Início Site Página 10725

O evento do momento? O Salto em Comprimento!

0

E de um momento para o outro, o Salto em Comprimento tomou de assalto os destaques da actualidade do Atletismo. Depois de alguns anos em que a competição parecia andar um pouco morna, com os saltos horizontais a terem atenções concentradas no Triplo Salto, o Comprimento voltou a ganhar o lugar de destaque que outrora teve e domina hoje as atenções de todo o mundo, sendo o evento “cabeça de cartaz” de uma série de meetings. 

Para já é no quadro masculino que o evento mais quente está a nível mundial e é incontornável referirmos o nome dos dois homens responsáveis por isso: Luvo Manyonga e Juan Miguel Echevarría!

O sul-africano Luvo Manyonga sempre foi uma das grandes promessas do Atletismo. Em Moncton, em 2010, foi o campeão mundial de juniores e com 19 anos já saltava 8.19 metros! No entanto, depois desse 2010 e de um 2011 de elevado nível também (com o destaque para a vitória nos Jogos Africanos e uma 5ª posição nos Mundiais de Daegu), o sul-africano não competiu em 2012 e nos dois anos seguintes não foi capaz de ultrapassar os 7.70 metros, muito longe do que já havia acontecido e do potencial que todos sabiam que tinha dentro de si. Em 2015 voltou a não competir. 

Luvo Manyonga é o actual campeão mundial da disciplina
Fonte: IAAF

Em 2016, teve um fantástico regresso e nos Jogos do Rio foi mesmo segundo classificado em 8.37 metros. Já no ano passado, viria a tornar-se campeão mundial em Londres com um salto de 8.48 metros, num ano em que atingiu o seu melhor pessoal ao saltar 8.65 metros, naquele que é o actual recorde africano. 

Mas a que se deve esta estranha trajetória de Manyonga? O atleta sul-africano não se escondeu, não evitou as palavras e confessou tudo, por muito que a sua experiência tenha sido chocante, mas, felizmente, com uma reviravolta positiva. A sua experiência de vida é um exemplo de como frágil pode ser a vida de um atleta com acesso a tudo o que há de bom e de mau, mas também um exemplo de superação. Foram 4 anos perdidos, de acordo com as suas palavras. 4 anos em que foi viciado em metanfetamina, também conhecida por Crystal Meth. Durante esse período chegou a enfrentar uma suspensão por acusar o uso da substância que é proibida, ainda que tenha o efeito contrário do que normalmente se procura em substâncias dopantes. Com uma incrível história de superação – a qual podem ficar a saber mais aqui – o atleta ultrapassou essa fase negra da sua vida da melhor forma possível e o resto é história. Já este ano, foi segundo nos Mundiais Indoor de Birmingham, conseguindo um novo recorde de pista coberta do continente africano – 8.44 metros. E aqui começa a história de Echevarría. 

As 5 maiores desilusões da 1.ª Jornada do Mundial 2018

Teoria e prática não são coisas distintas. Quer dizer, são… mas não são. Depende. São distintas porque a primeira se refere ao que é tido como o natural, o lógico; a segunda diz respeito à demonstração, à execução, ou seja, à confirmação (ou não) do fundamento teórico. A meu ver, são distintas neste sentido.

Num sentido diferente, em que ambas se aliam, ou divergem, são tidas como “iguais”. Iguais pois nesse caso nenhuma das duas deve ser exaustivamente enaltecida. Ou seja iguais porque são igualmente impertinentes, são iguais porque são objeto de pós análise inútil. Inútil porque não adianta muito ir a esse ponto. As duas componentes são esquecidas, ou deveriam ser, na medida em que o acontecimento e todo o “sarau” já tenha tido lugar.

Antes do jogo, óbvio que sim, tudo o que envolve a matéria de antevisão deve ser deve ser usado, mas após o encontro nada disso tem validade… O jogo acabou? Há festejos de uma ou várias partes; desilusão de outra ou outras. É um dado adquirido. O futebol é cíclico.

E qualquer equipa, neste caso, Seleção Nacional, procura o seu lugar em qualquer época. Em todos os ciclos que se vão atravessando ao longo do tempo. A prática confirma ou não confirma a teoria. Neste sentido, agora mais concreto, ficaremos a conhecer as cinco desilusões da primeira jornada do Campeonato do Mundo. Cinco vezes em que a prática não obedeceu ao que a teoria emana…

Apelo aos/às sócios/as leoninos/as

0

Numa altura em que o nosso grande amor passa por uma das situações mais negras da história, com muitas informações (falsas e verdadeiras), com muitas atitudes e muita incerteza, grande parte dos/as adeptos/as não sabe o que pensar.

Com tudo o que se passou e continua a passar no Universo Leonino, é claro como a água que existem três grupos distintos: quem está a favor de Bruno de Carvalho e sua equipa; quem está contra Bruno de Carvalho e sua equipa; e aqueles que não sabem o que pensar, apenas sabem que o nosso clube não pode continuar assim, reconhecendo o bom trabalho realizado mas também se atribui responsabilidade por grande parte do que está a acontecer ao presidente dos leões.

Depois de várias tentativas sem sucesso por parte da Mesa da Assembleia Geral para que o Conselho Diretivo se demitisse, decidiram em última instância dar a voz aos/às sócios/as numa Assembleia Geral Destitutiva, ou seja uma assembleia onde irá ficar decidido a continuidade ou não do atual Conselho Diretivo do Sporting Clube de Portugal, que se realizará no próximo dia 23 de Junho de 2018 no Altice Arena.

Vamos voltar a participar em massa…desta vez no Altice Arena
Fonte: Bola Na Rede

A liberdade de opinião/expressão é um direito dos/as sportinguistas e a dois dias dos/as sócios/as poderem participar no rumo do clube, quero fazer um apelo a todos/as – marcarem presença neste dia, vamos “encher a casa”. Como clube democrático que somos temos de usufruir desse direito, aliás eu diria que este direito anda de “braço dado” com dever.

Ficar em casa, não nos dá o direito de depois dizer “os/as sportinguistas só podiam estar malucos/as”. Façam a vossa/nossa parte e participem na vida do clube, até porque o clube somos nós – os verdadeiros adeptos.

Irão 0-1 Espanha: A sorte não falou em persa

Espanha entrava em campo como a favorita e o jogo veio provar isso mesmo. O Irão, depois de vencer Marrocos no último minuto na primeira ronda, foi com o mesmo estilo de jogo enfrentar a ‘roja’. Isto significa que ao longo de toda a primeira parte vimos Espanha com percentagem de posse de bola superior a 70%, o Irão a jogar em formação 6-3-1 e a jogar no contra ataque quando o conseguia fazer e os espanhóis a tentar furar a muralha iraniana sem que a turma de Carlos Queiroz cedesse de maneira nenhuma. Muito mérito da formação asiática que aguentou os 45 minutos sem permitir que Espanha marcasse e confirmasse o seu favoritismo. Isco comandou toda a ofensiva castelhana e foi a figura de grande destaque na primeira parte.

Depois do intervalo, a história foi a mesma até um lance de grande infelicidade acontecer na área do Irão. O Irão até tinha tido um lance onde podia mesmo ter chegado à vantagem, vendo a bola ir ligeiramente ao lado, porém a Espanha aproveitou a pressão alta dos iranianos para sair a jogar com velocidade no espaço livre que apareceu devido à investida adversária. Diego Costa recebeu a bola na área, rodou, mas um defesa estava lá para aliviar o lance. No entanto, o remate de alívio foi bater no pé direito do espanhol e ressaltar para dentro da baliza, fazendo o golo que marcava a vantagem de Hierro e companhia. Um lance injusto, dada a força de vontade da seleção iraniana.

A partir daí o jogo mudou um pouco de figura, com o Irão a procurar mais o golo, continuando, contudo, pertinente em termos defensivos. Começou a ser mais perigoso e chegou mesmo ao golo. Foi através de um livre que sobrou para um homem do Irão junto ao segundo poste e encostou para a baliza espanhola, no entanto, já depois de todos os festejos dos jogadores e suplentes, o árbitro mantinha o braço erguido a sinalizar fora de jogo, que viria a ser confirmado pelo VAR. Um aviso para Espanha e mais uma infelicidade para o Irão.

Isco tem sido o homem por quem passa todo o jogo de Espanha neste Mundial
Fonte: FIFA

Os espanhóis continuaram a conduzir o jogo, sempre com muito mais posse de bola, mas o Irão insistia em discutir o jogo e mostrava-se sempre perigoso. Sérgio Ramos esteve muito perto de ampliar a vantagem, num lance ensaiado: canto rasteiro para o primeiro poste, atraso para Ramos que rematou para a defesa do guardião iraniano. O ressalto sobrou para homens de ambos os lados que começaram numa luta pela bola. O jogo foi, entretanto, parado com a bola a ficar com os iranianos, porém parece ter havido mão na bola dos seus defesas, algo que não foi objeto de revisão pelo VAR.

A equipa ibérica mantinha-se por cima do encontro, não obstante os momentos bastante perigosos dos iranianos a ameaçar o empate. O apito final deu-se e a equipa comandada por um português ficou no chão a lamentar o insucesso dos seus esforços, enquanto que Espanha igualava Portugal na liderança do grupo, com os mesmos pontos, golos marcados e golos sofridos.

SL Benfica 3-2 Sporting CP: Eficácia “encarnada” empata decisão do título

0

Depois de uma primeira final escaldante no Pavilhão João Rocha, no último sábado, a vitória de Portugal no Mundial de futebol à hora de almoço não fez atrasar o público benfiquista e sportinguista para o segundo encontro de rivais no futsal. O Benfica recebeu e bateu o Sporting por 3-2, com duas reviravoltas a acontecer na partida, mas a última iria perfazer o resultado final que terminou desta forma pelos detalhes e outra vez pela margem mínima.

Está garantido mais um jogo nas imediações da Luz para além do jogo que já está marcado no próximo domingo no Pavilhão João Rocha às 19h30. Faltam duas vitórias para alguma das equipas ficar com o título.

Os primeiros cinco minutos foram de ritmo muito elevado, com o Benfica a ter mais bola e a efetuar mais remates na baliza de André Sousa. Um pouco à semelhança do Sporting no primeiro jogo, em sua casa. Mas isso não quis dizer nada apesar do golo de Robinho ao terceiro minuto (1-0). Ao minuto 6, o suspeito do costume dos “leões” Fortino marca praticamente sem ângulo na baliza de Cristiano (1-1).

Nos sessenta segundos seguintes, foi Alex Merlim a fazer um remate que parecia inofensivo a fazer mexer as redes “encarnadas” (1-2). Deu a noção que Cristiano não parece ter visto a bola partir. Todavia, o guardião do Benfica apresentava-se algo nervoso com saídas da área algo precipitadas.

Os adeptos do Sporting acabaram por encher a bancada norte do Pavilhão Fidelidade, no Estádio da Luz
Fonte: Bola na Rede

Melhor receção os adeptos do Sporting que, chegados ao Pavilhão nº1 da Luz um pouco atrasados, não podiam ter tido com dois golos da sua equipa a acontecer tão rapidamente e a inverter o resultado no marcador. Os cânticos de “Bi..Campeão” foram-se entoando entre os adeptos vestidos de verde e branco com a ambição do tricampeonato a aumentar cada vez mais. Algo que pode animar o universo Sporting dado à crise diretiva existente.  O início deste jogo no Pavilhão nº1 da Luz teve muito do que aconteceu na primeira final do outro lado da 2ª Circular. O Benfica marcou cedo, mas o Sporting reagiu, mas ainda mais rápido e defendeu muito para que não houvesse mais golos no jogo.

Do lado do Benfica, após os golos e até final do primeiro tempo, houve uma clara demonstração e tentativa de beneficiar o factor casa. Os “encarnados” criavam mais perigo pelas alas solicitando muito Bruno Coelho, Robinho e Raúl Campos com o objetivo destes finalizar ou o pivot Fernandinho. O Sporting tentava aliviar a pressão com várias bolas arremessadas para Fortino e Cardinal finalizar ou passarem a quem aparecesse, como Caio Japa, Pedro Cary ou Cavinato, mas sem grande sucesso. Ainda assim, no final dos primeiros 20 minutos era o Sporting que ficava à distância de uma vitória de se sagrar campeã nacional.

Ambas as estratégias convocaram vários duelos físicos e polémica não faltou em vários momentos. A primeira parte terminou com quatro faltas cometidas para cada lado.

Se o primeiro tempo foi intenso, o segundo não podia deixar de ser. O Benfica tinha a posse de bola e o adversário pressionava quase até à linha de fundo. O mesmo fez o Sporting, mas também não conseguia levar a bola a bom porto, usando novamente passes com a bola no ar. Quando um jogador fugia nas costas dos oponentes, os passes acabariam por ser muito longos e fáceis para o guarda-redes recolher.

Bruno Coelho, frente-a-frente com André Sousa, para converter o penalty que deu o empate a dois
Fonte: Bola na Rede

Foram quase dez minutos neste ‘toma lá, dá cá’. Este enguiço no jogo desfez-se com uma boa jogada de Tiago Brito na ala direita. Um passe na área para Deives só não depois em golo pois foi derrubado por Caio Japa. Era a quarta falta cometida pelo Sporting quando ainda faltava metade do segundo tempo para jogar. Penalty para o Benfica e chamado a converter com sucesso foi o capitão das “águias”: Bruno Coelho. Estava feito o 2-2.

Muita bola para o Sporting, muitos remates de vários pontos do campo, mas o Benfica não estava completamente carregado como os “leões” já demonstraram fazer. Quase um minuto para o fim, Raul Campos posicionado na ala esquerda da baliza do Sporting recebe do lado oposto, desvia-se rapidamente de dois oponentes e ficou isolado para um golo que ainda bate no poste. 3-2 para o Benfica e o resultado ficava fechado neste lance, dando um novo rumo à final do campeonato nacional de futsal.

Após o golo, o Sporting decide logo avançar com o ‘cinco para quatro’ debaixo de um grande apoio dos adeptos do Benfica à sua equipa. Os “leões” teimaram em não levar um resultado negativo para o terceiro jogo da final, mas o tempo já era pouco para o Sporting. Terminado o encontro, a primeira derrota da equipa verde e branca nesta temporada no campeonato não abalou os seus adeptos, muito menos os do Benfica que voltam a acreditar em dar a volta a esta final. Domingo há mais!

 

Cincos iniciais:

SL Benfica: Cristiano Marques, Bruno Coelho, Robinho, Fernandinho e Raúl Campos.

No banco: André Correia, Afonso Jesus, André Coelho, Fábio Cecílio, Tiago Brito, Rafael Hemni, Miguel Ângelo, Bruno Pinto e Deives Moraes.

Não convocados: Chaguinha, Roncaglio e Jacaré

Treinador: Joel Rocha

 

Sporting CP: André Sousa, Deo, Caio Japa, Cavinato e Divanei.

No banco: Gonçalo Portugal, Pedro Cary, Djô, Pany Varela, Cardinal, Fortino e Alex Merlim

Não convocados: Varela, Diogo, João Matos, Marcão e Dieguinho

Treinador: Nuno Dias

Uruguai 1-0 Arábia Saudita: Pouco futebol e um pragmatismo irritante

O Uruguai e a Arábia Saudita defrontaram-se esta tarde a fazer cumprir a segunda jornada do grupo A. Os uruguaios precisavam apenas de conquistar os três pontos para alcançar a passagem direta à próxima fase. Já os arábicos entraram neste encontro na corda bamba: precisavam de pelo menos um empate para continuar na luta pelo apuramento à próxima fase.

Como já tem sido tendência neste mundial da Rússia, a equipa dita favorita viu-se surpreendida por uma entrada a todo o gás da sua equipa adversária. A Arábia Saudita, depois de uma exibição paupérrima frente à anfitriã da competição, mostrou uma nova cara neste duelo frente ao Uruguai.

Do lado dos sul-americanos, faltaram ideias: passe para ali, passe para acolá. Foi este o estilo de jogo dos uruguaios na primeira parte. A equipa mostrou-se muito pouco pressionante, com um jogo muito estereotipado e pouco interessante.

Do outro lado, e depois das críticas do líder da seleção aos seus jogadores, uma espécie de Bruno de Carvalho das Arábias, os jogadores da seleção arábica entraram, certamente, com vontade de contrariar o que Adel Ezzat dissera.

Pudemos ver, então, uma Arábia Saudita atrevida e disposta a fazer esquecer a imagem que deixou passar no seu primeiro jogo. Mais posse de bola, mais ataques, só que menos golos… Verdade seja dita: o resultado no final da primeira parte não espelha, de todo, aquilo que aconteceu dentro das quatros linhas. O Uruguai consegue chegar ao golo, aos 22 minutos, depois de Suárez chutar para dentro da baliza no seguimento de um canto, mas a equipa pouco fez até lá para justificar a vantagem no marcador.

O jogo Uruguai x Arábia Saudita teve lugar no estádio Rostov-On-Don
Fonte: FIFA

Na segunda parte, foi mais do mesmo. Só que desta vez com um ligeiro ascendente do Uruguai na partida. A equipa mostrou-se mais confiante depois de estar em vantagem e tentou controlar o jogo com posse-de-bola. Ainda assim, o futebol pouco entusiasmante continuou a persistir e a previsibilidade continuou a perdurar em cada lance.

Por sua vez, os arábicos não estiveram ao nível da primeira parte. Não conseguiram ser eficazes e chegar ao golo nas ocasiões que tiveram no primeiro tempo e isso custou-lhes caro, pois na segunda parte faltaram argumentos para fazer frente a uma equipa com jogadores como Suárez e Cavani.

A experiência e a maturidade dos jogadores sul-americanos permitiu, então, que a equipa conseguisse duas vitórias em dois jogos e, deste modo, o apuramento à próxima fase. Não é um futebol que entusiasme os adeptos, mas a verdade é que é eficaz e podemos mesmo contar com o pragmatismo do futebol uruguaio na próxima fase.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Uruguai: F. Muslera, Gimenez, Godin, Varela, Sanchez (Subst. Nahitan Nández), Bentancur, C. Rodriguez (Subst.Diego Laxalt), L. Suarez, M. Vecino (Subst. Lucas Torreira), E. Cavani, M. Caceres

Arábia Saudita: Alowais, Osama, Ali, Alburayk, Salman, Hatan (Subst. Mohammed Kanoo), Yaseer, Otayf, Taiseer (Subst. Hussein), Salem, Fahad (Subst. Al-Sahlawi)

 

Foto de capa: FIFA

Projetando o draft – Parte 2

0

A poucos dias do draft da NBA, já todas as equipas têm as suas escolhas preparadas, esperando, claro, que alguém não escolha os jogadores que consideram ter o potencial mais elevado. Depois de termos apresentado, na semana passada, os últimos vinte lugares da primeira ronda, tentamos descobrir desta vez quem serão e onde irão jogar os dez principais jogadores deste draft de 2018. O talento é muito, falta saber onde calha…

Lendas do Universo Benfiquista: Nuno Gomes

0

Nuno Gomes é um nome que ficará para sempre associado ao SL Benfica. Não só por ter representado o clube da segunda circular durante 12 temporadas, como também foi a equipa que o acolheu quando terminou a carreira como jogador, onde desempenhou as funções de assessor de Luís Filipe Vieira e de diretor geral da formação no Caixa Futebol Campus.

Começando pelo início, a carreira de Nuno Gomes começa em 1994, aos 18 anos, no Boavista FC, que representa durante três épocas, até 1997. Na última temporada, 1996/1997, aponta um golo na final da Taça de Portugal contra o SL Benfica, que a formação do Bessa viria a ganhar por 3-2.

Na época seguinte, chega ao SL Benfica pela primeira vez, onde fica três temporadas. Alinha em 124 partidas e mostra, desde cedo, faro para o golo, com 76 tentos. A passagem fica concluída em 2000, ano em que foi descoberto pela Fiorentina, após uma prestação de alto nível no Euro 2000 pela seleção nacional. A transferência ronda os 15 milhões de euros e marca a primeira formação estrangeira da sua carreira.

Na Fiorentina, conquista a Taça de Itália e marca na final contra o Parma. Veste a camisola número 21 – uma das suas imagens de marca – por 64 vezes, tendo sido responsável por 17 tentos. Dois anos depois de ter assinado contrato, as dificuldades financeiras que o clube atravessa levam-no a voltar ao SL Benfica.

O regresso acontece na época 2002/2003, para a realização da primeira de nove temporadas, onde atinge o seu auge enquanto atleta.

Em nove anos, soma 399 jogos e é, atualmente, o 11º jogador com mais partidas na história do clube. Quanto a golos, é o 10º jogador com mais tentos: 166. Fura as redes adversárias nas seguintes competições: Primeira Liga (125), Taça de Portugal (15), Liga Europa (12), Liga dos Campeões (7), pré-eliminatórias da Liga dos Campeões (4), Taça da Liga (2) e Supertaça (1).

Pelo clube da Luz, volta a conquistar a Taça de Portugal (2003/2004), sagra-se campeão nacional (2004/2005 e 2009/2010), vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira (2005) e de três Taças da Liga (2008/2009, 2009/2010 e 2010/2011).

Em 2011, após um percurso de muitas conquistas, o seu contrato não é renovado e abandona o SL Benfica em definitivo, para assinar com o SC Braga, onde alinha na temporada 2011/2012, tendo realizado 29 jogos e seis golos. Na época seguinte, 2012/2013, termina a carreira como jogador profissional no Blackburn Rovers, clube que o contrata a custo zero, após o fim do vínculo com o SC Braga. É utilizado por 20 vezes e faz balançar as redes por quatro ocasiões.

Além de jogador, Nuno Gomes foi diretor-geral da formação no Caixa Futebol Campus
Fonte: SL Benfica

Porém, como o bom filho à casa torna, Nuno Gomes acaba por regressar ao clube onde passou a maior parte da sua carreira, para aceitar as funções de assessor do presidente Luís Filipe Vieira, entre 2013 e 2015, e de diretor geral da formação, até 2017.

Apesar de ter apenas 41 anos, e ainda ser relativamente novo para ser considerado uma lenda, Nuno Gomes é um jogador que deu muito ao SL Benfica, não só como atleta, mas como dirigente, onde se focou na formação no Caixa Futebol Campus, aposta que tem dado bastantes frutos ao universo benfiquista.

Pode não ser o melhor ponta de lança da história do clube, e quanto a isso é discutível, mas cumpria com a função que lhe era concedida: marcar golos com eficácia. Por inúmeras vezes, vestiu a camisola número 21 e o seu pé bem afinado e direcionado para a baliza adversária fez milagres, contribuindo para ajudar a equipa ao longo de 12 anos de águia ao peito.

Por este motivo, e porque cresci a ver muitos jogos de Nuno Gomes, um jogador que me inspirou imenso, considero que é um nome que ficará para sempre registado e imortalizado na história do SL Benfica. O número na camisola, que hoje pertence a Pizzi, sempre foi dele, a postura em campo, o contributo e os muitos golos que apontou são, para mim, razões mais que suficientes para esta distinção.

Foto de Capa: SL Benfica

Saidy Janko é o segundo reforço azul e branco

0

fc porto cabeçalho

Tem nome de ponta de lança, mas é lateral-direito e vai ser o segundo reforço do FC Porto. Saidy Janko, suíço de 22 anos que representava a AS Saint-Étienne já está seguro pelos dragões por cinco anos. O jogador, que tem origens na Gâmbia, vai custar cerca de três milhões de euros à SAD do FC Porto, que nunca oficializará o negócio antes de 1 de julho. O internacional sub-21 pela Suíça estava referenciado há algum tempo e entrou na órbita logo após a saída de Ricardo Pereira e Diogo Dalot. O perfil é idêntico ao dos jogadores que partiram. Janko tem grande vocação ofensiva, já jogou e pode ser extremo em situações muito particulares. Além disso, é alto (quase 1,80 metros), forte fisicamente e muito veloz.

Maxi Pereira tem tudo acertado para renovar por mais uma época, mas os azuis e brancos aproveitaram esta oportunidade de negócio preparando já as épocas seguintes. Por isso os dragões avançaram com Janko, que por ter apenas 22 anos tem um futuro largo e a promessa de jogar no FC Porto durante alguns anos, sem pressa de que a afirmação tenha de ser imediata. Ou seja, a possibilidade de começar a época com três defesas direitos é real e depois cabe a Conceição optar. João Pedro e Janko são jovens promissores, mas vêm de contextos competitivos muito diferentes e precisam de algum tempo para se adaptarem a um novo futebol e a uma equipa que joga sempre para ganhar.

Janko na apresentação no Celtic FC
Fonte: Celtic FC

Quanto ao jogador, apesar dos 22 anos, tem muito a contar. Ainda com 18, e sem nunca ter jogado na primeira equipa, foi transferido do FC Zurique para o Manchester United por menos de um milhão de euros. Em Inglaterra não se chegou a impor, mas aproveitou um empréstimo ao Bolton Wanderers para chamar a atenção do Celtic FC, que o contratou aos ingleses. Em ano e meio fez apenas 12 jogos e seguiu novamente para o Championship, então emprestado ao Barnsley FC. A AS Saint-Étienne comprou-o depois por um milhão de euros. Na primeira metade da temporada, Janko foi indiscutível. Em janeiro chegou, do Arsenal, o internacional francês Debuchy. E o futuro portista não voltou a ser primeira escolha. Em Portugal vai procurar afirmar-se em definitivo e deixar de ser uma eterna promessa.

Estas duas movimentações de mercado feitas pela estrutura do FC Porto mostram que Luís Gonçalves veio trazer de volta o excelente scouting que sempre foi apanágio da estrutura azul e branca. Contratações de jovens com imenso potencial que asseguram qualidade desportiva e um possível retorno financeiro no futuro.

Foto de Capa: Twitter

Artigo revisto por: Jorge Neves

Portugal 1-0 Marrocos: A um passo dos oitavos num resultado melhor que a exibição

A segunda jornada do grupo B deste mundial começou com um Portugal-Marrocos, algo que se viria a revelar uma partida interessante. Os campeões europeus a jogar contra a melhor equipa da fase de qualificação de África. Marrocos contou com um registo imaculado de 25 golos marcados e nenhum sofrido. Ou seja, não perdeu um único jogo na fase de apuramento, mostrando, assim, a organização e o poderio defensivo desta equipa marroquina, que conta com Benatia como principal figura deste elenco. No entanto, nenhum destes países somou uma vitória no primeiro jogo e queria somar aqui os três pontos. Sendo que Marrocos era mesmo obrigado a pontuar para manter a possibilidade de apuramento para os oitavos de final.

A partida começou muito viva e com uma intensidade de jogo alta que prometia animação. Não demorou muito para isto se concretizar. Aos quatro minutos da partida, após um canto, o suspeito do costume trouxe a vantagem para Portugal. Cristiano Ronaldo marca de cabeça deixando Portugal com vantagem. Este golo fez com que os planos de Marrocos fossem alterados, sendo que a seleção tinha agora de procurar o golo do empate e abrir espaços no seu estilo de jogo. Foi isso que fez: começou a jogar mais agressivo e assustou por diversas vezes, ora por Benatia de cabeça a obrigar Patrício a uma boa defesa ou mesmo os lances de Boussoufa que apareceu no coração da área portuguesa, mas acabou em falta sobre Moutinho. Mesmo no fim, Benatia muito próximo do golo após mais um cruzamento de Marrocos. Uma partida muito agressiva, com vários lances terminados em falta deixava a indicação de que o jogo ia ser disputado até ao fim em todas as jogadas. Marrocos esteve mesmo melhor do que Portugal na primeira parte, apesar de um jogo bem disputado.

Fernando Santos terá ficado contente com o resultado mas não com a exibição
Fonte: FPF

Começou a segunda parte com Marrocos a dominar Portugal e a jogar no meio campo do nosso país. Amrabat chegou a testar os reflexos de Patrício mas foi Belhanda que teve a melhor ocasião do jogo, aos 56 minutos, quando obrigou Rui Patrício a uma das melhores defesas deste mundial. Patrício foi enorme e conseguiu manter a vantagem da equipa das quinas. Portugal estava completamente encostado a ver Marrocos jogar e a criar oportunidades uma atrás de outra. Fernando Santos, muito pensativo sobre o que poderia fazer para parar este Marrocos, esgotou as substituições, mas o desfecho foi o mesmo, com Marrocos a fazer pressão alta a Portugal mas sem, mesmo após muitos lances perigosos, conseguir marcar o golo que tanto procurou.

Após este resultado, Portugal fica provisoriamente no primeiro lugar do grupo com quatro pontos e Marrocos é eliminado do Mundial com zero pontos somados em duas partidas. Aguardamos agora o desfecho entre Espanha e Irão, mas a verdade é que Portugal já consegue cheirar os oitavos.

Onzes Iniciais:

Portugal: Rui Patrício; Cedric Soares; Pepe; José Fonte; Raphael Guerreiro; Bernardo Silva (Gelson Martins 59’); João Moutinho(Adrien Silva 89’); William Carvalho; João Mário (Bruno Fernandes 69’); Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo.
Marrocos: Munir; Hakimi; Manuel da Costa; Benatia; Dirar; El Ahmadi(Fajr 86’); Boussoufa; Ziyach; Belhanda (Carcela 75´); Amrabat e Boutaib(El Karbi 69’).

Foto de capa: FIFA