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GP dos Estados Unidos: Quatro finais com recurso a calculadora

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Cabeçalho modalidadesÀ partida para este GP dos Estados Unidos da América, a calculadora é sem dúvida o melhor instrumento para vibrar e sentir que a luta pelo título entre Hamilton e Vettel pode estar já na corrida de amanhã em Austin. Se por um lado Hamilton poderá ganhar e Vettel ficar abaixo do 5º lugar e sagrar-se campeão, por outro, o alemão da Ferrari mostrou-se bastante competitivo na qualificação e poderemos contar com uma primeira linha autenticamente de campeões, onde Sebastian fará de tudo para adiar a decisão pelo menos para o México.

Os treinos livres de Austin demonstraram que Hamilton continua com um ritmo bastante elevado, ao passe que Vettel voltou a ter problemas no monolugar, ao ponto da equipa decidir mudar o chassis para a 3ª sessão de treinos livres em diante. Os resultados felizmente para os Italianos que acertaram em cheio e o alemão voltou à sua performance natural.

O inglês dominou todas as sessões de treinos livres, com destaque para a transferência de Carlos Sainz da Toro Rosso para a equipa Renault. Os Red Bull aparentaram estar com um ritmo estável talvez ao ponto de incomodar Bottas. Na Ferrari, Raikkonen assumiu que não se importa com as críticas e revelou que está bastante satisfeito com o seu andamento.

Legenda: Massa poderá terminar de vez a carreira na F1, já que Kubica é iminente na Williams Fonte: F1
 Massa poderá terminar de vez a carreira na F1, já que Kubica é iminente na Williams
Fonte: F1

Em relação à qualificação, nada de novo, Hamilton conquistou mais uma Pole, a 72ª da carreira e a 11ª da presente temporada. A seu lado terá Vettel, numa primeira linha de campeões, com Bottas na 3ª posição e Ricciardo em 4º, já Raikkonen partirá do 5º posto ao passe que Verstappen, devido a uma penalização de 15 lugares, partirá da última posição da grelha, o que será expectante ver que corrida fará o holandês. Destaque ainda para os Force India e para a Mclaren. Em fim de contracto com o fornecedor Honda, parece que foi necessário o mesmo terminar para que começasse a ter desempenhos notórios e evolutivos.

Por culpa da Ferrari, a decisão do campeonato pode ficar concluída na corrida deste domingo, após três desaires consecutivos dos transalpinos, Hamilton poderá conquistar o seu 4º título mundial. No entanto, Vettel acertou na muche e tem ritmo para vencer as corridas que faltam e terá de aguardar por desaires do inglês. Raikkonen e Bottas farão papéis de escudeiros e a Red Bull poderá ajudar à festa. O melhor é agarrar-se à calculadora.

Foto de Capa: F1

Sporting na luta pelos “oitavos” da Liga dos Campeões

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Decorridas as três primeiras jornadas da fase de grupos da Liga dos Campeões, o Sporting soma três pontos, uma vitória e duas derrotas. Ditou o sorteio que os leões iriam disputar o grupo D, emm conjunto com a Juventus, o Barcelona e o Olympiacos.

Na primeira jornada, os pupilos de Jorge Jesus deslocaram-se ao Estádio Georgios Karaiskakis, para defrontar o heptacampeão grego, o Olympiacos, vencendo por 3-2. O Sporting iniciou assim, da melhor forma, esta participação na fase de grupos, ao somar três pontos fora de casa. Uma vitória justa, num jogo em que a equipa verde e branca foi claramente superior.

O primeiro jogo deste grupo D, a disputar-se no Estádio José Alvalade, foi o embate com o Barcelona. Frente aos “blaugrana” de Messi, Iniesta e companhia, os leões rubricaram uma boa exibição. Muito consistentes em termos defensivos, com uma maior eficácia no último terço do terreno, os leões poderiam ter pontuado diante dos catalães.
Seguiu-se a deslocação a Turim, para jogar contra o hexacampeão italiano e vice-campeão europeu, a Juventus, na terceira jornada do grupo D. O Sporting acabou por entrar bem na partida, colocou-se em vantagem frente à “vecchia signora”, no entanto Miralem Pjanic, de livre direto, e Mario Mandzukic consumaram a reviravolta no marcador. Apesar de não ter pontuado, o Sporting rubricou uma boa exibição e poderia ter “roubado” pontos aos italianos. Para a história deste encontro fica o momento arrepiante, em que as luzes do Estádio da Juventus se apagaram, num minuto de silêncio com as cores da bandeira portuguesa, onde foram homenageadas as vítimas dos incêndios que assolaram Portugal.
Um dos momentos mais bonitos do futebol nos últimos tempos Fonte: Sporting Clube de Portugal
Um dos momentos mais bonitos do futebol nos últimos tempos
Fonte: Sporting Clube de Portugal
O Sporting chega assim ao fim de três jornadas, ainda com a possibilidade de seguir em frente, para os oitavos-de-final da “Champions”, num grupo muito exigente. A verdade é que os leões só dependem de si, tendo duas jornadas a disputar no Estádio José Alvalade e tendo em conta as exibições realizadas, sim é possível seguir em frente. A equipa de Jorge Jesus tem demonstrado o seu valor, com as exibições que rubricou tem obviamente condições para vencer a Juventus e o Olympiacos em Alvalade e chegar à última jornada em Camp Nou, com o apuramento em aberto.
Para seguir em frente, há que manter a consistência defensiva que tem sido uma nota dominante deste Sporting 2017/2018, ter a posse de bola com qualidade, criar oportunidades de golo e ser muito eficaz, na hora de finalizar. Mas acima de tudo, dar esforço, dedicação e devoção, do primeiro ao último minuto para chegar o mais longe possível nesta Liga dos Campeões.

Os 10 maiores falhanços da Premier League 2017/2018

Cabeçalho Liga InglesaPretende-se com este artigo demonstrar um top dez dos actuais maiores falhanços na Premier League, para a época 2017/2018. Não significa que não existam outros jogadores ou outros treinadores ou clubes que pudessem estar incluídos, nem se lhes tira quaisquer créditos ou qualidade colectiva ou individual.

SL Benfica 5-1 SC Tomar: Encarnados entram no campeonato com o patim direito

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Cabeçalho modalidadesNaquele que era um dos principais jogos da jornada de arranque do campeonato nacional de hóquei em patins, Benfica e Tomar não defraudaram as expetativas e deram um bom espetáculo a todos os presentes no pavilhão. Os encarnados acabaram por levar a melhor e venceram os tomarenses por 5-1, entrando na nova época com o patim direito.

Nuns cinco minutos iniciais sem grandes oportunidades, o destaque ia para a titularidade de Pedro Henriques e Miguel Vieira, mais conhecido por Vieirinha, no cinco de Pedro Nunes. Dois atletas de quem se espera muito e que foram dando sinais positivos durante a pré-época. Porém, passada esta fase inicial, o Benfica começou a pegar no jogo e a empurrar o Tomar para a sua área. Por seu lado, a equipa nabantina ia defendendo bem e jogando pela certa.

Apenas jogados dez minutos surgiram grandes oportunidades de golo. Primeiro, Valter Neves teve espaço à entrada da área, mas não conseguiu bater Diogo Alves. No seguimento do lance, Ivo Silva ficou isolado perante Pedro Henriques, mas não conseguiu desfeitear o internacional português. A partir daqui o jogo ficou mais animado e ambas as equipas começaram a ter mais chances de marcar.

Com os golos a demorarem a aparecer, o treinador encarnado deu inicio ás substituições habituais e começou por trocar a dupla ofensiva, lançando em pista Nicolia e João Rodrigues.

Aos dezasseis minutos o marcador esteve perto de mexer pela primeira vez, em virtude de uma clássica jogada de entendimento entre Nicolia e João Rodrigues, mas o jovem guardião do Tomar não foi na cantiga. Os lances sucediam-se e pouco depois, na recarga de uma stickada de meia distância, Jordi Adroher ficou perto de marcar.

A menos de cinco minutos da pausa, Diogo Alves ainda impediu por duas ocasiões o golo das águias, mas não conseguiu travar uma grande penalidade de João Rodrigues, em virtude de um corte com o braço de João Lomba.

Mesmo com o 1-0 a partida não baixou de ritmo, bem pelo contrário, o que fazia com que novos golos pudessem surgir a qualquer momento, mas Diogo Alves e Pedro Henriques tinham outras intenções e não permitiram mais alterações ao marcador.

Chegado o intervalo, o Benfica vencia justamente por 1-0, após primeira parte de muito boa qualidade e disputada a bom ritmo, onde o Tomar não se limitou apenas a defender e onde Diogo Alves e Pedro Henriques estiveram em muito bom plano.

O ritmo registado nos primeiros vinte e cinco minutos continuou a registar-se na segunda parte, com ambos os conjuntos perto de marcar, obrigando os dois guardiões, nota para a permanência de Pedro Henriques na baliza dos encarnados, a brilhar.

Num lance de contra-ataque, Nicolia fez falta para cartão azul sobre Ivo Silva. O próprio, ele que é o capitão da equipa orientada por Nuno Domingues, encarregou-se da marcação do livre-direto, tendo stickado à barra e na recarga Pedro Henriques levou a melhor.

Em situação de underplay, o Benfica aproveitou um lance de contra-ataque para fazer o 2-0. Jogada conduzida por Diogo Rafael e finalizada por Jordi Adroher. Pouco depois, Nicolia tirou um coelho da cartola, mas foi parado em falta pelo capitão tomarense, que acabou por ver o cartão azul. Na respetiva grande penalidade, Adroher stickou à barra, mas na recarga, o espanhol efetuou uma picadinha fantástica e apontou o 3-0.

A perder por três golos de diferença, o Tomar tentava responder, mas não a situação não era nada fácil. O Benfica estava muito bem e o ritmo alto durante quase todo o jogo, em conjunto com a menor capacidade de rotação da equipa da cidade templária, estavam a dificultar cada vez mais a tarefa nabantina, que mesmo assim não deitavam a toalha ao chão.

A cerca de doze minutos do fim, surgiu o caso do jogo. Nicolia, com uma picadinha, assistiu Jordi Adroher para o 4-0, mas Luís Peixoto invalidou o golo encarnado. Decisão correta da equipa de arbitragem. Volvidos alguns segundos, Pedro Henriques voltou a brilhar através de uma enorme estirada com a luva esquerda.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Já com menos de dez minutos para se jogar, o ritmo continuava extremamente elevado e o espetáculo em pista era de boa qualidade. Contudo, a finalização estava longe de ser a melhor, muito pela excelente tarde protagonizada por ambos os guarda-redes.

A seis minutos e vinte e dois segundos do final, belo lance ofensivo do Tomar e Hernâni Diniz, ao segundo poste, reduziu para 3-1 e reabriu a discussão do encontro para os minutos finais. Todavia, o Benfica respondeu e através de uma belíssima jogada coletiva, Diogo Rafael fez o 4-1. Pouco depois, surgiu a 10ª falta do Tomar, num lance entre Diogo Rafael e João Sardo. Jordi Adroher entrou para a marcação do livre-direto e tal como na final da Elite Cup, o espanhol executou o lance de uma forma espetacular e aumentou o score para 5-1.

O Tomar que já estava numa situação complicada, viu essa posição “reforçada” quando João Sardo viu um cartão azul por protestos. Porém, o resultado não se voltou a alterar.

Quem foi ao pavilhão da luz não terá ficado nada desapontado com o jogo que viu. Mais do que isto não se poderia pedir. Grande ritmo, intensidade, oportunidades de golo, enormes defesas. O Benfica venceu por 5-1, mas tal como na passada semana, o Tomar voltou a dar boas indicações sobre o que pode vir a fazer na temporada que se esta a iniciar.

FC Porto 6-1 FC Paços de Ferreira: Houve baile no Dragão!

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Após a segunda derrota europeia, desta vez frente ao RB Leipzig, era altura de “fechar essa cortina” segundo o que o próprio Sérgio Conceição tinha declarado na conferência de imprensa de ontem. Novo jogo, novo adversário numa competição em que o FC Porto continua líder. O adversário, Paços Ferreira, ocupa o 11º lugar na Liga Nos e as estatísticas não favorecem os castores já que nunca venceram os dragões tanto nas Antas como no Dragão para o campeonato. FC Porto que entrava nesta partida com duas alterações face ao embate europeu de terça-feira, com os regressos de Corona e de Ricardo ao onze titular. No entanto, era a continuidade de José Sá que se apresentava como maior surpresa, com Casillas uma vez mais no banco de suplentes sem razão aparente.

O FC Porto resolvia o jogo numa primeira parte eletrizante com Ricardo, Brahimi e Marega em grande destaque.

O jogo a começar com o FC Porto praticamente a ganhar! Estavam apenas decorridos quatro minutos de jogo quando Marega na cobrança de um livre rápido coloca em Ricardo que praticamente sozinho fura a defesa pacense e a passe de Brahimi o lateral português inaugura o marcador estreando-se assim a marcar na Liga Nos. O FC Porto a entrar a todo gás como já tem vindo a ser caraterístico.

Quatro minutos depois, Welthon acalma os ânimos dos portistas a marcar também no primeiro remate do Paços de Ferreira. Herrera a perder a bola para Whelton com o avançado brasileiro a conduzir a bola desde o meio-campo e a atirar de longe e forte para o golo do empate. Dez minutos loucos no dragão num jogo intenso e eletrizante!

Quando parecia que o ritmo estaria a abrandar eis que Felipe desfaz o empate. Ricardo Pereira desta vez a assistir com um passe longo a encontrar Felipe na área adversária que domina bem e a marcar um golo à ponta de lança. Três golos em vinte minutos no dragão.

O FC Porto que iria chegar ao terceiro golo aos 25’ após uma excelente jogada de entendimento entre Brahimi, Aboubakar e Marega no corredor central com o avançado maliano a finalizar fácil para o golo.

Pouco passava da meia hora quando o FC Porto chegava ao quarto golo. Ricardo a fazer a segunda assistência e Marega o segundo golo da noite tornando-se assim o melhor marcador dos dragões na Primeira Liga.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Os dragões implacáveis na finalização a marcar em quase todas as oportunidades que dispuseram, enquanto que o Paços a ser penalizado por tentar enfrentar o FC Porto “cara a cara” sem qualquer contenção.

O intervalo chegava assim numa primeira parte com uma mão cheia de golos. O Paços ainda assustou, mas o FC Porto rapidamente desfez o empate e conseguiu uma margem confortável. Ricardo a fazer uma primeira parte fantástica, a ter uma participação direta em três dos quatro golos dos dragões.

Ritmo lento até ao final do encontro com o FC Porto a desacelerar e o Paços sem argumentos para criar perigo e só a chegar à baliza adversária através de um lance de bola parada. Ainda em cima do minuto 90, Brahimi teve perto do golo que teria sido justo mas desperdiçou a oportunidade já em desequilíbrio.

Houve baile no Dragão com o FC Porto a marcar meia-dúzia de golos e a dar a melhor resposta possível à derrota europeia, liderando a Liga com cinco pontos de vantagem sobre o Sporting CP.

Vitória FC 3-1 CS Marítimo: 15 Minutos à Vitória

Cabeçalho Futebol NacionalO Vitória FC recebeu o CS Marítimo no Estádio do Bonfim num jogo a contar para a nona jornada da Primeira Liga.

A equipa da casa tinha uma equipa alinhada que não fugia à habitual, mas foi obrigado a mudar o onze ainda antes de entrar em campo. Nuno Pinto lesionou-se no aquecimento e o jovem André Sousa ocupou o seu lugar.

O primeiro ataque do jogo pertenceu ao Marítimo, logo aos seis minutos, mas isso não significou uma equipa madeirense superior à sadina. Aliás, os sadinos beneficiaram, de mais cantos que o maritimenses. O jogo durante a primeira parte foi muito partido, mas os madeirenses, dois minutos após os 45’ levaram a melhor e, depois de um livre convertido por Rodrigo Pinho, Pedro Trigueira deixou a bola fugir e Gamboa não desperdiçou a oportunidade. Assim, as equipas recolheram aos balneários com o Marítimo a vencer o Vitória por uma bola.

Na segunda metade o Marítimo entrou com a força com que saiu e sobrepôs-se ao Vtirória, tendência que os sadinos conseguiram inverter, com especial intensidade após a expulsão de Fábio Pacheco por acumulação de amarelos. Aos 64 minutos Gonçalo Paciência ficou caído dentro após uma suposta entrada de Zainadine. O árbitro nada assinalou, no entanto, fica a dúvida acerca do lance.

Fonte: Facebook Oficial de Gonçalo Paciência
Fonte: Facebook Oficial de Gonçalo Paciência

A equipa da casa correu atrás do prejuízo e depois de várias tentativas, tendo sido a mais perigosa a de Gonçalo Paciência aos 73 minutos, João Teixeira conseguiu, cinco minutos depois, marcar o golo da igualdade, com um grande remate que, antes de entrar, ainda bateu na trave. O Vitória não baixou a intensidade e, com um Marítimo reduzido a 10 unidades, a tarefa pareceu ficar mais facilitada. Charles valeu aos madeirenses em várias ocasiões, mas não foi suficiente e, já em tempo de compensação, no segundo minutos após os 90 dos seis dados por Vasco Santos, Gonçalo Paciência não perdoou e colocou a equipa sadina, finalmente, em vantagem. Ao contrário do expectável, os homens de José Couceiro não se ficaram pelo “gerir o resultado” e tiveram ainda tempo de chegar ao terceiro golo. No último minuto de compensação João Amaral disparou para as redes da baliza de Charles.

Os sadinos conseguiram, então, alcançar a sua segunda vitória no campeonato e encontram-se agora com 10 pontos, os mesmos que tinha a época passada nesta altura do campeonato. O Marítimo mantem-se no quarto lugar com 16 pontos.

CD Nacional 2-1 CD Cova da Piedade: Reviravolta nos instantes finais

Cabeçalho Futebol NacionalDepois de um interregno de duas semanas, o futebol da Segunda Liga estava de regresso, com o CD Nacional a receber o CD Cova da Piedade, em partida a contar para a décima jornada.

Na competição, o Cova da Piedade vinha de um triunfo ante o Leixões SC, enquanto o Nacional perdera os últimos três jogos, o último dos quais, uma pesada derrota em casa com o Real SC.

Antes do encontro e em solidariedade para com os bombeiros e as vítimas dos incêndios que assolaram o país, os jogadores pisaram o relvado acompanhados de alguns elementos dos bombeiros, antes de se cumprir um minuto de silêncio.

Quanto ao jogo em si, começou até aguerrido, com as duas equipas a lutar de forma equilibrada, embora cedo se começasse a vislumbrar o nítido desacerto alvinegro.

A equipa da casa revelava muitas dificuldades para se afirmar no jogo e cometia demasiados erros, o que cedo resultou na inquietação de alguns adeptos. A pressão era palpável e evidente em vários dos jogadores do Nacional, que falhavam em lances simples.

Demorou, mas o Nacional conseguiu uma reviravolta quase caída do céu  Fonte: Bola na Rede
Demorou, mas o Nacional conseguiu uma reviravolta quase caída do céu
Fonte: Bola na Rede

Ainda mais complicada ficou a tarefa dos insulares quando aos 25 minutos Daniel Almeida inaugurou o marcador, colocando em vantagem os visitantes.

Incapaz de construir jogo, o Nacional insistia nos passes laterais, o que exasperava cada vez mais os adeptos. Embora o Cova da Piedade se apresentasse a um bom nível, defendendo de forma eficaz e controlando o jogo a seu bel-prazer, exigia-se mais, muito mais, deste Nacional, que se revelava inofensivo.

Foi já bem no final, contudo, que surgiu a esperança, quando aos 83 minutos, no seguimento de um pontapé de canto batido por Witi, Elizio introduziu a bola na baliza de Pedro Alves, restabelecendo o empate. A resposta do Nacional não terminou por aí e três minutos depois foi Bryan Rochez a consumar a reviravolta, respondendo da melhor maneira a um cruzamento de João Camacho.

Final de encontro mexido e impróprio para cardíacos, no qual o Nacional teve a felicidade de conseguir um golo que catapultou a equipa para uma reviravolta que parecia quase impossível durante largos momentos do jogo.

 

CD Feirense 1-0 Rio Ave FC: Vitória fogaceira num jogo com três expulsões

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Cabeçalho Futebol NacionalO Estádio Marcolino de Castro voltou, neste sábado, a receber a Liga NOS, desta vez a 9ª jornada, que colocou frente a frente a equipa da casa, o CD Feirense, e a equipa do Rio Ave FC, duas equipas que na época passada terminaram o campeonato em posições da primeira metade da tabela. Nesta temporada, para este jogo, chega melhor a equipa de Vila do Conde, atual sexta classificada da Liga, e que tem sido uma das boas surpresas do campeonato, ao comando de Miguel Cardoso. O Feirense, na 12ª posição, chega à nona jornada numa série de resultados menos positivos na qual perdera os últimos quatro jogos, pelo que não se adivinhava fácil esta receção ao Rio Ave, que se encontrava em boa forma.

O jogo iniciou-se, mas só após se ter cumprido um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos incêndios que afetaram o nosso país na última semana.

O primeiro lance de grande perigo pertenceu ao Feirense. João Silva, isolado, não conseguiu impedir que Cássio defendesse a sua bola e evitasse o primeiro golo da partida. O jogo estava, por esta altura, muito rápido, o que entusiasmava os adeptos de parte a parte.

Até que, aos treze minutos do encontro, após alguma insistência da equipa da casa e de muita confusão na área, depois da cobrança de um canto, a bola sobra para Luís Rocha, que, no meio de vários jogadores, consegue atirar para o fundo das redes. No entanto, alguns minutos após o golo, o árbitro Rui Oliveira ainda consultou o vídeo-árbitro, consulta essa que foi inconsequente. Estava mesmo feito o 1-0 para a equipa fogaceira. Seguiram-se alguns momentos de tensão entre os jogadores, mas que foram resolvidos pela equipa de arbitragem, na sequência de uma falta cometida pelo Feirense.

Aos 29 minutos, foi a vez de o Rio Ave quase chegar ao golo. Após a cobrança de um canto, um cabeceamento muito perigoso fez Caio Seco defender a bola por instinto e brilhar na baliza do Feirense, defesa completada pelo alívio dos defesas que afastaram o perigo da área.

A melhor oportunidade para a equipa vila-condense empatar haveria de chegar poucos minutos depois, após a marcação de uma grande penalidade a favor da equipa forasteira, marcação confirmada pela consulta ao vídeo-árbitro por parte de Rui Oliveira, mais uma vez, e que resultou na expulsão de Luís Rocha, marcador do, até então, único golo do encontro, por ver o segundo cartão amarelo. Na marca dos 11 metros, no entanto, Pelé não conseguiu ser eficaz e atirou ao poste, para alegria da quase totalidade dos adeptos do estádio, que rapidamente se fez ouvir. Continuava a vantagem feirense no marcador, vantagem essa que continuou até ao final da primeira parte.

Para o segundo tempo esperava-se a mesma agressividade por parte de ambas as equipas que demonstraram na primeira de maneira a que o jogo continuasse a entusiasmar e com muita qualidade, mas pedia-se mais ao Rio Ave, que, como o tempo, esteve cinzento no decorrer da primeira parte, sem criar grandes lances de perigo e sem a organização tática que carateriza a sua equipa. Seria interessante também verificar como o Feirense iria estar no jogo com a vantagem e com menos um jogador, perceber se a sua atitude e postura e campo iria alterar-se.

Momento do golo do Feirense Fonte: Bola na Rede
Momento do golo do Feirense
Fonte: Bola na Rede

Reatado o jogo, o primeiro incidente de realce foi um cartão vermelho mostrado a Bruno Teles, após um choque frontal bastante forte com um atleta do Feirense.

Nos momentos seguintes viu-se mais uma oportunidade flagrante de golo para a equipa do Rio Ave, através de Guedes, que, recém-entrado, cabeceou na pequena área para uma grande defesa da Caio, que ainda viu a bola entra na sua baliza, num lance que o árbitro logo interrompeu por ter visto uma falta ser cometida por um jogador vila-condense.

Pouco depois, mais um lance onde o vídeo-árbitro foi chamado a intervir. Protestos na área do Rio Ave por suposta falta sobre Etebo, mas que foram logo silenciados pela decisão tomada pelo árbitro após consultar o VAR, pela terceira vez no jogo…

E as intervenções do VAR não iam ficar por aqui, isto porque aos 75 minutos, após nova consulta ao vídeo-árbitro, Rui Oliveira mostrou mais um cartão vermelho, desta vez ao defesa do Rio Ave Marcão.

Até ao final do jogo o resultado não sofreu nenhuma alteração. 1-0, resultado que se justifica neste jogo, onde o principal destaque talvez tenham sido os três cartões vermelhos mostrados. Ignorando este facto, esta foi uma partida bem disputada, na qual o resultado final foi sempre incerto, mas que acabou por sorrir ao Feirense, que seis jogos depois conseguiu uma nova vitória no campeonato, e frente a uma excelente equipa como a do Rio Ave. Está de parabéns a equipa de Nuno Manta, contrariamente à de Miguel Cardoso, que hoje não conseguiu impor o seu jogo nem se manter organizada durante grande parte da partida, para além da indisciplina dos seus jogadores. Para os vila-condenses há muito a melhorar para os jogos futuros em relação a este. Já para o Feirense, deve trabalhar para manter a estabilidade tática e qualidade de jogo que mostrou hoje, para poder subir na tabela e corresponder às expetativas dos adeptos.

A tecnologia invadiu também o desporto?

Cabeçalho Futebol NacionalComeçando por responder à pergunta que coloquei no título: sim, a tecnologia invadiu o desporto, ainda que esta invasão possa ser sentida mais em alguns desportos do que em outros e nos mais diversos aspetos desportivos.

Ultimamente, a tecnologia no desporto tem tido um único foco mediático, que é o da arbitragem. Com a introdução do vídeo-árbitro no futebol, muita gente olha para a entrada da tecnologia no desporto unicamente por esta vertente, mas a verdade é que a tecnologia está presente em muitos mais desportos, ultrapassando o simples jogo e constituindo-se, não só como uma ferramenta de apoio aos árbitros, mas também aos próprios treinadores, preparadores físicos e restante equipa técnica.

A revolução tecnológica que se tem feito sentir no mundo desde os finais do século passado começou também a entrar no desporto no inicio deste século – vários desportos, como o ténis e o râguebi, foram pioneiros na liberalização da tecnologia ao desporto. O ténis com a ferramenta do Hawk-Eye, que permite aos jogadores solicitar a revisão de um determinado ponto, independentemente da decisão dos juízes; e o râguebi com a introdução do vídeo-árbitro em 2001, que hoje é já uma ferramenta bem conhecida dos adeptos portugueses, mas que teve entrada no futebol apenas em 2017.

Falando no caso especifico do futebol, e arrumando desde já o lado mais conhecido, que é o da arbitragem, a tecnologia começou por entrar discretamente no futebol com o Hawk-Eye que, apesar de ter sido introduzida no ténis em 2004, no futebol apenas entrou em 2012.

O Hawk-Eye veio acabar com um erro grosseiro, mas havia ainda muitos erros grosseiros por onde olhar Fonte: Hawk-Eye Innovations
O Hawk-Eye veio acabar com um erro grosseiro, mas havia ainda muitos erros por onde olhar
Fonte: Hawk-Eye Innovations

O Hawk-Eye, no futebol, como muitos saberão, tem uma única função principal, a de acabar com a clássica dúvida – a bola entrou ou não? -, dando o alerta ao árbitro no seu relógio caso a bola tenha entrado totalmente. Esta foi a primeira grande ajuda da tecnologia aos árbitros registada no futebol, mas que não chega à grande maioria das ligas pelos seus elevados custos económicos.

O lugar de Rui Vitória

sl benfica cabeçalho 1Antes de mais, quero clarificar que não sou da opinião de que o Presidente do Benfica deva, neste momento, pensar na substituição de Rui Vitória. Apesar deste arranque de época desastroso, o Rui Vitória atingiu, nos últimos dois anos, os objetivos definidos pelo Benfica e não é concebível a possibilidade do seu lugar ficar em perigo por estes fracos resultados que tem apresentado e a acontecer teria um efeito nefasto.

Sempre lhe reconheci mérito e que é detentor de qualidades importantes para este mundo peculiar do futebol, é sereno, bom comunicador, demonstra integridade e ser um exemplo de profissional a vários níveis. Questões que passámos a valorizar ainda mais depois do último treinador que passou pela Luz e que, a bem da verdade, é um profundo conhecedor do jogo mas promove uma imagem péssima enquanto “homem do leme” do nosso glorioso e do clube, utiliza um vocabulário muito escasso e incorreto e uma forma de estar indigna para um profissional seja de que modalidade for.

O nosso líder atual sempre foi um treinador que mesmo nos momentos maus conseguiu passar uma mensagem de tranquilidade, na qual todos os benfiquista acreditavam e se deixavam levar. Basta lembrar o início da primeira época, que acabou tricampeão. No entanto, há uma pequena diferença entre essa fase menos boa de há dois anos atrás e a de agora, é que não tínhamos uma equipa tão confusa como temos e é essa confusão, a juntar à ausência de fio condutor, que tem deixado até os menos céticos desacreditados.

Apesar de tudo, sempre se conseguiu ver que as ideias estavam a ser postas em prática, que havia um caminho que nos fazia acreditar e as coisas só não estavam a sair bem em termos de resultados,  porque os erros, via-se que eram facilmente corrigidos nos treinos e com trabalho. Neste momento, não é bem assim. O que se vê são jogadores perdidos dentro de campo, esquemas táticos que não funcionam ou jogadores que não funcionam com o esquema tático e o mais grave, para mim, erros que são constantemente repetidos, como a ausência de equilíbrio defensivo e desorientação completa dos jogadores nessas transições, fazendo-nos chegar uma vez mais, à célebre conclusão de que o Fejsa não chega, coisa que nunca nos tinha passado pela cabeça em quatro anos.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Caso o Luís Filipe Vieira se decidisse por aquilo que a meu ver seria uma catástrofe e despedisse o Rui Vitória, não vislumbro no mercado português alguém disponível e com qualidade para assumir este cargo atualmente. E lá por fora muito menos porque temos de ser realistas e o Benfica não tem carteira para os milhões que se pagam neste momento aos treinadores, embora também em Portugal já tenhamos casos em que se pagam oito milhões por época. Mas, colocando este cenário hipotético, as minhas apostas recairiam sobre Leonardo Jardim ou Marco Silva, ambos a demonstrar excelentes desempenhos mas que se encontram ocupados e perfeitamente integrados nos respetivos projetos.

Assim, o único cenário real que vejo, é o Benfica resolver os problemas que tem internamente e não ficar à espera até janeiro. A solução Rúben Dias é aparentemente um bom exemplo do que estou a falar, Mile Svilar pode ser outro mas não chega para as carências que ainda temos, é preciso descobrir um lateral direito, já que pelos vistos o Buta não serviu, são precisos substitutos para o Fejsa e, por muito estranho que pareça, para o Pizzi também, pois pensei que seria o papel de Filip Krovinovic mas afinal veio para substituir Jonas como se tem visto, ao ser utilizado, insistentemente, como falso 9.

Mas no final, a esperança é sempre a última a morrer e por isso mesmo continuo a confiar que o Rui Vitoria vai conseguir dar a volta a esta situação e recolocar, não só o Benfica na senda de vitórias, como a praticar o excelente futebol que nos habituou. Se virmos bem, não se pode falar só em esperança, a verdade é que são factos – o Rui vitória nunca perdeu um campeonato à frente do Benfica!

Eu acredito!

 

Foto de Capa: SL Benfica