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Que jogo devo rever nesta Quarentena? Sporting CP 4-1 Newcastle United FC

No dia 14 de Abril de 2005, o Sporting Clube de Portugal viveu uma grande noite europeia perante o Newcastle United, em jogo a contar para a segunda-mão dos quartos-de-final da Taça UEFA.

Na temporada 2004/2005, o Sporting Clube de Portugal disputou a malograda final da Taça UEFA, no Estádio José Alvalade XXI. Nessa época, os leões defrontaram no trajeto até à final o Dinamo de Tibilsi, o Panionios da Grécia, o Sochaux de França, os holandeses do Feyenoord e do AZ Alkmaar, os ingleses do Middlesbrough e do Newcastle e, por fim, na final, o CSKA de Moscovo.

Nos quartos-de-final, o Sporting defrontou o Newcastle, que já havia defrontado na fase de grupos, acabando por perder por 1-0 em St. James Park, com um golo solitário de Alan Shearer.

Na segunda-mão, os ingleses dilataram a vantagem à passagem do minuto 20, com Kieron Dyer a apontar o primeiro golo da partida. Os leões estavam assim em desvantagem por 0-2 na eliminatória. No entanto, no minuto 40, o Sporting começou uma “remontada” histórica, com João Moutinho a cruzar para Marius Niculae empatar a partida.

No segundo tempo, foram 45 minutos de sonho. A equipa verde e branca precisava ainda de dois golos para seguir em frente. Ao minuto 71, Pedro Barbosa que havia entrado na segunda parte, rematou de fora da área inglesa para defesa de Shay Given, com Ricardo Sá Pinto na recarga a colocar os leões a vencer por 2-1.

O jogo só dava Sporting, numa grande exibição de claro domínio sobre os ingleses. A equipa de Graeme Souness tentava, apenas em contra-ataque, criar perigo para a baliza de Ricardo. Numa fase determinante da partida, os leões continuavam a procurar o golo que dava a passagem às meias-finais. Foi então que apareceu o tão desejado terceiro golo leonino, na sequência de um canto batido por Fábio Rochemback, Beto Severo apareceu a cabecear a bola para o fundo das redes dos ingleses.

Já no minuto 90, Rochemback também deixou o seu nome entre os marcadores. O Newcastle tentava construir através da sua linha defensiva e um mau passe permitiu que o médio brasileiro se isolasse na cara de Given para fechar as contas da partida.

Um jogo memorável, onde o Sporting foi claramente superior aos ingleses do Newcastle. Uma verdadeira noite de Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Sporting CP: Ricardo (GR), Rogério, Anderson Polga, Beto Severo, Rui Jorge, Fábio Rochemback, Carlos Martins (Pedro Barbosa, 67’), João Moutinho, Ricardo Sá Pinto (Custódio, 87’), Douala, Marius Niculae (Mauricio Pinilla, 74’)

Newcastle United FC: Shay Given (GR), Titus Bramble (Andy O’Brien, 55’), Steven Taylor, Stephen Carr, Celestine Babayaro, Amdy Fayé, Charles N’Zogbia, Kieron Dyer (Patrick Kluivert, 59’), Jermaine Jenas (James Milner, 46’), Lee Bowyer, Alan Shearer

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Suporte Tecnológico: A ferramenta que pode revolucionar o Futsal

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E se o Futsal agora tivesse VAR (Video Assistant Referee)? Pois bem, não é de todo com esta designação como estamos tão habituados na linguagem do “futebolês” e há uma grande diferença, mas o objetivo é praticamente o mesmo (se não, igual). Testado pela primeira vez em Espanha, o «Suporte Tecnológico» teve como principal objetivo ver se este melhorava (ou não) a qualidade do jogo.

Sem um grande nome ainda atribuído, digamos que a Taça de Espanha serviu de “cobaia” para aquilo que podia ser o teste final. A ideia era, possivelmente, implementar a medida no Mundial de 2020 na Lituânia, que muito provavelmente não se realizará devido ao COVID-19. Porém, deixemo-nos de futuros e vamos decifrar esta nova ferramenta numa linguagem mais leiga.

COMO FUNCIONOU O «SUPORTE TECNOLÓGICO»?

Esta nova ferramenta à disposição dos árbitros só podia ser usada em cinco casos: golos (para anular ou validar); situação de penalti ou não penalti; situações de cartão vermelho direto; erro de identidade; e incidências de cronómetro (erros no tempo de jogo).

Mas, os árbitros tinham sempre de tomar uma decisão, independentemente de haver este novo «suporte tecnológico». Só podia haver motivo de revisão, e consequente troca, se o erro fosse claro, sendo que o árbitro seria sempre o último a tomar a decisão final sobre o lance em questão.

As câmeras que estão ao fundo da imagem serviram para ajudar o árbitro na revisão dos lances na Taça de Espanha
Fonte: RFEF

Mas apenas podia haver revisão em caso de aviso deste erro claro? A resposta é não. Os treinadores tinham o direito a uma revisão por cada jogo. Agora a questão que deve ter é: como se pede então? O treinador tinha de esticar o dedo indicador e rodá-lo em círculo para que assim o juiz da partida pudesse fazer a revisão do lance. Caso a solicitação fosse correta, o treinador continuaria a ter a possibilidade de pedir nova revisão.

Falta agora apenas explicar como se procede à revisão e também como é que é esta zona de revisão. Ora pois, a zona de revisão esteve ao nível do campo com dois monitores e também com um operador que não era árbitro. Este último ajudou apenas na revisão do lance em termos técnicos e o facto de não ter o mesmo nome do que no Futebol (VAR) é devido ao facto de não existir do “outro lado do ecrã” alguém ligado à arbitragem. Quando o árbitro acabava a revisão tinha de indicar, novamente, o mesmo movimento que fez no início de um monitor e, por fim, tomar a decisão final.

O patinho feio, novamente, tornava-se cisne e decisivo

2017/18, época do último campeonato conquistado pelo FC Porto, foi um dos momentos altos da passagem de Sérgio Oliveira, muitas vezes visto como um patinho feio no clube, e que assim se tornou cisne. Com a lesão de Danilo, o camisola vinte e sete mereceu a aposta de Sérgio Conceição e, como retribuição, este formou, juntamente com Hector Herrera, uma dupla de respeito no setor intermédio, sendo, indiscutivelmente, peça importante na campanha histórica daquele título.

Bom, perspetivava-se que, na época seguinte, o técnico portista volta-se, novamente, as suas atenções para Sérgio Oliveira e depositasse nele níveis de confiança condizentes com o papel que o jogador havia tido na equipa meses antes.

Todavia, tal não aconteceu. Muito pelo contrário, aliás. Empréstimo ao PAOK, após um começo de temporada de poucas oportunidades no Dragão, aparentemente, por desentendimentos com o treinador azul e branco.

Facto é que, com ou sem desentendimentos, o jogador formado no FC Porto voltaria a ser opção para Sérgio Conceição e, porventura, num dos cenários mais favoráveis: Hector Herrera e Óliver Torres, dois dos melhores médios do plantel, não permaneceram no grupo e Danilo era constantemente atormentado por lesões já há algum tempo.

Feitas as contas, ultimamente, restavam apenas o próprio, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Mamadou Loum e, eventualmente, Danilo Pereira. O resultado não poderia ser mais óbvio: com maior ou menor dificuldade, Sérgio haveria de ser titular.

E com isto não pretendo em nada diminuir as suas recentes exibições: o recém-eleito melhor médio do campeonato tem sido dos melhores elementos azuis e brancos nas jornadas que antecederam a atual paralisação do campeonato.

O último campeonato conquistado pelo FC Porto foi o melhor momento da passagem de Sérgio Oliveira, patinho feio no clube, e que assim se tornou cisne.
Até à paragem forçada do campeonato, Sérgio Oliveira vinha sendo aposta regular no FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Esta constatação, aliás, vem de alguém que nunca viu em Sérgio Oliveira um jogador de primeira linha do futebol português, um jogador que, a meu ver, esteve no topo da hierarquia de médios no FC Porto sendo, em termos gerais, inferior a grande parte dos restantes.

Ora, enumeremos as principais características de Sérgio Oliveira. A primeira que me surge é, claramente, as bolas paradas. Será o antigo internacional português o melhor homem que o FC Porto possui neste quesito? Alguma vez o foi? Nas duas épocas em que mais se destacou (17/18, juntamente com a atual), teve que partilhar balneário com Alex Telles, o que, convenhamos, retira-lhe automaticamente o título de “rei das bolas paradas”.

De seguida, participações em golos. Neste ponto, sou forçado a dar o braço a torcer. Atualmente, o jogador formado no FC Porto é o médio mais participativo na hora do golo. Uribe, apesar de eu acreditar que tem capacidades para tal, não tem sido homem de constantes aproximações à área contrária e Danilo e Loum possuem uma natureza mais defensiva. Nisto, o camisola vinte e sete leva vantagem.

Contudo, a verdade é que, aquando da presença de Hector Herrera na Invicta, Sérgio Oliveira, em termos brutos, não conseguiu ter a preponderância que o mexicano teve. Na sua melhor temporada em termos de golos e assistências (que vinha sendo a atual), o português alcançou a marca de quatro golos e seis assistências, números ainda distantes daquela que foi a melhor temporada do atual jogador do Atlético de Madrid (sete golos e onze assistências em 14/15).

Relativamente a visão de jogo e capacidade de passe, Sérgio encontra-se também uns furos abaixo de alguns nomes que com ele partilharam balneário em anos anteriores, como é o caso de Óliver Torres, por exemplo.

Conclusão? Sérgio Oliveira não é, nem de perto, nem de longe, um jogador diferenciado, contudo vem conseguindo conquistar algum espaço muito por conta da falta de opções de qualidade no meio-campo portista, obtendo maior destaque na época em que, possivelmente, essas lacunas são mais visíveis.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Que jogos devo rever nesta Quarentena? FC Barcelona 2-0 SL Benfica

O FC Barcelona 2-0 SL Benfica de 2006 não é um jogo com resultado satisfatório e que nos encha de orgulho benfiquista, mas as circunstâncias dentro e fora de campo fazem-no ser merecedor de atenção detalhada; à distância de 13 anos, cabe-nos valorizar o que havia de bom e discernir diferenças competitivas para a actualidade.

A eliminatória com o Barcelona opôs duas forças completamente distintas. O Barcelona de Rikjaard transformar-se-ia na principal potência do continente daquela temporada e aquele Benfica de Koeman distinguiu-se como a melhor prestação europeia do clube dos 10 anos antecedentes.

Desde 1998/1999 que o Benfica não pisava solo Champions e a prestação extraordinária como underdogo Manchester United de Ferguson e o Liverpool de Benítez, que meses antes tinha ganho a troféu ao Milan no épico 3-3, eram colossos assustadores para aquele Benfica – devolveu grande parte do orgulho perdido nos anos negros da instituição.

Não abundava na equipa o talento individual de outros tempos, mas a disponibilidade física de Beto (titular em todos os jogos europeus) ou Alcides era um agradável complemento à qualidade dos homens mais adiantados. A questão da baliza, onde foram rodando, de acordo com as lesões, Moreira e Quim (até à chegada de Moretto em Janeiro), foi a imagem de marca da instabilidade e do desequilíbrio do plantel, a quem só a desmedida ambição internacional de Ronald Koeman permitiu a imensa apetência competitiva para embates de grande nível, traduzindo-se depois num rídiculo desleixo nas provas nacionais.

A segunda mão em Barcelona é precedida de um 0-0 na Luz, onde o árbitro Steve Bennett teve clara interferência no resultado, assumindo-se como protagonista num relvado inundado de estrelas. Moretto defendeu o que pôde com as mãos e quase ia deitando tudo a perder com os pés, em dois lances caricatos e demonstrativos da instabilidade emocional do brasileiro, capaz do pior e do melhor.

Na Catalunha, Koeman encara a ausência de Nuno Gomes com uma aposta num ataque móvel, onde Simão e Geovanni suportariam Fabrizio Micolli como ‘9’. Ricardo Rocha, que fez questão de esconder Ronaldinho no bolso, na primeira mão, repetiu a titularidade na lateral direita.

Foi Ronaldinho a principal figura daquele Barcelona: um prodígio no seu auge e o ídolo de uma geração
Fonte: UEFA

O jogo é um viveiro de emoções fortes, de lances de fazer corar de vergonha os mais inaptos e por ‘ses’ que ainda perduram no imaginário dos benfiquistas: o que seria da eliminatória se a bola de Simão entra?

Já nos idos da segunda metade, Micolli recolhe e parte para o contra-ataque, com Simão a acompanhá-lo no lado oposto. Num laivo da técnica prodigiosa do italiano, o passe em arco chega açucarado aos pés do camisola 20.

À altura, todos nós estávamos habituados a ver aquele meio palmo de gente a resolver jogos com a naturalidade dos grandes génios e naquele momento estaríamos petrificados, à espera da explosão de alegria; acontece que, no confronto com Valdés, Simãozinho fez o que não era costume e atirou para fora, um lance que fez Paulo Catarro e Gabriel Alves, aos microfones da RTP, reagir com uma inesquecível cacofonia de forma a soltar a angústia.

Nunca saberemos o que teria acontecido com 1-1, mas o encontro com o AC Milan nas meias-finais seria um prémio merecido para a coragem e sentido de missão daquela equipa.

O jogo é também demonstrativo de um ambiente escaldante em Camp Nou, como talvez já não seja comum, hoje que a globalização e o vagar dos tempos propiciou o aluguer das bancadas a adeptos nada identificados com a cultura dos clubes.

Com 98 mil em polvorosa, aquele Barcelona arrancou definitivamente para a conquista da Liga dos Campeões – que concretizaria dois meses depois, no Stade de France, frente ao Arsenal. De atentar o onze culé do meio-campo para a frente: Van Bommel, Iniesta, Deco, Ronaldinho, Larsson e Eto’o. Inacreditável.

Deixamos aqui o jogo para poder ver, rever e saborear.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica: Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson e Léo; Beto (Robert, 72′), Petit, Manuel Fernandes (Marcel, 82′); Geovanni (Karagounis, 55′), Simão e Micolli.

FC Barcelona: Valdés; Belletti, Oleguer, Puyol e Van Bronckhorst; Van Bommel (Edmilson, 85′), Iniesta, Deco, Ronaldinho, Larsson (Giuly, 86′) e Eto’o.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

E agora, NBA?

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A «pandemia» do Coronavírus chegou e afetou a maioria dos eventos desportivos, que decorriam por todo o mundo. A NBA não passou impune e o pânico gerado à volta do vírus eludiu para medidas rápidas e imperativas por parte dos responsáveis norte-americanos.

Depois de Stephen Curry (principal estrela dos Golden State Warriors) ter assustado, quando obteve sintomas do vírus (testou negativo e apenas sinalizou um “falso alarme”), os Warriors não deixaram passar despercebido e reagiram de imediato, comprometendo-se a realizar jogos à porta fechada. O caso de Rudy Gobert (1.º atacado pelo coronavírus), acabou por forçar ao acionamento de medidas mais extremas por parte dos responsáveis da liga, provocando a suspensão de toda a competição.

Comunicado da NBA referente à suspensão da competição, resultado do COVID-19
Fonte: NBA

A leveza com que os jogadores e os responsáveis em torno das equipas levaram este assunto provocou dois casos sérios de infetados pelo COVID-19, sendo ambos companheiros de equipa: Donovan Mitchell e Rudy Gobert, dos Utah Jazz, estando o último ligado a atitudes infelizes perante o assunto do vírus. Para o fortúnio de todos, ainda não houve a informação de mais infetados, mas nada garante que não haja, desde fãs a árbitros, todos correm risco e estão a ser recomendados a executar a quarentena voluntária.

WRC: No país dos sombreros, Sébastien Ogier arrecada vitória

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Sediada na cidade de León, a terceira prova do WRC é “mexicana” e satisfaz as vistas dos pilotos que passam pelas paisagens deslumbrantes das montanhas da Sierra de Lobos e da Sierra de Guanajuato. A emoção da competição mantém-se ao logo do tempo, no entanto, esta sofreu pequenas alterações por questões de saúde pública e não foi a única.

A rápida propagação do COVID-19 pelo Mundo obrigou a novas medidas aplicadas no decorrer da competição. O Rali do México, terceira prova do calendário do Mundial de Ralis de 2020, findou de forma antecipada. A decisão foi tomada pelos organizadores do Rali do México, em conjunto com a FIA e anunciada por Patrick Suberville, diretor da prova.

Não existindo nenhuma situação de emergência no México, a tomada de decisão foi justificada com particular incidência nas questões das restrições de tráfego aéreo, cada vez mais frequentes nos países afetados, pelo que a organização pretendeu assegurar o regresso a casa dos profissionais do Mundial de Ralis e também pelo contexto geral numa situação em que o mundo se encontra em estado crítico. As classificativas agendadas para o domingo não foram cumpridas, assim o evento teve fim com a especial 21 e, por isso, acabaram por não ser atribuídos os cinco pontos extra, respeitantes à “power stage”.

As provas de rali são bastante complexas pelo facto de serem realizadas em países diferentes, em terrenos diferentes, em cidades diferentes e em zonas diferentes. A prova de que falo começou, na quinta-feira à noite, com uma cerimónia de partida pelas ruas de Guanajuato. Na sexta-feira, as estradas conhecidas da cidade são percorridas com os trechos de El Chocolate, Ortega e Las Minas. A especial icónica da prova tem o nome de “El Chocolate”. O troço de 31,57 km de sexta-feira é o segundo mais longo do rali e atinge uma altitude não inferior a 2.650 metros.

Sébastien Ogier, Ott Tänak, Elfyn Evans e Teemu Suninen são os nomes da ribalta, mas quem se destacou na “prova mexicana” foi o francês Ogier, levando consigo o título de vitória nesta que foi a terceira fase da competição com um tempo de 2h47m47,6s.

Ogier celebra a sua vitória no Rally Guanajuato México
Fonte: WRC

Elfyn Evans e Thierry Neuville participaram no Rally Guanajuato México empatados no número de pontos, mas o facto de ter obtido o terceiro lugar na competição em Monte Carlo fez com que Evans liderasse o pelotão neste evento. Ficava a dúvida se esta situação acabaria por ser vantajosa para Evans ou se Neuville iria surpreender. No final, foi o primeiro quem mostrou liderança sobre Neuville, superando os tempos no shakedown do Rally Guanajuato México.

CD Nacional | A Primeira ali tão perto

Após a descida à Segunda Liga na época passada, o CD Nacional vê agora muito perto o seu regresso ao escalão principal do futebol português. A equipa encontra-se, à entrada para a 25ª jornada, no 1º lugar da tabela classificativa, seguido pelo SC Farense que tem apenas menos dois pontos. No entanto, neste momento, o campeonato encontra-se suspenso devido ao surto da Covid-19.

Os madeirenses têm feito uma temporada quase irrepreensível, com um total de 14 vitórias e apenas duas derrotas, em 24 partidas disputadas. No final da primeira volta do campeonato já davam sinais de quererem agarrar os lugares de subida, apesar de, na altura, ocuparem o segundo lugar, desta feita atrás do SC Farense. Os algarvios vacilaram ante o Estoril Praia SAD e a derrota originou uma troca na classificação que se mantém até então. Os dois emblemas seguem destacados na luta pela promoção, seguidos pelo CD Feirense, a uns longínquos seis e oito pontos de distância para a segunda e primeira posição, respetivamente.

O segredo para o momento de forma dos alvinegros passa por uma equipa equilibrada e com qualidade acima da média. O avançado Brayan Riascos, de 25 anos, tem sido o “abono de família” da equipa, com já 12 golos no campeonato. O colombiano, que chegou a época passada a custo zero do UD Oliveirense, tem feito jus à fama de goleadores importados da Colômbia e é mesmo o melhor marcador da Segunda Liga portuguesa. Uma melhoria significativa face ao golo apontado em toda a época transata.

O guarda-redes Daniel Guimarães é outro dos destaques do plantel. Com 2250 minutos de jogos, não há ninguém que tenha pisado o relvado com a camisola do CD Nacional mais tempo que ele esta época. O brasileiro tem fechado a baliza dos madeirenses a “sete chaves” e, juntamente com a defesa (onde têm brilhado o jovem argentino Leonel Mosevich, o defesa direito Kalindi Souza e o português Rui Correia), conseguiu consolidar a melhor defesa do campeonato, com apenas 16 golos sofridos.

Brayan Riascos é o melhor marcador da equipa
Fonte: CD Nacional

O meio-campo dos alvinegros, por sua vez, tem beneficiado da experiência e qualidade do internacional português Rúben Micael, que voltou às “origens” depois de passar por clubes como FC Porto (onde ganhou a Liga Europa e foi campeão nacional duas vezes) e pelo SC Braga, além de se ter aventurado no estrangeiro.

Tudo indica que o técnico Luís Freire vai contabilizar a sexta subida de divisão em diversos escalões na sua ainda curta carreira como treinador principal, que vai apenas na oitava época. Neste momento, o surto do novo Coronavírus colocou o país (e, evidentemente, o futebol) em stand-by.

Não sabemos ainda se os campeonatos vão retomar ou não e, neste caso, como será atribuído o título de campeão (ou até se haverá algum). Agora, é altura de seguirmos as orientações da Organização Mundial de Saúde e ficarmos em casa o máximo de tempo possível, com uma correta higienização das mãos e uma avaliação atenta de eventuais sintomas. Só assim cuidamos de nós e dos que nos rodeiam. Nunca é de mais relembrar. O futebol? Isso fica para depois.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

 

Covid-19 Suspende Campeonatos: Que Futuro?

Covid-19: o vírus que está a parar o mundo e, com ele, os campeonatos de futebol em diversos países. Na passada quinta-feira tornou-se público. Soube-se que os capitães das equipas da Primeira e da Segunda Liga Portuguesa pediram a suspensão dos campeonatos, tornando o cenário quase global (a Turquia e a Ucrânia vão resistindo, ainda que com jogos à porta fechada).

Analisando o Regulamento de Competições da Liga, este é claro na definição das competições (artigo 16.º) – “terão obrigatoriamente duas voltas simétricas e os participantes encontrar-se-ão todos entre si, uma vez na condição de visitados e outra na de visitantes, nos respetivos estádios, não sendo autorizada a inversão dos jogos”. No mesmo sentido o n.º 1 do artigo 4.º – “a época desportiva das competições organizadas pela Liga Portugal tem início em 1 de julho e termina em 30 de junho do ano seguinte”.

Este é o regime regra, existindo, no entanto, uma exceção, consagrada no n.º 2 do mencionado artigo 4.º, relacionada com situações de força maior ou circunstâncias excecionais, devidamente justificadas, sendo nestes casos possível prorrogar o termo da época desportiva, assim como suspender total ou parcialmente qualquer competição oficial organizada pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Não obstante a discussão sobre se o COVID-19 é ou não um caso de força maior (o que na nossa opinião não deveria oferecer grandes dúvidas) é com toda a certeza pelo menos uma circunstância excecional, sendo que o mais importante nesta fase é salvaguardar a saúde pública, tendo a Liga fundamento para suspender o campeonato. O problema é que existe uma lacuna regulamentar sobre este tipo de cenários…

A questão que fica no ar: e agora? Não havendo prazo limite para essa suspensão, e estando a falar de uma suspensão e não de uma interrupção ou anulação, fica em aberto uma ideia de continuidade. Mas será mesmo possível continuar algo que tem prazos e calendários tão curtos e complexos e que depende de algo tão indeterminado e imprevisível como o final da pandemia?

A UEFA já se decidiu quanto à realização do Euro 2020 e este vai mesmo ser adiado para o próximo ano. Se assim não fosse, seria mais uma limitação aos calendários nacionais, não só pela obrigatoriedade de cedência dos jogadores por parte dos clubes às seleções, mas porque o próprio Regulamento de Competições da Liga subordina a calendarização da competição à realização de fases finais de Campeonatos do Mundo e da Europa.

Que soluções implementar? Existem vários cenários em cima da mesa:

– Campeonato concluir-se, nos moldes normais, quando existirem condições para o efeito;

– O campeão, os participantes e as descidas da Primeira Liga e subidas da Segunda Liga serem encontrados através de play-offs;

– Campeonato não terminar e não haver campeão;

– O campeão ser o atual primeiro classificado das diferentes Ligas Nacionais.

 

Em Itália tem-se abordado a possibilidade de retomar as competições em maio, em Inglaterra a posição mais falada pretende terminar imediatamente a Premier League, mas cenários certos e em absoluto não existem ainda.

Fonte: Premier League

Depois da decisão da UEFA quanto ao Euro e também à Liga dos Campeões, o jornal espanhol “As” avançou que, caso os campeonatos não sejam retomados, passa a ser aplicada a regra de que em cada país seja declarado “Campeão” o clube que lidera a prova no momento da interrupção.

No caso português, por exemplo, seria o FC Porto, que tem um ponto de vantagem em relação ao Benfica. Releva para a presente questão que existem precedentes relativamente a esta decisão (ou seja, existe jurisprudência válida), nomeadamente em 1999, quando em plena guerra da antiga Jugoslávia, o presidente da UEFA decidiu que ao não estarem reunidas as condições para o campeonato prosseguir, a 10 jornadas do fim (precisamente como acontece em Portugal), o líder naquela altura – FK Partizan – foi considerado campeão nacional. O adiamento do Euro 2020 por causa do COVID-19 vai permitir uma maior capacidade de gestão dos calendários, deixando mais datas disponíveis.

Falemos do caso português em concreto. A Comissão Permanente de Calendários da Liga Portugal teve uma reunião no dia de ontem, sendo a primeira reunião desde que foi decretada a paragem das duas ligas profissionais. Todos os cenários que supra mencionamos serão abordados, ainda que não seja previsível uma decisão final.

Esta semana será importante para encontrarmos definições e respostas, mas tudo dependerá da forma como continuar a evoluir o combate ao COVID-19. Parece-nos que depois desta situação ser ultrapassada, como todos esperamos, vai ter de existir uma revisão dos Regulamentos onde situações como esta passem a estar previstas.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

Tottenham Hotspur FC| Uma época abaixo das expetativas

A época decorrente do Tottenham está a ser “para esquecer”. Neste momento, os Spurs apenas lutam pelo quarto lugar, que garante o acesso direto à Liga dos Campeões, mas até esse objetivo parece cada vez mais distante. O Chelsea, que ocupa o quarto posto da tabela classificativa, tem mais sete pontos que a equipa de José Mourinho, em 29 jornadas já disputadas.

Uma das principais razões para o atual insucesso dos Spurs é a falta de soluções viáveis para amenizar o impacto das lesões. Sem Kane e Son, dois dos melhores avançados da atualidade, e também sem o polivalente Sissoko, que regressou recentemente aos treinos, a tarefa de José Mourinho torna-se mais complicada.

A necessidade de reforços era urgente, principalmente para o centro do ataque. Considerando o historial de lesões de Harry Kane era necessário um substituto que fosse natural na função de ponta de lança, mas tal não aconteceu. Neste último mercado de transferências de inverno, os “Spurs” apenas contrataram Bergwijn e Gedson Fernandes.

São reforços de qualidade e encaixam perfeitamente no sistema tático de Mourinho, mas existem outras posições que necessitam de reforços, como um ponta de lança alternativo ou mais um defesa central de qualidade, dado à recente debilidade defensiva nada habitual nas equipas de José Mourinho

Quando Mourinho assumiu o comando técnico dos “Spurs”, o clube ocupava a décima quarta posição no campeonato. A diferença de pontos para o quarto lugar, o último que garante a qualificação direta para a fase de grupos da Liga dos Campeões era de 11 pontos.

Apesar do líder do campeonato, Liverpool, já estar a 41 pontos de distância, quando Mourinho assumiu o cargo no Tottenham, a diferença era de 20 pontos, sensivelmente metade do atual.

Analisando o trabalho de José Mourinho neste seu mais recente desafio, considero que não está a ser péssimo, mas também poderia ser melhor.

Fonte: Tottenham Hotspur FC

Quando José Mourinho foi contratado, já era esperado que esta fosse uma temporada para tentar “montar” uma equipa para a próxima época e garantir a presença na próxima edição da Liga dos Campeões. Mas talvez as perspetivas fossem demasiado elevadas, principalmente na Liga dos Campeões.

Na “Liga milionária”, o Tottenham foi eliminado pelo RB Leipzig, com o resultado a fixar-se em 4-0 no conjunto das duas mãos. Talvez não fosse espectável um resultado tão dilatado, principalmente na partida da segunda mão, realizada na Alemanha, que culminou com a vitória do RB Leipzig por uns expressivos 3-0. Comparando os dois plantéis, a equipa alemã encontrava-se quase na “máxima força”, enquanto os “Spurs” tinham alguns jogadores lesionados e falta de soluções que mantivessem a qualidade da equipa.

A eliminação da equipa inglesa acaba por não ser uma surpresa, visto que o Leipzig tem sido uma das equipas sensação na Alemanha, jogando um futebol de ataque e bastante atrativo, e que terminou a fase de grupos da Liga dos Campeões em primeiro lugar.

No que resta da atual época, o Tottenham apenas se tem de concentrar no campeonato inglês. Os “Spurs” têm nove partidas para tentar alcançar o quarto lugar, mas não será uma tarefa fácil. Destaque para as receções a Manchester United, Arsenal e Leicester City, e para a difícil deslocação ao terreno do Sheffield United, que ocupa a sétima posição da tabela classificativa, com mais dois pontos do que o Tottenham, mas com menos um jogo disputado.

Para a próxima temporada, José Mourinho deverá continuar a assumir a função de treinador nos “Spurs”, tendo contrato até 2023. O Tottenham ambiciona conquistar o título de campeão inglês, troféu que não vence há 58 anos, mas para isso será preciso um maior investimento no plantel.

José Mourinho necessita de mais reforços de qualidade, assegurando boas soluções para cada posição, criando um plantel mais competitivo. O técnico português deverá ter a oportunidade de contratar reforços à sua imagem e formar um plantel de raíz, capaz de atingir os objetivos esperados.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

O título está em quarentena

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“Em tempos de pandemia” ou “quando o verme COVID-19 atracou em Portugal…” nunca constituíram, numa possibilidade futurista e no interior do meu cérebro, frases que eu pensasse ou ousasse pensar, muito menos coisas que eu pudesse transmitir aos que sucedem na árvore genealógica. Normalmente, os nossos avós relembram guerras, pobreza extrema e tempos ditatoriais, enquanto que a minha geração afirmará, à boca cheia, que esteve “de quarentena”, fechado em casa, no sofá, a cumprir o slogan “Netflix & Chill”, realizando a permuta constante entre as redes sociais. Observar o brilho nos olhos das crianças é mais do que aquilo que merecemos e muito mais do que os nossos avós merecem. E, se isso acontecer, perde-se a geração vindoura…

Bem, explorando o cerne da questão: lavar bem as mãos, isolamento, não visitar pessoas de idade, efetuar a desinfeção sempre que alternamos a atividade, distanciamento social, corte nos beijos, carícias e abraços, encerramento de escolas, universidades e fronteiras. Andar à paulada por papel higiénico e produtos de primeira necessidade, antevendo a divisão do momento epidémico com a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial. Bem, nem tudo é mau: a fuga aos carinhos de Marcelo Rebelo de Sousa tornou-se desnecessária e o Big Brother adiou a sua estreia. (Não, não é esse, é o que irá ser apresentado pelo Cláudio Ramos).

O assunto em voga é o bicho que nos obriga a quarentena, o resto é paisagem e superficialidade. Inclusive o futebol, esse desporto que acorrenta milhões e milhões, que mede paixões que pecam por desmedidas e que aglomera processos judiciais absurdos. E agora? Como é que vamos suportar a ausência indefinida da nossa amada equipa? De que modo é suposto extravasar as frustrações e insultar a mãe do árbitro se ele não está disposto no nosso campo de visão? A pergunta seguinte incluía o tema de discussão no café da esquina mas, de repente, avivou-me a memória o isolamento.

Como sportinguista, e de modo a combater dois vírus em simultâneo (não se esqueçam da crise interna e do Hugo Viana!), ofereço ao leitor uma solução que olvida as eventuais saudades que possa sentir pelo facto de não demonstrar, durante este período, apoio ao Sporting Clube de Portugal: com um final feliz, incorporado com dois pacemakers para o caso de desmaio, com os golos ao cair do pano, com o prolongamento sofrido e exaurido e com as grandes penalidades defendidas pelo Rui Patrício manco, repito, manco, a final do Jamor (2015) está disponível no Youtube pela módica quantia de nem um cêntimo. (Se ler isto com a voz de Fernando Mendes e se colocar mentalmente no Preço Certo, isto é capaz de ter alguma piada.)

No tempo em que reinava a esperança, fomos felizes. Agora, resta-nos aproveitar as dádivas que o SC Braga nos tem dado: desavenças constantes e um treinador que orientou duas partidas (um jogo a contar para Liga NOS e uma partida de jogo do galo seguida, pelos adeptos, no Twitter) e ainda não perdeu. Os sportinguistas que se deixam levar por esta onda de esperança, que aproveitem a quarentena e que reciclem a energia que nos move, reaproveitando os índices de confiança para o que resta da época e das competições nas quais estamos inseridos.

Ah, pois é, deixem lá. Sintonizem na Netflix só!

Artigo revisto por Diogo Teixeira