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Que rica prenda!

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Terceiro Anel

Mais um Natal passado, mais momentos familiares de sonho, mais crianças a pular de felicidade com tanto presente. Contudo, e apesar dos meus 24 anos de idade, não me posso queixar daquilo que os meus fantásticos progenitores me deram nesta quadra natalícia. Pouco passava da meia-noite quando, para meu espanto e felicidade, ao abrir um embrulho gigante, me deparei com uma soberba máquina de viajar no tempo que os meus pais adquiriram numa loja em Paris. Eu não lhes tinha pedido nada, mas como os meus pais são conhecedores (e de que maneira!) da forma como eu sofro pelo Sport Lisboa e Benfica, acharam que eu podia acalmar caso verificasse aquilo que se irá passar no futuro, após entrar no aparelho.

E a verdade é que esta foi a melhor prenda da minha vida! Mal a recebi quis testá-la, e, por isso mesmo, introduzi-me naquela sofisticada tecnologia. E teletransportei-me para que dia? Não, não me teletransportei para Junho, para ver se o nosso país iria ser resgatado pela 2ª vez. Não, também não me teletransportei para daqui a uns dias, para ver quais seriam os vencedores do reality-show e do talent-show da TVI e da SIC, respectivamente. Teletransportei-me, isso sim, para o dia 13 de Janeiro de 2014. E porquê? Porque nesse dia, após o teletransporte, lá estava eu a ver o resumo do Benfica vs FC Porto. E sabem quanto é que vai ficar este jogaço? E atenção, porque a eficácia deste aparelho é de 100%! Ora bem, voltando ao tema, o meu lindo Benfica vai despachar o rival do Norte por…3-0! Isso mesmo, três golos sem resposta, num Estádio da Luz que irá ter uma assistência a rondar os 60 mil espectadores.

Pedro Proença será o árbitro, mas desta vez não irá prejudicar o Benfica (não, não estou a gozar!). E atenção, caros benfiquistas, vamos ganhar o jogo sem espinhas! Jorge Jesus não vai inventar, Enzo Pérez irá jogar de início no meio do terreno, Cardozo será titular, Siqueira irá regressar ao onze inicial, Oblak continuará na baliza. Começaremos o jogo de uma forma tremida, como constantemente tem acontecido nas recepções ao FC Porto, mas por volta dos 20 minutos tudo vai mudar, com um disparo de sonho de Óscar Cardozo. O Benfica irá assim inaugurar, com este tento, o marcador, e assim abrir alas para uma actuação de luxo. Constantes ataques, meio-campo encarnado a ganhar todas as bolas e um estádio inteiro a cantar pelo clube.

Por volta dos 60 minutos, JJ irá lançar Markovic, que irá fazer o jogo da sua vida! Com rasgos individuais do outro mundo, irá colocar a cabeça em água a Mangala e Otamendi, culminando a sua brilhante prestação com dois golos, fixando assim o resultado final. Os últimos 10 minutos de jogo serão um autêntico festival, com longas trocas de bola, com os jogadores do FC Porto completamente desorientados, sendo o ponto alto dessa mesma orientação a expulsão de Josué, com vermelho directo fruto da sua tremenda raiva por tão grande baile a sua equipa estar a levar.

SL Benfica 2-2 FC Porto, 13 de Janeiro de 2013 / Fonte: zerozero.pt
SL Benfica 2-2 FC Porto, 13 de Janeiro de 2013
Fonte: zerozero.pt

Final do jogo, euforia na catedral, público em êxtase, jogadores a agradecer de uma forma sentida o tremendo apoio dos adeptos, total comunhão entre representantes do maior de Portugal e a sua inigualável massa adepta. Comunicação social rendida ao Benfica, capas de jornais muito elogiosas para com este clube apaixonante, um país a transbordar de alegria.

E pronto, depois de tão sublime teletransporte, lá saí eu da máquina completamente emocionado, com uma lágrima no canto do olho, sabendo que aquilo que aí vem é bom demais. Mas atenção, eu não gosto de prever o futuro, mas perdoem-me esta excepção! Com tão original presente, tinha forçosamente de saber quanto iria ficar este jogo. Contudo, posso garantir-vos que mesmo sabendo quanto irá ficar esta partida, irei sofrer na mesma, porque é impossível não vibrar com um jogo do clube do povo.

Para terminar, admito que também tentei viajar no tempo até à madrugada do dia 14 de Julho, para saber se o povo português andará todo pela rua a festejar o título mundial, mas infelizmente e após o segundo teletransporte, o aparelho sofreu uma grave avaria, o que me impossibilitou de ficar a saber as incidências nessa madrugada de Verão.

Qual foi o meu segundo teletransporte? Até ao dia 1 de Fevereiro de 2014, e não, caros benfiquistas, o Matic não vai sair do clube na reabertura do mercado, estejam descansados!

A minha redenção natalícia

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atodososdesportistas

Antes de alguma coisa, quero começar e acabar a minha publicação natalícia a desejar a todo o staff e todos aqueles que contribuem para o crescimento do Bola na Rede (entenda-se: leitores) um feliz Natal, com tudo aquilo que de bom tem! Sendo o Natal sobretudo uma altura de festa e de alegria, também é uma época de redenções. Eu, nunca tendo lido a Bíblia e jamais me tendo aproximado de algo religioso (o máximo foi estar 5 minutos numa igreja num casamento), vou aproveitar para me redimir do facto de não ter falado de um jogador na minha última crónica (“Reabertura Mercado”) e que me fez durante toda a semana sentir injusto: Carlos Eduardo.

Disse que este mercado poderia trazer duas prendinhas no sapatinho para duas posições em que temos muita falta: Quaresma (já certo) e Anderson (hipótese muito falada). Logicamente, escrevi isto numa altura em que Carlos Eduardo ainda não tinha aparecido em grande plano no FC Porto. Tanto que adiantei que com Anderson poderíamos jogar finalmente naquele triângulo estranhamente invertido que Paulo Fonseca tanto quer e que Lucho já teria a liberdade para jogar no vértice ofensivo, embora não seja essa a sua posição favorita. Até que se deu um volte face! O treinador do meu clube acordou e, num rasgo de ousadia para com as suas próprias ideias, em vésperas de jogo com o Rio Ave (jogo sempre de risco), lembrou-se: “e que tal inverter, ainda que parcialmente, o triângulo do meio-campo e lançar o Carlos Eduardo na posição mais ofensiva?”. E foi isso que fez. Resultado? Bola junto ao chão; Fernando implacável a destruir; Lucho fortíssimo na condução de bola para as rápidas transições e depois o jogador que volta a fazer-nos lembrar Deco (salvo as devidas proporções) no seu fino e retocado toque de bola: Carlos Eduardo. Atenção, continuo a achar que Anderson seria uma grande mais-valia, até porque Lucho já não consegue passar dos 65/70 minutos de alta qualidade.

Voltando ao que interessa: finalmente, e aos pouco, parece que a nossa equipa técnica percebeu que num meio-campo 2+1, em que o “par” de Fernando não é Defour, Herrera ou Josué mas sim Lucho, a equipa desdobra-se muito melhor e naturalmente fica num 1+2, que é o mais natural de acontecer na nossa equipa… O “Polvo” joga melhor sozinho; “El Comandante” tem o seu habitat natural entre os dois médios e Carlos Eduardo (ainda sem alcunha) joga que se farta quando a bolinha lhe cai nos pés!

Carlos Eduardo revolucionou o meio-campo azul e branco / Fonte: Bibó Porto, Carago
Carlos Eduardo revolucionou o meio-campo azul e branco / Fonte: Bibó Porto, Carago

Às vezes é importante perceber que só por se chamar Carlos Eduardo e não Defour, Herrera, Josué e demais internacionais não quer dizer que não tenha qualidade para jogar… Lembrem-se de Jesualdo Ferreira, que, na segunda jornada da sua segunda época, lança o desconhecido Fernando (sim, aquele a quem agora chamam “Polvo”) em campo e relega Bolatti, Tomás Costa ou Kazmierckzak para o banco e para a bancada!

O ano passado tinha muito boa impressão deste miúdo no Estoril, mas nunca pensei numa ascensão tão rápida nem que fosse ele a mudança de que o FC Porto necessitava para reerguer o seu futebol de qualidade. Apesar do facto de termos jogado contra um bom Rio Ave e um muito frágil Olhanense, isso não tira a qualidade demonstrada pelo nosso meio-campo sempre que tinha a bola, em particular CE (posso chama-lo assim?).

Nas duas exibições como titular no onze azul e branco, Carlos Eduardo mostrou ter “samba nos pés” e, nos 6 golos em dois jogos, denota números impressionantes: 3 assistências (uma contra o Rio Ave e duas frente ao Olhanense) e um fabuloso golo contra o Olhanense, ou seja, 4 dos 6 últimos golos do meu clube contaram com a participação directa deste jogador! Isto sem contar que indirectamente, no golo de Herrera (mais um fabuloso), a jogada começa nos pés de CE…

Espero que este início a todo gás de Carlos Eduardo seja para continuar, e não igual ao de Licá, que começou a todo o gás, com muitos golos e assistências, e depois, pouco a pouco, foi caindo de produção: agora pouco se vê e não é mais do que um jogador útil no plantel.

Espera-se que Carlos Eduardo, ao contrário de Licá, não baixe o rendimento no futuro / Fonte: fcporto.pt
Espera-se que Carlos Eduardo, ao contrário de Licá, não baixe o rendimento no futuro / Fonte: fcporto.pt

Já não tenho receio dos próximos dois jogos do FC Porto: contra o Sporting, para a Taça da Liga (que continuo a achar uma barbaridade e mais uma invenção sem sentido, que só serve para encher museus; existem clubes que nos últimos 4 anos o encheram bem só com ela), e, mais importante, o jogo na Luz contra o Benfica, no qual teremos de estar na máxima força (já com Quaresma a postos, espero) e prontos para as já habituais desavenças que aquele estádio proporciona aos adversários nas jogadas de bastidores, além da qualidade que têm.

Para finalizar, só queria que este Natal trouxesse um defesa esquerdo de qualidade (poderia ser Álvaro Pereira, mas só para fazer o banco de Alex), um médio (Anderson, vá lá…) e o extremo já falado, o nosso “Ciganito”. Não peço um ponta-de-lança, porque Ghilas ainda nem provou o seu valor, mas dava uma oportunidade real a Walter, jogador gordo que se desdobra em golos, nem que para isso emprestássemos o Ghilas para ganhar minutos.

Mais uma vez, um bom Natal a todos os (des)Portistas. Desejo um ano recheado de vitórias. Que este ano seja tão vitorioso quanto o… Normal!

Uns com tanto e outros com tão pouco

internacional cabeçalho

Quando se pensa na Argentina é inevitável que surja o nome de Lionel Messi. O craque do Barcelona é indiscutivelmente a maior estrela da equipa, mas está longe de ser a única. Aliás, em termos ofensivos a selecção albiceleste tem um poder de fogo simplesmente impressionante. Agüero, Higuaín e Tévez são jogadores de classe mundial, e Palacio, não tendo a mesma qualidade que os anteriores, tem brilhado ao serviço do Inter de Milão. Se nada de estranho acontecer (como uma lesão), serão estes os convocados para o Mundial. É caso para dizer que Alejandro Sabella irá ter uma daquelas dores de cabeça de que qualquer treinador gosta. Se pensarmos que, na selecção portuguesa, a dúvida é entre Postiga e Hugo Almeida, até apetece perguntar se não querem emprestar um desses…

Higuaín e Messi têm presença assegurada no Mundial 2014 / Fonte: Futebol Portenho
Higuaín e Messi têm presença assegurada no Mundial 2014 / Fonte: Futebol Portenho

De todas as selecções presentes, a Argentina será, muito provavelmente, a que tem à disposição o melhor leque de avançados. ‘Kun’ Agüero é top-10 mundial e, até se lesionar, estava a ser o segundo melhor jogador da Premier League, logo atrás de Suárez. O jogador do Manchester City marcou 19 golos (13 no campeonato e 6 na Champions), mas o longo período de paragem que tem pela frente – regressará em Fevereiro – irá certamente provocar uma quebra de forma. Ainda assim, a titularidade na selecção não lhe deverá fugir.

A Serie A é o principal exemplo da força dos goleadores argentinos. Nos 5 melhores marcadores estão três jogadores oriundos do país das pampas. Carlos Tévez, ex-companheiro de Agüero em Inglaterra, tomou a decisão acertada quando aceitou mudar-se para a Juventus. El Apache está a ser a referência ofensiva que tem faltado nos últimos anos aos campeões italianos, tendo já 11 golos marcados na Serie A. O avançado tem vindo a manter a regularidade exibicional, algo que, ao longo da sua carreira, nem sempre conseguiu – de forma inexplicável, diria eu, já que qualidade não lhe falta e atitude competitiva muito menos. Em relação a Higuaín, depois de várias épocas no Real Madrid (onde era bastante desvalorizado pelos adeptos merengues, que o descreviam como um avançado perdulário), tem finalmente o merecido estatuto de estrela. El Pipita custou 37 milhões de euros ao Nápoles, mas não está a defraudar as expectativas: já leva 13 golos marcados, 9 no campeonato e 4 na Champions League. Tem, acima de tudo, provado que é um jogador fiável e muito completo. Higuaín e Tévez chegaram apenas esta época, mas Palacio já vai brilhando em Itália há cinco épocas. Primeiro no Génova, agora no Inter de Milão, o experiente avançado de 31 anos tem conseguido números extremamente interessantes. Na última jornada decidiu o derby com o Milan com um golo de calcanhar, somando o décimo golo da sua conta pessoal. É certo que não tem a mesma categoria dos outros avançados da albiceleste, mas é uma alternativa de grande qualidade.

Tévez e Agüero, outrora colegas no City, podem reencontrar-se no Brasil / Fonte: UOL
Tévez e Agüero, outrora colegas no City, podem reencontrar-se no Brasil / Fonte: UOL

A Argentina é, naturalmente, uma das candidatas a vencer o próximo Mundial. Apesar de não ter uma defesa ao nível do ataque, é uma selecção com um poderio ofensivo temível. A grande dúvida é perceber quem ocupará a terceira vaga no ataque, isto se pensarmos que Messi e Agüero em principio serão titulares. Alejandro Sabella poderá optar por um avançado, como Tévez, Higuaín ou Palacio, mas também poderá apostar num ala, como Di Maria ou Lavezzi. Em suma, a tarefa do técnico argentino é contrariar uma das “velhas máximas” do futebol – os ataques ganham jogos, as defesas ganham campeonatos –, esperando que a fartura em termos ofensivos permita chegar ao título.

O Natal tem mais brilho em Arouca

futebol nacional cabeçalho

O Arouca alcançou uma vitória fora de portas frente ao Gil Vicente. Os três pontos conquistados permitem à equipa de Pedro Emanuel respirar de alívio, nesta quadra natalícia, fora da zona de despromoção. A um jogo do final da primeira volta o Arouca encontra-se no lugar a que se propôs (manutenção) e vai jogar contra um adversário direto em Janeiro, o Belenenses. 0-3. O Arouca venceu o Gil Vicente. Três meses depois, as gentes de Arouca sorriram e festejaram uma vitória convincente frente a um adversário forte. A equipa de Pedro Emanuel colocou uma prenda no sapatinho de toda a vila de Arouca. Os poucos mas fervorosos adeptos locais viram a equipa afastar-se dos lugares de descida e passar o Natal na 14ª posição com hipótese de na próxima jornada vencer o Belenenses e trepar mais um lugar na tabela. As palavras de Pedro Emanuel no final do jogo contra o Gil Vicente refletem bem a realidade do Arouca e do jogo. «Já contava que viéssemos aqui demonstrar as nossas competências. Trabalhámos muito para que as coisas se tornassem fáceis. O Gil Vicente é muito forte em casa, mas nós estivemos muito bem, criamos várias oportunidades e o resultado é inteiramente justo. Quero realçar o comportamento do grupo de trabalho, que sempre acreditou nas suas capacidades, mesmo com as coisas a não correrem bem, e a direção, que sempre nos deu apoio e confiança».

Pedro Emanuel, técnico do Arouca.   www.dn.pt
Pedro Emanuel, técnico do Arouca.
www.dn.pt

O técnico esteve três meses sem ganhar para o campeonato, pelo meio apenas três empates, (um dos quais com o Benfica), mas foi sempre mantendo a confiança dos seus atletas e, sobretudo, da direção presidida por Carlos Pinho, com o seu filho Joel Pinho como diretor desportivo do futebol sénior. Esta confiança por parte dos membros diretivos permitiu a Pedro Emanuel trabalhar seguro das suas capacidades, nunca deitando a toalha ao chão e confiando nos seus atletas. O resultado está à vista: o muito pequeno mas muito trabalhador e humilde Arouca está na zona de salvação e falta apenas um jogo para o final da primeira volta do campeonato. Apenas para resumir o campeonato do Arouca: em 14 jogos, tem 11 golos marcados e 19 sofridos; oito pontos conquistados fora de casa e quatro em casa. Nestes 14 jogos, o Arouca somou três vitórias, três empates e oito derrotas. Passando às outras competições, na Taça da Liga o Arouca já está fora da prova. Foi eliminado na 1ª eliminatória diante do Beira-Mar. Venceu 0-1 em Aveiro, perdeu 1-2 em Arouca, sendo depois eliminado por 4-5 na decisão por grandes penalidades. Na Taça de Portugal a realidade é bem diferente, visto que o Arouca vai lançado e já está nos oitavos-de-final. Até lá chegar, os pupilos de Pedro Emanuel eliminaram, na 3ª ronda, o Varzim do Campeonato Nacional de Séniores por 4-1 e na 4ª ronda o Chaves da 2ª Liga. O sorteio destes oitavos-de-final não foi favorável ao Arouca – vai jogar contra o Braga, que tem fortes aspirações nesta prova. O jogo é no dia 5 de Janeiro e pode colocar o Arouca no lote das oito melhores equipas desta época na Taça de Portugal. Em todas as competições, o Arouca já disputou 18 jogos. Venceu seis encontros, empatou três e perdeu nove. Marcou 19 golos e sofreu 22. Apesar de serem números negativos, são excelentes indicadores para uma equipa como o Arouca, que teve uma ascensão monumental no futebol português.

Quanto ao plantel, o investimento foi reduzido mas as contratações foram estratégicas e bem pensadas. Para a baliza entrou o experiente Cássio – com 33 anos e muitos de 1ª divisão é quem defende as redes do Arouca. O seu suplente veio do Porto B, Stefanovic. Para a linha defensiva, a família Pinho contratou Tinoco, que tem muita experiência e que conhece a realidade do futebol português; veio também Balliu, emprestado pelo Barcelona, um jovem de 21 anos com enorme potencial; entraram ainda Nuno Henrique, que vem do Blackburn, e Diego Queiroz, que ao fim de cinco anos a jogar em Portugal se estreia no escalão principal. Para o meio-campo, entraram portugueses com muita qualidade e alguns com experiência. David Simão, Bruno Amaro, Pintassilgo, Nuno Coelho e Serginho foram os homens escolhidos para comandarem o meio-campo do Arouca. No setor mais avançado, o Arouca escolheu contratar no estrangeiro. Três atletas vieram para reforçar as posições ofensivas. Ceballos veio do Tottenham, Paulo Sérgio do AEL Limassol e Nouioui transferiu-se do Celtic para Portugal. Como já foi referido, o investimento foi reduzido mas, de certa forma, acertado. De entre todo o plantel, destaca-se o avançado matador Roberto, que já leva cinco golos em todas as competições. Os restantes marcadores dos 19 golos do Arouca são: Bruno Amaro com três golos; Mika, Pintassilgo, Serginho, David Simão e André Claro todos com dois golos e Ceballos com um golo marcado.

Lançado na Taça de Portugal e em lugar de manutenção na Liga Zon Sagres, o Arouca, dirigido pelo treinador Pedro Emanuel, deixa bons indicadores para o novo ano. Os próximos confrontos, para a Taça de Portugal contra o Braga e para o campeonato com o Belenenses, podem colocar o Arouca noutro patamar competitivo, ficando, em caso de duas vitórias, mais desafogado no campeonato e nos oito melhores clubes na Taça.

Hoje em Arouca, para a semana em Espanha – preparando o Mundial

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cab Volei

Na semana que antecede o início das competições de preparação do Campeonato Mundial de seniores masculinos, a seleção portuguesa tem um “plano de festas” que traz um pouco de tudo à preparação do plantel, desde o físico ao espírito natalício. Parece irónico, mas não é. José Moutinho foi o responsável por guiar a seleção nacional nesta segunda-feira num trilho na Serra da Freita, concelho de Arouca. “Desenvolver o espírito de grupo, a entreajuda, pois em certas situações uns precisaram do apoio de outros…”, assim destacou Moutinho os aspetos principais deste treino fora da rotina habitual da preparação dentro de pavilhões.

O selecionador nacional convocou já um grupo de trabalho restrito, constituído por 16 atletas, para o primeiro estágio da época, que foi agendado para 17 a 31 de Dezembro. Na próxima semana a seleção portuguesa disputará, também, três jogos amigáveis com a Espanha, em Madrid, nos dias 28, 29 e 30.

A notícia desta atividade realizada no dia 23 surpreendeu-me – é já no próximo dia 3 de janeiro que a seleção estará em Nis, na Sérvia, para a primeira de três partidas desta qualificação. Apuram-se para a Fase Final, na Polónia, o vencedor de cada poule e ainda o melhor segundo classificado das cinco poules.
Conciliar os objetivos táticos e técnicos da formação com a vertente “lúdica”, neste timing, é algo que continuo a admirar perante a comunidade do voleibol internacional – ou nacional, neste caso.

Aproveitámos o facto de estarmos ali para almoçar na região e aproveitar também a gastronomia local. Fizemos igualmente uma pausa na dieta”, declarou o dirigente da seleção ao «Record».
Como esperei que apenas o simples facto de os trabalhos de preparação já terem começado fosse mediatizado, fica aqui esta ideia baseada na notícia do Record (http://www.record.xl.pt/Modalidades/Voleibol/interior.aspx?content_id=859809) para refletir.

O Natal vem para todos – e a seleção decidiu “celebrá-lo” desta forma. Amanhã começam de novo os treinos em pavilhão.

Boa sorte é o que resta desejar à seleção nacional, bem como que aproveitem os jogos amigáveis com os vizinhos espanhóis, e que não os encarem como um “passeio” à serra.

Sapatinhos

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cab basquetebol nacional

Sapatos são bons. Confortáveis. São a substância que nos separa do solo. Protegem-nos. Não deixam que alguns malefícios da terra entrem pelos nossos pés adentro. Melhor do que isso, só mesmo um sapatinho de Natal. E se puder ser um calçado com mais qualquer coisinha lá dentro, então… estupendo.

E o Vitória Sport Clube (a que muitos chamam Guimarães) alcançou a liderança. Venceu o Maia Basket à tangente, por 77-75. Um triunfo no terreno do lanterna vermelha que permitiu aos minhotos ultrapassarem o Benfica na frente da classificação. É verdade que as águias têm um jogo a menos. Mas este feito do Vitória é bastante saboroso. Primeiro, porque é concretizado na viragem do ano. Depois, porque os minhotos cumpriram no domingo a metade da fase regular. E estão aí na luta pelo primeiro lugar. Luta essa que pode ser importante na atribuição do título de campeão, especialmente com a vantagem do fator casa na finalíssima, caso seja necessário haver uma.

E agora… Quem me tira daqui?! www.basketpt.com
E agora… Quem me tira daqui?!
Fonte: basketpt.com

Quando ninguém esperava, o Guimarães (agora cedi à gíria popular para não entrar em repetições onomásticas) lá vai pé ante pé, em pezinhos de lã. São sapatos. Mas feitos com material mais suave, que a vida está difícil para comprar melhor.

Se foi o Pai Natal, ou não, o obreiro de tal feito? Não sabemos. Mas o que é certo é que o velhinho bondoso chamado São Nicolau – que outrora trajou de verde e mudou-se para vermelho porque uma determinada marca de bebidas achou bom para a publicidade do seu produto – parece ter colocado este belo presente no sapato do V.S.C. Uma prenda, leia-se, e não pedra. Este é o espírito natalício. E que ele esteja no meio de vós.

A todos um bom Natal!

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dragaoaopeito

Marcar 3 golos este ano parecia mentira, marcar 4 era irreal. Finalmente o Porto começa a jogar à bola e a fazer merecer o dinheiro que tantos gastam em bilhetes para o ver jogar. E agora, agora é tempo de trocar presentes…

O meio-campo finalmente começa a produzir futebol. Com Fernando como único pivot-defensivo, com um Lucho uns 2 ou 3 metros à sua frente, habituando-se ainda a uma posição que não tinha vindo a ser a sua, e com um mágico Carlos Eduardo que mudou por completo as dinâmicas da equipa, esta é a altura ideal para o Porto voltar a ser o Porto, mas para isso precisa de fazer algumas alterações.

O Porto começa finalmente a jogar... / Fonte: Ionline.pt
O Porto começa finalmente a jogar… / Fonte: Ionline.pt

 

Neste Natal, o Porto irá receber Ricardo Quaresma, a meu ver o maior presente no sapatinho, aquele que os miúdos querem logo abrir antes da meia-noite e que vem embrulhado no papel mais brilhante, com o laço mais pomposo. Fico optimista com este regresso e acredito realmente que vai acabar com a dependência que o Porto tem tido de Danilo e Alex Sandro em termos de desequilíbrios. Finalmente o Porto vai ter um ala além de Varela…

Incompreensível é a demora na sua confirmação, já que o jogador está já a viver no Porto, viu o último jogo na tribuna e todos os jogadores do plantel já falam sobre ele. Aqui realço os maus hábitos se que têm vindo a registar-se nos últimos tempos, cuja novela Bernard ultrapassou todos os limites do rídiculo, em que o Porto não só não consegue manter em sigilo em relação às suas transferências, como não as confirma por muito óbvias que sejam.

Falou-se na entrada de Anderson, na qual não acredito e que espero que não se registe. Anderson tem valor e conhece o Porto, mas não é de todo uma necessidade na actual equipa. Quintero, Herrera e Josué são soluções de banco que me parecem mais do que suficientes na actualidade.

A meu ver, a chegarem jogadores deveriam ser alternativas para as laterais, já que nem Danilo nem Alex Sandro têm um substituto à altura. Mangala e Maicon são defesas-centrais e o Porto perde com laterais que não subam e que não saibam atacar; e Quiñones, ainda que seja alternativa a ambos os lugares, não tem tido qualquer oportunidade na equipa.

Outra possível entrada é o regresso de Walter, que acaba em Janeiro o seu empréstimo. O talentoso e pesado avançado tem-se revelado numa forma incrível no Brasil; no entanto, mais um avançado para o Porto é completamente desnecessário, uma vez que nem Ghilas tem jogado em jogos de Taça e Jackson tem sido um intocável até em amigáveis.

Falando em saídas, existem claramente jogadores que o Porto poderia vender ou emprestar neste defeso de Inverno. Otamendi, tantos pelos erros infantis que tem vindo a cometer e que o puseram no banco, como pela quantia económica que pode originar (uma transferência acima de 20 milhões seria super positiva), é talvez o jogador com maior probabilidades de sair. O Porto tem Mangala, Maicon e Reyes (que já teve o seu tempo de adaptação e está na altura de começar a mostrar valor), e ainda Abdoulaye (o próximo grande central da equipa na minha opinião) emprestado ao Guimarães, que regressará a médio prazo. Assim, a dar-se uma boa proposta, esta seria benéfica para o clube e para o jogador, que ainda ambiciona ir ao Mundial.

Uma boa proposta poderá levar Otamendi já em Janeiro<br / Fonte: IGol.pl
Uma boa proposta poderá levar Otamendi já em Janeiro / Fonte: IGol.pl

 

Defour é outro jogador que poderá estar de saída do Dragão. Nos anos anteriores nunca conseguiu mostrar o seu valor e este ano, tendo sido a prioridade no meio-campo no início, acabou por ser relegado para o banco, sendo hoje em dia uma 3ª opção, atrás de Herrera e Carlos Eduardo (Fernando e Lucho, para o bem ou para o mal, são os “intocáveis”). O regresso à Bélgica, ao Anderlecht, seria uma boa opção para o jogador, que também pretende manter-se na lista para o Mundial. Um empréstimo pago (1 ou 2 milhões) com opção de compra (mais 10 milhões de euros) talvez fosse a melhor solução, já que a equipa belga não me parece ter neste momento verbas milionárias para gastar.

Não me parece que Fernando vá sair. É, hoje em dia, essencial na equipa do Porto e, mesmo não renovando (saindo a custo zero no Verão), é preferível tê-lo como uma ajuda na conquista de títulos esta época do que tentar encontrar um substituto em três semanas que faça com que a equipa volte novamente às experiências no meio-campo.

Quanto a Izmaylov, ainda que pudesse inserir-se na secção das entradas, a realidade é que se antes não tinha muito espaço no Porto, agora deixou de o ter por completo. É um jogador extraordinário, mas nunca fez nada no clube para merecer um estatuto que lhe permitisse estar três meses de baixa, seja lá por que razão for, e depois voltar como se nada fosse. Certamente algum clube russo teria interesse em tê-lo e parece-me que, dado o salário alto que efectivamente continua a receber no clube, deveria ser vendido.

A saída de Quintero por empréstimo é, infelizmente, uma possibilidade. O jogador não está contente com a situação no clube, já que raramente tem oportunidades de jogar. Quando as tem, a titular, a verdade é que não consegue mostrar todo o seu valor. Prefiro que não saia, mas, a sair, que seja num empréstimo sem opção de compra a uma equipa espanhola do meio da tabela para poder ser facilmente titular e jogar com regularidade e para que para o ano possa regressar para o 11 portista.

Neste defeso, o que peço é que não sejam contratados mais jogadores medíocres em equipas portuguesas que não acrescentam nada a este Porto a não ser o facto de se dizer que jogam mais jogadores nacionais na equipa. O Porto precisa dos melhores, mas dos melhores que façam falta, não dos melhores que venham para criar ainda mais problemas.

A todos um Bom Natal, é tudo o que vos desejo: a portistas e a não portistas…

Os toffees de Roberto Martínez

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O meu artigo desta semana é sobre uma das sensações da Premier League, o Everton. A equipa comandada pelo espanhol Roberto Martínez ocupa atualmente o 5º lugar da classificação, com os mesmos pontos do Chelsea (4º), a apenas dois pontos da liderança.

Os toffees são mesmo a equipa menos batida do campeonato, com apenas uma derrota naquele que é para mim o mais difícil terreno de visitar, o Etihad Stadium. É ainda de realçar que já ganharam a equipas como Chelsea e United e empataram com Tottenham, Liverpool e Arsenal.

Para mim, quem merece o mérito deste excelente início de época é Roberto Martínez. O espanhol teve a árdua tarefa de substituir David Moyes como manager da equipa de Liverpool e a verdade é que tudo lhe corre de feição. O futebol praticado em Goodison Park é extremamente atrativo e isso muito se deve ao misto de experiência e juventude no plantel.

Roberto Martínez, treinador do Everton
Roberto Martínez, treinador do Everton / Fonte: premierleaguebrasil.com.br

Na baliza, os toffees têm o experiente Tim Howard, que demonstra uma grande qualidade entre postes. Por sua vez, na defesa, têm um dos melhores laterais esquerdos da Premier League, Leighton Baines. Diria mesmo um dos melhores do mundo. É uma das estrelas da equipa, assegurando um jogo brilhante em toda a ala, dando ainda qualidade no que toca às bolas paradas. Diz-se que o inglês já é reforço do United.

No resto da defesa, Jagielka é a principal figura a defender, acompanhado por Distin e ainda Coleman. O galês encontra-se numa forma assombrosa, oferecendo não só qualidade a defender mas apoiando consecutivamente no ataque.
No miolo do terreno, o Everton substituiu Fellaini por Barry, assegurando um reforço de peso para garantir o controle do meio-campo. Também os experientes Pienaar e Osman são valores seguros, que sabem temporizar muito bem o jogo e conseguem partir muito bem para o ataque. Contudo, Ross Barkley, com 20 anos, vai sendo a surpresa da equipa, passando cada vez mais de promessa a certeza. É um jogador a seguir com atenção.

Na posição mais avançada do terreno, Lukaku é o ponta-de-lança fixo e o goleador de serviço, tendo já apontados 8 golos. Para o apoiar, os jogadores em destaque são Mirallas e Deulofeu, provavelmente os jogadores mais tecnicistas do plantel.

Jogadores do Everton
Jogadores a festejar o golo de Coleman frente ao Swansea / Fonte: bbc.co.uk

Roberto Martínez não só conseguiu dotar a equipa de um futebol bonito, como adaptou muito rapidamente todo o plantel às suas ideias. É um treinador convicto de que é na posse de bola e no jogo de passe curto que residem os segredos para controlar os jogos.

Com os títulos da League One e da FA Cup no bolso, o espanhol vai deixando a sua marca na Liga Inglesa. Só resta perceber o que mais podemos esperar de um treinador que fez história no Swansea e no Wigan. Veremos se consegue voos mais altos no Everton.

We Wish You a Merry Christmas – Parte I

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cab nba

Estamos na época natalícia e, por conseguinte, este texto vai ter um formato diferente. A temporada desportiva de uma das ligas mais mediáticas do mundo vai avançando e todos os dias mais potente.

As equipas já têm todas as suas rotinas e em princípio sabem o que as espera quando a fase regular terminar. Na conferência Este não haverá muitas surpresas e na conferência oposta os plantéis principais estarão, claramente, no topo. Será competitiva, certamente, mas duvido que deixe muitas pessoas sem dormir, a tentar adivinhar quem irá aos playoffs.

Mesmo assim, devido a esta época especial onde o “Sozinho em Casa” e o “O Amor Acontece” estão em alta, presumo que os dirigentes das instituições podiam fazer um pedido àquela figura mítica, que ano após ano insiste em roubar bolachas e leite. Esta ideia vai ficar divida em dois textos distintos.

Começarei por analisar as principais falhas das equipas e definir as preocupações primárias dos executivos das instituições da conferência Este.

Atlanta Hawks: Manter o Kyle Korver nesta sequência de triplos consecutivos que ajuda a tornar cada jogo mais interessante. Deixar o Louis Williams ficar em forma e entreter os fãs da equipa com a capacidade ofensiva deste e de Al Horford. O principal é conservar o plantel saudável para ir aos playoffs.

Boston Celtics: Basicamente as cartas dos dirigentes da equipa de Boston começam todas desta forma: “Querido Pai Natal, cura os joelhos do Rondo”. Isto porque Rajon Rondo é a maior estrela da equipa e o seu regresso é muito desejado. A equipa precisa também de estabilidade no balneário.

Brooklyn Nets: O plantel precisa de ser isso mesmo, um plantel. Não pode estar completamente dependente de Brook Lopez, de Deron Williams e de uma noite mais inspirada de Joe Johnson. Os mais veteranos também estão em falta para com a equipa. Precisam de usar a experiência e marcar mais pontos.

Charlotte Bobcats: A formação dos Bobcats ainda está em reconstrução. O objectivo primário do grupo é melhorar a qualidade de jogo, tentar ter um registo melhor do que aquele que teve no ano passado e tentar arriscar em jogadores no draft do ano que vem. Diz-se que para o ano há uma lista de jogadores interessantíssimos.

Chicago Bulls: Mais é impossível escrever sobre os problemas da ex-equipa de Michael Jordan. O plantel está muito desequilibrado e a carência de pontos é a prova disso. Um jogador que garanta mais pontos será a solução. Porém, para isso será necessário trocar jogadores.

Cleveland Cavaliers: A produção da equipa está muito Kyrie-dependente. O jogador imortalizado pelo seu anúncio da Pepsi não tem andado a jogar a um nível extraordinário. Todos os jogadores têm o dever de ter mais produção ofensiva. O rookie Anthony Bennet precisa de perceber e de se adaptar à forma de jogar do nível profissional.

Detroit Pistons: Como uma das equipas que tem surpreendido por conseguir vencer os Pacers e os Miami Heat, os Pistons estão no caminho certo. Carecem apenas de vitórias caseiras.

Indiana Pacers: Os dirigentes dos Pacers não fizeram pedidos muitos díspares. O objectivo principal do grupo é reforçar a linha secundária, manter as estrelas saudáveis e felizes. A qualidade em campo cresce de jogo para o jogo e estamos perante um concorrente muito forte na conferência Este.

Na conferência Este, o encontro entre estas estrelas é sempre aguardado. http://www.nba.com
Na conferência Este, o encontro entre estas estrelas é sempre aguardado.
Fonte: NBA.com

Miami Heat: O plantel da equipa da Florida transpira química e coesão. A incógnita Greg Oden continua sem marcar a presença e demonstrar por que é que foi aposta da equipa bicampeã. Apesar de ter perdido um “atirador furtivo” em Mike Miller, os Miami Heat continuam a jogar bem. Os executivos da instituição pedem um jogo mais fluido e mais fiel às actuações do ano passado, que encantaram milhões. A saúde do grupo conhecido por “Big Three” é algo muito requisitado nas cartas para o senhor gordo de barba branca que trará os presentes na quarta-feira.

Milwaukee Bucks: Provavelmente das equipas mais atacadas pelo vírus das lesões, os Bucks rezam e imploram o regresso de Larry Sanders e de Ersan İlyasova para saírem do buraco em que estão inseridos. O crescimento do rookie grego Giannis Antetokounmpo pode vir a ajudar numa segunda metade de época interessante por parte da formação de Milwaukee.

New York Knicks: A equipa de Nova Iorque anseia por um grupo coeso e que jogue basquetebol ao nível que nos habituou na época passada. A nível individual é um plantel perigoso; como grupo é facilmente ignorado e desprezado.

Orlando Magic: Os Magic, mais precisamente, os seus dirigentes pedem que o estreante Victor Oladipo se mantenha a jogar da maneira excepcional que tem demonstrado desde a sua chegada. Por alguma razão é um dos favoritos para ganhar o prémio de melhor rookie.

Philadelphia 76ers: Aqui, o pedido é: saúde. Não só a nível mundial, mas a nível do plantel. Michael Carter-Williams – outro rookie impressionante que também está na corrida pelo prémio de melhor debutante – esteve lesionado durante uns dias e, sem ele, a equipa de Philadelphia poucos jogos ganhou. O rookie está a ser uma peça fundamental deste grupo que no início do ano tanto impressionou. Spencer Hawes também precisa de se manter numa forma física para lá de formidável se a equipa quer chegar aos playoffs ou pelo menos ser mais respeitada pelas outras da liga.

Os melhores rookies, até agora, são peças fundamentais nas suas equipas. http://sports.yahoo.com
Os melhores rookies, até agora, são peças fundamentais nas suas equipas.
Fonte: sports.yahoo.com

Toronto Raptors: Fala-se que a troca de Rudy Gay para os Kings foi feita para que a equipa canadiana pudesse apostar no draft para o ano que vem em jogadores canadianos. A permuta de valores nem sempre tem resultados positivos, mas mesmo assim a formação tem jogado bem e Kyle Lowry tem-se apresentado a jogar muito bem.

Washington Wizards: Pela equipa da capital americana, o pedido foi muito ao encontro de deixar o plantel sem problemas de saúde e que John Wall, principalmente, consiga manter-se no momento de forma que tem vindo a apaixonar meio mundo. O talentoso base tem tudo para proliferar esta época.

O nosso futebol e os seus complexos

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Durante anos o Benfica ganhou muito e era o grandioso clube português, em boa parte devido a Eusébio. Era considerado o clube do povo e não é à toa que hoje em dia tem tantos sócios e adeptos pelo mundo inteiro. O único clube capaz de lhe fazer frente era o Sporting. A partir de 1982, Pinto da Costa passou a presidente do Futebol Clube do Porto. O clube azul e branco começou a ganhar vários títulos, alguns até internacionais. Com essas vitórias veio uma pseudo-descoberta que iria marcar o mundo do desporto neste país: o futebol português tinha achado o precursor do mal! Durante anos Pinto da Costa foi considerado o problema – o único – do nosso futebol. As vitórias do clube foram diminuídas, principalmente pelo Benfica. Nada daquilo que o clube da província fizesse parecia interessar ou criar espanto genuíno em adeptos de outras equipas cá dentro.

Porto
Pinto da Costa mudou a história do FC Porto
Fonte: Diário de Notícias

As vitórias mantiveram-se, o pó das prateleiras deu lugar às taças, os cofres encheram-se com o dinheiro da venda de muitos e grandes jogadores, o modelo de gestão começou a servir de exemplo para casos de estudo em algumas das faculdades mais importantes ao nível europeu, o nome de Portugal parecia ter cada vez mais força quando o assunto era futebol. Em 2004 circulava o rumor de que algures no mundo o Sporting detinha o estatuto de melhor escola de médios e o Porto de melhor escola de defesas centrais. De certa forma pode-se dizer que, no que toca ao deporto-rei, Portugal é Eusébio, Mourinho, Figo, Cristiano Ronaldo e Futebol Clube do Porto, sendo que a grande diferença desta lista é que apenas o Porto é mutável de entre os nomeados. Daqui a 30 ou 40 anos os outros mantêm-se mas o clube azul e branco pode já não estar lá, tudo dependerá das suas conquistas e das “vendas recorde” de jogadores.

Hoje em dia temos um Benfica extremamente bem vestido mas de camisa rota. E neste fato pode-se mudar o casaco, a gravata, as calças e os sapatos, mas a camisa ficará sempre mal. Jorge Jesus é um dos treinadores mais bem pagos do mundo, tem um plantel fantástico, mas a estrutura está a ficar cada vez mais fraca. No entanto, parece que o ano de 2013 serviu para abrir muitos olhos. O Benfica está a sofrer uma ligeira mudança, talvez a mais importante, a única que precisava, aquela que é feita de fora para dentro, aquela que vem dos adeptos. Ou talvez seja apenas por verem o Sporting em primeiro lugar. Mas o que é engraçado no meio disto tudo é que aquele papel constante de antagonista e acusador parece ter saltado para a outra margem da 2ª Circular. O Sporting, clube respeitado por todos e que sofreu bastante com várias presidências incapazes e incompetentes, tomou as rédeas do cavalo da acusação, elevou o estandarte da Casa Real da Vítima Coitadinha, e decidiu apontar o dedo a todos. Agora, aquilo que começou por ser uma guerra contra o Porto, liderada pelo presidente Bruno de Carvalho, estendeu-se ao Benfica. O mal, segundo Bruno de Carvalho, tem afinal duas faces, e na origem desta guerra está João Moutinho e a rivalidade da 2ª Circular. Faz lembrar o recreio da escola… Mas não percamos a postura.

Porto
Bruno de Carvalho aponta o dedo às arbitragens
Fonte: Leoninamente

Claro que seria impreciso colocar de fora o facto de este presidente estar a “pôr a casa em ordem” e de trazer união aos sportinguistas (união, essa, que eles tanto gostam de negar que alguma vez tenha deixado de existir, embora todos saibamos que são as crises que unem as pessoas, e não os momentos de júbilo), mas o problema é que um líder deve ser sempre avaliado por aquilo que faz e diz, algo que parece não estar a acontecer no Sporting. Aquilo que Bruno de Carvalho diz é interpretado pelos seus adeptos como verdade absoluta. Os seus devaneios são como pão para a boca, e tanta é a necessidade de respeito e de imposição que a capacidade de filtragem é quase nula. Quando a fome é grande e a batata tem casca ninguém dá uso à faca! No rescaldo do empate a zero entre Sporting e Nacional, o que mais se via pelas redes sociais eram as insinuações dos adeptos leoninos sobre os planos de Pinto da Costa e de Luís Filipe Vieira para este campeonato. Esta ideia não surgiu do futebol, mas sim dos interesses que o rodeiam. E assim, cada vez mais, deixa de se discutir futebol, de se falar do jogo jogado, dos jogadores, dos grandes lances, dos erros, das más decisões tácticas, das substituições que ninguém entende, para se dar lugar à lamentação e à insinuação sem qualquer prova ou sentido de causa, sem ser aquela criada por quem diz o que lhe apetece fruto da sua posição hierárquica e mediática.

O que começou por ser “dois contra um” passou a ser “um contra dois”. O papel que pertencia, maioritariamente, ao Benfica, tem agora um outro protagonista. E, aparentemente, a liderança do Sporting parece “preocupar” muita gente. Dos outros não falo, mas a mim sei que só uma coisa me preocupa: o Porto e o seu futebol. Quem diz que os outros ficam preocupados só porque tem sido o melhor ultimamente, ou tem complexos de grandeza ou de inferioridade.