De 22 de junho a 1 de julho, Tarragona, na Catalunha, recebe os Jogos do Mediterrâneo, com mais de 200 atletas portuguesas a marcarem presença espalhados por 2 modalidades.
Olhando para a lista de representantes nacionais publicada pelo Comité Olímpico Português, escolhemos cinco atletas com muito boas hipóteses de dar a Portugal uma medalha na estreia nacional nesta competição.
Se o WRC teve no seu último rali, o rali da Sardenha, uma diferença entre o vencedor, Thierry Neuville, e o segundo posto, Sebastien Ogier, de 0.7s, a ronda que marca o meio do campeonato FIA ERC teve uma diferença ainda menor. Simos Galatariotis venceu o seu rali caseiro com uma diferença de 0.6s sobre os portugueses, Bruno e Hugo Magalhães.
O Rali do Chipre marcou a quarta ronda do europeu de ralis. Contou com os habituais participantes na luta pela liderança, mas o incentivo foi a presença de Nasser Al- Attiyah, a bordo de um Ford Fiesta R5.
O primeiro dia viu Alexey Lukyanuk ser outra vez implacável e começar na liderança do rali, mas a passagem por cima de uma pedra não identificada nos reconhecimentos, fez com que o russo furasse e umas curvas mais à frente o russo acabaria por bater nos rails e acabar por perder a liderança e o comboio para lutar pela vitória. Quem aproveitou para se chegar à frente do rali foi Nasser Al-Alttiyah, que assim assumia a liderança, com cerca de 11s sobre o piloto caseiro Galatariotis, em Skoda Fabia R5. Na terceira posição seguia o novo protegido da Skoda, o finlandês de 21 anos, Juuso Nordgren, que cada vez mais mostra estar bastante forte no carro da marca checa.
Alexey Lukyanuk chegou ao Chipre após um má ronda na Acrópole, mas não conseguiu virar a sua sorte Fonte: FIA ERC
Na especial seis, a última do primeiro dia de competição, Al-Alttiyah furou e acabou por perder a liderança para a jovem esperança finlandesa, Juuso Nordgren. Bruno Magalhães, devagar devagarinho e com o azar dos principais pilotos, o português estava agora no pódio a cerca de 9s do líder.
Assim, o jovem finlandês liderava o rali, até que na especial nove, logo no ínicio capotou o Skoda Fabia R5, fruto da sua inexperiência. Para a próxima já sabe, com calma chega-se lá. Assim, o cipriota Galatariotis liderava o seu rali. A luta assim parecia entre o cipriota e o português. Mas alguém consegui recuperar e vir discutir, outra vez, a liderença. É verdade, Al-Alttiyah, que teve três furos, quando só tinha dois pneus sobresselentes, conseguiu chegar à liderença. Mas na especial derradeira, furou. Parou para trocar o pneu, e quem vinha atrás era Bruno Magalhães. Quando Al-Alttiyah se colocou na estrada novamente, Bruno estava mesmo em cima, tendo travado a fundo e depois ultrapassado o piloto do Qatar. E foi esta manobra que custou a Bruno a vitória no rali, caros leitores, 0.6s que podem fazer a diferença no final do campeonato. Com o furo de Al-Alttiyah, Norbert Herczig subiu para o terceiro lugar com o Skoda Fabia R5.
Depois de não ter participado na primeira edição, Portugal tentou, sem sucesso, a qualificação para o Mundial por seis edições consecutivas. À sétima, e pela primeira vez, alcançou a fase final da prova. Depois disso, passaram quatro anos sem que o conseguisse e na 13.ª edição chegou novamente a uma fase final. Passaram-se mais três provas sem a presença de Portugal e, neste momento, a seleção das quinas vai na quinta presença consecutiva. Num top curto, fruto das poucas participações lusas, recordamos as prestações de acordo com o sucesso alcançado.
Pode até ser desconhecido para muitos dos adeptos do futebol europeu, mas quando falamos de grandes competições de seleções, todos conhecem Guillermo Ochoa.
O guarda-redes mexicano começou a sua carreira profissional no seu país de origem, mas em 2011 veio jogar para a Europa, mais propriamente para França, onde captou alguma atenção. Representou o AC Ajaccio até 2014, ano em que atingiu um patamar superior. Transferiu-se para o Málaga, de Espanha e mostrou-se aos adeptos europeus. Contudo, as suas exibições nem sempre foram as melhores e hoje não é a primeira opção para muitos dos clubes europeus, no que toca a preencher as redes das suas balizas. Esta temporada jogou pelo Standard Liége, na Bélgica. Mais do que falar das características de Ochoa, o interessante é falar daquilo que ele já fez, na seleção mexicana.
O senhor das balizas mexicanas estreou-se, pela equipa principal do México em 2005, frente à Hungria, e também esteve presente no Campeonato do Mundo na Alemanha em 2006, apesar de não ter jogado. Desde 2014 que Guilhermo Ochoa é o guarda-redes titular dos mexicanos.
No entanto, quando chega o verão e estamos em ano de grandes competições de seleções, ou seja, quando é ano de Campeonato do Mundo, Guillermo Ochoa parece ganhar superpoderes dignos de ser apelidado de El Muro de la Andaluzia. Em 2014, no Brasil foi uma das melhores surpresas do Mundial ao defender tudo aquilo que tinha de defender nos jogos do México, principalmente frente ao Brasil, na fase de grupos. Nesse jogo, Ochoa foi o homem da partida e evitou por variadas vezes o golo sul-americano, que terminou empatado sem golos.
No Brasil e na fase de grupos, o México só sofreu um golo nos três jogos realizados, o que demonstra a eficácia defensiva por parte dos mexicanos, principalmente do guardião que foi um verdadeiro muro na equipa tricolor. A seleção mexicana acabaria, depois, por ser eliminada nos oitavos de final, frente à mítica “laranja mecânica”, Holanda.
O guarda-redes mexicano voltou a manter a sua baliza fechada num jogo contra uma grande seleção Fonte: FIFA
Este ano, e porque é ano de Campeonato do Mundo, Guillermo Ochoa volta a estar em destaque na seleção do México. No primeiro e único jogo disputado, até este momento, Ochoa voltou a ser exímio e a evitar qualquer golo da atual campeã mundial, a Alemanha. O jogo terminou com uma vitória mexicana e muito por culpa do seu guardião. Desde o minuto 35 que a seleção alemã procurou o golo do empate, golo que nunca surgiu devido à exibição de Guillermo Ochoa, que uma vez mais mostrou ser um gigante na baliza mexicana, quando se trata de Campeonatos do Mundo.
Este sábado, o México jogará frente à Coreia do Sul, seleção teoricamente mais fraca, a contar para a segunda jornada do grupo F. Todavia, e porque esta edição tem sido fértil em surpresas, nada está ganho e por isso podemos voltar a ver “el muro” a fazer uma grande exibição e a manter as redes da sua baliza intactas. A única certeza que temos é que muito da consistência defensiva que o México apresenta se deve a Guillermo Ochoa, um gigante guarda-redes.
Neste mês de junho, poucas equipas chegaram à Rússia com tanta pressão como a Seleção Brasileira. Desde a humilhante derrota por 7-1 frente à Alemanha, no Mundial de 2014, a Canarinha ainda contou com duas saídas precoces da Copa América (2016 e 2017), e o melhor que tem para mostrar é uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016. Os rapazes com as vibrantes camisolas amarelas já estão habituados a ter os olhos postos neles; mas raramente têm os dedos apontados a si. Em 2018, mais que nunca, têm de se mostrar à altura do desafio. E no centro desta situação está um nome: Neymar da Silva Santos Júnior.
O número 10 do Brasil foi dos poucos que não tiveram culpa naquela noite terrível de 8 de julho de 2014: isto porque não jogou, devido a lesão. Teria a história sido diferente com Neymar em campo? Nunca saberemos, mas dificilmente o extremo poderia ter feito alguma coisa para evitar as falhas defensivas dos seus colegas. É quase irónico que a sua lesão tenha sido na zona lombar, uma vez que, ao longo da competição, tinha, em grande parte, levado a sua equipa às costas.
Em 2018, a situação é diferente. Na equipa já entraram jogadores que falam a mesma linguagem futebolística de Neymar: Coutinho, Roberto Firmino, Gabriel Jesus, entre outros. Aquele perfume que andou desaparecido há quatro anos voltou ao futebol brasileiro. Ainda assim, em Terras de Cristo Rei, as maiores expectativas estão inevitavelmente depositadas no craque do Paris Saint-Germain.
Podemos dizer que Neymar está mais bem acompanhado neste Mundial Fonte: FIFA
Aliás, a verba de 222 milhões de euros que o PSG pagou por Neymar no verão passado só aumentou esta pressão. Não é só na França que terá que justificar este preço; terá de o fazer também na Rússia.
Para já, ainda está tudo em aberto para a Seleção Brasileira: o empate com a Suíça, embora desapontante, não comprometeu as esperanças da equipa. Mas o facto de o novo penteado de Neymar ter sido mais comentado do que o seu jogo espelha a forma como o extremo esteve apagado na partida. Não teve uma exibição propriamente má. Mas espera-se sempre mais de Neymar; espera-se sempre um rasgo de génio, uma finta impossível, um golo espantoso. E isso não surgiu, em parte devido à marcação cerrada – e dura – dos suíços. Neymar sofreu dez faltas naquele jogo, um recorde de infrações sofridas por um só jogador em partidas do Mundial
Contra a Costa Rica, mostrou-se relutante em enfrentar um adversário no um para um. Começa a acusar a pressão, e isso ficou claro com a frustração que demonstrou ao longo do jogo, da qual o árbitro foi muitas vezes o alvo. O choro no final representa o alívio de um jogador que sabe perfeitamente o que se espera dele. O seu golo aos 97 minutos acaba por mascarar uma exibição que em pouco melhorou relativamente à anterior.
Com o Brasil a um passo do apuramento para os oitavos de final, poderá ter mais tempo para provar que a equipa pode contar consigo para resolver um jogo. Ainda se pode assumir como a principal figura desta equipa.
A medalha de ouro em 2016 serviu para matar alguns fantasmas, mas os adeptos brasileiros só pensam em ver os canarinhos a levantar o troféu no dia 15 de julho, em Moscovo. E, para chegar aí, terá de ser o seu número 10 a guiá-los à vitória.
Diretamente do Kaliningrad Stadium, Sérvia e Suiça apresentaram-se, com a mesma formação, para o jogo da segunda jornada do Grupo E. A equipa de Vladimir Petkovic não mexeu no onze, enquanto o treinador sérvio Mladen Krstajic promoveu apenas uma alteração: Kostic rendeu Ljajic.
Num jogo marcado por uma vertente histórica, relacionado com questões políticas, as seleções entraram em campo, sabendo que uma vitória da Sérvia garantia o apuramento para os oitavos de final do Campeonato do Mundo.
Ao minuto 4, Xhaka rematou de meia distância, mas foi a Sérvia que, um minuto depois, se adiantou no marcador. Ivanovic cruzou para Mitrovic, que cabeceou para uma boa defesa de Yann Sommer. Na segunda oportunidade, após um cruzamento em profundidade de Tadic, o avançado não desistiu e foi mais eficaz, batendo Sommer, sem hipóteses para defesa.
Minutos mais tarde, aos 14, Mitrovic voltou a repetir o gesto, mas o guardião estava atento. Aos 18’, um pontapé de bicicleta passou por cima da baliza helvética.
Perante as investidas das Águias Brancas, a Suiça não baixou os braços e cresceu no jogo, ao mostrar uma boa atitude e tentar fazer de tudo para chegar ao golo do empate.
Shaqiri foi o principal motor da formação helvética que, aos 10 e aos 30 minutos, dispôs de duas boas oportunidades de alcançar o golo. Dzemaili foi o autor, mas não conseguiu ser eficaz.
Até ao fim da primeira parte, a partida foi extremamente tática e intensa, com sete faltas para cada lado e três delas a resultar em cartão amarelo. A oportunidade mais flagrante foi de Tadic que, nos descontos, rematou por cima da barra da baliza de Sommer.
Na segunda parte, a Suiça entrou melhor e chegou, aos 52 minutos, ao empate. Na sequência de um contra-ataque, o remate de Shaqiri é cortado e a bola chega aos pés de Xhaka que, de fora da área, remata para o fundo das redes de Stojkovic.
Ao minuto 58, a seleção deu continuidade ao bom momento de forma, com Shaqiri a ultrapassar dois defesas e a ameaçar com um remate que acertou no poste esquerdo.
Os últimos 30 minutos foram reservados para substituições, faltas e tentativas de uma seleção se superiorizar à outra.
Um lance de contra-ataque levou ao golo de Shaqiri Fonte: FIFA
Quando tudo dava a entender que a partida terminaria empatada, uma arrancada de Xherdan Shaqiri, após uma transição rápida de um contra-ataque, surpreendeu Stojkovic, que não conseguiu defender. Estava feito o 2-1 para a Suiça, resultado esse que acabaria por ser definitivo.
Apesar da vitória suíça, as duas seleções apresentaram-se bem posicionadas. A Sérvia teve um bom arranque, mas o adversário mostrou-se mais consistente ao longo de todo o jogo. Conseguiu fazer a reviravolta num momento crucial, ao não baixar os braços em nenhum momento da exibição.
Este resultado deixa assim em aberto as decisões do Grupo E para a terceira e última jornada da fase de grupos. Com a Costa Rica eliminada, Brasil, Sérvia e Suiça disputam dois lugares nos oitavos de final. A luta promete ser acesa e a próxima jornada promete ser decisiva nas contas finais do grupo.
Sérvia: Stojkovic; Ivanovic, Milenkovic, Tosic e Kolarov; Matic, Milivojevic (Radonjic 81’), Tadic, Milinkovic-Savic e Kostic (Ljajic 65’); Mitrovic
As formações da Islândia e da Nigéria partiam para este segundo jornada do grupo D com estados de espírito muito díspares. Enquanto que a equipa europeia vinha motivada com o empate na jornada inaugural perante a Argentina e sabia que uma vitória neste jogo deixava a equipa viking com o apuramento para os oitavos-de-final muito bem encaminhado, a equipa nigeriana vinha de uma derrota com a Croácia e sabia de antemão que outro desaire selava a sua eliminação do campeonato do mundo.
Quem acompanhou com atenção o Euro 2016 não pode estar surpreendido com a grande consistência islandesa, e o certo é que a equipa escandinava entrou mais forte e decidida a marcar cedo, sempre travada pelo guarda-redes nigeriano. A Nigéria decidiu jogar com um bloco mais baixo, mas sempre sem descurar o contra-ataque, aproveitando a velocidade dos seus atacantes Musa e Iheanacho.
Pese embora esta nuance tática, a primeira parte acabou por não entusiasmar e o nulo persistiu até ao intervalo, não sem antes um livre lateral quase ter dado o golo aos europeus, numa bola tensa colocada na área mas sem haver um precioso desvio para o fundo das redes. Aliás, a Islândia teve um certo domínio no que a oportunidades de golo diz respeito, comprovado pelos 0 remates à baliza dos jogadores nigerianos.
Bastaram apenas 16 segundos na segunda parte para a Nigéria fazer o seu primeiro remate à baliza. Aos 49 minutos, Musa fez o primeiro golo num forte remate dentro da área, fuzilando Aldorsson, num grande contra-ataque a aproveitar um (raro) desequilíbrio na defesa islandesa. Grande entrada da formação africana, que poucos minutos depois, num remate fora da área, transviado pela defesa da Islândia, obrigou o guardião islandês a uma grande estirada.
Nestes últimos 45 minutos, houve uma mudança radical e clara no domínio de jogo, certamente muito por culpa do selecionador da Nigéria Gernot Rohr. Aos 74 minutos Musa atirou ao poste, num claro prenúncio do que aí vinha. Logo na jogada seguinte, o dianteiro africano fintou o guarda-redes islandês e atirou a contar, marcando o seu segundo golo no encontro, praticamente sentenciando o vencedor do jogo.
Aos 81 minutos o VAR voltou a mostrar porque é uma ferramenta útil para os árbitros, ajudando a assinalar uma grande penalidade por falta do reforço do Benfica para a temporada 2018/19 Ebuehi. Este lance, a ser convertido, iria certamente reabrir o jogo, só que Sigurdsson atirou por cima e o desalento instalou-se nas bancadas afetas aos adeptos islandeses, contrastando com a euforia dos adeptos nigerianos.
A desilusão dos jogadores islandeses após Sigurdsson desperdiçar a grande penalidade Fonte: FIFA
Com este resultado, os adeptos argentinos voltam a respirar de alívio, pois caso a equipa europeia ganhasse, seria preciso um milagre para a seleção das pampas se qualificar. Assim sendo, “basta” ganhar à Nigéria, algo que não se prevê nada fácil, em função de grande qualidade nigeriana sobretudo na segunda parte, mas também tem de esperar que, caso a Islândia ganhe, seja com uma menor diferença frente à Croácia.
Inauguramos com este texto a rubrica “O Sporting no Mundial”. Durante o campeonato do Mundo que se disputa na Rússia focar-nos-emos, entre outras coisas, na prestação dos jogadores leoninos que atuam pelas respetivas seleções. Destacámos neste texto Bryan Ruiz (Costa Rica), Sebastián Coates (Uruguai) e Marcos Acuña (Argentina).
Quanto a Bryan Ruiz, tem feito tudo para que nós, sportinguistas, ainda acreditemos nas suas potencialidades. Não será evidentemente o facto da sua Costa Rica ter sido eliminada na fase de grupos (derrotas contra a Sérvia e Brasil) que retirará os méritos e louros ao jogador leonino. Sendo titular na formação orientada por Óscar Martinez, Ruiz tem atuado na ala direita do ataque e mostra-se bem oleado e integrado no 3x4x3 da sua seleção. Atuar na mesma equipa que a “estrela” Keylor Navas do Real Madrid reforça ainda mais as credenciais de um jogador que ainda pode dar muito ao clube de Alvalade.
Por outro lado, Sebástian Coates dificilmente calçará no onze titular do Uruguai. Nos dois jogos disputados até ao momento (vitória contra o Egipto e Arábia Saudita), o leão não jogou a titular, nem entrou durante os noventa minutos. Mas isso não pode ser interpretado como demérito seu: não tem culpa que Diego Godín e José Giménez (ambos do Atlético de Madrid) atuem na mesma seleção que ele. Resta-lhe espreitar uma oportunidade no onze escalado por Óscar Tabárez. Com a sua seleção já apurada para a fase seguinte, pode ser que o selecionador uruguaio teste as qualidades deste leão já no próximo jogo.
A relação entre Acuña e o Sporting CP vai de vento em popa, com o clube de Alvalade a desejar, na sua página oficial do Facebook, sorte ao argentino Fonte: Sporting Clube de Portugal
Finalmente, o melhor está para o fim. Muito se tem falado da derrota por três a zero da seleção croata à Argentina. Isso tem certamente olvidado os contributos que alguns jogadores argentinos, nomeadamente Marcos Acuña, têm dado à seleção alviceleste. Este leão tem ficado encarregue de segurar toda a ala esquerda da equipa: desce para zonas defensivas, fica no meio campo durante a fase de construção e projeta-se no ataque acompanhando os movimentos ofensivos da sua equipa. Tem corrido que se farta este argentino e é uma trave-mestra desta formação sul-americana. Ainda que, por vezes, o futebol da sua seleção seja pastoso e quezilento, tal não se deve a Acuña que “sacode” muitas vezes a monotonia da equipa. Este é um verdadeiro leão que ruge na Rússia.
Em jeito de conclusão, podem até estes leões estar na terra dos czares e longe, portanto, de Alvalade. Mas não podem esquecer que há cerca de três milhões e meio de sportinguistas que, jogo após jogo, torcem também por eles e pelo melhor desempenho nas suas seleções. Com isso, é também o Sporting Clube de Portugal que ganha.
Envolvidos na apaixonante e emotiva competição maior entre nações do mundo inteiro, sobra-nos, ainda assim, algum tempo e espaço para reavivar os episódios, na minha opinião, mais decisivos na conquista do “título mais importante dos últimos anos”.
Na partida de estreia na edição da Liga Europeia de Futebol de Praia de 2018, Portugal teve pela frente uma sempre difícil seleção da Bielorrússia. Apesar de ter começado a perder e ter tido problemas no ataque, nomeadamente durante os dois primeiros períodos, os comandados de Mário Narciso conseguiram virar o jogo a seu favor, vencer por 3-2 e garantir os três pontos.
A Bielorrússia entrou bem no encontro, procurando, desde cedo, atacar a baliza de Andrade, mas não conseguiu criar lances de muito perigo. O principal lance foi um remate que o guarda-redes português “socou” para longe. Contudo, o conjunto bielorrusso continuou a carregar e após um lance de insistência, Mikita Chaicouski, com um pontapé de bicicleta, fez o 1-0.
Em desvantagem, Portugal foi à procura do golo do empate e de forma extremamente eficaz e com muita sorte à mistura, um remate de Andrade, que ainda sofreu um desvio, assim como uma ação, não faltosa, de Coimbra, fizeram a seleção portuguesa chegar à igualdade. Contudo, pouco depois, Ihar Bryshtel, através de uma bicicleta, assistiu Ilia Savich que, solto ao segundo poste, voltou a colocar a Bielorrússia na dianteira.
Novamente a correr atrás do resultado, Portugal voltou a ter mais posse bola, mas não criou nenhuma chance de golo que deixasse a equipa das quinas perto de uma nova igualdade. Sem que a seleção portuguesa conseguisse construir oportunidades de finalização, foi a Bielorrússia a ficar perto do terceiro. Todavia, um cabeceamento de Ihar Bryshtel passou ligeiramente ao lado do poste esquerdo da baliza de Andrade. Volvidos alguns instantes, foi a vez um cabeamento de Torres quase ter dado o empate a Portugal.
Finalizado o primeiro período, a Bielorrússia vencia, de forma justa, por 2-1, pois, havia sido a equipa que mais perigo tinha criado junto da baliza adversária, mas, também, defendido bem e fechado todos os caminhos para as suas redes. Portugal, com um jogo lento, não conseguia penetrar na defensiva bielorrussa.
Neste lance, a Bielorrússia ficou perto de marcar, mas Andrade e Bê Martins conseguiram impedir o golo de Ihar Bryshtel Fonte: Beach Soccer
Nos primeiros minutos do segundo tempo, Portugal teve algumas oportunidades para marcar, mas nem Leo Martins, que não conseguiu chegar a tempo a um passe de Bê Martins, ou Jordan, com um forte remate de pé esquerdo, conseguiram concretizar. A seleção portuguesa insistia e passados alguns minutos, Dzianis Samsonov fez uma falta sobre Leo Martins, numa zona do campo extremamente favorável. Uma espécie de penalti, mas um pouco mais recuado. Leo Martins, com uma enorme oportunidade para restabelecer o empate, rematou à figura de Valery Makarevich, que defendeu sem dificuldades.
Portugal estava melhor, uns valentes “furos acima” comparado com o desempenho no primeiro período, mas não conseguia criar chances de golo. Porém, a faltarem cerca de cinco minutos para uma nova pausa, Coimbra recuperou o esférico a meio campo e rematou para 2-2. Mais uma vez, “do nada”, os comandados de Mário Narciso voltavam a marcar e a empatar a partida.
Já dentro do último minuto antes do intervalo, Portugal, por intermédio de um novo remate de Andrade, ficou perto de passar para frente, mas Valery Makarevich, com uma bela defesa, não o permitiu. No respetivo canto, a seleção portuguesa voltou a ficar perto de marcar, mas o guarda-redes bielorrusso, com as pernas, disse não ao terceiro tento português.
Terminado o segundo período, Portugal e Bielorrúsia empatavam a 2-2. Resultado que se adequava ao que era demonstrado em campo e que justificava o crescimento português nos areais de Baku. Contudo, apesar da superioridade notória, o conjunto lusitano continuava sem conseguir criar oportunidades de golo com frequência e foi com alguma sorte que voltou a igualar o encontro.
O terceiro e derradeiro tempo de jogo começou da melhor maneira para as cores nacionais, pois, após uma recuperação do esférico a meio campo, Jordan e Leo Martins foram trocando a bola e este último, com um remate rasteiro, colocou Portugal na frente. Pouco depois, Ivan Kanstantsinau, com um pontapé de bicicleta, ficou perto voltar a empatar o encontro, mas Andrade esticou-se todo e com o braço esquerdo, defendeu para canto.
A seleção nacional continuava por cima e aos vinte e sete minutos da partida, esteve quase a fazer o quarto, em virtude de um remate de Coimbra que passou ao lado da baliza adversária. Instantes depois, Jordan, através de um livre direto, viu Valery Makarevich negar-lhe o golo. Todavia, a Bielorrússia não baixava os braços e num curto espaço de tempo, criou duas oportunidades que quase deram em golo. Contudo, Andrade conseguiu resolver e manter Portugal em vantagem.
A perder, a Bielorrússia voltou a crescer e foi criando, cada vez mais, mais trabalho para a defensiva portuguesa. No entanto, Andrade estava numa tarde sim e com uma bela série de defesas, impediu o golo dos bielorrussos e segurou a vitória da seleção nacional.
Chegado o fim do encontro, Portugal levou de vencida a seleção da Bielorrússia por 3-2. Vitória justa da equipa das quinas que, mesmo tendo realizado um primeiro e segundo períodos algo abaixo daquilo que pode e deve fazer, realizou um grende terceiro período e apesar de ainda ter sofrido na fase final, conseguiu aguentar o forcing bielorrusso e segurar os três pontos.
Portugal: 12-Elinton Andrade (GR), 2-Coimbra, 3-Leo Martins, 5-Jordan e 11-Bê Martins; Jogaram ainda: 4-Torres, 7-Madjer (CAP.), 9-Bruno Novo e 13-Ricardinho; Banco: 1-Tiago Petrony