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FC Porto 0-0 Leixões SC: Muita Posse de Bola, Poucas Ideias

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Estreia do FC Porto na Taça da Liga frente a um Leixões SC que vinha moralizado de uma vitória na primeira jornada da competição contra o FC Paços de Ferreira e de uma temporada até então extremamente positiva. Frente a pouco mais de 26 mil espetadores presentes no Estádio do Dragão, Sérgio Conceição fez uma verdadeira revolução na equipa deixando apenas, de entre os habituais titulares, José Sá, Felipe e Aboubakar no onze inicial apresentado. A equipa estruturou-se, inicialmente, num 4-3-3 com Aboubakar na frente de ataque ladeado, nas laterais, por Hernâni e Galeno.

A primeira parte do encontro foi muito disputada a meio-campo e com poucas ocasiões de verdadeiro perigo para ambas as equipas. Num bocejo em 45 minutos, sempre disputados em ritmo lento, a primeira oportunidade de golo acabaria por pertencer ao FC Porto e, em particular, a Galeno. Aos 14 minutos Óliver fez um cruzamento atrasado e, na grande área, o brasileiro apareceu solto mas a rematar para longe da baliza. Aos 39 minutos de jogo foi a vez do Leixões SC, por intermédio de Breitner, criar perigo junto à baliza dos azuis e brancos. Num livre direto apontado pelo brasileiro, este rematou pouco ao lado da baliza à guarda de José Sá. Fim da primeira parte e, na segunda, esperar pior seria quase impossível!

 

O FC Porto apresentou défices ao nível da dinâmicas coletivas  Fonte: FC Porto
O FC Porto apresentou défices ao nível da dinâmicas coletivas
Fonte: FC Porto

O FC Porto regressou do intervalo com o mesmo onze mas, nos primeiros minutos, com uma atitude diferente. O ritmo de jogo elevou-se, embora a organização ofensiva do FC Porto fosse sempre muito pobre em ideias, e logo aos 49 minutos Galeno voltou a estar perto do golo. Em resposta a passe de Óliver, o brasileiro cabeceou por cima num lance dividido com o guarda-redes André Ferreira. Aos 51 minutos, cruzamento perigoso de Hernâni para Galeno mas o brasileiro, em posição privilegiada, acabaria por falhar o cabeceamento. Aos 73 minutos de jogo, já com Jesús Corona, Marega e Brahimi em campo, o mago argelino recebeu a bola dentro da grande área, serviu o mexicano mas este, de pé esquerdo e em excelente posição, acabaria por rematar ao lado da baliza do Leixões SC. Tendo alguns dos habituais titulares em campo os azuis e brancos começavam a apresentar dinâmicas coletivas mais interessantes e, aos 79 minutos, Maxi Pereira ganhou a bola na direita, entrou na grande área e serviu Reyes; o mexicano, à entrada da pequena área mas já desequilibrado, acabaria por rematar ao lado. O FC Porto carregava na reta final do encontro e, aos 86 minutos, Jesús Corona cruzou a partir da esquerda para Marega e o maliano, após vencer o defesa central leixonense nas alturas, acabaria por cabecear com perigo, ligeiramente por cima da baliza à guarda de André Ferreira.

Ponto final no encontro e, a seguir ao Besiktas JK, o Leixões SC tornou-se na segunda equipa a conseguir não sair derrotada do Estádio do Dragão na presente temporada. O FC Porto apresentou uma equipa repleta de “segundas linhas” e pagou cara a fatura da ausência de dinâmicas coletivas entre os futebolistas. Os azuis e brancos tiveram muita posse de bola mas sempre com pouca criatividade no momento ofensivo; mérito também para o Leixões SC que, com uma excelente organização defensiva mas nunca abdicando dos momentos de transição ofensiva, conseguiu mostrar às equipas da Primeira Liga que é possível trazer pontos do Estádio do Dragão sem “estacionar um autocarro” à frente da baliza.

Os 5 treinadores para o Pós-Rui Vitória

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sl benfica cabeçalho 1Demasiado previsível. É assim que o futebol que o Benfica pratica pode ser descrito. Ataque pouco ou nada criativo, onde Jonas representa a muleta imprescindível (e já nem o camisola 10 é o que era), assim como Pizzi, no meio campo (este, esgotadíssimo, depois de uma época extenuante e de umas férias muito curtas); André Almeida vai cumprindo, mas o Benfica precisa de mais (e melhor); já para não falar da constante insistência em Salvio, que, mesmo sendo um jogador muito individualista, só sai do onze à conta de uma lesão. Com derrotas sucessivas na Liga dos Campeões e pontos desperdiçados de forma pateta no campeonato, assim vai o tetracampeão nacional na luta pelos ‘canecos’…

A questão que se tem vindo a impor é: estará na altura de Rui Vitória fazer as malas e deixar a Luz? Aqui fica uma lista de cinco possíveis alternativas ao treinador natural de Alverca do Ribatejo para orientarem o plantel encarnado.

Os 10 Piores avançados do SL Benfica dos últimos 20 Anos

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A verdade é que estes top’s nunca são fáceis e se, ao nível do lado esquerdo tive dificuldade em escolher e ordenar 10 dos piores, com os avançados não foi melhor. Depois de os conseguir reduzir apenas a 10, e com a certeza que me esqueci de alguns que vocês se irão lembrar, ordenei-os numa “escala de qualidade”, uma vez que a saudade que deixaram foi a mesma: nenhuma.

10.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Paulo Nunes – Como todos, Paulo Nunes chegou ao Benfica como grande promessa, entusiasmou muitos naquela horrível década de 90. Claro que disso não passou.

Girabola Zap: A 90 minutos do Título

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Cabeçalho Futebol Internacional

Numa altura em que faltam apenas dois jogos para terminar a edição de 2017, o Girabola está numa fase crucial no que diz respeito à decisão do título, mas muito provavelmente as dúvidas existentes em relação ao futuro vencedor da prova poderão ficar desfeitas no final da 29.ª jornada, muito por culpa da conjugação de resultados verificada no fim-de-semana de 21 e 22 de outubro.

O 1.º Agosto é a equipa que irá entrar em campo no próximo jogo com a certeza de que um triunfo será o suficiente para garantir o bicampeonato, o que já não ocorre há mais de 18 anos (em 1999, a equipa d’Os Militares conquistou o seu terceiro bicampeonato). Após ter vencido por 2-1 o Progresso da Lunda Sul, o conjunto de Dragan Jovic não só manteve a liderança, como também aproveitou o deslize do seu rival, Petro de Luanda, para ficar mais perto de festejar a revalidação do título de Campeão angolano. A três pontos do título, o clube de Rambé e companhia terá uma partida bastante difícil fora, frente ao aflito ASA, mas certamente irá fazer de tudo para ganhar o jogo e poder celebrar nas ruas de Luanda mais um troféu conquistado para o palmarés.

Quem certamente irá torcer pelo ASA nesse jogo, será o Petro de Luanda. Ora, a equipa petrolífera parte para esta jornada numa situação complicada: a três pontos do líder, o Petro tem obrigatoriamente de vencer o seu encontro (frente ao já despromovido Santa Rita de Cássia) e esperar que o D’Agosto não ganhe ao ASA. A turma orientada por Beto Bianchi atrasou-se na luta pelo título na última jornada, ao perder por 1-0 na visita à casa da “Equipa-Revelação” da prova, o Sagrada Esperança, somando assim a terceira derrota nos últimos sete jogos disputados, sendo mesmo caso para dizer que o “Sagrada tirou a última Esperança do Petro” em conquistar o título, que lhe foge desde 2009.

Caso vença o ASA, o 1.º Agosto poderá festejar a revalidação do título de campeão Fonte: 1.º Agosto
Caso vença o ASA, o 1.º Agosto poderá festejar a revalidação do título de campeão
Fonte: 1.º Agosto

O terceiro lugar também está a ser muito cobiçado por três equipas: o Sagrada, Rec. do Libolo e Kabuscorp. A primeira equipa é atualmente a principal favorita a concluir a prova no top três, não só pelas boas exibições que tiveram ao longo dos jogos do campeonato, mas também pelo menor rendimento apresentado pelos dois crónicos candidatos ao título. Contudo, não é certo que isso vá ocorrer, pois estão seis pontos em disputa até final e tudo poderá acontecer.

Na parte final da tabela classificativa, continua tudo em aberto em relação às duas equipas que irão fazer companhia ao Santa Rita na descida de divisão: neste momento, são quatro as equipas que poderão terminar a época a festejar a permanência ou a dizer adeus ao Girabola: Académica do Lobito, Progresso Lunda Sul, ASA e JGM do Huambo estão numa forte disputa pela manutenção na principal divisão do futebol angolano.

Em conclusão, prevê-se que a próxima jornada será bastante emotiva para os adeptos angolanos, uma vez que há muita coisa para se decidir na tabela classificativa, com a decisão do futuro campeão a ser o principal motivo de interesse, pois o título está a 90 minutos de ser entregue. Que comece então a 29.ª jornada!

Foto de Capa: Girabola Zap

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Miguel Oliveira: Um nome para a história

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Cabeçalho modalidadesNo passado domingo, o piloto da Red Bull KTM Ajo voltou a fazer história, depois de, há dois anos, ter sido o primeiro português a vencer uma prova de Moto3. Completou as 25 voltas do circuito de Phillip Island, na Austrália, em Moto2, com um tempo total de 39.25,920 e fez soar “A Portuguesa”.

Com esta vitória, Miguel Oliveira sobe novamente ao terceiro lugar da geral, com mais um ponto do que Alex Márquez, depois de 16 provas do campeonato concluídas e a faltar apenas duas para acabar.

Num circuito que começou algo molhado, Oliveira saiu do terceiro lugar da grelha de partida, mas com um bom arranque conseguiu chegar à curva um em primeiro lugar e nunca mais de lá sair. Com um ritmo imparável, sendo várias vezes o piloto mais rápido em pista, não deu qualquer hipótese ao seu companheiro Brad Binder, que ficou com o segundo lugar, e ao líder do campeonato, Franco Morbidelli, que acabou em terceiro.

Obviamente que o piloto português estava muito feliz: “Estou muito feliz, com um sentimento de pura felicidade, não podia estar mais grato por esta vitória. A três voltas do final, quando começou a chover um pouco, tinha uma liderança de seis segundos e fui bastante cauteloso, por isso, a distância encurtou, foi um momento stressante. Foi a corrida mais longa da minha vida. Estou muito contente pela minha equipa, pela minha primeira vitória na categoria, a primeira de muitas, esperemos, para a KTM.” Miguel Oliveira #44.

Miguel Oliveira fez história Fonte: Moto GP
Miguel Oliveira fez história
Fonte: Moto GP

No seu segundo ano em Moto2, mas num ano de estreia da equipa Red Bull KTM nesta categoria, o dentista almadense consegue a primeira vitória nesta temporada, onde também já conta com sete pódios e um total de 191 pontos. A luta pelo terceiro lugar do mundial está ao rubro e Miguel Oliveira vai ter de lutar muito para manter este posto. Morbidelli lidera com 272 pontos, Luthi segue em segundo com 243 pontos, Oliveira em terceiro com 191 pontos e, logo atrás, em quarto, segue Alex Márquez com 190 pontos.

Para o fim ficam a faltar apenas duas corridas, o Grande Prémio da Malásia, no dia 29 de Outubro, e dia 12 de Novembro, o Grande Prémio de Valência.  De recordar que enquanto piloto de Moto3, Miguel Oliveira, em 2015, já venceu o circuito de Sepang e o circuito de Valência. Vamos esperar que repita o mesmo resultado, agora em Moto2. Numa época bastante regular, apenas em três vezes falhou acabar entre os dez primeiros, todos esperamos que o português consiga o terceiro lugar do pódio na classificação geral.

Foto de Capa: Moto GP

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

“Acham que eu sou bom? Esperem pelo Paim…”

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Foi com esta frase que Ronaldo chegou a Manchester ao falar do seu Sporting e de um ex-colega seu da “academia” do Sporting!

Passados catorze anos nada podia estar mais errado! A única certeza é que o “menino” Cristiano Ronaldo já não é mais um jovem irreverente, mas sim um pai extremoso de três crianças, um homem ligado à família e é pela QUINTA vez considerado o melhor do Mundo pela FIFA!

Nunca esqueceu e escondeu o amor pelo seu Sporting e, sempre que pode, lá está ele em Alvalade na bancada e a ajudar o Sporting Clube de Portugal no seu marketing desportivo. A constante referência e agradecimento de Ronaldo à Academia do Sporting, o marco de ser o sócio 100.000 do clube verde e branco na campanha de angariação de mais sócios pagantes, faz com que a gratidão quer do clube, quer dos adeptos seja eterna! Até o Cristianinho, o pequeno Ronaldo, ao vestir a camisola dos leões faz com que as luzes da ribalta apontem para o Sporting e tornem o clube ainda mais apetecível.

A única pena que podemos ter é não conseguir fazer o mesmo com tantos outros que espalham magia pelo mundo. Que pena o Figo (também “Bola de Ouro”) e outros jogadores que equiparam pelos rivais não serem mais utilizados para elevar ainda mais o nome do clube de Alvalade.

Qualquer um destes jogadores podia e deveria ser também uma bandeira do Sporting espalhados pelo mundo inteiro Fonte: Sporting CP
Qualquer um destes jogadores podia e deveria ser também uma bandeira do Sporting espalhados pelo mundo inteiro
Fonte: Sporting CP

Nunca antes um jogador português atingiu este patamar de excelência e foi reconhecido como tal! E numa época que também contava com outro astro do futebol, o argentino Messi, que apesar de ter talento (sem dúvida) não tem metade da dedicação, da paixão e da vontade de ganhar que o nosso português mostra! Ronaldo ganhou a Quinta Bola de Ouro e voltou a elevar o nome do nosso país ao quebrar o protocolo e falar em português, língua não oficial da FIFA.

Nunca antes um português conseguiu tanto no mundo do futebol… e é um dos nossos! Não é nosso neste momento, mas será eternamente nosso! O nosso Ronaldo, contra tudo e contra todos, ganhou cinco Bolas de Ouro e conseguiu capitanear a Selecção para uma grande vitória internacional!

Obrigado Ronaldo!

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Futebol

A orquestra e o gigante

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Como habitual, o Rei da Pastilha preparou uma equipa bem à sua imagem nos jogos da Champions. Desta vez, estava pela frente a Juventus, finalista vencida da última edição. Os jogadores cumpriram com clara exatidão o trabalho estudado. Aquele golo, em contra-ataque logo no início, tem sido a etiqueta da equipa nesta competição. Só não estavam preparados para lances de bola parada, como foi o caso de execução brilhante de Pjanic.

O empate em Turim seria um resultado quase perfeito para a equação matemática da prova. Mas o que o treinador construiu, Jonathan Silva destruiu. Não por culpa própria, é evidente! Retirar Gelson Martins de campo permitiu a Allegri colocar Douglas Costa com liberdade relativa e fazer um cruzamento teleguiado para a cabeça de Mandzukic, mesmo com oposição infeliz de Jonathan, o menino da catequese. A orquestra, quase afinada, prometeu muito e quase foi premiada pelo tamanho jogo, resultante da coragem e entrega que a equipa colocou em campo. Mas um estratega audaz não cumpriu na totalidade a sua supremacia. Baixou as armas quando a equipa pedia força, permitindo a reviravolta e nova derrota agoniante num palco de estrelas.

A orquestra esteve afinada, faltando apenas pontuar Fonte: UEFA
A orquestra esteve afinada, faltando apenas pontuar
Fonte: UEFA

Após a jornada europeia, seguiu-se o Chaves de Luís Castro. Os adeptos pediam uma reacção imediata depois do FC Porto ter trucidado a capital do móvel. O Sporting começou por vencer o jogo na equipa inicial. Podence apareceu como “vagabundo” na frente de ataque da equipa, deixando o meio-campo entregue a William e Bruno Fernandes. O pequeno português voou como uma borboleta e o gigante holandês picou que nem uma abelha. Foram três picadas certeiras e uma mensagem para quem duvidava das suas capacidades.

No meio desta dupla diabólica, esteve um pequeno argentino com uma técnica apurada e uma repreensão táctica em campo capaz de maravilhar qualquer amante do desporto rei. Acuña completou o trio que desfez a muralha nortenha e deliciou a massa verde e branca com pormenores, golos e jogadas bem ensaiadas no laboratório de Alcochete. Ao mestre da táctica só lhe falta completar com êxito o capítulo das substituições – frente ao Chaves voltou a pecar neste item. Quando completar, com sucesso, estes contínuos falhanços, irá também atingir o cume tão aguardado da glória.

Acuña estreou-se a marcar pelo Sporting Fonte: Sporting Clube de Portugal
Acuña estreou-se a marcar pelo Sporting
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O Sporting continua a sua caminhada feroz ao topo do campeonato. Se na orquestra de Turim faltou um gigante decisivo, já em Alvalade não poderão faltar títulos para adoçar todos os adeptos famintos de conquistas.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Está aí a época de inverno com os olhos postos nas Olimpíadas

Cabeçalho modalidadesCom o chegar do inverno, principia-se a época dos desportos de inverno e esta temporada 2017/2018 tem um gosto especial, já que é o culminar do ciclo olímpico. Após quatro anos de trabalho e preparação, de 8 a 25 de fevereiro os melhores da atualidade rumam a Pyeongchang, na Coreia do Sul, para disputarem o mais ambicionado título desportivo. Em jogo estarão 102 medalhas de ouro, divididas por 15 disciplinas.

As Olimpíadas são o expoente máximo da competição desportiva e inspiram todos os que se dedicam ao desporto. Para uns, é o momento em que se define o legado que deixam da sua carreira e passam quatro anos a preparar-se para se apresentarem ao mais alto nível. Para outros, só a participação já o cumprir de um objetivo de vida. Por esta importância que os Jogos têm, as Federações ajustam o seu calendário para se adaptarem a essa realidade.

A maior parte das disciplinas são da responsabilidade da Federação Internacional de Ski (FIS) e o padrão é o de organizar a maioria das provas das Taças do Mundo antes das Olimpíadas, fazendo uma pausa para estas e retomando depois a competição com um pequeno número de etapas para findar a competição em março.

Algo semelhante acontece na patinagem de velocidade, a disciplina que mais medalhas atribui. Também aqui grande parte das provas da Taça do Mundo são disputados no período de preparação para os Jogos, sendo organizado de tal forma que ficam reservadas para depois apenas a última etapa da Taça do Mundo e os Campeonatos do Mundo.

No entanto, a grande polémica dos Jogos deste ano prende-se com o Hóquei no Gelo. Nesta modalidade em que o Canadá tem dominado as últimas edições, ganhando as últimas duas competições masculinas e as quatro mais recentes femininas, o lado feminino deverá providenciar uma interessante disputa entre Canadá e Estados Unidos. Nesta vertente, em que os Campeonatos do Mundo não são organizados nos anos Olímpicos, os EUA venceram a seleção do Canadá na final dos últimos três Mundiais e quererão levar agora também o ouro olímpico.

Os craques da NHL ficam de fora de Pyeongchang 2018 Fonte: Pittsburg Penguins
Os craques da NHL ficam de fora de Pyeongchang 2018
Fonte: Pittsburg Penguins

Já no lado masculino, a prova ganhou todo um novo grau de imprevisibilidade porque a NHL, a liga conjunta de Canadá e EUA, não só não vai parar para os Jogos Olímpicos, como proibiu os atletas que nela competem de participar. Esta decisão muda o figurino e dá outro favoritismo a equipas menos dependentes dos atletas da NHL. Uma tomada de posição deste género reflete bem a forma como o desporto é visto nos Estados Unidos, em que há primazia para as competições nacionais e de clubes, mas também uma grande aposta e confiança nos atletas que não se encontram no escalão mais alto do desporto, especialmente através da influência do desporto universitário.

A situação do hóquei no gelo é uma exceção que tira alguma espetacularidade aos Jogos, já que este é um dos desportos de inverno com mais apreciadores em todo o mundo e as grandes estrelas vão estar em falta. Ainda assim, não faltarão motivos de interesse e nas outras modalidades veremos que esse será o objetivo primordial da época e o que se encontra na altura do clímax da temporada desportiva, não deixando de haver no período pós-Olímpiadas ainda mais um mês de competição para aqueles que não corresponderam salvarem a época ou para os campeões confirmarem um ano de glória.

Foto de Capa: FIS

 

Chamem-lhe o que quiserem

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Cabeçalho modalidadesA sorte não existe. Aprendi isso ao longo dos anos em que, pelos clubes de ténis deste país, ora ia ganhando, ora perdendo, semana após semana, torneio após torneio. Um dia, num treino com aquele que foi um dos Quatro Mosqueteiros da Geração de Ouro do ténis português, e o treinador com quem mais gosto tive em trabalhar, Bernardo Mota disse-me a sua fórmula do Sucesso: Trabalho X Horas.

Retive essa equação até hoje e vejo-a como uma verdade do desporto, seja ele qual for. E quando se fala desta fórmula, é também matemático o recurso às comparações de sempre: Nadal precisa de trabalhar muito mais do que Federer (um pouco à semelhança da comparação entre o “talento” de um “predestinado“ como Lionel Messi e o “mérito” de um trabalhador incansável como Cristiano Ronaldo).

Fonte: ATP World Tour
Fonte: ATP World Tour

Não posso estar mais em desacordo com estes “rótulos” que muitos (e, em grande parte, por culpa dos media) teimam em colocar nos Grandes deste mundo do desporto. Se o termo “Talento”, aplicado ao desporto, é habitualmente objeto de conversa para largas horas, para mim resume-se à capacidade de sacrifício total pelo sonho. Talentoso não é aquele que executa amorties e half-volleys habilidosos. Esse é o tecnicista, muitas vezes apurando essa técnica ao mais alto nível. Vejo o talentoso como aquele que com 12 anos chorava todas as noites em Alcochete com saudades da mãe e dos irmãos. Aquele que, com a mesma idade, ouvia centenas de vezes o tio Toni gritar “aguenta!” enquanto os colegas de treino se divertiam naquele clube de ténis em Manacor. Ou aquele que com 36 anos, 19 títulos do Grand Slam, 94 títulos ATP e uma família já numerosa continua a acordar cedo todas as manhãs para pegar na sua raquete e entregar tudo o que tem, dentro do court.

Moreirense FC 0-1 SC Braga: A vitória premiou a persistência

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Cabeçalho Futebol NacionalMoreirense FC e SC Braga defrontaram-se este final de tarde no Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em jogo a contar para a nona jornada da primeira liga. A persistência dos arsenalistas acabou por ser recompensada já perto do final da partida, com Fábio Martins a desbloquear o marcador e a fazer o 0-1 final. Depois da derrota na Liga Europa, o SC Braga voltou às vitórias, frente a um Moreirense que continua sem conseguir vencer em casa.

Com uma entrada forte na partida, foi o SC Braga que dominou os primeiros minutos. Abel Ferreira apresentou em Moreira de Cónegos o mesmo onze titular que perdeu no jogo de quinta feira para a Liga Europa, frente ao Ludogorets, numa demonstração de confiança nos jogadores, que se esforçaram por retribuir. Com pouco mais de 1500 adeptos na bancada, foram os visitantes os primeiros a criar perigo e a dar sinais de querer desbloquear o marcador. João Carlos Teixeira, aos 10 minutos de jogo, remata por cima da baliza de Jhonatan, com o guarda redes a ser mesmo chamado a intervir aos 19 minutos, defendendo um remate de Paulinho, que saiu à figura. No entanto, foi Fransérgio que, no minuto seguinte, obrigou o guardião a aplicar-se e a fazer uma grande defesa, evitando o golo dos guerreiros do minho.

Depois de uma entrada forte e a pressionar do SC Braga, foi a vez do Moreirense, aos 25 minutos de jogo, chegar à baliza defendida por Matheus, com um remate de Zizo a ser desviado e a passar por cima da trave, dando canto à equipa da casa. À passagem da meia hora de jogo, foi novamente Paulinho que criou perigo na área dos cónegos, cabeceando por cima após passe de João Carlos Teixeira. Já perto do intervalo foi o Moreirense que voltou a dar mostras de querer chegar à vantagem, com Koffi a cair na área com Matheus. Equipa e adeptos pediram grande penalidade, mas Jorge Sousa mandou seguir e a primeira parte terminou mesmo com o nulo no placard.

Fonte: Moreirense FC
Fonte: Moreirense FC

E da mesma forma que dominou e criou mais perigo na primeira parte, foi também o SC Braga a primeira equipa a criar perigo no segundo tempo. Aos 55 minutos, Hassan rematou forte, com a bola a desviar em Abarhoun e a dar canto aos arsenalistas. O Moreirense não se deixou intimidar e seguiu para o ataque, acabando por beneficiar de um livre perigoso à entrada da área, cobrado por Rafael Costa e com defesa de Matheus e, aos 60 minutos, na sequência de um novo livre, Abarhoun cabeceia por cima. Com as oportunidades a serem mais escassas para ambos os lados, foi o SC Braga que, aos 70 minutos e por intermédio do recém-entrado Ricardo Horta, voltou a chegar-se à frente, num remate que saiu por cima do ferro da baliza. A grande oportunidade do segundo tempo chegou a cerca de um quarto de hora para o final, com Fábio Martins a tirar um cruzamento certeiro para a cabeça de Ricardo Horta, com Jhonatan a fazer uma grande defesa e, na recarga novamente por intermédio de Horta, a evitar o primeiro da partida.

Aos 82 minutos os arsenalistas voltaram a ameaçar com o golo, num lance em que Esgaio aparece na cara do guardar redes do Moreirense, que consegue defender com os pés e evitar que a bola sobrasse para os visitantes. O golo acabaria mesmo por chegar aos 89 minutos da partida, acabando por premiar a persistência dos guerreiros do minho. Fábio Martins, lançado na segunda parte, atirou para o fundo das redes de Jhonatan, que não conseguiu evitar o 0x1.

As mexidas de Abel Ferreira no segundo tempo, com as entradas de Ricardo Horta e Fábio Martins, conseguiram melhorar o ataque do SC Braga, que pressionou e criou oportunidades que acabavam por esbarrar em Jhonatan, principal figura do Moreirense. O nulo acabou por desfazer-se muito perto do final, dando a vitória aos arsenalistas e deixando os cónegos no fundo da tabela, com apenas seis pontos e sem nenhuma vitória no seu reduto.