Com a NBA suspensa por tempo indeterminado, a pausa tem sido aproveitada por parte de scouts e treinadores para observarem os principais atletas que irão colocar o seu nome no Draft de 2020. Apesar deste ano se projetar como um dos anos mais fracos em termos de talento, não deixam de existir jogadores capazes de remodular franchises e deixar a sua “pegada” na história da liga.
Para compreenderem a importância do draft e como uma escolha pode mudar todo o rumo e aspirações de uma equipa, como estariam os Warriors se os Memphis Grizzlies tivessem escolhido Stephen Curry ao invés de Hasheem Thabeet, ou os Detroit Pistons caso tivessem escolhido Carmelo ou Dwyane Wade ao invés de Darko Miličić? É por isso, fulcral, que não só scouts, como toda a direção e treinador tenham a competência necessária para a escolha de um jovem talento, capaz de revolucionar ou alterar toda a conjuntura do franchise.
Para 2020, quais são os talentos inquestionáveis? Veja aqui o nosso top 3.
Muitos são os jogadores que passam pelos clubes sem nunca chegarem a deixar marca junto dos adeptos. A maioria por falta de qualidade, mas há muitos que somente as circunstâncias os ofuscaram: a maturidade dos jogadores, o nível de desenvolvimento, a adaptação ao país, a adaptação à equipa e até a qualidade do treinador que os recebe. O SL Benfica ainda consegue ser um caso mais especial.
Às contratações que não se afirmaram ainda se juntam os jovens da formação que acabaram por ter de se mostrar em outras paragens.
Deixo-vos então o meu 11, num 4-4-2 clássico, com jogadores que passaram pelo SL Benfica, entre 2009-10 e 2018-19, praticamente sem registo, mas que acabaram por se afirmar noutras paragens e até noutros voos.
Este é um XI que está actualmente avaliado em 254 milhões de euros, enquanto o XI actual de Bruno Lage está avaliado em 223 milhões.
Em tempos de Quarentena decidimos voltar! O BnR TV adapta-se a esta nova realidade e vai fazer-te companhia ao longo de vários episódios e com muitos convidados. Junta-te a nós!
Com Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues e Marco Ferreira.
Andrea Pirlo um dos melhores médios de sempre, brilhou ao mais alto nível ao serviço do AC Milan e da Juventus. Pirlo foi uma das figuras mais marcantes da história recente do futebol italiano, somando títulos e vitórias. O número 21, foi um dos heróis italianos que conquistaram o Mundial 2006.
Pirlo é oriundo de Brescia, tendo feito a sua formação no clube local. Com apenas 16 anos, fez a sua estreia na Serie A, lançado por Mircea Lucescu, decorria a temporada 94/95. O médio permaneceu no Brescia durante três temporadas, somando 49 jogos e seis golos marcados.
As boas exbições de Pirlo valeram-lhe a transferência para o Inter de Milão, a troco de 2 M€. No entanto, ao serviço dos nerazurri só foi aposta regular na primeira temporada, jogando como médio ofensivo. Assim, acabou por passar por dois períodos de empréstimo, vestindo a camisola do Reggina e, novamente, do Brescia. Aos 22 anos, na época 2000/2001 representou o Brescia, sendo adaptado a médio-defensivo por Carlos Mazzone.
No verão de 2001, Carlo Ancelotti contratou o talentoso médio italiano, por uma verba a rondar os 17 M€, seguindo-se uma década com a camisola do AC Milan. No clube rossoneri, Pirlo disputou 401 partidas e marcou 41 golos. Nos dez anos que representou o Milan, conquistou dois campeonatos, duas Ligas dos Campeões, uma Taça de Itália, uma Supertaça, duas Supertaças Europeias e um Mundial de Clubes.
Na Liga dos Campeões, Pirlo somou mais de 100 jogos disputados, vencendo a maior competição de clubes por duas ocasiões. No entanto, disputou três finais: em 2003 diante da Juventus, e duas perante o Liverpool, em 2005 e 2007. Em Istambul, no ano de 2005, o Milan esteve a vencer o Liverpool por 3-0, consentindo depois o empate e saindo derrotado nas grande penalidades. A vingança surgiu duas temporadas depois, em 2007, o Milan voltou a enfrentar o Liverpool na final disputada em Atenas. Os italianos venceram por 2-1, com dois golos de Pippo Inzaghi, com Pirlo a assistir num livre para o primeiro golo.
Andrea Pirlo voltou a protagonizar uma transferência, em 2011/12, estando em final de contrato, rumou a Turim para representar a Juventus. Com a camisola da vechia signora voltou a escrever uma história de títulos e vitórias, disputando 164 jogos e apontando 19 golos. Na Juventus sagrou-se tetracampeão italiano, somando ainda uma Taça de Itália e duas Supertaças.
Andrea Pirlo venceu dois troféus com a camisola da squadra azzurra, o Mundial 2006 e um Euro Sub-21 Fonte: UEFA
Em 2015, terminou a sua ligação à Juventus e viveu a sua primeira aventura fora de Itália. Pirlo foi uma das estrelas que rumou à Major League Soccer, onde vestiu a camisola do New York City FC. Pirlo despediu-se dos relvados no dia 5 de Novembro de 2017, num jogo que opôs o NYC e o Columbus Crew.
Andrea Pirlo ficou na história dos clubes que representou, mas também na seleção italiana, somando 116 internacionalizações e 13 golos. O médio representou a squadra azzura em três campeonatos do mundo, três campeonatos da Europa, duas Taças das Confederações e dois Jogos Olímpicos. No Mundial 2006, disputado na Alemanha, ajudou a Itália a sagrar-se campeã, após vencer nas grandes penalidades a França, na final.
Andrea Pirlo será, para sempre, recordado como um dos melhores médios do futebol mundial. Para sempre na memória dos adeptos ficará a sua inteligência, a visão de jogo, a qualidade de passe, a meia distância e a forma exímia como batia livres. Um verdadeiro fora de série, uma estrela que tivemos o privilégio de ver jogar.
Há uma pandemia lá fora, há um mundo a ruir por causa de um vírus. No meio deste turbilhão de emoções que tem tomado conta de todos nós, há famílias destruídas e com medo. Tudo aquilo que era dado como garantido deixou de existir, resta a esperança.
Com tanta coisa acontecer, é urgente trazer coisas de dentro de cada um. Exaltar o futebol e os jogadores. Relembrar coisas boas que, pelo menos por breves momentos, nos leve para dentro de uma bolha de positivismo.
Enquanto não há competições, não há jogos, vamos viajar até ao passado. Recordar jogadores e com isso trazer memórias de tempos felizes.
No meio de tantos jogadores no mundo, eu tenho um preferido: James Rodriguez. Também é conhecido por El Bandido, mas no FC Porto ficou conhecido com um dos mais brilhantes 10 que a equipa conheceu, com um pé esquerdo de levantar estádios.
Chegou ao FC Porto com 19 anos e no segundo jogo que realizou, ainda na pré-época, o colombiano deu logo ares da sua graça com um golo diante do FC Ajax. Naquele jogo deu o pontapé de saída de um grande futuro.
Chegou na época de 2010/2011 proveniente do Banfield, clube argentino que representou durante duas temporadas. Quando chegou ao FC Porto treinava sob o comando técnico de André Vilas Boas, e acabou por ser um dos responsáveis por uma das melhores épocas do clube azul e branco, com a conquista do campeonato, da Taça de Portugal e da Liga Europa. Nessa temporada realizou 32 jogos e marcou seis golos, com três deles a serem marcados na final da Taça de Portugal, diante do Vitória SC, naquele que foi um dos melhores jogos que o colombiano realizou pelo FC Porto. Nessa temporada, embora tenha feito muitos jogos, muitos deles foram como suplente utilizado, ainda assim contribuiu de forma clara para as conquistas do clube.
James Rodriguez, na temporada 2011/2012, no Estádio do Dragão Fonte: FC Porto
Na época seguinte, já sob o comando técnico de Vítor Pereira, James assumiu um papel mais importante e fazia parte do quarteto maravilha composto pelo colombiano, por João Moutinho, Hulk e Falcão. Nessa temporada realizou 38 jogos e marcou 14 golos. Tendo sido, aliás, uma das melhores épocas do El Bandido.
Na última época de azul e branco, James despediu-se em grande e foi tricampeão em Portugal, em mais uma época muito bem conseguida que fez despertar o interesse de outros clubes. Seguiu-se o AS Mónaco, o Real Madrid CF e o FC Bayern, pelo caminho ficou ainda uma prestação memorável do colombiano no Mundial 2014 no Brasil onde foi, de longe, o melhor jogador da Colômbia.
São muitas as recordações, os golos e a maneira ímpar como consegue desbloquear um jogo. Tem um pé esquerdo muito bom e uma visão de jogo que o levou até aos melhores palcos do mundo e que deixaram uma saudade imensa de quem o seguia por aqui.
Numa altura em que a humanidade atravessa um momento complicado e todo o mundo desportivo está parado, a quarentena revela-se uma excelente oportunidade para rever jogos que ficaram na nossa memória. Os grandes jogos, os grandes golos, os grandes momentos e as grandes conquistas.
Contudo, hoje trago-vos precisamente o contrário. Reuni dez jogos que não trazem, com certeza, boas memórias a nenhum benfiquista. De goleadas históricas a títulos perdidos. De jogos marcados pelo azar a humilhações europeias. Esta lista não tem propriamente uma ordem especifica.
Não me responsabilizo por qualquer ataque de raiva provocado pela lembrança destes desaires…
Nos momentos mais consternados devemos olhar e pensar sobre os momentos que nos causaram sensações incríveis, neste tempo de quarentena a esperança e a responsabilidade são perentórios e nada melhor que recordar o passado e sorrir perante um verdadeiro sonho. Sem deixar passar em branco a situação que atravessamos, gostaria de deixar o meu apreço a todos aqueles que lutam nesta batalha. Agora o artigo:
Arrisquei escrever sobre um dos jogos mais épicos da história verde e branca, seguramente um dos dias em que mais vibrei e fez vibrar a nação sportinguista. A glória foi dignificada pelo esforço, dedicação e devoção que marcam mais de 114 anos de história.
Foi numa tarde de março, em 2012, que assisti a um dos jogos mais memoráveis enquanto sportinguista. Jogávamos contra todas as probabilidades, já nos davam como eliminados mesmo antes de entrarmos em campo. Fomos alvos de chacota, ainda me lembro de um célebre comentário num canal desportivo nacional, de alguém que referiu que o Sporting CP estava na emergência de envergonhar o futebol português e que não teria qualquer hipótese contra um Manchester City recheado de estrelas do futebol mundial. Na minha memória ficará também o comentário mais triste da carreira de Dzeko, referindo gloriosamente “Jogadores do Sporting? Não conheço”. Aposto que ainda hoje não se esqueceu quem, afinal, eram os jogadores do Sporting CP.
A bola começou a rolar e no relvado de Alvalade jogava-se pelo orgulho leonino e por todos aqueles que mantêm este clube vivo. Ainda me recordo da qualidade incrível daquele plantel inglês com David Silva, Agüero, Balotelli, Milner, Kompany, etc.
Não faço a mínima ideia sobre o que se passou naquele balneário, acredito que a raça de Sá Pinto (naquela altura no comando técnico) puxou pelos galões. Fizemos uma primeira parte bastante segura e o nulo ia permanecendo, a segurança que Daniel Carriço, Schaars e Matías Fernández davam ao meio campo foi um fator chave no desempenho da equipa.
E é na segunda parte que surge um dos momentos mais bonitos da história leonina. Minuto 51, Matigol de pontapé livre remata na direção da baliza e aparece Xandão na recarga, após defesa de Joe Hart, que de calcanhar empurra para dentro um golo de uma vida escrito nas páginas do Sporting Clube de Portugal.
Depois do desastre europeu na época 2004/2005, este golo fez-nos sonhar e o sonho europeu nasceu ali, com o calcanhar do Xandão. Um sonho que se repetia, que a esperança enaltecia, contudo estávamos conscientes da dificuldade em passar a eliminatória.
Naquele dia, a pele ficou em campo e na camisola secou o suor da glória. Ainda sinto uma dor nos joelhos por ter festejado aquele golo a deslizar pelo chão frio de pedra, e uma alegria enorme por ter vivido o momento e sentido o orgulho nos rapazes de verde e branco. Jamais poderei esquecer a campanha feita na Liga Europa.
Este jogo foi mais do que uma eliminatória dos oitavos de final da Liga Europa, foi uma lição de vida, humildade, trabalho e esperança. Provou-se que o coletivo estará sempre acima de qualquer individualidade e, quando assim acontece, podem atingir-se grandes feitos. São situações como estas que nos fazem acreditar que não há impossíveis, mesmo quando os números estão contra a corrente. Foi por isso que decidi escrever sobre este jogo, tendo em conta o momento difícil que se vive, já foi provado inúmeras vezes que sempre existe esperança e para as coisas acontecerem só depende, exclusivamente, da nossa determinação contra a causa, realizando o que muitos podem chamar de sonho.
Relembro este dia sempre com o orgulho gigante de pertencer a este clube, é por momentos como este que o futebol é especial, por nos criar sensações que poucas coisas conseguem. Aproveitem a quarentena para ficar me casa e relembrarem mais momentos como estes, deixo a minha sugestão.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
SPORTING CP: Rui Patrício, João Pereira, Anderson Polga, Xandão, E. Insúa, Shaars, Marat Izmailov (Bruno Pereirinha 59’), Matías Fernández (Renato Neto 69’), Diego Capel (André Carrillo 75’) e van Wolfswinkel.
MANCHESTER CITY: Joe Hart, Kompany (Lescott 12’), Kolo Touré, Kolarov, Clichy, James Milner, Gareth Bary (Nasri 59’), David Silva, Nigel de Jong, Edin Džeko (Balotelli 71’) e Agüero.
A entidade máxima do ciclismo, a União Ciclista Internacional (UCI), anunciou a suspensão de todas as provas, pelo menos, até ao fim de abril. Estas alterações foram proporcionadas devido ao desenvolvimento e propagação do Covid-19, a nível mundial, visto que tomou proporções pandémicas.
A UCI reuniu-se com os organizadores de provas, responsáveis das equipas e ciclistas, confirmando a impossibilidade de realizar eventos velocipédicos até ao fim do mês que vem, podendo haver extensão do prazo, considerando sempre o desenrolar da situação.
Depois da Strade Bianche, Tirreno Adriático e Milan San Remo terem sido anuladas, em Itália, seguiram-se as suspensões de várias provas a nível internacional. A Volta a Catalunha e a maioria das clássicas belgas foram suspensas (AG Driedaagse Brugge De Panne, E3 BinckBank Classic, Gent Wevelgem, Dwars door Vlaanderen, Tour de Flandres). A suspensão do próximo mês abrange ainda: Volta ao País Basco, Paris-Roubaix, Amstel Gold Race, La Flèche Wallonne, Liège Bastogne-Liège e, eventualmente, Tour da Romandia, todas as provas são do calendário principal, WorldTour.
O presidente da UCI, David Lappartient, indicou a possibilidade de prolongar a época de estrada até ao mês de novembro. A prioridade será dada aos eventos que estavam calendarizados, como os Monumentos do Ciclismo e as três Grandes Voltas, que não puderam ser realizados. No entanto, pode haver o risco de haver sobreposição de provas no reagendamento das mesmas.
A primeira das Grandes Voltas, o Giro, não vai poder começar na Hungria, e dada a situação que se vive no país italiano, existe a hipótese de ser realizada apenas no Outono. Já foram várias as possibilidades faladas, de ajustar o calendário de provas, onde se incluía a realização de um Tour de França com mais dias de competição e com maior flexibilidade nos ajustes das equipas, havendo possibilidade de trocar um certo número de ciclistas durante a prova. O sprinter espanhol Iván García Cortina (Bahrain-McLaren) lançou uma opinião interessante, dada na sua página pessoal do Twitter, em que falava de uma eventual junção das três Grandes Voltas em apenas uma, com mais dias de competição, passando pelos três países organizadores.
Os imagináis que @giroditalia@LeTour y @lavuelta se pongan de acuerdo y hagan una gran vuelta que empiece en Italia, pase por Francia y termine en España??? Yo voto a favor 😋🤯
Dados Interessantes: O Tour de Flandres foi criado em 1913, uma das clássicas mais antigas e emblemáticas do mundo velocipédico, correu-se sempre, inclusive durante a 2.ª Guerra Mundial. A primeira edição do Paris-Roubaix, o Inferno do Norte, foi em 1896, desde então, apenas não se correu durante as duas Grandes Guerras Mundiais.
Atualmente, todas as nações sem exceção estão a passar por um flagelo global, que infelizmente tem condicionado a vida de todos e que tanto tem atormentado e afetado o dia-a-dia de cada um de nós. Um desses condicionamentos foi a paragem quase total do futebol mundial, onde diversos campeonatos e competições estão suspensas por tempo indeterminado. Algo profundamente doloroso para todos os amantes da modalidade, mas que em nada é comparado com a dor que esta doença tem provocado em diversas pessoas. No entanto, a redação do “Bola na Rede” está solidária com todos os nossos leitores e neste artigo vamos aconselhar um célebre jogo em Dublin e uma partida que deve ser revista em especial por todos os portistas, mas acima de tudo por quem aprecia momentos de bom futebol.
Parece mentira, mas a verdade é que esta partida em Dublin já foi há nove anos, embora cada dragão ainda deva recordar como se tivesse sido ontem. A temporada de 2010/2011 foi especialmente demolidora por parte da equipa orientada por André Villas Boas, que conduziu os destinos do FC Porto a um sucesso tremendo. Nesse ano, o clube da invicta não só arrecadou a conquista da Liga Europa, como ainda aglomerou a vitória no Campeonato, na Taça de Portugal e na Supertaça para a vitrine do seu museu.
A equipa portista chegou a esta final como super favorita, fruto do domínio interno que protagonizou, assim como pela forma clara como despachou os seus opositores até a este jogo. Desta forma, o FC Porto estava cotado como um dos melhores conjuntos a praticar futebol na Europa, que a juntar a toda a sua tradição e história no futebol europeu, justificava mais do que tudo o porquê de recolher a maioria das preferências dos adeptos nas casas de apostas.
Por sua vez, o SC Braga também estava a dar continuidade a uma temporada de 2009/2010 de grande sucesso, já que tinha discutido taco a taco o título nacional com o SL Benfica, pelo que o seu trajeto no ano seguinte não foi nenhuma surpresa para quem acompanhava com atenção a liga portuguesa, mas para os adeptos estrangeiros deve ter sido com grande espanto que viram os “Guerreiros do Minho” a derrotarem e consequentemente a eliminarem o gigante Liverpool FC e posteriormente os encarnados.
O desafio que ficou marcado para o dia 18/05/2011, em Dublin, não foi tão entusiasmante como se previa, dado que ambas as equipas entraram muito receosas e estavam mais preocupadas em não sofrer do que propriamente marcar. Por isso mesmo, a primeira parte foi muito morna em termos de oportunidades, mas mesmo assim, isso não impediu que antes de acabar a primeira parte, Radamel Falcão, após cruzamento perfeito do seu compatriota, Fredy Guarin, cabeceasse, num gesto técnico simplesmente delicioso, para 1-0. Um golo amplamente festejado por todos os portistas, uma vez que a partida até então não atava, nem desatava.
O segundo tempo começou com uma oportunidade de ouro para a equipa bracarense, que através de Mossoró no frente a frente com Helton, não conseguiu materializar em golo o que parecia mais fácil. A partir daí, o FC Porto procurou sempre controlar a partida e ditar o ritmo de jogo para não apanhar mais nenhuma surpresa de última de hora e assim foi. A partida chegou ao fim dos 90 minutos com a vitória a sorrir para os lados do Dragão, que desta forma somou mais um título europeu para o seu historial e o último até aos dias de hoje.
Por sua vez, este jogo foi então um coroado de uma época longa, cheia de conquistas e alegrias. Porém, este desafio em particular, não foi tão deslumbrante em comparação com outras exibições protagonizadas ao longo dessa jornada desportiva, mas um golo de Radamel Falcão, num excelente golpe de cabeça, foi o suficiente para trazer o caneco para o museu dos azuis e brancos.
Assim, esta é a nossa sugestão para que possa ocupar um pouco do seu dia e relembrar uma partida histórica em Dublin, que certamente o fizeram transbordar de alegria e de orgulho e porque também, como tão bem diz o povo, “recordar é viver”.
Brasil 1-7 Alemanha: um verdadeiro choque para os brasileiros, uma festa tremenda para os alemães. A meia-final do Mundial 2014 ficará para sempre marcada como uma das mais desniveladas na história dos Mundiais. Poucos eram os que previam que este jogo seria um completo passeio para a Alemanha…
A jogar em casa, os adeptos brasileiros encheram o Mineirão em Belo Horizonte com o desejo de voltar a ver a sua seleção regressar à final do Mundial – a última tinha sido em 2002 e terminou com um triunfo por 2-0 frente…à Alemanha – e conquistar o tão ambicionado ‘hexa’. Do outro lado estava um conjunto alemão forte que ia fazendo uma caminhada assertiva e sem grandes percalços na prova. Com a campeã mundial Espanha já fora de contas, Brasil e Alemanha eram fortes candidatos a conquistar o troféu tão desejado.
O inicio da partida foi pautada pelo equilíbrio e respeito mútuo, já que ninguém dos dois lados quis arriscar logo nos minutos iniciais. Müller não queria fazer o mesmo que os seus compatriotas, e ao minuto 11 desfez o nulo: canto do lado direito, o número 13 solto de marcação inaugura o marcador na meia-final. O Brasil parte logo em busca de uma resposta imediata que foi tímida e nem sequer causou perigo a um seguro Manuel Neuer.
Com a reação canarinha quase inexistente, foi mesmo a Mannschaft a aumentar a sua vantagem aos 23’, numa jogada bem trabalhada por Kroos e Müller, com o último a deixar a bola para Klose isolado, que vê Júlio César a defender o primeiro remate, mas a recarga foi certeira, o que permitiu o experiente avançado tornar-se no melhor marcador de sempre em fases finais de Mundiais com 16 golos, mais um que o anterior recordista, o brasileiro Ronaldo. O 0-2 era o início de uma catástrofe para os comandados de Scolari…
Ainda a recuperar do tento sofrido, Júlio César foi obrigado a ir buscar novamente a bola ao fundo das redes logo no minuto a seguir. Lahm cruza rasteiro para a área, a bola passa por toda a gente e vai parar aos pés de Toni Kroos que atira para o terceiro tento alemão. A bola vai a meio-campo, Fernandinho atrapalha-se e Kroos rouba a ‘redondinha’, deixa em Khedira que a devolve de pronto ao número 18 para este bisar no encontro e colocar uma vantagem de quatro golos.
Toni Kroos marcou dois dos sete golos alemães nesta meia-final histórica Fonte: FC Bayern Munique
O mundo fica triste ao ver um miúdo a chorar desalmadamente, ao assistir de perto um trágico samba alemão no Mineirão, uma imagem que refletia o estado de espírito de todo o povo brasileiro. Scolari no banco estava perplexo e sem forma de responder à máquina goleadora bem trabalhada por Joachim Löw.
“Lá vêm eles de novo!” – a frase proferida por Galvão Bueno na transmissão da Globo é uma amostra perfeita de que a Alemanha não queria abrandar e o 0-5 aos 29’ foi mesmo concretizado, por intermédio de Khedira, que não teve grandes dificuldades para também ele faturar. O quarto-de-hora final do primeiro tempo foi um autêntico suplício para o conjunto brasileiro que estava completamente “K.O.” e pretendia refugiar-se no balneário o mais rápido possível, mal o árbitro apitasse para o descanso.
No reatamento do jogo, Scolari colocou Paulinho e Ramires para travar o trio Khedira-Schweinsteiger-Kroos e o Brasil voltava a ter um meio-campo mais reforçado. O certo é que a Alemanha diminuiu a intensidade e deu a iniciativa de jogo aos homens da casa que iam testando um intransponível Neuer a justificar bem o porquê de ser um dos melhores guarda-redes do Mundo.
Com Schürrle já dentro de campo – entrou para o lugar de Klose -, o sexto tento acabaria de surgir depois de uma excelente jogada de ataque que terminaria com o mesmo Schürrle a fazer o gosto ao pé.Não saciado, o substituto de Klose colocava o 0-7 no marcador, dez minutos depois do seu primeiro golo na partida. A torcida brasileira com as mãos na cabeça, Júlio César deixou-se cair fora de campo, ao lado da baliza, totalmente em choque com a elevada diferença no score.
Özil esteve perto de marcar o oitavo, mas o último golo do jogo foi da autoria de Oscar, naquele que foi o tento de honra da seleção brasileira. O Brasil 1-7 Alemanha ditou a passagem da Alemanha à final do Mundial que acabaria por vencer, ao passo que o Brasil ainda sofreria outra humilhação, desta vez por 0-3 no triste encontro de atribuição do terceiro lugar. Um verdadeiro “Mineiraço do Embaraço” foi o que ocorreu no dia 8 de julho de 2014…
Aqui fica o link para assistirem ao mítico Brasil 1-7 Alemanha:
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Brasil: Júlio César, Maicon, David Luiz, Dante, Marcelo, Fernandinho (Paulinho, 46’), Luiz Gustavo, Oscar, Hulk (Ramires, 46’), Bernard e Fred (Willian, 70’)
Alemanha: Manuel Neuer, Philipp Lahm, Benedikt Höwedes, Mats Hummels (Per Mertesacker, 46’), Jérôme Boateng, Toni Kroos, Mesut Özil, Sami Khedira (Julian Draxler, 76’), Bastian Schweinsteiger, Thomas Müller e Miroslav Klose (André Schürrle, 79’)