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FC Famalicão 1-0 SC Covilhã: Tanta insistência deu festa esta caseira ao cair do pano

A transmissão televisiva trouxe para a manhã de sábado o jogo inaugural da 26ª jornada da II Liga Portuguesa, um jogo entre duas equipas de meio da tabela que apresentam um bom futebol. O Famalicão teve um grande início de época e esteve na luta pela subida, mas ressentiu-se das mexidas do mercado de inverno e encontra-se numa série menos positiva de resultados. Pela frente, tinha um Covilhã que se destaca pela solidez defensiva, sendo a segunda defesa menos batida da Liga, mas cujas dificuldades no setor mais ofensivo têm impedido voos mais altos.

O jogo começou com o que seria a toada de todo o encontro, com os da casa por cima no desafio. Aos 8 minutos, a primeira aproximação à área deu-se por Willian num remate à figura de Igor. Na resposta, o Covilhã viu Gabriel largar a bola após cruzamento da esquerda, mas o guardião famalicense resolveria à segunda. Com os serranos a fecharem-se desde cedo e a exercer pressão apenas no seu meio-campo defensivo, os caseiros organizavam-se lá atrás para depois ir em busca de espaços na frente de ataque.

Aos 15 minutos, a primeira amostra de uma situação que muito se repetiria, Feliz a passar pelo meio de dois adversários junto à área e a ser parado em falta. Desta vez, o árbitro Fábio Piló não veria a jogada, perdoando o livre perigoso e a admoestação correspondente. No entanto, seis minutos volvidos, o juiz da partida não tinha como não ver falta dura de Fatai sobre Feliz perto da sua área e, pior, a subsequente agressão ao famalicense que levaria à expulsão do homem da Covilhã e forçaria os verde e brancos ainda mais para a defesa, castrando-os do pouco ímpeto ofensivo que ainda iam tendo.

Na sequência do livre, o Famalicão ganharia um canto que daria para colocar a redondinha dentro da baliza de Igor, mas o Piló assinalou falta ofensiva por carga sobre um defesa. Pelo meio, o lateral Denner lesionou-se sozinho e teve de ser substituído, com o treinador Vasco Seabra a lançar o seu homónimo Vasco, um avançado, adaptando o capitão Mendes à lateral.

Os da casa controlavam completamente a partida e dois remates de longa distância podiam ter tido outro destino, já que Igor errou e largou a bola para a frente, mas, em ambas as ocasiões, Poulson chegou atrasado e permitiu a Igor recompor-se.

Até ao intervalo, Feliz ganharia mais algumas faltas e amarelos para os adversários, mas muita paragem quebrava o ritmo de jogo e prejudicava o Famalicão que, ainda assim, esteve perto do golo em mais duas ocasiões, primeiro por Feliz e depois por João Faria. Ainda assim, ficaria mais uma falta em zona perigosa por apontar e um cartão amarelo por mostrar, quando Joel foi travado junto à linha de fundo.

Só recorrendo à falta é que os visitantes conseguiam parar Feliz
Fonte: FC Famalicão

No reatamento, foram Hocko e Igor quem mais se destacaram, o primeiro a rematar com perigo, a criar oportunidades para os seus colegas, o segundo a parar com excelentes defesas as tentativas perigosas de Hocko e Mendes. Com o destaque, também o montenegrino se veria sofredor das entradas duras dos serranos, com um belo exemplo disso aos 61 minutos que viu Gilberto juntar-se à lista dos amarelados nos visitantes.

Com o Famalicão a acusar a pressão de não chegar ao golo, dominando por completo a partida, mas mostrando-se menos esclarecido nos últimos metros, Vasco Seabra reforçou o ataque à baliza contrário com as entradas de Anderson e de Cunha. Por outro lado, José Augusto só aos 20 minutos do fim fez a primeira alteração, uma troca por troca do amarelado Adul por Turé.

Sentindo-se encostados às cordas, os da Covilhã começaram a jogar também em tentar perder algum tempo, destacando-se dois estranhos pedidos de assistência do central Joel, o segundo a coincidir com uma duríssima entrada para cartão de Turé, que o árbitro havia de, mais uma vez, ignorar. Por outro lado, é importante destacar a capacidade de Igor de demorar o seu tempo para bater as bolas paradas, mas fazendo-o de forma inteligente e sempre no limite do razoável, de forma a evitar ser advertido.

No últimos dez minutos, o Famalicão insistiu em pressionar a defesa contrária e, aos 82 minutos, Anderson com uma bela jogada pela ala em que finta vários adversários não encontra quem finalize na área e, na sobra, acaba por cabecear por cima. Pouco depois, um erro flagrante do árbitro. Numa disputa de bola normal após um lançamento longo, Zarabi simula uma falta e atira-se para o chão, fazendo um grande espalhafato e enganando Fábio Piló que respondeu mostrando a cartolina amarela a Poulson.

Finalmente, aos 89 minutos da partida, um cruzamento de Feliz vai sobrar para a entrada da área onde o lateral Joel estoirou para bater Igor e dar vantagem ao Famalicão. As perdas de tempo ainda dariam para beneficiar novamente o Covilhã ao serem concedidos cinco minutos de compensação, mas nem as entradas de Moses e Vitó serviriam para mudar o rumo do jogo, tendo a equipa de se contentar com, aos 90+4, ter feito o seu primeiro e único remate da segunda metade, num cabeceamento que Gabriel segurou facilmente.

Com este resultado, o Famalicão consolida alguma recuperação depois de um período mais complicado e, 11 jogos depois, volta a terminar uma partida sem sofrer golos, enquanto um Covilhã prejudicado desde cedo pela expulsão de Fatai acaba por sair sem pontos, após ter aguentado durante tanto tempo a enxurrada ofensiva do Famalicão. Nota negativa para Fábio Piló e seus assistentes que deixaram passar em claro várias faltas duras sobre atletas do Famalicão e que foram demasiado meigos disciplinarmente para com os visitantes.

O fim da velocidade de cruzeiro

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Depois da impressionante interpretação do hino norte-americano por parte da Fergie e do final do fim de semana all-star da NBA, podemos afirmar que a liga vai abandonar o ritmo de cruzeiro e entrar em modo velocidade furiosa.

Essencialmente, a segunda parte da época vai apresentar duas lutas distintas: a que envolve os playoffs e tudo o que está relacionado com estes, inclusive a luta pelos lugares cimeiros e pelo fator casa, e, num polo totalmente oposto, a batalha pela pior classificação possível com vista a garantir melhores probabilidades para os primeiros lugares no draft do presente ano. Desta forma, o que esperar dos próximos meses?

Em primeiro lugar, a olhando para o lado Este, acredito numa segunda metade de temporada bastante forte por parte dos Cleveland Cavaliers, capaz de levar os mesmos à luta pelo primeiro lugar da conferência. Ainda assim, deixo já aqui a minha previsão: os Cavs não vão conseguir esse primeiro lugar, nem os Celtics. Os Toronto Raptors vão continuar a excelente temporada e ser a equipa de topo da conferência Este. O que vão fazer na post-season já é algo para outro texto. A luta pelos playoffs neste lado da liga parece mais arrumada, com possivelmente apenas um lugar disponível para o barco que parte depois de abril. Vejo os Philadelphia 76ers a garantir o seu bilhete, e a disputa a ficar para os Miami Heat e os Detroit Pistons. No final de contas, acredito que Blake Griffin vai levar a equipa da cidade dos motores ao sucesso, contando com a ajuda de Andre Drummond mas igualmente de um Stanley Johnson que parece renascido e com um Reggie Jackson regressado de lesão.

Já a luta pelo pior record vai ser uma autêntica festa. New York Knicks, Chicago Bulls, Brooklyn Nets (não ganham porque não conseguem e os Cavs agradecem), Orlando Magic e Atlant Hawks, bem, só vai faltar meter a bola no próprio cesto para fugirem às vitórias.

Raptors e Cavaliers encontram-se em rota de colisão Fonte: NBA

O draft de 2018 está carregado de talento mas a garantir a pick nº1 ou pelo menos entrar no top 3 seria uma maior garantia de êxito.

A Oeste a situação avizinha-se mais interessante, por todos os fatores. Em primeiro, por uma luta que se espera até à linha de meta entre os Houston Rockets e os Golden State Warriors pelo primeiro lugar da conferência mas que pode muito bem garantir o melhor record da liga e consequente vantagem casa para todos os jogos na post-season. Em seguida, uma batalha entre San Antonio Spurs, Minnesota Timberwolves e Oklahoma City Thunder por o melhor resultado possível com vista sobretudo a fugir a um confronto logo na primeira ronda. A minha aposta? Timberwolves ficam com o terceiro lugar da conferência e Spurs e OKC enfrentam-se logo a abrir.

Bem, o que se segue depois é uma verdadeira confusão. Denver Nuggets e Portland Trail-Blazers devem conseguir, com maior ou menor dificuldade, continuar a jogar depois de abril. Mas, assim, apenas um lugar fica disponível para chegar aos playoffs, com três possíveis candidatos: os New Orleans Pelicans, órfãos de DeMarcus Cousins e apenas nas mãos de Anthony Davis, os LA Clippers, que não sabem bem o que andam a fazer e os emergentes e espetaculares Utah Jazz, que vinham de 11 vitórias consecutivas antes da pausa para o fim de semana all-star. A minha ideia? Os Jazz vão agarrar o oitavo lugar, pelo ímpeto que carregam mas igualmente por um calendário mais acessível nesta segunda metade de temporada.

O que sobra no Oeste? Os Lakers, que não contam nem para os playoffs nem para o lotaria e, um lote de equipas constituído pelos Grizzlies, Kings, Mavericks e Suns que adoram o bom sabor da derrota e que adormecem com DeAndre Ayton ou Luka Doncic no pensamento.

A certeza para esta segunda metade de temporada? A NBA vai continuar a ser espetacular porque não sabe ser de outra forma.

Foto de Capa: NBA

Bruno de Carvalho: como estar entre a liberdade e a dignidade

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Desde que o Sporting Clube de Portugal realizou a sua Assembleia Geral (AG) na semana passada que muita tinta tem corrido pelos jornais desportivos e não desportivos, que muitos opinion makers se têm pronunciado euforicamente sobre essa AG e que muitos canais televisivos se têm perdido em noticiar, dias a fio, aquilo que o Presidente Bruno de Carvalho (BdC) disse e não disse.

A “celeuma” que se instalou no clube tomou proporções muito maiores quando, no final da Assembleia Geral do dia 17, BdC disse o seguinte: “Estou na disposição de fazer alterações, mas para fazer essas alterações, os sportinguistas vão ter de se mobilizar na militância. São três pontos que proponho para que isso aconteça: 1. A partir de hoje não compramos nem mais um jornal desportivo. Inclui aqui o Correio da Manhã; 2. Não vejam nenhum canal português de televisão, a não ser o do Sporting; 3. Que todos os comentadores afetos ao Sporting abandonem de imediato os programas”. (parte do discurso de Bruno de Carvalho no final da Assembleia).

Para que conste, sou apoiante de Bruno de Carvalho desde o início. Mas isso não faz de mim alguém acrítico de algumas das suas medidas, propostas e do estilo de comunicação que exerce no clube. Considero-me, portanto, um apoiante “não seguidista”. E é nessa qualidade que apresento, de seguida, as consequências e implicações das palavras do Presidente na última AG para os sportinguistas. Faço-o, ainda que correndo o risco de ser simplista, a partir de duas palavras que, a meu ver, sintetizam um pouco o que está em causa:

– A Liberdade – o discurso insuflado de Bruno de Carvalho deve servir de sobremaneira para nós, sportinguistas, refletirmos seriamente acerca da Liberdade que queremos e desejamos para o nosso clube. Para os Outros (comentadores, pseudocomentadores, jornalistas e jornaleiros) que falam mal ou erradamente do que se passa no nosso clube, devemos ter a prudência de aceitar que assim seja com a tranquilidade de quem tem (terá?) a consciência tranquila. E se alguma vez sentirmos que somos atingidos no âmago daquilo que somos e da nossa identidade, existem os meios legais próprios para agir em conformidade com a nossa sensação de injustiça.

Chicotadas psicológicas e a instabilidade de quem treina em Portugal

Algo que já se tornou hábito em Portugal, são as constantes alterações de treinadores por parte dos clubes. Quando os resultados não são os esperados, a culpa acaba por recair inevitavelmente no timoneiro da equipa, e os casos de estabilidade são cada vez mais raros no nosso futebol. Olhando exclusivamente para a Primeira Liga, são já sete os clubes que contam neste momento com treinadores que não iniciaram a temporada ao seu serviço.

No Boavista FC, Miguel Leal, que havia realizado toda a época anterior ao serviço do clube, foi substituído por Jorge Simão após decorridas seis jornadas do campeonato. O clube tem feito uma época tranquila, tendo a manutenção praticamente assegurada. Continuando a norte, o CD Aves vai já no seu terceiro treinador nesta temporada, sem conseguir evitar os últimos lugares da tabela classificativa. José Mota sucedeu a Lito Vidigal e Ricardo Soares, e tem a árdua tarefa de garantir a manutenção dos avenses.

Jorge Simão substituiu Miguel Leal no comando do Boavista
Fonte: Boavista FC

O FC Paços de Ferreira é outro clube que vai já no terceiro treinador na presente temporada. Após Vasco Seabra e Petit, é agora o ex-leixonense João Henriques que detém o comando da equipa. No Moreirense FC aconteceu o caso mais caricato, em que um treinador demitido voltou a ser contratado novamente pelo clube. Petit sucedeu a Manuel Machado mas acabou por ser demitido, abraçando de seguida o desafio do Paços de Ferreira. No Moreirense deu lugar a Sérgio Vieira, que acabou também por ser demitido, indo o clube de Moreira de Cónegos “repescar” Petit, que já havia cessado funções na equipa da capital do móvel.

Mais a Sul, o Estoril-Praia foi também já orientado por três técnicos, tendo o adjunto Filipe Pedro orientado a equipa em duas jornadas, na transição após a demissão de Pedro Emanuel e a contratação de Ivo Vieira. No CF “Os Belenenses”, Silas substituiu Domingos Paciência à cinco jornadas atrás, e no Vitória SC houve a última vitima das “chicotadas psicológicas”, Pedro Martins, sucedido para já por Vítor Campelos, que orientava a equipa B dos vimaranenses.

Petit está pela segunda vez a orientar o mesmo clube na presente temporada
Fonte: Moreirense FC

Este tem sido um problema há já muitos anos no futebol em Portugal, onde o treinador está sempre sujeito a uma enorme pressão, de conseguir obter resultados positivos a curto prazo. Quando estes não são alcançados, a solução mais fácil pro parte dos dirigentes acaba por ser demitir o técnico, e esperar que a mudança tenha um impacto positivo na equipa. No entanto, é esquecido que o adquirir de processos por parte de uma equipa e a assimilação dos princípios de jogo por parte dos jogadores é um processo que poderá exigir tempo, não se manifestando os resultados logo no imediato.

portanto necessária uma mudança de mentalidades no nosso futebol, ou criar regras que limitem o constante “vai e vem“ de treinadores, para que estes possam exercer a sua profissão sem a sufocante pressão com que o fazem.

Foto de Capa: GD Estoril-Praia

UFC 224: O adeus a tanto Brasil

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O Carnaval já passou, mas o anúncio do combate para o evento UFC 224 no Rio de Janeiro, bem que parecia uma partida. Mas, ao que parece, é mesmo verdade. Vitor Belfort vs Lyoto Machida, um frente a frente agendado para o dia 12 de Maio.

Os dois brasileiros são duas autênticas lendas do desporto e já passaram por tudo. E é natural que assim seja, já que competem há mais de uma década e assistiram à transformação da modalidade e ao surgimento de novos e enérgicos talentos.

O fenómeno que é brasileiro mas não é Ronaldo

Vítor “The Phenom” Belfort com os seus 40 anos de idade, está já bem longe do vigor físico que apresentou na edição 12 da UFC. Por essa ocasião, Belfort, com apenas 19 anos, acabaria por se tornar no mais jovem campeão de sempre. Estávamos em 1997. Desde então, Vitor teve grandes vitórias frente a alguns dos nomes mais relevantes da UFC, como Michel Bisping, Randy Couture, Anthony Johnson, Luke Rockhold ou Dan Henderson. O brasileiro já esteve envolvido em várias disputas do título, tendo apenas vencido por duas ocasiões.

É um percurso que sugere alguma incapacidade para enfrentar momentos de tensão e pressão. Este é o último combate do “The Phenom” que inicialmente estava a preparar-se para defrontar o jamaicano Uriah Hall, mas este não conseguiu atingir o peso e o combate foi cancelado. Agora é brasileiro frente a brasileiro e os fãs querem que a versão 97 de Vítor Belfort reapareça das cinzas, mas não sabemos se isso será possível.

Vítor Belfort no momento de uma pesagem
Fonte: UFC

O dragão Machida

Do outro lado, o não menos experiente Lyoto Machida. O brasileiro de descendência japonesa, tem o karaté no sangue, tendo ao longo dos anos aprimorado também as suas competências na vertente de luta no chão. O estilo de Lyoto foi uma verdadeira pedrada no charco. Quando em 2007 chegou à UFC, Lyoto surpreendeu os seus adversários com o seu estilo, posicionamento e movimentação no octógono. No entanto, assim que as fragilidades do seu jogo foram identificadas, o brasileiro começou  rapidamente a perder todo o elã que o acompanhava desde o início da sua carreira. Em 2009 conquistou o título da divisão Midlleweight frente a Rashad Evans, que, no entanto, acabaria por perder frente a Maurício Shogun.

Ainda este mês, Machida conseguiu superar uma fase negativa da carreira, marcada por três derrotas consecutivas por nocaute e finalização.

Lyoto atinge Dan Henderson com o seu famoso front kick
Fonte: UFC

Quer Lyoto, quer Vítor estão claramente longe do melhor período das suas carreiras. Lyoto perdeu o fator surpresa e Vítor a supremacia física. A meu ver, este é o combate perfeito para os dois. Por um lado, Lyoto quer dizer presente, derrotando um lutador bem classificado no ranking da divisão Midlleweight e provando que a sua última vitória não foi mera obra do acaso. Por outro, Vítor pode terminar a sua carreira da forma mais feliz possível, com uma vitória na sua terra e cidade natal.

Das duas uma, ou teremos um encontro de reformados ou uma batalha de lendas à moda antiga

Ahh, obrigado, Vítor.

Foto de Capa: UFC

Presidente, não lhes dê o que eles querem

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Sempre fui um defensor do nosso actual presidente, não me coibindo de criticar uma ou outra atitude, opção, comentário ou “post” que o mesmo tenha optado por tornar público.

Como posso ser criticado quando defendo o presidente do meu clube, também o posso ser quando decido estar contra. É um direito que me assiste, tomar partido por um dos lados, como também é meu dever aceitar as consequências desses meus actos.

Ainda assim, quando critico ou defendo Bruno de Carvalho, não me pode ser imputado um rótulo de excomungado por qualquer uma das partes, ou mesmo de uma variante de Sportinguistas que agora tentam implementar.

Acho que não há “croquetes”, “sportingados” ou qualquer outra variante. Há essencialmente Sportinguistas com visões diferentes do que deve ser o nosso Sporting. E talvez a opção ideal para o nosso clube até nem seja nenhuma das “facções” que tentam implementar no seio leonino, mas um misto das duas.

Pedro Madeira Rodrigues, Carlos Severino e Abrantes Mendes são alguns dos principais opositores à actual direcção.
Fonte: Facebook de Carlos Severino

Se, quem critica, o fizer de forma construtiva, e quem ouvir a crítica, a aceite como uma forma de melhorar, podendo até aproveitar alguma dessas ideias externas, quem ganhará será tão só o Sporting Clube de Portugal.

Não podemos extremar posições dentro do clube, porque só o irá enfraquecer a médio prazo. E enquanto outros clubes, quando decidem declarar guerra, o fazem contra um alvo externo, nós insistimos no erro histórico de nos virarmos para dentro. Isto, tanto para quem lidera, como para quem se opõe.

O presidente, ao dirigir um clube democrático, não pode simplesmente exigir que os sócios do clube deixem de ver este ou aquele órgão de comunicação. Não pode também exigir que, quem dá a cara pelo clube todas as semanas, apesar de ser pago pelos canais para isso, deixe de o fazer, até porque pode ser a única forma que têm de prestar um serviço ao seu clube de coração. E deixando de ter defensores do nosso clube nesses programas, o que acha que vai acontecer com cada frase ou atitude, de presidente, treinador, jogadores do nosso clube? Com certeza não teria ninguém a defendê-los, deixando um maior “à vontade” para moldar a opinião pública sem uma visão que rebata as poluições sonoras que saem da boca de muitos dos que estão ali a defender outras cores, muitas vezes fazendo-se passar por isentos.

Portugueses pelo mundo no circuito ATP

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A participação nacional em torneios ATP começou no passado fim-de-semana, com a participação de três tenistas portugueses na fase de qualificação do Rio Open, prova do ATP 500 disputada sobre terra batida.

Desde o ano de 2014 que esta prova se disputa anualmente nos courts cariocas, sendo o único torneio deste calibre disputado na América do Sul. À procura de um lugar entre os 32 melhores jogadores tivemos o lisboeta Pedro Sousa, o oliveirense João Domingues e o lourinhanense Gastão Elias. Para os dois primeiros, a sua presença resumiu-se ao encontro inaugural, onde não lograram passar os seus adversários na primeira ronda da fase de qualificação, respetivamente o argentino Renzo Olivo (6-4 6-3) e o transalpino Marco Cecchinato (6-3 6-2). O Gastão passou a primeira ronda com uma vitória tranquila sobre o wild-card brasileiro José Pereira (6-4 6-2) mas não resistiu ao francês Corentin Moutet( 6-2 6-7 6-4) na última ronda do qualifying.

Pensou-se que a participação portuguesa estava terminada na cidade maravilhosa, no entanto, o mágico teve uma segunda oportunidade, tal como tinha acontecido na semana anterior em Buenos Aires, com a desistência do seu carrasco com uma lesão no joelho. Frente ao sul-americano e bom amigo de GE Guido Pella, que tombou após um jogo estranho e com muitas flutuações no ímpeto dos jogadores.

Gastão Elias aproveitou o estatuto de lucky loser para somar mais uns pontos ATP
Fonte: Gastão Elias

O jogador argentino entrou determinado e forjou uma vantagem de 4-1 no marcador. Mas o jogador português somou cinco jogos consecutivos para levar de vencida o set inaugural por 6-4. Com este tónico, o nosso representante parecia caminhar rumo a uma vitória tranquila, liderando o segundo parcial por 5-2 com dois breaks de vantagem. A razão pela qual o ténis é tão interessante é pela sua imprevisibilidade. Quando nada o fazia prever, Pella somou cinco jogos seguidos e ganhou o segundo set por 5-7. No último parcial Elias foi mais forte nos momentos decisivos e carimbou a sua presença na segunda ronda, vencendo por 6-4 5-7 7-5.

Na próxima fase esperava o uruguaio Pablo Cuevas, que fez valer o seu estatuto de cabeça-de-série para triunfar 7-5 6-1 e acabar a participação nacional em torneios do escalão máximo.

Antes, na cidade francesa de Marselha, João Sousa entrou em campo para defrontar o sérvio Filip Krajinovic no encontro da primeira ronda e, infelizmente, foi o único jogo da semana em singulares para o conquistador, que perdeu 3-6 6-4 6-4 contra o jogador dos balcãs, também ele um dos oito pré-designados da competição. Em pares, João juntou-se ao alemão Maximilian Marterer mas também cederam à primeira, ao cair perante Marcus Daniell e Dominic Inglot, quartos pré-designados da competição de pares.

Foto de Capa: 6iee

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Os 10 melhores pontas de lança da Premier League nos últimos 5 anos

Conhecida como a melhor liga do planeta, a Premier League conta com alguns dos melhores jogadores da atualidade. Os golos e os jogos estonteantes fazem parte de cada jornada e, portanto, temos o privilegio de assistir aos melhores golos dos melhores avançados.
Deixo os que mais se destacaram nos últimos cinco anos. Mais do que golos, ficaram na historia Premier League pela classe deixada em campo, pelos títulos conquistados ou simplesmente pelo seu carisma.

10.

Fonte: Manchester United FC

Robin Van Persie – Brilhou no Arsenal durante oito épocas. A sua classe e sobretudo os seus golos fizeram com que o United o fosse buscar em 2012. Pelos red devils alinhou em 105 partidas marcando por 58 vezes.

E se houvesse All-Star game no futebol internacional?

Todos nós temos ídolos. Há sempre aquele jogador que merece destaque pela sua qualidade fora do normal. E se houvesse a hipótese de todas as estrelas do futebol contemporâneo se juntarem e fazerem um jogo amigável todos os anos? Não aquele jogo de solteiros contra casados que às vezes alguns clubes organizam, mas efetivamente os melhores jogadores de futebol todos no mesmo jogo?

Não seria fascinante se por 90 minutos e mais alguns de compensação (desta vez, quantos mais melhor) conseguíssemos ver todos os nossos ídolos e os melhores da competição em campo? Não ficaria a ganhar o futebol com uma receita milionária nesses jogos e os fãs do desporto por verem o jogo mais aclamado do ano?

Curry e LeBron James foram os protagonistas do All Star Game deste ano
Fonte: NBA

Os Estados Unidos da América são muito adeptos desta prática, sendo que gostam de promover os melhores jogos de cada desporto e juntar as superestrelas numa exibição de sonho. Vejamos o caso da NBA (National Basketball Association) que, dias atrás, fez o seu All-Star game que juntou a equipa de Lebron James contra a equipa de Stephen Curry (considerados os dois melhores jogadores da atualidade nesse desporto) num jogo recheado de pormenores de qualidade, cestos atrás de cestos e um espetáculo que deixou qualquer adepto completamente rejubilado. Não seria fantástico ver isto no futebol?

Deixo algumas sugestões de como este jogo poderia decorrer:

Equipa de Cristiano Ronaldo contra a equipa de Lionel Messi (os dois melhores jogadores da atualidade escolhiam qualquer jogador que queiram alternadamente até ficarem com o plantel completo).

Europa contra Resto do Mundo (eram eleitos dois embaixadores que escolhiam os melhores jogadores europeus para competir contra os melhores jogadores não europeus).

Norte contra Sul (eram eleitos dois embaixadores que dividiam a Europa em dois e era realizada uma competição entre os melhores jogadores do Sul da Europa contra os melhores do Norte da Europa).

People´s Choice (era dada liberdade às pessoas para votar nos jogadores de cada plantel para o derradeiro encontro).

Ibrahimovic seria um nome a ter em conta
Fonte: Manchester United FC

Estas são algumas sugestões que prevejo que funcionariam e que, só de imaginar, já me deixam com um sorriso tal e qual o de uma criança a entrar na Disneyland. O melhor disto tudo é que, à partida, nenhum jogador recusaria este convite, isto porquê? Porque fora o prestigio dado numa exibição destas, todo o lucro que este jogo traria ia reverter para uma instituição sem fins lucrativos, ou seja, seria tudo doado para instituições de caridade à escolha de cada jogador, sendo que a equipa vencedora teria uma fatia do bolo maior (o que faria com que toda a competição fosse mais aguerrida).

Um jogo que ia deleitar qualquer fã de futebol, que alimentaria o negócio deste desporto, que qualquer jogador ia ficar contente por participar na competição e que ainda conseguia  ajudar centenas ou mesmo milhares de pessoas. Não vejo um “senão” neste cenário. Agora questiono-me: porquê que não acontece? Será que nunca ninguém teve esta ideia? Óbvio que não é por isso, mas a verdade é que era algo que todos nós queríamos ver acontecer.

Foto de Capa: The Sun

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Perdidos no tempo: Anderson

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Será um dos maiores clichés do futebol e continuará a sê-lo, pelo menos enquanto existirem casos como o de Anderson Luís de Abreu Oliveira. Uma verdadeira promessa do futebol mundial que nunca deixou de o ser, não passando disso mesmo. Alguns títulos conquistados ao longo de uma carreira que vem perdendo brilhantismo com o passar do tempo, até ao ponto crítico de estar sem clube, aos 29 anos, são o melhor cartão de visita do “prodígio” brasileiro. Na memória de todos estará a brilhante época e meia que protagonizou ao serviço do FC Porto e, acima de tudo, o episódio menos feliz com Katsouranis.

Chegou a Portugal em 2006, então com 18 anos, proveniente do Grémio FBPA, a troco de oito milhões de euros. Meia época chegou e sobrou para que Anderson se afirmasse como um craque da cabeça aos pés, ao ponto de explodir na época seguinte, ao comando de Jesualdo Ferreira, que lhe ofereceu a camisola número 10. Jogador que se destacava pelo transporte de bola, passada larga e técnica elevadíssima, fez apenas 24 jogos ao serviço dos portistas já que uma fratura do perónio direito lhe travou a evolução que vinha registando. Isso, contudo, não o impediu de regressar forte e recolher a admiração de Sir Alex Ferguson, que imediatamente ordenou a contratação do “puto maravilha” do Dragão.

Assim, em julho de 2007, por uma verba a rondar os 31,5 milhões de euros, Anderson transferia-se para o teatro dos sonhos com objetivo de corresponder às elevadas expetativas que recaíam sobre ele. Isso, a espaços, foi conseguindo. Contudo, a falta de regularidade, juntamente com alguns problemas físicos, revelaram-se fatores decisivos para que a promessa nunca se concretizasse. Daí até à “morte” de uma carreira que tanto prometia foram umas cedências de distância. ACF Fiorentina, SC Internacional e Coritiba FBC nunca foram apostas ganhas no que ao relançamento diz respeito. Ainda foi a tempo de representar a “canarinha” em oito ocasiões, tendo sido considerado o melhor jogador jovem do mundo em 2008. Agora, perto de completar 30 anos, Anderson parece ter o destino traçado: promessa por cumprir.

Palmarés:

Primeira Liga Portuguesa (2); Taça de Portugal (2); Supertaça Portuguesa (1); Série B Brasileira (1); Liga Inglesa (4); Taça da Liga Inglesa (2); Taça Inglesa (5); Campeonato do Mundo de Clubes (1); Liga dos Campeões (1); Copa América (1); Golden Boy (1).

Melhores momentos:

Foto de Capa: Getty Images