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UEFA aponta para nova competição em 2021

A implementação de uma terceira competição de clubes europeus não foi ainda confirmada, mas sabe-se que resta somente o aval do Comité Executivo da UEFA para a ideia ser definitivamente aprovada.

Na passada Terça-feira, na Croácia, no âmbito de uma assembleia geral da ECA, a Associação Europeia de Clubes da qual fazem parte alguns clubes portugueses, foi debatida esta temática e no final em declarações à comunicação social, Andrea Agnelli confirmou que o projeto já havia seguido para a UEFA, ficando então a aguardar eventual aprovação. Interveniente em ambos os organismos, como presidente da ECA e membro do Comité Executivo da UEFA, Agnelli não desvendou qualquer tipo de informação acerca do nome ou formato desta nova prova, nem sequer os moldes sob os quais esta iria decorrer.

O dirigente italiano apenas referiu que “vamos ter 96 equipas a jogar futebol europeu em 2021”, o que significa um aumento em comparação com os números de hoje, que indicam que são 80 as equipas a disputar competições europeias dividias pela Liga dos Campeões, com 32 equipas, e Liga Europa, com 48. A implementação deste novo modelo reduzirá a Liga Europa a 32 equipas, perfazendo uma divisão equitativa pelas três competições.

Fonte: UEFA

A alteração ao modelo do futebol europeu há muito que já era ponderada e a principal motivação prende-se com o desejo por parte da UEFA de explorar as potencialidades comerciais de vários clubes, abrangendo ainda mais a noção de recompensa do sucesso nacional com a competição continental.

A ECA deu luz verde e perspetiva-se que a aprovação da UEFA seja uma mera formalidade pelo que certamente a temporada 2021/2022 trará consigo uma grande novidade, e por sinal uma boa notícia para quem gosta de ver futebol.

 

Foto de Capa: UEFA

A incoerência paira no futebol nacional

Afinal em que é que ficamos? O Moreirense FC tentou corromper ou não jogadores do Associação Naval 1.º de maio? Para variar, as respostas são poucas e as incertezas são mais que muitas. Eu, por exemplo, sou apologista de que onde há fumo há fogo e este caso não é exceção.

Para ser sincera, este clima de suspeição que paira no futebol português já cansa. Rumores para aqui, rumores para acolá. Mas a verdade é que não passam disso mesmo: rumores. Poucos são os casos em que se chega a uma conclusão concreta. É o diz que disse que só alimenta ainda mais o ambiente podre do futebol nacional.

É uma pena que esta notícia tenha surgido agora. Estava a gostar da prestação do Moreirense e, de certa forma, este rumor acaba por fazer esquecer aquilo que a equipa de Moreira de Cónegos tem feito dentro das quatro linhas esta época. As polémicas sobrepõem-se ao futebol. Nada de novo, não é verdade?

Com isto, não pensem que estou a defender o clube. Se houve efetivamente corrupção, ela tem de ser punida. Não podemos é tapar os olhos e esquecer o que está para trás e o que já se passou no campeonato nacional. Ou que, neste caso, não se passou…

O Moreirense foi campeão da 2.ª liga no ano 2013/2014
Fonte: Moreirense FC

Se o Moreirense vai sofrer as consequências, só o tempo o dirá. Não posso é deixar de perguntar: e se fosse um dos três grandes? Esperem. Já sei! O problema deve ser mesmo a embirração com os equipamentos aos quadrados…

O engraçado é que, mesmo que isto se confirme, o Moreirense não vai deixar de existir. Na altura em que o clube é acusado, a SAD nem sequer existia. Ou seja, não pode ser responsabilizada por isso. Futebol português no seu melhor… Na teoria, faz sentido. Na prática, nem por isso. Mas não há-de ser a primeira e muito menos a última vez que a coerência fica aquém do que é suposto no campeonato nacional.

 

Foto de Capa: Moreirense FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

 

Momento verde e branco: o 5-3 ao Benfica

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Quarta-feira, 16 de abril de 2008. À primeira vista esta data passa por despercebida aos adeptos sportinguistas, porém, quando se diz que é o dia do “5-3 ao Benfica” a memória logo acorda e traz à cabeça aquele que foi, muito provavelmente, o melhor derby dos últimos anos.

Lembro-me de tudo como se fosse hoje. Tinha oito anos e via, pela televisão, estádio de Alvalade a receber a meia final da Taça e Portugal com um ambiente único: uma noite de quarta-feira chuvosa acabaria mesmo por me ficar na memória.

Tinha oito anos e o meu pai ‘zangava-se’ sempre comigo quando da minha boca saía, digamos, uma palavra menos bonita. Todavia, nesse dia tinha uma justificação mais do que válida para não me portar tão bem. A justificação? A miserável primeira parte do Sporting.
Os então comandados por Paulo Bento perdiam, em casa e frente ao eterno rival, por duas bolas à passagem da meia hora (golos de Rui Costa e de Nuno Gomes). Com uma primeira parte completamente miserável, já com uma desvantagem por duas bolas ao intervalo, e com um Benfica bastante superior, não se avizinhava nada de positivo para o emblema do Sporting.

Ainda na primeira (aos 35 minutos de jogo), Paulo Bento substituíra Adrien Silva por Marat Izmailov, contudo, foi a entrada de Derlei aos 61 minutos que veio ‘agitar a partida’.
Já depois de João Moutinho ter enviado uma bola à barra, o então prodígio Yannick Djaló fez o primeiro dos ‘leões’. Após um trabalho fantástico do montenegrino Simon Vukčević, que deixou um defesa por terra, o avançado português apareceu na pequena área e atirou a contar.

Oito minutos depois, e já depois de Quim ter impedido o golo dos homens de Paulo Bento por duas vezes, o mítico Liedson repôs a igualdade no marcador. Após um cruzamento de João Moutinho, o ‘levezinho’ puxou do pé direito e provou do seu prato preferido, claro está, o Benfica. Estava feito o empate!

Três minutos depois, aos 79, o marcador voltou a funcionar. Após uma grande jogada dos homens de Alvalade, Derlei apareceu completamente isolado e bateu Quim. O avançado brasileiro, que tinha estado no Benfica na época passado, tinha voltado de uma grave lesão de seis meses e levou Alvalade à loucura. “Que bonito é!”, dizia Hélder Conduto. O Sporting estava assim na frente do marcador pela primeira vez e o vulcão verde e branco entrava em erupção.

Passados três minutos, Cristián Rodríguez veio gelar Alvalade. Após um ressalto, a bola apareceu à entrada da área e o ‘Cebola’ desferiu um potente remate e não deu hipóteses a Rui Patrício. Os homens de Chalana empatavam a partida a apenas nove minutos do fim da partida.

Contudo, o melhor ficou mesmo para o fim. Aos 84 minutos, Yannick Djaló fez magia. Do meio da rua, o avançado atirou forte, não deu hipóteses a Quim e fez, de novo, aumentar os decibéis em Alvalade.

O jogo estava mais do que incerto e foi Simon Vukčević quem selou o resultado da partida. Após um cruzamento largo de Miguel Veloso, e já nos descontos, o montenegrino fez também ele magia: com o pé esquerdo, num remate artístico, atirou ao poste mais distante e ‘matou’ a partida.

O Sporting estava assim na final da Taça de Portugal após ter batido o eterno rival por 5-3 num jogo eletrizante e que ficará para sempre na memória dos sportinguistas.

Foto de Capa: Youtube

artigo revisto por: Ana Ferreira

O jogo que ninguém quer perder

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Ainda falta quase um ano, mas há um jogo de cricket agendado para junho de 2019 que já está nas bocas do mundo. Será na primeira fase do Mundial e colocará frente a frente Índia e Paquistão em Old Trafford. A demanda por bilhetes é tal que os primeiros bilhetes colocados à venda pela ICC tiveram pretendentes suficientes para encher várias vezes Wembley.

Os dois velhos rivais – dentro e fora de campo – encontraram-se pela última vez em 2017 na final do Champions Trophy, em que os paquistaneses saíram por cima, depois de terem sido derrotados na fase de grupos. Esta é uma das mais importantes rivalidades do cricket e ainda conhecerá um novo capítulo antes do Mundial, já que se defrontarão este mês na Asia Cup 2018, mas já todas as atenções estão viradas para o próximo verão.

Paquistaneses levaram a melhor no último encontro entre as duas equipas
Fonte: ICC

E essa também não será a primeira vez que as duas nações se enfrentam em Manchester. A 8 de junho de 1999, na segunda fase do Mundial – o antigo Super Six, que agora foi retirado do formato da prova – os indianos triunfaram por 227-180. No entanto, o que colocou este jogo na história da modalidade foi a Guerra de Kargil. O conflito armado entre Índia e Paquistão deu-se entre maio e julho desse mesmo ano, ou seja, a partida de Old Trafford foi a primeira – e, para já, única – vez em que dois países em guerra se defrontaram numa partida de cricket. Ainda assim, o jogo fez jus ao desporto e, apesar do ambiente emocionado, decorreu sem incidentes de maior calibre.

Apesar do equilíbrio habitual, é a Índia que parte com favoritismo, já que é a segunda no ranking mundial em ODI (One Day International), quase dois mil pontos à frente dos paquistaneses que ocupam o quinto posto, e tem Virat Kohli numa forma impressionante, com o primeiro posto como batedor tanto em ODI como em Test. E se o Paquistão até está representado por Babar Razam no segundo posto em ODI, a Índia tem mais três entre os dez melhores batedores, Rohit Sharma (quarto em ODI), Shikar Dhawan (nono em ODI) e Cheteshwar Pujara (sexto em Test). Em T20, a modalidade rápida, ambas têm dois representantes entre os dez batedores melhor rankeados.

O calendário completo do Mundial 2019
Fonte: ICC

Quanto ao resto do torneio, é sempre arriscado fazer previsões a tanto tempo de distância, mas não há dúvidas de que os homens da casa partem como uns dos grandes favoritos, liderando até o Ranking ODI neste momento e tendo recentemente ganho por esclarecedores 4-1 um jogo de Test frente à Índia. Por isso, é natural que em Inglaterra só se pense em levantar o troféu. A 14 de julho, em Lord’s, saberemos quem sucede à Austrália.

Foto de Capa: ICC

Os 10 melhores reforços das modalidades do Benfica 18-19

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O Sport Lisboa e Benfica veio daquela que foi a sua pior época dos últimos sete anos, época na qual não se sagrou campeã nacional nem no futebol, nem em nenhuma das modalidades de pavilhão masculinas.

Como tal, o clube abriu os cordões à bolsa e fez um investimento mais rigoroso nas cinco modalidades de pavilhão masculinas, contratando reforços sonantes que permitem com que o Benfica tenha equipas a altura da dimensão do clube.

De modo a que os benfiquistas acompanhantes do Bola na Rede estejam mais a par do mundo eclético encarnado, decidi fazer um top dos principais reforços do Benfica nas cinco modalidades de pavilhão. Devo desde já dizer que o meu critério na atribuição dos lugares não se baseia apenas na qualidade, no estatuto e no currículo dos jogadores, mas também na forma como estes encaixavam nas necessidades das respectivas equipas.

 

10.

Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Rapha (Voleibol) – Num passado recente houve alguns atletas a regressarem ao voleibol do Benfica após terem deixado o clube. Raphael Thiago Oliveira é mais um desses casos. O brasileiro de 34 anos representou os encarnados na temporada 2016/2017, tendo na altura sido um dos jogadores mais influentes na conquista do campeonato. Após uma curta experiência nos turcos do Kula Belediyespor, o zona 4 está de regresso aos encarnados para acrescentar qualidade e profundidade à sua posição, na equipa agora treinada pelo brasileiro Marcel Matz.

Poupar ou ritmar: o dilema

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Na ressaca da paragem para os compromissos com as seleções, o FC Porto vai preparando a estreia na Taça da Liga, que definiu a receção ao GD Chaves na jornada inaugural. Foi precisamente contra o conjunto transmontano que os azuis e brancos conseguiram o resultado mais robusto da presente época (5-0) e ao qual aliaram uma exibição quase perfeita a todos os níveis. Esse jogo, porém, dista praticamente um mês do que agora se realiza, pelo que os momentos, as motivações de ambas as equipas e, sobretudo, as competições são completamente diferentes. Há outro fator que pode pesar na preparação deste desafio, que acontece após uma paragem competitiva de duas semanas e que se chama contexto.

É natural que se escute não raras vezes o habitual cliché de que se entra em todas as competições para as vencer e isso é mesmo verdade, especialmente no caso dos dragões que, contudo, têm mais uma estreia marcada já na próxima semana, e essa sim, de grau de dificuldade aparentemente bem superior e de importância bem maior do que aquela que é conferida à Taça da Liga. Falo pois claro da Champions League e da visita do FC Porto a Gelsenkirchen, para defrontar o Schalke 04.

Aí entra um dilema com o qual Sérgio Conceição se terá debatido nos últimos tempos e que se prende com a possibilidade de poupar habituais titulares para o desafio com os alemães ou, por outro lado, conceder-lhes o tempo de jogo necessário para que readquiram o tal ritmo competitivo que os 15 dias das seleções retiraram à maioria deles. É certo que muitos dos que se perfilam como indiscutíveis do onze de Sérgio Conceição jogaram (oficialmente ou de forma amigável) durante este período, mas isso não é exatamente a mesma coisa, desde logo porque as dinâmicas são completamente diferentes.

Jorge pode ter a primeira oportunidade no jogo com o GD Chaves
Fonte: FC Porto

O caso mais preocupante está no centro da defesa, já que todos os quatro centrais disponíveis estiveram nos trabalhos das respetivas seleções, jogaram, e apenas hoje, véspera do jogo com o GD Chaves, é que se vão juntar ao grupo de trabalho. Isto, claro, se não houver contratempos com as viagens.

Há, também, a curiosidade de perceber se este será o momento ideal de lançar os mais recentes reforços Jorge e Bazoer, essencialmente pelo facto que destaquei anteriormente. Estará um jogador como Alex Telles em condições de ser poupado para terça feira ou, pelo contrário, deverão ser-lhe concedidos minutos para readquirir ritmo?

Essa é, então, uma das grandes dúvidas que acerca a cabeça do técnico portista neste momento. Do outro lado da defesa perspetiva-se o mesmo imbróglio em relação a Maxi Pereira e a eventual estreia de João Pedro. No meio campo Danilo e Óliver devem ter lugar garantido no onze, mas há os casos de Herrera e Sérgio Oliveira (o primeiro não esteve na seleção e o segundo pouco jogou por Portugal) para serem geridos, sem esquecer o reforço holandês que aguarda uma oportunidade. Na frente, Marega parece indiscutível e Marius pode fazer-lhe companhia, em virtude das limitações físicas de Aboubakar. Soares e André Pereira são cartas fora do baralho neste momento.

Chegados a meio de setembro, eis o teste mais exigente que se coloca a Sérgio Conceição na presente época: conjugar as necessidades da equipa enquanto coletivo mas também individualmente e, no meio desse equilíbrio, conseguir não hipotecar nenhuma das competições que se jogam neste momento. E não esquecer que há clássico na Luz daqui por três semanas…

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Força da Tática: Can he, deal with it? Lopetegui no Real Madrid C.F

Este foi um Verão muito movimentado em Madrid. Desde logo, pelas conquistas, o Atlético Madrid venceu a Liga Europa e o Real Madrid CF conquistou a sua terceira Liga dos Campeões seguida, mas não foi “só” isso que mexeu com a cidade.

Zinedine Zidane, o homem que liderou o clube a essas conquistas, anunciou logo depois da final de Kiev, que não ia continuar à frente da equipa. Se essa notícia deixou muitos adeptos blancos com o pensamento, de que tinha chegado ao fim um era, o anúncio do substituído (nome e timing), Julien Lopetegui, veio acentuar ainda mais essa ideia. Por fim, a saída de Ronaldo deixou o mundo do futebol a pensar: O que Lopetegui pode trazer, ao clube mais dominador dos últimos anos do futebol mundial?

Desenho (não muito) novo

Meio campo

O novo sistema, curiosamente, não tem muito de novo. Lopetegui têm usado alternado entre o 4-3-3 (“de Zidane”) e o 4-2-3-1. Apesar de algumas mudanças, nos primeiros jogos, por certos jogadores terem “chegado tarde”, provavelmente será CaseMito, perdão Casemiro, a ocupar a posição mais recuada do meio-campo, na frente da defesa, sendo o responsável por cobrir o espaço à frente da linha defensiva e por garantir o fornecimento, através de uma posse de bola estável, da bola aos outros dois médios, particularmente a Toni Kroos. Cabe ao alemão controlar os ritmos da equipa, e os números não enganam. Jogou os 90 minutos, nos três primeiros jogos, com uma média de 111 passes por jogo, com uma percentagem ridícula de acerto de 96.6%.

Kroos será, na minha opinião, o protagonista da história que Lopetegui pretende escrever em Madrid e até se pode colocar a situação de ser ele a ocupar a “posição 5”, com Casemiro avançar no terreno. Semelhante ao que está a acontecer no Chelsea, com Kante a subir no meio campo, mas o campeão do mundo é uma pantera e Casemiro um rinoceronte.

Fonte: beIn Sports

Em lance corrido, vemos isso mesmo acontecer. Benzema baixa, grande mobilidade, mesmo para uma posição mais recuada que Casemiro, Asensio vêm dentro, estabelece-se uma estrutura que facilita a combinação e dá-se a jogada.

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Fonte: beIn Sports

Lopetegui está a apostar no mesmo trio de meio campo, mas vemos Kroos a jogar ligeiramente mais recuado que Modric, com o croata mais solto na frente. Apesar disso, muitos golos são uma cópia dos da época passada.

Fonte: beIn Sports

A única diferença é que quem finaliza é Bale e não Ronaldo, mas o movimento de Benzema, para arrastar, é o mesmo.

Fonte: beIn Sports

Em lance corrido, vemos como estas bolas são muito difíceis de defender, reparem na quantidade de vezes que o jogador do CD Leganes, que responde ao movimento de Carvajal, teve de mudar não só a sua posição corporal, mas a direção do seu deslocamento e ajustar os apoios. Tudo isto enquanto tinha de se preocupar com a bola e com o seu homem.

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Fonte: beInSports

Adeus BBC, olá BBA?

Nestes primeiros jogos, Gareth Bale e Asensio jogaram (pelo menos no papel) como extremos, mas tinham total liberdade para flutuar ao longo do último terço, assim como Benzema. Apesar dessa liberdade, ambos começavam as jogadas bem abertos nos corredores, na tentativa de esticar o adversário o máximo na horizontal, criando separação entre os vários jogadores do CD Leganes.

Fonte: beIn Sports

Esta separação, particularmente entre o lateral e o central, permite a criação de situações de igualdade numérica nos corredores, mas de superioridade em termos reais, pela qualidade dos jogadores do Real Madrid CF vs adversários. Uma jogada comum, é quando o lateral (Carvajal/Marcelo), depois de uma variação do centro de jogo, solta no extremo à sua frente (Asensio/Bale), com este último a cortar para dentro, criando situações de desequilíbrio.

Já o segundo golo, frente ao CD Leganes, é uma excelente representação do que é a nova frente de ataque do Real Madrid CF: mobilidade, liberdade de movimentos.

Vemos, em baixo, como o movimento do espanhol, depois de entregar a bola, é perfeito. Os jogadores do CD Leganes estão a preparar-se para parar o movimento e se posicionar de forma a cortar as linhas de passe a Marcelo. Com o foco na bola, é nesse preciso momento que Asensio faz o movimento, e criar uma separação para os adversários que lhe permite cruzar com todo o tempo e critério para a cabeça de Benzema.

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Fonte: beInSports

A manipulação do lado cego do central, por Benzema, na preparação para a finalização também é para ter em consideração, são esses comportamentos que resultam nos tais golos que é: “Só encostar”.

Quem continua a criticar Benzema, vai começar a ter uma missão cada vez mais difícil. É um jogador, que dá o melhor de si em prol da equipa. A forma como se movimenta e como cria espaços para os companheiros, é vital para o sucesso do Real Madrid CF.

Pressão

Lopetegui têm integrado no Real Madrid CF, um sistema que procura negar ao adversário a possibilidade de construir desde trás, com o uso inteligente dos limites do campo. Como procura enviar a construção desde trás, vemos geralmente Benzema, como o primeiro jogador a pressionar o homem com bola, enquanto os restantes companheiros se aproximam dos adversários mais próximos da bola.

Fonte: beIn Sports

Vemos como o Real Madrid CF, usa a linha em seu favor, obrigando a jogar longo e/ou promovendo o erro do adversário.

Parece-me que Lopetegui, quer ter um jogador sempre a pressionar a bola, enquanto os jogadores em redor focam-se em marcar, quase, homem a homem as opções que o adversário com a posse de bola possui. Isto é muito vantajoso, porque permite ao Real Madrid CF, ter a possibilidade de pressionar o adversário a todo e qualquer momento.

Este sistema pode funcionar, já que força muito os duelos individuais, onde homens como Casemiro e Ramos, saem quase sempre por cima, mas é muito perigoso frente a adversários que tenham jogadores com a capacidade técnica, que lhes permite resistir à pressão, como o Barcelona. Vamos ver qual é a abordagem do Real Madrid CF, nesses confrontos. Por isso digo, que esta equipa é …

Uma equipa à espera de um teste

Não existe, para já, muito mais para falar porque Lopetegui ainda não teve um adversário à altura. Estou muito expectante para o jogo de Sábado, onde o Real Madrid se desloca a Bilbao. Aquela que será a primeira prova de fogo, e trará muitas respostas. Isto, antes da estreia na Liga dos Campeões, com a receção em casa à AS Roma.

A próxima semana, vai nos permitir responder com mais exatidão à questão, com que comecei este artigo:

“Can he, deal with it? “

(he: Lopetegui)

 

Fonte Real Madrid CF

 

Marchisio é trunfo para acabar com o jejum

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Este artigo que agora começo a redigir tinha como objetivo falar das mais recentes chegadas das estrelas Claudio Marchisio e John Terry ao campeonato russo, mas como o anterior internacional inglês rejeitou entretanto o FK Spartak de Moscovo, abordarei o caso do italiano, a transferência mais sonante até agora do futebol do país dos czares.

O médio transalpino, de 32 anos, estava livre depois de deixar a Juventus, clube onde se formou e jogou ao longo de 12 anos como sénior – entre 2006 e 2018, incluindo um período de empréstimo ao Empoli em 2008 – e em Portugal correu tinta na imprensa este verão sobre o interesse dos crónicos três candidatos ao título no internacional italiano.

A escolha recaiu no FK Zenit, clube com forte pujança financeira e fome de títulos, desde logo domésticos. É que o emblema de São Petersburgo não ganha o campeonato desde 2014/15, na altura orientado pelo português André Villas-Boas. Desde aí o título mudou de mãos três meses, mas nunca saiu de Moscovo, com CSKA Moskovo, Spartak e FC Lokomotiv Moscovo a levantarem o troféu, respetivamente. A última conquista do Zenit foi a supertaça russa em 2016…

O presente, podemos dizê-lo, é positivo. No banco esta temporada senta-se Sergei Semak, ele que terminou a carreira no clube em 2013 e passou a adjunto até 2016. Nas duas últimas épocas orientou o FK Ufa e agora, aos 42 anos, decidiu voltar ao Zenit, mas com mais responsabilidades.

Em 2008, o Zenit ergueu a Taça UEFA e Supertaça Europeia. Protagonismo que procura agora recuperar
Foto de Capa: FK Zenit

A equipa de Luís Neto é por agora a líder da liga russa ao cabo de seis jornadas, cinco vitórias e um empate. Na Europa, está na fase de grupos da Liga Europa depois de uma recuperação ‘milagrosa’ na 3.ª pré-eliminatória frente ao FK Dinamo Minsk – de 0-4 para 8-1 – e de uma eliminatória apertada com os noruegueses do Molde FK – vitória por 3-1 e derrota por 2-1, no playoff. Desse ponto de vista, cumpriu os requisitos mínimos e salvou-se do enorme revés de uma eliminação precoce.

Na Rússia, há quem defenda que Claudio Marchisio, o novo número 10, é o substituto de Axel Witsel. Domingo, frente ao FK Orenburg, para a sétima jornada do campeonato, o italiano poderá dar os primeiros toques de classe ao meio-campo petersburguês.

Foto de Capa: FK Zenit

Futebol de hipócritas e não de toupeiras

Os casos de corrupção têm abalado o futebol português nas últimas semanas de uma maneira ‘consistente’. Este é, sem dúvida, o grande tema na agenda mediática em torno do nosso futebol e, por isso, não podia deixar de lado esta oportunidade de partilhar a minha visão, bem mais abrangente e menos mesquinha do que aquela a que estamos todos os dias sujeitos.

O SL Benfica tem sido o clube que mais ligado tem estado a esses casos de corrupção, sendo que não existe, para já, sentença final, nem tão pouco podemos calcular quais as responsabilidades desportivas que irão ser adjudicadas ao clube lisboeta. Várias coisas são, no entanto, possíveis de auferir, ‘só’ vasculhando a nossa imprensa sobre estes sucessivos casos de corrupção no futebol português. O maior problema do nosso futebol não são as toupeiras, as toupeiras são sim parte do problema, mas não são ‘O problema’.

Passo a explicar: só alguém com uma visão muito restrita e limitada pode resumir que de todos estes escândalos o problema são as ’toupeiras’. As ’toupeiras’ são ‘apenas’ a reflexão de um problema bem maior: o ‘chico-espertismo’.

A mentalidade portuguesa no que ao futebol diz respeito é simplesmente imoral e mesquinha. Querem exemplos? O FC Porto teve um caso de corrupção desportiva, o caso do Apito Dourado, absolvido na justiça civil e condenado na justiça desportiva. O Sporting CP teve o caso ‘Cardinal’, onde o clube foi absolvido de qualquer responsabilidade, e ainda decorre o caso ‘Cashball’. Neste momento, é o SL Benfica o clube mais badalado com os casos ‘E-Toupeira’ e ‘Mala Ciao’. Estamos, portanto, perante um futebol onde os três grandes já foram, ou estão a ser julgados, direta e indiretamente, por casos de corrupção.

A FPF, na pessoa do seu presidente, Fernando Gomes, tem de ter um papel pró-ativo nas problemáticas do futebol português
Fonte: FPF

Onde está a moral para vermos constantes trocas de acusações entre clubes com ‘arremesso’ de casos de corrupção para cima uns dos outros? Um futebol de hipócritas. O futebol tornou-se naquela esfera da nossa vida onde qualquer valor moral e ético é esquecido. O futebol é agora o campo onde impera a lei da irracionalidade.

Projetando os 20 melhores “Shooting Guards” da nova temporada

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Numa posição que teve o seu auge nos anos 90 e na década passada, com nomes como Michael Jordan, Kobe Bryant, Dwyane Wade ou Allen Iverson, faltam neste momento grandes ícones que marquem uma geração. Na posição 2 ainda há muito talento, como é óbvio, e começam a surgir jovens de qualidade inegável, mas tirando um ou outro exemplo, poucas são as estrelas que complementam os bases das equipas da NBA neste momento. Ainda assim, vale a pena olhar para quem pode distinguir-se na época que se aproxima.