Início Site Página 10541

Será desta, SSC Napoli?

0

Nos últimos anos, o Nápoles tem sido o principal adversário interno da Juventus na luta pela Serie A. Aproveitando a instabilidade dos clubs de Milão e superiorizando-se à Roma, os napolitanos têm cimentado a sua posição prateada no pódio transalpino, mas ainda longe de ombrear com a octacampeã Juventus. Será desta?

As expectativas são baixas, a começar pelas dos adeptos: foram vendidos apenas 9 mil lugares cativos, dos 60 mil que o San Paolo alberga. Os preços altos, a condições antiquadas do recinto e a falta de contratações sonantes são alguns dos motivos que estarão na génese deste acontecimento. Alguns adeptos afirmam mesmo que preferem deixar de ser sócios do clube e comprar bilhetes a preço geral para os jogos, saindo-lhes mais em conta.

SE JÁ SABES EM QUEM É QUE VAIS APOSTAR PARA O JOGO GRANDE DESTA JORNADA EM ITÁLIA, NÃO PERCAS TEMPO! CARREGA AQUI E SEGUE O TEU FEELING.

A verdade é que o mercado também não foi famoso para os napolitanos. Muito se falou na possibilidade de James Rodriguez reforçar a equipa, mas deverá permanecer em Madrid. Quem chegou foi Hirving Lozano, extremo mexicano vindo do PSV a troco de 40 milhões de euros, que promete agitar o ataque dos comandados de Carlo Ancelotti. Para a defesa, chegou o grego Kostas Manolas e deverá formar uma dupla temível com Koulibaly. As saídas também foram escassas, destacando-se a de Diawara para a Roma, no «negócio Manolas».

Fonte: SSC Napoli

Porém, a primeira jornada foi positiva e terá entusiasmado os aficionados: num jogo de loucos em Florença, venceu com muita emoção à mistura a Fiorentina por 3-4. Insigne foi a figura da partida e esteve nos 4 golos, apontando dois e assistindo para outros dois. A frente de ataque esteve implacável, com Callejon e Mertens a fazerem também o gosto ao pé. Com a adição de Lozano, do lesionado Milik e a possível vinda de Fernando Llorente, a equipa não deve passar por grandes problemas ofensivos.

O meio-campo deverá ser usualmente comporto por Allan, Zielinski e Fábian Ruiz, um trio com muita qualidade. Porém, a profundidade do plantel nestas posições é algo escassa para uma exigente e desgastante época. Poderá passar por aqui uma contratação de última hora. Nas laterais da defesa existe profundidade, mas não há um titular absoluto: Mário Rui, Ghoulam, Hysajn Malcuit e Di Lorenzo lutarão por lugares que dificilmente terão dono garantido. Por fim, na baliza, Meret, Karnezis e Ospina são nomes que dão garantias, com destaque para o jovem italiano.

Em suma, é um plantel que dá bastantes garantias e que será orientado por um bom treinador, que já conhece bem o clube e os jogadores. Carlo Ancelotti parte para a segunda temporada em Nápoles com confiança reforçada e com objetivo de chegar longe na Liga dos Campeões. Depois de uma eliminação dramática na fase de grupos da temporada passada, com a defesa de Alisson nos descontos a salvar o Liverpool, que viria a sagrar-se campeão europeu, os napolitanos ficaram a saber que defrontarão novamente os Reds e ainda Salzburgo e Genk. A continuidade em prova parece bem possível, o que certamente entusiasmou a aficção.

Será desta que o Nápoles chega ao título? Conseguirá prosseguir na Liga dos Campeões? Será uma época interessante para a equipa do Sul de Itália.

Foto de Capa: SSC Napoli

Um Bordeaux que ainda não está bom de beber

0

O FC Girondins de Bordeaux de Paulo Sousa teve um arranque de época tremido mas o sabor da esperança parece ter vindo à tona após a vitória sobre o Dijon FCO no último fim-de-semana. O treinador português foi contratado pelo clube francês na temporada transata, não conseguindo melhor que um tímido 14º lugar na Ligue 1. Se o final da época passada não foi promissor, o início da nova época também não o tem sido, mas Paulo Sousa espera conseguir um lugar na primeira metade da tabela e voltar a apaixonar os exigentes adeptos “girondinos” pela sua equipa.

A verdade é que o mercado de transferências não foi abonatório para Paulo Sousa, que reiterou sempre a esperança de contar com os reforços necessários para compor o plantel, algo que não sucedeu. É caso para dizer que o defeso do Bordéus se traduziu por “muita parra e pouca uva”, com a aquisição sonante de Koscielny, antigo defesa do Arsenal FC, a ser uma miragem no deserto de contratações pouco eficazes, ainda para mais quando o clube perdeu neste defeso habituais titulares como Koundé, Lerager e Youssouf.

Koscielny foi o grande reforço de Paulo Sousa para esta época
Fonte: FC Girondins de Bordeaux

Depois de uma derrota e um empate nos dois primeiros jogos da Ligue 1, Paulo Sousa foi alvo de forte contestação por parte de adeptos e até patrocinadores do clube, o que motivou uma defesa pública do treinador por parte da administração do Bordéus. A mensagem dos dirigentes “girondinos” foi clara: deixem este Bordéus de Paulo Sousa “respirar” porque ainda precisa de tempo para estar próprio para consumo. Uma missiva com duplo sentido, quer como reforço de confiança interno nas capacidades do técnico português, quer como mensagem para o exterior de que a gestão não será feita por pressões externas e que o clube procura alguma estabilidade, após uma época em que teve três treinadores diferentes.

A verdade é que este voto de confiança foi de bom agoiro e no último fim-de-semana o Bordéus foi ao terreno do Dijon conquistar a primeira vitória na Ligue 1 19/20, em jogo da terceira jornada. Hwang Ui-Jo e o suíço Loris Benito, antigo jogador do SL Benfica, apontaram os golos da equipa de Paulo Sousa, que passou assim a somar quatro pontos e ascendeu ao 9º lugar da classificação.

Após esta vitória o Bordéus “respira” melhor e o técnico português mostrou-se satisfeito com a exibição da sua equipa, afirmando que a confiança dos seus jogadores saiu reforçada face ao resultado obtido. Paulo Sousa espera agora que os seus pupilos consigam levar esta confiança para o desafio frente ao poderoso Lyon, no dia 31 de agosto, em jogo a contar para a 4ª jornada da liga francesa. Este Bordéus parece ainda não estar no “ponto” e os próximos jogos dirão se está impróprio para consumo ou não.

Foto de Capa: FC Girondins de Bordeaux

IAAF Diamond League – Zurique: O Atletismo volta a sorrir

0

Marcas de enorme qualidade marcaram o meeting Zurique (Suíça), o primeiro das duas finais da IAAF Diamond League de 2019. E o Atletismo volta a sorrir, como bem precisava, depois de dois escândalos de doping terem marcado a semana.

AS BARREIRAS QUE CADA VEZ PARECEM MAIS PEQUENAS

Temos que começar por aqui o nosso rescaldo: 46.92 segundos! Esta foi a marca de Karsten Warholm nos 400 metros barreiras, o 2º tempo mais rápido da história da disciplina e um novo recorde europeu!

Numa prova bastante antecipada (ficou para o fim da noite), o norueguês Warholm partiu bastante rápido, viu o norte-americano Rai Benjamin chegar-se perto, mas terminou em força no 1º lugar, sendo aos dias de hoje o favorito ao Ouro para os Mundiais de Doha. Rai Benjamin correu em 46.98 segundos, igualando o 3º mais rápido de sempre na disciplina (Abderrahman Samba), sendo esta a primeira vez na história que dois homens baixam dos 47 segundos numa prova.

Em Doha, Warholm, Benjamin e Samba estarão presentes, todos eles à procura do Ouro e, quem sabe, do recorde mundial de Kevin Young (46.78), que dura desde 1992!

Sydney McLaughlin bateu a recordista mundial
Fonte: IAAF

Na prova feminina da mesma disciplina, também falar de recorde mundial já faz parte do prato do dia. Afinal é o mais recente recorde mundial do atletismo, depois da norte-americana Dalilah Muhammad ter corrido em 52.20 há um mês atrás. Nesse dia, conquistou os Campeonatos Norte-Americanos, batendo a jovem promessa Sydney McLaughlin e destruindo um recorde mundial que durava há 16 anos.

Hoje, Sydney conseguiu uma “pequena” vingança, conquistando o Diamante no seu ano de estreia no circuito profissional. Muhammad fez uma corrida atípica, demasiado rápida no início, tentando ajustar ainda cedo – com cerca de 100 metros percorridos – mas totalmente fora do ritmo forte e regular de McLaughlin que venceu em 52.85 segundos, a sua melhor marca da temporada. Muhammad ficou em 3º com 54.13, muito longe do seu melhor. Ambas as provas prometem muito para o Qatar e as duas com vários jovens que prometem por aqui ficar por muitos anos!

SHAUNAE MAIS UMA VEZ – DESTA VEZ AINDA MELHOR!

Miller-Uibo brilha naquele que não é o seu principal evento!
Fonte: IAAF

Shaunae Miller-Uibo foi um dos grandes destaques da noite, ao correr os 200 metros em 21.74 segundos (-0.4). Um grande novo recorde pessoal e recorde nacional das Bahamas, sendo também os 200 metros mais rápidos da história da Diamond League. Miller-Uibo não foi, mais uma vez, a mais rápida nos primeiros 100 metros, mas é sempre fortíssima depois da curva e não há quem a consiga apanhar, sendo, por larga margem, a que tem a menor desaceleração nos últimos metros.

Infelizmente, não poderá fazer esta prova nos Mundiais de Doha, pois a IAAF não acedeu aos seus pedidos de mudar os horários das provas e possibilitá-la de fazer os 200 e os 400… sendo os 400 metros a sua prova de eleição – onde é a campeã olímpica – a atleta das Bahamas escolheu a volta completa à pista. Nessa distância, os 400 metros, a atleta do Bahrain, Salwa Eid Naser – sem a grande rival Miller-Uibo em pista – passeou por completo, vencendo em 50.24, parecendo até em gestão na reta final.

Já nos homens, a velocidade tinha hoje a final dos 100 metros. Sem reunir as atenções de tempos recentes e sem Christian Coleman envolvido num escândalo de doping (terá falhado a presença em 3 controlos anti doping num ano). Noah Lyles venceu a prova em 9.98 segundos, ele que também não estará nos 100 metros de Doha por opção – escolheu apenas os 200 metros, onde é o líder mundial. Correu em 9.98, mas todos os outros em prova não baixaram dos 10 segundos, fazendo soar alguns alarmes de uma possível medalha de Ouro em 10 segundos nos Mundiais, algo que não se vê desde 2003, com o Ouro de Kim Collins em Paris.

Os 5 melhores reforços vindos do Minho

0

Em véspera de jogo entre SC Braga e SL Benfica, colocamos a lupa sobre os jogadores que já representaram os dois clubes.

São muitos aqueles que se transferiram do Minho para a Catedral. Uns com mais sucesso que outros, mas todos com muita qualidade. De transferências milionárias a transferências indiretas e até a custo zero. Há de tudo na nossa lista.

SE JÁ SABES EM QUEM É QUE VAIS APOSTAR PARA O JOGO GRANDE DA 4.ª JORNADA, NÃO PERCAS TEMPO! CARREGA AQUI E SEGUE O TEU FEELING.

Vejamos então os melhores jogadores que contam com passagens nos dois clubes.

Vitória SC 1-0 FC Steaua Bucareste: Mas que grande dor de cabeça, Becali…

Ontem foi noite de Liga Europa e foi também noite de fazer história no futebol português. Pela primeira vez na história, quatro equipas portuguesas marcarão presença na frase de grupos da Liga Europa. De seu nome FC porto, Sporting CP, SC Braga e, por fim, Vitória SC.

O jogo teve início às 20h de quinta-feira, mas a verdade é que a “bola” começou a rolar um pouco antes disso. É quase caso para dizer que “rolaram cabeças” mesmo antes do apito inicial, não fosse Becali, presidente do Steaua Bucareste, ter dito que cortava a cabeça caso o Vitória de Guimarães marcasse no jogo da segunda mão. Parece que Becali perdeu uma boa oportunidade para estar calado, não é verdade?

Mas vamos ao que interessa: o jogo e nada mais do que isso. A partida começou com um Vitória de Guimarães a impor-se no seu reduto e a criar perigo logo aos três minutos. Pêpê conseguiu uma oportunidade para rematar, mas Balgradean responde com uma defesa.  Na recarga, Bruno Duarte deixou escapar a primeira oportunidade da sua equipa se adiantar no marcador logo aos três minutos de jogo.

Os minutos iam passando e a verdade é que a partida até então tinha um único sentido: a da baliza do Steaua. Aos nove minutos, Rochinha cobra o livre que cria perigo. Davidson ainda desvia, mas a bola sai por cima.

O Vitória de Guimarães estava a conseguir impor o seu jogo, mas na verdade faltava ainda o golo tão ansiado para a equipa vimaranense conseguir carimbar a passagem à fase de grupos. Aos 28’, Pêpê tenta outra vez a sua sorte e, no interior da área, remata, mas a bola acaba por sair por cima da trave.

O poderio até ali tinha sido sem dúvida imposto pela equipa da casa e a verdade é que assim permaneceu até ao final da primeira parte. A única ocasião de perigo até ao final do primeiro tempo foi protagonizado por Rochinha aos 35 minutos, depois de um remate à malha lateral.

Depois de os jogadores regressarem ao balneário, não faltou muito até ao Vitória voltar a impor novamente o seu jogo. Aos 52 minutos, Davidson é travado em falta por Roman dentro da área e é assinalada grande penalidade para a equipa de Ivo Vieira. Tapsoba converte na marca dos 11 metros e coloca assim a sua equipa em vantagem no marcador e também na eliminatória. Imagino o que deveria estar a sentir um certo presidente nesse preciso momento…

Depois de estar em vantagem, o Vitória SC continuou a criar perigo na baliza do Steaua. Aos 58 minutos, Davidson tenta a sorte e remata forte, mas a bola sai (não muito, mas) ao lado. Já a equipa de Becali nem vê-la. Muito pouco futebol, muito apagada… Tudo isto ao longo de todos os 90 minutos.

Nos minutos finais da partida, ainda houve tempo para quase gritar pelo segundo golo, mas parece que havia sido falso alarme. Depois de uma excelente assistência de Rafa, João Carlos Teixeira cabeceia, mas o esférico vai para ao poste e impede assim o 2-0.

O Vitória SC venceu e convenceu a Europa e está pronto para enfrentar o que aí vem: a fase de grupos da Liga Europa. A equipa vimaranense venceu com justiça a eliminatória frente ao FCSB e está então apurado para a próxima fase da competição.

A equipa do Steaua Bucareste este muito apagada durante toda a partida
Fonte: FCSB

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Vitória SC – Douglas, Falaye Sacko, Bondarenko. Tapsoba, Hanin, Musrati, Pêpê Rodrigues (Susbt. João Carlos Teixeira, 74′), Denis Poha, Rochinha, Bruno Duarte (Subst. André Pereira, 78′), Davidson (Subst. Rafa Soares, 86′).

Steaua de Bucareste – Balgradean, Cretu (Subst. Roman, 27′), Planic, Cristea, Pantiru, Soiledis (Subst. Thierry Moutinho, 72′), Pintilii (Subst. Gnohéré, 46′), Tanase, Vina, Popescu, Florin Coman.

FK Spartak Moscovo 1-2 SC Braga: Arsenalistas vencem, convencem e já estão na fase de grupos da Liga Europa!

E eis que chegamos ao momento que decide um dos grandes objetivos da época, quer para o Vitória SC, quer para o SC Braga. Os arsenalistas entram primeiro em campo. Depois de uma vitória pela margem mínima (1-0) no Minho, o SC Braga viaja até à Rússia, onde os espera um jogo muito difícil, onde terão de jogar ao seu melhor nível para conseguir frustrar as tentativas do FK Spartak.

As escolhas de Sá Pinto denotavam uma estratégia mais “cautelosa”, digamos assim, apesar de na conferência de imprensa de antevisão, ter dito que vinha a Moscovo para marcar. O sistema é um 4-5-1, que na verdade, foi mais vezes 5-4-1, como foi anunciado no site da UEFA. Palhinha fazia muitas vezes de central (algo que não lhe é completamente estranho), numa linha de três, com laterais muito ofensivos – Esgaio e Sequeira –, e um meio-campo que até fazia adivinhar uma maior capacidade de infiltração nos espaços ofensivos, que propriamente de coesão defensiva. Tormena estreia-se a titular na Europa, devido à lesão de Pablo.

O jogo começou numa toada morna, com o SC Braga a demonstrar que pretendia ter bola e respirar com ela, esticando o jogo para o ataque assim que o FC Spartak abria espaços na defesa. Os russos, por sua vez, entraram muito agressivos, num 4-3-3 clássico, com vontade de deixar os bracarenses pouco tranquilos e imprimir velocidade nas alas. Durante os primeiros 20 minutos, o jogo teve longe das duas balizas, o que não era necessariamente mau para as aspirações portuguesas.

Aos 21 minutos, Dzhikya de meia-distancia deu o primeiro aviso a Matheus, mas a melhor oportunidade, nesta altura, surge para o SC Braga. Num contra-ataque rápido, André Horta de forma inteligente esperou a entrada de Novais, que proporcionou uma grande defesa a Maksimenko. Entretanto, o jogo terminava mais cedo para Wilson Eduardo, que sai lesionado para dar o seu lugar a Galeno. Contrariedade para Sá Pinto, que perde o seu capitão.

Aos 27 minutos, os moscovitas “acordaram” e Ponce, bem colocado, só não fez o golo porque atirou contra o corpo do central arsenalista que se atravessou à sua frente. Logo a seguir, num canto, atiraram ao lado da baliza do SC Braga. Estavam a começar a encostar o Guerreiros do Minho às cordas e isso notava-se na instabilidade emocional: muitas faltas e escaramuças desnecessárias com os jogadores do FK Spartak Moscovo. Os jogadores da casa iam “provocando”, precisamente com esse objetivo, respaldados pelo seu público a apupar continuamente. Ambiente difícil.

Adeptos da equipa da casa, que apoiaram desde o primeiro minuto de jogo
Fonte: FK Spartak Moscovo

Perto dos 40 minutos, Tormena foi a segunda contrariedade dos bracarenses, depois de sair lesionado. Mas, numa demonstração clara de combate à adversidade, a sorte dos portugueses mudou de um momento para o outro. Marcavam-se 41 minutos no cronómetro, a defesa dos russos descompensada, André passa para o irmão, Ricardo Horta, que de meia distância, atira para um verdadeiro “golão”, sem qualquer hipótese para o guarda-redes da equipa adversária.

Gelo nos ânimos da equipa da casa e já na compensação, aos 45+2, lance algo parecido ao do primeiro golo e, o mesmo protagonista, desta vez a contar com o desvio de um defesa, coloca a bola no fundo das redes com mais um remate de meia-distância. Espetáculo do mais velho dos “Horta” em campo. O intervalo chegou com (0-2) no marcador e o SC Braga, que estava a ter uma noite difícil, num lance de génio e noutro de ressalto, faz dois golos. Com isso, deu a tranquilidade necessária e arrefeceu o ímpeto russo: para passarem à fase de grupos, o FK Spartak teria de marcar quatro golos e não sofrer mais nenhum.

A segunda metade arrancou com uma oportunidade clara para Schurrle demonstrar porque foi o grande nome contratado pelo FK Spartak para esta época. Em boa posição na área, atirou muito por cima. Ele, que até tinha feito uma primeira parte bem conseguida, sempre envolvido nos lances de perigo da equipa da casa.

Para além deste lance, o segundo tempo aconteceu sem se dar muito por ele. O SC Braga, de forma muito tranquila em campo, a dar mais a bola ao adversário, que estava em baixo animicamente, procurando as transições rápidas. 45 minutos com muito pouca “ação” junto das balizas. Apesar disto, ainda deu tempo para Bakaev reduzir para o FK Spartak, aos 89 minutos, depois de uma jogada de insistência, convertendo quase que um “penalty em movimento”, no coração da área.

Apito final, 1-2 no marcador. Vitória justa dos arsenalistas, que souberam aproveitar melhor as oportunidades e depois controlar o jogo a seu belo prazer. Objetivo cumprido: fase de grupos da Liga Europa no horizonte e mais um clube português nesta fase do torneio.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FK Spartak Moscovo: Maksimenko, Eschenko, Gigot, Dzhikya, Ayrton, Guliev, Schurrle, Zobnin (75m Umyarov), Bakaev, Ponce (62m Ajano) e Mirzov (46m S. Bakaev).

SC Braga: Matheus, Sequeira, Palhinha, Tormena (38m Lucas), Bruno Viana, Esgaio, Ricardo Horta, João Novais (75m Fransérgio), André Horta, Wilson Eduardo (23m Galeno) e Paulinho.

Um russo, um alemão e um francês entram na Luz…

Um dos momentos mais entusiasmantes do calendário europeu de futebol viveu-se hoje, 29 de agosto, no Mónaco. O sorteio da Liga dos Campeões realizou-se nos moldes habituais e 32 clubes tomaram conhecimento das três equipas com quem vão passar (o que pretendem ser) três belas noites de terça-feira e três belas noites de quarta-feira, entre meados de setembro e inícios de dezembro. Um desses clubes era o SL Benfica.

O representante português na prova (cada vez mais) milionária ficou a saber que os russos do FK Zenit, os franceses do Olympique Lyonnais e os alemães do RB Leipzig vão ser os primeiros adversários no caminho benfiquista na prova maior de clubes da Europa. Três clubes que, com a aliança encarnada, formam um grupo G bastante equilibrado, tornando-se de vital importância vencer os jogos em casa.

Equilíbrio no presente, mas claras diferenças no passado. Os três adversários do SL Benfica, em conjunto, têm uma presença nas meias-finais da Liga dos Campeões, cortesia do conjunto francês, que em 2009/2010 só foi travado nessa avançada fase da competição, pelo FC Bayern Munique. O O. Lyonnais contribui ainda com uma Taça Intertoto e o FK Zenit com uma Liga Europa e uma Supertaça Europeia. Um historial interessante, mas que fica aquém dos dois títulos europeus e das cinco finais perdidas dos atuais campeões portugueses.

Na passada temporada, o FC Bayern de Munique foi um dos adversários do Benfica na Champions League
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

No entanto, são, atualmente, três equipas poderosas (financeiramente talvez até mais do que o SL Benfica), com um equilíbrio muito grande entre experiência e juventude – no FK Zenit, Ivanovic e Malcom, no O. Lyonnais, Depay e Rafael da Silva, no RB Leipzig, Werner e Forsberg. Valem pelo bom futebol, pelo coletivo e pelas individualidades. Pouco experientes nos grandes palcos europeus e pouco habituadas – O. Lyonnais e RB Leipzig – a lutar pelo título nacional (nos anos recentes, entenda-se, os franceses já dominaram o futebol gaulês), podem revelar alguma imaturidade competitiva. Todavia, também o pode o SL Benfica, dada a falta de jogadores calibrados para estas andanças.

Bem servidas na baliza, bem apetrechadas na defesa, bem equilibradas no setor intermediário. No entanto, é no ataque que “a coisa fica séria”. Dzyuba e Malcom, no lado russo, Werner, Sabitzer, Forsberg, Poulsen, Lookman e Augustin, no conjunto alemão e Dembélé e Depay, na equipa francesa, têm tudo o que é preciso para transformar a jovem defesa benfiquista numa passadeira (literalmente) vermelha. Velocidade, dinamismo e alta capacidade de finalização (no total, estas três equipas já fizeram 29 golos em 14 jogos, esta época) terão que ser combatidos com concentração, entreajuda e um profundo estudo do adversário (que os erros frente ao FC Porto sirvam de lição).

Após esta análise mais alargada, aprofundemos cada adversário.

Os emails não revelados: A revolta do Presidente do Vitória SC

Meu plantel de ouro,

Escrevo estas breves linhas a poucas horas do nosso jogo, este que é, sem dúvida, um dos mais importantes dos últimos anos do nosso amado clube.

Assim sendo, quero desejar a todos boa sorte. E depois quero apelar, mesmo acreditando que não será necessário, à vossa qualidade, ao vosso talento, à vossa entrega e à vossa solidariedade dentro e fora do campo, para que, daqui por umas horas, possamos todos abraçar-nos e festejar o apuramento para a Liga Europa, que tão importante será para o nosso clube.

Acredito que não é preciso ter mais motivação que aquela que cada um de vocês terá para disputar este jogo. Ainda assim, não poderei deixar passar em claro aquilo que foi pronunciado por aquele senhor que parece ser o Presidente do nosso querido adversário, o qual tem à sua frente, infelizmente, alguém que não percebe nada de futebol e, sobretudo, do que é a Nação Vimaranense.

Foi com um sentimento de grande revolta que li as suas palavras, as mesmas que espero que possa engolir no final da nossa partida. Não quis responder como esse senhor merecia, porque acredito acima de tudo que responderemos em campo e nas bancadas, mostrando a esse senhor do que é feito este clube.

Davidson tem sido o jogador do Vitória SC em maior evidência neste início de época
Fonte: Vitória SC

Por isso mesmo, com sangue quente nas veias, e com uma enorme vontade de vencer e de mostrar a esse e outros senhores o que é o Vitória SC e o que são as gentes de Guimarães, peço-vos tão somente que massacrem o nosso adversário, que corram como se não houvesse amanhã, que ‘comam a relva’ como se costuma dizer. Caiam em cima deles desde o primeiro minuto, e façam esse senhor engolir cada uma das suas inqualificáveis palavras.

Por cada um de vós, por este clube e por esta cidade, nada menos será desejável e exigível que fazer ‘sangrar’ o nosso adversário. Que cada um de vós segure a espada de D. Afonso Henriques, e com ela faça o nosso adversário ajoelhar-se aos nossos pés, numa conquista que tenho a certeza será avassaladora nos corações de cada adepto deste que é, sem dúvida, o melhor clube do mundo.

Um forte abraço

Miguel Pinto Lisboa

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

Foto de Capa: Vitória SC

 

Tantas surpresas, Fernando?

Fernando Santos já escolheu com quem vai contar nos jogos da seleção nacional frente à Sérvia (no dia 7 de setembro) e frente à Lituânia (três dias depois). A convocatória é composta por 25 jogadores e conta com alguma surpresas.

No que diz respeito ao guarda redes, não há nada de surpreendente: Beto (Goztepe SK), José Sá (Olympiakos FC) e Rui Patrício (Wolves WFC). Em condições normais Anthony Lopes estaria neste leque, porém, o guardião do Lyon afastou-se temporariamente da seleção por motivos pessoais. Assim sendo, neste setor as ‘contas são fáceis’: Patrício a titular, Beto e José Sá como suplentes.

No setor dos defesas temos a primeira grande surpresa desta convocatória… mas já lá vamos! Nélson Semedo e João Cancelo foram os defesas direitos escolhidos. Apesar de ambos serem titulares nas respetivas equipas (FC Barcelona e Juventus FC, agora Manchester City FC) não são escolhas indiscutíveis dos treinadores e há um português que soma bem mais minutos na mesma posição: Ricardo Pereira. O jogador do Leicester FC é uma peça fundamental no jogo da equipa inglesa e faria todo o sentido entrar nesta convocatória. Porém, é nos defesas centrais que encontramos a primeira grande surpresa: José Fonte (Lyon), Pepe (FC Porto) e Rúben Dias (SL Benfica) serão acompanhados por Daniel Carriço. O capitão do Sevilha FC nunca foi (lá se saberá porquê) uma aposta na seleção e tira assim o lugar a Ferro, que tem dado (e muito!) nas vistas ao serviço do Sport Lisboa e Benfica. Nos defesas esquerdos, não há muito a dizer: Mário Rui e Raphael Guerreiro.

Wolves são a equipa mais representada
Fonte: Portugal

No centro do terreno há um regresso, no mínimo, surpreendente. Danilo Pereira (FC Porto), Rúben Neves (Wolves), William Carvalho (Real Bétis), Bruno Fernandes (Sporting CP), João Moutinho (Wolves), Pizzi (Benfica) e grande surpresa Renato Sanches (Lyon) formam o meio campo que irá estar disponível para esta dupla jornada internacional. Renato volta assim a ser chamada à seleção. Todavia, o médio não tem praticamente jogado e esta decisão parece algo incompreensível. A única justificação plausível foca-se no facto de Renato ser um médio completamente diferente dos restantes, mas ainda assim muito pode ser dito sobre esta escolha.

Como se diz em bom português, não há duas sem três e o setor dos avançados conta também com uma (enorme) surpresa. Bernardo Silva (Machester City), Gonçalo Guedes (Valência CF), Rafa Silva (Benfica), Cristiano Ronaldo (Juventus), Diogo Jota (Wolves) e João Félix (Benfica, agora Atlético de Madrid) tiveram épocas em grande, mas o mesmo não poderá ser dito sobre a grande surpresa desta convocatória: Daniel Podence. O avançado do Olympiacos marcou 5 golos na época transata e vai agora estrear-se na equipa das quinas. Não foi uma época por aí além do jovem avançado, mas a verdade é que Fernando Santos deu-lhe um voto de confiança.

Portugal parte para esta dupla jornada com apenas dois pontos e a seis da Ucrânia (primeira classificada com dois jogos a mais). Ganhar é imperativo, mas uma coisa é certa: estaremos no Euro 2020.

Foto de Capa: FPF

Há vida para além de Lisboa

O Futsal português passa neste momento por uma das melhores fases da sua história. O Sporting Clube de Portugal sagrou-se campeão europeu, a seleção nacional conquistou, em 2018, também ela o título europeu e, no último ano, tivemos aquela que muitos consideram a melhor final de play-off de sempre.

No entanto, será que o campeonato português está no caminho certo? Quais as medidas que devem ser tomadas de forma a equilibrar uma balança altamente favorável a Sporting CP e SL Benfica?

Numa primeira análise, e olhando apenas para as fases finais dos últimos anos, podemos constatar que as equipas pequenas têm de certa forma conseguido incomodar os rivais de Lisboa.

Em 2018/2019, por exemplo, o AD Fundão e o Modicus-Sandim obrigaram a que se realizasse um terceiro jogo. Por sua vez, e num resultado ainda mais improvável, na época de 2016/2017, o SC Braga/AAUM surpreendeu ao eliminar o SL Benfica nas meias-finais do play-off. Já na temporada anterior, os bracarenses tinham conseguido bater a equipa do Sporting.

O Modicus-Sandim obrigou o Sporting a disputar a negra nas meias-finais da edição passada do campeonato português. O Fundão conseguiu fazer o mesmo frente ao Benfica
Fonte: Sporting CP

Em sentido contrário, nas épocas de 2017-2018 e 2014-2015, Sporting e Benfica chegaram à final da fase a eliminar sem qualquer derrota. Em suma, se olharmos para estes dados, podemos concluir que existe alguma competitividade no campeonato português. No entanto, e exceção feita à época em que o SC Braga/AAUM disputou a final, a regra acaba por ser que Sporting e Benfica discutam o título nacional.

Sporting e Benfica têm dominado o panorama do futsal nacional nos últimos anos
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

DIFICULTAR A VIDA AOS GRANDES DE LISBOA

A verdade é que acaba por ser relativamente normal que os dois clubes de Lisboa se superiorizem aos restantes. A sua massa adepta e o seu poderio financeiro assim o obrigam. Convém também dizer que estamos a falar de equipas que são não apenas uma referência em Portugal, mas também no mundo.

Perante este cenário, o que pode a Federação Portuguesa de Futebol fazer para, dentro do possível, ajudar as equipas mais pequenas? A solução tem passado maioritariamente por obrigar a que todos os clubes tenham jogadores formados por Portugal nas suas fichas de jogo. A ideia é que Sporting e Benfica não consigam colocar todos os estrangeiros a atuar simultaneamente. O clube de Alvalade é regularmente obrigado a deixar alguns dos seus melhores intervenientes de fora.

Contudo, e apesar de perceber a intenção desta regra, penso que podem existir outras soluções para que o campeonato se torne um pouco mais competitivo. No caso dos play-off, sou da opinião que Sporting e Benfica percam a vantagem de jogar em casa no caso de se ter de realizar um terceiro jogo. Bem sei que essa vantagem foi adquirida na fase regular e que, caso esta medida avançasse, a mesma perderia ainda mais relevância. Todavia, penso que seria a principal forma de equilibrar as forças e tornar ainda mais possível que outros clubes cheguem à final de um play-off.

Outras medidas passariam por uma redistribuição das receitas televisivas ou ainda pela atribuição de ajudas financeiras aos clubes que apostassem mais no jogador português ou que conseguissem ter um maior sucesso desportivo.

O SUCESSO LÁ FORA COMEÇA A SER CONSTRUÍDO CÁ DENTRO

O campeonato português tem ainda um longo caminho pela frente. É normal que Sporting e Benfica dominem a Liga Portuguesa, mas a FPF pode (e deve) fazer mais para que a missão dos clubes de Lisboa seja cada vez mais difícil. O campeonato espanhol pode dar-nos algumas lições sobre como o fazer.

Em jeito de síntese, queria dizer que esta não é uma missão nada fácil e que dificilmente se inverterá a curto prazo. Contudo, quanto maior for a imprevisibilidade no que ao vencedor diz respeito, mais público teremos nas bancadas e melhor estarão preparadas as nossas equipas para competir internacionalmente.

Foto de Capa: SL Benfica