O SL Benfica deslocou-se, este sábado, ao pavilhão municipal da Maia para defrontar o ADA/Maia ISMAI, batendo a equipa da casa por 25–27, num encontro que deu início à campanha dos dois conjuntos na principal prova do andebol Nacional.
Embora os favoritos fossem os encarnados, estes tiveram uma tarefa, fora de portas, muito complicada.
A equipa da casa entrou bem no encontro, com o guarda redes maiato, Ricardo Castro, em grande plano, opondo-se com elevada notoriedade aos dois primeiros remates dos encarnados. Uma nota de mérito recai também para Délcio Pina, autor dos quatro primeiros golos da equipa maiata.
Com um Benfica desatento na defesa e pouco esclarecido no ataque, o ADA/ISMAI rapidamente se colocou em vantagem. Vantagem essa, que se foi dilatando até aos primeiros 15 minutos do encontro, altura em que o conjunto de Alexandre Melo estabeleceu o 7-4 no placard, obrigando Carlos Resende, treinador das águias, a colocar o primeiro desconto técnico na partida.
Já retomado o jogo, e corrigidos os erros, a turma benfiquista rapidamente encurtou distâncias, e, no minuto 21, conseguiu mesmo passar para o comando da partida, por intermédio do canhoto Kévynn Nyokas.
Daí até final, nenhum dos dois conjuntos foi capaz de descolar no marcador, e ao intervalo registava-se um resultado muito nivelado, 14-14.
Ouvidas as indicações, as duas equipas voltaram ao terreno de jogo e, foi novamente a turma maiata a entrar melhor na partida, concretizando da melhor forma um livre de sete metros provocado pelo reforço dinamarquês Toft Hansen – que acabou por ser advertido com uma sanção de dois minutos.
A equipa da casa não conseguiu surpreender o favorito Benfica Fonte: ADA/Maia ISMAI
Depois de sucessivas tentativas, foi a vez do Benfica igualar o resultado e passar para a frente do marcador, cavando pela primeira vez uma vantagem de dois golos no encontro, quando já estavam decorridos os primeiros 10 minutos do segundo tempo e numa fase em que a equipa da casa parecia acusar algum cansaço.
Mediante esta condição, o treinador maiato viu-se obrigado a pedir um desconto de tempo na partida. Cartada que veio a surtir efeito logo nos minutos seguintes, com os maiatos a entrarem nas quatro linhas ainda mais aguerridos e determinados. Ainda assim, essa audácia, acabou por não ser suficiente para alterar o desfecho da partida, que acabou por ser verdadeiramente emocionante e decidida apenas no último minuto com um tento certeiro de Pedro Seabra, que acabou por estabelecer o resultado final em 25-27.
EQUIPAS ADA/Maia ISMAI:Manuel Borges Delcio Pina, Afonso Lima, Manuel Lima, Ricardo Mourao, Miguel Pinto, Jose Xavier, Tiago Sousa, Oleksandr Nekrushets, Joao Furtado, Joao Carvalho Joao Pimentel, Hugo Santos, Manuel Lima, Ricardo Castro, Andre Azevedo.
SL Benfica: Davide Carvalho, Pedro Marques, Joao Pais, Rene Hansen, Kévynn Nyokas, Miguel Ferreira, Paulo Moreno, Ricardo Pesqueira, Borko Ristovski, Guilherme Tavares, Carlos Cosano, Carlos Martins, Nuno Pereira, Fabio Antunes, Petar Djordjic, Francisco Pereira
Sporting CP e Rio Ave FC encontraram-se para a 4.ª jornada da Primeira Liga, num jogo de muito reencontros. Os leões vinham de uma vitória em Portimão, onde alcançaram a liderança. Já os vilacondenses esmagaram no último jogo em casa o CD Aves, por isso, confiança não faltava. Jogo de reencontros porquê? Carlos Carvalhal, antigo treinador leonino em 2009/10, e Carlos Mané, transferido este ano para Vila do Conde vindo dos leões, voltavam a uma casa que bem conhecem.
Os jogadores leoninos entraram com uma faixa negra ao centro da camisola, com um hashtag (#TodosPelaAmazónia), numa bonita homenagem do Sporting CP ao que aconteceu na Floresta da Amazónia, no Brasil. No final do jogo, as camisolas usadas foram para a loja do clube para que fossem vendidas e para que todo o dinheiro revertesse para uma instituição cujo objetivo é preservar o grande pulmão do planeta Terra.
O jogo praticamente começou com uma grande penalidade a favor dos visitantes, a castigar uma falta de Coates sobre Mehdi Taremi. O árbitro recorreu-se do VAR para assinalar o castigo máximo, que Filipe Augusto converteu com toda a calma, dando assim uma vantagem madrugadora (minuto seis) ao Rio Ave. Os “leões” tinham agora de correr atrás do prejuízo, ainda para mais sabendo que o Famalicão tinha vencido na Vila das Aves e era o líder isolado, até o jogo terminar em Alvalade (e caso o Sporting não vencesse).
A reação leonina foi tímida e lenta, mas quando chegou pela primeira vez à baliza de Kieszek foi letal: numa jogada desenvolvida pelo lado esquerdo, a defesa vila-condense não conseguiu afastar a bola, que sobrou para o Bruno Fernandes fuzilar para o empate, marcando assim 50.º golo com a camisola do Sporting ao minuto 20. Quatro minutos, Bruno Fernandes, a passe de Raphinha, esteve perto de bisar, mas desta vez o guardião polaco conseguiu defender.
Apesar da iniciativa do jogo pertencer totalmente à equipa da casa, o Rio Ave estava a conseguir ter bola e fazê-la circular por todos os seus elementos mais ofensivos, o que estava de acordo com o que Carlos Carvalhal tinha dito na conferência de antevisão ao jogo, em que pretendia discutir a vitória em Alvalade.
Ao minuto 38, Vietto testou a atenção de Kieszek, num típico movimento de “fletir da ala esquerda para dentro” e rematar logo, contudo o número 1 do Rio Ave voltou a levar melhor. Até ao descanso, Wendel ainda marcou, mas o seu golo foi anulado por fora-de-jogo. O intervalo chegaria pouco depois com o marcador empatado a uma bola.
Começou a segunda parte e o Rio Ave entrou com vontade e também a dominar o jogo, mas foram os verdes e brancos que conseguiram mesmo marcar o golo da reviravolta.
Ao minuto 53, grande cruzamento do jovem português Thierry Correia, que passou a área vilacondense toda, depois apareceu Vietto, mas a bola embateu num jogador do Rio Ave. Se a defensiva vilacondense pensava que estava arrumado o lance… a bola acabou por parar aos pé de Luiz Phellype, que só teve mesmo de encostar para o golo. Estava feito o segundo do Sporting e consumava-se a reviravolta.
Após do segundo golo do Sporting, a equipa leonina baixou muito as linhas e era o Rio Ave que controlava a posse de bola. Porém, os vilacondenses não conseguiam ligar a defesa com o seu ataque e acabava muitas vezes por tentar o jogo aéreo para o ataque, sem grande sucesso. A partida entrava numa fase muito aborrecida e havia pouco, ou quase nada, para escrever sobre o mesmo.
Ao minuto 81, um livre de Bruno Fernandes no lado esquerdo do ataque que levou perigo à baliza de Kieszek. O guarda-redes polaco defendeu a soco e depois a defesa vilacondense tratou do resto. Passou o perigo para a baliza do Rio Ave e o resultado mantinha-se igual.
Aos 83 minutos, mais um balde de água (MUITO) fria em Alvalade. Novo penalti marcado para o Rio Ave e, mais uma vez com Coates a não ser feliz neste jogo. O defesa uruguaio fez falta sob Mehdi Taremi e da marca dos onze metros Ronan marcou o segundo golo dos vilacondenses. O brasileiro que tinha entrado há pouco tempo não vacilou e deu o empate ao Rio Ave
Os “leões” queriam de novo voltar para a frente do marcador e voltaram a carregar, seguindo com os olhos para a baliza. Aos 88 minutos, Marcos Acuña mandou a bola ao poste e os adeptos nas bancadas iam desesperando. E estavam muito descontentes por Marcel Keizer não ter feito substituições mais cedo.
Ao minuto 89′, o pior chegou para o Sporting. Coates faz de novo penalti (O TERCEIRO NA PARTIDA), recebeu o segundo amarelo e acabou expulso. Da marca dos onze metros foi a vez de Felipe Augusto, que tinha marcado o primeiro penalti, de converter o terceiro penalti na partida e, consequentemente, o terceiro golo na partida.
Sporting perdeu o jogo e perdeu também a oportunidade de subir à liderança partilhada com o Famalicão, que é agora o líder isolado da Primeira Liga. Os leões somam a primeira derrota no campeonato. Já o Rio Ave garante a segunda vitória consecutiva no campeonato e tem menos um jogo, que se irá realizar dia 8 frente ao Vitória SC. Em caso de vitória, os vilacondenses podem somar nove pontos e ultrapassar até o Sporting na tabela classificativa.
Rio Ave – Kieszek (GR), Nelson Monte, Borevkovic, Santos, M. Reis, Felipe Augusto, Tarantini (Jambor, 75′), D. Lopes, Nuno Santos (Carlos Mané, 68′), Mehdi e Bruno Moreira (Ronan, 79′)
A poucos dias do mercado de transferências fechar, fazemos agora um balanço da postura do FC Porto no mercado de transferências, num ano em que se deram várias mudanças no Dragão.
O mercado de verão foi crucial para o FC Porto. Após a saída de vários titulares, era imperativo trazer novos talentos que tivessem qualidade para dar resultados aos azuis e brancos. Assim foi feito, com algumas surpresas à mistura.
O mercado teve a marca de Sérgio Conceição que, em conjunto com a direção portista, procurou colmatar as saídas dos titulares que abandonaram o clube neste defeso. Para já, Marchesín e Zé Luís têm-se mostrado as apostas mais acertadas, tendo contribuído, cada um à sua maneira, para os resultados positivos que o FC Porto tem arrecadado. À parte destes dois, são de registar as prestações de Luis Díaz e Matheus Uribe, que vêm evoluindo de jogo para jogo e mostrando que são reforços no verdadeiro sentido da palavra.
Nem tudo foi perfeito neste mercado, e a prova disso é o titular na lateral direita dos portistas, Corona. O mexicano, extremo por natureza, é, por estes dias, o lateral direito de eleição para Sérgio Conceição, depois de Manafá e Saravia não terem cumprido satisfatoriamente naquela posição. Depois de uma época em que Militão, defesa central de raíz, foi adaptado, na maioria dos jogos, a lateral, urgia a necessidade de contratar um jogador para essa posição que desse garantias. A escolha recaiu em Saravia, mas não se revelou acertada, já que o argentino mostrou muitas debilidades defensivas, assim como no seu jogo posicional.
Romário Baró tem sido um dos destaques dos Dragões no início da temporada Fonte: FC Porto
Além dos milhões gastos, Sérgio Conceição aproveitou a prata da casa para acrescentar qualidade ao seu plantel. Os jovens campeões europeus nos sub-19 tiveram hipóteses na equipa principal e houve um que pegou de estaca no onze inicial do treinador português, Romário Baró. O médio tem grande presença no meio-campo, quer a nível ofensivo ou defensivo, e isso faz dele uma mais-valia, ganhando o estatuto de titular face aos graúdos.
Com alguns dias ainda no mercado, seria aconselhável para o FC Porto tentar adquirir um reforço para a lateral direita que chegasse ao Dragão com qualidade para ser titular indiscutível na posição. Além disso, os dragões devem colocar noutras equipas os excedentários do plantel, de forma a que a massa salarial seja menor, numa altura em que os portistas estão sob a alçada da UEFA e do seu plano de gestão financeira.
Os azuis e brancos apresentam um saldo positivo de 28 milhões de euros, após terem recebido 88 milhões provenientes das vendas de Militão, Felipe, Óliver Torres, Galeno e José Sá e gasto 60 milhões nas aquisições de Nakajima, Uribe, Zé Luís, Loum ( que havia chegado ao FC Porto através de um empréstimo com compra obrigatória), Marchesín, Luis Díaz, Saravia e Marcano.
Estamos no final do mês de agosto, que apenas significa uma coisa: voltámos da pausa de verão da Fórmula 1, para acompanhar os últimos nove GPs da temporada. E, para dar início à segunda parte da época, cá estamos, nos palcos do circuito de Spa Francorchamps, na Bélgica.
Todo o fim-de-semana tem sido destacado pelas novidades nas equipas para 2020: desde a renovação de contrato de Valtteri Bottas, na Mercedes, e de Sergio Perez, na Racing Point, até à entrada do ex-piloto Esteban Ocon para a Renault, deixando o atual piloto da equipa Nico Hulkenberg com futuro incerto para a próxima época.
Tanto os treinos livres de sexta-feira, como o de hoje, demonstra-nos que a Ferrari voltou da pausa com vontade de liderar, o que acabou por se refletir na qualificação: Charles Leclerc ganha a sua terceira pole position da carreira, com Sebastian Vettel a partir a seguir do piloto monegasco.
Charles Leclerc (à direita) com o Pole Position Award, esta tarde, em Spa Francorchamps. Fonte: Fórmula 1
Em terceiro lugar da qualificação, segue-se o atual campeão da Mercedes Lewis Hamilton, que partirá à frente do seu colega de equipa, Valtteri Bottas, seguindo-se apenas em quinto lugar o piloto destaque da época, Max Verstappen (Red Bull).
Já Alexander Albon, que se mudou para a Red Bull na última pausa de verão, irá estrear-se pela equipa na saída da box, devido a problemas mecânicos.
Com outros destaques, temos a equipa da Renault, que sairá da grelha de partida em sexto e sétimo, respectivamente. Raikkonen (Alfa Romeo), Perez (Racing Point) e Magnussen (Haas) completam o top 10 para a partida da corrida de amanhã.
Considerando todas as hipóteses, afinal, o que poderá acontecer amanhã?
Se as condições atmosféricas se mantiverem constantes e não houver graves circunstâncias de corrida, poderemos assistir à tão ansiada vitória da Ferrari, que deixou a desejar desde o GP da Áustria (luta Verstappen-Leclerc, em que VER saiu vencedor), e que já não acontece desde o GP dos EUA em 2018.
Porém, não vai ser fácil. Temos uma Mercedes na competição, que vai sempre escolher as melhores estratégias para somar mais uma vitória – principalmente Lewis Hamilton, que, sendo o número um, procura aumentar a vantagem e estar confortável na liderança do campeonato de pilotos.
Apesar da qualificação, espero ver um pouco mais de Alexander Albon. A falha no seu carro acaba por ser uma desilusão, pois esperávamos ver o piloto tailandês a sair dos lugares da frente da grelha na sua corrida de estreia pela Red Bull. Não foi, de todo, um começo perfeito para o piloto.
Também Max Verstappen poderá surpreender, como tem feito nas últimas corridas. Apesar de partir em quinto lugar, o piloto holandês já nos mostrou que o lugar de qualificação é apenas um número, e que pode fazer muito mais do que isso.
Como é óbvio, é impossível descrever o que poderá acontecer na corrida de amanhã. No entanto, do que percebemos, e do constante espectáculo que o GP da Bélgica nos tem trazido durante os últimos anos, esperámos que seja uma corrida que tenha ação e que mostre do melhor que se faz no campeonato de Fórmula 1.
Este domingo, volta a haver jogo grande na Liga Portuguesa. Depois do clássico entre SL Benfica e FC Porto, é a vez do SC Braga medir forças com os encarnados, num teste com significado e tradicionalmente difícil, não só pela equipa, mas pelo palco do espetáculo. A jogar em casa, na Pedreira, a partida que é cabeça de cartaz da quarta jornada coloca frente a frente águias e arsenalistas pela 145ª vez em todas as competições nacionais e internacionais.
Se recorrermos à estatística, ao longo de 144 partidas, disputadas em seis competições diferentes (Liga, Taça de Portugal, Taça da Liga, Liga Europa, Supertaça e o já extinto Campeonato de Portugal de 1926/1927), registaram-se 95 vitórias a favor dos encarnados, 18 triunfos para os bracarenses, 30 empates e 460 golos (337 para o Benfica e 123 para o Braga).
O Benfica leva a melhor em sete dos oito parâmetros: no total dos confrontos, em casa, fora, na Liga, nas Taças internas, na Supertaça e no Campeonato de Portugal. Só na Liga Europa, na edição de 2010/2011 que contou com três equipas portuguesas nas meias-finais, se regista uma vitória para cada lado, com o Braga em vantagem porque venceu a eliminatória e alcançou a final desse mesmo ano.
O equilíbrio não poderia ser maior no número de jogos em casa e fora: 72 em Braga e 71 em Lisboa, com a Supertaça de 2016 em campo neutro. Se o primeiro conjunto é mais equilibrado (41 vitórias para o Benfica, 21 para o Braga e 10 empates), o segundo mostra o domínio encarnado a jogar diante dos seus adeptos (56 vitórias, duas para o Braga e 13 empates).
Podemos então, com base nestes dados, assumir o favoritismo encarnado? Não, de todo! Com a consideração do Braga como o quarto grande do futebol português, os confrontos com os outros grandes ganharam um contorno mais especial e emocional. Os jogos passaram a ser vistos com maior importância e indecisão quanto à exibição e ao resultado.
A estatística vale o que vale e serve única e exclusivamente para traçar o histórico entre duas equipas e lançar mais um novo capítulo na história, que se disputa este domingo. É um fator curioso e interessante para perceber os resultados anteriores, mas serve só mesmo para isso. Porque, de resto, é o momento que as duas equipas atravessam que faz com que se possa prever quem poderá entrar e estar melhor em campo. E digo prever, porque é o próprio jogo que vai trazer as respostas que procuramos e que serão posteriormente discutidas e analisadas.
Comecemos a antevisão pelos anfitriões, shall we?
A equipa de Ricardo Sá Pinto volta a encontrar o Benfica depois da derrota por 1-4 em abril. Na altura, à 31ª Jornada, era o jogo mais importante na caminhada encarnada rumo à Reconquista. Quatro meses depois, a importância mantém-se, mas a fase da época é bem distinta. Estamos no início do campeonato e, como tal, fatores como a classificação e os resultados são tidos em conta, mas não são analisados de forma tão decisiva como é feito na reta final. Assim, pouco importa dizer que o Benfica está na sexta posição com seis pontos, após uma derrota no Clássico e duas vitórias contra FC Paços de Ferreira e Belenenses SAD; e o Braga em oitavo com quatro, depois de vencer o Moreirense FC em casa, perder em Alvalade e empatar no reduto do Gil Vicente FC.
Seguindo em frente, os bracarenses apuraram-se para a fase de grupos da Liga Europa, depois de ultrapassarem duas fases de qualificação, o que levou a uma preparação maior da turma de Sá Pinto. Com o arranque da Liga, só já sete o número de jogos disputados, o que contrasta com os quatro do Benfica, que também disputou a Supertaça.
Em sete jogos, o Braga venceu cinco, empatou um e perdeu outro. Marcou 15 golos, sete deles com assistência e sofreu oito tentos. Na Europa, tem passeado à vontade, com um pleno de quatro vitórias e o primeiro objetivo da temporada alcançado.
Num plantel de 27 jogadores, a carga maior do início de época obrigou que Sá Pinto gerisse o plantel para duas competições em simultâneo. À exceção de Tiago Sá, David Carmo e Raúl Silva, todos foram utilizados, o que mostra a ótima rodagem do técnico, com duas vertentes distintas da equipa: focados e na máxima força na Europa; e mais leve na Liga, com o lançamento dos reforços Tormena, André Horta, Cajú, Eduardo, Diogo Viana, Galeno e Rui Fonte, mas sem pôr de lado a responsabilidade de entrar bem no Campeonato, o que não aconteceu na mesma medida que na Europa.
Na armada bracarense, Ricardo Horta vai ser osso duro de roer para a turma de Bruno Lage Fonte: SC Braga
Em termos individuais, Ricardo Horta é o jogador que mais eficácia tem registado, ao ser o melhor marcador, com quatro dos 15 golos. Tem feito o que os avançados melhor sabem fazer: golos. Por isso, é justo dizer que será a grande ameaça para o jogo que aí vem, nunca esquecendo a parceria com o irmão André e a combinação com Paulinho.
Virando as atenções para o Benfica, muito se falou esta semana de como Bruno Lage e equipa iriam responder à derrota frente ao FC Porto. Desde então, os temas lançados são vários: a lesão de Chiquinho, quem pode substituir o criativo de São Martinho do Campo (dizem que Jota está para renovar e os parênteses não são por acaso), Raul de Tomas não é o parceiro de eleição para Seferovic e Nuno Tavares deve ser substituto de Grimaldo e não atuar pela direita, quando André Almeida já está recuperado. Vlachodimos (finalmente) renovou, Pizzi e Rafa continuam em grande forma – são os reis do golo e das assistências – embora tenham sido bem anulados no Clássico, sem esquecer o fecho do mercado e as múltiplas saídas que se vão registar no plantel (Cádiz já está no Dijon, os dossiers Cervi e Zivkovic continuam por resolver).
Apesar de tudo, os comentários não devem abalar a estrutura, que está a reagir exatamente da forma como tem de fazer. Bruno Lage continua a marcar as conferências pela tranquilidade e assim tem de acontecer. Independentemente dos resultados alcançados, há que pensar sempre no próximo jogo e esse é já domingo. Tudo o que está para trás conta, mas não interessa como uma prioridade. Conta apenas a análise ao adversário e aos seus jogadores e isso é função para Lage e companhia.
Pizzi surge como a esperança maior num jogo tradicionalmente difícil Fonte: SL Benfica
É certo e sabido que o setubalense quer um plantel curto e competitivo. A base da competição que tanto procura tem vindo a ser conhecida ao longo das últimas semanas, mas só será fechada em definitivo após o fim da janela de transferências na madrugada de segunda, 2, para terça, 3 de setembro. Com isso em mente, tenho plena confiança na experiência de Lage a comandar este barco. A tranquilidade que mostra é deliciosa de assistir, tal como a política de apostar em jovens da formação. Essa será a grande estrutura do plantel encarnado para 2019/2020.
Porém, nem tudo é um mar de rosas! O grande receio de Lage é o que, por coincidência, levou à demissão de Rui Vitória. Falo na aposta sempre nos mesmos jogadores, correndo o risco que se verifique algum desgaste no plantel. Para terem uma noção, em 29 jogadores, Lage utilizou 15! A defesa não tem conhecido mais ninguém a não ser Vlachodimos, Nuno Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo. Os médios pouco ou nada têm rodado: Pizzi, Samaris, Florentino e Rafa, tal como os avançados, com a dupla pouco convincente de Raul de Tomas-Seferovic. Os outros quatro jogadores utilizados (Gabriel, Jota, Chiquinho e Taarabt) somam entre 15 e 82 minutos, num total de 228’ em conjunto, menos 70’ que o titular com menos minutos, curiosamente RDT, com 298. Além disso, Lage tem por norma concentrar as três substituições nos últimos 20 minutos, salvo algum imprevisto, o que sobrecarrega ainda mais os jogadores titulares. É uma tendência, de todo, a evitar!
Se Lage quer vencer novamente, tem de mostrar que consegue ter opções de valor para todos os setores posicionais. Há muitos jovens a despontar na formação, toca a apostar neles! Com os jogadores mais velhos e os reforços, forma uma mescla significativa e interessante para a longa época que aí vem.
Resumindo, concluindo, mas nunca baralhando, temos todos os ingredientes reunidos para um excelente jogo de futebol, com duas equipas combativas e que vão quer vencer. Não vou prever o resultado – prefiro entusiasmar-me com a beleza do jogo em si – mas deixo uma aposta de onze inicial para cada um dos lados.
Onze provável SC Braga: Matheus; Ricardo Esgaio, Pablo Santos, Bruno Viana e Sequeira; André Horta, João Palhinha, Fransérgio e Ricardo Horta; Paulinho e Rui Fonte
Com Wilson Eduardo de fora por lesão sofrida frente ao Spartak Moscovo, Sá Pinto deverá apostar no quinteto defensivo habitual, seguido de um meio campo onde também poderá jogar João Novais. Com Ricardo Horta numa das alas, Paulinho alinhará com o reforço Rui Fonte, que apesar de já se ter estreado na Liga, pode estar a ser preparado com maior destaque para este jogo em concreto.
Onze provável SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi, Florentino, Taarabt e Rafa; Jota e Seferovic
Nos encarnados, espero a mudança em alguns vícios de Bruno Lage, que podem conduzir a mexidas significativas. André Almeida poderá voltar à competição, rendendo Nuno Tavares; Taarabt entra para o lugar de Samaris, com o objetivo de ganhar mais posicionamento no meio campo e, finalmente, Raul de Tomas sai para entrar Jota – lembram-se de ter falado dele quando referi a lesão de Chiquinho – no apoio ou lado a lado com Seferovic.
Apresentados todos os ingredientes, estatísticas e momentos de forma, que este seja mais um grande jogo entre bracarenses e águias. A bola começa a rolar quando o relógio marcar as 21:00 horas de amanhã, domingo, dia 1 de setembro.
Naquele que era o jogo mais esperado da segunda edição dos Jogos do Mediterrâneo, que desta feita se realizaram em Patras, Grécia, Portugal e Itália deram um bom espetáculo. As seleções mais fortes presentes na competição não vacilaram na fase de grupos e alcançaram o jogo de todas as decisões, onde a formação italiana, bem ao jeito transalpino, foi fria e eficaz, contando ainda com um guardião bastante inspirado, tendo derrotado a equipa das quinas por 7-5. Revalidado o título conquistado quatro anos antes, em Pescara, Itália.
A Itália foi rápida a visar a baliza portuguesa, mas Andrade respondeu bem a um remate de Marinai. Pouco depois, foram Leo Martins e Coimbra, no canto que deu sequência ao encontro, a colocarem Carpita à prova.
O conjunto português continuava mais perigoso e perto da marca dos dois minutos de jogo, Léo Martins, ao segundo poste, quase deu o melhor seguimento a um remate de Coimbra. Porém, acabou por ser a Itália a fazer o primeiro da tarde em Patras. Jogada pela esquerda e após um bom passe de Marinai, Sciacca rematou forte e fez o 1-0.
Em cima da marca dos cinco minutos, uma boa jogada de Ruben Brilhante deixou Madjer isolado, mas ao não querer ser egoísta, o experiente capitão português tentou servir Von, viu o seu passe ser intersetado. Pouco depois, num remate que ainda foi desviado, Zurlo aumentou a vantagem transalpina para 2-0. Volvidos alguns instantes, Belchior sofreu uma falta a meio do meio campo, mas não conseguiu marcar.
A eficácia italiana voltou a atacar e passados alguns segundos, Sciacca, com um remate à meia volta, colocou o marcador em 3-0. Nada corria bem a Portugal e momentos depois, Léo Martins cometeu falta sobre Sciacca à entrada da área lusitana. Sciacca, com uma excelente oportunidade para fazer o quarto, não falhou e com um remate cruzado apontou o 4-0.
Tudo continuava a correr mal a Portugal, pois, no retomar o jogo, Belchior ficou isolado perante Carpita, mas voltou a não conseguir marcar. O esférico ainda sobrou para Von que tentou visar a baliza italiana de imediato, mas acabou por rematar contra Belchior.
Não conseguia reduzir Portugal, aumentava a Itália. Remate à meia volta de Palazzolo desde o meio campo e a bola, bem juntinho à areia, entrou a rasar o poste direito da baliza de Andrade.
A dois minutos do intervalo, a seleção portuguesa beneficiou de um livre em zona frontal. Madjer rematou forte, mas Carpita defendeu.
Contra a eficácia não há argumentos. Esta deverá ser a frase que melhor descreve os acontecimentos do primeiro período da final dos Jogos do Mediterrâneo. Portugal teve as suas chances, mas não conseguiu marcar. A Itália, por seu lado, teve as suas e aproveitou quase todas. Resultado extremamente inesperado ao fim de apenas doze minutos. Portugal tinha que dar um salto exibicional enorme e acertar com a finalização.
Von foi o melhor jogador de Portugal na partida, tendo marcado quatro dos cinco golos lusos Fonte: Nazaré Beach Events
Portugal entrou forte nos segundos doze minutos, mas Carpita continuava em grande. Excelente pontapé de bicicleta de Belchior na zona de penalti, mas o guardião transalpino esticou-se todo e manteve as suas redes invioláveis. Pouco depois, foi Jordan a tentar uma bicicleta, mas Carpita, com uma sapatada, voltou a impedir o golo lusitano.
Os comandados de Mário Narciso bem tentavam chegar ao golo, mas o “muro” Carpita estava a defender tudo o que lhe aparecia à frente.
Perto da marca dos dezasseis minutos de jogo, Portugal beneficiou de mais um livre em zona frontal, mas Madjer voltou a ver Carpita negar-lhe o golo. Na sequência do lance, Tiago Batalha acabou por sofrer falta de Palazzolo à entrada da área italiana. Com uma chance única para marcar, Tiago Batalha ganhou muito balanco e perante Battini, que entrou para a defesa deste “penalti”, esteve muito perto de falhar, mas a “redondilha” lá entrou. Reduzindo a desvantagem para 5-1.
O golo fez bem a Portugal e após um remate cruzado de Torres, Von, solto no interior da área italiana, não falhou e reduzir o marcador para 5-2. Pouco depois, a Itália quase fez o sexto, mas Tiago Petrony, a dois tempos, manteve a diferença de três golos.
Um dos clubes da moda na Alemanha, na Europa e no mundo, arrancou a temporada a todo o gás, somando quatro vitórias em quatro partidas (uma na Taça da Alemanha e três na Bundesliga). Com Julian Nagelsmann ao leme, o RB Leipzig perfila-se como um forte candidato ao título no campeonato e tem grandes expetativas de apuramento na Liga dos Campeões.
Este projeto deu o pontapé de saída em 2009 e a ascensão tem sido imparável. Em 2016, o clube subiu à Bundesliga e causou imediatamente impacto, mostrando-se um clube com uma gestão desportiva exemplar e de sucesso. Geridos pela Red Bull, o clube faz parte de um leque de outras equipas da empresa: RB Salzburg (Áustria); New York RB (EUA); RB Brasil (Brasil); RB Ghana (Gana). Devido às regras da federação alemão, o Leipzig não pode ter Red Bull associado ao seu nome e, portanto, o clube denomina-se corretamente por RasenBallsport Leipzig.
Após um segundo, sexto e terceiro lugares, o RB Leipzig esta temporada parece apresentar-se mais forte do que nunca. Com um plantel recheado de talentos, liderado por um dos treinadores com mais potencial do mundo, são um forte ameaça a quebrar a hegemonia do FC Bayern Munique. Nagelsmann, contratado há um ano atrás, assumiu funções esta temporada e procura dar o seu cunho pessoal, ou seja, uma equipa muito organizada, mas muito ofensiva e criativa. Estas características já são visíveis desde o primeiro jogo.
O RB Leipzig tem tido um início prometedor de temporada, confirmando as expetativas Fonte: RB Leizpig
A nível de plantel, quem gosta de jovens talentos e de ver potencial em massa, tem de acompanhar a equipa do RB Leipzig. Bruma foi a única venda significativa (pelos vistos o internacional português pediu para sair e Nagelsmann deu aval para a sua venda), sendo que as contratações seguiram a linha habitual do clube, que também dá cartas no campo do scouting. Chegaram Nkunku, mega reforço que veio do Paris SG, Hannes Wolf, uma das muitas transições do RB Salzburg para o RB Leipzig, e o jovem Luan Cândido, de apenas 18 anos, ex-SE Palmeiras.
Se Luan é uma aposta de futuro, Nkunku e Wolf são reforços tremendos. O francês jogou com imensa regularidade no campeão francês e encantou, sendo um médio ofensivo que sabe jogar apoiado, sabe progredir com bola e sabe fazer golos e assistências. O alemão estava a mais na Liga Austríaca, somando golos e assistências em catadupa, e, com apenas 20 anos, é um dos médios mais cobiçados do mundo (realce-se, que Wolf, está a recuperar de lesão muito grave, que o afastará por muitos meses).
Gulácsi foi fortemente apontado a concorrente de Vlachodimos esta época Fonte: RB Leipzig
Estes reforços juntam-se a Timo Werner, grande figura da equipa e já com cinco em quatro jogos, Emil Forsberg, Diego Demme, Matheus Cunha, Augustin, SabitzerHalstenberg, Klostermann, Gulácsi (cobiçado pelo SL Benfica para a reforçar a baliza esta época), entre muitos outros.
O RB Leipzig começou com tudo a temporada e, se continuar com esta regularidade, poderá novamente lutar pelo título de campeão alemão. Na Liga dos Campeões, o clube acalenta esperanças de passagem, nesta que vai ser apenas a sua segunda presença na principal competição europeia. Pela frente terá o campeão português SL Benfica, o Olympique Lyonnais e o campeão russo FK Zenit. Uma coisa é certa este RB Leipzig promete dar cartas e antevê-se uma época muito forte da equipa.
Foi num ambiente verdadeiramente eletrizante que o vencedor da Taça de Portugal da época transata (Sporting CP) e o atual campeão nacional (SL Benfica) se encontraram para a final da Supertaça de Futsal 2019-2020. O palco foi o Palácio dos Desportos, em Torres Novas. As duas formações partiram para este jogo/troféu com desempenhos desportivos muito semelhantes na pré-época e o resultado podia perfeitamente cair para cada um dos lados.
O Sporting entrou melhor no jogo e criou, logo de início, ocasiões de perigo para a baliza defendida pelo ex-leão André Sousa. Logo ao minuto um, a formação comandada por Paulo Luís – Nuno Dias estava na bancada juntamente com o diretor das modalidades leoninas, Miguel Albuquerque – abriu o marcador por Taynan.
O jogador brasileiro, naturalizado cazaque, finalizou ao segundo poste da baliza benfiquista após um livre cobrado de forma irrepreensível por Alex Merlim na esquerda do ataque. Taynan fez do seu pé esquerdo aquilo que muitos tenistas fazem com as suas raquetes – um subtil amorti para o fundo das redes.
O Sporting continuava com uma enorme avalanche ofensiva e, do lado dos encarnados, residia alguma surpresa pela forma como a formação leonina abordava o jogo. O Sporting foi sempre condicionando a fase de construção ofensiva benfiquista, atuando com uma pressão muito alta. Além disso, a formação de Alvalade esteve sempre mais esclarecida na quadra e, sobretudo, mais confiante. Guitta não teve qualquer problema em atuar em zonas mais avançadas, enquanto se via no Benfica uma timidez em lançar André Sousa para a fase de organização ofensiva.
Não conseguindo responder ao vendaval verde e branco, a formação comandada por Joel Rocha sofre, ao minuto três, o segundo golo. Desta vez foi o pivot Rocha que aproveita uma jogada de contra-ataque do Sporting após remate falhado de André Coelho perto da área leonina. Boa receção de bola do jogador verde e branco que orienta a bola com o seu pé esquerdo e remata com o mesmo pé, deixando André Sousa sem possibilidades de defesa.
Joel Rocha pensava muito sobre o que se estava a passar e procurava soluções para travar a onda verde que se lançava sobre o Benfica. Foi então que lançou Fits, corria o minuto seis. O objetivo era tentar que o pivot encarnado segurasse o jogo, procurando inverter a tendência do Sporting para ter bola. Ao mesmo tempo, explorava o jogo físico, um aspeto em que o brasileiro é exímio.
O que é facto é que o Benfica foi crescendo no jogo e apareceu com maior perigo perto da baliza de Guitta: ao minuto oito, o guarda-redes brasileiro teve mesmo que se aplicar a fundo para desviar um remate de Fernando Drasler que ia com selo de golo e, ao minuto treze, o Palácios dos Desportos em Torres Vedras assiste a mais uma excelente intervenção do guardião leonino perante um livre direito cobrado por André Coelho.
Para finalizar a primeira parte, ao minuto dezoito, Drasler, na direita do ataque encarnado, remata cruzado “pedindo” a Fernandinho que encostasse apenas para o golo mas o brasileiro não finaliza por escassos milímetros. Foi a melhor oportunidade de golo desta primeira parte. Na resposta, Rocha podia ter feito o três a zero mas a bola passou ao lado da baliza do Benfica.
Rocha, que o ano passado já tinha sido destaque, voltou a estar em grande num derbi entre os dois grandes lisboetas Fonte: FPF
O segundo tempo foi o corolário do primeiro: entrada a todo o gás da formação leonina com a formação benfiquista a assistir atónita. E, tal como nos primeiros vinte minutos, o minuto um do segundo tempo, viu o marcador a ser alterado a favor da equipa comandada por Paulo Luís – desta vez por autogolo de Chaguinha que com o calcanhar direito desvia a bola para a sua própria baliza, após cobrança de um canto de Merlim.
André Sousa nada podia fazer. Estava feito o quarto golo para o Sporting e o desfecho da partida começava a desenhar-se aos poucos. O quarto golo deu ainda mais garra à equipa do Sporting e isso impedia que o Benfica criasse situações de muito perigo.
Joel Rocha optou por continuar com um sistema tático 2×2 enquanto o Sporting mantinha-se fiel ao 3×1, com um pivô fixo, normalmente, Cardinal. Ao minuto dezasseis, Miguel Ângelo manda a bola ao poste da formação leonina, após uma desconcentração atípica da formação campeã da Europa. Ao minuto cinco surge o cinco a zero – o “mago” Merlim corre pela ala esquerda do ataque e cruza para a área restando a Rocha encostar para o golo. Era o quinto para os “leões”.
O Benfica, já sem forças, procurou responder e, ao minuto sete, consegue mesmo dar um ar da sua graça por Tiago Brito que, com um portentoso remate, leva Guitta a mais uma excelente defesa. O guardião do Sporting foi, aliás, uma verdadeira muralha na defesa sportinguista. Mas, no mesmo minuto, surge o sexto golo do Sporting por parte de Cardinal que aproveita da melhor forma uma perda de bola infantil de Chaguinha em zona proibida.
O Benfica, procurava nesta altura apenas lavar a imagem, e jogou desde o minuto oito da segunda parte com guarda-redes avançado. Mas o cinco para quatro não intimidou a formação do Sporting que se mostrou sempre uma equipa atenta e perspicaz no processo defensivo. Mas a superioridade numérica dos encarnados levou ao golo de Fits, ao minuto dezassete. Num duelo de brasileiros na área leonina – Guitta e Fits – foi o Pivot encarnado que levou a melhor sobre o guardião verde e branco.
O resultado já estava no patamar da “humilhação” penalizadora dos encarnados, mas o Sporting ainda deu mais perfume ao vendaval que protagonizou em Torres Novas. João Matos, após recuperação de bola na zona defensiva e aproveitando o facto do Benfica estar a jogar com guarda-redes avançado, rematou em jeito para a baliza encarnada e marcou o sexto e último golo dos Leões no encontro.
O Benfica ainda teve tempo para diminuir a desvantagem e marcou mesmo o seu segundo e último tento por Fernandinho, após um remate cruzado na esquerda do ataque por Fits.
O jogo terminou com uma vitória justa do Sporting por 6-2 ainda que se estranhe a apatia da formação benfiquista durante todo o encontro. Mas, dado ser o primeiro jogo da época, nem Nuno Dias tem que embandeirar em arco, nem Joel Rocha deve ser mauzinho para os seus jogadores. É que jogos são sempre jogos e não definem temporadas inteiras.
CINCOS INICIAIS:
SL Benfica: André Sousa (GR), Fernando Drasler, Bruno Coelho, Robinho e André Coelho
Sporting CP: Guitta (GR), João Matos, Merlim, Taynan e Cardinal
Não se pode dizer que a sorte tenha dispensado um sorriso de orelha a orelha aos dragões no sorteio da Liga Europa, que coloca no caminho do FC Porto: SC Young Boys (Suíça), Feyenoord (Holanda) e Glasgow Rangers FC (Escócia). Os dragões podem este ano ter falhado o acesso à Liga dos Campeões, mas os adversários que lhe aparecem pela frente são de um nível já bastante exigente.
Comecemos pelo SC Young Boys, atual campeão suíço, que venceu a última edição do campeonato com 20 pontos de vantagem sobre o FC Basel. Os helvéticos têm um plantel de 27 jogadores, avaliado em 66,45 milhões de euros e contam com sete internacionais. Na formação suíça evoluem atletas bem conhecidos como o ex-Benfica Sulejmani e o lateral ex-FC Porto Saidy Janko. Hoarau, o ponta de lança francês de 35 anos será a figura da equipa, ao qual se juntam os nomes de Lotomba (lateral direito), Aebischer (médio centro), Fassnacht (médio direito), Spielmann (médio esquerdo), Ngamaleu (extremo), Assalé (ponta de lança com o valor de mercado mais alto do plantel) e o melhor marcador da equipa, o camaronês Nsame, que leva já cinco golos esta época. Os suíços foram eliminados do play off da Champions pelo FC Estrela Vermelha. O espanhol Gerardo Seoane é atualmente o técnico do SC Young Boys, que conta no palmarés com 13 campeonatos suíços e seis taças.
Da última vez que o FC Porto participou na fase de grupos da Liga Europa acabou por conquistá-la
Depois, os holandeses do Feyenoord serão, porventura, os oponentes de maior respeito. 15 vezes campeões e com troféus internacionais no museu (duas Taças UEFA e uma Taça Intercontinental), o Feyennord tem um plantel avaliado em 81,33 milhões de euros e é treinado pelo bem conhecido Jaap Stam. No plantel, o Feyenoord conta com o português Edgar Ié, sendo que o extremo holandês Berghuis é, neste momento, a grande figura da equipa. O sueco Larsson, o médio Leroy Fer e o lateral direito Karsdorp são os outros destaques da turma holandesa. O ponta de lança Jorgensen, dinamarquês de 28 anos, encontra-se neste momento lesionado, mas é outra das mais valias à disposição de Stam.
Por fim, os escoceses do Glasgow Rangers FC, treinados pelo consagrado Steven Gerrard, têm um plantel avaliado em 48,15 milhões de euros, com onze jogadores cedidos às respetivas seleções. Morelos, ponta de lança colombiano, é a estrela da companhia, que conta ainda com o experientíssimo Defoe no setor atacante. O capitão Tavernier é outra das pedras basilares do onze de Gerrard, assim como o central Goldson, o lateral Flanagan e o médio Steven Davis. O histórico escocês já conquistou 54 campeonatos e 33 taças.
O jovem médio portista tem sido um dos grandes destaques deste início de época dos azuis e brancos. E não deixa de ser curioso que, um dos denominadores comuns destes primeiros jogos, é que sempre que Baró joga, o FC Porto ganha.
O talento já era conhecido pelos mais atentos, mas a personalidade com que entrou na equipa a forma como quer assumir o jogo e até as funções táticas (complexas) que o treinador portista lhe confere, mostra uma maturidade fora do normal para um jovem de 19 anos. Algo que me dá uma satisfação muito pessoal é que esta afirmação de Romário Baró acaba com o mito de que jogadores fisicamente mais débeis terão dificuldades em impor-se. Ser magro ou franzino não é significado de falta de agressividade, como ser alto não significa que se tenha um bom jogo aéreo. O critério de avaliação tem de ser a qualidade e essa qualidade tem vários parâmetros e um desses parâmetros é a inteligência e essa não tem idade!
Romário Baró esteve em grande destaque no confronto com o SL Benfica Fonte: FC Porto
Romário Baró chegou ao FC Porto na época 2014/15 proveniente do Sporting CP e, rapidamente, se impôs como indiscutível. Titular em todos os escalões de formação e muitas vezes num patamar acima da sua idade “queimando” constantemente etapas. Na época passada ainda com idade júnior fez 30 jogos pela equipa B portista. Nas seleções jovens o talento portista é presença assídua. Conta já com 39 internacionalizações, 2506 minutos de utilização onde apontou quatro golos.
O talento portista está protegido com uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros tendo contrato até 2023. Foi noticiado esta semana que Baró já despertou interesse dos italianos da Juventus FC e isso não é de estranhar. Romário Baró tem qualidade técnica, inteligência tática acima da média que lhe permite jogar em várias posições do meio-campo, é um médio “com golo”, capacidade de bater bolas paradas, é intenso e rotativo. É um médio verdadeiramente completo. Foi convocado esta semana por Rui Jorge para a seleção Sub-21 mas não era de espantar que brevemente Fernando Santos o inclua numa próxima convocatória. Romário Baró é um extraordinário talento.