolas, num remate que surtiu um efeito na bola que nem o guarda-redes do Covilhã, ou mesmo qualquer pessoa presente no Complexo, esperava. Nem o efeito, nem mesmo o golo.

Após o recolher aos balneários, o jogo decorreu com a mesma, ou até mesmo maior, intensidade. O Salgueiros demonstrou que, apesar da vantagem, queria mais. Após uma jogada coletiva que culminou numa jogada individual de Grinood que passou a bola a Ruben Alves, o atacante da equipa encarnada cruzou de volta para Grinood que quase aumentava a vantagem para a equipa da casa.

A segunda parte acabou por decorrer com tranquilidade. Um jogo disputado a meio-campo, sem muitas oportunidades para cada uma das equipas. No entanto, com o aproximar do apito final, não se sabe quem sofria mais: se alguma das equipas em campo, se no banco de suplentes, se atrás das redes do Complexo Desportivo de Campanhã. A tensão e a pressão aumentavam a cada minuto que passava e à medida que o final se sentia. Aos 86 minutos, Zé Domingos falhou aquele que podia ter sido o golo da machadada final no resultado a favor do Salgueiros, após uma jogada individual pelo flanco direito.

No final, o Salgueiros leva a melhor. Pela persistência e por ter conseguido decidir melhor nos momentos certos. O histórico da cidade do Porto e do futebol português, continua, assim, na Taça de Portugal, após vencer o Covilhã por 2-1. É o reerguer da história.

A FIGURA

Fonte: Andreia Araújo / Bola na Rede

Teremos sempre TaçaSe há competição inconfundível em Portugal é da Taça de Portugal que se fala. Com duas equipas de campeonatos e escalões diferentes, houve jogo. Um jogo equilibrado com duas equipas muito distintas com o sonho de chegar longe naquela que é das competições mais importantes no país. É a emoção da Taça rainha que não ficou por sentir. Equipas totalmente diferentes, uma segunda-feira de manhã e um jogo muito bem disputado dentro das quatro linhas. Até se podia dizer que só faltavam adeptos, mas, mesmo esses, estiveram presentes (do lado de fora do Complexo). Atrás das redes de segurança que delimitam o Complexo Desportivo de Campanhã, os adeptos do Salgueiros fizeram-se sentir e ouvir. Porque a Taça é isto.

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Covilhã

Leonardo Cá A emoção fala mais alto e, por vezes, o jogo fala por nós. Léo entrou na partida já no decorrer da segunda parte, mas acabou por marcar a diferença, tanto no encontro como na própria equipa do Covilhã. A cabeça quente nas decisões pesou mais que propriamente o jogo jogado. Não se lhe nega a qualidade que, porque é um senhor jogador, mas o temperamento, em algumas situações levou a melhor de Léo. É mais do que mostrou.

ANÁLISE TÁTICA – SC SALGUEIROS 

Jorge Pinto alinhou num 4-3-1-2 para ir a jogo nesta terceira eliminatória. A baliza foi defendida por Bruno Pinto, com o apoio da linha defensiva composta por Miguel Pereira, Laércio, Tony Correia e o capitão Hugo Moreira. O meio-campo deu lugar a Yannick Semedo, peça fundamental no jogo ofensiva da turma de Paranhos, a par de Tarcísio, Paulo Monteiro e Zé Domingos, com Grinood a ajudar tanto no ataque de Rúben Alves, como no centro do campo.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Pinto (6)

Laércio Morais (6)

Hugo Moreira (7)

Ruben Alves (7)

Tony Correia (6)

Miguel Pereira (6)

Paulo Monteiro (6)

Tarcisio (6)

Zé Domingos (7)

Yannick Semedo (8)

Grinood Costa (8)

SUBS UTILIZADOS

Miguel Baptista (7)

Nnandi Iben (6)

Pipo (-)

Braga (-)

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Nuno Capucho optou por um 4-2-3-1. Bruno Bolas defendeu as redes da equipa da Covilhã e, à sua frente, a defesa composta por Edwin Banguera, Joel Vital, André Almeida e Jean Felipe. Capucho também escolheu jogar com um meio-campo bastante ofensivo com Gilberto, Idrissa Mandiang e Gleison, Inters e Lewis Ench no apoio a Deivison Borges.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Bolas (6)

André Almeida (6)

Gilberto Silva (6)

Jean Silva (7)

Joel Vital (6)

Edwin Banguera (6)

Idrissa Mandiang (6)

Gleison Moreira (7)

Inters Gui (6)

Deivison Borges (8)

Lewis Ench (6)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Cardoso (6)

Tiago Moreira (7)

Leonardo Cá (5)

Abdoulaye Daffe (6)

O 11 ideal do SL Benfica com uma defesa a três

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A atravessar um momento conturbado em termos exibicionais, o SL Benfica conta já com nove golos sofridos em sete jornadas da Primeira Liga, sendo que perdeu as duas últimas partidas.

A fragilidade defensiva dos encarnados, já visível na época passada, agravou-se com a “troca” de Rúben Dias por Otamendi. Perdeu-se um dos melhores centrais jovens a atuar na Europa, tendo vindo para o seu lugar um jogador – perdoem-me a expressão – acabado, sem condições para ser titular numa equipa com a dimensão do Benfica.

Portanto, esta semana decidimos fazer um 11 inicial do Benfica com três defesas centrais, de modo a melhorar, hipoteticamente, a estabilidade defensiva das “águias”.

O sistema escolhido é um 3-1-4-2, com um número seis mais fixo à frente da defesa e com dois médios centro – mais de ligação – à sua frente, formando um triângulo invertido no meio campo.

Antevisão | 5 jogos de Taça “fáceis” que se tornaram difíceis

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A Taça de Portugal está de volta e o Sporting CP tem o objetivo de voltar a levantar a prova rainha de Portugal! A competição, para os lados de Alvalade, vai começar com um jogo contra o Sacavenense que está a ter um início de época mediano, sendo que já não conhece o sabor da vitória há quatro jogos.

Conseguirá o Sporting vencer o jogo frente aos vizinhos do Sacavenense ou irá existir de novo Taça, como o ano passado frente ao FC Alverca? Aposta com a BET.PT!

Por oposição, o Sporting CP está a ter um excelente início de época, ocupando o primeiro posto da primeira liga portuguesa. Apesar do Sacavenense ser do Campeonato de Portugal, o Sporting CP tem de ser correto na abordagem a este jogo já que, por vezes, estes podem tornar-se verdadeiros desafios porque estas equipas os valorizam estes momentos como uma oportunidade de se mostrar devido ao facto de jogarem contra um dito “grande”.

Qualquer sportinguista tem algum receio destes jogos até porque têm existido situações em que os leões perderam ou ganharam com dificuldade contra equipas de escalões inferiores ao do clube de Alvalade. Não é preciso puxar muito pela memória para recordar o único jogo que o Sporting CP fez na Taça durante o ano passado…

Liverpool FC 3-0 Leicester City FC: Reds alcançam Spurs no topo da Liga Inglesa

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A CRÓNICA: ‘SHOW’ DE DIOGO JOTA FEZ ESQUECER AUSÊNCIAS DE PESO

A 9.ª jornada da Liga Inglesa presenteou-nos com um grande embate pela liderança da tabela classificativa, num duelo que opôs Liverpool FC e Leicester City FC.

Com ambas as equipas num excelente momento de forma – ainda que com os da casa algo desfalcados devido à covid-19 -, os reds receberam os foxes em Anfield Road, numa partida que os campeões em título dominaram por completo.

O Liverpool entrou de forma agressiva no encontro, a querer impor o seu estilo, e depois de várias ocasiões de golo criadas na primeira metade do primeiro tempo, o golo acabaria mesmo por chegar ao minuto 21’, através de um canto, que originou o autogolo de Johnny Evans, num lance caricato. Até ao fim do primeiro tempo o Liverpool voltaria a faturar, desta feita pelos pés do imparável Diogo Jota, à passagem do minuto 41’, tento que o colocou na história dos reds como o primeiro jogador a marcar nos primeiros quatro jogos em casa no campeonato. Já os visitantes pouco ou nada ameaçaram a baliza defendida por Alisson na primeira metade do encontro.

A entrada para o segundo tempo deu-se à imagem da primeira metade, com um Liverpool dominador e um Leicester que, mesmo em desvantagem, continuou a mostrar-se muito “amarrado”. Os foxes foram tentando conter o terceiro golo dos reds, ora pelo guardião Schmeichel ora pela ajudava providenciada pelos postes das balizas de Anfield, mas o mesmo acabaria mesmo por surgir já nos últimos dez minutos do encontro, após um canto finalizado por Firmino, consumando as contas da partida.

Com este triunfo, o Liverpool sobe ao topo da tabela do campeonato inglês, partilhando a liderança da competição com o Tottenham Hotspur FC de José Mourinho, ambos com 20 pontos.

A FIGURA


Diogo Jota – O internacional português voltou a ser aposta de Klopp no onze inicial – face à ausência de Salah – e não desiludiu. Fez de tudo em campo e voltou a colocar o seu nome na lista de marcadores com um dos tentos do encontro, o que lhe permitiu entrar na história do clube. Jogaço do atleta luso.

O FORA DE JOGO


Leicester City FC – A formação dos foxes foi completamente dominada pelo Liverpool FC, acabando por não conseguir mostrar neste encontro a boa forma e fio de jogo que tinha vindo a mostrar desde o início do campeonato.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Face às muitas ausências no plantel dos reds motivadas pela covid-19, Jürgen Klopp fez algumas mudanças no onze inicial, apresentando mesmo algumas adaptações, casos de James Milner e Fabinho que atuaram no eixo defensivo. Apesar das alterações, o Liverpool FC apresentou-se igual a si mesmo taticamente, dispostos no seu habitual 4-3-3 e sempre em alta intensidade. A formação dos reds dominou por completo todas as vertentes do encontro, não dando qualquer tipo de hipótese ao adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (7)

Milner (7)

Matip (7)

Fabinho (7)

Robertson (8)

Jones (6)

Wijnaldum (6)

Keita (6)

Jota (9)

Firmino (6)

Mané (7)

SUBS UTILIZADOS

Williams (6)

Origi (-)

Minamino (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

Os comandados de Brendan Rodgers também atuaram de forma semelhante às partidas anteriores taticamente, num sistema tático de 3-4-2-1, ainda que com uma dinâmica diferente face à superioridade do adversário. Os foxes, com a equipa muito compacta e recolhida no seu meio-campo, de maneira a tentar conter o poderio dos reds, apostaram em ataques e contra-ataques rápidos, tentando surpreender as linhas do Liverpool, tentativas que pouco efeito surtiram ao longo da partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Schmeichel (7)

Fofana (6)

Evans (6)

Fuchs (7)

Albrighton (7)

Tielemans (6)

Mendy (6)

Justin (6)

Barnes (6)

Maddison (6)

Vardy (6)

SUBS UTILIZADOS

Praet (6)

Ünder (6)

ATP Finals: Medvedev é o último campeão em Londres

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Naquela que foi a despedida da prova que todas as épocas consagra o melhor entre os melhores da O2 Arena, em Londres, os motivos de interesse eram muitos: Novak Djokovic procurava igualar o recorde de Roger Federer na competição, enquanto Rafael Nadal perseguia ainda o seu primeiro troféu no torneio. No entanto, e à imagem da últimas edições das ATP Finals, o título voltou a acabar nas mãos de um tenista que nunca tinha vencido a prova.

Estreantes sem hipóteses

Ainda que Stefanos Tsitsipas tenha conseguido vencer as ATP Finals na sua estreia na competição, a prova de fim de época não é, por norma, muito simpática para os menos habituados a estas andanças – o próprio Djokovic estreou-se na prova, em 2008, com três derrotas na fase de grupos, tal como Daniil Medvedev o fez na época passada.

Não é por isso muito surpreendente que tanto Andrey Rublev, como Diego Schwartzman tenham tido uma passagem fugaz por esta edição. O russo ainda conseguiu uma vitória contra Dominic Thiem na última jornada da fase de grupos, embora tenha ficado bem patente que o austríaco optou por gerir o esforço num encontro sem qualquer influência nas contas do grupo, contudo, enquanto um dos jogadores com mais vitórias em 2020, esperava-se mais do número oito do ranking ATP.

Em relação ao argentino, as expectativas eram menores, até porque a prova não é disputada no seu piso de eleição. Ainda assim, sair de prova com três derrotas e apenas um set ganho, no encontro contra Alexander Zverev, não pode ser considerada, de todo, uma participação feliz para a maior surpresa no elenco do torneio.

Djokovic falha recorde de Federer, Nadal deixa fugir nova oportunidade

Crónicos candidatos ao título em qualquer torneio em que participem e apesar de continuarem a exercer um domínio assinalável no circuito masculino, Djokovic e Nadal estão há já largos anos arredados do troféu nas ATP Finals. Na verdade, o espanhol ainda não tem qualquer vitória na competição, embora tenha garantido o apuramento para a prova em praticamente todas as edições desde que saltou para a ribalta do desporto.

O seu último resultado de relevo foi uma meia-final em 2015, resultado que repetiu nesta edição. Ainda que o seu objetivo tenha sido falhado e desperdiçada mais uma oportunidade para colmatar a principal lacuna do seu currículo, Nadal foi um dos melhores da competição, ao mostrar-se ao seu melhor nível – muito melhor do que no ATP Masters 1000 de Paris – e rubricar exibições impressionantes, sobretudo na fase de grupos. Caiu para Medvedev depois de ter servido para fechar o encontro em duas partidas, mas fica a ideia de que o seu nível exibicional poderia perfeitamente ter chegado para o título.

Por sua vez, Djokovic ficou aquém do esperado. Conseguiu empurrar a discussão da meia-final frente a Thiem até ao tie-break do terceiro set, mas nunca se lhe viu o ténis dominador que exibiu durante boa parte desta atípica temporada. A derrota frente a Medvedev na fase de grupos deixou isso por demais evidente, com o russo a levar a melhor sem problemas de maior. A última vitória de Djokovic nas ATP Finals data de 2015 e, desde então, o sérvio continua, sem sucesso, a tentar alcançar o recorde de seis vitórias de Federer na competição.

Nadal vs Thiem: um dos melhores encontros do ano

Não foi a final do torneio, mas podia perfeitamente ter sido, até porque Nadal chegou a servir para reencontrar Thiem no encontro decisivo da prova. Não apenas pelos dois nomes envolvidos, mas sobretudo pela incrível qualidade de jogo apresentada por ambos. O desafio entre o espanhol e o austríaco, uma das mais interessantes rivalidades dos últimos anos no circuito, na segunda jornada da fase de grupos foi o melhor encontro do torneio e um dos melhores do ano.

Certamente era que isto se pretendia quando as ATP Finals foram idealizadas, isto é, que a prova reunisse os melhores da época para uma alta concentração de jogos de alto nível num curto espaço de tempo. Infelizmente, diferentes momentos de forma e a diferença de rodagem nestas andanças entre os participantes, nem sempre permitem encontros memoráveis.

No entanto, o confronto entre Nadal e Thiem foi efetivamente memorável, com uma enormidade de winners, pouquíssimos erros não forçados e os dois tenistas a jogar ao seu melhor nível em simultâneo durante todo o encontro. Lamenta-se apenas que o encontro tenha ficado resolvido em duas partidas – mais longas do que muitos jogos de três sets – e não tenha desembocado num set decisivo.

Foto de capa: ATP Tour

As 3 jovens promessas emergentes do futebol mundial nesta altura

O futebol mundial tem novos talentos e promessas a surgir todas as épocas. Se é verdade que jogadores do nível de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi deverão demorar algum tempo a surgir e a dominar o panorama mundial tal como estes dois “astros” fizeram, também é um facto que o futuro do futebol está em muito boas mãos.


Assim, na lista seguinte, apresento três jogadores que estão a aparecer nos tempos mais recentes e que têm pela frente um futuro risonho, caso se concretize o seu potencial. Importa referir que, apesar de existirem inúmeros jovens talentos que podiam ser referidos, estes três são do meu agrado particular.

SC Beira-Mar 1-3 CD Santa Clara: Aparício acendeu a chama, mas Santa Clara tinha outros planos

A CRÓNICA: CANSAÇO DO SC BEIRA-MAR E DETERMINAÇÃO DO CD SANTA CLARA

Mais um domingo repleto de jogos a contar para a competição rainha no nosso país, a Taça de Portugal. O SC Beira-Mar e o CD Santa-Clara defrontaram-se a contar para a terceira eliminatória desta prova, no Estádio Municipal de Aveiro. O resultado esse, sorriu aos açorianos que com um resultado por 1-3 passam à quarta eliminatória da prova. Foi mais um jogo que opôs um velho nome do futebol português frente a uma equipa da primeira divisão.

A primeira parte foi bastante dividida, evidenciando a capacidade de equipas do Campeonato de Portugal de fazer face a equipas do escalão mais alto do futebol nacional. Assistiu-se, na primeira-parte a um Beira-Mar sem medos (a fazer relembrar o jogo do ano passado contra o Marítimo) e um Santa Clara que se deixou surpreender pela capacidade de troca de bola da equipa de Ricardo Sousa.

A segunda metade do encontro trouxe os golos. Primeiro por intermédio de Pedro Aparício que isolado chutou para o fundo das redes da baliza açoriana. Neste momento do jogo, notou-se uma grande motivação do conjunto do Campeonato de Portugal para conseguir manter o ritmo imposto e continuar a causar estragos na defesa contrária. No entanto, as constantes movimentações a meio campo fizeram com que alguns jogadores perdessem o fulgor com que reataram a partida. Os golos da reviravolta do conjunto de Daniel Ramos, foram de Thiago Santana e de Carlos Jr., ambos de cabeça após cruzamentos do lado esquerdo do ataque, sendo que o primeiro foi na sequência de um canto daquele lado. Já no final do jogo, houve ainda tempo para o terceiro golo do Santa Clara, desta vez, foi Ukra que conseguiu aproveitar uma bola perdida no meio da área para rematar forte e colocado para o fundo das redes de Gabriel Miotti.

Esta fase final do encontro foi de facto frutífera para o Santa Clara, já que o Beira-Mar acusou desgaste e falta de discernimento nesses instantes finais. Ficou sublinhada a maior experiência de um clube da primeira liga que vem de um ritmo competitivo mais exigente.

A FIGURA

Thiago Santana – A estrela do conjunto açoriano foi dos pupilos de Daniel Ramos que sempre trabalhou para a vitória. Muitas vezes sozinho e de costas para a baliza conseguiu prosseguir o momento ofensivo dos açorianos e foi mesmo o autor do golo que reestabeleceu a igualdade no marcador.

 

O FORA DE JOGO

Pierre Sagna é o mais recente reforço do CD Santa Clara.
O lateral de 29 anos assina por temporada e meia. pic.twitter.com/ituC70RHMi

— Diário de Transferências (@DTransferencias) January 30, 2020

Sagna – Foi uma má exibição do lateral-direito no Estádio Municipal de Aveiro. Perdeu muitas bolas, não conseguiu intercetar o passe que isolou Pedro Aparício no único golo do Beira-Mar e mostrou falta de entrosamento ofensivo pela excessiva proximidade do extremo direito da equipa, dificultando, por vezes o ataque por esse lado.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BEIRA-MAR 

O histórico clube de Aveiro jogou num 4-2-3-1 frente ao Santa Clara, demonstrando que vinha para lutar pela vitória no jogo. Impôs um estilo de jogo pressionante no meio-campo e conseguiu, por várias vezes intercetar bolas dos açorianos no seu meio campo-defensivo. As consequentes transições eram feitas a um toque e deforma rápida. Este estilo de jogo permitiu que o Beira-Mar chegasse à vantagem na segunda-parte, contudo na primeira notou-se que se trata de um estilo extremamente desgastante porque requer os onze jogadores em movimento constante. E assim se fez notar também nos últimos vinte minutos da partida. O Santa Clara aproveitou-se deste fator para fazer a reviravolta e o Beira-Mar ficou algo sem capacidade de resposta para a frescura física dos açorianos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gabriel (5)
João Nogueira (6)
Edgar (5)
Caio Sena (6)
Mário Mendonça (6)
Garruço (6)
Ivo Lemos (6)
Dieguinho (7)
Aparício (7)
Zé Pedro (7)
Michel Renner (6)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Tavares (5)
Rui Sampaio (5)
Sylla (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

O Santa Clara optou por lançar vários dos habituais titulares a jogo. Um deles, a estrela da equipa Thiago Santana, foi aliás quem marcou o golo do empate num momento em que o Santa Clara até nem estava por cima do encontro. Os açorianos conseguiram defender bem na primeira-parte as investidas do Beira-Mar, mas com o desgaste dos aveirenses começaram a ser mais pressionantes e tomaram conta do jogo até final da primeira metade. Os açorianos, com calma, iam segurando o nulo enquanto apostavam em transições mais rápidas pelas alas,já que o posicionamento das duas linhas mais recuadas do Beira-Mar não lhes permitia causar perigo através da construção a partir de trás.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André F. (5)
Sagna (4)
Mikel (5)
Fábio Cardoso (6)
João Lucas (6)
Rashid (6)
Nene (6)
Lincoln (6)
Carlos Jr. (6)
Thiago Santana (8)
Diogo Salomão(7)

SUBS UTILIZADOS

Jean Patric (5)
Costinha (6)
Anderson Carvalho (5)
Rafael Ramos (-)
Ukra (7)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Beira-Mar

BnR: Há a ambição dentro do balneário de voltar a curto-médio prazo voltar às ligas profissionais de futebol?

Rui Sampaio: Se me perguntar a mim, enquanto adepto, claro que quero ver o Beira-Mar de volta à primeira. Mas há que ter noção que só com calma e muito trabalho é que chegamos lá. Estamos num bom caminho, mas é um caminho ainda muito longo. O Beira-Mar é um histórico e, como tal, há essa ambição.

CD Santa Clara

BnR: Contou que o desgaste fosse um fator decisivo no resultado do jogo, já que o estilo de jogo do Beira-Mar é bastante desgastante para os seus jogadores?

Daniel Ramos: Não tivemos bons timings de pressão, mas a ideia era fazê-lo. Perdemos algumas bolas e permitimos que o Beira-Mar acreditasse no jogo. Foi uma primeira parte onde houve muito suor de parte a parte que provocou desgaste para a segunda parte, isso é claro, notou-se. Nós estávamos preparados para isso, o Beira-Mar pareceu-me menos preparado para a intensidade do jogo. Ou seja, era fundamental haver cabeça, procurar os espaços onde a bola podia entrar e ter boas decisões próximos da baliza. Perante um relvado difícil como este e com o desgaste que se viu, houve um aumento do tempo de execução que nos foi benéfico, porque tomámos melhores decisões.