É a ronda final do Mundial de MotoGP, o Grande Prémio de Portugal, no Autódromo Internacional do Algarve. Apesar de não haver público nas bancadas, Miguel Oliveira tem enchido o coração dos portugueses de orgulho. O piloto da KTM Tech3 dominou nos treinos livres, conseguindo apurar-se diretamente para a Q2. Aí, mais uma vez, voou bem alto e na montanha russa que é o circuito algarvio conquistou a sua primeira pole position da carreira no MotoGP.
No final da qualificação, Miguel Oliveira era um piloto feliz, explicando que, apesar da pole, quer fechar o Grande Prémio com “chave de ouro”, ou seja, a vitória: «Sinto-me bem e estou a apreciar cada momento em pista. Estou contente com as voltas, mas, amanhã, quero terminar o objetivo e, para isso, temos de manter os pés bem assentes na terra. Experimentamos muitos pneus e várias afinações na moto. Esperamos ter feito um bom trabalho e quero terminar com “chave de ouro”», afirmou o português.
Com o conhecimento da pista, arrancar da primeira posição pode ajudar o português a conquistar a segunda vitória no MotoGP. E nós estaremos a torcer por ele com todas as nossas forças. Fiquem seguros e torçam pelo “Falcão” em casa!
Na primeira fila da grelha de partida, Oliveira tem a companhia de Franco Morbidelli e Jack Miller. O piloto da Petronas SRT está na luta pela segunda posição do campeonato e, sendo que Alex Rins e Maverick Viñales apenas partem da oitava e décima posição, o italiano tem grandes hipóteses de se sagrar vice-campeão mundial.
Quem impressionou até agora no Grande Prémio de Portugal foi Stefan Bradl. O piloto que substituiu Marc Márquez na Repsol Honda não tem tido a melhor das épocas, devido ao pouco ritmo competitivo. Mas, no AIA, Bradl qualificou-se com a Honda RC213V, na sexta posição.
O campeão mundial, Joan Mir, é que não teve tarefa fácil no Grande Prémio de Portugal. Depois de não se conseguir qualificar para a Q2, o espanhol da Suzuki não conseguiu fazer melhor do que o 20º lugar, ou seja, parte da última fila da grelha. Para Mir «foi um dia difícil porque tivemos problemas com a moto e não estava a sentir o mesmo que ontem. Descobrimos um problema, mas já foi tarde para o resolvermos. Aí já tinha perdido as minhas hipóteses na qualificação. Mas, no geral, sinto-me bem aqui. Estou confiante de que amanhã posso dar tudo, ter um bom ritmo e finalizar bem».
Tal como Mir, a qualificação não correu de feição ao retornado Mika Kallio. O piloto finlandês foi o escolhido para substituir Iker Lecuona na Tech3, após este ter testado positivo à COVID-19 antes do TL3 em Valência. Ao Bola na Rede, Kallio explicou a sua primeira vez no circuito português, dizendo que «é um circuito muito técnico e difícil de aprender. Pensava que ia melhorar hoje, mas não aconteceu. Tenho tido problemas em colocar temperatura nos pneus, principalmente no dianteiro».
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A época termina amanhã e parece que o Grande Prémio de Portugal está no bom caminho para ser regular no calendário do MotoGP. Da nossa parte, pode ficar já, mas, claro, faltam os acordos e estaremos cá à espera por notícias positivas.
A CRÓNICA: UMA BOA DOSE DE PRAGMATISMO NUM CITY SEM IDEIAS
Tottenham Hotspur FC vs Manchester City FC: Um “Mourinho x Guardiola” é sempre um confronto de estilos. O pragmatismo tático e o brilhantismo do futebol de posse entram em debate pelo melhor resultado possível e reúnem-se os ingredientes necessário para que o espetáculo corra bem.
Cada macaco no seu galho, mas Guardiola quis pôr alguns nos galhos dos outros. Veja-se a inclusão de João Cancelo no corredor central, a funcionar como um médio, como algo que não favorece o internacional português, muito menos os interesses da equipa. Se o objetivo era forçar a entrada pelo corredor central, o City deu-se mal. Ali, Cancelo não faz a diferença. Nem ele expressa a sua potência e fulgor ofensivo, nem a equipa garante soluções para desequilibrar nos três corredores do terreno. Quem viveu bem com isso foram os comandados de Mourinho, que, muito solidários, estancaram facilmente a maioria das ações ofensivas do Manchester City.
Sem grande tempo para avaliar questões táticas, Son fez o primeiro golo logo aos cinco minutos. Boa visão de jogo de Ndombélé a explorar as costas da defesa dos citizens e a desmarcar o sul-coreano que mantém o seu bom momento exibicional.
A linha defensiva dos visitantes andou a tentar apagar fogos quando já tudo tinha ardido e, por isso, esteve muitas vezes mal organizada, sendo apanhada desprevenida com frequência. A bola andava nos pés dos jogadores do City, mas o controlo do jogo era do Tottenham.
O VAR ainda teve que intervir na primeira parte, ajudando Mike Dean a anular os golos de Harry Kane e Laporte.
No segundo tempo, o cenário não se alterou. A defesa dos citizens continuou a tremer, sempre que era posta à prova com os rasgos dos jogadores da casa. Dessa maneira, nasceu o segundo golo dos spurs no jogo. Harry Kane aguentou uma bola longa no seu poder e desmarcou Lo Celso para aumentar a vantagem. O argentino tinha acabado de entrar para que a equipa pudesse gerir melhor os momentos em que tinha a bola e, na primeira vez que tocou no esférico, fez o gosto ao pé.
O 2-0 não mais foi alterado. Um ano depois de Mourinho assumir o comando técnico do Tottenham, a equipa parece sólida na crença da ideia de jogo do seu treinador e pronta para os grandes desafios que se aproximam e, quem sabe, conquistar a Premier League.
A FIGURA
HALF-TIME Spurs 1-0 Man City
Son Heung-min’s strike is the difference between the two sides at the end of an entertaining first-half#TOTMCIpic.twitter.com/CL38jZRQho
Son – Foi fundamental na estratégia de jogo da equipa. Esteve constantemente à espreita para rasgar a defesa do City com vários movimentos de rutura. Não desperdiçou as benesses concedidas, aproveitando para apontar o primeiro golo do jogo.
O FORA DE JOGO
Pre-match scheming! 🧐
Not long until we’re underway so give us your score predictions for this one…
Kevin De Bruyne – A vigia feita pelo duplo pivô do Tottenham ao jogador belga não o permitiu pautar o jogo e encontrar espaço para, através do passe, gerar perigo. Olhava muitas vezes para o campo e não o encontrava de tão escondido que estava. Talvez por aqui também se explique o insucesso da equipa. Vou perdoar João Cancelo a esta nomeação pelos condicionalismos que o treinador impôs ao seu jogo.
ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC
Com um meio-campo ao estilo do “não passa nada”, com Hojbjerg, Sissoko e Ndombélé, e com Aurier no lado direito da defesa em detrimento de Doherty (infetado com COVID-19), Mourinho montou o seu desenho tático num 4-2-3-1, de grande responsabilidade para os homens do miolo do terreno. A novidade foi Bergwijn, que apareceu a jogar pela direita do ataque, o que mostrava ao que o Tottenham vinha. Os spurs resguardaram-se no seu meio-campo e exploraram a velocidade dos dois extremos Son e Bergwijn para atacarem as costas da defesa do Manchester City. Realce para o papel de Sissoko e Hojbjerg como rigorosos seguranças De Bruyne.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Hugo Lloris (6)
Serge Aurier (6)
Toby Alderweireld (6)
Eric Dier (6)
Sergio Reguilón (6)
Pierre-Emile Hojbjerg (7)
Moussa Sissoko (7)
Tanguy Ndombélé (6)
Son Heung-Min (7)
Steven Bergwijn (6)
Harry Kane (7)
SUBS UTILIZADOS
Giovani Lo Celso (7)
Lucas Moura (4)
Joe Rodon (-)
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC
Guardiola optou por um 4-3-3, fazendo alinhar Bernardo Silva no centro do terreno ao lado de De Bruyne e com Rodri nas suas costas. Para isso, fez cair do onze inicial Gündogan, que é um construtor de jogo, e optou por um criador como é Bernardo, prevendo a organização que o Tottenham apresentou e dando à equipa ferramentas para a desmontar e ser influente no meio-campo ofensivo. Nas linhas, Ferrán Torres alinhou na direita e Mahrez na esquerda. Enquanto Mahrez jogou sempre a fletir para o corredor central, Ferrán Torres alinhou mesmo encostado à linha e foi João Cancelo que, sendo destro e jogando sobre a direita, apareceu em zonas centrais no momento ofensivo funcionando como um médio.
Chegados à 11.ª jornada do Andebol1, tivemos o primeiro grande clássico da temporada 2020/21. No Pavilhão João Rocha, encontram-se duas das três equipas que, à partida, para esta jornada, tinham o estatuto de não só invencíveis, mas também 100% vencedores. O FC Porto vem de uma derrota na EHF Champions League contra o poderoso Paris Saint-Germain FC. Já o Sporting CP apenas convocou 13 jogadores devido a várias ausências por lesão, sendo uma das principais o experiente central espanhol Carlos Ruesga.
Estas ausências não impediram a equipa da casa de entrar a vencer na partida. A boa entrada da equipa de Rui Silva manteve-se e, aos seis minutos, já Magnus Andersson pedia time-out, numa altura que a sua equipa perdia 5-3 e em que Frankis Carol tinha já três golos. Esta paragem de jogo foi uma tentativa do treinador alemão de melhor a organização defensiva da sua equipa, que estava com grandes dificuldades em parar a primeira linha do Sporting, nomeadamente Frankis Carol e Pedro Valdes.
Apesar dessa tentativa, os leões conseguiram manter o nível e chegaram a meio da primeira parte a vencer 8-6. No entanto, nessa fase da partida, a equipa de Rui Silva não aproveitou algumas oportunidades de finalização que teve aos seis metros e que poderiam ter sido decisivas de se afastar ainda mais do adversário.
Aos 22 minutos, a maior agressividade defensiva do FC Porto começou a causar problemas ao ataque verde e branco e então Rui Silva pediu paragem de jogo para tentar resolver este problema. O resultado era 11-10 e esta aproximação azul e branca a muito se devia à boa entrada em jogo do guarda-redes Nikola Mitrevski. Nos últimos cinco minutos, o FC Porto conseguiu ainda passar para a frente do marcador momentaneamente, mas o jogo saiu para o intervalo empatado a 14-14.
O FC Porto entrou na segunda parte com o seu característico 7×6, mas a entrada não foi a melhor, já que os dois primeiros ataques resultaram em turnovers. O Sporting também não fez melhor, já que não aproveitou essa oportunidade para se afastar no marcador, acabando os visitantes por construir um parcial de 1-3, o que levou Rui Silva a pedir time-out logo nos primeiros cinco minutos da segunda parte.
Defensivamente, a equipa verde e branca teve imensas dificuldades em controlar o 7×6 e a meio da segunda parte o resultado já era 18-25. Até ao final da partida, a equipa da casa ainda encurtou a distância no resultado, mas a vitória do FC Porto nunca esteve em causa. O resultado foi 27-33.
Neste momento, o FC Porto e o SL Benfica são as únicas equipas que ainda não perderam no campeonato. Na próxima jornada, há novo clássico, com um confronto entre ambas as equipas no reduto dos azuis e brancos. As várias ausências do Sporting levaram a que a equipa não conseguisse manter o bom nível com que entrou na partida. Ao FC Porto bastou aumentar um pouco o nível com o 7×6 e conseguiu construir uma vantagem confortável, mostrando assim que se encontra realmente noutro nível comparativamente ao resto da competição.
Nikola Mitrevski – Muitos dos problemas defensivos do FC Porto resolveram-se com a entrada em campo do guarda-redes macedónio. Uma exibição monumental. Mitrevski defendeu mais de metade dos remates dirigidos à sua baliza (14/27, 51% de eficácia).
Arnaud Bingo – Bingo nem um número conseguiu no cartão. Um dos mais experientes da equipa não marcou qualquer dos remates que fez durante a partida. Numa equipa com várias baixas, esperava-se que o ponta francês tivesse estado mais em jogo.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
O Sporting CP conseguiu manter-se na partida enquanto as condições físicas e o FC Porto permitiram. A boa primeira parte esteve também relacionada com a pior prestação defensiva do FC Porto, mas, na segunda parte, quando estes aumentaram o nível, pouco ou nada os verdes e brancos conseguiram fazer. Rui Silva ainda tentou dificultar a circulação do 7×6 ao fazer uma marcação individual ao seu homónimo, central do FC Porto, mas rapidamente percebeu que os resultados práticos seriam poucos. O plantel não é tão profundo como noutros anos e com ausências por lesão a missão ainda fica mais difícil.
7 INICIAL E PONTUAÇÕES
Frankis Carol (6)
Manuel Gaspar (6)
Pedro Valdes (7)
Tiago Rocha (9)
Nuno Roque (5)
Darko Djukic (5)
Arnaud Bingo (4)
SUBS UTILIZADOS
Theo Clarac (4)
Aljosa Cudic (6)
Francisco Tavares (4)
Salvador Salvador (8)
Dimytro Doroshchuk (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Uma prestação defensiva uns furos abaixo do que é habitual, o que permitiu que o Sporting impedisse que o FC Porto assumisse o comando da partida desde o seu começo. Magnus Andersson ainda trocou Iturriza por Sliskovic na dupla central, mas as dificuldades permaneceram praticamente as mesmas.
Na segunda parte, a equipa já vinha mais coesa defensivamente, também apoiada pela excelente prestação de Nikola Mitrevski, e isso levou a uma vitória confortável. Foi, ainda, mais um jogo em que o adversário não conseguiu encontrar uma solução perante o 7×6 bem trabalhado.
A CRÓNICA: TONI MARTINEZ E TAREMI FAZEM AS CONTAS PARA O FC PORTO
Mais de 40 anos depois do seu último encontro, GD Fabril e FC Porto encontraram-se no Estádio Alfredo da Silva para disputar a 3ª Eliminatória da prova rainha do futebol português, a Taça de Portugal.
Duas equipas com mudanças: o Fabril viu cinco atletas testarem positivo para a COVID-19 e o Porto joga na terça-feira, em Marselha. Ainda assim, ambas procuraram a vitória. Uma tentava “fazer Taça” e a outra tentava impedir que tal acontecesse.
Tal como se esperava, o Porto dominou desde o apito inicial, controlando a posse de bola e empurrando o Fabril para perto da sua área. O avançado Mehdi Taremi podia ter aberto a contagem à passagem do segundo minuto, mas o cabeceamento saiu ao lado. Seguiram-se tentativas de Felipe Anderson, Taremi (novamente) e Toni Martinez, mas a defesa da casa ia conseguindo aguentar o nulo.
Com Ronivaldo Ferreira, Jairo e Nuno Longo no centro da defesa, o Fabril controlava a profundidade do ataque portista, mas também a largura, graças a boas exibições de Leonildo Soares e Daniel Oliveira nas laterais. O avançado Ivan Reis mostrava-se demasiado sozinho no ataque e, quando recebia a bola, tinha dificuldade em segurar e criar perigo.
Quando se esperava que o resultado ao intervalo fosse um empate a zero, Otávio cruzou a bola para o centro da área e Toni Martinez agradeceu, inaugurando o marcador com um grande remate de bicicleta. Um lance acrobático que fez o 1-0.
O início da segunda parte viu um GD Fabril mais pressionante, a tentar condicionar a saída de bola dos dragões. No entanto, as esperanças da equipa da casa caíram por terra quando Felipe Andersson colocou a bola em Mehdi Taremi, que fez o 2-0 à passagem do minuto 51, marcando pelo segundo jogo consecutivo (também marcara frente ao Portimonense, antes da paragem para as seleções).
Nos minutos que se seguiram, o jogo voltou à toada morna que tivera, com os campeões nacionais a controlarem o jogo sem grande dificuldade. Sérgio Conceição ainda lançou jogadores mais rotinados, caso de Jesús Corona, Sérgio Oliveira e Luís Diaz, mas o resultado não sofreu mais alterações.
O Porto avança assim para a próxima eliminatória, enquanto que o GD Fabril cai de pé nesta edição da Taça de Portugal Placard.
A FIGURA
🗣️ @afonso_sousa10: “Para mim, o Romário Baró é craque. Crescemos juntos e partilhávamos o quarto na Casa do Dragão. Se lhe derem oportunidades, acredito que pode vir a ser um caso sério no futebol.” 💙 pic.twitter.com/tH6RPLUk1V
Romário Baró – O médio portista foi um poço de força no meio campo e o único desse setor que jogou os 90 minutos. O jovem teve qualidade no passe, empurrou a equipa para a frente em transição e não teve medo de fazer a ocasional falta.
O FORA DE JOGO
Fonte: GD Fabril
Ivan Reis – Sabendo das diferenças entre as duas equipas, o papel de avançado da equipa do Fabril seria sempre injusto. Ivan Reis não teve muitas oportunidades e passou grande parte do tempo a tentar pressionar a defesa portista, mas, quando teve bola, não foi capaz de decidir corretamente, acabando quase sempre por perder o esférico por tomar más decisões.
ANÁLISE TÁTICA – GD FABRIL
Sem quatro dos seus habituais titulares, o técnico João Miguel Parreira foi obrigado a fazer três substituições relativamente ao onze que alinhara frente ao Belenenses SAD “B”.
Com uma linha de cinco defesas, o Fabril causou muitas dificuldades ao ataque portista, que não conseguia ultrapassar a última linha da equipa da casa. No entanto, um golo a fechar o primeiro tempo e outro a abrir a segunda parte deitaram por terra as aspirações de se “fazer Taça”. Bastaram duas ocasiões em que o meio campo azul-e-branco teve tempo e espaço para decidir para se criarem os desequilíbrios que resultaram nos golos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
João Marreiros (7)
Nuno Longo (7)
Ronivaldo Ferreira (6)
Leonildo Soares (7)
Jairo (7)
Daniel Oliveira (7)
Reginaldo Gonçalves (6)
Diogo Palma (7)
Nuno Sá (7)
Adjeil Neves (6)
Ivan Reis (5)
SUBS UTILIZADOS
Edson Castro (6)
João Araújo (7)
Emerson Gomes (6)
Gonçalo Paulino (6)
João Carmo (6)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Com os olhos postos no jogo de terça-feira frente ao Marselha, Sérgio Conceição apostou num onze diferente do habitual, com as inclusões de Diogo Costa, Carraça, Mamadou Loum, Felipe Andersson, Romário Baró e Toni Martinez.
O Porto atuou num 4-4-2 com um meio campo claramente vocacionado para o ataque. Romário Baró mostrou-se exemplar no meio campo portista e combinou bem com Felipe Andersson, que ainda saiu do jogo com um passe para golo. A dupla formada por Taremi e Martínez passou muito tempo tapada pelos cinco defesas do Fabril, mas, quando tiveram oportunidade, confirmaram a sua qualidade.
Não temos um campeonato nacional de futsal a decorrer ao ritmo normal, com a existência de muitos jogos em atraso. Por conseguinte, existe bastante discrepância nos jogos disputados e uma impossibilidade de ter a noção exata da real posição na tabela classificativa de todas as equipas. No entanto, já se começam a definir alguns padrões e alguns fortes candidatos ao play-off.
Existe muita luta pela manutenção e apuramento para a Taça da Liga, mas os dois primeiros lugares parecem reservados, como habitualmente, para Sporting CP e SL Benfica. Estes contam com vitórias nos nove encontros realizados até à data, com a particularidade de se encontrarem já na jornada 11, num derby escaldante, apesar da falta de público nas bancadas, mas com o fervor e a emoção habituais na quadra.
Logo na perseguição, vêm dois clubes habituados a estar entre os melhores, mas que, mesmo assim, estão em grande forma e a superar os seus registos habituais. Este é o caso do Elétrico FC e do Viseu 2001 – com destaque para a equipa viseense, que está a apresentar uma qualidade de jogo extraordinária e soberbamente orientada por Paulo Fernandes, assim como a equipa de Ponte de Sor com Kitó Ferreira.
Outro dos grandes candidatos a ocupar uma das vagas no play-off e na Taça da Liga é obviamente o SC Braga/AAUM. Com vários jogos em atraso e sem registar um arranque brilhante, os comandados de Paulo Tavares irão certamente recuperar e galgar posições de forma natural e mais condizentes com o valor e os pergaminhos históricos da formação bracarense.
O Modicus também me parece que, com maior ou menor dificuldade, irá estar entre as oito melhores classificadas, tanto no final da primeira volta, como no final da fase regular. E, seguindo a minha lógica pessoal, sobram mais dois lugares entre a elite, sendo os naturais candidatos a AD Fundão, que pode saltar para o terceiro ou quarto posto caso vença os encontros que tem em atraso no primeiro escalão.
Outro candidato são os Leões de Porto Salvo, um crónico candidato a ingressar nas partes mais cimeiras da classificação e que terá sido a equipa mais afetada pela interrupção da época 19/20, dada a qualidade exibicional apresentada antes do primeiro confinamento, em Março. No entanto, a Quinta dos Lombos, entretanto assolada por um surto que provocou o contágio de 11 jogadores e o isolamento da restante equipa, também tem esperanças de uma boa temporada.
Casos positivos de covid-19 no Quinta dos Lombos obrigam a adiamento do jogo com o Dínamo Sanjoanensehttps://t.co/2DQqFNJmMW
As rápidas melhoras e espero que recuperem para uma fase final que promete muita emoção e disputa. Para já, os olhos estão postos no acesso à desejada Taça da Liga. O próprio Portimonense irá querer disputar essa vaga, parecendo as outras formações condenadas a lutar pela manutenção entre as melhores equipas de futsal em Portugal.
Mas, obviamente, nem sempre estas previsões correspondem à realidade e o melhor é esperar pela ação nas quatro linhas, esperando que a evolução da Pandemia seja mais favorável, para minimizar os efeitos no normal desenrolar da competição (casos do Sporting de Braga e Quinta dos Lombos) e permitir o regresso do público aos pavilhões, algo muito ansiado por todos.
Estávamos nós à beira Tejo plantados, tal como o Campo Engenheiro Carlos Salema, e a única coisa que realmente aconteceu de relevante durante todos os primeiros 45 minutos neste Clube Oriental de Lisboa e FC Famalicão foi o frio que se ia sentindo espinha a dentro. O relvado estava pior do que o ano de 2020 e os protagonistas iam sentindo dificuldade em mostrar as suas qualidades no tapete verde, em Marvila.
Aliás, até há uma coisa que podemos salientar: o facto de provavelmente ser Natal antecipado para algum miúdo que more perto do estádio. É que houve aquelas bolas que verdadeiramente foram “para as couves”. Fora isso, parecia que estávamos numa jornada do Campeonato de Portugal e, no intervalo, o placard (imaginário) marcava um justo zero a zero.
O jogo recomeçou e, finalmente, com motivos de destaque. No primeiro erro da partida para o Clube Oriental de Lisboa, foi João Caminata que, involuntariamente, fez assistência para Gil Dias mandar uma verdadeira bomba daquelas que mata uma Mosca. Pelo menos, nesta eliminatória, o FC Famalicão não sofria da ansiedade de estar em desvantagem na eliminatória com uma equipa do Campeonato de Portugal.
Os golos pareciam estar guardados para esta segunda parte. Depois de um canto de Gil Dias, novo golo para os famalicenses. O lance foi tão estranho que ficou a dúvida até na bancada de imprensa se tinha sido autogolo, ou se algum jogador do Famalicão tinha encostado. O certo é que havia já uma vantagem mais agradável.
Eu não disse que os golos eram para a segunda parte? Pois é. Houve mais um novo lance estranho na grande área do Oriental, e Diogo Queirós acabou por encostar para o terceiro na partida. Se o jogo parecia não estar ainda resolvido, então agora estava tudo pronto para se estender a passadeira “azul” ao Famalicão, que estava apto para seguir para a próxima eliminatória.
O frio que pautou toda a primeira parte foi descongelado por Gil Dias (faz sentido agora o título, não?). Com a desvantagem, o Clube Oriental de Lisboa ficou mais exposto e começou a trabalhar para os golos. É um resultado mais do que justo. Aliás, foi o melhor resultado que se conseguiu arranjar com o relvado assim. FC Famalicão está na próxima fase da Taça de Portugal e o Oriental foca-se agora no Campeonato de Portugal.
Gil Dias – Sempre a participar em todas as ações do Famalicão, tanto a defender como a atacar. Desbloqueou a partida com uma verdadeira bomba para a baliza dos lisboetas e ainda esteve envolvido no segundo golo da partida. Mesmo num campo em que as condições não eram as melhores, conseguiu impor a sua qualidade técnica e também o seu posicionamento defensivo e ofensivo, algo que foi crucial durante todo o jogo.
O FORA DE JOGO
Fonte: Bola na Rede
O relvado – Foi mesmo o pior daquilo que vimos em jogo. Dizer que era um batatal não era de todo um erro. Já tinha sido referido por João Pedro Sousa, em conferência de imprensa, que seria um grande obstáculo para as duas equipas. Os mais tecnicistas estiveram apagados – ou era à bomba, ou à bola alta.
ANÁLISE TÁTICA – CLUBE ORIENTAL DE LISBOA
A equipa de Marvila apostou num sistema tático muito móvel, rodando sempre entre um 4-4-3 e um 4-4-1-1. A aposta mais avançada foi Douglas que, normalmente, estava apoiado por Rafa Santos e por uma linha de quatro médios a criar uma solidez no meio campo muito boa. Já a nível ofensivo, o sistema adotado foi um 4-4-3, no qual a frente de ataque estava composta por Caminata, Varudo e Douglas. Além da tentativa de surpreender os famalicenses com o contra-ataque, houve momentos em que o Oriental conseguiu criar uma jogada com mais calma.
As substituições foram feitas na tentativa de refrescar e dar mais opções atancantes do que propriamente pensadas para conseguir reduzir a vantagem que o Oriental tinha no jogo. Contudo, as substituições entraram meio que desorientadas em campo. Um aspeto a referir (e não propriamente tático voluntário) foi que o “esquema tático” acabou, quando o Oriental sofreu o primeiro golo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Hugo Mosca (6)
Bruno Simão (5)
Dudu (5)
Marinheiro (5)
Tomás Silva (5)
Ruizinho (5)
David Crespo (5)
Caminata (5)
Varudo (4)
Rafa Santos (7)
Douglas (6)
SUBS UTILIZADOS
Márcio Augusto (5)
Rafa Pinto (5)
Ruben Gouveia (5)
Camará (5)
Hélio Roque (5)
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
A equipa de João Pedro Sousa apresentou-se num 4-4-3 com a aposta dos laterais Edwin Hernandez e Gil Dias muito subidos, fazendo sempre a troca com os extremos Velenzuela e Jhonata da Silva – e ganhando assim superioridade numérica em muitas das ações ofensivas. Uma particularidade interessante é o facto de Gustavo Assunção ter sido o jogador que mais trabalhou e construiu a partir de trás no meio de campo. A aposta foi sempre a velocidade dos jogadores famalicenses, porque o campo não permitia muito mais.
Na segunda parte, com todas as substituições, o FC Famalicão continuou com a mesma ideia de jogo e acabou por pouco ou nada alterar a estratégia que João Pedro Sousa implementou para este jogo contra o Oriental.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luiz Júnior (5)
Edwin Hernandez (6)
Srdan Babic (6)
Diogo Queirós (7)
Gil Dias (8)
Gustavo Assunção (6)
Joaquin Pereyra (5)
Carlos Valenzuela (6)
Ivan Pajuelo (5)
Marcelo Trotta (4)
SUBS UTILIZADOS
Bruno Jordão (6)
Guga (5)
Jorge Ferreira (5)
Daniel Cabrera (5)
Henrique Trevisan (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Clube Oriental de Lisboa
BnR: Havia uma estabilidade no meio campo, principalmente com a presença do Rafa Santos atrás do Douglas. Acredita que esta condicionante foi importante para que, durante toda a primeira parte, o Famalicão tivesse criado perigo?
Rui Gregório: Houve vários motivos para esse empate na primeira parte. Foi a entrada forte, com personalidade e olhar de frente o adversário. Este jogo teve uma estratégia e o próximo terá outra. Houve ali um momento em que dois jogadores nossos podiam ter feito uma falta e o lance parava logo. Mas, como isso não aconteceu, acabámos por sofrer o golo. No global, a equipa esteve competente e é um resultado que se aceita. Não vou aqui dizer se é justo ou injusto. É algo que se aceita. Ainda assim, estou satisfeito com os meus jogadores, porque estiveram organizados quanto baste, e o golo aconteceu num lance que atirou a equipa abaixo. Os outros dois golos foram de cantos. Nós estávamos avisados. Eles foram lá e, em dois cantos, fizeram dois golos. É assim o jogo.
FC Famalicão
BnR: Apesar do estado do campo, que já tinha referido na antevisão que seria um obstáculo para os dois clubes, o que disse aos jogadores sobre os locais do campo a ter cuidado? Avisou-os sobre terem de ter consciência do que podiam fazer para não perder o estilo de jogo que o FC Famalicão normalmente aplica?
João Pedro Sousa: Essencialmente, perceber que não podíamos entrar em situações de riscos, como habitualmente fazemos nos jogos da Liga. Por exemplo, atrairmos o adversário. Com as condições que o relvado tinha, não o poderíamos fazer. Sabíamos das condições e fomos mais pragmáticos durante todo o jogo. Tanto na zona de finalização, como também cá atrás, na defesa. Nunca poderíamos perder o nosso estilo de jogo, como bem disse. Foi uma boa vitória.
Pertencemos a uma geração do futebol que ficou inevitavelmente marcada pela rivalidade entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. A eterna discussão sobre quem é o melhor dura já há mais de dez anos e, por vezes, há quem deixe escapar o privilégio que é vê-los jogar ao mesmo tempo. Mas existe outra rivalidade não menos curiosa: José Mourinho e Pep Guardiola
Mas a rivalidade criada entre estes dois astros (agora menos acesa) não foi a única que tivemos oportunidade de acompanhar ao longo destes anos. A nível de treinadores, José Mourinho e Pep Guardiola também acabaram por se destacar, devido à sua inquestionável qualidade, e apimentaram jogos que por si só já tinham tudo para serem entusiasmantes. Também eles viveram uma relação com fases diferentes: já trocaram bocas e provocações e já quiseram a todo o custo mostrar que um é melhor do que o outro.
Hoje, mais maduros e experientes, parecem ter deixado essas desavenças de parte e, apesar do sentimento de querer vencer inerente a quem está neste desporto, parecem dar-se bem, com o devido respeito e admiração.
Neste sábado, uma das maiores atrações será Tottenham x Manchester City, às 14h30 com Mourinho enfrentando Guardiola pela 24º vez desde que essa rivalidade surgiu em 2009. pic.twitter.com/ECbG9vJGDI
A história favorece o técnico espanhol, ainda que essa só sirva para preencher os livros. Em 23 jogos disputados entre os dois mestres, Guardiola venceu 11, Mourinho venceu apenas seis e outros seis ficaram empatados. Já se encontraram ao serviço de diferentes clubes, mas os duelos que mais deixaram saudades foram os disputados em Espanha, entre o FC Barcelona e o Real Madrid CF, numa altura na qual a rivalidade entre os dois clubes era maior do que nunca – também devido ao duelo dentro das quatro linhas entre Ronaldo e Messi.
Agora em Inglaterra, o Tottenham Hotspur FC de Mourinho e o Manchester City FC de Guardiola vão medir forças e ver quem leva a melhor num jogo que tem tudo para ser dos melhores da temporada. Neste momento, a equipa do português está bem e ocupa o segundo lugar do campeonato com 17 pontos. Já a turma do espanhol encontra-se no décimo posto com 12 pontos e menos uma partida realizada, num arranque muito irregular e pouco positivo.
Mas como é sempre bom lembrar o passado, principalmente o do futebol, que nos traz tantas memórias (boas e más), fazemos, hoje, uma lista dos cinco melhores jogos disputados entre José Mourinho e Pép Guardiola, aclamados os dois melhores treinadores de sempre do desporto rei.
Um mês depois de tersido obrigado a parar devido a uma mialgia na coxa direita, Bruno Tabatajá se encontra a treinar sem limitações com o restante plantel dos leões. É esperado que o jovem brasileiro de 23 anossejaopção para a terceira eliminatória da Taça de Portugal, diante do SG Sacavenense, no próximo dia 23 de novembro. Nesta época de leão ao peito, Bruno Tabata somou apenas 19 minutos em campodiante da sua antiga equipa, o Portimonense, na vitória do Sporting por 2-0, na terceira jornada do Campeonato.
Bruno Tabata foi o sétimo reforço do Sporting CP para a temporada 2020/2021. Num negócio algo curioso, o extremo brasileiro custou aos cofres dos Leões apenas meio milhão,tendo o Portimonense SC ficado com o direito a 90% de uma eventual futura venda do jogador.Blindado com uma cláusula de rescisão de 60 milhões, o jovem atacante é (mais) um jogador com grande potencial para evoluir às ordens de Rúben Amorim, podendo perfeitamente ser inserido num leque de jogadores que reúne todas as condições necessárias para num futuro próximo darem o salto para um patamar superior.
Formado no Atlético Mineiro,o novo camisola número sete dos leões chegou ao Portimonense SC com apenas 18 anos.Em quatro épocas ao serviço dos Alvinegros, o atacante brasileiro fez um total de 119 partidas e contribuiu com 25 assistências e oito golos. Apesar de o percurso ser marcado por algumas lesões que acabaram por atrasar algum do seu desenvolvimento, o internacional sub-23 brasileiro tornou-se um jogador indispensável no plantel, assumindo um papel determinante,não só na subida do Portimonense SC à Primeira Liga, como também na sua manutenção.
Estamos perante um jogador que já leva seis internacionalizações pelas seleções mais jovens do Brasil e que tem sido uma opção regular da seleção olímpica sub-23. Um dos pormenores que saltou à vista quando foi apresentado como jogador do Sporting foi a escolha do número sete. É importante relembrar que, desde que Luís Figo despiu, em 1995, a camisola número sete do Sporting CP, mais ninguém fez “jus” a este número. Volvidos 25 anos e 13 jogadores, Bruno Tabata tem a seus pés a oportunidade de acabar com a “maldição” que paira sobre Alvalade.
Bruno Tabata é um jogador dotado tecnicamente, com assertividade no passe e que consegue facilmente criar desequilíbrios no último terço. No entanto, aparenta ter “pouco golo”.Na temporada passada, fez apenas um golo, em 31 jogos ao serviço do Portimonense, um indicadorque pode deixar algumas dúvidas no que diz respeito ao seu impacto imediato na equipa de Alvalade. No sistema táticodo técnico do Sporting CP, o jovem atacante brasileiro irá muito provavelmente atuar sobre o corredor direito, o que, juntamente com Pedro Porro, pode trazer à equipa mais verticalidade e profundidade. O setor atacante dos leões é aquele que oferece mais opções a Rúben Amorim. Contudo, creio que Tabata estará a altura para disputar um lugar no tridente atacante leonino.
No décimo-segundo episódio do podcast, falamos da festa da Taça de Portugal! Nesta emissão, escolhemos os candidatos a tomba-gigantes nesta edição da prova.
Vem daí para este programa sobre a Taça de Portugal, com a moderação de Pedro Pinto Diniz e com os comentários de Afonso Santos, Jorge Faria de Sousa e Rui Pedro Cipriano.
Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.
Depois da paragem para as seleções, o futebol português está de volta com a festa da Taça de Portugal. O FC Porto vai até ao Barreiro para defrontar o Desportivo Fabril, um clube com muita história e que já sofreu muitas alterações ao longo dos anos.
Para os Dragões, será principalmente uma oportunidade para os mais jovens e para os menos utilizados. É possível que Nanu e Carraça façam as suas estreias no onze. Além disso, será também uma boa oportunidade para Loum e Romário se mostrarem no meio-campo. João Mário deve conseguir alguns minutos, e Evanilson e Toni Martinez poderão repartir frente de ataque.
O encontro tem um (mais do que óbvio) favorito, mas existem ainda alguns dados interessantes sobre o histórico entre os dois emblemas. Desta forma, apresento aqui 5 dados sobre o Desportivo Fabril x FC Porto.