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Primeiro passo da caminhada até Madrid

À partida, quando nos lembramos do dia 1 de junho, vem-nos automaticamente à cabeça o Dia da Criança. Por mais tempo que tenha passado desde a última vez que fomos crianças, haverá sempre uma parte de nós consumida por uma infantilidade e uma ingenuidade próprias dos mais pequenos. Para a sorte de quem ainda dá uma espreitadela no Oliver e Benji, quando a série passa no Canal Panda, o dia 1 de junho de 2019 tem um presente para oferecer: a final da Liga dos Campeões. O Wanda Metropolitano, casa do Atlético de Madrid, irá receber neste dia os dois grandes finalistas da maior prova europeia de clubes, cuja caminhada até Madrid começa nesta terça e quarta-feira.

E que duas noites magníficas de futebol temos pela frente. Para abrir as hostilidades, por volta das 17:55 de terça-feira, o grupo B dá-nos a oportunidade de assistir a dois bons jogos: FC Barcelona – PSV Eindhoven e FC Internazionale Milão – Tottenham HFC. Na partida de Camp Nou, o Barcelona, não só por jogar em casa, mas também por apresentar um plantel recheado de opções, é claramente favorito. No entanto, Messi e companhia não podem de maneira alguma desvalorizar os holandeses, que se encontram em primeiro na Eredivisie, com 15 pontos em cinco jogos, e que contam com o mexicano Hirving Lozano endiabrado. Já no San Siro, as contas são mais complicadas de se fazer, pois tanto os milaneses como os londrinos entraram mal nos respetivos campeonatos. Num desafio que se prevê bastante equilibrado, alguns nomes como Icardi, Perišić, Kane e Eriksen prometem proporcionar uma boa hora e meia de espetáculo, antes de os grupos A, C e D entrarem em cena às 20:00, num jogo também propício para as casas de apostas, nomeadamente e aproveitando vários tipos de código de bónus netbet.

No grupo A, o AS Mónaco recebe no Principado o Club Atlético de Madrid, ao passo que o Club Brugge KV defronta em casa o BVB Dortmund. No jogo entre belgas e alemães, os segundos têm a obrigação de vencer. Apesar de ir a jogo fora de portas, o conjunto orientado por Lucien Favre transborda qualidade, e, com Marco Reus longe do departamento médico, estará sempre mais perto da vitória. Relativamente ao encontro entre monegascos e madrilenos, há um ligeiro favoritismo para o lado dos visitantes, que encontram a equipa de Leonardo Jardim algo enfraquecida, e sem o português Rony Lopes, entregue aos cuidados médicos.

Salah, Mané e Firmino vs Neymar, Mbappé e Cavani: os dois melhores trios ofensivos da atualidade encontram-se em Anfield Road, para o Liverpool FC – Paris Saint-Germain FC. No grupo C não irão certamente faltar golos, sendo este o jogo mais esperado de toda a primeira jornada da Liga dos Campeões. Ao mesmo tempo que decorre esta reunião de estrelas, o SSC Napoli visita a Sérvia para enfrentar o FK Crvena Zvezda, vencedor da Taça dos Campeões Europeus em 1991, e que se estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Griezmann e Mbappé, campeões do mundo pela França, são duas das principais estrelas da Champions
Fonte: UEFA

Chegamos ao grupo D, mais precisamente à cidade de Gelsenkirchen, na Alemanha, onde o FC Porto inicia a sua 23ª participação na maior competição de clubes da Europa, frente ao FC Schalke 04. O clube alemão vem de três derrotas consecutivas na Bundesliga, mas seguramente não fará a vida fácil aos azuis e brancos, que têm, contudo, mais e melhores argumentos para saírem vitoriosos. No outro jogo do grupo, o FK Lokomotiv de Moscovo, dos portugueses Eder e Manuel Fernandes, viaja até à Turquia, onde irá defrontar um Galatasaray SK algo bipolar, que marca muitos golos, mas que também sofre em grandes doses.

Na quarta-feira, às 17:55, entram em ação AFC Ajax e AEK (grupo E) e FK Shakhtar e TSG 1899 Hoffenheim (grupo F). No primeiro jogo, a contar para o grupo do Benfica, espera-se que os holandeses, com o veterano Klaas-Jan Huntelaar numa super forma, levem a melhor sobre os gregos, que estão de volta à fase de grupos 12 anos depois. No desafio entre o elenco de Paulo Fonseca e a turma do jovem Nagelsmann (de 31 anos), os ucranianos são favoritos, tendo em conta que os alemães fazem a sua estreia nas competições europeias.

Mais tarde, pelas 20:00, o SL Benfica – FC Bayern e o Manchester City FC – Olympique Lyon encerram a primeira ronda dos grupos E e F, respetivamente. As “águias” têm uma missão quase impossível frente aos bávaros, mas que pode trazer boas lembranças do 2-2 de 2015/2016. Na altura, Jiménez e Talisca foram os autores dos golos dos encarnados, enquanto Vidal e Müller marcaram para o Bayern. Já o Manchester City parece dar seguimento àquilo que fez na época passada, e, mais do que nunca, tem como principal objetivo da temporada a conquista da Liga dos Campeões, pela qual Guardiola tanto anseia.

Gedson Fernandes (19 anos) é um dos jovens da competição a manter debaixo de vista
Fonte: SL Benfica

No grupo G, temos Real Madrid CF – AS Roma e FC Viktoria Plzen – CSKA Moscovo. Os tricampeões europeus começaram a nova época sem dois dos principais responsáveis pelo recente sucesso na Liga dos Campeões, Cristiano Ronaldo e Zinédine Zidane, que abandonaram Madrid, mas mantiveram algumas caras fundamentais como Modrić, Kroos, Isco e Bale. Resta agora perceber se Lopetegui tem estofo para dar continuidade àquilo que foi feito pelo seu antecessor, sendo a Roma um excelente primeiro teste. Na República Checa, teremos porventura o jogo menos interessante da primeira jornada, para o qual o CSKA parte em vantagem.

Por último, no grupo H, o Manchester United FC de José Mourinho voa até à Suíça para enfrentar os BSC Young Boys, enquanto Cristiano Ronaldo regressa a Espanha, onde a Juventus FC irá encontrar o Valência CF. Os ingleses começaram a Premier League de forma atribulada, e com bastante barulho à volta do técnico português, mas têm todas as condições para baterem a equipa suíça.

Cristiano Ronaldo estreou-se a marcar pela Juve frente ao Sassuolo
Fonte: UEFA

Já a Juventus, apesar de defrontar um Valência que ainda não venceu na La Liga, tem um desafio complicado pela frente, em que Ronaldo será o centro de todas as atenções. O camisola ‘7’ estreou-se a marcar pela Velha Senhora no domingo, com um bis, e já se sabe que os golos, para o melhor jogador do mundo, são como o ketchup.

As noites europeias estão de volta, e com elas regressam todas as emoções. Quem chegará a Madrid? Aguenta, coração!

 

Foto de Capa: Club Atlético de Madrid

 

La Vuelta 2018: Yates vinga o Giro

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Três semanas e mais de três mil quilómetros depois, a Vuelta a España chegou ao fim com o tradicional circuito em Madrid. Como já é hábito, foi uma prova marcada com muitas chegadas em alto e subidas de inclinações brutais, mas poucos dias atacados do início ao fim e escassas oportunidades para os sprinters.

Antes de analisarmos as classificações finais da última Grande Volta da temporada, olhemos para os números gerais da prova.

Vencedores de etapas

O campeão italiano levou para casa três etapas
Fonte: Quick-Step Floors/Getty Images

3 – Elia Viviani (3, 10, 21)

2 – Rohan Dennis (1, 16), Ben King (4, 9), Alejandro Valverde (2, 8), Thibaut Pinot (15, 19)

1 – Simon Clarke (5), Tony Gallopin (6), Nacer Bouhanni (7), Alessandro De Marchi (11), Alexandre Genie (12), Oscar Rodriguez (13), Simon Yates (14), Michael Woods (17), Jelle Wallays (18), Enric Mas (20)

Líderes da Geral

Simon Yates (11 etapas)

Rudy Molard (4 etapas)

Michal Kwiatkowski (3 etapas)

Jesus Herrada (2 etapas)

Rohan Dennis (1 etapa)

WWE Hell in a Cell: Vamos esquecer isto…

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Mais uma noite (quase) para esquecer na WWE, com as já habituais finais que não são finais e que tentam deixar tudo em aberto sem um vencedor decisivo. O problema é que isso só resulta bem quando é usado uma vez por outra e não evento após evento e em vários dos combates do mesmo evento e, especialmente, nos principais combates do mesmo evento.

Mas foi isso mesmo que aconteceu. Salvo raras exceções (como o incrível Orton contra Hardy) foi mais uma noite para esquecer da WWE.

Recordes para todos os gostos

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Quem diria que num ano (surpreendentemente) de elevadíssimo nível, iríamos ter a 16 de setembro aquele que será, provavelmente, o dia mais marcante do ano para o Atletismo? Não quero ser desonesto comigo próprio: a nível internacional, vimos coisas fantásticas este ano, a começar pela fantástica temporada indoor, por resultados assombrosos nos Universitários Norte-Americanos, por uma Diamond League toda ela de elevadíssimo nível (sim, no Mónaco tivemos provavelmente o melhor meeting da história), vimos aqueles que foram uns dos melhores Campeonatos Europeus da história e o aparecimento de novas estrelas um pouco por todas as disciplinas.

A nível nacional, também tivemos surpreendentes marcas, o aparecimento de novas estrelas e a subida de patamar para muitos dos nossos valores mais emergentes. É difícil escolher o que foi o melhor num ano em que muitos (os mesmos de sempre, os que adoram falar mal e prognosticar o cataclismo a cada canto) diziam que seria terrível para o Atletismo (o primeiro sem Bolt, sem Farah em pista, sem eventos globais).

Mas o dia de ontem ficará, indubitavelmente, na história da modalidade, pela queda de vários recordes e todos eles com alguma surpresa à mistura – seja pelas marcas obtidas, seja pelos protagonistas em alguns casos. E ainda tivemos também direito a uma enorme marca nacional numa disciplina que estava também a precisar de algo assim. Seria difícil pedir melhor!

Força da Tática: Ronaldo voltou ao passado contra um US Sassuolo de futuro

Na quarta jornada, a Juventus FC voltava a casa para receber o Us Sassuolo, formação que iniciou o campeonato com uma vitória surpreendente em casa frente ao Internazionale Milão FC e que procurava em Turim mostrar o futebol que lhes permitia estar, à entrada para esta jornada, no terceiro lugar do campeonato.

Depois da vitória por cinco a três, frente ao Genoa CFC, o US Sassuolo fez algumas mudanças no onze titular, abdicando de Magnani e de Babacar, o treinador Roberto De Zerbi, apostou em Bourabia e Djuricic e montou um 4-3-3.

A Juventus, em 4-3-1-2, colocou Dybala na posição dez, atrás de Ronaldo e Mandzukic. Benatia entrou para o lugar de Chiellini, e Can assumiu a posição mais recuada do meio campo em detrimento de Pjanic.

Um US Sassuolo de futuro

Jogou em um sistema que não é o habitual, mas demonstrou ser uma equipa que leva os seus princípios ao limite. Procura sempre sair a jogar desde trás, algo que não é muito comum vermos as equipas que visitam Turim fazerem.

Bourabia baixa para junto de Locatelli, os dois centrais abrem, laterais bem projetados na mesma linha de Duncan. Na frente Djuricic e Berardi, com Boateng no centro, fixam a linha defensiva da Juventus.

Fonte: Eleven Sports

A partir daí o objetivo passava colocar Locatelli de frente para o jogo. Geralmente usavam Bourabia, uma boa surpresa, para depois de receber do guarda-redes, sair em progressão entregando depois a bola no apoio frontal de Duncan, até que finalmente Locatelli ficava de frente para a baliza adversária. A partir dai, era tirar a bola da zona de pressão e avançar em direção à baliza.

Fonte: Eleven Sports

Quando o Sassuolo tinha bola mais à frente, chamou particular à atenção o lado direito do ataque, com Lirola, Bourabia, Berardi e Boateng a aproximarem para combinar e criar alguns lances interessantes. Boateng, como falso nove, demonstrou sempre grande mobilidade, e foi muito importante não só como primeiro homem a pressionar, mas também a dar sempre apoio frontal aos médios e a disputar bolas no ar provenientes do guarda-redes, quando a equipa não conseguia sair curto.

Nesse lado direito dos visitantes, Berardi (extremo direito) vinha para dentro, ocupando a posição de Bourabia (médio interior direito), médio que fazia o movimento contrário ocupando a posição de Lirola, que por sua vez avançava para uma posição mais elevada no flanco, na zona normalmente ocupada por Berardi. Este trio, e a forma como trocavam de posições, chamava a atenção dos jogadores da equipa de Turim, arrastando homens, o que levava à abertura da linha de passe vertical para Boateng, que depois desviava a bola para a subida de Lirola.

Fonte: Eleven Sports
Fonte: Eleven Sports

Defensivamente, particularmente na primeira parte, foram uma formação muito interessante de observar. Organizado, foram muito difíceis de quebrar, sempre com um homem a pressionar a bola, outro a dar cobertura e os restantes equilibravam a equipa. Saibam que era fundamental ter sempre a bola sobre pressão, e quando era um médio que avançava para pressionar, neste caso Duncan, o extremo desse lado colocava-se imediatamente dentro, dando cobertura. Garantindo que a equipa pressionava a bola, sem nunca perder a sua estrutura.

Fonte: Eleven Sports

Quando conseguiam obrigar os campeões em título a jogar para trás, a equipa reagia a esse estímulo, subindo imediatamente.

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Nas entrelinhas do primeiro tempo

Na primeira parte, a Juventus não criou oportunidades de golo que justificassem a vantagem. Um dos poucos desequilíbrios aconteceu precisamente quando o Sassuolo não conseguiu pressionar o portador da bola. É muito complicado para quem defende, dividir a sua atenção entre o homem que está à sua frente, com bola, e quem está nas suas costas. Vemos como os homens da equipa visitante ficaram na indecisão de sair em Can, ou ficar na sua posição e cortar a linha de passe para os homens que tinham nas suas costas.

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Na primeira parte, faltou isto à Juventus. Faltou velocidade na circulação, e dinamismo nos movimentos sem bola, atrás da linha média adversária. Essa ausência, deixou sempre o Sassuolo muito confortável e organizado na primeira parte.

2.ª Parte

a segunda parte, a equipa da casa mostrou um dinamismo completamente diferente. A equipa conseguia atrair o adversário para um corredor, preferencialmente o esquerdo, para depois explorar rapidamente o direito.

Era um procura clara por Bonucci, para ele, através da sua superior qualidade de passe, romper a primeira linha de pressão, e fazer a bola chegar a Dybala entre linhas. Note-se como o argentino, têm o timing certo para sair da sua marcação e receber o passe. Isto faltou na primeira parte.

Através da imagem em cima, também vemos como a reação à perda da bola melhorou, permitindo à equipa de Allegri recuperar a bola em espaços próximos à baliza adversária impedindo a transição. Esta capacidade de recuperar a bola em zonas altas, era fundamental pelo facto de a Juventus ter a linha defensiva adiantada e subida no meio campo.

Juventus confortável no assumir adversário

Depois do golo de Ronaldo, o Sassuolo procurou teve a bola o que permitiu à Juventus ter mais espaços para as transições. Para comprovar que Allegri estava confortável com essa postura, Douglas Costa entrou ao minuto 60, para o lugar de Mario Mandzukic. Essa entrada teve um duplo efeito, o óbvio ofensivo e o de ter acalmado um pouco as subidas de Rogerio pela esquerda, que ia conseguindo tirar alguns cruzamentos, que apesar de tudo eram facilmente controlados pelos centrais da Vecchia Signora.

A verdade é que, apesar de ter estado confortável com a posse de bola, os visitantes nunca conseguiram criar verdadeiras oportunidades de perigo. Colocavam demasiados jogadores na primeira fase de construção, para tentar ultrapassar a primeira linha da Juventus, que contava muitas vezes com apenas dois homens. Isto retirou à equipa a capacidade de ultrapassar a linha média adversária, que tinha sempre superioridade no meio campo, obrigando os visitantes a jogar pelos corredores, onde mesmo que conseguissem cruzar tinham sempre inferioridade numérica em zona de finalização.

Fonte: Eleven Sports

Locatelli nunca conseguiu receber de frente para o jogo, sempre que recebia, a Juventus era rápida a reagir ao estímulo, particularmente Can, e nunca deixou o italiano rodar. Assim só restava a opção de jogar no corredor, onde Alex Sandro era rápido a encurtar e Matuidi a dar cobertura, o que dava tempo à equipa de ajustar e manter-se equilibrada.

O velho Ronaldo voltou frente um projeto de futuro. Já se começa a vir ao de cima, a sua capacidade de perceber e interpretar os espaços, mais fluido e entrosado com os colegas.

Foto de Capa: Juventus FC

 

 

O fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Destaque para a vitória do Andebol no arranque da EHF Champions League, assim como para o arranque vitorioso nos Campeonatos de Futebol feminino e Futsal masculino. No patamar negativo surge a Carambola que perdeu a Supertaça para o FC Porto.

Andebol: Semana com dois triunfos para os Bicampeões Nacionais: vitória em Águas Santas por 27-32 (13-13 ao intervalo) a meio da semana, a contar para a terceira jornada da primeira fase do Campeonato Nacional, e vitória na recepção ao HC Metalurg por 34-26 (13-13 ao intervalo) em jogo da primeira jornada do grupo C da EHF Champions League. Segue-se mais uma semana de duplo confronto: recepção ao AC Fafe na Quinta-Feira, 20 de Setembro, pelas 18 horas e deslocação ao reduto do Chekhovskie Medvedi pelas 14 horas (lusas) de 22 de Setembro, Sábado.

Carambola: Derrota na Supertaça por 2-0 ante o FC Porto.

Futebol feminino: As Bicampeões Nacionais venceram a AD Ovarense por 7-0 na jornada inaugural do Campeonato Nacional. Carolina Mendes (três), Nevena Damjanovic e Diana Silva (três) foram as autoras dos golos da partida. Na segunda jornada o Sporting CP desloca-se ao reduto do CF Benfica, estando a partida agendada para as 15 horas de 23 de Setembro, Domingo.

Futebol masculino: Os Leões bateram o CS Marítimo por 3-1 na primeira jornada do grupo D da terceira fase da Taça da Liga, com golos de Raphinha e Bruno Fernandes (2). Segue-se a recepção ao Karabakh (Liga Europa) e a deslocação ao terreno do SC Braga (Campeonato).

O Futsal masculino inicia Campeonato com goleada!
Fonte: Sporting CP

Futsal masculino: Os Tricampeões Nacionais golearam o CF Os Belenenses por 8-2 na primeira jornada da primeira fase do Campeonato Nacional, com golos de Alex (dois), Merlim, Cavinato, Dieguinho (dois), Edgar Varela e Leo. Na próxima jornada o Sporting CP desloca-se ao Pavilhão Municipal de Gondomar para defrontar o CF Unidos Pinheirense, estando o encontro marcado para as 14h20 de 23 de Setembro, Domingo.

Hóquei em Patins: Os Campeões Nacionais prosseguiram os trabalhos de preparação para a temporada que se avizinha, vencendo mais três encontros particulares, diante do Famalicense AC por 1-4 na apresentação da formação nortenha, e conquistando o Torneio Internacional Solverde com triunfos sobre o CP Alcobendas (5-0) e o HA Cambra (3-2). Seguem-se mais quatro jogos: diante de Paredes (17 de Setembro), Infante Sagres (18 de Setembro), Diessbach ou UD Oliveirense (19 de Setembro) e SC Tomar (23 de Setembro), este último a servir de apresentação aos sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal.

Râguebi feminino: O Sporting CP perdeu com a UAS Universitario de Sevilla CR por 19-10 em jogo de preparação.

Voleibol feminino: As Leoas, recém-promovidas à II Divisão, terminaram o XIX Torneio “Cidade Famalicão” no 2.º lugar, depois da vitória na meia-final sobre a Academia José Moreira por 2-3 e a derrota na final diante do AVC Famalicão por 3-1, sendo que ambas as formações militam no escalão máximo da modalidade.

artigo revisto por: Ana Ferreira

AD Limianos 1-2 SC Maria da Fonte: Marcar cedo e cedo defender dá pontos a quem menos quis correr

Depois de se encontrarem em maio para o Taça dos Campeões do Minho, AD Limianos e SC Maria da Fonte voltaram a medir forças, desta vez a contar para a quinta jornada da série A do Campeonato de Portugal.

Ainda dentro do primeiro minuto de jogo, os visitantes alcançam o golo. Assim, sem mais nem menos, sem pedir licença, sem esperar que todos os adeptos chegassem ao seu lugar. Depois de um livre lateral, a defesa limiana é apanhada de surpresa e com a bola à sua mercê, Romário atira forte, sem hipótese para Bruno Santos.

A equipa da Póvoa de Lanhoso fez o que havia feito no último encontro frente à equipa de Ponte de Lima; marcar cedo. E assim, a bola voltava ao centro e assistia-se a um novo pontapé de saída. Agora em desvantagem, praticamente desde o começo, cabia à equipa da casa praticar o seu futebol e assumir a condução da partida. Por outro lado, na procura de retomar o caminho das vitórias, o SC Maria da Fonte pausava o jogo sempre que tinha a bola e tentava congelar a partida.

Aos oito minutos, Cláudio Dantas conduziu pela área dentro e cruzou tenso para a cabeça de Rui Magalhães, mas a bola saiu ao poste. Estava dado um aviso do que seria a partida daqui por diante. Ou pelo menos assim se esperava. Na verdade, a primeira parte foi bastante morna, embora se tenham desenhado algumas oportunidades de parte a parte.

A AD Limianos gozava de uma posse de bola inconsequente, intranquila e pouco acertada. Foram inúmeros os passes falhados ainda na fase de construção, o que explica a dificuldade em chegar à zona de finalização. Só aos 30 minutos conseguiram criar perigo. Iano transportou para o centro e com um passe longo e bem medido descobriu Chiquinho nas costas da defesa contrária. Com alguma pressão, o camisola 9 recebeu e rematou para defesa apertada de Nuno Rafael. Os visitantes, confortáveis com a vantagem conseguida até então, só por duas vezes criaram perigo; aos 15 minutos, com um remate à meia volta e aos 44 minutos, quando Marna, depois de evitar Tiago Letras, permitiu a defesa do guardião limiano.

O SC Maria da Fonte conseguiu a segunda vitória à quinta jornada. A AD Limianos somou a terceira derrota consecutiva
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

À semelhança da primeira parte, a segunda começou com um golo. Quatro minutos decorridos, a equipa da casa atacava sem fim e há uma bola desviada com a mão na área dos visitantes. Da marca de penalty, Rui Magalhães não vacilou e repôs a igualdade e, diga-se, a justiça no marcador.

Quando se esperava uma maior clarividência e imponência da equipa limiana, o SC Maria da Fonte respondeu e quase com a eficácia pretendida; aos 52 minutos, Marna fica isolado após passe de Romário e remata com estrondo ao poste. O jogo entrava então numa fase mais dura. Com faltas mais rigorosas e paragens tão exageradas quanto desnecessárias. Só aos 70 minutos se voltou a assistir a um lance de perigo. Foi Tanela, recém-entrado, a receber de costas para a baliza, rodar e rematar de longe, à barra. Era o único aviso da avançado para o que se seguiria.

Cinco minutos depois, através de um enérgico contra-ataque conduzido por Marna, Bruno Santos falha o tempo de salto e permite que a bola chegue redondinha a Tanela, que sem oposição nem guarda-redes na baliza só teve de encostar para faturar. Agora com a possibilidade de pontuar a desvanecer, a equipa da casa teria de apostar tudo no ataque, mas as oportunidades simplesmente não surgiam. A bola era trocada atrás, sem verticalidade alguma, e de vez em quando lá saía um passe longo.

Foram novamente os visitantes a ameaçar chegar ao golo. Aos 85 minutos, Telmo contemporizou na linha, esperou a subida de Marna e isolou o guineense. Com Bruno Santos pela frente, o remate saiu ligeiramente ao lado. No derradeiro assalto à baliza de Nuno Rafael, Alvinho solicitou Wanderley na linha, este cruzou atrasado e Iano, sem oposição e perfeitamente enquadrado, rematou por cima a oportunidade de pontuar.

Pouco tempo se aproveitou dos cinco minutos de compensação, com bastante permissão do árbitro João Gonçalves. Após o apito final, a festa dos atletas e adeptos do SC Maria da Fonte era compreensível; a equipa da Póvoa de Lanhoso amealhou mais três pontos e escalou seis posições. Por outro lado, a AD Limianos mantém-se com quatro pontos e não alterou o seu posto.

 

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Nandinho, Touré, Tiago Letras e Jojó; Micka, Rui Magalhães (Alvinho, 80’) e Vítor Sousa (Wanderley, 72’); Iano, Chiquinho e Cláudio Dantas (Ricardo Silva, 59’).

SC Maria da Fonte: Nuno Rafael; Ruizinho, Cabreira, João Paulo e Cara (João Filipe, 45’); André, Romário (Figo, 84’) e João Moreira; Miguel (Tanela, 61’), Marna e Telmo.

Sporting CP 3-1 CS Marítimo: Samba de Raphinha dá ritmo ao leão

Depois da derrota na última jornada da temporada passada, derrota essa que foi um dos principais catalizadores da crise de Maio passado em Alvalade e Alcochete, o Sporting CP voltava a medir forças com o CS Marítimo.

O encontro, para além de marcar a estreia da equipa de futebol sobre o “reinado” de Frederico Varandas, trazia também de regresso ao José de Alvalade um ex-jogador do clube: Danny. O médio português regressou esta temporada à “sua” Madeira e voltava também a pisar um estádio que bem conhece.

José Peseiro mexeu menos no seu onze do que aquilo que se esperaria; com Montero, Battaglia ou Salin a manter o seu lugar no onze e a adiar a estreia a titular dos três reforços: Renan, Gudelj e Diaby. Ainda assim, Bruno Gaspar e a (boa) surpresa Jovane Cabral começavam de início pela primeira vez com a camisola verde e branca.

Jogando no seu 4-2-3-1, e recorrendo ao seu meio campo habitual (com o trio composto por Batta, Bruno Fernandes e o agora central Acuña), Peseiro mostrava que queria mesmo renovar a conquista da Taça da Liga e dobrar as suas conquistas pessoais, após a conquistada em 2013 pelo SC Braga.

Já do lado insular, o Marítimo procurava a primeira vitória no reduto do leão desde 2013, quando a 10 de Fevereiro o sul-coreano Suk Hyun-Jun fez um golo solitário que deu três pontos aos madeirenses. Também em 4-2-3-1, com Danny no apoio a Rodrigo Pinho (que entrou para o lugar de João Tentúgal depois do português ter saído da ficha de jogo), o treinador Cláudio Braga vinha a Lisboa à procura de começar a Taça da Liga da melhor forma.

O jogo começou com Jovane e principalmente Raphinha a mexerem com o jogo leonino. Foi mesmo do extremo contratado ao Vitória SC que teve nos pés a primeira oportunidade de golo mas, logo na resposta, os insulares também assustaram a equipa da casa, mostrando que queriam entrar na disputa apesar do maior domínio do Sporting.

Depois do primeiro quarto de hora, o Marítimo conseguiu avançar as suas linhas e começar a criar jogo no seu meio-campo ofensivo, usando também alguns contra-ataques para chegar de forma célere à grande área adversária ultrapassando assim a fase inicial de pressão dos leões.

Esta subida territorial acabou por ser prejudicial para os visitantes; numa jogada pela zona central e após uma perda de bola insular, Montero descobriu Raphinha solto de marcação e o brasileiro conseguiu estrear-se a marcar pelos verde e brancos. O primeiro golo do Sporting estava feito e os adeptos suspiravam de alívio, uma vez que os leões tinham vindo a perder algum do gás inicial.

O número 21 fez o primeiro golo de leão ao peito
Fonte: Sporting CP

O golo acalmou a equipa de Peseiro e acabou por mexer com o psicológico dos visitantes, permitindo que Jovane Cabral voltasse a mexer com o jogo e a aparecer na partida, aplicando velocidade e até tentando de meia distância.

Até ao final da primeira parte, assistiu-se a um jogo controlado pelo Sporting, com mais posse de bola e com Coates a ficar a centímetros do 2-0.

O segundo tempo começou sem alterações de parte a parte, ainda que Luc Castaignos e Nemanja Gudelj tenham aproveitado o tempo de intervalo para realizarem exercícios leves de aquecimento.

Ao contrário do primeiro tempo, a etapa complementar começou com uma jogada de perigo insular; Salin repõe mal a bola após um pontapé de baliza e Jean Cléber, após cruzamento da direita de Correa, tenta surpreender o guardião francês com um toque subtil de calcanhar, mas Salin defende junto ao solo.

Pouco tempo depois, Rodrigo Pinho insere a bola na baliza leonina, em mais uma jogada em que a equipa do Sporting parecia adormecida. A jogada acaba por ser invalidada por Manuel Mota, árbitro da partida, mas tudo pareceu legal.

Ao 54′, e após uma grande penalidade conquistada pelo irreverente Jovane, Bruno Fernandes saiu da apatia em que se encontrava na partida e fez o segundo golo dos verde e brancos. Este golo acabou por ser um pouco contra a corrente do jogo mas onde se percebeu a importância que Jovane (e Raphinha) têm nesta equipa do Sporting. A velocidade e imprevisibilidade de ambos incutem no jogo torna-os em peças fulcrais no jogo ofensivo da equipa.

Seis minutos depois, e depois de novo adormecimento leonino, o Marítimo reduziu para 2-1. Jorge Correa, que já tinha assustado Salin minutos antes, aproveita um erro de Acuña para marcar e dar uma nova esperança aos madeirenses.

Contudo, a reação da equipa da casa foi instantânea. Após um lançamento longo de Salin, Montero luta entre os centrais adversários, combina com Bruno Fernandes e o capitão leonino bisa na partida.

Este segundo golo de Bruno Fernandes e terceiro dos leões não esmoreceu a equipa de Cláudio Braga, que continuou à procura da discussão do resultado. O meio campo do Sporting, com Bruno Fernandes e Battaglia já amarelados, tinha muito trabalho em conter Danny e Jean Cléber.

Notando esta quebra nos seus jogadores, Peseiro decidiu reforçar a zona centro do meio campo, colocando em campo Wendel e Gudelj e fazendo subir Bruno Fernandes para apoiar Fredy Montero. As substituições mudaram para melhor a exibição leonina, passando a controlar a zona intermédia e anulando aquela que era a grande força insular, o seu meio-campo.

Os últimos quinze minutos foram de controlo e posse de bola do Sporting, com poucas ocasiões de parte a parte e com um jogo bem menos bonito e apelativo do que o início de segunda parte nos trouxe. Já perto do final do encontro, Peseiro promoveu mais uma estreia com a entrada de Diaby, respondendo o treinador insular com a entrada de mais um avançado e a passagem táctica para um 4-4-2 com Ioannidis a fazer companhia a Tagueu no ataque.

Já nos descontos, o pior momento da partida; Wendel sofre uma agressão de Lucas Áfrico, com o central da equipa madeirense a pontapear o médio brasileiro no peito.

O final da partida chegou pouco depois e a vitória do Sporting acabou por se tornar confortável com a passagens dos minutos,  mas uma palavra para o bom esforço produzido pelo Marítimo, que nunca se conformou ou desistiu de procurar melhor sorte em Alvalade.

Onzes iniciais:

Sporting CP: Salin; Bruno Gaspar, Coates, André Pinto e Jefferson; Battaglia, Bruno Fernandes, Raphinha (Diaby, 88′) e Acuña (Gudelj, 70′) ; Jovane (Wendel, 70′) e Montero.

CS Marítimo: Charles; Bebeto, Zainadine, Áfrico e China; Correa, Fabrício (Ioannidis, 88′), Jean Cléber e Barrera (Edgar Costa, 64′); Danny e Rodrigo Pinho (Joel Tagueu, 64′).

UD Leiria 3-0 Sertanense FC: Eficácia máxima dita vitória leiriense

Após uma semana de interregno para a Taça, a quinta jornada da série C do Campeonato de Portugal arrancou no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, para a partida entre a UD Leiria e o Sertanense FC.

A primeira oportunidade de grande fulgor foi para o Sertanense FC, aos 7 minutos, com um cabeceamento de Sócrates ao lado da baliza de Wilson. Aos 20’, após um remate de Luís Gaspar, Sócrates voltou a tentar a sorte, mas o tiro saiu desajeitado e muito ao lado.

O grande destaque da primeira parte aconteceu aos 25’, com uma falta de Rafa Santos sobre João Vieira perto da meia lua, na primeira oportunidade dos leirienses em chegar à baliza adversária. O guardião foi expulso e obrigou o treinador João Manuel Pinto fazer entrar Daniel Carvalho, por troca com o avançado Luís Gaspar.

Na conversão do livre, o remate de Dénis bateu na barreira e, na recarga, João Dias atirou para o cabeceamento de João Vieira. No entanto, o árbitro assinalou uma falta ofensiva, que deu pontapé de baliza para Daniel Carvalho.

A tentar recompor-se da expulsão, e com maior tendência ofensiva, o Sertanense FC conseguiu controlar a ofensiva atacante da UD Leiria, que tentou marcar com dois remates de Ernest.

Até ao fim da primeira parte, foi difícil para a equipa da Sertã ignorar o impacto da expulsão e isso permitiu à UD Leiria ter mais bola e oportunidades para se isolar no marcador. No entanto, o resultado não mudou e foi empatado a zero para o intervalo.

Carlos Daniel bisou numa tarde vitoriosa para a UD Leiria
Fonte: Bola na Rede

No recomeço da segunda parte, aos 46’, Carlos Daniel entrou para o lugar de Ernest e aproveitou um remate de Leonel Olímpio defendido por Daniel Carvalho para, na recarga, rematar cruzado para o primeiro golo da equipa da casa.

Com a vantagem do seu lado, a UD Leiria foi em busca do segundo tento. Aos 50’, foi a vez de João Vieira rematar cruzado para uma defesa apertada de Daniel Carvalho.

Por cima na partida, a UD Leiria aumentou a vantagem, aos 60’. João Caminata recebeu a bola na direita e cruzou certeiro para a cabeça de Ulisses, que apontou o segundo da tarde.

E como não há duas sem três, a formação de Tiago Vicente chegou ao 3-0, de novo da autoria de Carlos Daniel, aos 80’. O lance foi conduzido por João Vieira, que rececionou e assistiu para uma chapelada do ex-Marítimo, sem hipótese para Daniel Carvalho.

Com o resultado composto, e uma exibição que fez jus a isso mesmo, o apito final ditou a vitória esperada da UD Leiria, que soma mais três pontos nas contas da série C. Na próxima jornada, joga fora frente ao Fátima, enquanto o Sertanense FC recebe o Anadia.

 

Onzes iniciais:

UD Leiria: Wilson Soares; João Dias, João Miguel, Anilton Júnior e Dénis Marandici; Leonel Olímpio, Ulisses (André Fontes 82’), Maks e João Caminata (Kah 86’); Ernest (Carlos Daniel 45’) e João Vieira.

Sertanense FC: Rafa Santos; Tito Júnior, João Jesus, Tiago Correia e Bruno Pereira; Kevin Pina, Hugo Barbosa, Tiago Baptista (Pereirinha 55’) e Davou; Sócrates Pedro (Cláudio Silva 66’) e Luís Gaspar (Daniel Carvalho 26’).

Guerreiro? Agora sou o Capitão Jardel

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Já passaram oito temporadas desde a chegada de Jardel Nivaldo Vieira ao Sport Lisboa e Benfica. Depois de chegar a Portugal para representar o Grupo Desportivo Estoril-Praia e o Sport Club Olhanense, Jardel atingiu um patamar superior e deu o salto para aquela que viria a ser a casa onde mais títulos conquistaria e onde mais sorrisos esboçaria.

Jardel já ficou na História do SL Benfica ao marcar presença no pequeno núcleo de jogadores que se sagraram Tetracampeões, em 2016/2017. De Manto Sagrado ao peito, soma já quatro Campeonatos (2013/2014, 2014/2015, 2015/2016 e 2016/2017), duas Taças de Portugal (2013/2014 e 2016/2017), cinco Taças da Liga (2010/2011, 2011/2012, 2013/2014, 2014/2015 e 2015/2016) e duas Supertaças de Portugal (2014 e 2016). Tendo em conta que está na sua oitava temporada no Estádio da Luz, trata-se de um palmarés digno de respeito.

Jardel é um jogador que não dá muito nas vistas. Não causa mau ambiente, é leal e sabe jogar limpo. Apesar de ter algumas lacunas no capítulo técnico, falamos de um defesa-central muito sereno, maduro e com uma progressão enorme desde que começou a vestir o Manto Sagrado.

É, aliás, notória a evolução de Jardel desde que chegou à Luz, principalmente no capítulo da leitura defensiva e conhecimento do jogo, tendo tido o privilégio de fazer duplas com Luisão, Ezequiel Garay, Victor Lindelöf e, agora, com Rúben Dias. Confesso que, no início, era pouca a minha empatia para com ele, mas o tempo só me veio provar que se trata daquele tipo de jogadores no qual o sucesso de um clube tem de ser construido à sua volta.

Não sendo, propriamente, um central de top mundial, beneficiou em larga escala das condições que o SL Benfica lhe proporcionou e soube tirar proveito disso, tornando-se num defesa-central bastante confiável, cumpridor e que é hoje visto como um dos líderes de balneário. Foram várias as vezes que vimos Jardel ou de cabeça aberta – após cerradas disputas de bola com os adversários – ou a festejar golos de forma efusiva – vários deles até decisivos! É um exemplo para os mais novos e para os que chegam ao Clube.

O testemunho foi passado: Jardel é, hoje, a grande voz de comando dentro de campo
Fonte: SL Benfica

Neste inicio de  temporada, Jardel tem-se apresentado num excelente registo. Totalista nos oito jogos oficiais das “Águias”, o luso-brasileiro tem dado estabilidade à defesa e contribuiu em larga escala no apuramento para a Fase de Grupos da Liga dos Campeões, marcando em Thessaloniki o golo que ajudou a segurar o play-off disputado com o PAOK.

Pela forma como sente o nosso Emblema, pela sua resiliência e pelo respeito que foi conquistando ao longo do seu percurso, Jardel é hoje o vice-Capitão do SL Benfica. É ele a grande voz de comando dentro de campo, o patrão da defesa, o que agarra a equipa quando as coisas não estão a correr pelo melhor. Tal como um grande Capitão deve fazer, Jardel está sempre lá nos momentos decisivos; seja a marcar um golo, seja a fazer um corte providencial. Se antes era o Guerreiro da Luz, hoje é o Capitão Jardel.

 

 

 Foto de Capa: SL Benfica