O jogo grande da 20ª jornada da Liga Portuguesa está agendado para sábado, com o FC Porto a receber o SL Benfica, no Estádio do Dragão. Um jogo fervoroso marcado pela eterna rivalidade dos dois clubes portugueses mais titulados, a nível interno, mas internacionalmente também.
Numa época em que a distância pontual atingiu outras dimensões, os encarnados seguem líderes, com mais sete pontos do que os dragões. E o dado curioso é que a única derrota dos benfiquistas no campeonato foi precisamente à terceira jornada, frente aos portistas. Sábado, vai escrever-se uma nova história, mas para já olhamos para os números.
Recentemente li uma frase colocada em Alvalade pela claque Torcida Verde “Aprende a amar o clube que tens agora antes que o tempo te ensine a amar o clube que perdeste” e essa frase fez-me pensar, dia após dia, semana após semana. E hoje escrevo este texto, um pouco fora daqueles que habitualmente escrevo, pois penso que seja necessário – e de forma urgente – parar para pensar e para refletir.
Refletir sobre factos e escrever sobre os mesmos. O que se passa no nosso clube é gravíssimo e cada vez mais me faz confusão perceber, ver e sentir que está tudo bem – ou que pelo menos aparenta estar. Num contexto bem diferente em que o clube estava de longe bem melhor do que está atualmente, eram constantes as capas de jornais, as horas a fio nas televisões, faziam-se manifestações, enfim.
Um pouco de tudo que se possa imaginar para destruir o Sporting CP e a verdade é que isso foi feito, com que propósito não sei. Mas a verdade é que o Sporting CP neste momento se encontra fragilizado, sem rumo, sem liderança, dividido e sem competência, sobretudo quando comparado com o período que se viveu entre 2013 e 2018, onde durante cinco anos o clube se demonstrou vigorizado, com uma força nova e jovem, com uma militância enorme e com momentos e sentimentos que outrora ousamos sentir e presenciar, sobretudo para os adeptos mais jovens.
O Sporting CP passou de discutir jogos cara a cara contra Juventus FC, Real Madrid CF, FC Barcelona, Chelsea FC, Borussia Dortmund – entre outras – para voltar a ter dificuldades em defrontar equipas como o FC Famalicão, SC Braga, Rio Ave FC e para voltar a ser humilhado constantemente pelos eternos rivais SL Benfica e FC Porto. Uma direção que prometeu e usou como grande slogan o “Unir o Sporting” só se pode ver que falhou em larga escala.
Enquanto que no passado as claques voltaram a ser juntas e unidas na curva sul, a presente direção, não só comprou uma guerra com as mesmas, como fez com que o ambiente em Alvalade deixasse de ser motivador e por sua vez de maior pressão para os adversários, para passar a ser um estádio onde todos se sentem bem e onde jogam sem medo, tal é o ambiente amorfo e cinzento que se faz sentir. Frederico Varandas é perito em bater recordes, o facto de ser apenas recordes negativos é apenas um mero detalhe, não se deixem enganar. O atual presidente do conselho diretivo, afirmou ter estratégias e perceber imenso de futebol, onde o futebol é fácil e onde iria ter uma equipa campeã e vencedora. Ora passemos a alguns factos:
1 – Pior assistência na Liga com perto de 13 mil adeptos no jogo diante do Marítimo;
2- Pior pré-época de que há memória;
3- Eliminados da Taça por uma equipa da terceira divisão portuguesa;
4- Onze anos depois, FC Porto volta a vencer em Alvalade;
5- Ao final da primeira volta, o Sporting CP encontra-se a 19 pontos do primeiro classificado. Neste momento, já são 22 pontos;
6- Incapacidade de comunicação e liderança;
7- Falha na militância (baixas assistências, pouco merchandising);
8 – Negócios e parcerias que nunca foram explicadas (Wang é um exemplo disso).
São apenas alguns exemplos, mas acreditem, existem muitos mais. E a verdade é que o Sporting CP garantiu até agora cerca de 200M€ apenas nos jogadores que foram transferidos. Independentemente de o dinheiro não entrar todo nos cofres leoninos, não nos podemos esquecer de que também já foram antecipados vários milhões do contrato com a NOS e ainda foi feito um negócio com a Apollo com valores a rondar os 65M€ de euros. É muito dinheiro, mas a atual direção afirma constantemente que foi deixado uma herança pesada por parte da anterior direção e eu questiono agora onde está essa herança? Essa herança só aparece nos momentos das derrotas, pois Frederico Varandas quando vence é tudo por mérito seu e quando perde é sempre por culpa de outros. É muito dinheiro que me questiono onde irá parar, já para não falar de que as comissões a agentes começaram a surgir novamente.
A contestação à direção leonina continua Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Na anterior direção pelo menos o pavilhão foi prometido e foi construído. O clube era feito para os sócios e de pessoas que serviam o Sporting CP e não se serviram do Sporting CP. Fazendo uma pesquisa é possível ver que Bruno de Carvalho recebia cerca de 10 mil euros mensais, tudo aprovado em AG e pelos sócios. Frederico Varandas afirma, como já referi, não existir dinheiro, no entanto, a proposta que é visível em qualquer pesquisa feita na internet é de que iria receber cerca de 20 mil euros por mês, que poderiam chegar aos 273 mil euros por ano, enquanto Bruno de Carvalho se ficava pelos 147 mil euros.
A atual direção revela cada mais uma enorme falha de competência para liderar um clube tão grande e com a história do Sporting CP. Promessas que ficam por cumprir, uma estratégia e um rumo completamente desconhecido e sem qualquer fundamento. Se Frederico Varandas a cada dia que passa demonstra ser incompetente na sua função, poderia, pelo menos, estar rodeado por uma equipa mais competente, mas a verdade é que não se aproveita um único elemento seja staff, seja na SAD, seja em que vertente for. Uma falha enorme no scouting, na preparação da época, nas contratações e nas vendas.
É uma herança pesada por um presidente completamente perdido que se junta a uma memória curta dos sócios sportinguistas que pretendem esquecer e apagar do passado e da história uma direção que fez de tudo para lutar contra o sistema, contra os rivais e contra a constante humilhação que se vive atualmente. O Sporting CP não iria ser mais motivo de chacota, mas é, todos os dias. O Sporting CP iria estar forte e está com mais uma época comprometida, onde praticamente só joga para cumprir calendário e em risco de nem ir às competições europeias no próximo ano.
É tempo de acordar e é tempo de ver os factos. O Sporting CP precisa de um novo rumo. Aliás, o Sporting CP precisa de voltar ao rumo onde esteve durante 5 anos. E há pessoas que acham que a figura central deverá ser Bruno de Carvalho – e apesar de eu ter sido seu apoiante durante estes anos – creio que o mais importante, e que é certamente confundido, é que não importa a pessoa que está, mas sim o rumo que se toma. A ideologia, a competência, o caminho a seguir. E é esse o caminho que vejo para o nosso clube.
Acorda (novamente) Sporting CP antes que seja (novamente) tarde demais.
É já no Sábado (20h30) que FC Porto e SL Benfica decidem mais um campeonato, num cenário já habitual para o adepto português. Desde os finais dos anos 70, as duas equipas são protagonistas de uma luta titânica, que era antes interpretada pelos rivais de Lisboa – o Sporting não passa, de há 40 anos a esta parte, de personagem secundária – e as suas identidades são um interessante paradigma nas esferas sociais das respectivas regiões, além da sua rivalidade representar uma intensa relação de opostos: no futebol e na política, o azul e o vermelho frente a frente; da comum associação do 4-3-3 ao FC Porto pelos vários campeonatos ganhos a jogar dessa forma, à tradicional abordagem do SL Benfica às épocas em 4-4-2; o Norte contra o Sul, rivalidade que transcende o fenómeno futebolístico e se transforma em confronto social, num paradigma que envolve a história cultural e, consequentemente, desportiva do país.
É compreensível, portanto, que quando se tem sucesso com uma das camisolas e que, por obra infeliz e descuidada do destino, se dê uma transferência para o rival, as dificuldades em triunfar sejam imensas. São vários os casos recentes que o comprovam – Sokota, Christian Rodríguez, Maxi – e esse paradigma dificultará a tarefa de eleger um onze conjunto entre os dois clubes. Este será o top dos jogadores que partilharam os balneários das Antas e da Luz, reunidos em formato dream team. E, porque até na tática há dicotomia ideológica, ficaremos a meio caminho das duas opções, no 4-2-3-1.
O mercado de inverno trouxe uma prenda de Natal atrasada para o Gil Vicente FC: Hugo Vieira. E que rica prenda para o mister Vítor Oliveira! É que, embora agora com 31 anos, Vieira, para mim, vai ser sempre o mágico camisola 70 da equipa, que na época 2011/2012 me fez sonhar e acreditar que íamos trazer uma Taça da Liga para Barcelos. A taça não veio, mas aquela equipa ficou para sempre no meu coração: o meu Gil Vicente é aquele.
Como esquecer o dia 22 de março de 2012? Gil Vicente FC x SC Braga. Meia final da Taça da Liga em Barcelos. O Gil até começou melhor com um golo de (claro está, de quem mais?) Hugo Vieira, mas rapidamente o Braga deu a volta. Ao intervalo, os barcelenses suspiravam por uma ajuda divina que nos desse ao menos o empate.
Hugo Vieira e Vítor Carvalho foram apresentados como reforços no passado dia 30 de janeiro de 2020 Fonte: Gil Vicente FC
No descanso, os infantis de cada uma das equipas deram um pequeno show no relvado e os do Gil Vicente acabaram por ganhar, com uma reviravolta, o que animou as tropas gilistas, que já diziam nas bancadas “Vamos fazer como os miúdos”. Foi um daqueles jogos impróprios para cardíacos. Aos 90’, já eu roía o que restava das minhas unhas, quando vejo o lateral Júnior Caiçara (que pensava eu, já tinha merecido um golo pelo livre aos 40’ que passou a centímetros do poste) à entrada da área arsenalista, a rematar meio enroscado e do nada… GOLOOOOO. Que frango do Quim. Pensei que a bancada ia ceder.
Sentia o chão a tremer debaixo dos meus saltos, vi idosos aos pulos, esquecendo-se dos reumatismos e crianças no ar. Um empate frente ao Braga nas meias-finais ia levar-nos a penaltis, mas pelo menos, já tinha sido reposta alguma justiça no resultado. Confesso que estava nervosa, mas sem medo: na nossa baliza estava o Adriano.
Passados todos estes anos, apercebo-me que, de facto, aquele jogo tinha de ser nosso. Festejei as defesas no nosso guarda-redes como se tivéssemos acabado de ganhar a Champions League. As grandes penalidades terminaram com um 4-2, consumado com o penalti de Júnior Caiçara. Admito: nunca pensei que o herói do jogo fosse o lateral-direito. A partir dali, o céu era o limite. Afinal de contas, quem imaginava que um pequeno clube do Norte, afastado dos grandes palcos à custa de burocracias, disputaria a final da taça em Coimbra? Já era uma vitória.
Essa final foi uma alegria e uma tortura: por um lado, a equipa da minha terra, que eu acompanhava há anos, com o meu guarda-redes favorito, o Adriano, o baixinho Júnior Caiçara, o centralão Cláudio, um dos meus médios favoritos, o Luís Manuel, o mágico Hugo Vieira, que era o Ronaldo da minha terra. Por outro, o meu clube de coração, com o Garay, o genial Aimar, o esfregona Witsel. Foi complicado gerir as emoções. Gritei três golos nessa noite, mas mesmo assim, o resultado não me satisfez inteiramente. Quando o Rodrigo marcou aos 30’, pensei “ainda damos a volta como com o Braga”. Quando o Zé Luís empatou com aquele pontapé de moinho, já sentia o caneco a vir para a terra do Galo. Quando o Saviola marcou aos 84’, chorei e ri. No final, estava feliz por ver mais uma taça para o meu Benfica e desiludida por não a ter em Barcelos.
A vinda do Hugo Vieira devolve-me estas memórias felizes da infância. Confesso que, ocasionalmente, ao ver o Gil jogar bom futebol, a nostalgia me ataca e me transporta para aquela meia-final, em que eliminámos o poderoso SC Braga e fizemos o Benfica do Jesus suar. O meu Gil Vicente é esse. O craque já voltou. Agora, só falta fazer uma segunda volta como o remate do Júnior Caiçara: cheia de força e de crença.
Num jogo entre duas formações que ambicionavam carimbar o passaporte para as meias-finais da Copa del Rey, o Real caseiro surgia como favorito, mas o adversário basco, com um misto de juventude e experiência, não concedeu quaisquer facilitismos e levou de vencida os homens da capital. Como ser favorito é algo que, se não for confirmado em campo, de nada serve, a Real Sociedad fez questão de mostrar isso bem cedo na partida. O criativo Martin Odegaard, emprestado pelos madrilenos aos bascos, aproveitou uma primeira intervenção incompleta da defesa da casa para abrir o ativo, pouco depois dos 20 minutos. Os “merengues” estiveram bastante erráticos no momento defensivo, permitindo a Alexander Isak surgir várias vezes nas costas de Ramos e Militão, ele que dispôs de várias hipóteses para dilatar a vantagem basca. Se no primeiro tempo o avançado sueco vacilou, no segundo, veio com “fome” dos golos que havia falhado. A primeira bola que introduziu na baliza adversária foi anulada, por fora de jogo, mas nas duas seguintes, passou o resultado de 0-1 para 0-3, através de dois tentos de grande qualidade. A formação do Real Madrid reduziu de imediato, através do lateral esquerdo Marcelo, mas a equipa não conseguiu aproveitar e entrar num bom momento, tendo acabado mesmo por sofrer o quarto golo. A reação dos “blancos” só surgiu nos dez minutos finais, marcando ainda dois golos e colocando o resultado na diferença mínima, mas a tentativa de reviravolta ficou curta e a vitória acabou por sorrir aos bascos. Em todos os jogos disputados no atual ano civil, os madrilenos apenas haviam sofrido três golos, mas hoje tudo lhes correu mal. A Real Sociedad avança assim para as meias-finais, juntando-se aos surpreendentes Granada e Mirandés e ao futuro vencedor do encontro entre Athletic e Barcelona.
A FIGURA
Fonte: Real Sociedad de Fútbol
Alexander Isak – Os dois golos e a assistência que registou são os dados estatísticos que dão conta de uma exibição de enorme qualidade da parte do avançado sueco. Aproveitando bem o muito espaço que os dois centrais adversários lhe concederam, podia ter chegado ao hattrick, não fosse ter-lhe sido anulado um golo por fora de jogo. Mérito também para a grande exibição de Odegaard, que foi ao Bernabéu mostrar que pretende ser opção para os madrilenos.
O FORA DE JOGO
Fonte: Real Madrid CF
Defesa do Real Madrid CF – Do guarda-redes aos laterais, passando pela dupla de centrais, ninguém esteve bem no setor recuado dos “merengues”. Concederam espaços nas suas costas de forma constante, tendo sido castigados por isso mesmo. As várias alterações de Zidane, sobretudo neste setor, explicam em parte este apagão defensivo, mas uma equipa que gasta tanto em jogadores, particularmente nesta área do campo, não pode cometer os erros que cometeu.
ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF
Com um 11 inicial cheio de mudanças, a escolha tática de Zinedine Zidane recaiu sobre o 4-3-3, com Valverde a ser o homem mais recuado dos três do meio-campo, Kroos o elo entre a defesa e o ataque e James o escolhido para assumir a tarefa de criação de jogo ofensivo. Na defesa, zona de maiores alterações (quatro no total, contando com o guarda-redes), esteve o “tendão de Aquiles” dos madrilenos, dado o muito espaço que foi concedido aos homens adiantados da Real Sociedad, que podiam ter marcado mais do que aquilo que fizeram.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Alphonse Areola (5)
Nacho Fernández (6)
Éder Militão (5)
Sergio Ramos (6)
Marcelo (6)
Federico Valverde (5)
Toni Kroos (6)
James Rodríguez (6)
Brahim Díaz (5)
Vinícius Júnior (7)
Karim Benzema (6)
SUBS UTILIZADOS
Luka Modric (6)
Luka Jovic (5)
Rodrygo (7)
ANÁLISE TÁTICA – REAL SOCIEDAD DE FÚTBOL
Alinhados em 4-2-3-1, tiveram em Martin Odegaard o maestro da equipa e em Alexander Isak o finalizador de serviço. Apesar das falhas defensivas demonstradas na segunda parte, a inspiração no ataque levou-os a uma exibição impressionante e à consequente vitória. Ajudados também pelas constantes falhas dos madrilenos, juntaram-lhes o seu bom futebol e realizaram uma bela exibição, sobretudo nos primeiros 20 minutos da segunda parte. Uma equipa a manter debaixo de olho durante o resto da época.
O Vitória Sport Clube tem sido das equipas portuguesas mais faladas nesta temporada, devido a dois motivos: primeiro, com a eleição de Miguel Pinto Lisboa como novo presidente do clube e a chegada de Carlos Freitas para Director Desportivo, o clube renovou a sua política desportiva, contratando vários jovens promissores portugueses e estrangeiros. Segundo, com a chegava de Ivo Vieira ao comando técnico da equipa vitoriana, o técnico madeirense tem apostado numa série de jogadores jovens e tem-se destacado pela prática de um futebol de qualidade que valoriza o jogador, como ficou comprovado com a venda recente de Tapsoba.
Apesar de tudo, a equipa da cidade-berço tem tido uma prestação inconsistente no campeonato, encontrando-se actualmente no sétimo lugar no campeonato, em igualdade pontual com o Boavista FC e o Vitória FC, oitavo e nono classificados, respectivamente, sendo que a equipa ainda não ganhou nenhum jogo contra as equipas que estão à sua frente na tabela classificativa. Inclusive, no último jogo, que terminou com uma derrota por 2-0 em casa do Boavista, acabou com adeptos vitorianos a acenar lenços brancos a Ivo Vieira.
A verdade é que observando esta equipa do Vitória SC, verificamos que esta passa grande parte do tempo a jogar no meio campo adversário e cria várias ocasiões, sendo que é a equipa que possui a segunda melhor média de remates no campeonato (12,5 remates por jogo), estando apenas atrás dos rivais minhotos nesse dado estatístico.
Léo Bonatini não tem mostrado os dotes de goleador que mostrou no Estoril Fonte: Vitória SC
Observando o plantel do Vitória SC, verificamos que este é o plantel mais bem recheado de qualidade individual nos últimos largos anos. Porém, tendo em conta esta mesma qualidade individual, a produtividade ofensiva devia ser mais e melhor.
Começando pelo ponta-de-lança, Léo Bonatini tem sido uma das desilusões da temporada, estando longe de mostrar os créditos que mostrou quando jogou no Estoril-Praia SAD em 2015 e 2016. O brasileiro Bruno Duarte tem surpreendido nalguns jogos, mas é curto para todas as frentes. João Pedro Silva marcou dois golos no último mês e tem-se mostrado como uma boa opção de recurso, mas ainda é curto para aquilo que se exige.
Mas se os adeptos têm razões de queixa dos poucos golos dos pontas-de-lança, a verdade é que o problema não fica por aqui. Davidson e Marcus Edwards são dos jogadores mais influentes da equipa, mas apresentam claras deficiências na definição, o que muitas vezes resulta em más decisões no último terço do terreno, sobretudo no último passe.
Apesar destas lacunas que contribuem para a campanha inconsistente do Vitória SC no campeonato, acho completamente descabido ver adeptos vitorianos a pedir a demissão de Ivo Vieira. O técnico madeirense tem-se destacado pela prática de um futebol positivo e, acima de tudo, por aquilo que um treinador deve fazer sobressair num clube fora dos três grandes: a capacidade para potencial e a valorização dos jogadores.
Edmond Tapsoba foi valorizado como nunca antes alguém foi em Portugal fora dos três grandes. E, tendo em conta o projecto do clube, estão reunidas condições para que não seja o único jogador a ser valorizado num futuro próximo. E estou convencido que Ivo Vieira merece a confiança da estrutura para desempenhar esse papel.
Renault F1, um nome cheio de história no mundo da Fórmula 1 desde os anos 80. Pioneiros na ascensão das motorizações turbo com o seu RS01 em 1977, campeões múltiplas vezes com os seus fantásticos V10 na parte de trás dos Williams dos anos 90, destronaram a máquina Schumacher/Ferrari, sendo campeões mundiais como equipa de fábrica em 2005 e 2006. Hoje, 15 anos após o primeiro título, a equipa francesa vive rodeada de pontos de interrogação sobre a falta de performance em 2019, e sobre o futuro.
Após um fantástico quarto lugar em 2018 no campeonato de construtores, os holofotes ficaram apontados para a Renault, à espera que fossem capazes de dar o salto para fora do segundo pelotão, e juntar-se às equipas da frente, porém, as coisas não correram de feição, e terminaram 2019 em quinto lugar, atrás da sua única equipa cliente, a Mclaren Renault.
2016, o regresso com um K-Mag e Jolyon Palmer ao volante, e um nono lugar no campeonato Fonte: Formula 1
Esta estagnação foi estranha, porque em 2016, quando regressaram à Fórmula 1 como equipa de fábrica, os resultados desapareceram, mas foram subindo posições ano após ano para chegarem ao tão aclamado lugar de “best of the rest”, e com uma aposta portentosa em pilotos de topo, com uma equipa de Nico Hulkenberg e Daniel Ricciardo, subir era a única opção.
Contudo, algo não funcionou. O carro era inconsistente, em certos dias era capaz de acompanhar o top três, e noutros dias era incapaz de sair da Q1. Muitas culpas foram colocadas nos polémicos pneus de 2019, que com a sua margem de temperatura ideal muito ténue, foram prejudiciais para várias equipas da grelha. Nico Hulkenberg também se mostrou uns furos abaixo do que tinha demonstrado em 2018, e foi facilmente batido pelo seu colega de equipa, Daniel Ricciardo, que apesar de todos os problemas, se adaptou muito rápido à equipa e mostrou não ser só um mestre de ultrapassagens, mas também um piloto muito consistente e ponderado.
Em 2012 a equipa não era oficialmente Renault, mas o nome Lotus era só um disfarce. Último grande ano da equipa Fonte: Fórmula 1
A La Liga e a Premier League estão em constante disputa pelo título de “melhor liga da Europa”, no entanto, cada vez mais, a Bundesliga tem dado sinais de crescimento.
Atualmente, a Liga Alemã é a mais competitiva e espetacular da Europa e, a justificar esses adjetivos, estão os seis candidatos ao título (uns mais sérios que outros, é certo), que transformam a edição deste ano da Bundesliga numa autêntica “guerra” pelo primeiro lugar.
Toy foi o último convidado da primeira temporada do Bola na Rede TV e não desiludiu ninguém. Frontal, bem-disposto e sempre em defesa do “seu” Vitória Futebol Clube. Falou da carreira, da realidade atual do clube sadino e de toda a atualidade desportiva.
O cantor português admitiu que já foi várias vezes sondado para ser presidente do clube sadino e confirmou que há interesse de Ronaldo Fenómeno em comprar o clube de Setúbal. Toy revelou ainda que José Mourinho tem uma preferência clubística pelo SL Benfica e que Luís Filipe Vieira já lhe passou um cheque sem cobertura.
Uma emissão bombástica do BnR TV, que fechou assim a primeira temporada. Foram 13 episódios com convidados como Bruno de Carvalho, Madjer, Rui Porto Nunes, Catarina Realista, Patrick Morais de Carvalho, Pedro Henriques, João Capela ou DJ Kamala.
O Tottenham venceu esta noite o Southampton por 3-2 e garantiu a passagem à quinta ronda da FA Cup, depois do empate no primeiro jogo. A primeira parte foi controlada pelo Southampton, com os Saints a terem mais bola (61%) e a criarem mais oportunidades (oito remates contra dois do Tottenham).
O Tottenham não se deu bem com o sistema de três defesas, mas a equipa de José Mourinho até foi a primeira a adiantar-se no marcador, através de um autogolo de Stephens. O Southampton chegou ao empate pouco depois da meia hora, por Long, ele que já tinha enviado uma bola à barra.
No segundo tempo, o Southampton voltou a estar mais por cima e chegou à vantagem aos 72’, num contra-ataque puro, finalizado por Ings. José Mourinho leu bem o jogo e abdicou do sistema de defesa a três nos últimos 15 minutos, mudando para 4-2-3-1, sistema no qual o Tottenham se sentiu mais confortável.
Esta mudança foi fundamental no destino do jogo, com os Spurs a conseguirem pressionar melhor muito graças ao maior acerto nos posicionamentos. Por isso, foi com naturalidade que a equipa cresceu nos últimos 15 minutos e deu a volta ao resultado, com golos de Lucas Moura e Son.
A FIGURA
Fonte: The Emirates FA Cup
José Mourinho – A vitória do Tottenham tem o dedo do treinador português, que soube ler bem o jogo e mudar a estratégia inicial, que não estava a dar frutos, trocando a equipa para um sistema em que esta se sentia mais confortável. O resultado foi os Spurs terem marcado dois golos em dez minutos, fazendo assim a reviravolta no marcador e carimbando o passaporte para a próxima ronda da taça.
O FORA DE JOGO
Fonte: Premier League
Stephens – Fica ligado ao jogo de forma negativa pelo autogolo e por ter colocado Dele Alli em jogo no segundo golo do Tottenham, uma vez que não subiu rapidamente e não acompanhou a linha defensiva da equipa.
ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC
Mourinho apresentou a equipa inicialmente num 3-5-2 que passava a 5-3-2 no momento defensivo. A linha de três defesas com a qual os Spurs começavam a primeira fase de construção era composta por Vertonghen, Alderweireld e Tanganga, com Mourinho a pedir aos laterais para darem profundidade logo nesse momento, aproveitando Lucas Moura para aparecer mais entre linhas de modo a não “desmontar” o meio-campo. Na primeira parte, o Tottenham teve pouca posse de bola e apostou no contra-ataque, mas Lucas Moura e Son surgiram sempre algo desacompanhados. Por outro lado, com as subidas dos laterais Aurier e Sessegnon, a equipa acabou por ficar descompensada nas alas pois estes demoravam a recuperar a posição aquando da perda da bola. Na segunda parte, José Mourinho fez entrar Gedson e retirou Vertonghen, passando os Spurs a jogar em 4-2-3-1 e foi aí que ganhou o jogo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Lloris (6)
Aurier (6)
Alderweireld (6)
Vertonghen (5)
Tanganga (5)
Dier (6)
Winks (7)
Ndombele (7)
Sessegnon (6)
Lucas (8)
Son (8)
SUBS UTILIZADOS
Gedson Fernandes (6)
Dele Alli (5)
Sánchéz (-)
ANÁLISE TÁTICA – SOUTHAMPTON FC
Os Saints surgiram em Londres num 4-4-2 clássico, com Danny Ings e Shane Long a serem os homens mais avançados e a apresentarem sempre muita mobilidade, surgindo com frequência fora da zona central e confundindo as marcações da defensiva do Tottenham. Ao perceber o adiantamento dos laterais dos Spurs, o Southampton começou a jogar de forma mais direta a servir os alas, aproveitando o facto de o Tottenham ficar muitas vezes descompensado nos corredores.