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PAOK em busca da história na Grécia

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O PAOK pode sonhar e esta época parece que a hegemonia do Olympiacos está perto do fim, depois de sete campeonatos consecutivos e de ter conquistado 19 títulos nos últimos 21 anos.

A paixão dos adeptos do emblema de Salónica pode ascender à concretização de algo que não se vê há mais de 30 anos. Desde 1984/85 que o PAOK não vence o campeonato grego, clube que apenas regista duas vitória na ‘Ethniki Katigoria’, sendo que 1975/76 foi a data da primeira conquista.

Na sua equipa joga um português: Vieirinha. O lateral/extremo cumpre mesmo a segunda passagem pelos gregos e é um Deus para toda a massa adepta do PAOK, pelo que o luso quer muito levantar o troféu que há muito foge ao clube. É, aliás, o título que lhe falta conquistar em terras helénicas.

Djalma, com história no futebol português, faz a segunda época na Grécia e, após ter ajudado o clube a erguer a Taça em 2016/17, o angolano quer somar-lhe o título mais cobiçado no país helénico, sendo que é mesmo o número 10.

Fernando Varela, aos 30 anos, é também uma cara conhecida do futebol português. Este defesa central cabo-verdiano é simultaneamente uma peça importante no onze inicial da equipa.

No banco, o treinador é Razvan Lucescu, filho do conceituado Mircea Lucescu. Aos 49 anos, o técnico conquistou o coração de todos os adeptos tessalonicenses e a equipa ocupa o primeiro lugar da tabela a oito jornadas do final.

Com 52 pontos, PAOK lidera com mais dois pontos que o AEK de Atenas e mais seis que os 46 de Olympiacos no terceiro lugar.

Em 4x2x3x1, a equipa tem no holandês Biseswar e no sérvio Prijovic, armas de destaque para desfeitear qualquer formação contrária, mas é mesmo na defesa que o PAOK tem a sua grande força: em 22 jogos, a equipa ainda não chegou aos dois dígitos de golos concedidos, tendo sofrido apenas 8! Léo Matos, Varelas, Crespo, Vieirinha (que até tem jogado na lateral esquerda) são linha defensiva de betão, com Canãs, Maurício, Pekas, Mak, Biseswar e Prijovic do meio-campo para a frente.

No próximo domingo, há clássico no Estádio Toumba, pois PAOK recebe o Olympiakos após ter perdido 1-0 na primeira volta. Pode ser o golpe de misericórdia nas parcas esperanças do arqui-rival ou então o campeão ateniense pode ainda ter uma palavra a dizer e intrometer-se na luta. O AEK agradece…

Foto de capa: PAOK

Revisto por: Rita Manique

GD Estoril-Praia 1-3 FC Porto: Duas partes, duas histórias, um vencedor

Começou a 15 de janeiro, acabou a 21 do mês seguinte. Um rescaldo com 37 dias entre o apito inicial e o final dos 90 minutos.

1.ª Parte

Com a possibilidade de abandonar a zona de despromoção, o Estoril-Praia recebeu o Futebol Clube do Porto: duas equipas em pólos opostos da tabela classificada e com objetivos bem diferentes, mas com uma clara e concreta ambição de vencer o jogo e de conquistar os três pontos.

Com onzes algo surpreendentes e inovadores, destacava-se, à entrada do jogo, de um lado, a ausência de Moreira -estreia de Renan Ribeiro- e a titularidade de Bruno Gomes, lançado para o lugar do lesionado Kléber. Por outro, o facto de Marcano começar o jogo no banco (Diego Reyes foi a escolha inicial) e o dado curioso de o Porto começar o jogo com três laterais direitos, dois deles adaptados a outras posições: Maxi Pereira, Ricardo e Layún.

O jogo começou bem, com duas equipas viradas para o futebol ofensivo e à procura dos três preciosos pontos. Bola cá, bola lá, e as bancadas animavam-se com o bom futebol praticado.

Assim sendo, a primeira oportunidade não tardou a chegar: aos cinco minutos de jogo, Bruno Gomes rematou para defesa fácil de José Sá. Mesmo não tendo sido uma clara oportunidade de golo, estava provado que o Estoril não temia a equipa adversária.

A resposta do Porto foi imediata com Marega a ser lançado na velocidade. Com sangue frio, Renan mostrou que iria ser uma das figuras do primeiro tempo: o brasileiro saiu de entre os postes e enfrentou o avançado maliano, disputando a bola a meio dos seus 50 metros e afastando-a pela linha lateral.

Logo de seguida, novamente o avançado portista tentou levar a melhor. Porém, o guarda redes estorilista defendeu a dois tempos. Estava aberto o duelo entre estes dois jogadores.

Contudo, a surpresa estava para vir. Num livre lateral, junto ao canto, Eduardo, médio canarinho, brilhou: num livro batido de forma exímia, o brasileiro não deu hipóteses a José Sá e inaugurou assim o marcador.

Do outro lado, o guardião canarinho continuava a brilhar: na ressaca de um livre, a bola foi lançada para o isolado Ricardo que, no segundo poste, tentou assistir
Aboubakar. Renan, atento, travou a ocasião com uma bela defesa.

Marega, o mais inconformado dos dragões, numa investida do lado direito, tentou assistir Layún. O mexicano atrapalhou-se com a bola e a mesma acabou por sobrar para o guarda-redes da casa.

O jogo continuava bem quente. Kyriakou, um dos jogadores em destaque da primeira parte, teve também uma oportunidade de golo. Num livre marcado por Eduardo, em que a bola foi aliviada pela defensiva portista, o cipriota aproveitou o aglomerado de jogadores na grande área adversária e, sem cerimónias, rematou à baliza, com a bola a passar a escassos centímetros da baliza portista.

Antes do intervalo, houve ainda tempo para Aboubakar tentar “molhar o bico”. O camaronês cabeceou à barra da baliza de Renan, num canto batido por Alex Telles do lado direito.

Apesar das largas emoções decorridas no primeiro tempo, a maior veio logo após o apito do árbitro. Os adeptos portistas começaram a invadir o relvado, alegando que a sua segurança estava em risco. De facto, não havia condições para a presença dos mesmos no topo norte do Estádio António Coimbra da Mota. A polícia tentou acalmar os ânimos das pessoas que procuravam garantir a sua segurança.

Os adeptos portistas temiam e tudo fizeram para garantir a segurança
Fonte: Bola na Rede

Sem nenhuma resposta à altura das condicionantes, o jogo acabou mesmo por ser adiado devido ao facto de a segurança não estar garantida.

Se, para o FC Porto, o facto deste adiamento se traduzir num menor espaço no calendário para a realização destes segundos 45 minutos, por outro lado, segundo os Regulamento Disciplinar da LPFP, art. 94, 1. Quando um jogo oficial não se efetuar ou não se concluir em virtude de o estádio não se encontrar em condições regulamentares por facto imputável ao clube que o indica, é este punido com a sanção de derrota., o Estoril Praia podia ser severamente sancionado com este problema.

Xadrez Encarnado: E um Benfica sem Jonas?

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Há duas jornadas, Jonas pregou um valente susto aos benfiquistas. Aos 64 minutos de jogo, em Portimão, o brasileiro foi obrigado a ser substituído por Raúl Jiménez devido a lesão e levou toda a gente a pensar em algo que ainda não se viu esta temporada na Primeira Liga: um onze inicial, vestido de vermelho, sem Jonas.

São já 23 jornadas no campeonato a contar com Jonas na frente de ataque e a sua influência na equipa não poderia ser mais notável, ao contar com 25 golos, cerca de 42% dos 59 golos da equipa encarnada. Além disso basta passar uns momentos em frente do ecrã da televisão enquanto está a dar um jogo do Benfica para perceber que o brasileiro acarreta com grande parte do jogo ofensivo das águias, sendo o homem-chave para as transições de ataque, assim como o homem-alvo para finalizar as jogadas, isto a acrescentar ao sentido de oportunidade e qualidade tática, posicional e de remate, incorporado no grande jogador que Jonas é.

Felizmente, Jonas recuperou e jogou a jornada passada frente ao Boavista (vitória encarnada por 4-0). No entanto, na onda de pensamento que surgiu após ver a sua saída forçada, é oportuno pensar no que poderia ser um Benfica esta temporada se não pudesse contar com Jonas, nomeadamente a tática, se um 4-3-3, como tem vindo a ser a melhor opção desde o início do segundo terço da época, ou se um regresso ao 4-4-2, seria a melhor opção.

É Zivkovic quem rende Korivnovic no 4-3-3 do Benfica
Fonte: SL Benfica 

Supondo a manutenção do 4-3-3 que tem vindo a funcionar cada vez melhor, existe uma vaga a ponta de lança. Neste caso, Raúl Jiménez teria de ser a primeira opção. Isto porque o mexicano tem vindo a ser cada vez mais utilizado por Rui Vitória e parece estar mais apto para seguir as rotinas da equipa. No entanto, faltará alguém para formalizar o jogo encarnado como Jonas faz ao descer no terreno. Esta entrada no onze de Jiménez implicaria um trabalho reforçado ao meio campo que deverá cobrir mais terreno entre a defesa e o ataque do clube da Luz. Zivkovic terá de ocupar mais espaço e dar mais apoio ao ponta de lança, pois Jiménez jogo muito no último terço do campo, ao cabo que Pizzi e Fejsa terão de atentar com maior precisão o trabalho da transição defesa-ataque.

Supondo agora a troca para um 4-4-2, tática com que o Benfica iniciou a temporada, haveriam duas peças a trocar: um lugar vago deixado por Jonas e um dos jogadores do meio campo. Pensando em Jiménez novamente como o jogador a ocupar a vaga de Jonas, fica um ponto de interrogação no lugar do excendentário. A hipótese seria, na minha opinião, por adaptar Rafa na frente ofensiva, delegando Zivkovic para a sua posição natural de extremo. A possibilidade do sérvio chegar ao centro para ajudar Pizzi no trabalho no centro do campo, surge devido à capacidade tática que André Almeida tem vindo a demonstrar. Rafa, por sua vez, poderia beneficiar da sua velocidade para cobrir a direita no caso de Zivkovic vier ajudar ao centro, assim como para beneficiar de bolas metidas para as costas da defesa.

Contudo, o xadrez encarnado continua intacto, visto Jonas nos ter pregado apenas um susto e já se encontrar apto para jogar, mas convém ter estas ideias bem pensadas porque basta um pé aqui ou um salto ali, ou um corte cá ou um esticão lá para que um jogador fique o último terço da temporada sem jogar.

Porém, como disse acima, por agora é respirar de alívio por podermos contar com um jogador de tamanha qualidade no onze inicial e pensar em colecionar os próximos três pontos no Capital do Móvel. Que tenhamos este onze até ao final da época para que se mantenha a nota artística e possamos, no fim, erguer o troféu.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Ana Ferreira

O fim-de-semana verde e branco

Mais uma semana, mais um resumo. O destaque maior vai para mais um título nacional de Atletismo, o Campeonato Nacional de Pista Coberta no sector feminino. Logo a seguir vem o Andebol, que continua em grande plano na liderança isolada do Campeonato Nacional, assim como o Hóquei em Patins, que avança para os quartos-de-final da Liga Europeia. Sinal mais também para a invencibilidade do Andebol em Cadeira de Rodas e as equipas de Futsal e Futebol feminino que seguem em frente nas respectivas Taças de Portugal. Pela negativa, surge o Basquetebol em Cadeira de Rodas que somou a segunda derrota consecutiva.
Andebol | Continua em grande plano a turma orientada por Hugo Canela que, oito dias depois de segurar a liderança com uma vitória inédita no Dragão Caixa, venceu o SL Benfica por 33-29, reforçando assim a liderança isolada do Campeonato com mais quatro pontos que os rivais FC Porto e SL Benfica. O primeiro derby Sporting x Benfica no Pavilhão João Rocha teve em Frankis Marzo (nove golos) e Ivan Nikcevic (sete golos) os melhores artilheiros do encontro, em linha de conta com aquilo que é o estatuto de melhor ataque da prova, pertencente à formação campeã nacional. No Sábado mais um triunfo, desta feita frente ao Arsenal Clube Devesa por 18-33. Segue-se nova semana com dois jogos: 21 de Fevereiro para os oitavos-de-final da Taça de Portugal em Santo Tirso, frente ao Ginásio Clube de Santo Tirso, e Sábado, 24 de Fevereiro, diante da Associação Atlética de Águas Santas, no Pavilhão João Rocha.

Andebol bate Benfica e reforça Liderança! Ruesga aqui festejava um magistral golo marcado de costas para a baliza
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol

Andebol em Cadeira de Rodas | Os Leões venceram os desafios do fim-de-semana diante do CNS/UDI – Setúbal, por 0-15 em ACR6 e 0-2 em ACR4, mantendo assim a invencibilidade em ambas as provas, sendo que os próximos jogos serão ante a APD Lisboa.
Atletismo | Mais um título para o Atletismo do Sporting Clube de Portugal. As Leoas sagraram-se Octocampeãs Nacionais de Pista Coberta, somando assim 23 triunfos nas 25 edições da prova! Já os Leões falharam a revalidação do título pela diferença de um ponto para o rival SL Benfica. Os resultados mais detalhados podem ser consultados em http://www.bolanarede.pt/modalidades/atletismo/leoas-aguias-dividem-louros-da-pista-coberta/
Basquetebol em Cadeira de Rodas | A turma verde e branca foi derrotada pelo GDD Alcoitão por 44-57 na décima jornada do Campeonato Nacional, descendo assim ao quarto posto da tabela classificativa. No Sábado, os Leões defrontam a APD Paredes.
Carambola | O Sporting CP “A” empatou frente ao CBE “A” (2-2), dividindo agora a liderança com o SL Benfica. Na próxima jornada os Leões defrontam o GC Sul “A”.
Futebol feminino | As Leoas venceram o Valadares Gaia FC por 4-1, em jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Fátima Pinto deu vantagem ao Sporting CP, mas Cristina Ferreira empatou a contenda ainda na primeira parte, um golo merecido pelo maior ascendente das nortenhas após o golo verde e branco. No segundo tempo, as campeãs nacionais melhoraram de rendimento, acabando por conseguir marcar por intermédio de Tatiana Pinto (gp), Ana Leite e Rita Fontemanha. Este Sábado regressa o Campeonato Nacional, com a turma orientada por Nuno Cristóvão a receber o Boavista FC.
Futebol masculino | Semana de dupla vitória. Triunfo por 1-3 em Astana que permite encarar a segunda mão dos dezasseis-avos-de-final da Liga Europa numa óptica de gestão de plantel e cedência de minutos aos elementos menos utilizados. Para o Campeonato, o triunfo foi em Tondela: reviravolta dramática (1-2) com o resultado a ser fixado no último lance do encontro, já para lá dos quatro minutos de compensação concedidos pelo árbitro. O Estádio José Alvalade é agora o palco dos dois jogos desta semana: Quinta-feira, os Leões recebem o Astana pelas 18 horas e segunda-feira, o Moreirense FC pelas 21 horas.

Onde a normalidade reinou, SL Benfica foi exceção (mais uma vez)

A 19ª jornada terminou e, facto é, que correu de feição e como esperado. Os seis primeiros clubes estabeleceram resultados positivos e não arredam pé uns dos outros. O FC Porto venceu confortavelmente em casa frente ao Lusitânia, com uma diferença de 35 pontos, o UD Oliveirense seguiu o mesmo trajeto. O Vitória de Guimarães deslocou-se ao Barreiro para derrotar o Barreirense, o Illiabum deslocou-se aos Açores para vencer ao Terceira Basket e, inclusivamente, viu-se o CAB Madeira a subir à 6ª posição após obter um resultado positivo frente ao Galitos.

O Vitória de Guimarães garantiu mais uma vitória, desta vez frente ao Barreirense
Fonte: Vitória SC

O mesmo não aconteceu com o Benfica. Apesar de ter conseguido a vitória frente ao Ovarense (embora em tempo complementar), o clube benfiquista não se mostrou merecedor da mesma. A pergunta que resta é: o que se passa com o Benfica?

Após uma derrota dura sofrida frente ao Lusitânia, esperava-se uma recuperação das águias. A vitória da Taça Hugo dos Santos deu, efetivamente, esperanças aos adeptos do clube benfiquista, no entanto, neste fim-de-semana, o Benfica fez tudo menos estar às expectativas dos seus apoiantes e gerou uma onda de preocupação. O Benfica encontra-se numa fase singular do campeonato, onde a sua prestação se encontra para além do espectável. Esperava-se um ritmo alto para terminar a época, no entanto, o clube das águias encontra-se num declínio notório face ao basquetebol que praticam dentro das quatro linhas do pavilhão.

Quanto aos restantes clubes, estes encontram-se aptos e determinados a lutar pelo primeiro lugar do pódio no campeonato, uma vez que a diferença de pontos não é de todo significativa.

Isto leva, claro, a que pairem certas perguntas no ar acerca do clube. Estará o Benfica a acusar pressão e desgaste após uma época de alta intensidade? Estará o Benfica a resguardar-se para a próxima etapa? O que encontraremos nas restantes jornadas? Só o futuro (e o Benfica) nos poderá dizer qual o rumo da reta final do campeonato.

Foto de Capa: SL Benfica

Os 10 melhores golos de hóquei em patins

Quando se vai a um pavilhão ver um jogo de hóquei em patins, algo que esperamos ver em grande quantidade são golos. A forma como a modalidade funciona, faz com que propicie isso mesmo, golos. Muitos golos. No entanto, o que “apimenta”, ainda mais, a vontade de ir a um pavilhão são os “artistas” que vão estar dentro das quatro tabelas. Assim, sabemos que um golo pode surgir a qualquer momento e de qualquer zona da pista. Esta imprevisibilidade faz com que sejam várias as “obras de arte” que são criadas todos os dias por esse mundo fora.

Sabendo que qualquer Top Ten de golos de hóquei em patins é subjetivo, pois as “peças” de qualidade abundam e é impossível vê-las a todas, apresento aqueles que foram, para mim, os dez melhores golos de hóquei em patins que já vi.

10.

Pablo Álvarez (FC Barcelona vs HC Liceo: OK Liga) – Foi o primeiro jogador que vi a marcar um livre-direto a uma mão. Se já difícil marcar um livre-direto com as duas mãos no stick, quanto mais apenas com uma mão. Fantástico!

Os emails não revelados: Nuno Manta Santos coloca lugar à disposição

Exmo. Sr. Presidente e restante direcção do CD Feirense

É de alma cheia com um nó na garganta que me custa a engolir e de coração cheio de carinho imenso por este clube que venho pelo presente colocar o meu lugar à disposição. Não poderia ser de outra forma.

Estou no comando do clube que amo há mais de um ano. Todo este tempo tem sido fantástico para mim, com vivências e episódios que em alguns momentos da minha vida julguei que nunca se iriam realizar. Hoje sou um homem feliz. Apesar de um pouco preocupado com o futuro do nosso CD Feirense, sei que este clube vai acabar por dar a volta por cima e garantir a permanência histórica entre os grandes. Uma vez mais…

Continuará Nuno Manta Santos à frente dos fogaceiros, ele que tem contrato até 2019?
Fonte: cdfeirense.pt

Cada dia que vivo neste clube é um dia especial. Todo este tempo à frente do Futebol tem sido o realizar de um sonho que se tornou realidade: um sonho que não me limitei a desejar mas pelo qual lutei durante muito tempo deste meu viver. E assim as coisas sabem ainda melhor.

Dediquei uma grande parte da minha vida a este clube e espero continuar a fazê-lo. No entanto, e como acima de tudo estão os mais altos interesses do CD Feirense, quero deixar aqui bem expresso que a partir de hoje o meu lugar está disponível para ser ocupado por um outro que não eu. Porque nada é mais importante que este clube.

Lendas do “universo” portista: Alcino Palmeira

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Nasceu na cidade do Porto a 15 de maio de 1952, na freguesia do Bonfim, um dos desportistas amadores mais notáveis deste país, na área do Boxe, de seu nome Alcino Palmeira. Ícone do pugilismo portista e nacional, Alcino Palmeira conquistou 11 títulos nacionais entre as décadas de 1970 e 1980. Foi um executante lendário na arte, no engenho e na técnica. Como nome grande da secção de Pugilismo do FC Porto, Alcino Palmeira foi um dos lendários atletas do FC Porto homenageados aquando da inauguração do Dragão Caixa, em 2009, sendo então considerado entre as lendas do FC Porto e, como tal, ficou com o seu nome gravado no passeio da fama.

Alcino Palmeira, uma lenda do Boxe
Fonte: FC Porto

Além das qualidades como desportista nato que era, Alcino Palmeira deixou um legado ainda mais importante que os seus imensos títulos: a forma como marcou profundamente as pessoas com quem privou, sendo a maior prova disso a festa de homenagem realizada por Pinto Lopes (outro nome grande do mundo do Boxe) no dia 12 de setembro de 2015, em que se juntaram 1100 pessoas, das quais 93 ex-campeões nacionais. Foi a maior festa alguma vez feita para homenagear alguém no mundo do Boxe.

Depois de terminar a sua carreira foi treinador e dirigente no FC Porto, Seleção Nacional e na Associação de Boxe do Porto. Em 2003 foi distinguido com um Dragão de Ouro na categoria de seccionista do ano.

Alcino Palmeira dominava como ninguém a nobre arte do pugilismo, primeiro como o melhor pugilista português de sempre e, como isso não chegasse, fez-se um grande treinador. A busca do conhecimento foi constante, procurou sempre o conhecimento global e abrangente. Enquanto treinador e selecionador teve diretamente contacto com a elite do Boxe mundial. Aprendeu com os melhores, bebeu das melhores fontes, mas nunca se saciou, procurou sempre saber mais.

Deixou-nos no dia 11 de fevereiro de 2016, com 63 anos, derrotado pela esclerose lateral amiotrófica. Porém, as lendas nunca são derrotadas e o seu legado jamais poderá ser apagado. Para que esse legado continue bem ativo foi criada pela sua filha, Paula Aurélio, a Associação Alcino Palmeira, na qual se pode praticar Boxe de forma gratuita com treinadores de referência.

Este artigo é uma pequena homenagem da minha parte ao enorme atleta do FC Porto que foi Alcino Palmeira e à sua filha Paula Aurélio, minha grande amiga, pelo empenho em continuar (sem grandes apoios) a obra do seu pai.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Chelsea FC 1-1 FC Barcelona: os erros pagam-se caros

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Em Stamford Bridge, Chelsea e Barcelona empataram a uma bola, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Apesar do mau momento interno, o Chelsea apresentou-se personalizado e nada inibido por jogar contra o Barcelona, tendo as melhores oportunidades de golo, embora os catalães tivessem uma maior posse de bola.

O princípio do jogo não foi muito vistoso, mas foi taticamente delicioso, com o Chelsea no seu 3-4-3 muito móvel, com Hazard a jogar como falso ponta-de-lança e Moses e Marcos Alonso a funcionarem tanto como laterais como extremos. O Barcelona, com o seu onze habitual, pareceu um pouco surpreendido com a pressão inicial do Chelsea, que recuperava as bolas e lançava o seu ataque móvel, com a vertiginosidade de Willian, Pedro e Hazard. Este último teve a primeira ocasião, num remate que passou perto do poste direito.

A primeira oportunidade do Barcelona surgiu já depois do quarto de hora, com Paulinho a cabecear desastradamente para fora. A resposta do Chelsea surgiu através do brasileiro Willian e em dose dupla: na primeira oportunidade, rematou em arco de fora da área com a bola a embater no poste esquerdo da baliza do pregado Ter Stegen; a segunda, já perto do intervalo, esbarrou no outro poste, o direito, em novo remate potentíssimo de fora da área. A terminar o primeiro tempo, e já depois de Piqué ter ficado a pedir penalti num lance em que foi puxado por Rudiger, Hazard rematou em vólei um pouco por cima da trave.

 

Willian foi o mais inconformado, tendo atirado duas bolas aos postes antes de conseguir fazer o gosto ao pé
Fonte: Chelsea FC

Ao intervalo, os catalães tinham 70% de posse de bola, mas a verdade é que as melhores ocasiões pertenciam aos Blues, que já justificavam a vantagem. Os blaugrana pareciam presos na teia defensiva de Antonio Conte, com o duplo-pivô Fabregas-Kanté sempre muito bem posicionado e pressionante no meio campo e os laterais a apoiarem bem os três centrais.

A segunda parte foi idêntica à primeira, só que com o sabor dos golos. Como não há duas sem três, o mesmo Willian apareceu solto na área na sequência de um canto, puxou a bola para o pé direito e rematou colocadíssimo para o fundo das redes, sem dar a mínima hipótese a Ter Stegen. Finalmente o ex-Shaktar a conseguir fazer o gosto ao pé.

Se o golo do Chelsea surgiu de uma falha de marcação (é mortífero deixar William sozinho na carreira de tiro), o Barcelona respondeu na mesma moeda. Mau passe de Christensen na saída de jogo, Azpilicueta vai “à queima” tentar intersetar a bola que foi ter com Iniesta e este, sublimemente, assiste Messi que só teve de rematar rasteiro para fazer o empate.

Este empate não se desfez até ao final, mesmo tendo Conte lançado um ponta-de-lança puro (Morata), nos últimos dez minutos. O resultado acaba por ser lisonjeiro para o Barcelona, já que não conseguiu incomodar Courtois, com exceção do lance do golo. Iniesta e Paulinho tiveram algo desinspirados, assim como Messi e Suarez que não conseguiram desequilibrar como é hábito. Mérito para a estratégia de Antonio Conte que anulou bem o ataque adversário e aproveitou algumas lacunas na transição defensiva do Barça para lançar, sobretudo, Hazard e William. Merecia mais a equipa inglesa (mas que jogou à italiana) que parte em desvantagem para o dificílimo Camp Nou, tendo em conta o golo marcado fora de casa pelo Barcelona.

Foto de capa: Chelsea FC

“Will Grigg’s on Fire, Guardiola is terrified”!

A época de sonho que o Manchester City de Guardiola vinha a protagonizar, até então, sofreu um duro revés na última noite após ser eliminado aos pés da modesta equipa do terceiro escalão inglês, Wigan.

A equipa que lidera a tabela da Premier League nesta altura não conseguiu desbloquear o jogo ainda na primeira parte e a expulsão da Fabian Delph um pouco antes de as equipas recolherem aos balneários, prometia dificultar a vida ao Manchester City. A expulsão provocou momentos de maior alvoroço no DW Stadium com os protagonistas a serem o treinador do Wigan, Paul Cook, e o treinador do Manchester City, Guardiola, onde foram trocadas algumas palavras exacerbadas. Paul Cook era nitidamente o homem mais nervoso depois de o primeiro critério disciplinar do arbitro ter apontado “apenas” para um cartão amarelo perante a entrada perigosa de Delph. As escaramuças estenderam-se para o túnel de acesso aos balneários onde apenas a presença dos seguranças e de vários elementos de ambas equipas impediu que algo de mais grave acontecesse.

Prometido é devido, apesar da equipa de Manchester ter vindo dos balneários com uma atitude dominadora e com vontade de resolver as coisas ainda no primeiro jogo, as reais oportunidades de golo foram poucas e foi já numa altura de sufoco perante a baliza do Wigan que surgiu o contra-ataque que destacou na frente o avançado norte-irlandês, Will Grigg( Sim, o Will Grigg celebrizado pelo cântico no Euro 2016) que com frieza e potência marcou um grande golo e sentenciou a equipa de Guardiola a despedir-se da FA Cup, é caso para dizer que o Manchester City saiu deste jogo terrified  .

Guardiola viu esfumar-se a hipótese de fazer o pleno de títulos em Wigan
Fonte: FA

No final houve ainda tempo para uma invasão de campo à antiga onde se assistiu a uma confraternização saudável e bonita de se ver entre os adeptos do Wigan e os seus mais recentes heróis que não se renegaram a participar na festa dos adeptos. Destaque também para o jogador português Bernardo Silva que apesar de não ter feito um grande jogo, foi na minha opinião o melhor jogador do City em campo.

A FA Cup permanece assim sendo uma competição em falta para Guardiola ganhar com o seu Manchester City, a mais antiga competição de futebol certamente que seria uma boa adição para o palmarés do treinador espanhol, por agora o treinador espanhol terá que se “contentar” com a Liga Inglesa e a Liga dos Campeões onde o Manchester City tem legitimas aspirações de conquistar ambas, a FA para já fica “arrumada” até à próxima época e o sonho do Wigan prossegue, agora muito mais reforçados por terem eliminados os prováveis futuros campeões ingleses.

Foto de capa: Wigan Athletic FC