Hoje apresentamos o 11 que pode beneficiar da paragem na Liga. São um conjunto de jogadores da Primeira Liga que, por vários motivos, baixaram de rendimento nas últimas jornadas do campeonatoou estão numa fase, demorada, de adaptação e poderão aproveitar da melhor forma esta paragem temporária para voltar na máxima força e continuar a ajudar os seus respetivos clubes. Num pouco utilizado 4-1-3-2, esta equipa nos seus melhores momentos e num cenário hipotético, poderia lutar pelos lugares cimeiros do escalão principal do futebol português.
Sven-Göran era um gentleman. Dos bons, daqueles de cinema e que encarnava a frieza escandinava na perfeição. Precoce na competência, leva o semi-profissional IFK Gotemburgo à conquista da Taça UEFA em 1982, preconizando as ideias britânicas que Bob Houghton e Roy Hodgson levaram para a Allvenskan, anos antes.
Numa Europa dominada pela rigidez germânica da marcação homem a homem e dos líberos, Sven deixou-se influenciar pela tradição britânica das duas linhas de quatro e as transições rápidas. De ideias fixas e revolucionárias, chega a Lisboa e é recebido como nunca pensou.
“Aterramos no aeroporto da Portela num quente dia de Junho. O avião estacou longe do terminal e no meio de grande agitação. Centenas de pessoas estavam atraídas pela aeronave. Pensei que estavam à espera do primeiro-ministro, ou de alguém igualmente importante, mas estavam à minha espera, o novo treinador do Benfica, um dos maiores clubes do mundo” é a forma como introduz o seu primeiro capítulo sobre a estadia em Lisboa, no livro Sven-Goran Eriksson – A Minha História, de Stefan Lovgren e traduzido para português por Afonso Melo.
Foi esta a simplicidade que permitiu o rápido e saudável acolhimento das suas ideias no seio de um plantel recheado de estrelas. Havia Bento, Humberto, Carlos Manuel, Chalana e Néné, e muitos outros que inscreveram o nome a letras douradas na história benfiquista.
Sven, mais novo que alguns dos jogadores, conquistou a admiração dos atletas com uma naturalidade supersónica que só a classe aliada à competência permitem. Os jogadores não sabiam, mas algo os fazia acreditar que o homem que se treinava com um panamá da Macieira – a mais inovadora manobra de marketing de uma marca portuguesa – tinha chegado para revolucionar o clube e o futebol português. Na mentalidade e no relvado.
“Tal como no Gotemburgo, tive que começar pela base. Os jogadores do Benfica não estavam habituados ao 4-4-2. Não tinham conhecimentos sobre marcação à zona, a pressão e o apoio. Trabalhávamos um a um, dois a dois, três a três. O ponto chave era a defesa. Pegava num jogador e afastava-o dois metros para um lado, pegava noutro e afastava-o dois metros para o outro: como reduzir espaços aplicando a marcação à zona? Se o defesa-esquerdo tinha a bola em dinâmica ofensiva, que devia fazer Chalana, o extremo? Repisámos os mesmo movimentos vezes sem conta. Percebo perfeitamente que os jogadores tenham odiado esses primeiros tempos de treino.” – Excerto transcrito, p.58.
Com esta abordagem, o treinador sueco criou uma super-equipa que conquistaria a dobradinha interna e chegaria à final da UEFA. Sete anos depois, regressaria para alcançar a final da Champions.
Um livro que conta a história do treinador sueco, uma das maiores figuras dos bancos de todo o mundo Fonte: Wook
No interregno desses dois momentos, passeou-se pelo Calcio na sua fase dourada. Ao comando da AS Roma, onde passou muitas dificuldades numa primeira fase e depois na ACF Fiorentina. Ainda treinaria em Génova, assumindo os destinos da UC Sampdoria, antes de chegar à SS Lazio.
Mal recebido numa cidade que já tinha sido sua, decide ainda vender a estrela maior do conjunto. A dispensa de Signori despoletou uma onda de violência, que só acalmou quando aquela fabulosa equipa começou a cavalgar para o Scudetto, 25 anos depois. Na ”melhor equipa que já treinou”, palavras suas, havia Mihajlovic e Nesta no centro da defesa; Verón, Sensini, Almeyda, Simeone, Stankovic e Nedved suportavam um ataque com Boksic, Mancini e Salas.
Foi um dos melhores momentos da sua carreira, que colocaria o seu nome na galeria dos imortais e precipitaria o convite da FA para o cargo de seleccionador Inglês. Foi o primeiro estrangeiro da história naquele que seria considerado, tempos antes, como o “trabalho impossível”.
Teve à disposição a geração de ouro do futebol inglês, mas os resultados ficariam sempre aquém, não sendo capaz de acomodar no seu 4-4-2 as qualidades de Gerrard, Beckham, Lampard e Scholes. Com o auxílio dos sedentos tablóides ingleses, a sua imagem deteriorou-se e a pré-reforma chegou com a derrota frente a Portugal, no Mundial de 2006.
A partir daí, afirmou-se como globetrotter e percorreu o mundo à procura de garantias que o pusessem a salvo do grande esquema financeiro do qual foi vítima, quando recebeu o convite para colocar o Notts County no topo do futebol inglês.
É o livro essencial na percepção do homem e do treinador, das motivações e das influências que o levaram ao estrelato e das dificuldades que passou no ocaso da sua carreira. Um revisitar de todos os momentos que tornaram Sven numa das lendas dos bancos mundiais.
‘Os jogos só terminam quando o árbitro apita para o final da partida’ – quantos de nós já não ouviu esta espécie de lengalenga? Pois bem, eis uma frase que resume na perfeição o jogo inaugural da edição de 2010 da Taça das Nações Africanas. Em menos de 15 minutos, o povo angolano foi da completa euforia à profunda desolação na noite desse “fatídico” dia 9 de janeiro.
A prova não começou da melhor forma devido ao atentado, no dia anterior ao dos jogos de abertura, à seleção togolesa – integrada no grupo B, juntamente com Costa do Marfim, Burkina Faso e Gana – na província de Cabinda que culminou em três vítimas mortais, diversos feridos e ainda na desistência dos Gaviões (alcunha do Togo) do CAN.
Apesar do acontecimento negativo que manchou o início da competição, o povo angolano lotou o 11 de Novembro para dar a motivação necessária à sua seleção, rumo ao triunfo sobre o Mali e, quem sabe, ser o ponto de partida para uma caminhada que acabasse com a conquista inédita do troféu. O português Manuel José era o selecionador das Palancas Negras e tinha a missão de devolver aos adeptos o orgulho em torcer pela sua seleção desde os primeiros jogos.
O jogo até nem estava a ser muito emotivo de ser acompanhado in loco: os dois conjuntos tinham maior interesse em defender bem e dar pouco espaço de manobra ao adversário, o que prejudicava o espetáculo. A monotonia da partida foi quebrada por Flávio à passagem do minuto 36, num livre cobrado perto da área maliana, em que o avançado angolano aparece livre de marcação e cabeceia para o primeiro golo do CAN angolano. Carinhosamente apelidado por “Cabeça de Ouro” pelos adeptos angolanos, Flávio não ficou satisfeito com o 1-0 e decidiu bisar, desta vez numa jogada de bola corrida com Mabiná a cruzar na perfeição e o número 16 responde com um cabeceamento exímio que dá uma vantagem confortável para Angola antes do intervalo.
Flávio colocou Angola a vencer por 2-0 antes do intervalo, com dois golos de cabeça Fonte: FIFA
O 2-0 no marcador permitiu aos pupilos de Manuel José controlar a partida a seu belo prazer e sem grandes sobressaltos, já que a reação do Mali era inexistente e nem mesmo as estrelas maiores Seydou Keita e Frédéric Kanouté conseguiam ter um lance de génio, de modo a relançar a incerteza quanto ao vencedor.
Se a situação de Angola estava favorável, melhor iria ficar em sete minutos, graças aos dois penáltis convertidos com eficácia: o primeiro por intermédio do médio Gilberto aos 67’ e o segundo da autoria da estrela angolana Manucho Gonçalves ao minuto 74. Quatro golos de diferença e com cerca de 15 minutos para o fim encerravam por completo quaisquer dúvidas sobre quem ia liderar o grupo A no final do primeiro dia da prova…
Mas, caro leitor, lembra-se da frase com que se iniciou este texto? Lá está, novamente, a velha máxima do Futebol a atacar e desta vez a vitima foi a seleção angolana. O Mali reergueu-se, foi buscar energias às divindades do Desporto Rei e começou uma recuperação de proporções dignas de um guião de Hollywood. Canto do lado direito batido pelo substituto Yatabaré, o guarda-redes Carlos não agarra a bola com convicção, lança-se a confusão na área angolana onde Seydou Keita acaba por fazer golo aos 79’.
O golo do médio do FC Barcelona, na altura, motivou os restantes companheiros a lutarem pela recuperação e abanou a confiança dos Palancas. Aos 88 minutos, Diamouténé cruza na perfeição para Kanouté fazer de cabeça o 4-2. Os quatro minutos adicionais iam ser mais frenéticos que nunca e os adeptos angolanos teriam de sofrer a bom sofrer.
90+2 e o que aconteceu? Golo outra vez de Seydou Keita que aparece nas costas de Kali sem um defesa angolano a fazer marcação. Este jogo, que teve como música de fundo um triste semba, terminaria mesmo com o tento do empate marcado pelo “substituto de ouro” no último lance do jogo: Carlos ainda defende o primeiro remate de Keita no jogo, mas a bola acabaria por sobrar para Yatabaré colocar o 4-4 final e obrigar a divisão de pontos entre Angola e Mali. Os jogadores angolanos levaram as mãos à cabeça, incrédulos com o que tinham acabado de assistir.
Um daqueles jogos de loucos em que Angola teve a vitória mais que garantida e deixou fugir os três pontos, muito graças ao relaxamento de alguns atletas que permitiram ao Mali recuperar um jogo praticamente perdido até ao minuto 79. Os anfitriões reagiriam a esta fatalidade da melhor forma nos jogos seguintes, ao garantir o primeiro lugar do grupo, ao passo que o Mali nem sequer aproveitaria o ímpeto da recuperação milagrosa para passar à fase seguinte do torneio.
Estamos a viver tempos difíceis para os amantes do desporto rei e há que arranjar maneira de passar o tempo mesmo sem futebol na televisão. Claro que há sempre a possibilidade de rever partidas para aqueles que olham para o jogo de uma forma mais analítica, mas para aqueles que gostam é do direto, do ao vivo, e que gostam é de todas aquelas emoções que o futebol nos proporciona, não há grande solução. Refugiamo-nos nas séries e nos filmes para nos entreter. Felizmente para nós, a Netflix lançou, na sexta-feira, duas muito boas opções dentro do mundo do futebol, uma série e um filme.
Começando por aquela que incide mais sobre o jogo em si, “The English Game” é uma série que fala sobre as origens do futebol. Com aquele estilo britânico próprio que faz lembrar “Downtown Abbey” ou “The Crown”, retrata a divisão social entre as diferentes classes, que o futebol causou. Um jogo que, na altura, ainda era muito reservado para aqueles que tinham dinheiro, para os empregadores e não os trabalhadores, a mini-série explora esta afronta entre as duas classes.
São seis episódios com cerca de 45 minutos, como se fossem três encontros, até com os descontos, que nos ajudam a perceber melhor como nasceu o futebol e como viria a evoluir para aquilo que conhecemos hoje. Este foi um período muito importante no futebol que, de certa forma, permitiu que fossemos chegando àquilo que conhecemos hoje.
Saindo agora das quatro linhas, o filme que vou apresentar agora não se foca tanto no jogo em si. “Ultras” fala-nos na vida de Apache, uma claque violenta de Nápoles, e mais concretamente da vida de Sandro, o seu líder. A sua vida é, de certa forma, virada do avesso quando lhe é negada a entrada à sua segunda casa, o estádio. Este sente óbvias dificuldades e tenta encontrar-se de novo no mundo. Sente, pela primeira vez, uma necessidade de assentar depois de conhecer outra das protagonistas, Terry.
O filme mostra-nos ainda a forte relação que Sandro estabelece com Angelo, um miúdo de 16 anos que também faz parte dos Ultras. Angelo está à procura de vingança pela morte do seu irmão numa disputa entre claques e Sandro acaba por ser o seu guia espiritual. “Ultras” conta uma história que, mesmo pelo contexto, não poderia deixar de ter uma forte carga emocional e de fraternidade.
Existem jogadores que nos encantam ao primeiro toque na bola que vemos deles. Foi o que me aconteceu quando vi um miúdo pequeno e franzino com o manto vermelho e branco por dentro dos calções a bailar pelos campos do Caixa Futebol Campus. Camisola 10 nas costas e a braçadeira no braço esquerdo chamaram a atenção para um talento que não enganava, até aos que não querem saber do desporto rei.
Todos sabemos que a vida dos atletas que não apresentam desde cedo um bom porte físico é difícil. Com Bernardo Silva, não foi exceção. Muitas vezes, nos escalões de formação, acabava no banco ou pouco utilizado. Só o talento podia dar a volta a uma situação que se esperava tudo menos fácil, com um caminho mais sinuoso que os restantes.
A temporada de explosão do português foi no último ano de formação. Basta pesquisar no Youtube que somos logo bombardeados com vídeos das exibições na temporada 2012/2013, onde o SL Benfica acabou por se tornar campeão nacional no escalão de Juniores A. Com os olhos no chão, dominava a bola e começava a dar nas vistas pela grande capacidade de driblar quem se opusesse.
A europa começou a acordar para a capacidade técnica do jovem médio aquando do Europeu de sub-19, na Lituânia, onde Portugal chegou às meias-finais, mas acabou por perder frente à Sérvia. Depois de tão bons apontamentos, todos, principalmente os adeptos encarnados, esperavam que depois de uns bons meses na equipa “B”, fosse a hora de apostar num dos maiores talentos da formação.
Depois de uma pré-época com a equipa principal benfiquista, era a hora de experimentar um novo desafio na carreira. Aos 19 anos, um jovem Bernardo rumou ao principado do Mónaco para representar o clube local. O que era um empréstimo, depressa passou a uma transferência definitiva.
Bastaram dois anos para o pé esquerdo mágico passar a ser conhecido mundialmente. A dúvida passou a certeza, e as exibições nos grandes palcos, como a Liga dos Campeões, catapultaram-no para a fama. Treinado por Leonardo Jardim, e fazendo parte de um plantel cheio de talento, o campeonato francês voltou a terras monegascas. Apesar de estar num bom clube, era unânime que poderia e deveria dar o passo seguinte na sua carreira.
Fonte: Bola na Rede
Agora, no Manchester City, continua a caminhar rumo a uma carreira cheia de sucessos. Na temporada passada, os cinco títulos distribuídos entre o clube e a seleção levaram Bernardo Silva ao nono lugar na luta pela Bola de Ouro, um resultado motivador que nos leva a pensar que ainda vamos a tempo de ver o melhor do português.
Passados tantos anos a acompanhar um jogador, o aborrecimento não me consegue assistir. Continuo todos os jogos a ligar a televisão para ver o que o pequeno “Messizinho” tem para nos oferecer, e espero que o futebol e o talento não se esgotem até ao último dia da sua carreira. Gostava que os olhos de quando eu era mais nova nunca parem de brilhar cada vez que vê o ídolo brilhar e marcar golos.
Quarta feira, 8 de março de 2006. Jogava-se, em Anfield, a segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. No jogo da primeira mão, os encarnados tinham somado um triunfo por 1-0, o que permitia alguma margem de manobra aos homens de Ronald Koeman nas contas da eliminatória. Do outro lado do relvado, e apoiados por mais de 44 mil adeptos, conhecidos por serem dos apoiantes mais fervorosos no Futebol Inglês, encontravam-se os atuais detentores da competição, o Liverpool FC.
Os comandados de Rafa Benítez procuravam anular a vantagem que “águias” traziam da primeira mão, pelo que era expectável uma entrada forte no jogo por parte da equipa da casa. E, efetivamente, foi isso que aconteceu.
Os “reds” entraram a querer assumir o controlo do jogo, exercendo uma pressão intensa na primeira linha de construção dos encarnados. O trio Gerrard, Crouch e Garcia começava a assumir as despesas ofensivas da equipa da casa. Do outro lado, a dupla de centrais composta por Anderson e Luisão ia sustendo o ímpeto da equipa da casa e quando essa linha era quebrada, estava lá Moretto – e os postes -, para negar o golo aos britânicos.
Simão Sabrosa foi a figura principal das “águias” no encontro Fonte: UEFA
No entanto, e contra a corrente do jogo, as “águias” iriam chegar à frente do marcador ao minuto 36. Numa jogada de insistência, em que os encarnados conseguem recuperar a bola no último terço do terreno, Simão Sabrosa desfere um remate em arco que só para no canto superior esquerdo da baliza à guarda de Reina. Estava desfeito o nulo no marcador, e os homens de Koeman chegavam ao intervalo em vantagem.
No segundo tempo, nada mudou: o Liverpool continuava a assumir o controlo do jogo, enquanto o Benfica – agora ainda mais confortável devido à vantagem que ganhou no final da primeira parte -, com um bloco médio-baixo, fazia do contra ataque a sua principal arma. Há que destacar a solidez defensiva dos encarnados neste jogo, que conseguiu aguentar a pressão dos britânicos.
E como quem não marca sofre, esta velha máxima também se aplicou neste encontro. Aos 87 minutos, através de uma transição ofensiva irrepreensível, Miccoli coloca o último prego no caixão dos “reds”, ao fazer o 0-2 final.
As “águias” acabavam de eliminar o campeão europeu em título, numa noite em que se pode vislumbrar o velho Benfica europeu de que as gerações mais velhas tanto nos falaram.
Vídeo/reportagem sobre o jogo:
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Liverpool FC: Pepe Reina; Finnan, Carragher, Traoré e Warnock (Hamann, 70′); Xabi Alonso, Gerrard, Luís Garcia e Kewell (Cissé, 63′); Crouch e Morientes (Fowler, 70′).
SL Benfica: Moretto; Alcides, Luisão, Anderson e Leo; Beto, Manuel Fernandes e Robert (Ricardo Rocha, 70′); Geovanni (Karagounis, 60′), Simão e Nuno Gomes (Miccoli, 77′).
Diego Rubio chegou ao Sporting CP na época de 2011/2012, vindo do CSD Colo Colo a custo de um milhão de euros. Formado no ‘El Cacique’, apenas fez uma época como profissional pelo clube chileno, onde em 10 jogos marcou 6 golos.
Com 18 anos, somou 521 na primeira época pelos Leões, marcando um golo em 17 jogos. Apesar da pouca experiência, sempre demonstrou raça e vontade. Na temporada seguinte ingressa na equipa B, com 26 jogos e 8 golos, apenas jogando dois jogos pela equipa principal. Em 2013/2014 é emprestado por falta de espaço e acaba por não ser feliz em terras de campeonatos menos sonantes. Primeiro pelo CS Pandurii, na Roménia, com 117 minutos distribuídos por 5 jogos. Ruma ao Sandnes Ulf, clube norueguês, onde foi aposta e em 27 jogos apontou 8 golos.
Volta a Alvalade com 22 anos para a última oportunidade. Em 21 jogos pela equipa B marcou 14 golos. Diego queria mais. Queria oportunidades pela equipa principal e tal não aconteceu, somando apenas 31 minutos, num jogo a contar para a Taça da Liga.
Na época de 2015/2016 fez 5 jogos pelo Sporting B e rumou à Segunda Liga Espanhola para reforçar o Real Valladolid CF, vendido por 400 mil euros. Jogou 13 jogos de setembro a janeiro, transferindo-se para o Sporting Kansas City, onde jogou 20 jogos e marcou 3 golos. Ao todo, somando os 3 clubes, disputou 38 jogos e apontou 3 golos.
Desde então, o avançado chileno de 26 anos manteve-se na Major League Soccer, onde hoje joga no Colorado Rapids. Nos seus palmarés tem um título, a conquista da US Open Cup em 2017 pelo Sporting Kansas City.
Chegou como reforço promessa a Alvalade e, mostrou pela equipa B qualidade e consistência. O que faltou a Diego Rubio para ter espaço na equipa principal do Sporting CP? Relembramos que teve com concorrentes de posição, além dos titulares, nomes como Valeri Bojinov, Sabastián Ribas, Salim Cissé e Hadi Sacko.
Quarentena parece ser a palavra de ordem atual e certamente uma das que vai figurar como palavra do ano. Um 2020 que começa mal, mas que nós por aqui, em Portugal e na Europa, só começámos a perceber a real dimensão do problema desde há umas semanas. Tudo por causa de um vírus que está a afetar o mundo inteiro e obriga muitos a estar, claro está, de quarentena. Este é um termo que nunca foi tão utilizado como agora e nos vai fazer recordar destes dias para sempre.
Jamais o título deste artigo remeteria para uma introdução deste género, mas são os efeitos da atualidade. Não desejaria que assim fosse, embora o contexto deva ser realçado e onde já muito se escreveu e irá escrever sobre esta pandemia que nos está a assolar. Porém, o objetivo deste texto passa por recordarmos os bons momentos que a nossa Liga já nos ofereceu esta época, porque eles existiram e irão continuar a existir assim que tudo volte à normalidade, aguardemos. E porque a Liga Portuguesa tem as suas virtudes, ao contrário do que muitos querem fazer passar, como pode ser constatado a seguir.
Pois bem, enquanto está por casa confinado a estes tempos de incerteza, deixo-lhe aqueles que, na minha opinião, são os 3 melhores golos e melhores defesas da Liga até à sua paragem, isto é, até à jornada 24. Houve de tudo, como golos em vólei, de pontapé de bicicleta, de canto direto, defesas a dois tempos…
Outros poderiam estar aqui pois uma escolha destas nunca é fácil, mas sente-se, veja e aprecie o que de mais belo há num jogo de futebol – sejam grandes golos ou grandes defesas que fazem o adepto levantar-se ou meter as mãos na cabeça, em gestos que exprimem a emoção do que é sentir este desporto. Aqui vão ss 3 melhores golos e melhores defesas da Liga:
Que livros de desporto devo ler nesta quarentena? Pois, bem, o livro que vos apresento hoje como proposta tem como título “Futebol a sério” e foi escrito pelo jornalista Carlos Daniel. Confesso que fiquei tentada a comprar este livro muito devido ao facto de ter sido o próprio a escrevê-lo. Claro que o tema me interessa. Não estaria eu no Bola na Rede, não é verdade?
Costumo estar atenta aos mais diversos programas desportivos em Portugal. Verdade seja dita que já o estive mais, pois já esgotei um pouco da minha paciência para tanta novela mexicana que se vive no ecrã de uma TV quando apenas se deveria comentar futebol. Pois, bem, Carlos Daniel é um dos jornalistas de quem eu mais gosto de ouvir comentar jogos. Apesar de não adorar propriamente o programa onde comenta, o jornalista consegue fazer uma análise rigorosa, avaliando quer individualmente quer coletivamente toda uma equipa. E tudo isto com palavras simples e sem aqueles brilhantismos eruditos de quem nós já estamos fartos de ouvir/ler. Sem entrar em polémicas de arbitragens e assuntos extra-jogo, Carlos Daniel consegue focar-se naquilo que realmente interessa durante os 90 minutos: a análise tática e técnica da partida.
Carlos Daniel explica o futebol de uma forma descomplicada e é por aí mesmo que começa, com uma frase de Albert Einstein Fonte: Inês Santos / Bola na Rede
Começo desde já por dizer que o livro não era exatamente aquilo de que estava à espera. O livro “Futebol a sério” procura explicar qual foi a evolução do Futebol como nós o vemos hoje. Procura contar quais foram os grandes marcos, e também grandes personalidades que, na sua história, permitiram que o Futebol fosse o jogo taticamente evoluído que é hoje. Confesso que quando comprei este livro estava à espera de uma análise mais ao atual do que propriamente uma retrospetiva de toda a evolução deste desporto. Ainda assim, depois de acabarmos o livro, percebemos que essa mesma retrospetiva até se torna necessária, pois não interessa conhecermos o final de uma viagem quando não sabemos sequer metade do caminho. Acho que este livro foca um pouco isso.
Todos somos donos e senhores da razão e achamos que percebemos muito de futebol, mas será esta questão assim tão científica quanto isso? A verdade é que a questão, por si só, pode não ser científica, mas este desporto-rei que tanto amamos já o foi cada vez menos. A paixão que o futebol move nas pessoas faz com que cada vez se queira aperfeiçoar mais tudo o que ele engloba.E é daí que digo que vem a ciência. Isto foi um pensamento que me surgiu aquando estava a ler este livro. E eu gosto quando isso acontece. Quando um livro não é apenas um livro e leva-nos a pensar um pouco para além dele. Daí a minha sugestão de hoje para este rubrica “Que livros de desporto devo ler nesta quarentena?”.
Todavia, não é só isto que marca a diferença neste trabalho de Carlos Daniel. Uma “simples” análise àquilo que é o futebol a sério poderia enganar os mais distraídos. Mas a verdade é que as complexidades deste jogo vão para além das quatro linhas. Isto é, Carlos Daniel, para além de nos ensinar um pouco mais sobre a matéria, procura também mostrar-nos formas mais eficazes de nós mesmos comunicarmos aquilo que sabemos sobre o jogo com o mundo. E tanto que esta parte é deixada para segundo plano pelos demais…
Tendo em conta a presente situação, em que muitos de nós estão forçados a ficar em casa para nos protegermos do Covid-19, resolvemos juntar um conjunto de propostas literárias para que possas melhor aproveitar este período.
Para fazer esta lista de forma a servir a todos, tivemos em conta apenas escolher livros em língua portuguesa e disponíveis para comprar nas plataformas online que fazem entrega em poucos dias.
Sem surpresas, esta lista é dominada por livros de futebol, já que o mercado nacional não tem dimensão suficiente para grande publicação nas restantes modalidades, algo que também cabe a todos nós mudarmos se não nos deixarmos levar pelo monopólio do futebol.