Pedro Gonçalves, também conhecido por Pote, é um dos jogadores mais importantes no Sporting Clube de Portugal, liderado por Rúben Amorim. O número 28 dos leões tem contrato válido até 2025, com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros e o valor de mercado fixado nos 22 milhões de euros.
Neste arranque de temporada, o craque leonino tem-se apresentado num grande momento de forma, com quatro golos apontados, em apenas três jogos, tendo ajudado o Sporting CP a vencer os três jogos oficiais e a conquistar a nona Supertaça do palmarés do clube.
Pedro Gonçalves dividiu a sua formação entre o CD Chaves, SC Braga, Valência CF e os ingleses do Wolverhampton WFC. Na temporada 2019/2020, foi um dos jogadores que deu nas vistas no FC Famalicão, no seu regresso ao principal escalão do futebol português. Nessa época, Pedro Gonçalves disputou 40 partidas, nas quais marcou sete golos e fez sete assistência, tendo sido uma das revelações da liga.
Pote, o menino “pé quente”
A excelente temporada no Minho valeu a Pote a transferência para o Sporting Clube de Portugal, tendo o clube investido 6.5 milhões de euros por 50% do passe. No clube de Alvalade, Pedro Gonçalves demonstrou ser um dos grandes talentos do futebol português, ajudou o Sporting CP a sagrar-se campeão nacional, venceu a Taça da Liga e foi o melhor marcador do campeonato, com 23 golos. Uma época absolutamente brilhante, que lhe valeu a chamada ao Euro 2020 por Fernando Santos.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Pedro Gonçalves é uma das peças fundamentais no habitual onze de Rúben Amorim, no seu modelo de 3X4X3, ocupando uma das três posições na frente de ataque. Pote é um jogador com uma qualidade técnica acima da média, um finalizador nato, com enorme frieza e forte meia-distância, com boa visão de jogo e qualidade de passe. O número 28 é um dos destaques dos leões no processo ofensivo, no entanto trabalha muito no processo defensivo, nomeadamente na capacidade de pressionar alto, na reação à perda de bola e, se necessário, pode fazer de terceiro médio, para dar equilíbrio à equipa.
Pedro Gonçalves é ainda um jovem, com apenas 23 anos, mas já é um craque com presente e futuro, no Sporting Clube de Portugal e para o futebol português, tendo ainda margem de progressão para continuar a evoluir e tornar-se ainda melhor jogador.
Que Pedro Gonçalves continue a crescer e a ajudar o Sporting Clube de Portugal, com Esforço, Dedivação e Devoção, para conquistar a Glória das vitórias a cada jogo e dos títulos, para somar ao campeonato, Taça da Liga e Supertaça.
#ondevaiumvãotodos
Está findado mais um momento histórico para Neemias Queta e para o basquetebol nacional. Depois de se tornar o primeiro luso a chegar à NBA, Queta deu – à semelhança da maioria dos jovens que chegam à liga norte americana – os seus primeiros passos na NBA Summer League.
A NBA Summer League, sublinhe-se, é uma liga de verão criada com o intuito de fornecer ritmo aos jovens que foram selecionados pelas respetivas equipas no draft ou para jogadores undrafted que procuram uma oportunidade para demonstrar que merecem um lugar num roster.
Os Sacramento Kings, pela segunda vez na história, levantaram o troféu da NBA Summer League e o poste português deu indicadores bastante positivos, ainda que não tenham passado disso: meros indicadores.
De sublinhar que a Summer League serve essencialmente como uma plataforma de exposição, sendo que, apesar do impacto que poderá repercutir no futuro de um jogador, na maioria dos casos serve apenas e só como uma primeira montra para o mundo basquetebolístico.
Neemias Queta não foi, durante o torneio, a máquina de stats de outrora (principalmente dos tempos de Utah State). Contudo, deixou sinais claros das suas principais características, aquilo que pode oferecer à equipa e, por fim, aquilo que pode ser no futuro, isto é, um projeto de jogador bastante interessante.
Antes de avançar com a minha opinião sobre a prestação do poste, deixo diacronicamente as estatísticas e dados relevantes das exibições do português ao longo da Summer League.
Depois do recente exemplo dado pela ginasta norte-americana nos Jogos de Tóquio 2020, Simone Biles será alvo de destaque neste artigo, no qual daremos a conhecer o seu brilhante e entusiasmante percurso no mundo da artística bem como os motivos que a levam a ser um exemplo no mundo do desporto.
Welcome home, Simone! You have inspired so many people around the world. ❤️
Nascida há 24 anos em Columbus, EUA, foi ainda em criança, pelos quatro ou cinco anos, que Simone Arianne Biles começaria a participar em competições de ginástica, deixando desde logo escapar o talento enorme e invulgar para alguém ainda tão precoce, que ombreava com algumas atletas de escalões bem acima do seu. Estávamos perante uma predestinada, um verdadeiro fenómeno.
Biles foi crescendo e, aos 11 anos, já participava nos campeonatos nacionais americanos, competição muito exigente e que conta apenas com as melhores das melhores.
Se os êxitos por ela colecionados nos maiores certames internacionais, nomeadamente a partir de 2013, conquistando cinco ouros em concursos gerais individuais aos quais somava outros tantos – no solo, nos saltos de cavalo, na trave e nas paralelas assimétricas – se iam sucedendo em catadupa, já o “modelo” imposto pelo técnico nacional norte-americano, Béla Károlyi, restringia a liberdade da atleta. O técnico impunha humilhações, implementando rigorosos processos de treino que privavam as jovens de usufruírem de uma liberdade plena. Esta matriz incidia ainda sob a alimentação das mesmas, sendo que este apregoava que a comida era um “veneno”, promovendo, assim, uma magreza extrema que não raras vezes acabava em anorexia, levando Simone e as demais a crescessem sem poderem de facto viver a sua infância e adolescência como pessoas “normais”.
Diga-se, a título de curiosidade, que Károlyi foi o responsável pela criação do “mito” Nadia Comaneci, ginasta romena que é a única da modalidade a somar nota máxima num exercício, feito que a fez entrar para os arais da história do desporto.
Voltando a Biles, e mesmo com todo o desgaste mental, fruto das condicionantes referidas e da exigência necessária para se manter constantemente no topo, a afro-americana de 1,45m, sob a orientação de Laurent Landi, treinador, e de Dominic Zito, coreógrafo, continuava a escrever história, arrecadando medalhas atrás de medalhas. Simone é a mais medalhada de sempre do seu país em mundiais, somando já 25 metais, sendo considerada uma das cinco melhores ginastas de todos os tempos.
NA CIDADE MARAVILHOSA, SIMONE SERIA DESTAQUE
Com uma trajetória plena de conquistas e em que o sucesso parecia caminhar de mãos dadas com Biles, 2016 era ano da estreia no maior palco do desporto à escala global,:claro está, os Jogos Olímpicos, agendados então para o Rio de Janeiro.
Inserida num conjunto de formidáveis intérpretes da modalidade, esperava-se, contudo, que Biles fosse a grande estrela da artística do lado feminino, e a norte-americana não esteve com meias medidas, arrasando a concorrência. Resultado: cinco subidas ao pódio, das quais quatro medalhas de ouro, em competição por equipas, concurso geral individual, saltos de cavalo e solo, aos quais fez ainda questão de juntar um bronze obtido na trave olímpica, aparelho no qual conta menos sucessos.
Corria o ano de 2017 e vinham a lume as acusações a Larry Nassar, então médico responsável da equipa norte-americana feminina de ginástica, que abusara de mais de 250 jovens, muitas delas silenciadas pelos mais altos organismos internacionais, entre os quais a Federação norte-americana de ginástica e a própria Federação Internacional, que ignoravam tais queixas.
Foi por todas elas e pelos danos causados, obrigando as vítimas a abandonar a competição, que se ergueu um grito que fez levantar uma “tempestade” no seio da artística mundial. Seria a voz de Biles, afro-americana e, por isso, discriminada, que ousou juntar-se ao movimento, relatando o terror vivido às mãos de um “monstro” que seria condenado a mais de duas centenas de anos de prisão.
Contudo, e depois do clamor de revolta, a atleta seria novamente destaque em Tóquio, só que, desta feita, não pelos êxitos desportivos, mas sim pela lição e alerta que lançaria. Tudo aconteceu após a primeira “rotação” do concurso geral por equipas, em que Biles, nos saltos de cavalo, ao rubricar uma prestação que então lhe valera uma nota de cerca de 13 pontos, a mais baixa de sempre no referido aparelho, daria sinais de exaustão, abandonando a competição. A mesma, quando questionada sobre os motivos de tal decisão, acabou por alertar para o facto de o corpo não ser uma máquina e que, acima de tudo, deveríamos preservar o bem estar físico e mental. De resto, esta ausência faria a sua nação perder as chances de ouro.
A praticante, à semelhança da tenista japonesa Naomi Osaka, serviu como embaixadora para uma questão fundamental aos dias de hoje: a saúde mental, ou falta dela.
O exemplo de Biles foi, para muitos, não só uma prova de que os ginastas não são mais as crianças caladas e assustadas da era Károlyi, em que eram vítimas de agressões e humilhações, sofrendo em silêncio por medo das consequências.
Simone venceu em terras nipónicas a maior medalha da sua vida: a recuperação da sua saúde mental. Com a galardoada com o prémio “Laureus” para melhor desportista feminina em 2017 a referir que era urgente parar, dando dois passos atrás por forma a cuidarmo-nos para depois podermos seguir em frente.
Exemplos como este fazem do desporto algo essencial na afirmação e defesa de valores fundamentais.
Mais uma quinta feira europeia, mais um jogo da Liga Conferência, no Estádio de S. Miguel, onde o CD Santa Clara marca presença nos play-off contra o FK Partizan. Para este jogo, Daniel Ramos conta com mais alguns jogadores no banco, após o surto de Covid-19 que deixou a equipa açoriana significativamente reduzida. Sem dúvida que tinha tudo para ser um jogo histórico.
Primeira parte, primeiro lance, e Carlos Jr. a deliciar-nos mais uma vez com um golo incrível. O jogo só ia com três minutos quando Jean Patric recebeu e passou para Carlos Jr. que aproveitou a falha de Vujacic e, no momento certo, atirou a redondinha para a baliza fazendo o primeiro golo da partida.
A ser superior e mais organizada estava a equipa da casa, a conseguir manter o domínio e a procurar aproximar-se o mais possível da baliza contrária. O Partizan acabaria por aparecer pouco, o que daria maior liberdade aos Bravos Açorianos para criarem as suas linhas de passe e aproveitar as falhas da equipa da Sérvia.
Segunda parte e o Partizan voltou um pouco mais agressivo. Jean Patric ainda tentou a sua sorte num pontapé de bicicleta, mas foi Morita que fez magia e, contornando tudo e todos, faz o segundo golo da equipa açoriana. O Partizan inconformado com o resultado foi atrás da oportunidade. Uma falta de Morita permitiria ao Partizan chegar mais perto do golo e assim foi. Depois do livre marcado, Scekiv faz o passe e foi Igor Vujacic que faz as honras e faz golo, aos 54 minutos.
Após o golo, a partida manteve-se equilibrada e foi sendo possível notar o cansaço da equipa de Daniel Ramos. Ainda assim, estavam atentos e prontos a pressionar. Apesar das mais variadas tentativas até ao apito final, a bola dos vermelhos e brancos teimava em não entrar. No entanto, até ao fim a equipa açoriana não baixou os braços. Ao cair do pano, aos 90 minutos, o CD Santa Clara garantia a vantagem para os playoffs, a realizarem-se já na próxima semana, na Sérvia. Será, sem dúvida, mais um jogo europeu emocionante.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Morita – O mágico japonês deixou qualquer um encanto com a sua exibição excelente culminando no golo que daria a vantagem para os Bravos Açorianos.
O FORA DE JOGO
Ainda que não tenha correspondido em patamares mais elevados (Premier League), Markovic é um jogador acima da média, nesta equipa do Partizan, e está em boa forma. pic.twitter.com/17NI2eivV1
Lazar Markovic – Era o jogador de quem se esperava maior rendimento, mas pouco se viu em campo.
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
Santa Clara a jogar num sistema tático de 4-2-1-3. Linha de quatro clássica com Rafael Ramos a abrir na direita, em fase de construção e Mansur a baixar para terrenos mais centrais. Morita e Anderson Carvalho a alternarem na posição de pivot defensivo e Lincoln com mais liberdade, próximo dos avançados. Jean Patric, Carlos Jr. e Rui Costa foram os responsáveis pela profundidade, na frente de ataque.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Fernandes (3)
Rafael Ramos (4)
Mikel Villanueva (4)
Kennedy Boateng (3)
Mansur (3)
Anderson Carvalho (3)
Lincoln (4)
Carlos Jr. (5)
Morita (6)
Jean Patric (5)
Rui Costa (4)
SUBS UTILIZADOS
Ricardinho (4)
João Afonso (3)
Allano (-)
ANÁLISE TÁTICA – FK PARTIZAN
O Partizan alinhou-se no esquema tático 4-2-3-1. Linha de quatro clássica com Urosevic a baixar mais no terreno. Duplo pivot defensivo bastante posicional e Nathko a atual mais na frente, procurando pressionar o miolo açoriano. Markovic procurou assumir a batuta da equipa sérvia, ora descaído pela direita, ora mais a centro. Enquanto que Holender, enquanto esteve em campo, procurou se fixar na ala. Ricardo Gomes foi um autêntico vagabundo na frente de ataque, procurando, sobretudo, os espaços concedidos pela defesa encarnada.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Aleksandar Popovic (2)
Sinisa Sanicanin (4)
Igor Vujacic (5)
Bibras Natcho (3)
Filip Holender (4)
Ricardo (3)
Aleksandar Scekic (4)
Aleksandar Miljkovic (3)
Slobodan Urosevic (3)
SUBS UTILIZADOS
Aleksandar Lutovac (4)
Seydouba Soumah (3)
Milan Smilijanic (3)
BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
BnR: Abordagem e exibição de qualidade com muito mérito da equipa. Sente que faltou alguma coisa ou fica satisfeito com este resultado ?
Daniel Ramos: Se dependesse de mim, o resultado seria mais volumoso pois tivemos oportunidades para mais. Estou satisfeito com exibição, satisfeito por ser treinador desta equipa e por perceber que os jogadores estão a dar tudo e todos saem valorizados. Estou semi satisfeito como resultado. Olhando para o jogo satisfeito porque sabíamos que podíamos ter um jogo mais vantajoso. O resultado não traduz o que foi feito em campo.
A CRÓNICA: EXIBIÇÃO DE GALA DOS CASTORES E COYS EM MODO “TURISTA”
Tarde/noite de gala na mítica “Mata Real”, agora Estádio Capital do Móvel. Jorge Simão vestiu-se a rigor, e bem, para receber o Tottenham Hotspur FC, de Nuno Espírito Santo, com um look mais descontraído, ao bom estilo de turista inglês.
A partida até arrancou com o Paços a baixar linhas, esperar pelo erro e a dar a iniciativa de jogo ao adversário, que não parecia muito para aí virado. Com o tempo, rapidamente se começou a sentir que podia ter mais bola na partida. Era desnecessária toda aquela abordagem defensiva. Os Coys desapareceram do jogo depois ímpeto inicial e a partir daí… só deu Paços. Com assistência de Nuno Santos, Lucas Silva abriu o placar e partiu-se para o intervalo com a vantagem dos castores.
No segundo tempo os ingleses correram atrás do prejuízo, mas pouco. O Paços manteve-se sólido e consistente em todos os momentos de jogo e raramente sofreu calafrios por parte da ofensiva adversária, incapaz de criar perigo. As equipas foram a antítese uma da outra. Enquanto o Paços de Ferreira mostrou-se combativo, agressivo e unido, o Tottenham Hotspur FC revelou-se um conjunto de jogadores pouco entrosados e sem vontade. Nem a suposta qualidade individual salvou os Spurs.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Stephen Eustáquio – É surreal como ainda não vemos Stephen Eustáquio a jogar num nível mais alto. É superlativo e tem um toque claramente diferenciado dos seus colegas. Hoje, além de qualidade técnica, revelou capacidades de líder, pautando o jogo, mesmo que sem a bola nos pés. Craque.
O FORA DE JOGO
ℹ️ Nuno Espírito Santo frente ao Paços de Ferreira: 2V 4E 2D 📈
Nuno Espírito Santo – É verdade que a eliminatória se joga a duas mãos. É verdade que o segundo jogo no Tottenham Hotspur Stadium pode cravar grandes diferenças entre as equipas. Ainda assim, é incompreensível a abordagem ao jogo por parte de um treinador tão experiente, que ainda por cima acrescia ao facto de conhecer o clube que iria defrontar. Facilitou, rodou demasiado e quando se viu em apuros não tinha nomes sonantes para tirar do banco. Para a história fica uma grande exibição pacense e uma imagem muito pálida dos Spurs.
ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA
O Paços de Ferreira FC de Jorge Simão apresentou-se igual a si próprio, no seu já rotinado 4-3-3. Ainda que bastante diferente da ideia de jogo de Pepa, este Paços assume-se claramente numa base mais direta, onde a bola não demora tanto tempo a chegar a zonas mais avançadas. Defensivamente a equipa foi sempre muito compacta e solidária na pressão ao portador da bola.
O jogo passou muito pelos pés de Stephen Eustáquio, que pautou o jogo a partir do meio-campo, mas também pelos laterais, que colocaram várias bolas diretamente na frente, para os três avançados. Denílson era o avançado que desgastava os defesas, enquanto os extremos Hélder Ferreira e Lucas Silva procuravam o espaço nas costas dos laterais contrários, que disparavam na frente.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
André Ferreira (6)
Fernando Fonseca (6)
Flávio Ramos (7)
Marco Baixinho (6)
Vitorino Antunes (6)
Luíz Carlos (6)
Stephen Eustáquio (8)
Nuno Santos (7)
Lucas Silva (7)
Hélder Ferreira (6)
Denílson (7)
SUBS UTILIZADOS
Matchoi Djaló (5)
Zé Uilton (5)
Juan Delgado (4)
João Pedro Silva (-)
ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC
Nuno Espírito Santo não apresentou novidades quanto ao esquema desenhado, mas sim quanto aos onze titulares e jogadores convocados. Equipa totalmente nova em relação ao jogo inaugural da Primeira Liga Inglesa e acima de tudo pouco preparada para reagir a partir do banco. Certamente já se esperaria o 3-4-3 com os laterais bem soltos na frente. A falta de ligação e entrosamento entre os jogadores ingleses foi característica dominante e acabou por ser decisiva no desenrolar da partida. Valia-lhes a superior qualidade individual, onde se destacam essencialmente três jogadores:
Bryan Gil, ainda que com uma exibição apagada, parecia dos mais inconformados, procurando movimentos circulares entre os defesas da casa. Pelo meio, Giovani Lo Celos tentava guiar as tropas, ainda que visivelmente desconectadas. E Ryan Sessegnon, pela esquerda tentava rasgar e encontrar espaço para servir os colegas, sem grande sucesso.
Juan Ayuso: remember the name. O cruzamento entre o povo espanhol, culturalmente ligado ao ciclismo, e a angústia de não ter um tubarão apostado em dar as maiores dentadas… Pode estar prestes a acabar.
Aqui ao lado, muito se tem debatido sobre a sucessão de Alberto Contador, “Purito” Rodriguez ou do próprio Alejandro Valverde, assim como a reflexão sobre a insuficiência espanhola em termos de resultados nas grandes competições do ciclismo mundial.
Existem nomes de qualidade, porém, sem a expressão que os seus antecessores conseguiram dar a uma das nações cronicamente de primeira linha na História da modalidade.
Até por aqui se entende que a evolução deste talento pode ser encarada como uma autêntica lufada de ar fresco, sendo também uma espécie de pressão adicional para o jovem de apenas 18 anos.
Sucintamente, estamos a falar de um produto em evolução, que tem vindo a materializar toda a qualidade evidenciada nos escalões de formação com uma crescente onda de resultados importantes, em conformidade com as expectativas criadas pela UAE Team Emirates, equipa que o agarrou ainda na primeira metade de 2020.
A vitória (e performance) no Giro U23, no passado mês de junho, marcou uma passagem importante pela Team Colpack Ballan, equipa onde pôde continuar a sua caminhada depois de brilhar insistentemente em Espanha, tendo-se já estreado ao serviço de Joxean Matxin Fernandez, inclusive no World Tour, com um 18.º lugar na clássica de San Sebastian.
⏱️ Juan Ayuso climbed yesterday to Lago di Campo Moro (13,0 km@7,5%) in 37 min 15 sec, ~5,8 w/kg. Crazy fast for an 18-year old! 3 years ago during an ITT in Giro Rosa, Annemiek van Vleuten climbed in 41 min 40 sec. #GiroGiovani2021
📽️ @sergioyustos_pic.twitter.com/pYAEuLbHmi
O prodígio de Alicante (embora tenha nascido em Barcelona e vivido nos Estados Unidos da América) ainda se está a descobrir.
Descreve-se como um ciclista em desenvolvimento, com apetência para todos os terrenos e com a probabilidade de vir a brilhar em alta montanha a longo prazo, fazendo uso das suas características físicas “perfeitamente balanceadas”, como referiu “Matxin”, o homem forte do ciclismo da UAE Team Emirates.
Tamanho potencial baseia-se essencialmente no domínio em solo espanhol que conseguiu ainda dentro dos escalões de formação, nomeadamente, como júnior.
Com as exibições dos laterais do FC Porto na época transata, há um indício que fica claramente explícito: os azuis e brancos precisam urgentemente de um ou mais jogadores para a posição de lateral, quer para o lado esquerdo, quer para o lado direito.
Tendo em conta o que já vimos no passado com João Pinto e Bosingwa, e mais recentemente com Alex Telles e Ricardo Pereira, carecemos de laterais competentes a nível defensivos e fortes a nível ofensivo.
Precisa-se de laterais no FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Podemos até afirmar que existe a chamada “mística” e raça em Zaidu, Manafá, Nanú ou até mesmo Carraça, no entanto o lateral portista deve ter muito mais do que isso.
É crucial que o lateral que joga com as cores “azul e branca” saiba alienar de forma eficiente a capacidade defensiva à capacidade ofensiva – deve ser capaz de evitar os avanços dos adversários no seu setor e tem de ser hábil a avançar pelas extremidades do campo, criando mais alternativas de ataque.
Zaidu, Manafá, Nanú ou Carraça são jogadores que não têm competência para ser laterais do FC Porto. Claro, no futuro podem até ter, mas de momento não têm a qualidade necessária para assumir a posição.
Com as exibições de João Mário no findar da época transata, e com a exibição do jovem português no jogo frente ao Belenenses SAD no passado fim-de-semana, pudemos observar que um jogador que foi recentemente adaptado a lateral-direito, está anos-luz à frente dos laterais citados acima.
Até ao momento, é consistente a nível defensivo, cruza bem e é extremamente veloz e eficaz no drible – o que se pede a um lateral.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Tendo em vista que a exigência competitiva interna é cada vez maior, o FC Porto tem de apostar em jogadores de qualidade que tragam garantias atuais.
Os laterais que somaram mais minutos na época passada, Manafá e Zaidu, são “curtos” para o panorama competitivo atual do FC Porto: podem até ser laterais extremamente rápidos e fulgurosos a nível ofensivo, no entanto comprometem bastante a nível defensivo.
Num cenário de Liga dos Campeões, esta debilidade defensiva fica ainda mais evidente, como podemos ver na primeira mão do jogo dos quartos-final da Liga dos Campeões da época passada frente ao Chelsea FC, onde Zaidu cometeu um erro “infantil” no primeiro golo da equipa londrina.
— UEFA Champions League (@ChampionsLeague) August 9, 2021
Com isto quero dizer que, atualmente, Manafá, Zaidu e Nanú são três bons jogadores para se ter no banco, ainda têm muitas arestas a limar. O FC Porto joga bem e ganha jogos com estes laterais? Sim, de facto. Porém, talvez com outros laterais, como os que já passaram na casa, a qualidade de jogo seria superior a nível interno e a nível europeu.
Esta quinta-feira, o FC Paços de Ferreira vai receber, numa partida a contar para a UEFA Conference League , os ingleses do Tottenham Hotspur FC, de Nuno Espírito Santo.
Um encontro que estará certamente a dominar todos os temas de conversa na cidade que é conhecida por ser a capital do móvel, ou o Tottenham não fosse uma das equipas mais fortes da Liga Inglesa. Quem tem no seu plantel jogadores como Son, Romero ou Harry Kane, que não deverá enfrentar o Paços, não se poderá queixar de falta de qualidade. No entanto, apesar desta missão hérculea que Jorge Simão e os seus jogadores têm pela frente, o Paços a nada mais é obrigado do que dignificar e honrar a camisola e o símbolo que trazem ao peito.
Apesar do evidente favoritismo dos “Spurs”, o futebol já nos demonstrou várias vezes que nem sempre o mais forte sai vencedor, sendo que o Paços vai fazer de tudo para reeditar, mais uma vez, a história do “David contra Golias”. História essa que algumas equipas portuguesas, no passado, já conseguiram protagonizar. Eis quatro desses casos!
70 golos, 16 assistências, 1,90m e 86Kg. Este é o cartão-de-visita de Carlos Vinícius, cartão esse que não basta para que Jorge Jesus ligue ao avançado brasileiro. Após o empréstimo ao Tottenham FC no primeiro ano da Segunda Vinda de Jesus, o atacante de 26 anos está claramente de saída no segundo ano de contrato do técnico português.
A saída já vinha de forma crescente angariando contornos de certeza e a chegada de Yaremchuk e a aposta mais sólida em Gonçalo Ramos tornam-na uma garantia. O desapreço que Jorge Jesus nutre por Vinícius tem sido apontado como o motivo por detrás da decisão tomada pela administração encarnada, mais até do que uma eventual necessidade de fazer dinheiro com ativos.
De resto, os valores falados nem são tão avassaladores como se esperaria: fala-se em 25 milhões de euros. O valor em si não é alto e a margem de lucro é quase nula, acrescentando os salários aos 18 milhões despendidos na contratação do brasileiro. Não é, portanto, uma questão de contas. Assim, a razão exclusiva da iminente saída de Vinícius parece mesmo ser o facto de não fazer parte de outras contas, as de JJ.
Sobeja saber porquê. Sendo um avançado possante, com claro faro de golo (conseguiu dez tentos ao serviço dos londrinos na época que passou emprestado debaixo da sombra de Harry Kane), com movimentos de ponta-de-lança claro, com uma boa canhota e com uma enorme entrega ao jogo e capacidade de trabalho seria expectável que agradasse a um treinador que potenciou vários “9” do mesmo estilo – como Óscar “Tacuara” Cardozo.
Além do mais, as suas características humanas e profissionais são de excelência, confiando nos relatos que alcançam o ouvido público, vindos de vários quadrantes e de vários personagens do futebol, incluindo o próprio timoneiro das águias. Segundo o mesmo, Carlos Vinícius é um jogador de grupo e não fica “aziado” por não jogar.
Contudo, é natural que a ausência de “azia” seja uma mera fachada construída pelo brasileiro por necessidade profissional. Com toda a certeza, “Vinigol” não se sentirá confortável com a sua situação atual e quererá abandonar o clube da Luz em busca de um sítio onde a sua própria luz possa brilhar com maior intensidade.
Vinícius estará mesmo de saída do SL Benfica Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Caberá agora a Jorge Mendes, seu agente, encontrar a melhor solução para Vinícius. Os interessados não faltam. O OGC Nice aparenta estar a piscar o olho ao brasileiro, dizendo “Viens Ici, Vinícius” e também o Eintracht Frankfurt parece interessado em dar mais uma experiência de liga “Big-5” ao “95” das águias.
Ambos seriam bons projetos para o brasileiro, sabendo que nas águias de Frankfurt teria a concorrência de Rafael Santos Borré e na equipa do sul de França concorreria com Kasper Dolberg, dinamarquês acabado de bisar em casa do campeão Lille OSC. Serão por certo mais os pretendentes, mas franceses e alemães parecem estar na dianteira da corrida.
O destino é ainda incerto, mas a saída é mais do que certa. É pena, mas a verdade é que nunca se sentiu (nem na época em que, com 18 golos, foi o melhor marcador da Liga Portuguesa) que o seu futuro a médio/longo prazo implicasse o SL Benfica. Foi sempre um jogador de Jorge Mendes, mais do que um jogador do Sport Lisboa e Benfica. Não que seja caso inédito.
A CRÓNICA: VLACHODIMOS SEGUROU A VANTAGEM ENCARNADA
SL Benfica e PSV Eindhoven encontraram-se na primeira mão do play-off de apuramento para a fase de grupos da Liga Campeões. Dois emblemas com aspirações e que ainda não tinham conhecido o sabor da derrota esta época.
O encontro começou equilibrado, com as duas equipas a estudarem-se mutuamente durante os minutos iniciais. O SL Benfica chegou à vantagem numa das primeiras ocasiões de perigo, depois de uma combinação entre Pizzi e Yaremchuk. O avançado ucraniano colocou a bola em Rafa, que rematou cruzado e fez levantar as bancadas do Estádio da Luz.
O PSV sentiu o golo, mas passados poucos minutos começou a assumir mais a posse de bola e foi-se aproximando com perigo da baliza encarnada. Aos 27 minutos, Eran Zahavi introduziu o esférico na baliza de Odysseas Vlachodimos, mas o israelita estava em posição irregular e o tento foi anulado.
A equipa visitante crescia no jogo e criava oportunidades de perigo, em grande parte graças à exibição de Noni Madueke, mas foi a formação da casa que voltou a celebrar, desta feita por intermédio de Julian Weigl. Canto batido e depois de um cabeceamento de Otamendi, o médio alemão apareceu a encostar para o segundo golo da noite.
Após o intervalo os visitantes entraram mais concentrados e desde cedo colocaram em sentido a equipa da casa. O SL Benfica mostrava muita dificuldade em controlar a posse de bola e descia cada vez mais no terreno.
O golo neerlandês chegou ao minuto 51 por intermédio de Gakpo, que arrancou do meio-campo e só parou para festejar o golo depois de um bom remate de fora da área. Os encarnados sentiram o tento e apenas Vlachodimos foi capaz de manter a vantagem portuguesa.
Até ao final as duas formações procuraram o golo, com a formação lusa a tentar conter o ímpeto adversário, mas o resultado não sofreu alterações e é o SL Benfica que parte em vantagem para o segundo jogo.
A FIGURA
Odysseas Vlachodimos foi um gigante na baliza do SL Benfica Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Odysseas Vlachodimos – O guardião grego não teve uma exibição imaculada, mas apareceu nos momentos decisivos quando a equipa parecia desnorteada. Rafa também podia ocupar esta posição, mas o guarda-redes das águias segurou este triunfo.
O FORA DE JOGO
O SL Benfica protagonizou uma segunda parte fraca Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Segunda parte benfiquista – O primeiro tempo não foi brilhante, mas na segunda parte a equipa da casa correu muitos riscos e podia ter saído da primeira mão com outro resultado. A falta de pressão sobre o portador e incapacidade de controlar a partida com bola com foram visíveis e terão que ser corrigidas para o segundo jogo, que promete mais dificuldades.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Muito se debateu ao longo da semana sobre o sistema tático que o SL Benfica utilizaria frente ao PSV, se o 4x4x2 ou o 3x4x3. Jorge Jesus admitiu na conferência de imprensa pré-jogo que a decisão só seria tomada depois da última sessão de treino, mas que a equipa se sentia confortável de ambas as formas.
O timoneiro das águias optou pela segunda opção, ao colocar Morato no papel de terceiro central, numa tentativa de controlar a largura dos neerlandeses. O jovem defesa teve uma exibição competente e ajudou a defensiva encarnada a controlar as iniciativas adversárias nos minutos iniciais.
Com Weigl e João Mário na zona central, as águias tiveram sempre critério com bola, mas apostaram, talvez em demasia, em passes longos que procuravam a profundidade nas costas adversárias. A estratégia funcionou em certa medida, mas com o passar dos minutos e o desgaste a acumular-se, Yaremchuk e Rafa deixaram de conseguir aguentar o choque e a procura da segunda bola.
No segundo tempo a toada agravou-se, com o PSV a dominar a posse de bola e a obrigar o SL Benfica a defender cada vez mais recuado. As entradas de André Almeida e Meïté tentaram condicionar as transições ofensivas do adversário, e deram mais consistência à zona intermédia do campo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Odysseas Vlachodimos (8)
Diogo Gonçalves (6)
Otamendi (6)
Lucas Veríssimo (7)
Morato (6)
Grimaldo (6)
Julian Weigl (6)
João Mário (7)
Rafa (8)
Pizzi (6)
Yaremchuk (7)
SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES
Everton (6)
Meïté (6)
André Almeida (6)
Taarabt (5)
Gonçalo Ramos (6)
ANÁLISE TÁTICA – PSV EINDHOVEN
Com uma frente ofensiva muito móvel, o PSV tentou apostar na velocidade para encontrar falhas na defesa encarnada. Com Zahavi a ponta-de-lança e Gakpo e Madueke a criar perigo vindos das alas, o tridente ofensivo neerlandês foi um autêntico quebra-cabeças, especialmente para Alex Grimaldo.
No processo ofensivo, a equipa de Eindhoven abria os seus centrais e permitia que Van Ginkel ou Sangaré iniciassem o ataque, libertando os laterais para subir e abrindo espaço que Götze podia aproveitar.
O golo aconteceu numa situação de transição rápida numa altura em que o meio-campo das águias se encontrava desgastado depois de longos minutos a controlar o espaço e a tentar condicionar a posse neerlandesa.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Joël Drommel (6)
Philipp Mwene (6)
André Ramalho (6)
Olivier Boscagli (6)
Philipp Max (6)
Ibrahim Sangaré (6)
Marco Van Ginkel (7)
Mario Götze (6)
Noni Madueke (7)
Eran Zahavi (6)
Cody Gakpo (7)
SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES
Armando Obispo (6)
Davy Pröpper (6)
Bruma (6)
Yorbe Vertessen (5)
Jordan Teze (5)
BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
PSV Eindhoven
BnR: Na antevisão deste encontro ouvimos o treinador do Benfica destacar o papel de Mario Götze no ataque do PSV. Ficou contente com a forma como o médio se comportou?
Roger Schmidt: Acho que o Mario jogou bem. Os adversários estão sempre focados nele e tentam retirar-lhe espaço para que ele não consiga criar para os seus colegas, mas, como perceberam, não é fácil criar oportunidades claras contra o Benfica. São uma equipa organizada que por vezes defende com uma linha de três, outras vezes com cinco, mais dois médios-centro, logo não é fácil criar grandes ocasiões.
SL Benfica
BnR: Antes da partida destacou a importância de Mario Götze a aproveitar o espaço entre linhas para criar perigo. O que achou da forma como a equipa o conseguiu condicionar?
Jorge Jesus: Ele é um jogador que sem ter bola, joga muito. Ele coloca os outros a jogar sem bola pelos movimentos que faz, pelo conhecimento posicional que tem em função das jogadas, e depois quando tem bola é um jogador de que ninguém tem dúvidas do valor. Esta equipa do PSV tem quatro avançados com muita qualidade individual, o próprio Zahavi tem muita qualidade, muita velocidade, é difícil de parar. É uma equipa que pode surpreender caso não se defenda bem como o Benfica fez hoje.