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Bélgica 3-0 Panamá: Marea Roja de alento não chegou para Diabos Vermelhos de talento

Eden Hazard, Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku, etc.: o Olímpico de Fisht foi o palco escolhido para receber, esta tarde, algumas das estrelas mais cintilantes do futebol mundial. No primeiro jogo do Grupo G do Campeonato do Mundo, a Bélgica de Roberto Martínez defrontou a seleção do Panamá, estreante na prova.

Os belgas, como era expectável, entraram muito fortes na partida, com a primeira grande ocasião de golo a surgir logo aos sete minutos: Mertens rematou colocado para uma defesa vistosa de Penedo.

Organizada num 3-4-3, de um pendor ofensivo tremendo, a Bélgica foi, durante quase toda a primeira parte, dona e senhora do jogo. Mertens, Hazard e De Bruyne iam sendo as peças mais inconformadas da equipa belga. Contudo, os panamenhos iam sabendo comportar-se face ao rumo dos acontecimentos.

No início do segundo tempo, chegou, finalmente, o golo belga: Mertens, que já havia ameaçado as redes de Penedo, disparou de primeira dentro da área, após o alívio de cabeça de Escobar. Execução incrível do avançado do Nápoles, que inaugurava o marcador.

Aos 53 minutos, Michael Murilho teve nos pés a oportunidade de fazer o empate, mas Courtois estava atento e fechou a baliza a sete chaves. Era a vez do Panamá de dar o ar da sua graça.

Mas é a seleção europeia que conta com o melhor médio da Premier League: aos 69 minutos, num momento de pura genialidade, De Bruyne, de trivela, encontrou Lukaku, que só teve de encostar para o fundo das redes. O 2-0 chegava com selo da cidade de Manchester.

E não tardou muito até que o avançado belga de 25 anos voltasse a fazer o gosto ao pé: seis minutos volvidos e Romelu Lukaku, após um excelente contra-ataque da seleção belga, picou a bola por cima de Penedo e fez o 3-0 no encontro.

Até ao final do jogo, os canaleros ainda tentaram a sua sorte perto da baliza de Courtois, mas não foi o suficiente para o Panamá se estrear a marcar na fase final de um Campeonato do Mundo.

A Bélgica parte, assim, na liderança do grupo G, enquanto espera pelo resultado do jogo entre Tunísia e Inglaterra.

ONZES INICIAIS:

Bélgica: Courtois, Alderweireld, Boyata, Vertonghen; Meunier, Witsel (Chadli 90’), De Bruyne, Carrasco (M. Dembele 74’); Mertens (T. Hazard 83’), E. Hazard, R. Lukaku.

Panamá: Penedo, Murillo, Escobar, R. Torres, Davis; Gomez, Cooper, Godoy, Bárcenas (G. Torres 63’), J. Rodríguez (I. Diaz 63’); Pérez (L. Tejada 73’).

Foto de Capa: RBFA

Obrigado, Jorge! O legado de Jorge Jesus no futebol português

O final de época atribulado que se abateu sobre o Sporting Clube de Portugal teve impacto não só nos Leões, mas também no panorama do futebol português.

Na verdade, a sucessão de vários acontecimentos atípicos levou a que Jorge Jesus, treinador do emblema leonino e um dos técnicos que goza de maior reputação na esfera do futebol nacional, chegasse a acordo com o clube para rescindir o seu vínculo contratual (tinha mais um ano de contrato).

Consequentemente, a esta rescisão seguir-se-á a sua primeira experiência “fora de portas”, sendo que o técnico de 63 anos irá orientar o Al-Hilal Saudi Football Club, equipa da capital da Arábia Saudita.

Suécia 1-0 Coreia do Sul: Vitória na estreia, 60 anos depois


O segundo jogo do Grupo F opôs a Suécia à Coreia do Sul e começou mal para os suecos, logo antes do início do jogo, com a ausência de Lindelof devido a uma indisposição. Do lado dos coreanos, surpresa na baliza com a entrada de Cho Hyun-Woo para o onze inicial.

A Coreia entrou melhor mas não demorou até à Suécia responder e assumir o controlo da partida, obrigando os coreanos a recuar no terreno. Fruto deste controlo, começaram a surgir as oportunidades de golo, com destaque para um lance aos 20′, quando Toivonen, já dentro da área, conseguiu isolar Berg e este viu Cho negar-lhe o golo com uma defesa sensacional.

Até final dos 45’, a Suécia continuou a ser superior, mas sempre muito dependente dos cruzamentos de Lustig e não sendo capaz de materializar essa superioridade em golos, sendo que Cho Hyun-Woo, a meias com os seus defesas, foram chegando para as “encomendas”. Fosberg também esteve muito escondido, naquela que foi uma primeira parte, acima de tudo, marcada pela intensidade e agressividade colocada em todos os duelos, algo que resultou em 25 faltas.

Cho ia-se revelando como uma das figuras da partida
Fonte: FIFA

Os tigres voltaram a entrar melhor no segundo tempo e conseguiram a primeira grande oportunidade, logo no início, com um bom centro do lado esquerdo a encontrar a cabeça de Koo e a bola a passar muito perto da baliza defendida por Olsen. A resposta dos suecos aconteceu aos 55’: num lance de bola parada – uma das grandes armas desta seleção – com Larson a bater bem e Toivoven a cabecear para mais uma grande intervenção de Cho.

Os coreanos apareceram mais atrevidos e o jogo ficou mais aberto. À passagem da hora de jogo, Cho andou aos papéis e a bola sobrou para Claesson, que foi travado em falta dentro da grande área. O árbtiro assinalou grande penalidade após consulta do VAR e o capitão Granqvist fez, com muita calma, o 1-0. Doze anos depois, a Suécia voltava a marcar em Campeonatos do Mundo.

Depois do golo, a Suécia ainda continuou por cima alguns minutos mas acabou por dar a iniciativa de jogo à Coreia. Ainda assim, os tigres, que só tinham estado por cima nas entradas de ambas as partes, praticamente não foram capazes de incomodar Olsen. Exceção feita aos 91’, quando, no seguimento de um bom cruzamento ao segundo poste, Lee Jae-Seong cabeceia para Hwang Hee-Chan, só que este não consegue direcionar da melhor forma o seu cabeceamento.

No final da partida, vitória justa dos suecos, que foram sempre a equipa mais dominadora e coesa, ainda que não se sintam demasiado confortáveis nesta faceta de assumir o jogo. A Coreia optou por uma estratégia mais defensiva, só que nunca foi capaz de incomodar no contra-ataque e, não fosse o guardião Cho, o resultado até podia ter sido mais dilatado.

ONZES INICIAIS:

Suécia:
Olsen; Augustinsson, Granqvist, Jansson e Lustig; Claesson, Larsson (Svensson 81’), Ekdal (Hiljemark 71′) e Forsberg; Berg e Toivoinen (Thelin 77’)

Coreia do Sul:
Cho Hyun-Woo; Lee Yong, Kim Young-Gwon, Jang Hyun-Soo, Park Joo-Ho (Kim Min-woo 28’), Kim Shin-Wook (Woo-Young 66′), Koo Ja-Cheol (Seung-Woo 73’), Ki Sung-yueng, Lee Jae-Sung, Hwang Hee-Chan e Son Heung-Min

Foto de capa: FIFA

Etapas que marcam: Aguenta, Rui!

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O Tour de Suisse 2018 terminou este fim-de-semana com um pouco surpreendente regresso do australiano Richie Porte às vitórias. Numa prova usada como preparação por vários candidatos à vitória no Tour de France, a escalada a Arosa voltou a ser uma das etapas chave, com Nairo Quintana a testar os adversários com um ataque de longe que lhe valeu o triunfo na jornada. 

Com isso em mente, decidimos reviver, numa rubrica certamente a repetir, a etapa de Arosa de 2012, um dia importante para o “nosso” Rui Costa que, tal como Porte, resistiu aos avanços adversários para se manter de camisola amarela envergada.

Após o prólogo inaugural, o Tour de Suisse 2012 teve logo uma chegada em alto, ao Verbier e foi Rui Costa que surpreendeu e venceu a etapa, batendo o campeão luxemburguês Frank Schleck e passando a envergar a camisola amarela. A etapa decisiva seguinte foi o contrarrelógio da sexta etapa, em que o português foi oitavo e aumentou a vantagem para os adversários. Assim, e com um dia final que não deveria ser duro o suficiente para grandes diferenças, restava a sétima etapa, de montanha e chegada em alto a Arosa, para tentar destronar Rui Costa.

Na luta pela vitória da etapa, uma fuga de quatro elementos constitui-se cedo na jornada. Michael Albasini, o homem da casa, arrancou na subida a Castiel e só Peter Velits o conseguiu acompanhar. Ainda não se subia a Arosa e Albasini voltou a atacar, seguindo desta vez a solo. Com uma vantagem de três minutos para gerir sobre o pelotão, conesuiu gerir até final e somar a única vitória suíça na prova nesse ano, consumando a excelente época de estreia da Orica – GreenEDGE. 

Albasini, homem da casa, foi o vencedor da etapa
Fonte: Mitchelton-Scott

Já no grupo dos homens da Geral, a corrida também começou a aquecer ainda em Castiel, com a Rabobank de Robert Gesink (terceiro a 55 segundos) a colocar um forte ritmo que encurtou o grupo para somente à volta de 20 unidades. Na descida haveria lugar a um reagrupamento, mas estava dado o mote para o que aí vinha.

Assim que se começou de novo a subir, desta vez já em Arosa, a Rabobank voltou a assumir o comando e o trabalho de Laurens Ten Dam começou a dar frutos com ciclistas a descolar à medida que os metros passavam. Rui Costa, o camisola amarela, já não dava as melhores indicações e, ainda seguindo no seio do grupo, já estava longe da frente, posto onde um líder forte sempre gosta de se mostrar.

WWE Money in the Bank: Braun Strowman e Alexa Bliss foram os reis da noite!

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O Money in the Bank deste ano não desiludiu! Entre os combates que verdadeiramente importaram, a qualidade das exibições estiveram muito acima do esperado e surpreenderam pela positiva.

Entre os principais destaques, Braun Strowman e Alexa Bliss sagraram-se Mr. e Miss Money in the Bank, AJ Styles e Shinsuke Nakamura proporcionaram um combate fenomenal, enquanto Seth Rollins e Elias sacaram uma excelente exibição, tendo sido uma das surpresas da noite.

Independentemente das opiniões, este evento mudou a direção da WWE para melhor. Existiram pontos mais fracos, mas os fortes compensaram na perfeição o que de mau aconteceu neste evento. Por esta razão, o futuro é grandioso para a empresa, com a consciência de que, quando quer, consegue fazer os seus fãs muito felizes.

FC Porto 3-2 (A.P.) AD Valongo: Porto vence um grande Valongo e conquista a Taça de Portugal

Na tarde deste domingo, realizou-se o jogo decisivo da edição de 2017/2018 da Taça de Portugal. Frente a frente estavam o Porto, bicampeão em título da prova e segundo classificado do campeonato, e o Valongo, que chegou pela primeira vez ao encontro determinante e quinto classificado da tabela classificativa. A partida não defraudou as expectativas e após cinquenta minutos regulamentares e dez de prolongamento, o Porto conseguiu levar de vencido o Valongo, que realizou uma excelente exibição, por 3-2.

A final da prova rainha teve um começo intenso e logo nos primeiros instantes, Nelson Filipe e Leonardo Pais foram colocados à prova, tendo respondido a altura dos acontecimentos.

O Valongo, a disputar a sua primeira final da Taça de Portugal, era a equipa que mais oportunidades ia tendo. No entanto, disputados cerca de três minutos e meio, o Porto beneficiou de uma grande penalidade, mal assinalada, pois, a falta foi feita fora da área, que poderia mudar o rumo dos acontecimentos. Gonçalo Alves, chamado à responsabilidade, não conseguiu bater Leonardo Pais.

A equipa orientada por Miguel Viterbo continuava muito melhor e em cima da marca dos dez minutos de jogo, o Valongo ficou muito perto do golo, com Luís Melo a desviar uma stickada de Poka à barra da baliza de Nelson Filipe. Pouco depois, Guilherme Silva e Reinaldo Garcia viram um cartão azul, possivelmente, por algum desentendimento.

O jogo animou e o Porto ficou perto de abrir o ativo por intermédio de Ton Baliu. De seguida, Xavi, também, esteve quase a marcar e no seguimento do lance sofreu falta de Jorge Silva para cartão azul. Rúben Pereira não conseguiu concretizar o livre-direto, tendo stickado ao lado.

Em situação de superioridade numérica, o Valongo apenas conseguiu dar trabalho a Nelson Filipe numa stickada de Rúben Pereira e o marcador continuou a indicar 0-0.

O Valongo continuava a avisar os dragões e em duas situações de contra-ataque de três para dois, com cerca de nove minutos para a pausa, Luís Melo e Pedro Mendes, que enviou o esférico ao poste, ficou pertíssimo de inaugurar o marcador. Minutos depois, foi a vez de Leonardo Pais voltar a fazer uma enorme defesa, desta feita com o capacete, a uma stickada, de primeira, de Gonçalo Alves. Porém, volvidos alguns instantes, Gonçalo Alves arriscou uma iniciativa individual e fez o 1-0. Logo a seguir, o Valongo dispôs de um penalti. Poka, com uma grande oportunidade para restabelecer a igualdade, acabou por permitir a defesa de Nelson Filipe.

A vantagem fez bem o Porto, que melhorou muito em pista. Com cerca de dois minutos e meio até ao intervalo, Rúben Pereira travou Jorge Silva numa falta para cartão azul. Hélder Nunes, habitual marcador dos livres-diretos, começou por não conseguir bater Leonardo Pais, mas na recarga, não deu qualquer hipótese e fez o 2-0.

Finalizada a primeira parte, o Porto estava na frente por dois golos sem resposta. Resultado algo injusto consoante o que o Valongo tinha feito em pista, tendo estado bem a atacar e melhor a defender, mas, também, com Leonardo Pais em grande. No entanto, os dragões foram, de alguma forma, eficazes e felizes na maneira como chegaram aos golos e saíram para o descanso a vencer por 2-0.

Ton Baliu, que vai regressar ao Igualada na próxima época, termina o seu ciclo no Porto com duas Taças de Portugal no bolso
Fonte: FC Porto Sports

Brasil 1-1 Suíça: Foi medo de apanhar a Alemanha?

Os olhos do mundo do futebol estavam postos em Rostov. Havia expectativa sobre como o Brasil, o histórico Brasil, iria reagir no regresso aos Mundiais após o trauma sofrido na sua própria casa aos pés da Alemanha.

Não reagiu bem. Mas não foi pelo início do jogo. Se a ‘canarinha’ tinha sobre si o peso dos 7-1 impostos pela Alemanha, esse não se fez sentir no primeiro tempo. A fluídez com que a bola circulou por entre o meio-campo suíço e a leveza de espírito mostrada pelos jogadores brasileiros fizeram com que o ‘Mineirazo’ parecesse uma memória distante e resolvida.

A Suíça, impotente, deixou-se enfeitiçar pelas saídas criteriosas da ‘canarinha’, iniciadas por Casemiro e Paulinho e adornadas pela magia de Coutinho. Adivinha-se um golo brasileiro. Bonito e esplendoroso, de preferência. Assim foi. Aos 20 minutos, Philippe Coutinho, à entrada da àrea, disparou em arco e a bola bateu no poste antes de entrar, feliz, nas redes suíças.

Coutinho inaugurou o marcador com um grande golo
Fonte: FIFA

Os helvéticos reagiram e voltaram a tentar incomodar o Brasil no seu meio-campo. Mas o ‘escrete’ de Tite tem um equilíbrio, tático e emocional, que há muito não se via, e a ofensiva Suíça foi facilmente neutralizada até ao intervalo.

O segundo tempo trouxe uma toada diferente. O Brasil acomodou-se ao conforto da sua magia e perdeu alguma agressividade defensiva. A Suíça aproveitou para crescer e marcou mesmo. Zuber, na sequência de um canto, cabeceou para o empate.

O Brasil acusou o golpe e demorou a reagir. A saída de bola brasileira era sufocada pela pressão suíça. E nas raras vezes que esta era bem sucedida, Neymar era ‘enjaulado’ por Behrami e Coutinho via o seu feitiço neutralizado por Xhaka.

Nos últimos minutos, o Brasil conseguiu ser mais objectivo e até esteve perto de lhe ver ser devolvida a vantagem no marcador. Não conseguiu.

No dia em que a Alemanha (a “horrível” Alemanha que destruiu o Brasil no Mineirazo) perdeu com o México e tornou mais provável o apuramento via 2º lugar, o Brasil caiu também e tornou menos provável um re-encontro com o seu trauma. Foi medo?

ONZES INICIAIS:

Brasil: Alison, Danilo, Thiago Silva, Miranda, Marcelo; Casemiro (Fernandinho 59′), Paulinho (Renato Augusto 67′); Willian, Coutinho, Neymar; Gabriel Jesus (Roberto Firmino 78′).

Suíça: Sommer, Lichtsteiner (Lang 88′), Schar, Akanji, Rodríguez; Xhaka, Behrami (Zakaria 70′); Zuber, Dzemaili, Shaqiri; Seferovic (Embolo 80′).

Foto de capa: FIFA

Paulinho em definitivo

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fc porto cabeçalho

O brasileiro chegou ao FC Porto em Janeiro de 2018, proveniente do Portimonense SC por empréstimo. No Portimonense, Paulinho brilhou, chegando a receber o prémio de melhor jogador da época 2016/17 da Segunda Liga. Com a subida ao primeiro escalão continuaram as suas boas exibições e a chegada a um clube “grande” era natural.

Tendo como fundamento as exibições no Portimonense, a sua chegada foi seguida de grande expetativas. No entanto, Paulinho jogou apenas 3 jogos na equipa principal e um na equipa B, sem nunca se ter bem adaptado ao sistema de jogo de Sérgio Conceição, nem tendo sido capaz de aproveitar a lesão de Danilo para ganhar um lugar no plantel.

Enquanto emprestado, Paulinho realizou poucos jogos ao serviço dos dragões
Fonte: FC Porto

Apesar da não ter sido tão bem sucedida a sua entrada no clube, Sérgio Conceição deixou claro que contava com Paulinho para a próxima época. Na passada semana, Rodiney Sampaio, presidente da SAD do Portimonense SC confirmou que existe, no contrato do empréstimo, uma cláusula de compra obrigatória. Assim, ficou claro que Paulinho fará parte das contas de Sérgio Conceição.

Pode ser que, fazendo parte do plantel desde o primeiro dia, e podendo aproveitar a pré-época para brilhar e ganhar um lugar nas boas graças de Sérgio Conceição, Paulinho volte ao nível que exibiu no Portimonense e que lhe permitiu estar agora num clube como o FC Porto.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Amor ao Clube por parte dos jogadores

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Evitando pronunciar-me sobre quem é ou quem são os culpados de toda esta situação que vive o nosso grande amor, hoje e depois de uma fase em que foram vários os jogadores a rescindirem unilateralmente com o Sporting Clube de Portugal, nomeadamente: Rui Patrício, Podence, William Carvalho, Bruno Fernandes, Gelson Martins, Battaglia, Ruben Ribeiro, Rafael Leão e Bas Dost, quero apenas dar a minha visão sobre um aspeto que considero muito pertinente: o amor ao clube por parte dos jogadores.

Para dar o mote a este tema vou enunciar duas situações que me deixam perplexo:

– No momento em que um jogador assina por um clube “superior” ao clube anterior, eu diria que em oitenta por cento das vezes é proclamado “é o clube do meu coração” – gostaria de pedir para não o fazerem, a não ser que seja mesmo verdade claro, mas sendo ou não mostrem dentro das quatro linhas. Ninguém o criticará por não o dizer.

– Quando um jogador está num clube que lhe proporciona evoluir enquanto profissional, onde inclusive deu o seu máximo quando vestia aquela camisola, mais tarde, da mesma forma que os adeptos não o devem criticar por assinar por um rival, o jogador não devia referir que o novo Clube é o clube do seu coração – acima de tudo trata-se de respeitar o seu percurso.

Carregar este símbolo ao peito exige muita responsabilidade
Fonte: Sporting Clube de Portugal

“O Clube não é A, B, ou C, o Clube são os adeptos”

É nesta frase que me quero focar, dizendo que não todos mas alguns dos jogadores que rescindiram connosco, me desiludiram (e não vou nem quero falar sobre quem é ou quem são os verdadeiros culpados disto tudo, como já referi anteriormente), porque os únicos que não têm qualquer responsabilidade nesta fase negra da história do clube somos nós, os verdadeiros adeptos. Neste lote de jogadores que rescindiram com este enorme Clube, acreditava que o Sporting era para alguns deles o Clube dos seus corações, sobretudo Rui Patrício, Podence, William Carvalho e Gelson Martins.

No mundo do futebol, há casos de jogadores que realmente marcaram um clube, sendo ou não o clube dos seus corações. Fazendo uma reflexão num passado recente conseguimos alcançar alguns desses casos, nomeadamente: Francesco Totti (AS Romas), Xavi (FC Barcelona), Iniesta (FC Barcelona), Gianluigi Buffon (Juventus FC). Posso dizer que especialmente o guarda-redes Rui Patrício estaria neste conjunto de lendas,  caso não tivesse sido esta desilusão.

De qualquer forma, quero agradecer o esforço e dedicação que tiveram com a listada verde e branca e desejar-vos sucesso (excepto onde o Sporting estiver envolvido) no vosso futuro.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira 

Lorenzo vence round 7

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Depois de confirmada a saída para a Honda, o espanhol já leva duas vitorias seguidas.
Lorenzo dominou grande parte das 24 voltas do circuito de Barcelona, fez a pole e tinha Marquez e Andrea Dovizioso ao seu lado.

Marquez fez um bom arranque e saltou para a liderança, Iannone em segundo e Lorenzo apenas terceiro. Mas uma volta depois, Lorenzo voltava a assumir a liderança.

E como é hábito quando Lorenzo se vê na frente, a história da corrida não sofre muitas alterações. Marquez ia puxando fazendo inclusive a volta mais rápida, mas a 16 voltas do fim, Dovizioso que ia em terceiro, teve uma queda fazendo o teu terceiro abandono da época.

Assim, provavelmente vimos hoje o miúdo a tornar-se um homem consciente. Marquez, o líder do campeonato, passou a não ter de “arriscar”. Tinha Valentino Rossi no terceiro lugar bem distante, seguia atrás de Lorenzo num bom ritmo de corrida, e percebeu que para revalidar o título de campeão não necessita de vencer todas as corridas. E assim foi, uma corrida morna, sem grandes lutas, com algumas quedas e abandonos, sendo que apenas 13 pilotos acabaram a corrida.

Momento mais quente da corrida
Fonte: Moto GP

Penso mesmo que o momento mais quente foi quando a seis voltas do fim, a moto de Rabat começou a arder tendo sido necessária a intervenção dos comissários para apagar o fogo.

Jorge Lorenzo manteve o mesmo ritmo como lhe é característico até ao final, Márquez tornou-se menos emotivo e mais consciente, e por fim Valentino Rossi a fechar o pódio.

Com isto, Márquez fica com 115 pontos no campeonato, Rossi com 88 segue em segundo e Viñales subiu ao terceiro lugar com 77 pontos trocando com Zarco que tem 73. Lorenzo com esta segunda vitoria sobe para 7.º com 66 pontos os mesmos que o seu companheiro de equipa, Dovizioso e Iannone o piloto da Suzuki.

Rossi, Lorenzo e Márquez compuseram o pódio em Barcelona
Fonte: Moto GP

Em Moto2, o português Miguel Oliveira apesar de ter saído apenas de 17.º continuou a boa prestação dos portugueses ao longo desta semana e levou a sua KTM ao segundo posto da corrida.

Um arranque novamente muito forte fez com que o português de 17.º passasse logo para 7.º da geral e completou mesmo a primeira volta na 5.ª posição. Voltas rápidas atrás de voltas rápidas, até que a 15 voltas do fim, Miguel Oliveira consegue passar o irmão mais novo de Márquez e passou a assumir a liderança. Mas durou pouco pois o ritmo de corrida de Quartararo era muito elevado e a 13 voltas do fim assumiu a liderança e não a voltou a perder.

Fabio Quartararo venceu mesmo a corrida, Oliveira ficou em segundo e Márquez a fechar o pódio. E com o 8.º lugar apenas, o líder do campeonato Bagnaia com 119 pontos fica apenas com mais um ponto que Oliveira, Márquez está em terceiro com 94 pontos e Baldassarri com 93. Vamos mesmo ter campeonato até ao fim com estes quatro na luta.
Curiosidade apenas, Corsi não conseguiu desviar e acabou por derrubar Oliveira já depois da corrida terminar, mas ambos os pilotos estão bem. Corsi recebeu uma punição e vai mesmo sair do último lugar na próxima corrida.

Lorenzo, um relógio suíço
Fonte: Moto GP

Num fim de semana de homenagem a Andrea Pérez, um jovem piloto de 14 anos que na semana passada tinha tido um acidente fatal neste mesmo circuito. A próxima corrida será na Holanda no circuito de Assen no dia 1 de Julho.

Foto de Capa: Moto GP