No Pavilhão Multiusos de Gondomar, no Porto, vão estar as quatro melhores seleções femininas de futsal. Estarão na luta por aquele que será o primeiro europeu desta modalidade, no contexto feminino. Portugal, Espanha, Rússia e Ucrânia são as equipas que chegaram até esta fase final e apenas uma será consagrada como a melhor da Europa.
Para chegar a esta fase final, as seleções passaram por uma ronda de qualificação, que é já habitual nas competições da UEFA. A equipa espanhola ultrapassou, com alguma facilidade, os seus adversários no grupo 1 e somou três vitórias em três jogos. A seleção das Quinas teve a mesma prestação que as nuestras hermanas e acabou a fase de qualificação com nove pontos. Espanha e Portugal acabaram esta primeira fase com os mesmos pontos (nove) e os mesmos golos marcados (26) e sofridos (um).
As duas equipas do leste europeu, Rússia e Ucrânia, passaram com dificuldade os seus respetivos grupos, mas conseguiram alcançar um lugar na tão desejada final four, em Gondomar. A equipa russa venceu o seu grupo com sete pontos, enquanto que a seleção ucraniana, que também fez sete pontos, passou somente pela diferença de golos – mais quatro do que a seleção húngara.
A seleção das Quinas tenta ser a primeira equipa a vencer a UEFA Women’s Futsal EURO e tenta escrever mais uma bela página no futsal português Fonte: FPF
O sorteio ditou que Rússia e Espanha são as primeiras seleções a entrar em cena e a mostrar o seu talento na quadra. Já no segundo jogo, Portugal defronta a Ucrânia numa partida que deve contar com casa cheia para apoiar a seleção portuguesa.
Por ser a primeira vez que esta competição se irá realizar, as quatro seleções vão estar mais do que motivadas no que diz respeito a jogar para ganhar, e dificilmente alguma deverá apresentar-se como grande favorita a vencer o torneio.
A seleção das Quinas, devido ao facto de ser a anfitriã da UEFA Women’s Futsal EURO, poderá sentir uma pressão acrescida para corresponder às expetativas. Porém, ter um pavilhão cheio a cantar a uma só voz “a Portuguesa” e a apoiar a equipa durante os 40 minutos pode constituir um fator de motivação extra para as atletas nacionais.
O desejo é o de que Portugal vença esta competição, tornando-se a primeira seleção feminina a levantar o mais prestigiado troféu da UEFA. Deste modo, poderíamos ser, também, a primeira seleção europeia a ter lado a lado os troféus do europeu feminino e do masculino, que já foi ganho em 2018 na Eslovénia. Enquanto for possível sonhar, sonharemos, mas façam com que seja possível que este sonho… se torne realidade.
Num estádio onde reinava a pressão, o Sporting levou a melhor e conseguiu levar os três pontos para Lisboa, vencendo o Feirense por 3 a 1. Filipe Martins sonharia com outro desfecho na sua estreia na Primeira Liga, mas os leoninos não permitiram aos fogaceiros sonhar.
Uma estreia no banco da equipa da casa e uma procura incessante pela fórmula que permitiria fugir à tempestade que foi a semana anterior para os forasteiros. Assim chegaram CD Feirense e Sporting CP ao duelo da 21ª jornada no Marcolino Castro.
Filipe Martins sucedeu a Nuno Manta Santos e assumiu o leme do Feirense, lanterna vermelha da Primeira Liga, a quatro pontos do penúltimo classificado, e queria iniciar um ciclo mais próspero do que havia sido vivido até aí. Do outro lado, estava o pressionado Marcel Keizer, que não via outro caminho que não a vitória para acalmar a contestação dos adeptos leoninos face às duas derrotas frente ao eterno rival de Lisboa na semana anterior.
Filipe Martins efetuou três mudanças face ao último jogo do seu antecessor, colocando no onze inicial Cris, Marco Soares e João Silva, para os lugares de Ali Ghazal, Mateus Anderson e Crivellaro. JáKeizer fez cinco alterações depois da derrota ante o Benfica na jornada passada, fazendo alinhar Ilori,Acuña, Ristovski, Diaby e Borja nos lugares de André Pinto, Raphinha, Bruno Gaspar, Nani e Jefferson.
Num início de jogo bastante faltoso, via-se um Sporting a tentar controlar o jogo, mas a ter dificuldades perante um Feirense pressionante e aguerrido.
Os leões mantinham a posse de bola, mas sem criar situações de golo. Os fogaceiros posicionavam-se de forma coesa e tentavam chegar à baliza leonina através de ataques rápidos.
O Sporting, face a essa organização dos comandados de Filipe Martins, mostrava estar desnorteado e o Feirense, aos 24 minutos, colocou a bola no fundo das redes leoninas. No entanto, Manuel Mota foi ao VAR e anulou o golo fogaceiro por falta sobre Renan.
Aos 31 minutos podia ter sido o Sporting a marcar no seu primeiro remate enquadrado com a baliza defendia por André Moreira, por intermédio de Bas Dost, mas o guardião português agigantou-se na baliza fogaceira e travou o remate do holandês.
O Feirense conseguia equilibrar a partida e causava problemas ao Sporting através da pressão exercida em todo o campo e, aos 36 minutos, novamente através de um canto, os leões estiveram em sobressalto, com a bola a ser cortada em cima da linha de golo dos leões.
O Sporting, no entanto, aos 43 minutos, acabou por chegar ao golo através de um auto-golo de Briseño. Numa jogada com o carimbo de Acuña, Borja ganhou a linha e cruzou e o mexicano acabou por ter o infortúnio de colocar a bola na própria baliza.
Apesar do golo, Filipe Martins ia para o intervalo com razões para sorrir na sua estreia, pela atitude demonstrada pela equipa fogaceira.
As claques leoninas colocaram as tarjas ao contrário como forma de protesto perante o corte da ajuda no preço dos bilhetes por parte da direção
As equipas regressaram para a segunda parte à semelhança do que foi a primeira parte,com o Sporting a controlar a posse da bola, mas com o Feirense a dificultar o jogo ofensivo dos leões e a não existirem situações de golo até chegar, precisamente, o segundo golo dos comandados de Marcel Keizer. Diaby cruzou a partir da direita e Bruno Fernandes mergulhou para o golo. Estavam jogados 58 minutos.
As duas equipas mexeram e o Feirense parecia querer lançar-se para a frente com a entrada de Mateus Anderson, ao contrário do Sporting, que procurava segurar o miolo com a entrada de Doumbia.
A verdade é que foi o Sporting quem aumentou a vantagem no marcador. Bruno Fernandes, de livre, bisou na partida e fechou praticamente o jogo no Marcolino Castro, registando-se 3-0 no marcador.
O Feirense procurava responder e, logo de seguida, João Silva obrigou Renan a aplicar-se para travar a cabeçada do avançado português.
O Feirense acabou por reduzir com um golaço de Petkov. O avançado búlgaro finalizou num pontapé de bicicleta que não deu hipótese a Renan.
O jogo terminou com 3-1 para os leões, que mereceram a vitória, mas os adeptos da equipa de Santa Maria da Feira tinham razões para estarem animados, pela atitude dos homens de Filipe Martins.
O CD Feirense segue, com esta derrota, com a lanterna vermelha na mão, enquanto o Sporting CP mantém a quarta posição, a sete pontos do SC Braga, terceiro classificado.
Os homens de Filipe Martins deslocam-se à Choupana na próxima jornada, para defrontar o CD Nacional. Já os leões recebem o SC Braga, no que será o jogo-cartaz da 22º jornada.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
CD FEIRENSE: André Moreira; Diga, Briseño, Flávio, Vitor Bruno; Marco Soares, Cris, Valência ( 62’ Mateus Anderson), Tiago Silva ( 76’ Ofori), Sturgeon; João Silva( 71’Petkov)
SPORTING CP: Renan; Ristovski, Ilori, Coates, Borja; Acuña, Gudelj, Wendel ( 64’ Doumbia), Diaby(86’ Raphinha); Bruno Fernandes (75’ Geraldes), Bas Dost
O SL Benfica recebeu e goleou o CD Nacional por 10-0 na 21.ª jornada da Primeira Liga, o que permite às “águias” recuperar o segundo lugar e, ainda, reduzir a diferença pontual para o líder FC Porto. Após dupla vitória sobre Sporting CP, os pupilos de Bruno Lage queriam manter a senda vitoriosa e ganhar embalo para o compromisso europeu na próxima quinta-feira (dia 14), frente ao Galatasaray SK. Já o conjunto insular pretendia pontuar para pôr fim a um ciclo de cinco jogos sem conhecer o sabor da vitória e ganhar assim folgo na luta pela manutenção.
Quanto às opções iniciais, tanto Bruno Lage como Costinha fizeram três mudanças, em relação aos anteriores compromissos: do lado encarnado, o principal destaque foi a titularidade do jovem Ferro, no lugar do lesionado Jardel; nos visitantes, o extremo uzbeque Rashidov foi chamado ao onze alvinegro pela primeira vez, desde a sua vinda no mercado de inverno.
Mal o jogo começou, o Benfica logo marcou! Numa jogada desenvolvida na ala esquerda, Grimaldo combinou bem com Seferovic, que devolveu ao lateral espanhol para inaugurar o marcador na Luz. O golo madrugador galvanizou os adeptos presentes em grande número na Luz, que viram a sua equipa a criar enormes dificuldades ao Nacional nos primeiros 15 minutos, ficando a sensação de que bastava apenas acelerar o ritmo de jogo, e poderiam surgir mais tentos.
E foi assim que surgiu o segundo: aos 21’, Gabriel recuperou uma bola no meio-campo ofensivo, deixando para João Félix, que isolou Seferovic. Frente a um desamparado Daniel Guimarães, o avançado picou sobre o guardião. Ainda não saciado, o número 14 fez de novo o gosto ao pé, desta vez teve apenas de encostar, assistido por André Almeida. Uma meia-hora de grande nível com uma excelente dinâmica atacante e a bola a circular em todos os setores possibilitou aos encarnados alcançar uma margem confortável.
Apesar das muitas dificuldades em levar perigo à baliza de Vlachodimos, o Nacional até podia ter reduzido a diferença no marcador perto do intervalo no seguimento de um livre, por intermédio de Witi (substituiu o lesionado Filipe Ferreira no decorrer da primeira parte), num lance em que a defesa encarnada estava desatenta, mas falhou em boa posição para finalizar.
Rúben Dias marcou um dos golos deste “massacre” encarnado Fonte: Bola na Rede / CarlosSilva
A segunda parte começou de forma idêntica à primeira, com um golo do Benfica: livre batido por Pizzi, João Félix surgiu ao segundo poste para desviar para o 4-0, num lance em que a defesa do Nacional mostrou uma enorme passividade no ataque à bola. Logo a seguir, o árbitro assinalou grande penalidade a favor do Benfica, após falta de Marakis sobre o Pizzi – o próprio encarregou-se da marcação e fez o quinto.
Os encarnados não tiravam o pé do acelerador, e o 6-0 foi da autoria de Ferro (estreia a titular coroada com um golo), na sequência de um canto do lado direito. Com o jogo mais que resolvido, Bruno Lage promoveu a estreia de mais um atleta da formação: Florentino Luís rendeu Samaris, ao minuto 62. O médio viu já dentro de campo o sétimo tento, desta vez por Rúben Dias, que voltou a marcar para o campeonato, depois de tê-lo feito no dérbi de Alvalade.
Bruno Lage esgotou as suas substituições com as entradas de Krovinovic e Jonas, que regressou assim à competição, algo que não acontecia desde a partida fora frente ao Portimonense. O avançado também marcou, num livre direto em que a bola tocou num defesa e traiu Daniel Guimarães nos últimos cinco minutos da partida. Rafa e Jonas novamente fecharam o marcador em 10-0.
Numa grande exibição, o Benfica não deu grandes hipóteses e goleou o Nacional por 10-0, estando agora a um ponto do Porto. Um jogo de sentido único em que os visitantes não conseguiram ameaçar, os encarnados alcançam uma vitória folgada, num fim de tarde/início de noite em que o número 10 teve um enorme protagonismo: além dos dez golos marcados, os jogadores deram os parabéns a outro famoso 10 das “águias” de outros tempos da melhor forma possível, Fernando Chalana, que celebrou, no dia de hoje, o 60.º aniversário.
A jornada 21 do Campeonato de Portugal reservou a visita do líder FC Vizela ao reduto da AD Limianos, em lugar de despromoção. Seria, por isso, previsível uma luta acesa pelos pontos; de um lado para seguir líder, do outro para escapar à descida de escalão.
Previsível seria também o domínio dos visitados, não só pela posição que ocupam e diferença na tabela, mas também pela vitória folgada na primeira volta (4-0). Foi logo no primeiro lance da partida, ainda dentro do primeiro minuto, que os vizelenses deram sinais daquilo que queriam. Leandro Souza cabeceou ligeiramente por cima depois do cruzamento de Igor pela esquerda.
No entanto, e apesar do claro domínio, as oportunidades do FC Vizela na primeira parte resumiram-se a um único lance. Com mais bola, circulação rápida e precisa, mas pouca chegada à área contrária e quase nenhum remate. Do outro lado, a AD Limianos defendeu de forma exemplar e tentou a todo o custo proteger a baliza de Bean, sem nunca deixar de sair para o ataque e tentar o golo. Foi assim aos 17 minutos quando Mailó, em missão defensiva, cortou um lance aéreo, Wanderley recuperou a posse e entregou a Samate que correu até à área contrária e virou o jogo. Do outro lado, Iano recebeu e encarou a baliza, rematando de pé esquerdo à barra. Foi o lance de maior perigo que os da casa tiveram em toda a partida.
Três minutos depois, Zé Pimenta emendou ao primeiro poste um livre de Rui Magalhães, mas Cajó estava atento. Até ao intervalo não se registou mais nenhum lance de perigo e surpreendia o facto dos da casa, além de travar o líder, conseguirem alvejar por mais vezes a baliza contrária. O FC Vizela tomava conta da bola, impunha o ritmo do jogo mas faltava criatividade e remate ao alvo.
O FC Vizela não caminha sozinho e paras lá das quatro linhas teve um enorme e barulhento apoio, mesmo fora de portas Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede
A segunda parte trouxe um FC Vizela igualmente dominador, mas mais rematador. Logo aos 49 minutos, Leandro Souza apareceu isolado na cara de Bean, mas o guarda-redes limiano deu início a uma tarde de espetáculo. Aos pés do avançado brasileiro, o jovem guardião português negou o golo. Aos 56 minutos, na sequência de um canto, João Farcia cabeceia sem oposição para nova intervenção de Bean. No canto consequente, Tarcisio cabeceia a rasar a barra.
Na passagem da hora de jogo, Igor cruzou largo para um remate de primeira ao segundo poste e nova defesa de Bean, a melhor da tarde. Finalmente, o domínio visitante traduzia-se em oportunidades, mas nada parecia transpor o guarda-redes limiano. Ainda antes do final da partida, numa altura em que o jogo estava perdido entre faltas e faltinhas, o recém-entrado Alvinho tabelou com Rui Magalhães e cruzou rasteiro para o coração da área, onde apareceu Tarcisio a evitar males maiores.
O resultado acaba por premiar a prestação defensiva dos da casa e uma exibição brilhante de Bean. Já os visitantes apenas se podem queixar de si próprios, já que deram uma parte de avanço e até levaram com uma bola no ferro. A frente da série A fica, assim, mais dividida e o ponto arrecadado é bastante precioso para a turma de Ponte de Lima.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
AD Limianos: Bean; Nandinho, Touré, Cláudio Borges e Vítor Sousa; Zé Pimenta, Wanderley (Micka, 70’) e Rui Magalhães; Iano (Alvinho, 80’), Samate e Mailó (Albertine, 76’).
FC Vizela: Cajó; Igor, Aidara, João Farcia e Viegas; Leandro Borges (Vitinho, 69’), Maks (Correia, 81’), Tarcisio e Zé Valente; Leandro Souza e Fall (Panin, 60’).
Um golo já em período de compensação manteve o SU Sintrense na corrida pelos dois primeiros lugares da Série C do Campeonato de Portugal. Um livre direto marcado de forma irrepreensível por Hugo Pina foi decisivo para o desfecho do encontro.
As duas equipas precisavam de pontos, ainda que ambas tivessem objetivos diferentes. O SU Sintrense tem o objetivo de subir de divisão já nesta temporada, enquanto que o GS Loures quer afastar-se rapidamente dos lugares de descida para os Distritais.
Foi preciso esperar até à meia-hora de jogo para que se vissem os primeiros lances de perigo para as balizas de SU Sintrense e GS Loures. A equipa da casa foi a primeira a criar perigo, mas o remate de Bob saiu ligeiramente ao lado.
Na resposta, o GS Loures teve a melhor ocasião do primeiro tempo para marcar. Lucas Klysman teve dupla oportunidade para fazer o gosto ao pé. Primeiro, permitiu a defesa apertada de Rodolfo, depois não acreditou e disparou ao lado da baliza adversária.
Já perto do intervalo, Bruny Almeida voltou a surgir na cara do guarda-redes da formação de Sintra, mas a investida voltou a sair fracassada.
Hugo Pina fez o único golo do encontro Fonte: Lourenço Graça
Na segunda-parte, a turma sintrense procurou ter mais bola e assumir a partida, mas não teve resultados práticos no momento da finalização. A equipa de Loures conseguiu ter sempre o controlo das ofensivas do SU Sintrense e só com a expulsão de Amadu Ture, por insultos ao árbitro da partida, é que se assistiu a uma inversão da tendência do jogo.
Após o cartão vermelho, o GS Loures passou a jogar em contra-ataque, mas nem por isso deixou de ameaçar a equipa de Sintra. Já a formação comandada por Tiago Zorro nunca mudou os princípios de jogo apresentados desde o início da partida e acabou por não conseguir criar perigo para a baliza adversária.
Os processos foram sempre denunciados e a criação de jogo a partir da defesa tardou em evoluir para a criação de lances de perigo para a baliza de Filipe Leão. Só perto do final da partida, e recorrendo a um estilo de jogo mais direto, é que a equipa do SU Sintrense se aproximou da baliza adversária.
A ação do jogo ganhou intensidade já em período de compensação, altura em que a equipa da casa mudou o “chip” e passou a jogar mais com o coração do que com a cabeça. Diogo Pires, de meia-distância, fez a primeira ameaça aos 90+2′, mas o remate saiu ao lado. O aviso estava dado e foi já fora de horas que se deu o momento de festa no Estádio do Sport União Sintrense. Um livre direto à entrada da área executado de forma exímia por Hugo Pina acabou por decidir uma partida que parecia condenada ao empate a zero.
Sem ter criado muitos lances de perigo, o SU Sintrense acabou por sorrir no final da partida e consegue assim manter-se na luta pelos primeiros lugares da série C, com um resultado melhor do que a exibição.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
SU Sintrense: Rodolfo, Fábio Pala, Kiki Ballack, Serginho, Michel, Hugo Pina, Bob (Adrián Golpe, 73), Diogo Pires, Leonel Alves, Rodrigo Parreira (Gao, 86) e Didi (Edu Pinheiro, 86)
GS Loures: Filipe Leão, Filipe Gaspar, Bruny Almeida, Rúben Freire, Gonçalo Silva (Mauro Andrade, 90+2′), Amadu Ture, Jorge Gonzalez (Marcos Dias, 90′), Adilson Semedo, Patas Moreno, Fábio Marinheiro e Lucas Klysman (Edson, 83)
Depois de várias queixas apresentadas pelos arsenalistas pelos horários dos seus jogos, finalmente tiveram um do seu agrado, ao domingo à tarde, e aproveitaram para vender bilhetes a preço de amigo e tiveram uma rara enchente, com 17.362 adeptos a enfeitar as bancadas.
Quanto ao futebol em si, o jogo começou morno e equilibrado, mas com o tempo os da casa foram assumindo o controlo da partida, ainda que sem jogadas de perigo maior. A primeira parte passava com muito pouco para assinalar, o que levou o Braga a forçar o jogo nos minutos finais, mas sem frutos.
O segundo tempo iniciou-se com a mesma tónica, mas seria o Chaves em contra-ataque a inaugurar o marcador contra a corrente do jogo. Tiago Sá ainda fez uma excelente defesa a um primeiro remate, mas a bola sobrou para Luís Martins fazer o gosto ao pé.
Chaves festejou primeiro, mas de pouco serviu Fonte: José Baptista/Bola na Rede
Abel não perdeu tempo e respondeu colocando em campo Wilson Eduardo e Novais, para render Horta e Esgaio. A equipa da casa recompôs-se e voltou a abafar o Chaves. Aos 64’, uma bola que já parecia perdida pela linha de fundo, Paulinho conseguiu chegar lá e cruzar para Dyego Sousa que cabeceou para o empate.
Três minutos depois, o Braga voltaria a colocar a bola dentro da baliza adversária, mas o árbitro assinalou corretamente o fora de jogo. No entanto, os arsenalistas não arredavam do meio-campo flaviense e continuavam a aproximar-se com perigo da baliza à guarda de António Filipe, que veria amarelo pela perda de tempo que impunha nas reposições de bola.
Custou mas, várias oportunidades depois, o Braga virou mesmo a partida. Aos 80’, num livre bem longe da baliza, a bola sobrevoou toda a área e chegou a Claudemir que, ao segundo poste, consumou a reviravolta.
A partir daí, o Braga soube gerir o jogo e beneficiou de um Chaves incapaz de responder que, até ao final, apenas por uma vez se aproximou da baliza de Tiago Sá, com um remate perigoso, mas ligeiramente ao lado. Com isso, continua vitorioso e aproxima-se mesmo do FC Porto no topo da tabela.
Danilo Pereira tem sido uma das peças incontestáveis de Sérgio Conceição desde que chegou ao FC Porto, e as razões dessa titularidade garantida na maior parte dos jogos estão à vista de todos.
No entanto, face às lesões do médio português, principalmente na época passada, em que foi submetido a uma operação e esteve parado durante bastante tempo, urgia encontrar um substituto para jogar como pivot à frente da defesa. Loum foi o escolhido.
Chegou a Braga pelas mãos de Sérgio Conceição, que já na altura se havia apercebido da qualidade do senegalês, e transferiu-se para o FC Porto neste mercado de inverno. Emprestado pelos arsenalistas ao Moreirense FC, Loum foi peça fulcral para a época histórica que os cónegos estão a realizar, estando num confortável quinto lugar, à 21ª jornada, com mais pontos do que em toda a época passada.
Os dois médios possuem caraterísticas idênticas e muita qualidade. Com grande envergadura e fisicamente muito fortes, ambos conseguem ser úteis no jogo aéreo ofensivo e defensivo e ganhar no corpo a corpo a praticamente todos os médios e avançados, além de também protegerem com excelência a bola dos mesmos.
Apesar das lesões, Danilo é uma peça fundamental na equipa do FC Porto Fonte: FC Porto
Aliada ao físico, está a técnica que ambos os médios possuem. A facilidade na condução de bola faz com que possam levar o jogo do FC Porto para a frente, criando superioridade numérica e aproximando o perigo da baliza adversária.
A segurança que ambos dão no miolo do terreno permite aos outros médios soltar-se e lançar-se para a frente, ocupando mais espaços junto da área adversária que, consequentemente, podem gerar mais golos.
A maior diferença entre os dois é o sentido posicional. Danilo restringe-se ao meio campo, servindo de âncora na circulação de bola ofensiva e na recuperação defensiva. Já Loum posiciona-se mais como um “box-to-box”, na medida em que ataca a área adversária e aparece em zonas de finalização, tendo, inclusive, três golos marcados na temporada antes da mudança para os dragões.
Veredicto: Apesar de ambos terem uma qualidade inegável, a minha escolha vai para Danilo, por tudo o que dá ao jogo do FC Porto (ainda não tivemos a oportunidade de ver Loum estrear-se de azul e branco) e pelo capitão que também é em campo.
Ontem, em mais uma jornada da Bundesliga, Sancho, aos 32’, Gotze, dez minutos depois, e Guerreiro, aos 66’, colocaram os Die Schwarzgelben a vencer por 3-0 à entrada dos últimos quinze minutos de jogo. Uma vantagem que colocava a equipa de Lucien Favre no caminho de mais uma vitória, que lhe permitia conservar a vantagem de sete pontos para o FC Bayern Munique.
Já todos estamos familiarizados com a expressão “O jogo só acaba quando o árbitro apita”, mas o melhor mesmo, principalmente em terras germânicas, é ajustar ligeiramente esse ditado!
“Com Nagelsmann, o jogo nunca acaba”.
Contexto
Antes de falar sobre o jogo, é importante referir dois aspetos. O primeiro, e talvez aquele que mais “ajudou” na recuperação do Hoffenheim, foram os 120 minutos que a equipa de Lucien Favre foi forçada a jogar a meio da semana para a Taça da Alemanha (acabando por perder nas grandes penalidades). Depois, não menos importante, as ausências em ambos os lados.
Reus, Akanji, Zagadou e Delaney. Quatros titulares que, para além de estar todos lesionados, tinham em comum o facto de ocuparem posições no corredor central. Assim, a dupla de centrais foi formada por Weigl e Diallo, Dahoud foi o novo companheiro de Witsel, enquanto Phillipp ocupou a posição de Reus.
No lado visitante, também havia um problema “central”. Sem o capitão Vogt e sem Adams, os três centrais foram Bicakcic, Posch e Hübner, dentro do dinâmico 3-1-4-2.
Primeira Parte
Seguindo uma abordagem cada vez mais recorrente nas equipas que defrontam o Borussia Dortmund, o Hoffenheim procurou impedir o envolvimento do duplo pivô Witsel-Dahoud nos primeiros momentos de construção. Uma missão simples, mas de execução difícil.
Não só pela inferioridade numérica (dois para quatro), Joelinton e Kramaric contra Diallo-Weigl (dois centrais) e Witsel-Dahoud, mas principalmente pela necessidade em dividir constantemente a atenção entre a bola (à sua frente) e o duplo-pivô (no seu lado cego).
Fonte: FS2
Desta forma, Nagelsmann procurava proteger o corredor central, abdicando de uma pressão alta e intensa para oferecer a bola ao adversário. Adversário esse que, em resultado da anulação do seu duplo pivô, optou por sair a jogar pelos seus defesas-laterais, envolvendo-os cedo na fase de construção.
Fonte: FS2
Gradualmente, este envolvimento dos defesas-laterais acabou por ter o seu impacto, e os problemas no Hoffenheim começaram a surgir. Ao envolver os laterais, sem uma pressão intensa adversária (alas-laterais relutantes em subir na pressão), o Borussia conseguia aumentar as distâncias entre a dupla de ataque do Hoffenheim e fazer a bola chegar ao duplo pivô através dos referidos defesas-laterais.
Fonte: FS2
Com a bola nos pés da dupla Witsel-Dahoud, a equipa podia explorar o lado contrário, onde tinha sempre espaço, ou procurar com um passe vertical Gotze, Sancho e Phillipp entre linhas.
Segunda Parte
Ao intervalo, Nagelsmann realizou duas alterações: Dennis Geiger por Demirbay e Belfodil por Kramaric. Mais do que uma troca por troca, o treinador ajustou a estrutura do meio-campo para ter dois médios próximos de Witsel-Dahoud, ou seja, Grillitsch desceu ligeiramente, para uma posição de médio defensivo, e teve na sua frente Bittencourt e Geiger, como médios interiores bem próximos de Witsel-Dahoud.
Fonte: FS2
Com o avançar do jogo, e principalmente com o terceiro golo, a equipa da casa começou a comprometer. Erros individuais, displicência e … futebol.
A energia que o Hoffenheim tinha estado a poupar ao longo do primeiro tempo foi utilizada assim que a equipa visitante sentiu o “cheiro da displicência”. A paciência, envolvimento e trocas posicionais que tinham marcado a fase ofensiva do Borussia, e lhes tinha permitido romper por várias vezes a estrutura defensiva adversária, deu lugar à urgência sem critério e ao individualismo.
Aproveitou a equipa de Renato Sanches, com a vitória frente ao FC Schalke 04, para reduzir a desvantagem e tornar ainda mais apetecível esta Bundesliga.
Numa manhã de domingo, o António Coimbra da Mota abriu portas a mais um jogo da segunda liga, desta vez a contar para a 21ª jornada do segundo escalão do futebol português.
Ambas as equipas precisavam de pontuar esta manhã no Estoril, mas por motivos completamente antagónicos: o Estoril Futebol SAD precisava da vitória para manter o sonho da subida invicto e, por outro lado, o GD Cova da Piedade precisava de obter um resultado positivo para consolidar a luta pela manutenção que se tem avigorado bastante renhida. Aliás, como é bem caraterístico das equipas deste segundo escalão.
O Estoril entrou mais atrevido e logo aos dois minutos obrigou mesmo Fanacoura a intervir e a negar o golo à equipa da casa. Porém, o atrevimento visto nos minutos iniciais da partida esmoreceu e as oportunidades da equipa da linha traduziram-se basicamente em lances sem nexo. Verdade seja dita: mérito para a equipa do Cova que, apesar de ter entrado algo adormecida, ao longo do tempo conseguiu fechar as linhas e assim impossibilitar que o Estoril criasse lances de perigo iminente.
A equipa do Estoril teve controlo do jogo durante maior parte do primeiro tempo, mas a exibição não convenceu ninguém. A frente de ataque esteve especialmente desajeitada e, essencialmente, muito perdulária. Muitos foram os cruzamentos e remates sem nexo e muitas foram as jogadas que se perderam para lá das quatro linhas. O golo só viria mesmo a aparecer aos 27 minutos, num lance de grande penalidade convertida por Sandro Lima. Uma falta de Coronas sobre Gorré dentro da área deu, então, origem ao golo da equipa da casa.
Até certa altura da partida, mas essencialmente até aos 35 minutos, todos os lances de perigo do Cova da Piedade pautavam-se por erros da equipa de Bruno Baltazar, mas o cenário inverteu-se nos instantes finais do primeiro tempo. Nessa mesma altura, enquanto que o Cova subia as suas linhas, o Estoril via jogar. A desconcentração da equipa da linha suscitou alguns protestos da bancada.
O jogo foi também pautado por contestações por parte dos adeptos estorilistas e até de alguma impaciência Fonte: Bola na Rede
A segunda parte teve direito a mais espetáculo com o Cova em ascendente. O Estoril, por sua vez, mostrou-se uma equipa ansiosa e a certa altura muito perdida no seu meio-campo. Faltou conexão de jogo aos canarinhos e isso criou muitas dificuldades na saída de bola, principalmente numa partida onde o jogo no meio campo foi sempre muito bem disputado. Ainda assim, com a entrada de Furlan, o Estoril conseguiu equilibrar o seu meio-campo. Como já nos habituou, assim que entrou, conseguiu fazer a diferença. Aos 73 minutos, e um pouco contra a maré do jogo, o Estoril consegue marcar golo por intermédio de um autogolo de Dieguinho que é infeliz na abordagem ao lance e deixa que a bola entre na própria baliza. Thierry é apanhado de surpresa e não tem qualquer hipótese.
O Cova da Piedade, para aquele que ocupa a última posição da tabela classificativa, mostrou um futebol bastante simpático para as aspirações de uma equipa nesse mesmo lugar da tabela. Mas a verdade é que nenhuma das equipas deu espetáculo dentro de campo. As exibições foram tímidas e o desfecho do jogo ficou essencialmente marcado pelo pragmatismo que, ironia do destino, por vezes tem faltado à equipa do Estoril. A equipa da casa foi mais eficaz e, mesmo sem jogar bonito, conseguiu mesmo arrecadar mais três pontos essenciais na corrida para a subida de divisão.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Estoril Futebol SAD: Thierry, Cícero, Filipe, Belima (Ibra Koneh, 64’), André (J. Patrão, 66’), J. Góis (Furlan, 78’), P. Queirós, João Pedro, Miguel R., Gorré, Sandro Lima.
GD C. Piedade: J. Fanacoura, Cele, Willyan,, Evaldo, H. Firmino (Dieguinho, 68’), Coronas, B. Diarra, Yan Victor (Pereirinha, 81’), A. Stanley, Sami (Miguel Rosa, 81’), Allef Nunes.
No principal encontro da 16ª ronda do campeonato nacional de hóquei em patins, Benfica e Oliveirense empataram a 3-3, mas o desfecho deveria (muito provavelmente) ter sido diferente. Isto porque, já dentro do último minuto, Luís Peixoto “anulou” um golo limpo a Marc Torra, que concretizou uma grande penalidade, fazendo a União perder dois preciosos pontos na luta pelo título.
O clássico da jornada arrancou de forma bastante intensa, com ambos os conjuntos a procurarem chegar ao golo rapidamente. Após alguns avisos, e na sequência de uma belíssima jogada individual, Valter Neves, servido à meia volta por Jordi Adroher, fez o 1-0.
A líder do campeonato foi de imediato em busca da igualdade e, no seguimento de uma stickada de Xavi Barroso, Marc Torra apanhou desprevenido Pedro Henriques, o seu antigo colega de equipa no Benfica e no Reus Deportiu, repondo a igualdade.
Tudo empatado, a Oliveirense pegou nas rédeas da partida, não permitindo grandes chances de golo ao conjunto encarnado. No entanto, quem tem Adroher e Lucas Ordoñez em terrenos mais avançados da pista pode esperar de tudo. Assim, à passagem dos oito minutos, Ordoñez, ao tentar uma “picadinha”, acabou por assistir Adroher, que, com a baliza aberta, apontou o 2-1. Momentos depois, totalmente isolado, Ordoñez não conseguiu bater Puígbi.
Por mais uma vez em desvantagem, a Oliveirense tentou apoderar-se do controlo do esférico e construir jogo com mais paciência, pois não estava a ser fácil penetrar a defensiva das águias. Remetido, um pouco mais do que o habitual, a tarefas defensivas, o Benfica procurava surpreender em contra-ataques e, por volta dos 12 minutos do primeiro tempo, Valter Neves quase aumentou a vantagem benfiquista. Todavia, Puígbi voltou a evitar um novo golo da equipa da casa.
A superioridade do conjunto de Oliveira de Azeméis, em termos de posse de bola, mantinha-se, mas quem estava mais perto de marcar era, sobretudo, o Benfica. Exemplo disso foi uma transição rápida de dois para um, à passagem dos 13 minutos, onde Ordoñez, servido por Vieirinha, quase marcou. No desenrolar do jogo, a Oliveirense esteve pertíssimo de chegar ao empate, mas Pedro Henriques, com várias intervenções, manteve a vantagem.
Já com menos de dez minutos para a pausa, Lucas Ordoñez vislumbrou um espaço na defensiva da União e, com uma sitckada fortíssima, onde “a coruja faz o ninho”, fez o 3-1.
Com uma diferença de dois golos no marcador, o Benfica começou a ter mais tempo de posse de bola e de forma bastante prática, pois, não só fazia o esférico circular, como “obrigava” Puígbi a trabalhos reforçados.
A Oliveirense aparentava ter sentido os golos e não estava a conseguir recuperar o desempenho apresentado nos primeiros minutos do encontro. Sem ter de arriscar, o Benfica ia dispondo de alguns brindes – tal como perdas de bola a meio campo -, mas não estava a conseguir aproveitá-los, muito devido à boa exibição de Puígbi.
Terminada a primeira parte, o Benfica vencia a Oliveirense por 3-1. Resultado justo pela qualidade demonstrada pela equipa benfiquista, que se exibiu muitos furos acima daquilo que fez nas últimas semanas. Prática e dinâmica a atacar, e rápida e coesa a defender. Apesar de ter entrado melhor, a Oliveirense não conseguiu criar o mesmo volume de oportunidades de golo que os encarnados e a desvantagem no marcador não era maior devido a Puígbi.
Lucas Ordoñez foi um dos principais elementos do Benfica, tendo apontado um excelente golo e assistido Adroher para outro Fonte: Carlos Silva Photography / Bola na Rede
A intensidade registada nos primeiros minutos da primeira metade esteve presente nos da segunda, com a Oliveirense a ser a equipa mais perigosa. No entanto, nem Jorge Silva, nem Xavi Barroso conseguiram marcar.
De forma mais organizada, a União procurava fazer uso da meia distância de Xavi Barroso, assim como de uma possível sobra para Jorge Silva, para chegar ao golo. Contudo, a defesa encarnada estava muito coesa e quase sempre bem posicionada, por isso, com maior ou menor facilidade, conseguia fechar todos os caminhos para a sua baliza.
Em cima da marca dos trinta e um minutos de jogo, Casanovas cometeu uma falta para grande penalidade sobre Jorge Silva. Marc Torra, especialista em pénaltis, não desperdiçou e reduziu o marcador para 3-2.
Tal como havia ocorrido no primeiro tempo, a Oliveirense voltava a ser dona e senhora da posse de bola, mas, apesar de algumas ameaças, raramente conseguia construir oportunidades de golo com muito perigo. Com Jorge Silva, um verdadeiro “rato de área”, sempre a procurar espaços ou a “sacar” uma grande penalidade. Porém, a exibição defensiva do Benfica estava a ser muito boa, o que estava a dificultar bastante a tarefa da União. Em sentido contrário, mais “obrigado” a defender, os comandados de Alejandro Domínguez procuravam aproveitar os contra-ataques, que estavam a ser raros.
Com dificuldades em entrar na teia defensiva do Benfica, a Oliveirense, à passagem dos 45 minutos de jogo, aproveitou um livre-indireto, quase do meio campo, para chegar à igualdade. Marc Torra, com uma stickada colocada, fez o 3-3. Pedro Henriques, totalmente tapado, nada pode fazer.
A cerca de oito minutos e meio do fim, surgiu a 10ª falta da Oliveirense. Lucas Ordoñez, chamado à marcação, não conseguiu bater Puígbi. Contudo, nota para sorte do guardião espanhol, pois o esférico, depois de ir à barra, embateu nas suas costas e acabou por não entrar na baliza.
O jogo estava cada vez mais perto do seu términus e, a cerca de cinco minutos da buzina, a Oliveirense esteve quase a passar para a frente, mas Pedro Henriques impediu que Bargalló concluísse com sucesso uma rápida transição da União.
A 42 segundos do final, a Oliveirense beneficiou de uma grande penalidade devido a Casanovas ter cortado um passe com o seu patim direito. Torra, com a possibilidade garantir a vitória da União, marcou. Isto foi bem visível através da transmissão televisiva, mas Luís Peixoto, do lado contrário de onde a bola entrou, não viu o esférico no interior da baliza encarnada. Assinalando golpe duplo, pois, após bater no travessão na baliza, o esférico ficou por baixo das costas de Pedro Henriques.
Finalizado o encontro, o marcador indicava um empate a 3-3 entre Benfica e Oliveirense, mas deveria (muito possivelmente) indicar uma vitória da União por 4-3. É claro que o esférico entrou na baliza dos encarnados, mas a posição de Pedro Henriques, assim como o barulho do pavilhão, impediram que Luís Peixoto conseguisse ver a bola dentro da baliza das águias ou sequer ouvir o som do esférico a bater no travessão. Sobre o jogo jogado, a Oliveirense esteve melhor, tendo sido a equipa que mais procurou a vitória, muito devido a uma quebra física do Benfica, mas raramente conseguiu criar muitas oportunidades de golo e, quando o conseguia, Pedro Henriques defendia.
Assim, a Oliveirense perde a liderança do campeonato para o Porto, que, devido à vitória em Paço de Arcos por 2-0, passou a somar quarenta pontos. O Sporting, que foi a Tomar vencer por 2-1, apanhou a União, tendo agora trinta e nove pontos. O Benfica, por seu lado, está completamente fora da luta pelo título e vê o Hóquei Clube de Barcelos aproximar-se. Com a vitória em Turquel por 7-3, o conjunto barcelense atinge a marca dos trinta pontos e fica apenas a dois das águias. A luta pelo último posto de acesso à Liga Europeia está reaberta.
EQUIPAS
SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 2-Valter Neves (CAP.), 3-Albert Casanovas, 7-Jordi Adroher e 9-Lucas Ordoñez; Jogaram ainda: 44-Miguel Rocha e 74-Vieirinha.
UD Oliveirense: 88-Xavier Puígbi (GR), 6-Xavi Barroso, 8-Marc Torra, 9-Jordi Bargalló e 15-Jorge Silva; Jogaram ainda: 7-Pedro Moreira, 74-Pablo Cancela, 77-Ricardo Barreiros (CAP.) e 84-Emanuel Garcia.