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Sporting CP 2-0 Belenenses SAD: Adversário procura-se em Alvalade

A CRÓNICA: UM CLARO UPGRADE NA OFENSIVA DO SPORTING CP

O jogo desta terceira jornada da Primeira Liga começou bonito, esticado e com um Sporting CP por cima. Os leões entraram inspirados para uma noite de alegria em Alvalade. Tanto é que, aos 7 minutos, já se gritava golo no reino do leão. Canto batido na direita e cabeçada de Inácio, a impor-se pelos ares frente a Luiz Felipe. O tento só trouxe mais clarividência ao caudal ofensivo leonino. Sem pressões, tudo parecia simples para a equipa de Rúben Amorim por esta altura. O Belenenses SAD estava encostado à cordas, encostado à sua área. Já o Sporting CP impunha velocidade, ritmo e, em apenas duas trocas de bola, estava a conseguir criar perigo em zona de finalização de uma maneira incrivelmente simples.

O Belenenses SAD continuava sem conseguir criar perigo. Aliás, não conseguia até mesmo ter bola… A equipa de Petit não conseguia fazer três passes seguidos sem perder a posse e a saída com bola parecia impossível a certa altura. Ao longo da primeira parte, o conjunto do Belenenses SAD ia recuando cada vez mais dando, consequentemente, espaço ao Sporting CP em zonas proibidas. De facto, o 1-0 já parecia curto para aquilo que estava a acontecer dentro das quatro linhas e os de verde e branco só se podiam mesmo queixar deles próprios quanto à vantagem mínima. A qualidade estava lá. Procurava-se era pontaria… mas a mesma teimou em não aparecer, e o regresso aos balneários foi feito mesmo com o marcador intacto deste os sete minutos de jogo.

A segunda parte não começou muito diferente do que a primeira. Logo aos 48 minutos, uma bola “traiçoeira” aproveitada por Palhinha começou por sentenciar este recomeço de partida para o Belenenses SAD, com o 2-0 para a equipa da casa. Depois do segundo tento, o Sporting CP continuava a encontrar buracos na defensiva adversário. Paulinho não esteve tão bem na finalização em alguns desses momentos, mas sim a acrescentar muito à construção do jogo leonino para criar perigo.

Palhinha e Matheus Nunes encheram o meio-campo e foram importantíssimos nas variações de flanco, muitas vezes a potenciar perigo nas alas. Um claro upgrade neste caudal ofensivo leonino, onde parecem haver mais certezas depois de uma grande época verde e branca. Para já, é seguro dizer: dá gosto ver este Sporting CP jogar. Uma equipa que parece já estar oleada à terceira jornada. Mais uma prova de que o que pesa mais não é a época atual, mas sim o projeto? Dá que pensar. O marcador manteve-se o mesmo, mas, aos 88′, ainda houve algo por contar: Taira viu cartão vermelho direto por entrada muito dura sobre Palhinha.

 

A FIGURA

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Palhinha – Que gosto dá ver Palhinha jogar! O jogador conseguiu encher muito do meio-campo leonino. Nota também para o “obreiro” Matheus Nunes, que permitiu que o seu colega tivesse liberdade esta noite. Destaque ainda para Rúben Vinagre. Gostei do que vi: excelente no drible e exímio a servir os colegas em campo na finalização. Já vai deixando boas indicações.

 

O FORA DE JOGO

Belenenses SAD
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Nuno – O conjunto de Petit poderia bem ser eleito o fora de jogo deste encontro. Ainda assim, Pedro Nuno surge em clara evidência pelos piores motivos. Voltar de uma longa lesão pesa e isso, hoje, notou-se em campo. Esteve muito apagado no jogo e acabou por sair mesmo aos 62 minutos de jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Rúben Amorim promoveu duas trocas em relação ao último duelo frente aos bracarenses. Saíram Feddal e Jovane Cabral para darem lugar a Luís Neto e Nuno Santos, respetivamente, mantendo o 3-4-3.

O Sporting CP esteve muito confortável em todo o terreno de jogo, com posse, com oportunidades, mas insistia em ir pecando na finalização. A facilidade com que o Sporting CP chegava ao último terço chegava até a ser constrangedora e o 1-0, a certa altura, mostrava-se para lá de curto. Com rocessos simples, em que destaco as excelentes combinações entre Nuno Santos e Rúben Vinagre pelo lado esquerdo, o Sporting CP ia impondo o ímpeto ofensivo. E deixem-me só dar a nota: alguém que verifique a regra e o esquadro de certeza escondidos por Vinagre em campo. Que qualidade e precisão nos cruzamentos! Faltava mesmo era afinar a pontaria.

E, por falar de pontaria, Paulinho saiu de campo, na minha opinião, injustiçado. Acrescentou bem mais ao jogo do que possa parecer à partida. Palhinha e Matheus Nunes estiveram fulcrais nas viragens de flanco, que criavam desequilíbrios quase certos pelas alas.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Coates (6)

Palhinha (9)

Matheus Nunes (8)

Nuno Santos (7)

Neto (6)

Rúben Vinagre (8)

Paulinho (7)

Gonçalo Inácio (6)

Pedro Gonçalves (5)

Ricardo Esgaio (6)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Mendes (5)

Pedro Porro (5)

Jovane (5)

Daniel Bragança (-)

Tiago Tomás (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses SAD entrou com três alterações no onze inicial. Entraram para as escolhas iniciais Pedro Nuno, Chico Teixeira e Afonso Sousa. Saíram então das contas iniciais os atletas Cassierra, Lukovic e Nilton Varela.

Num 5-4-1 e numa clara organização defensiva, o Belenenses SAD estava a conseguir três coisas: defender, defender, defender. E, bem, digamos que pouco mais do que isso. Sem confiança para sair para o ataque, o meio-campo ofensivo do conjunto de Petit mostrava-se uma miragem. O extra jogo tem de pesar quando olhamos para o Belenenses SAD, tendo em conta o “desfalque” sofrido por esta equipa, e este jogo mostrava uma clara evidência: é obrigatório reforçar este plantel.

A segunda parte surgiu com poucas diferenças. Petit ainda tentou refrescar a equipa cedo, mas sem efeito. Lukovic entrou numa clara tentativa de travar as subidas de João Palhinha, que estavam a ser uma constante esta noite.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Luiz Felipe (6)

Diogo Calila (5)

Tomás Ribeiro (6)

Pedro Nuno (4)

A. Sousa (5)

Danny (6)

Ndour (5)

Chico (5)

Cafú (5)

Chima (5)

Boni Trova (4)

SUBS UTILIZADOS

Lukovic (5)

Mota (5)

Taira (-)

César Sousa (-)

Nilton Varela (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Paulinho, hoje, pecou na finalização, mas dá cada vez mais ao jogo. Outro dos pontos fortes tem sido a facilidade com que Matheus Nunes e Palhinha variam o flanco e provocam desequilíbrios nas alas. Ainda é cedo para falar, mas acha que este Sporting CP parece um claro upgrade ao nível ofensivo em relação à época passada?

Rúben Amorim: “Tem mais rotinas, tem mais crescimento, tem mais jogos. Os jogadores estão mais experientes. Mas não podemos deixar de olhar para o contexto do jogo. Um Belenenses SAD que mudou muitos jogadores, muitos deles jovens que vêm de divisões inferiores, sem tanta experiência. E nós com um título, com o público, faz uma diferença enorme a ajudar a equipa. Foi uma vitória, vale três pontos. Estamos melhores. Os jogadores conhecem-se melhor. Agora, temos também de olhar para o rival e perceber o contexto. Eu acho que está melhor, mas há muito trabalho a fazer”.

Belenenses SAD

BnR: Uma das primeiras mexidas da sua equipa levou à entrada de Lukovic. Procurou, com esta entrada, tentar de alguma forma travar as investidas de João Palhinha, que estava a ser um dos melhores em campo naquela altura?

Petit: “Foi por aí, mas também o desgaste do Pedro Nuno, que não jogava já há algum tempo. Estava a haver ali algum espaço entre linhas e tínhamos pouca intensidade, pouca agressividade nos portadores da bola. Mas sem dúvida que o jogo do Sporting CP gira muito à volta de Palhinha. Jogadores como ele e como o Matheus Nunes. Quando não estás na melhor condição física, tentamos dar mais intensidade e pressão no portador da bola“.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Gil Vicente FC 0-2 SL Benfica: A chave esteve no (8)4

A CRÓNICA: DEPOIS DOS GOLOS ANULADOS, O ALÍVIO E O GOLAÇO

Após a vitória caseira a contar para a primeira mão dos playoffs da Champions League perante o PSV (2-1), a águia – em vígilia e alta-rotação – deslocou-se a Barcelos e venceu de forma justa o Gil Vicente FC por 0-2, com o golo inaugural do número 4 (Veríssimo), ao minuto 84.

O jogo, algo característico de uma equipa grande versus uma “pequena”, teve o suspiro de alívio da águia apenas ao minuto 84 através de um remate de Lucas Veríssimo, sendo que a nota artística apareceu já perto do fim através dos pés de Grimaldo.

A revolução no “11” inicial do SL Benfica traduzia-se em seis alterações, em comparação com o jogo de a meio da semana diante do PSV.  Um dado esclarecedor do cansaço físico de algumas peças chave de Jorge Jesus. Entraram Gilberto, Gil Dias, Meité, Adel Taarabt, Gonçalo Ramos e Everton Cebolinha para os lugares de Diogo Gonçalves, Weigl, João Mário, Pizzi, Rafa e Grimaldo.

Do lado gilista, destaque apenas para uma alteração aquando do último jogo em Portimão: entrou Bilel e saiu Francisco Navarro, sendo que o jogador espanhol apenas saiu do “11” inicial por culpa de uma lesão de última hora.

A partida começou como esperado. O SL Benfica assumiu as rédeas, manteve a estrutura que lhe confere mais segurança (3-5-2) e dispôs das melhores oportunidades ao longo dos primeiros 45 minutos. O minuto dez, sublinhe-se, foi o minuto chave do primeiro tempo. Primeiro, Taraabt atirou ao poste num remate que levava selo de golo, depois foi Gilberto a introduzir a bola dentro da baliza. No entanto, o lateral brasileiro estava em fora de jogo, numa cabeçada que – caso fosse validada – asseverava outra tranquilidade para o resto da partida.

A equipa da casa manteve-se fiel às suas dinâmicas, foi objetiva e sempre bem organizada nos dois momentos do jogo, ainda que Ricardo Soares tenha passado por vários sustos durante o primeiro tempo.

Fujimoto – na zona central – era quem oferecia maiores certezas e discernimento com bola, ao passo que, Bilel acabava por ser o mais solicitado, conseguindo invariavelmente aproveitar o espaço deixado no corredor por parte de Gil Dias.

Apesar disso, foi sempre a turma de Jorge Jesus a mais perigosa, com destaque para Cebolinha, ao passo que, o internacional brasileiro criou o pânico entre linhas, principalmente quando ocupava zonas mais interiores, baralhando as marcações dos gilistas.

Na segunda parte, a toada foi a mesma: SL Benfica quase sempre com bola e o Gil Vicente FC atrás dela. O inevitável teimava em não acontecer, isto é, o golo dos forasteiros, contudo, foi apenas mera procrastinação. Depois de várias ameaças, entre as quais de Gonçalo Ramos, Pizzi, João Mário, Yaremchuk (golo invalidado), o suspiro de alívio dos benfiquistas surgiria por intermédio de Lucas Veríssimo, num remate onde o (quase) indefensável Kritciuk não teve qualquer hipótese de defesa.

Como se costuma dizer na gíria: o primeiro custa sempre a entrar…sendo que foi apenas ao minuto 84 que o SL Benfica conseguiu abrir as hostes: Pizzi, através de um remate cruzado, fez a bola chegar a Lucas Veríssimo, que só teve de receber a bola e colocar a bola na direção oposta do guarda redes do Gil Vicente FC.

Depois foi Grimaldo – entrado na segunda parte – a fechar as contas finais com um golo de nota artística, indefensável para o guardião gilista.

Com este resultado, o SL Benfica isola-se temporariamente no primeiro posto do campeonato, enquanto o Gil Vicente FC mantém os mesmos 6 pontos e quebra, deste modo, a invencibilidade no campeonato.

 

A FIGURA
Lucas Veríssimo custou 6,5 milhões ao SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Lucas Veríssimo – Neste jogo podíamos nomear uma série de jogadores, entre eles o guardião do Gil Vicente FC, mas o central brasileiro revelou-se, novamente, absolutamente determinante nos dois lados do campo. Defensivamente esteve intransponível e, ofensivamente, foi decisivo pelo golo inagural que executou.

 

O FORA DE JOGO

Adel Taraabt – Uma ação positiva – bom remate ao poste -, mas o resto da partida foi realizado a um nível muito inferior ao desejável. O médio voltou a demonstrar que não revela o critério/discernimento desejável para estar presente num meio campo a dois, e que não aufere as bases necessárias para ser um “8” neste SL Benfica de Jorge Jesus.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A equipa comandada por Jorge Jesus alinhou num 3-5-2 que se traduzia, em concreto, num 3-1-4-2, com Meïté a servir como um “tampão”, à frente dos centrais, e como salvaguarda de Taraabt e da dupla de pontas de lança (Ramos e Yaremchuk).

A equipa do SL Benfica foi absolutamente demolidora no momento da transição defensiva e deteve, na maior parte do tempo, a posse de bola, o que simultaneamente significou uma águia bem mais ativa em jogo posicional ofensivo. Com Taraabt em dia “não”, foi Cebolinha – a aparecer entre linhas – o principal desiquilibrador.

Na segunda parte, a equipa da Luz apresentou-se (ainda) mais expedita e, já com João Mário e Pizzi em campo, muito raramente se perdia uma jogada, o que obrigou a uma descida abrupta das linhas gilistas. Era assim, com critério e com muitos homens no último terço, que o SL Benfica massacrava o Gil Vicente FC.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (6)

Gilberto (4)

Otamendi (6)

Lucas Veríssimo (9)

Morato (7)

Gil Dias (5)

Meïté (6)

Adel Taarabt (3)

Everton (8)

Gonçalo Ramos (6)

Yaremchuk (6)

 SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Pizzi (6)

João Mário (6)

André Almeida (6)

Grimaldo (8)

Darwin (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

A alinhar no 4-3-3 habitual, a equipa orientada por Ricardo Soares manteve a mesma estrutura e os mesmo princípios “de sempre”. Organizados, pragmáticos nos momentos com bola e muito conscientes das tarefas individuais a realizar dentro de campo.

Fujimoto era quem se dava mais ao jogo para desiquilibrar as linhas defensivas encarnadas, contudo, nem sempre aparecia solto de marcação, o que obrigava Murilo ou Samuel Lino a baixarem para oferecer apoio aos médios gilistas.

Como referido anteriormente, o Gil Vicente FC procurava em organização ofensiva atrair por dentro, para depois explorar os espaços livres nos corredores. Pedrinho e Vítor Carvalho eram fundamentais neste processo, no entanto a pressão encarnada fustigava muito os portadores da bola, o que levou inúmeras vezes à típica ‘bola para a frente’.

Defensivamente, a equipa de Ricardo Soares pressionou esporadicamente a primeira fase de construção do SL Benfica, e alinhou num 4-3-3 com as referências ofensivas a pressionarem os três centrais de Jorge Jesus. Ainda assim, na maioria do tempo, Ricardo Soares procurou defender recuado num 4-4-2 bem junto, de forma a obstruir o espaço na zona central do terreno.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (7)

Zé Carlos (5)

Lucas (6)

Rúben Fernandes (6)

Talocha (6)

Vítor Carvalho (6)

Fujimoto (7)

Pedrinho (5)

Murilo (6)

Samuel Lino (6)

Bilel (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Marcelo dos Santos (5)

Hackman (6)

Aburjania (5)

Matheus Bueno (5)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Gil Vicente FC

BnR: Boa noite Míster. Já referiu que o SL Benfica teve mérito e empurrou o Gil Vicente FC para atrás, mas sente que a derrota é essencialmente por culpa daquilo que o Gil Vicente FC não conseguiu produzir com bola e, nomeadamente, em jogo posicional ofensivo?

Ricardo Soares: “O jogo posicional esteve lá, nós conseguimos circular. É verdade que não estou totalmente satisfeito, porque não conseguimos impor o nosso jogo. Mas reparem, normalmente as equipas que jogam contra o SL Benfica têm 25%/30% de posse de bola. Nós, na primeira parte, conseguimos 44%. Atendendo às diferenças de uma equipa e da outra, fizeram um trabalho extraordinário”.

SL Benfica

Não foi possível colocar questões ao míster Jorge Jesus.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Gil Vicente FC 0-2 SL Benfica: Os defesas são o melhor ataque

A CRÓNICA: AS ESTRELAS SÃO O “3” E O “4”

O SL Benfica deslocou-se em modo poupança a Barcelos e amealhou a terceira vitória em outros tantos jogos na Liga Portuguesa 2021/22. Perante um Gil Vicente FC amorfo ofensivamente, mas bem organizado defensivamente – e com um grande Kritciuk – as águias sofreram para vencer, mas saíram mesmo com os três pontos após uma vitória por 2-0, com golos de autoria inesperada.

Os primeiros dez minutos foram mornos, mas, precisamente ao minuto dez, o SL Benfica deu duas pancadas no gongo e acordou a partida. Por gongo entenda-se ferros da baliza minhota. Primeiro Taarabt, com um remate colocado, e depois Gilberto, com um cabeceamento à entrada da pequena área, fizeram estremecer a baliza à guarda de Kritciuk.

Gilberto conseguiu ainda aparecer na recarga ao próprio cabeceamento e colocou mesmo o esférico para lá da linha de baliza. Todavia, um fora de jogo tirado a Everton – que havia estado na assistência – impossibilitou que o lateral brasileiro vestisse a máscara que caracteriza os seus festejos.

Também o Gil Vicente FC acordou para o jogo. Nos minutos sequenciais, os pupilos de Ricardo Soares testaram Vlachodimos em duas ocasiões, tendo o grego respondido com sucesso. Do outro lado, o guardião barcelense também respondeu bem a novo remate perigoso de Taarabt (desta feita, na forma de um livre direto).

Com o minuto 35 a aproximar-se, Yaremchuk apareceu pela primeira vez com bola em zona de finalização. Bem servido por Everton, o ucraniano atirou de canhota por cima do ombro de Kritciuk, mas também por cima da trave. Viria a ser o último momento de perigo para qualquer um dos lados da contenda no primeiro tempo.

Felizmente, a emoção na segunda parte chegou cedo. Logo no primeiro minuto, Gonçalo Ramos recebeu na direita de Gilberto, fletiu para dentro em drible e rematou de pé esquerdo para uma defesa esforçada de Kritciuk. Estava lançado o mote para o sufoco dos visitantes aos minhotos.

Com uma dezena de minutos jogados na segunda metade, novo golo anulado aos homens da capital. Yaremchuk foi apanhado em posição irregular no momento do cruzamento que lhe havia sido dirigido e a que havia correspondido de primeira. O Gil Vicente FC suspirou de alívio.

Momentos mais tarde, os homens de Ricardo Soares conseguiram, pela primeira vez em 15 minutos de segunda parte, sair do colete-de-forças em que estavam inseridos e obrigaram mesmo Vlachodimos a uma defesa apertada com as pernas. Defesa apertada cá, defesa apertada lá. Quatro minutos depois, Ramos deu a cabeça à bola bombeada por João Mário para a área e viu Kritciuk negar-lhe o tento inaugural.


O lance periclitante seguinte tardou, mas chegou. Aos 82 minutos, uma bola perdida na grande área e rematada por João Mário. Golo? Não, disse pela enésima vez Kritciuk. Contudo, um singelo minuto mais tarde, o guardião caseiro já não pôde negar o golo às águias. Na sequência do canto cedido pela defesa de Kritciuk, Lucas Veríssimo ficou pela área. Aí, o “4” das águias intercetou um remate fraco de Pizzi, inteligentemente, e rematou, imprimindo à bola melhores condições do que aquelas que esta havia recebido do médio português. Estava desfeito o empate.

Cinco minutos mais tarde, o SL Benfica deixava também desfeito o Gil Vicente FC. Passe de Ramos para Grimaldo e remate fantástico e indefensável do lateral espanhol, a 35 metros (mais metro, menos metro) da baliza. O “3” das águias selava assim o 2-0, resultado merecido e ajustado às incidências da partida, uma vez que premiou a insistência dos visitantes e castigou a passividade dos visitados.

 

A FIGURA

Kritciuk – Apesar da derrota, do bom jogo de Meité e de mais uma grande exibição de Lucas Veríssimo, o guardião do Gil Vicente FC convenceu-me a atribuir-lhe o prémio de Figura BnR.

Foram inúmeras e de grande qualidade (e dificuldade) as defesas do russo, que permitiram que os gilistas estivessem dentro do resultado até aos 83 minutos, mesmo estando fora do jogo toda a segunda parte.

 

O FORA DE JOGO

Segunda parte gilista – Praticamente não houve Gil Vicente FC na segunda metade da partida, sobretudo em termos ofensivos. A partir dos 75 minutos, os homens de Ricardo Soares apresentaram a sua resignação e mudaram mesmo para uma linha de cinco defesas, baixando o bloco e defendendo um ponto que acabaram por deixar fugir.

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Os gilistas viram-se privados de Fran Navarro já em período de aquecimento. A ausência do avançado mais fixo aumentou a necessidade dos visitados em apostar numa frente ofensiva mais móvel e dinâmica. Com o precioso auxílio de Fujimoto, os homens mais adiantados (Lino, Bilel e Murilo) procuraram várias tabelas e jogadas combinativas, alinhando próximos uns dos outros em diversos momentos.

Com Bilel na direita e Murilo na esquerda, cabia a Lino marcar presença no centro do ataque (ainda que as dinâmicas barcelenses potenciassem trocas de posição entre os três). Fujimoto era quem tomava para si as batutas, aproximando-se com bola de um dos homens da dianteira gilista, em particular Bilel, uma vez que era o direito o corredor predileto dos minhotos para as suas ofensivas.

No momento ofensivo, o 4-3-3 dos gilistas era mais decalcado, transformando-se habitualmente num 4-4-2 na hora de defender, com Fujimoto a auxiliar Samuel Lino (regra geral, ainda que também os dois extremos/alas tenham desempenhado o papel) na primeira linha de pressão.  Com a saída de Fujimoto e a entrada de Hackman, os gilistas passaram a alinhar num 5-4-1, com Murilo a assumir o lugar mais adiantado do esquema.

Além do novo sistema, também a postura minhota em campo sofreu alterações. Os gilistas compactaram e baixaram o bloco, procurando estarem mais resguardados e ignorando a procura ativa e clara do golo da vitória.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (8)

Zé Carlos (5)

Lucas Souza (5)

Rúben Fernandes (6)

Talocha (5)

Vítor Carvalho (5)

Pedrinho (5)

Fujimoto (7)

Murilo (6)

Samuel Lino (6)

Bilel (5)

SUBS UTILIZADOS

Hackman (5)

Matheus Bueno (5)

Aburjania (-)

Marcelo dos Santos (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

As águias mantiveram o seu 3-4-3, com a maior das novidades a ser a utilização de Gonçalo Ramos como extremo-direito (com Everton do lado esquerdo, ladeando Yaremchuk). O jovem português e o virtuoso brasileiro procuravam movimentos e terrenos interiores, com naturalidade, procurando beneficiar da posição mais fixa do ucraniano.

Os movimentos de Ramos permitiam as investidas com profundidade de Gilberto pela ala direita, algo que não era mimetizado com tanta regularidade do lado contrário: Gil Dias buscava inserir-se mais por dentro do que alcançar a linha de fundo para o um para um ou para o cruzamento (ainda que o tenha feito algumas vezes). Já Meité e Taarabt abandonavam várias vezes o duplo pivô no momento ofensivo.

Assim, o francês assumia a posição de “6” e o marroquino a de “8” de forma bem clara. No momento defensivo, no entanto, as órbitas de ambos já se aproximavam, tentando as águias contrariar o meio-campo a três dos homens de Barcelos. Destaque para a abrangência de posicionamento do “11” do SL Benfica, que funcionou como limpa-para-brisas nos momentos sem bola dos lisboetas, em particular nas transições defensivas.

O momento sem bola dos encarnados beneficiou muito da capacidade que as águias demonstraram na pressão alta, com os dois médios a atuarem muito subidos, tanto na construção, quanto na destruição. Com a saída de Yaremchuk, Ramos foi transplantado da direita para o centro do ataque, ficando ladeado por Everton e Pizzi. Mais tarde, a entrada de Darwin levou as águias a jogarem num 3-5-2, com o uruguaio a alinhar com Ramos em cunha no ataque, e Pizzi a ser o terceiro médio.

 

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (6)

Gilberto (5)

Lucas Veríssimo (8)

Otamendi (6)

Morato (6)

Gil Dias (5)

Meïté (7)

Taarabt (5)

Everton (5)

Gonçalo Ramos (6)

Yaremchuk (5)

SUBS UTILIZADOS

André Almeida (5)

Pizzi (5)

João Mário (5)

Grimaldo (6)

Darwin (5)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Sporting CP x Belenenses SAD: Petit e os seus pupilos querem voltar a incomodar os leões em Alvalade

Primeira Liga: Sábado, 20h30, 21 de Agosto de 2021
ANTEVISÃO: PETIT PRONTO PARA VOLTAR A ROUBAR PONTOS

Depois de dois encontros na pré-temporada, Sporting CP e Belenenses SAD voltam a defrontar-se, mas, desta vez, há pontos em disputa. Na época passada, a formação de Petit foi uma das poucas a conseguir levar pontos de Alvalade. Rúben Amorim está certamente determinado a não deixar que o cenário se repita.

OS LEÕES NA PRÉ-ÉPOCA LEVARAM A MELHOR O DUELO FRENTE À TURMA DE PETIT. PODEM REPETIR O RESULTADO AGORA NA LIGA E CONTINUAR INVICTOS? APOSTA JÁ EM BET.PT!

A equipa da Belenenses SAD procura pontuar pela primeira vez neste campeonato. Depois de duas derrotas consecutivas, a primeira frente ao FC Porto e a segunda contra o CS Marítimo, os comandados de Petit vão fazer os máximos para não continuar com a senda de derrotas. Levam um golo marcado e quatro sofridos.

Já o Sporting CP precisa dos três pontos para não se atrasar na corrida ao título. Os triunfos frente ao recém-promovido FC Vizela e ao SC Braga permitem aos leões liderar a tabela classificativa, com cinco golos marcados e um sofrido.

Nos dois embates de pré-temporada houve sempre golos. Tanto um, como o outro, deram vitória dos leões. O primeiro, em Alcochete, ficou 1-0, com golo de Joelson Fernandes. Já o segundo ficou 2-1. O Sporting CP adiantou-se no marcador com um autogolo de Sandro, que teve um dia para esquecer, ele que, depois do golo da igualdade apontado por Alioune Ndour, cometeu uma grande penalidade para Jovane converter no 2-1 final.

Petit espera uma mudança de atitude depois de um resultado inesperado frente aos insulares. Esperam-se algumas trocas e talvez até uma mudança de sistema tático (regresso ao 3-4-3 da época passada), e ainda uma equipa motivada em busca de um ponto de viragem, depois de duas jornadas a perder. Os leões entram na máxima força para o encontro, pois Amorim vai poder contar com todos os jogadores do plantel. Nuno Mendes está de regresso e pode ser opção.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Rúben Amorim estreou-se como treinador na primeira liga com uma vitória por 7-1 frente ao Belenenses SAD. Soma duas vitórias e dois empates em quatro jogos.
  2. Petit, nos 13 jogos em que defrontou o Sporting CP, nunca venceu. Empatou quatro vezes e perdeu nove.
  3. Sporting CP nunca perdeu com o Belenenses SAD (desde 2018, aquando da mudança de nome e da estrutura do clube).
  4. Os clubes ainda só se encontraram na Liga, tendo o Sporting CP vencido cinco dos seis encontros que disputaram. O outro deu empate.
  5. No total de confrontos, o Sporting CP soma 19 golos marcados. O Belenenses SAD leva seis tiros certeiros.
  6. Nas partidas entre estas formações houve sempre pelo menos dois golos.
  7. A vitória mais expressiva dos leões em casa foi um 2-0, na época de 2019/2020.
  8. O resultado mais comum em Alvalade entre estas duas equipas, a contar para a Primeira Liga, e que se repetiu por duas vezes, é o 2-1 a favor do clube leonino.
  9. Os jogadores com mais golos marcados em duelos entre estas duas equipas são Bruno Fernandes (atual jogador do Manchester United FC) e Jovane Cabral, jogador que se pode isolar na lista dos artilheiros já este jogo, ambos com três remates certeiros.
  10. Do lado do Belenenses SAD, Matteo Cassierra e Licá, com dois golos, são os jogadores que mais vezes fizeram as redes de Alvalade balançar.

 

JOGADORES A TER EM CONTA
Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jovane Cabral (Sporting CP) – É o melhor marcador do Sporting CP no frente a frente com o Belenenses SAD. Conta com três tentos, um deles na época passada, tendo voltado a faturar em um dos dois jogos de pré-época contra os comandados de Petit. Esteve em destaque na última jornada diante do SC Braga, tendo marcado e assistido. Petit vai ter de alertar os seus jogadores.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Alioune Ndour (Belenenses SAD) – O jovem senegalês, de 20 anos, está a integrar a equipa ‘A’ do Belenenses SAD pela primeira época e é, até ao momento, o único jogador da formação de Petit presente na lista de marcadores da Primeira Liga. Marcou o único golo apontado pela equipa nas duas jornadas disputadas. Na pré-temporada, marcou num amigável frente à AS Roma de José Mourinho, num jogo que terminou 3-1 a favorecer os romanos. E foi ele também o único a conseguir fazer as redes dos leões balançar nos dois jogos amigáveis que o Sporting CP e a Belenenses SAD disputaram na pré-época. A defesa do Sporting CP vai ter de estar atenta.

 

XI’S PROVÁVEIS

Sporting CP (3-4-3): Adán; Inácio, Coates, Feddal; Vinagre, Palhinha, Matheus Nunes, Ricardo Esgaio; Pedro Gonçalves, Paulinho e Jovane.

Treinador: Rúben Amorim

“Ter todos os jogadores à disposição aumenta logo a intensidade dos treinos. A competição entre eles é muito saudável, mas palpável. Aumentando a competitividade dos treinos, certamente irá aumentar a qualidade de jogo. É um fator importante para sermos mais fortes”.

Belenenses SAD (3-4-3): Luiz Felipe; Thibang Phete, Chima Akas, Tomás Ribeiro; Diogo Calila, Afonso Sousa, Trova Boni, Nilton Varela; Alioune Ndour, Mateo Cassierra e Pedro Nuno.

Treinador: Petit

“Muitos destes jogadores estão a dar os primeiros passos na I Liga. Já defrontaram o Sporting CP duas vezes, em Alcochete e no Algarve, e poderão estar mais soltos em Alvalade, agora com público. Esperamos uma boa resposta. A pressão está mais do lado do Sporting CP”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SPORTING CP 2-0 BELENENSES SAD

 

Artigo com opinião de Miguel Rodrigues

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

CF Estrela da Amadora 3-1 SC Farense: “Remontada” à Moda da Amadora

A CRÓNICA: APÓS ENORME ESPERA, O ESTRELA CONSEGUIU COLOCAR MUITA BOLA NA REDE

Numa reedição da final da Taça de Portugal de 1990, CF Estrela da Amadora e SC Farense encontraram-se na terceira jornada da II Liga, com ambas as equipas à procura da primeira vitória na competição.

Essa vontade de vencer foi notável desde o primeiro minuto, já que as duas equipas tentavam (e conseguiam) chegar com perigo às áreas adversárias. No entanto, a equipa de Faro tinha mais critério quando possuía a bola e começou a assustar a baliza defendida por Vítor São Bento. O CF Estrela da Amadora sentiu o ascendente da equipa visitante e começou a falhar muitos passes a meio-campo.

Aos 17 minutos, o SC Farense chegou ao golo: enquanto Abner arrancava pela esquerda, quatro jogadores do SC Farense acercavam-se da área adversária; após um cruzamento e um remate desviado, o esférico sobrou para Pedro Henrique que, desmarcado, atirou a contar.

O SC Farense estava mais confortável no jogo, mas, ao minuto 21, tudo mudou: Bura fez uma entrada impetuosa e recebeu ordem de expulsão. O SC Farense perdia assim o seu jogador mais influente na partida, até àquele momento.

A partir desse minuto, o CF Estrela da Amadora apontou todas as suas armas à baliza algarvia, com Miguel Rosa a destacar-se devido ao seu esforço e intervenções positivas. Ainda assim, a vantagem do SC Farense manteve-se até ao intervalo.

Na retoma da partida, a equipa da casa quis manter o pé no acelerador, mas até foi o SC Farense que esteve mais perto do golo por mais do que uma vez, sempre através de Pedro Henrique, Mayambela e Fabrício Isidoro. Vítor São Bento, com duas boas defesas, manteve o CF Estrela da Amarora no jogo.

Aos 62 minutos, ocorreu nova expulsão de um jogador visitante: Paulinho ia-se isolar perante Defendi, mas foi travado por Cláudio Falcão, que recebeu o vermelho direto.

Pouco depois, Rui Santos fez entrar Tipote para o lugar de Matheus Dantas, colocando assim toda a carne no assador.

A espaços, mesmo com nove jogadores, o SC Farense estava confortável na partida, mas a resitência não durou para sempre. Em quatro minutos, o CF Estrela da Amadora deu a volta à partida, através de excelentes remates de Tipote e Diogo Pinto, levando o Estádio José Gomes à loucura. Na sequência do segundo golo, Alex Pinto foi expulso, deixando assim reduzida a equipa do SC Farense a oito jogadores.

O CF Estrela da Amadora não podia estar mais confortável na partida e, aproveitando a larga vantagem numérica, chegou ao terceiro golo, novamente através de Diogo Pinto, que finalizou uma jogada de belo efeito.

 

A FIGURA

Diogo Pinto – Discreto na primeira parte, herói na segunda. Depois de 80 minutos a perder, o CF Estrela da Amadora conquistou a primeira vitória do campeonato com três golos na ponta final do jogo. E dois deles saídos dos pés de Diogo Pinto. Este foi o seu momento e a “estrela” Diogo Pinto brilhou no Estádio do José Gomes, colocando o público ao rubro.

O FORA DE JOGO
Fonte: Zito Delgado / Bola na Rede

Lubega – Entrou em campo como ponta de lança, junto de Xavi, mas foi dos jogadores menos influentes e interventivos do CF Estrela da Amadora. Pouco contribuiu no processo ofensivo, o que naturalmente lhe valeu a substituição prematura, aos 58 minutos.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA DA AMADORA

Na terceira jornada do campeonato, o CF Estrela da Amadora, de Rui Santos, apostou num clássico 4-4-2, com foco na primeira vitória da época, mas a sua entrada no jogo não foi a melhor. Pouca fluidez, dificuldades na construção de jogo e na ligação entre setores. Todavia, ainda deu sinais de crescimento e de melhoria no primeiro tempo, com uma construção de jogo paciente e pouco arriscada.

Na generalidade da segunda parte, mesmo com vantagem numérica, a equipa da casa não impôs o seu verdadeiro futebol. Contudo, o minuto 81 chegou e o desenlace do jogo seria completamente diferente do que se adivinhava. Depois de uma série de remates perigosos, entrou o primeiro golo da equipa tricolor e, quatro minutos depois, deu-se a “remontada” icónica à moda da Amadora.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vítor São Bento (7)

Edu Duarte (6)

Matheus Dantas (6)

Mamadou Traoré (6)

Sérgio Conceição (7)

Diogo Pinto (9)

Aloísio (6)

Chapi (7)

Miguel Rosa (7)

Lubega (5)

Xavi (6)

SUBS UTILIZADOS

Tipote (8)

Fabrício (6)

Mamandu Cande (7)

Horácio Jau (6)

Paulinho (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

Diretamente de Faro, a turma do experiente Jorge Costa organizou-se num 4-3-3 invulgar. Até ao minuto 21, verificava-se um autêntico “triângulo” no meio campo algarvio: Bura mais recuado, com Amine e Fabrício Isidoro à sua frente. No entanto, o médio defensivo Bura foi expulso e as alterações táticas foram inevitáveis: 4-4-1 a defender (com Amine e Fabrício Isidoro a cobrirem a posição de Bura) e uma espécie de 4-2-3 a atacar. Não esquecer a importância dos laterais que, projetados nas alas, são muito interventivos no ataque do SC Farense.

Dada a inferioridade numérica e a vantagem mínima no marcador, a equipa do SC Farense foi à luta com uma linha de cinco defesas na esperança de defender o resultado. Não ia ser nada fácil, pois o SC Farense acabaria por ficar reduzido a nove jogadores, depois de Cláudio Falcão ver a “cartolina” vermelha. Neste momento, é “estacionar o autocarro” e rezar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Defendi (6)

Abner (7)

Mancha (6)

Gut (6)

Alex Pinto (6)

Bura (5)

Amine (7)

Fabrício Isidoro (8)

Elves Baldé (6)

Pedro Henrique (8)

Paollo (7)

SUBS UTILIZADOS

Cláudio Falcão (5)

Mayambela (7)

Vasco Lopes (6)

Henrique (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF Estrela da Amadora

BnR: Boa tarde, míster. Durante o jogo, foi necessário fazer algumas alterações na equipa até o CF Estrela da Amadora entrar no caminho certo, dar a reviravolta e marcar os três golos. Que conclusões é que tira da equipa para o futuro, e o que pensa trabalhar e aprimorar para os próximos jogos?

Rui Santos: “O que eu penso e o que eu espero, e tenho a convicção, é que esta equipa vai crescer muito com a competição. Tem-se notado de jogo para jogo, os jogadores começam a adaptar-se cada vez melhor a esta II Liga, às situações. Nesta II Liga, para quem sai a perder é muito difícil dar a volta ao jogo. A nós infelizmente tem acontecido algumas vezes e eu penso que esta equipa tem tudo para crescer. Alguns dos nossos jogadores chegaram mais tarde, outros não estão na sua melhor forma, mas eu acho que esta equipa, daqui a um ou dois meses, será uma equipa muito mais competente e tenho a certeza de que estes jogadores vão crescer com a competição”.

SC Farense

O treinador do SC Farense, Jorge Costa, não compareceu na conferência de imprensa.

Rescaldo de opinião de Afonso Santos e Diogo Reis

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

FC Internazionale Milano x Génova CFC: Seja bem-vinda de novo, Liga Italiana!

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Liga Italiana, Jornada 1: sábado, 17h30, 21 de agosto de 2021
ANTEVISÃO: NOVA EDIÇÃO DA SERIE A COM MUITA QUALIDADE E COMPETITIVIDADE À SUA ESPERA

Das cinco principais ligas europeias, somente uma ainda não começou: a Liga Italiana. Com o seu regresso iminente, o universo do futebol alinhar-se-á perfeitamente para mais uma bela temporada.

No Estádio Giuseppe Meazza, o FC Internazionale Milano e o Génova CFC encontram-se para dar o pontapé-de-saída da edição 2021/22. Uma edição que promete, e muito! A qualidade não desapareceu, a emoção ressurgiu e a competitividade multiplicou-se. No ano passado, a Liga Italiana foi eleita a melhor liga do mundo pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol). E agora? Agora, tem tudo para estar ainda melhor.

O CAMPEÃO INTER COMEÇA A SUA CAMINHADA PELA RENOVAÇÃO DO TÍTULO COM O GÉNOVA. PODERÁ JÁ COMEÇAR COM O PÉ DIREITO OU TERÁ TAREFA DIFÍCIL EM CASA? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Pensemos bem por partes. O FC Internazionale Milano, campeão em título, perdeu peças importantíssimas (Achraf Hakimi, Romelu Lukaku e Antonio Conte). O AC Milan pode repetir a história da sua campanha passada e talvez ser mais feliz. A Juventus FC de Cristiano Ronaldo anuncia um nome sonante para o comando técnico: Massimiliano Allegri. Pequeno lembrete que Allegri foi pentacampeão pela “Juve”, de 2014/15 a 2018/19.

Entretanto, a Atalanta BC e o SSC Nápoles apresentam mais do mesmo – duas equipas perigosas com números ofensivos absurdos. E claro, à corrida italiana juntam-se a S.S Lazio e a AS Roma, que contratam dois célebres treinadores: Maurizio Sarri e José Mourinho, respetivamente. Quem cortará a meta em primeiro lugar numa das maiores e mais competitivas pistas europeias?

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. A última vez que o “Inter” perdeu o seu primeiro jogo da temporada (em casa) foi em 2012 (6V e 2E).
  2. Davide Ballardini é o sétimo treinador dos rossoblù desde 2018.
  3. Nas últimas dez edições da Serie A, apenas Massimiliano Allegri registou mais vitórias (108) que Inzaghi, novo treinador dos nerazzurri.
  4. O Génova CFC é o quarto clube com mais campeonatos nacionais (nove), somente atrás da Juventus FC, AC Milan e Inter. Porém, não vence desde 1924.
  5. De 29 confrontos, a equipa de Milão apenas perdeu uma vez em sua casa (21V e 7E).
  6. No total dos seus 55 confrontos, o Inter é o claro favorito com 30 vitórias, 16 empates e apenas nove derrotas.
  7. 5-0 foi a maior vitória, em casa, do Inter contra o Génova CFC.
  8. O Génova CFC foi o vencedor da primeira edição do campeonato italiano, em 1898, continuando a corrente vitoriosa com seis taças em dez anos.
  9. O Génova CFC é precisamente o clube mais antigo de Itália (7 de setembro de 1893).
  10. Na temporada passada, o FC Internazionale Milano tornou-se campeão com 91 pontos – a segunda vez na história que consegue ultrapassar a marca dos 90.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Edin Dzeko (FC Internazionale Milano) – Agora sem Romelu Lukaku no plantel do “Inter” e com Lautaro Martínez indisponível, muitos olhos estarão postos na recente contratação, Edin Dzeko. Na sua passagem pela Liga Italiana, já leva 85 golos e aposto que tenciona aumentar a conta, agora com o emblema nerazzurri ao peito. Aos 35 anos, é um avançado nato, experiente e com veia goleadora, que poderá ser determinante contra o Génova CFC e para a subsequente temporada.

Milan Badelj (Génova CFC) – O patrão do meio-campo do Génova CFC. Na época passada, o médio croata foi uma peça-chave do “tabuleiro” tático de Davide Ballardini devido à sua inteligência posicional, interceção e controlo de bola. É um jogador que pode dar mais estabilidade à zona central e propiciar um melhor funcionamento da máquina rossoblù.
XI´S PROVÁVEIS

FC Internazionale Milano: Samir Handanovic, Alessandro Bastoni, Stefan de Vrij, Milan Skriniar, Ivan Perisic, Hakan Çalhanoglu, Marcelo Brozovic, Matteo Darmian, Nicolò Barella, Stefano Sensi, Edin Dzeko

Treinador: Simone Inzaghi: “Precisamos de começar bem. O Génova CFC é uma equipa organizada, tem um treinador muito bom e vai lutar com “unhas e dentes”. Estamos a defender o título de campeões esta época e vamos dar o nosso melhor em todos os jogos.“

 

Génova CFC: Salvatore Sirigu, Andrea Masiello, Davide Biraschi, Zinho Vanheusden, Filippo Melegoni, Hernani, Milan Badelj, Stefano Sturaro, Stefano Sabelli, Andrea Favilli, Goran Pandev

Treinador: Davide Ballardini: “Nós somos sérios, estamos motivados e queremos jogar uma boa partida contra, provavelmente, a equipa mais forte do campeonato”.

 

PREVISÃO DO RESULTADO: FC INTERNAZIONALE MILANO 2-0 GÉNOVA CFC

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Gil Vicente FC x SL Benfica | Gilistas querem voltar a ser carrasco

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Primeira Liga, jornada 3: sábado, 18h, 21 de agosto de 2021

ANTEVISÃO: ENCARNADOS À PROCURA DA SEXTA NO MINHO

É na ressaca da difícil vitória europeia que o SL Benfica se dirige ao Minho para encontro igualmente complicado: à sua espera estará um competentíssimo Gil Vicente FC dirigido por Ricardo Soares, equipa perigosa e que vem de uma vitória em Portimão pela margem mínima (0-1), conseguida em condições dificílimas pelo calor que se fez sentir no Algarve no último fim-de-semana. Um triunfo que os coloca no topo da tabela classificativa, com seis pontos em dois jogos.

JOGO ENTRE EQUIPAS INVICTAS E QUE PODE TER GOLOS E MUITA EMOÇÃO! FAZ AS TUAS ESCOLHAS E APOSTA JÁ NA BET.PT!

Com o clima mais ameno, apesar de igualmente solarengo, gilistas e encarnados encontrar-se-ão, este sábado, em Barcelos, no reencontro das duas equipas depois do 1-2 da segunda volta de 2020/21 – resultado que comprometeu a recuperação benfiquista na tentativa gorada de reentrar nas contas do título.

Foi este Gil de Ricardo Soares a dar a última estocada naquele SL Benfica, com Lourency e Léautey a assumirem-se como homens do jogo: o brasileiro deverá repetir a titularidade amanhã, enquanto que o francês está ainda a recuperar de uma intervenção cirúrgica.

É diferente em algumas coisas, [o SL Benfica 2020/21 do atual] não é na sua totalidade. Por exemplo, o SL Benfica está extremamente forte. Mas, quando fomos à Luz no ano passado, o SL Benfica estava extremamente forte. (…) O que é que difere esta equipa da do ano passado? É uma equipa mais forte no ganho de bola – hoje, SL o Benfica aproveita muito bem esse momento para ferir o adversário e é extremamente eficaz nesse momento. Quanto ao resto – em ataque apoiado, na transição defensiva, nas bolas paradas – penso que já o era no passado.”

Contextualizou Ricardo Soares na antevisão da partida, numa oportunidade que aproveitou para elogiar o seu colega de profissão. “ [O SL Benfica] Tem um excelentíssimo treinador, que eu aprecio especialmente. Foi e é um dos treinadores que me fez refletir e ser melhor treinador. Aprecio particularmente o trabalho de Jorge Jesus”.

Admiração que não passou ao lado do técnico benfiquista, que reconheceu as parecenças dos dois sistemas: Jesus comparou o futebol de minhotos e lisboetas, aproximando as equipas nas dinâmicas e posicionamentos de maneira sui generis. “Vejo coisas ali que eu digo assim: ‘Espera aí, já vi isto em algum lado’. Mas isso faz parte, temos sempre alguém que nos inspira quando estamos a começar a carreira de treinador.” E, irrepreensivelmente, devolveu os rasgados elogios de Ricardo Soares. “É um jovem técnico que está a mostrar muita qualidade”.

Jorge Jesus manifestou também agrado pela exibição de Morato frente ao PSV, deixando antever continuação do jovem brasileiro na titularidade, desta vez ao lado de Lucas Veríssimo – Otamendi, titular em todos os encontros até agora, deverá ficar a recuperar para o encontro decisivo na Holanda, o que, a juntar à lesão de Vertonghen, provocará a mudança para o 4-4-2, promovendo igualmente alguma rotação no plantel.

O árbitro indicado para o encontro será Nuno Almeida, coadjuvado por André Campos e Pedro Felisberto nas laterais, Marcos Brazão enquanto quarto árbitro e António Nobre e Pedro Martins no VAR. O Municipal de Barcelos deverá encher consoante a lotação permitida, dado que os bilhetes esgotaram na manhã desta sexta-feira: estão previstos 4000 adeptos, 600 deles vindos de Lisboa no apoio às águias.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. 45 embates entre as duas equipas: cinco vitórias dos gilistas, sete empates e 33 vitórias encarnadas;
  2. Em Barcelos, 21 jogosduas vitórias do Gil Vicente FC (1994-95 e 2000-01), 14 triunfos do SL Benfica e cinco empates;
  3. Maior vitória do Gil Vicente FC contra os lisboetas foi a de 2000-01: 3-0, obra de uma equipa comandada por Luís Campos, diretor-geral do Lille até dezembro último;
  4. Do outro lado, a maior vitória em Barcelos aconteceu no último ano da primeira passagem de Jorge Jesus pelo SL Benfica: 5-0, em 2014-15;
  5. Nesse jogo faturou Lima, o melhor marcador de sempre neste confronto, com sete golos em sete jogos;
  6. Quanto ao registo de Jorge Jesus versus gilistas, números positivos: num longo caminho de 22 jogos, que se iniciou em 1995-96 (empate a dois ao comando do FC Felgueiras), 12 vitórias, quatro empates e seis derrotas;
  7. Do lado contrário, Ricardo Soares quer aproveitar o balanço da vitória na Luz na temporada passada, a única frente ao SL Benfica na sua carreira: além dela, contam-se três derrotas e dois empates, num registo iniciado em 2016-17 ao comando do GD Chaves (derrota por 3-1);
  8. Opondo os técnicos, Jesus leva vantagem: quatro vitórias contra o tal 1-2 de há uns meses, na Luz – registo desequilibrado que se acentua na diferença de golos (11-3);
  9. Nuno Almeida não apita os encarnados desde a jornada 21 da temporada anterior (2-0 vs Rio Ave), e os gilistas desde a jornada 26 (derrota por 1-2 vs Moreirense);

10. É mais um reencontro entre Gil Vicente FC e João de Deus, treinador principal da equipa minhota em 2013-14, na qual conseguiu a manutenção com um 13º lugar.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Samuel Lino é a principal ameaça às redes do SL Benfica
Samuel Lino é a principal ameaça às redes do SL Benfica.
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Samuel Lino (Gil Vicente FC) – O vertiginoso extremo brasileiro é uma das figuras deste começo de época dos gilistas, com dois golos em duas jornadas de Primeira Liga.

Partindo da esquerda, explora todo o seu manancial técnico em todas as circunstâncias, sentindo-se à vontade com ou sem espaço – é com esta versatilidade que se associa eficazmente com Fujimoto, Lourency ou Fran Navarro, provocando combinações de elevado nível e dotando o futebol do Gil Vicente FC de uma nota artística singular.

Com 11 golos marcados em 2020/21, esperam-se números superlativos de Samuel Lino em 2021/22, numa época de total afirmação em contexto nacional. Tem apenas 21 anos.

 

Gonçalo Ramos reclama por mais oportunidades na equipa principal do SL Benfica.
Gonçalo Ramos deverá ser titular do SL Benfica hoje.
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Gonçalo Ramos (SL Benfica) – Com confiança redobrada neste início de temporada, só aparada pela chegada de Yaremchuk, Gonçalo Ramos assume-se no seio da equipa como primeira alternativa na frente de ataque.

Deverá ter nova oportunidade de início em Barcelos, permitindo o descanso do internacional ucraniano, para oferecer o que de melhor o seu jogo tem: disponibilidade física, coragem e atrevimento, que exponenciam a sua relação com o golo – interessará ao SL Benfica resolver cedo um jogo que se prevê trabalhoso, cabendo a Gonçalo boa porção dessa responsabilidade no acerto da finalização.

 

XI´S PROVÁVEIS

Gil Vicente FC: Kritciuk; Zé Carlos, Lucas Cunha, Rúben Fernandes e Talocha; Vítor Carvalho, Pedrinho; Bilel, Fujimoto e Samuel Lino; Fran Navarro.

Treinador: Ricardo Soares

Se é o momento para defrontar o SL Benfica? Para mim, enquanto treinador, todos os momentos são importantes quando se defrontam equipas desta dimensão: são estes jogos que nos fazem crescer, refletir e que nos preparam para um futuro ainda mais de sucesso”.

 

SL Benfica: Odysseas; Gilberto, Veríssimo, Morato e Gil Dias; Meité, Adel Taarabt; Everton, Pizzi e Waldschmidt; Gonçalo Ramos.

Treinador: Jorge Jesus

O grau de dificuldade em Barcelos foi sempre muito difícil. O Gil Vicente FC tem uma equipa que começou muito bem. Está na frente como o SL Benfica no campeonato português, que é muito competitivo”.

PREVISÃO DE RESULTADO: GIL VICENTE FC 1-2 SL BENFICA

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Moreirense FC 2-3 SC Braga: Golo tardio trai resistência cónega

A CRÓNICA: RICARDO HORTA APARECEU QUANDO O SC BRAGA MAIS PRECISAVA

O primeiro de dois duelos minhotos da terceira jornada da liga portuguesa opôs o Moreirense FC e o SC Braga, no Estádio Comentador Joaquim de Almeida Freitas. Duas equipas que não venceram na jornada passada e que pretendiam inverter o ciclo a que se apresentaram nesta partida. O SC Braga vinha de uma derrota por duas bolas a uma, frente ao campeão nacional Sporting CP, enquanto o Moreirense FC tinha empatado, já no centésimo minuto de jogo, nos Açores, frente ao CD Santa Clara.

Nuns primeiros 25 minutos com pouca agitação nas áreas, o SC Braga foi tendo mais bola, embora fosse uma posse mais lenta e previsível, principalmente efetuada no meio-campo defensivo. O Moreirense FC ia tentando sair em transição e foi assim que criou a primeira oportunidade de golo do jogo. Má abordagem de Raul Silva a meio-campo permitiu uma ultrapassagem de Rafael Martins, que cruzou para Pires e o avançado brasileiro viu o golo ser negado por Fabiano, já muito perto da baliza.

O SC Braga teve muitas dificuldades em criar perigo à baliza dos cónegos, mas, quando conseguiu, foi letal. Aos 37 minutos de jogo, falha no alívio de Steven Vitória, aproveitada por Mário González para atirar à baliza. Pasinato defendeu o remate forte do espanhol, mas Fábio Martins concretizou na emenda, com a baliza escancarada.

Ainda os adeptos estavam a festejar o primeiro, já o SC Braga tinha aumentado a vantagem. Jogada pela esquerda do ataque bracarense, a bola chegou a Galeno, que encontrou Iuri Medeiros solto de marcação, dentro da grande área e, com um remate em jeito com o pé esquerdo, chegou ao golo. O internacional sub 21 português, que já não jogava a titular desde o dia 29 de janeiro, quando se lesionou gravemente frente ao CD Santa Clara, emocionou-se depois do tento marcado.

A segunda parte iniciou-se e tivemos de esperar dez minutos para ver a primeira oportunidade de golo. Enorme passe de Tormena deixou Iuri na cara do guarda-redes, mas este já não teve forças para rematar em condições de fazer golo. O Moreirense FC, na resposta, poderia ter chegado ao golo por duas vezes, através de pontapés de canto. Primeiro, aos 58 minutos, Rafael Martins cabeceou ao poste e depois, aos 66, foi a vez de Steven Vitória ver o seu golo negado por Tormena, em cima da linha.

Aos 78 minutos de jogo, lançamento longo de Paulinho e Steven Vitória foi carregado na área, por Lucas Mineiro. Chamado à conversão da grande penalidade, o mesmo Steven Vitória não tremeu e reduziu a desvantagem para os cónegos.

O Moreirense FC ameaçava a baliza bracarense e chegou mesmo ao empate. Aos 82 minutos de jogo, cruzamento de Pires, a bola fo8 desviada e Paulinho empatou a partida de carrinho, para euforia dos adeptos da equipa da casa.

O SC Braga, depois de ver anulada a vantagem de dois golos, ainda tinha uma palavra a dizer no jogo. Aos 87 minutos, Abel Ruiz apareceu isolado e falhou de forma clamorosa na cara de Pasinato. Mas eis que apareceu o capitão, André Horta que, com um remate de fora da área, fez levantar a bancada destinada aos adeptos bracarenses, já para lá do minuto 90, dando novamente a liderança à equipa de Carlos Carvalhal.

O SC Braga venceu, de forma muito complicada, em Moreira de Cónegos, e evitou perder terreno para os líderes da tabela classificativa.

 

A FIGURA

Ricardo Horta – Recuperou de lesão, entrou e fez a diferença. Quando o Moreirense FC parecia estar por cima do jogo e prestes a pontuar, Horta tirou um coelho da cartola e, de fora da área, rematou para o 3-2 bracarense. Decisivo.

 

O FORA DE JOGO

Rúben Ismael – Nunca é fácil ter de levar com Galeno, imagine-se com Galeno e Fábio Martins. Ismael teve uma noite difícil, principalmente no processo defensivo, e acabou substituído aos 58 minutos, muito desgastado pelo que teve de correr, principalmente sem bola.

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

O Moreirense FC apresentou-se de uma forma diferente do habitual, num 5-3-2, com Ruben Ismael e Abdu Conté a ocuparem as alas. Privilegiou, numa primeira fase de construção, a posse e construção pelos centrais, mas, à mínima pressão bracarense, procurava a referência, Rafael Martins.

Defensivamente, optou por uma pressão baixa, deixando o SC Braga sair na primeira fase, apenas saindo na pressão no erro do adversário. Por vezes, os índices de pressão foram mal calculados, permitindo aos bracarenses ligarem entre linhas com relativa facilidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Passinato (4)

Rosic (6)

Artur Jorge (5)

Steven Vitória (6)

Abdu Conté (6)

Fábio Pacheco (5)

Filipe Soares (5)

Ismael (4)

Pires (6)

Yan (5)

Rafael Martins (7)

SUBS UTILIZADOS

Franco (6)

Paulinho (7)

André Luis (5)

Lacerda (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O SC Braga apresentou-se no 5-2-3 habitual, que por vezes se transformava num 5-3-2, com um dos extremos a jogar muito por dentro, quase como um ‘dez’.

Na primeira fase de construção saiu a três homens, como de costume, privilegiando a posse curta de pé para pé. Na maioria das vezes, a posse foi lenta, não conseguindo sair nas melhores condições e a ter de lançar em Mário Gonzalez, que atacava a profundidade

Defensivamente, apresentou-se com uma pressão média/alta, obrigando o Moreirense FC a esticar longo ou pelos laterais projetados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Tormena (6)

Paulo Oliveira (6)

Raul (5)

Fabiano (5)

Galeno (6)

Musrati (7)

Horta (6)

Medeiros (7)

Fábio Martins (8)

Mário González (5)

SUBS UTILIZADOS

André Horta (8)

Piazon (5)

Abel Ruiz (4)

Lucas Mineiro (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

BnR: O SC Braga chegou ao golo já muito perto do fim, num jogo em que esteve a vencer por uma diferença de dois golos e se deixou empatar. O que é que faltou ao SC Braga para conseguir manter a vantagem confortável que trazia da primeira parte?

Carlos Carvalhal: “Não ter sofrido. Penso que o penálti foi um lance capital no jogo, uma falta que não deveria ter acontecido. O Moreirense FC acreditou e até atirou uma bola ao poste antes do golo. Felizmente, acreditamos e conseguimos chegar à vitória.”

 

Moreirense FC

BnR: O Moreirense FC ficou muito perto de pontuar, num jogo em que se bateu de igual para igual com o SC Braga grande parte do tempo. Acha que faltou concentração naquela ponta final de primeira parte, em que aconteceram os dois golos do SC Braga, principalmente depois do primeiro golo?

João Henriques: Sim, a equipa sentiu muito o golo e deixamo-nos levar pela parte emocional. Até àquele momento não permitimos qualquer oportunidade e, depois de sofrermos o primeiro, sofremos o segundo e até tivemos ali uma ou outra situação de desorganização. Mas sim, fundamentalmente sentimos o golo emocionalmente e os índices de concentração baixaram.

 

Rescaldo da opinião de Francisco Silva

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

As 3 equipas que farão sensação na Primeira Liga em 2021/2022

Portugal e a Liga Portuguesa de Futebol estão em claro desenvolvimento nos últimos anos.

Quem olha apenas para os três grandes pode ter deixado escapar este facto, mas a verdade é que cada vez mais temos diante dos nossos olhos um campeonato competitivo, onde todas as equipas podem ganhar a todas e onde os grandes não se podem limitar a cumprir calendário frente aos ditos pequenos.

Uma grande prova disso é que, para a temporada de 2021/2022, poderemos ter seis equipas portuguesas nas competições europeias, ainda que num cenário bastante utópico.

Equipas como o CD Santa Clara e o FC Paços de Ferreira lutam neste momento por uma entrada na Liga Conferência Europa da UEFA e são exemplo de que o crescimento não vem necessariamente do dinheiro.

A qualidade está efetivamente a crescer, bem como o compromisso e a seriedade com que se trabalha diariamente no seio dos mais variados clubes portugueses. Isso faz com que todos os anos sejamos brindados com belas surpresas, e este certamente não será exceção, até porque temos visto uma grande dinâmica no mercado, essencialmente interno.

Os clubes mais pequenos estão a ser destino para as jovens promessas dos ditos grandes e, por isso, espera-se que a qualidade esteja espalhada um pouco por todos os cantos do país.

Assim, hoje fazemos um top três das equipas que poderão ser as chamadas equipas sensação da Liga Portuguesa, pela qualidade e boas classificações que poderão apresentar.

Portugal 5-3 Omã: Não foi fácil, mas chegou para a vitória

A CRÓNICA: SUSTOS? E NÃO SÃO POUCOS… BASTANTES!

Se Moscovo não tem praia, arranja-se maneira de levar areia para a capital russa. Na estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol de Praia, os campeões do mundo em título receberam a seleção de Omã. No final dos três períodos, o placard mostrava o 5-3 final.

O primeiro foi, quase na totalidade, dominado por Portugal. O tento inaugural de Léo Martins, logo aos dois minutos, abriu as hostes e o ‘ketchup’ dos golos que depois vieram. Antes da primeira pausa, houve tempo para o empate de Omã e a recuperação da liderança portuguesa, novamente por Léo Martins.

Nos 12 minutos seguintes, o caos instalou-se na Arena Luzhniki. Depois da expulsão de Khalid Al Oraimi, a Seleção Portuguesa jogou alguns minutos com mais um jogador, mas, ao contrário do que se pensava, foi o pior momento da equipa. Com muitas falhas de marcação e erros infantis da defesa, Omã virou o 2-1 para 3-2.

No entanto, depois de acalmar e conseguir manter mais tempo a bola no pé, Portugal voltou à liderança. Depois do autogolo, Fábio Costa redimiu-se e fez o 3-3. Para levar a bola para casa, Léo Martins fez o hat-trick e realizou a reviravolta no marcador. O guarda-redes Andrade fechou o marcador em 5-3 num remate de baliza a baliza.

Fechou com um triunfo o primeiro de três jogos na fase de grupos do Campeonato do Mundo. A próxima adversária será a seleção do Senegal, num encontro marcado para o próximo dia 22 de agosto. Espera-se que Portugal tenha aprendido com os erros cometidos no primeiro teste.

 

A FIGURA

Léo Martins – Foi um dos jogadores que esteve sempre com a corrente do jogo ligada às pernas. Além do hat-trick, foi fundamental para colocar gelo na ferida quando Portugal esteve a perder.

O FORA DE JOGO

Khalid Al Oraimi – Não é o exemplo que esperamos quando se trata do capitão da equipa. O jogador de Omã foi expulso logo no primeiro quarto, algo que não é muito usual na modalidade.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Os comandados por Mário Narciso entraram com a missão de tentar travar o ímpeto físico de Omã. Em desvantagem nesse aspeto, compensaram com a maior capacidade técnica individual e qualidade coletiva. Apesar de terem passado por alguns calafrios nas bolas paradas e nos contra-ataques, Portugal acabou por vencer o jogo.

Ficaram algumas lições para os desafios que se avizinham. Existem alguns problemas defensivos que precisam de ser resolvidos, como a marcação individual. Além disso, também foi notória a pouca calma com a bola nos pés, que terminava em erros não forçados que deram golos ‘de borla’ ao adversário.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Andrade (6)

André Lourenço (-)

Bê Martins (7)

Belchior (7)

Léo Martins (8)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Brilhante (5)

Rodrigo Pinhal (5)

Von (5)

Torres (6)

Fábio Costa (5)

Miguel Pintado (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – OMÃ

A seleção do médio oriente entrou para tentar surpreender. O rótulo de equipa muito física não descolou e usaram todas as formas legais de travar os jogadores portugueses. Sem interpretantes de grande qualidade individual, os contra-ataques e os erros portugueses deram alento a Omã durante os dois primeiros períodos da partida.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Said Al Farsi (7)

Jalal Al Sinani (6)

Mushel Al Araimi (4)

Nooh Al Zadjali (5)

Khalid Al Oraimi (2)

SUBS UTILIZADOS

Salim Al Araimi (5)

Abdullah Al Sauti (5)

Eid Al Farsi (4)

Mandhar Al Araimi (5)

Yahya Al Araimi (5)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos