O mundo do futebol despede-se do jogador de sempre, o único e inigualável Diego Armando Maradona. “El Pibe” divertiu os adeptos do futebol, capaz dos mais incríveis dribles, dos mais mágicos golos. Foi considerado o melhor do mundo em 1986.
Diego Maradona nasceu em Lanús, a 30 de outubro de 1960. Desde criança que tinha um sonho: ser profissional de futebol e vencer um Mundial. Encantou com a camisola do AA Argentino Juniors, deslumbrou com a camisola dez do CA Boca Juniors, o verdadeiro rei do “La Bombonera”. No FC Barcelona conquistou títulos – um campeonato, uma Supertaça e uma Taça do Rei – e viveu um período extremamente difícil com lesões.
Na década de 80, Maradona e SSC Napoli eram um só. Os napolitanos liderados por Diego Maradona, venceram dois campeonatos, uma Taça de Itália, uma Supertaça e uma Taça UEFA. O maior ídolo do futebol napolitano fez vibrar o San Paolo, com 115 golos em 259 jogos.
O maior futebolista argentino de sempre conquistou o mundial 1986 e um mundial sub-20. Sendo ainda finalista no Campeonato do Mundo de 1990, disputado em Itália. Foram 91 jogos e 34 golos pela seleção Argentina.
Definir Diego Armando Maradona é recordar os quartos-de-final, no Mundial 86, perante a Inglaterra liderada por Sir. Bobby Robson – vitória dos argentinos por 2-1. “El Pibe” e a dicotomia entre o génio e o malandro – no primeiro golo a “mão de Deus”, o malandro – no segundo golo, Maradona demonstrou o seu talento driblando seis adversários até a bola estar no fundo das redes inglesas.
Dos maiores gols de uma Copa do Mundo.
Agora eternizado.
Diego Maradona é, e será, um dos melhores de sempre, pois o seu talento, os seus dribles, a velocidade, e a qualidade com que colocava a bola onde queria com o seu pé esquerdo irão permanecer na memória dos apaixonados por futebol. “El Pibe” o rei argentino, o rei de Nápoles, que encantou sobretudo no seu país e em Itália, a cada fim-de-semana. O génio que brilhou no “La Bombonera” e no Estádio San Paolo.
O mundo despede-se do rebelde genial, mas para sempre ficarão os golos, os dribles e os títulos. O melhor de sempre!
Um dos grandes momentos do mercado de transferências de verão foi, sem dúvida, a chegada de Jorge Jesus ao SL Benfica.
Pois bem, o técnico natural da Amadora já havia passado pelo comando técnico dos encarnados (com sucesso, diga-se), até que rumou ao Sporting CP numa transferência que “chocou” o país.
Embora tenha vencido uma Supertaça e uma Taça da Liga, considera-se a passagem de JJ pelos leões um fracasso. Seguiu-se o Al-Hilal Riad e, posteriormente, o Clube Regatas do Flamengo, onde teve os maiores êxitos da sua carreira de treinador. No Brasil, Jorge Jesus venceu o campeonato e a Copa Libertadores no mesmo ano, vencendo a Recopa Sudamericana no início da temporada seguinte.
Era tempo de voltar “a casa” e ao Sport Lisboa e Benfica, equipa que Jorge Jesus prometeu colocar a “jogar o triplo”, o que não tem sido exatamente verdade. Atualmente os encarnados encontram-se na terceira posição do campeonato com os mesmos 15 pontos do SC Braga e a quatro do líder Sporting, foram eliminados pelo PAOK na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, embora tenham sido despromovidos para a Liga Europa, onde têm mostrado um comportamento exemplar.
Ainda assim, uma coisa não é verdade: a equipa não joga o triplo, nem sequer perto disso. Assim, decidi fazer uma lista de três jogadores que já foram treinados por Jorge Jesus em algum momento da sua carreira que poderiam ajudar o SL Benfica nas suas aspirações nesta temporada. De relembrar que têm de ser opções realistas e que ainda estejam no ativo.
A equipa do FC Porto desloca-se, esta quarta-feira, ao Velódromo, reduto do Olympique de Marseille, para defrontar a formação francesa, para a 4.º jornada do grupo C da Liga dos Campeões. A partida terá inicio pelas 20 horas, com arbitragem do sueco, Andreas Ekberg. Os azuis e brancos partem para este desafio no 2.º lugar do grupo, só atrás do Manchester City FC, com seis pontos, mais três que o Olympiacos CFP, concorrente direto pelo segundo posto.
Desta forma, uma vitória em terras gaulesas poderá ser um passo importante para reforçar a candidatura à próxima fase, uma vez que deixa automaticamente o conjunto de André Villas Boas, atual treinador do Olympique de Marseille, fora das contas para os oitavos de finais e bastará um empate na Grécia para confirmar o apuramento.
Para este jogo, Sérgio Conceição não contará nem com Pepe, nem com Uribe, que estarão de fora por lesão, pelo que Sarr e Grujic assumem-se como os principais favoritos para renderem os seus colegas de equipa. De resto, os campeões nacionais devem apresentar os habituais titulares.
Esta terça-feira é um dos mais aguardados dias no ano dum entusiasta de futebol, certamente marcado na sua agenda: é hoje o lançamento do novo Football Manager 2021.
O jogo da Sports Interactive cumpre inúmeras tarefas no ano dum fervoroso adepto de futebol. Serve para testar as capacidades de gestão duma equipa de futebol, táticas, gestão de balneário, construção de plantel. Mas, acima de tudo, como uma grande e fidedigna base de dados para avaliar a capacidade atual e potencial da principal atração no mundo do futebol – os jogadores.
Assim sendo, uma da principal atração todos os anos é perceber quais são os principais wonderkids nas novas épocas desportivas do Football Manager. Por isso mesmo, o Bola na Rede não quis deixar de fazer o trabalho de casa e listar aos seus leitores os cinco jogadores com mais potencial do FM21.
O FC Porto segue em frente na Taça de Portugal depois de bater o GD Fabril do Barreiro por 0-2 num jogo em que os avançados dos dragões mostraram serviço. Sérgio Conceição decidiu causar uma revolução no onze inicial e dar mais minutos a quem não os teve até ao momento, como é o exemplo de Carraça, que se estreou com o emblema azul e branco ao peito. Contudo, foi Toni Martínez que acabou por marcar (n)o encontro numa execução perfeita de um pontapé de bicicleta, o primeiro pelo FC Porto.
Mas antes de mais, vamos ao início, ainda antes do início do encontro. A atitude do staff GD Fabril do Barreiro é um verdadeiro golo fora de campo. O FC Porto foi recebido no estádio com uma faixa de boas-vindas em que se pode ler “Bem-vindos campeões”. O gesto valeu o comentário de Sérgio Conceição na conferência de imprensa pós-jogo, afirmando que o único fator negativo desta eliminatória da Taça foi a falta do público.
14h30. O árbitro João Bento apita para o início da partida. Começa o sonho do modesto e humilde GD Fabril do Barreiro, que ambiciona ser o tomba gigantes desta edição da Taça de Portugal. Do outro lado, no FC Porto, há conjunto de alternativas com vontade de se tornarem em primeira escolha. Apenas Otávio e Wilson Manafá, que costumam ser titulares, faziam parte dos onze homens que iam a jogo. E essa escolha faria a diferença.
Otávio foi o capitão e esteve em destaque ao assistir para o golaço de Toni Martínez. O brasileiro teve a visão para encontrar o espanhol sozinho na área e a técnica para enviar a bola diretamente para que o número 29 fizesse um brilharete. Romário Baró também lá estava para finalizar e não nos podemos esquecer da sua exibição – durante a partida de hoje esteve praticamente em todos os lances ofensivos e defensivos dos dragões.
🎙 Sérgio Conceição: “Fiquei muito agradado por chegar ao balneário e ver um “Bem-vindos” da parte do Fabril. Hoje a única parte negativa foi não termos este estádio cheio”#FCPorto#GDFBFCP#Taçadeportugalpic.twitter.com/qloh1uLQr5
Outra dupla de destaques foi Taremi e Felipe Anderson, que estiveram envolvidos no segundo golo dos dragões. Bem próximo da grande área, Felipe Anderson recebeu uma bola de Otávio e foi só picar para Mehdi marcar pela segundo vez consecutiva. Contudo, nem só do ataque se faz uma equipa, e o quarteto defensivo do FC Porto merece as congratulações pela anulação do setor ofensivo adversário. Embora Sarr tivesse cometido alguns erros com bola, a defesa portista, em uníssono, conseguiu resolver o problema.
Se Toni Martínez fez um golaço, Evanilson, pelo contrário, teve uma grande perdida. Luis Díaz, pela esquerda, entregou no brasileiro que com a baliza aberta não conseguiu fazer o gosto ao pé. Terá o próximo jogo para se mostrar e procurar fazer melhor. Certamente que as boas exibições de alguns jogadores vão complicar as escolhas de Sérgio Conceição para os próximos jogos.
Ainda que marcada pela interrupção de cinco meses devido à pandemia, esta época conseguiu ter de tudo. Um novo campeão de Grand Slam e das ATP Finals, um novo recorde de semanas consecutivas no TOP-10, vários estreantes no TOP-10 e muito mais.
Mas, primeiro, vamos começar pelo que não teve. Esta temporada não tivemos o prazer de ver um dos torneios mais emblemáticos do circuito, o torneio de Wimbledon. O torneio que estava marcado para o início de julho, em Inglaterra, optou por cancelar a sua edição de 2020. O facto de ter um seguro contra uma eventual pandemia no valor de £114M (127M€) poderá, ou não, ter tido algum peso na hora de tomar esta decisão.
Vimos, também, o número de Masters 1000 reduzido a apenas três torneios, Cincinnati, Roma e Paris. Francamente menos do que no ano passado, por exemplo, onde se disputaram nove torneios desta categoria.
Costuma dizer-se que só sentimos saudades falta de algo ou alguém quando somos privados de estar com essa pessoa ou frequentar algum lugar.
Ultimamente, começamos a identificar rotinas que tínhamos, às quais já nem dávamos importância e muitas vezes até nos faziam sentir frustrados e que, agora, porque não as podemos concretizar, nos fazem falta.
Ora, há uma dessas rotinas, que, não podendo ser considerada de menor importância pelas sensações que sempre provoca, nos cria uma maior frustração por não a podermos concretizar. As romarias ao José Alvalade.
Sinto falta do friozinho na barriga nas manhãs de sábado ou domingo por pensar que é dia de jogo, que daí a poucas horas já estaria a vestir a verde e branca listada e a distribuir os cachecóis pelos meus filhos para nos metermos a caminho do estádio.
Sinto saudades de, a caminho do estádio, começar a ouvir cânticos de apoio ao Sporting CP, e os meus filhos começarem à procura das colunas verdes do estádio por saberem que isso indicaria estarem a chegar, para poderem pedir uma bifana. Porque não se pode começar o jogo sem que se passe pelas roulottes para alimentar o corpo, antes de alimentar a alma assim que entremos no belo José Alvalade.
“Pai, já podemos entrar?”. As saudades daquela ansiedade de entrar e dar de caras com aquele verde do relvado, aconchegado pelas bancadas pitorescas do nosso lindo estádio. Aquele momento de estar a chegar ao acesso à bancada e ver, ao fundo o teatro onde toda a magia se passa, esmaga-nos. Para ser sincero, é essa a minha maior saudade, ainda mais do que os jogos, até porque esses ainda os vamos podendo acompanhar pela televisão.
Alvalade XXI é a casa de todos os sportinguistas e, atualmente, os adeptos leoninos sentem-se órfãos Fonte: Sporting CP
As saudades que eu tenho de ouvir o “Mundo Sabe Que…” e ver os meus filhos a delirar com o ambiente e rodopiar o cachecol aos saltos a gritar o “só eu sei porque não fico em casa”.
“Pai. Já é intervalo? Quero um cachorro quente.” Saudades até de ter de me levantar e ir para a fila apenas para comprar cachorros quentes para a família. É fome? Não, é apenas o ritual. Algo que nos faz sentir bem. Algo que nos faz sentir em família. A minha família a vibrar juntamente com a nossa família.
E o futebol? Onde fica? Muitas vezes é o que menos importa. É certo que no final do dia, a caminho de nossas casas, ou simplesmente a caminho do carro, é sempre melhor vir a comentar as grandes jogadas e golos bonitos do que do penalty que ficou por marcar, pelo erro deste ou daquele jogador. Porém, cada ida ao José Alvalade, seja com que resultado for, faz-nos voltar com boas sensações. As sensações de um “voltar a casa”. E como é sempre bom voltar a casa!
“Pai, o Sporting é o melhor” – Pois é filho, ainda que neste ou naquele momento não tenha sido, senti-lo-emos sempre como o melhor.
O que é nosso, o que amamos, parece sempre perfeito aos nossos olhos. E mesmo que aconteçam erros, desilusões, tudo é ultrapassado por amor.
Por amor continuo a apoiar o Sporting CP, a voltar a “casa” para apoiar a equipa (assim que seja possível), a perdoar as desilusões que vamos passando, porque o Sporting CP é nosso. E não podemos abandonar o que é nosso.
Quero poder voltar a “casa” rápido e poder mostrar porque não fico em casa (assim que seja seguro). O mundo sabe!
Riqui Puig, um dos mais talentosos jogadores da “cantera” do Barcelona, tem sido noticiado como alvo do FC Porto para o mercado de inverno. Os dragões já teriam demonstrado interesse no jovem médio em finais de setembro, e a comunicação social adianta que o clube português continua na corrida para receber a jovem promessa a título de empréstimo.
Além do FC Porto, também o SL Benfica se encontra na lista de pretendentes, como adiantou o jornal espanhol “Sport” na sua capa, durante esta semana.
Ao que tudo indica, Riqui Puig terá recusado as sondagens de ambos os clubes, assim como do Borussia Monchengladbach e do Schalke 04, pois é no Barcelona que tem o desejo de triunfar e acredita que possa vingar brevemente nos “blaugrana”.
Ronald Koeman já terá informado o médio-centro de 21 anos para procurar outro destino, pois não entra nas contas desde novo projeto do Barcelona, no entanto, o jogador não quer abrir a porta de saída, ainda que só tenha jogado 3 minutos no total da época 2020/2021 até à data. A direção do clube vê em Riqui Puig um atleta à imagem do clube e acredita num futuro de sucesso, logo, a venda não está em hipótese, daí um empréstimo ser a solução mais viável.
Riqui Puig conta atualmente com 21 anos, e já foi internacional sub-21 pela Espanha por três ocasiões. O seu valor de mercado está avaliado em 25 milhões de euros, segundo valores do Transfermarkt, e espoletou nas escolinhas do Barcelona, nas quais se destacou como uma das maiores estrelas dos últimos anos.
Na temporada transata, participou em 12 jogos na equipa principal “culé”, nos quais apontou dois passes para golo, ambos na liga espanhola. Entre as exibições realizadas, cumpriu regularmente com a sua função, demonstrando traços de qualidade surpreendentes. Não assumiu a pressão de comandar o meio-campo da equipa, o que lhe valeu rasgados elogios a nível geral.
Riqui Puig apresenta uma técnica acima da média, diferencia-se pelo toque de bola e num dia sim preenche o meio-campo com magia. Tem um controlo de bola excecional e muito dificilmente perde a posse, pois preocupa-se sempre em entregar o esférico no pé dos colegas, encontrando ao mesmo tempo a melhor solução para a fluidez do jogo. Além de ser um orientador com a bola nos pés, tem também por tendência arriscar no momento exato, isolando os companheiros, ou descobrindo-os entrelinhas.
Tem um sentido posicional incrível, visível na descoberta de espaços livres, além de uma receção orientada fulcral no auxílio da capacidade de execução. Uma das melhores características de Riqui é a inteligência com e sem bola, pois antes de receber já está a imaginar o cenário que poderá causar maior desequilíbrio, e mal recebe, em pouco tempo orienta e executa com critério.
A nível defensivo, faz uma pressão interessante e demonstra intensidade, contudo, não é tão agressivo nos duelos, daí ser recomendado para jogar num meio-campo a 3. No Barcelona, estes detalhes não são de exigência máxima, porém, aborda-se aqui um possível empréstimo para o FC Porto, orientado por Sérgio Conceição, que pede e coloca mais regularmente jogadores com características opostas, e que riscou Óliver Torres anteriormente. Ou seja, Riqui Puig dificilmente encaixaria neste FC Porto, por muita qualidade que tenha, tal como Óliver a tinha, embora fosse menos criterioso do que o atual jogador do Barcelona.
Riqui Puig seria claramente um reforço de peso, embora com limitações que só com muito trabalho o colocariam como um diamante bruto no conjunto azul e branco, pois não tem a capacidade de encostar num corredor, e num sistema em que o Sérgio Conceição alinhasse com dois avançados, a sua prestação seria duvidosa.
A CRÓNICA: DESTA VEZ, O ADVERSÁRIO DO CAMPEONATO DE PORTUGAL NÃO ASSUSTOU
É o estádio que todos querem chegar… mas em maio. No entanto, estava tudo reunido para que SG Sacavenense e Sporting CP jogassem a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. Previa-se um duelo entre David e Golias e onde era provável que o mais forte saísse vencedor. Eu tinha avisado, mas o problema é que ninguém me ouviu… Aos três minutos, houve golo dos leões. Um passe de Jovane a rasgar a defesa toda da formação de Sacavém e Nuno Santos com grande classe conseguiu bater Tiago Mota para o 0-1.
O frio que se ia sentindo no vale do Jamor já tinha congelado o jogo, porque, de facto, não acontecia nada de muito relevante. Teve de haver um tango uruguaio para se ver alguma animação nesta partida. Depois de um livre, Didi fez um corte defeituoso e houve quem aproveitasse para mais um golo na partida. Foi Coates que de cabeça (aquilo em que é melhor) a fazer o 0-2.
O jogo já estava desequilibrado e quando o árbitro apontou para a bolinha que está a 11 metros não houve dó nem piedade por parte de Jovane. Estava feito o 0-3 e espreitava-se uma goleada daquelas que talvez existissem quando na última vez os dois clubes se tinham defrontado.
O início da segunda parte foi uma repetição do início da primeira. Fazia um frio que nem os pinguins aguentavam e o Sporting marcava. Tudo normal até aqui, certo? Claro… O que é de estranhar é o bis de Coates, com assistência de Nuno Santos. Sim, ouviu bem: BIS DE COATES. De cabeça, o central (e aqui também se pode ler “o leão”) de cabeça é que manda.
Aquilo que não se esperava era o facto de o modesto Sacavenense fizesse um golo. Pois é! A surpresa também acabou por ser total na bancada de imprensa. Depois de um lance algo estranho, Iaquinta estava ao segundo poste como um “rato de área” para fazer algo que nunca foi feito em toda a primeira parte: um remate. E logo enquadrado! O jogo não podia terminar sem mais três golos do Sporting: dois de Pedro Marques e outro de Gonçalo Inácio! Dois foram de cabeça e outro foi de uma recarga. Enfim, mais uma goleada!
Foi até ao fim que houve golos e não havia uma grande dúvida de quem iria sair daqui com o bilhete para a próxima eliminatória. O Sporting CP vence com calma e sem ter de fazer muito durante grande parte do jogo. Já o Sacavenense diz adeus à Prova Rainha da pior forma… no Jamor, o palco tradicional da grande final.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Nuno Santos – Já pedia uma passagem, e uma oportunidade, por um grande de Portugal e agora que está com a camisola dos leões está a aproveitar todos os minutos. Todo o jogo do Sporting passava por Nuno Santos e se a bola não chegasse a este havia maneira de fazer com que a “redondinha” lá chegasse. Foi um belo jogo com duas assistências e um golo.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
A defesa do SG Sacavenense – Nem a linha de seis foi suficiente para conseguir travar o ímpeto ofensivo dos leões. Era algo que tremia por todos os lados, contudo, é uma situação completamente normal quando uma equipa que nem profissional é defronta o atual líder da Liga Portuguesa. Tem que se melhorar os lances em que os defesas são obrigados a trabalhar com a cabeça.
ANÁLISE TÁTICA – SG SACAVENENSE
Rui Gomes apresentou um 4-4-2 quando começava a sua ação ofensiva com aquilo que parecia um losango no meio campo. Quando defendia havia uma linha de seis jogadores a defender, com apoio de dois médios (Leo e Didi) e depois um losango com Job a ser um o mais recuado do mesmo e com Iaquinta a ser aquele que pressionava a primeira linha de construção dos leões. A ideia de jogo seria fechar o máximo possível os caminhos para a baliza e conseguir sair rápido a jogar.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Tiago Mota (4)
Carlos Bebé (5)
Ricardão (5)
Diogo Duque (5)
André Pires (5)
Daniel Pinto (5)
João Job (5)
Carlos Saavedra (4)
Didi (5)
Iaquinta (6)
Léo Mofreita (4)
SUBS UTILIZADOS
Yuk (5)
Rogério Varela (5)
Yannick (5)
Guilherme Silva (5)
Luís Gaspar (-)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Rúben Amorim não fugiu ao habitual 3-5-2 e apenas mudou algumas peças e deu minutos a jogadores que têm tido poucos na campeonato português. Gonçalo Inácio foi a grande surpresa na defesa, Borja e Antunes assumiram as laterais, Matheus Nunes e Jovane Cabral também ganharam minutos. Os leões apostaram sempre em bolas longas nas costas da defensiva do Sacavenense para depois alguém aparecer e rematar ou assistir outro jogador.
Na segunda parte, Daniel Bragança entrou para ser o médio mais recuado e saiu Antunes, na sua posição ficou Matheus Nunes. Contudo, nada mudou na estratégia de Rúben Amorim, porque o esqueleto que normalmente se apresenta estava lá e apenas houve a alteração.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luís Maximiano (5)
Gonçalo Inácio (5)
Coates (7)
Luís Neto (5)
Borja (5)
Antunes (5)
Matheus Nunes (7)
João Mário (6)
Nuno Santos (8)
Jovane (7)
Sporar (5)
SUBS UTILIZADOS
Daniel Bragança (6)
Bruno Tabata (5)
Pedro Marques (5)
João Palhinha (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SG Sacavenense
BnR: Durante vários momentos no jogo notava-se uma linha de seis na defensiva do Sacavenense. Isto foi algo propositado para condicionar o jogo de meio campo do Sporting e obrigar a que a equipa leonina jogasse mais com bolas longas nas costas da sua defesa?
Rui Gomes: Eu sei que se notava essa linha de seis. O Sporting CP forçou-nos a isso. Não foi isto que se preparou para este jogo, mas a ideia era defender com uma linha de cinco, mas o Sporting CP obrigou-nos a fazer com que essa linha de seis existisse e que os nossos extremos acabassem por descer muito. Houve momentos no jogo que obrigámos o Sporting a ficar mais no fundo e a perder muitas bolas. Óbvio que o Sporting ao forçar-nos essa linha de seis tirou-nos muita clarividência e também impossibilitou-nos de sair rápido para o ataque.
Na segunda parte, subimos mais a linha e causámos maior perigo na área adversária com esta mudança. O jogo não foi equilibrado, mas juntámos mais de equilíbrio com esta mudança e, sobretudo, tendo em conta aquilo que podíamos fazer neste jogo.
Sporting CP
BnR: Tinha Nuno Mendes e Pedro Porro no banco e acabou por apostar em Matheus Nunes para a posição de lateral. Isto é algo que tem vindo a ser aposta ou foi simplesmente aplicado para este jogo?
Emanuel Ferro: O Matheus [Nunes] já passou por aquela posição. O Nuno Mendes vinha tocado da seleção e como também o Pedro Porro teve minutos na seleção sub-21 espanhola nós acabámos por decidir fazer esta opção e não dar muita carga de intensidade aos dois jogadores. No início do jogo, tivemos o Borja numa posição que não é a sua e o Antunes a fazer também o seu trabalho na lateral. A equipa tem que jogar como um todo e não se pode pensar nas individualidades. Por exemplo, o João Mário também jogou noutra posição durante o jogo que não era a dele. Lá está, a equipa tem de funcionar como um todo e fazer exatamente esta compensação.
A CRÓNICA: SÓ UM ERRO PARA DESATAR O NÓ QUE AS EQUIPAS DERAM
Duelo de segunda, à segunda-feira, pela segunda vez na época. Se no primeiro confronto da época a vitória caiu para a Académica, desta vez, em jogo a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal, o Varzim procurava um resultado mais feliz. Fruto dos condicionalismos a que os poveiros estiveram sujeitos durante a semana devido à covid-19, a missão não de adivinhava fácil.
Talvez por isso, o jogou iniciou-se com mais posse para a Briosa, que não fez grandes alterações na sua equipa, mas com o Varzim sempre a tentar aproveitar a velocidade dos seus homens mais adiantados. Os primeiros sinais de perigo foram da Académica e vieram dos pés de Sanca que fez a vida negra a Rui Silva no lado direito. Com o fluxo do jogo a pender mais para o lado da Académica, as oportunidades sucediam-se e aos 15 minutos foi Bouldini que quase faturou, mas, só com o guarda-redes do Varzim pela frente, não fez melhor do que atirar por cima.
O jogo assentou e o Varzim adotou uma posição de maior expectativa. Quando os varzinistas tentavam pressionar mais alto, os estudantes superavam facilmente a pressão e os forasteiros passavam por dificuldade ao tentarem controlar o jogo entre linhas da Briosa. Num desses lances, Bouldini e Sanca foram novamente figuras maiores. O ponta de lança isolou o extremo que se vislumbrou com tantas facilidades e acabou por não concretizar.
Sem adeptos e sem golos, era difícil fazer-se a festa da taça. Fabinho tentou animar a coisa e quase aproveitou um mau alívio de Isma para alvejar a baliza dos lobos do mar. O aviso estava dado. No entanto, o jogo nem atava nem desatava. Só um erro poderia alterar o rumo dos acontecimentos. Esse erro surgiu mesmo e foi novamente Isma a comprometer. O guarda-redes poveiro adormeceu com a bola nos pés, Bouldini roubou-lha e só teve que encostar. O Varzim reagiu e quase que André Vieira empatava o jogo, após fugir pela direita. Valeu uma bela intervenção de Mika.
O resultado não se viria a alterar e foi mesmo a Académica a seguir em frente na Taça de Portugal.
A FIGURA
Fonte: Liga Portugal
Sanca- Show de bola foi o que Sanca apresentou em campo nesta partida. A falta de público não coibiu o jovem fantasista de dar espetáculo e de criar perigo fazendo-o. Não foi suficientemente eficaz para marcar ou assistir, mas foi dinâmico, atrevido e eficiente o suficiente para movimentar e fazer progredir o jogo da Briosa e para merecer a distinção de Figura do Jogo BnR.
O FORA DE JOGO
Fonte: Varzim SC
Isma- O empate a zero parecia ser o objetivo primordial de um expectante Varzim SC, procurando levar a partida para prolongamento e eventualmente para as grandes penalidades. Ismael, jovem guarda-redes poveiro, abateu esse desiderato do clube da Póvoa, oferecendo o golo da vitória aos conimbricenses. Antes desse lance capital, Isma já havia feito tremer a sua própria equipa, colocando-a em xeque por erro próprio.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA/OAF
A Académica OAF dividiu – com alguma irmandade – o seu ataque posicional entre a construção a dois – os centrais – e a construção a três – os centrais com o acréscimo de Bruno Teles, mas sempre com o intuito de tornar o seu jogo o mais vertical possível, fosse com a procura de apoios frontais, queimando linhas com passes de rutura, fosse com Traquina e Sanca – sobretudo, este último – a queimarem essas mesmas linhas em lances individuais ou com o apoio para as triangulações de Bouldini ou Fabinho.
Além da procura pela verticalidade, a Briosa procurava também dar total largura ao seu jogo, com os alas e os laterais – ora em simultâneo, ora em alternância – a proporcionarem a dita largura total. As movimentações dinâmicas de Traquina, Sanca e Fabinho na fronteira entre os dois últimos terços do terreno eram constantes e permitiam que a Briosa encontrasse sempre linhas de passe verticais.
Em contrabalanço, Ricardo Dias e Guima equilibravam o meio-campo dos estudantes em ataque, precavendo qualquer transição defensiva que fosse necessária executar. A defender, a turma de Rui Borges impunha uma pressão mais alta e mais intensa do que os seus homólogos poveiros, com Bouldini e Fabinho na primeira pressão, suportada pela linha de quatro composta por Dias e Guima e pelos alas, Sanca e Traquina.
A linha de quatro defesas era a última parede que o Varzim SC se via obrigado a contornar nos seus ataques em posição. No entanto, não raras vezes, o 4-4-2 que a Académica OAF apresentava a defender descaía para um 4-1-3-2, com Ricardo Dias a servir de pêndulo entre as linhas de quatro e de três.
Importa destacar o papel duplo desempenhado por Fabinho que, consoante necessário e pedido por Rui Borges, dividiu a sua vivência em campo entre médio descarado e avançado não menos destacado.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mika (6)
Fabiano (6)
Rafael Vieira (6)
Silvério (6)
Bruno Teles (6)
Guima (5)
Ricardo Dias (6)
Fabinho (6)
Traquina (7)
Sanca (8)
Bouldini (7)
SUBS UTILIZADOS
Mimito (5)
Filipe Chaby (5)
ANÁLISE TÁTICA – VARZIM SC
O Varzim SC defendia em 4-5-1, com George (bem) isolado na frente da pressão – que os poveiros não faziam questão de tornar intensa – e com a linha de cinco constante e dinamicamente perdendo e recuperando um homem à medida que a Académica OAF circulava a bola entre corredores – sem progredir entre setores.
Por vezes, contudo, o 4-5-1 transmudava-se num 4-1-4-1, com Tembeng a fazer no lado poveiro o que Ricardo Dias fazia no lado academista: servir de pêndulo e elo entre a linha de quatro mais recuada e linha, neste caso, também de quatro que jogava na sua dianteira.
Assim, o homem da Póvoa mais próximo da bola dava uma pequena corrida para pressionar o homem da bola e recuperava imediatamente a posição na linha de cinco (já que raramente recuperava a bola). Poucas recuperações, pouca bola. Os ataques poveiros eram, então, fugazes e, pelo menos na forma tentada, pragmáticos.
As bolas longas eram o recurso mais utilizado pelos comandados de Miguel Leal. Nos poucos momentos de ataque em posição, o Varzim SC apostava numa construção a três, na qual os centrais alvinegros (hoje, no seu fato negro alternativo) cediam espaço entre si ao médio mais defensivo Tembeng ou jogavam lado a lado combinando com um dos laterais.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Isma (4)
Rui Silva (5)
Luís Pedro (5)
André Micael (5)
Rui Coentrão (5)
Tembeng (5)
Diarra (5)
Rui Moreira (5)
Lessinho (5)
Fatai (5)
George (5)
SUBS UTILIZADOS
Rentería (5)
André Vieira (6)
Michael Douglas (-)
Yusuf (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
ACADÉMICA
Bola na Rede: Este não era jogo para experimentar outros jogadores que não têm sido opção tão regularmente?
Rui Borges: As oportunidades surgem a qualquer momento, não é na taça, até porque não jogámos a semana passada. Mesmo as equipas da Primeira Liga fazem poucas mudanças, tirando Porto e Benfica. O campeonato é longo, vão aparecer oportunidades para todos a qualquer momento.
Bola na Rede: Rui Borges elogiou o seu desempenho, mesmo estando condicionado. É esse espírito de sacrifício que pode levar ao sucesso da equipa?
Traquina: É sempre bom saber desses elogios por parte do treinador. O que eu faço é treinar e manter-me a 100% para que me possa apresentar nas melhores condições. Cada jogador trabalha para isso. Simplesmente faço o meu trabalho. Tanto eu como os meu colegas estamos mais empenhados em manter a boa prestação coletiva.
VARZIM
Bola na Rede: Os condicionalismos que teve durante a semana impediram uma estratégia mais proativa para o jogo e uma melhor reação ao golo sofrido?
Miguel Leal: Temos uma equipa com jogadores que há um mês que não treinavam, acho que demos uma resposta muito boa face à problemática. Tínhamos previsto defender posicionalmente, mas não tão em baixo. Os primeiros 15 minutos não foram felizes. Perdemos muitas bolas, que é uma característica desta equipa. Estou há um mês e meio no clube e é muito difícil mudar tudo. Temos que dar os parabéns a quem ganhou, que foi superior. Ano entanto, a equipa deu uma resposta positiva.