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As 3 peças do xadrez defensivo do Sporting

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Assim como no xadrez, o futebol é um desporto em que cada uma das peças tem uma função. A defesa pode não fazer os adeptos levantarem-se das suas cadeiras, mas são igualmente importantes num jogo de futebol. Uma frase que demostra a importância do processo defensivo, é a celebre declaração do antigo basquetebolista, Michael Jordan: “o ataque ganha jogos, a defesa ganha campeonatos”.

Em muitos jogos do Sporting, na época passada, a defesa foi a principal responsável pela conquista dos três pontos. Principalmente, os 3 homens que se situam no centro da defesa: Gonçalo Inácio, Zouahir Feddal e Sebastián Coates.

Estes três jogadores impediram em muitos jogos, que o Sporting perdesse pontos. Para além disso, também ajudaram os outros jogadores que possuem tarefas defensivas a desempenhá-las melhor. O primeiro entres os postes (Antonio Adán) e os dois alas que se situavam nas laterais do terreno (Nuno Mendes e Pedro Porro) na segurança defensiva, quando estes subiam no terreno, para participarem na manobra ofensiva.

Como referi no artigo, cada jogador tem a sua função, assim como cada peça num tabuleiro de xadrez tem sua funcionalidade. O objetivo da defesa no xadrez é defender o “rei”, no caso do Sporting CP: Adán e dar a cobertura na sabida dos alas, ou “torres”, os já referido Nuno Mendes e Pedro Porro.

Os centrais no Sporting têm funções diferentes no terreno, podem estar os três na mesma posição, mas cada um deles tem tarefas pré-definidas no esquema tático dos verdes e brancos.

Liga 3 | Mais qualidade, mesmos desequilíbrios

Começou no dia 13 de agosto a nova competição da Federação Portuguesa de Futebol (FPF): a Liga 3. Com apenas uma jornada completada, é ainda muito cedo para se declarar o sucesso da introdução da nova competição, mas nem por isso nos temos de abster de expetativas e de avaliar as suas vantagens e desvantagens para o Futebol nacional.

Até aqui, abaixo da Segunda Liga, apenas havia o Campeonato de Portugal que, apesar de ter jogadores de qualidade e algumas equipas com projetos interessantes, ficava sempre aquém na qualidade geral enquanto prova, quer pelas desigualdades das equipas, quer pelas desistências e problemas financeiros que atormentavam a maioria dos participantes.

No entanto a Federação prometeu que este problema seria solucionado com a introdução da Liga 3, que irá ter regras específicas de apoio à formação, como a obrigatoriedade de inscrição de 13 jogadores formados localmente, e também o escrutínio às contas dos clubes, para se saberem os detentores do capital social e da existência de alguma dívida.

Todas estas decisões da Federação dão algum interesse, mas não asseguram a qualidade da competição, pois, a bem da verdade, é isso que interessa a um adepto. A Liga 3, ao ter os melhores clubes da época passada do Campeonato de Portugal, já ganha a partir daí uma maior atenção, pois essas equipas terão agora subido de patamar e terão de jogar ainda melhor para se manterem ali, ou então até subirem à Segunda Liga.

É aqui que vamos à maior vantagem da criação da nova competição: o aumento de qualidade. O Campeonato de Portugal pode ter equipas de qualidade, mas sejamos sinceros: competir todas as semanas contra equipas muitos “furos” abaixo não traz emoção, e ter vários anos equipas a fazerem “passeios” na competição não atrai ninguém.

A Liga 3 promete ser diferente, ou assim espero, pois já teremos um nível de equipas superior e a grande maioria delas profissionais, o que se espera que seja sinónimo de qualidade. Já para não falar que a separação em apenas duas séries sempre é um formato mais fácil de compreender e acompanhar do que o do Campeonato de Portugal, fazendo com que as equipas se defrontem de uma maneira mais interessante.

Na Liga 3 temos as melhores equipas da época passada que estavam no Campeonato de Portugal e não conseguiram subir à Segunda Liga, e este é um outro ponto fundamental para perceber a importância da nova competição: as equipas deixam de estar estagnadas na mesma divisão.

João Almeida conquistou a primeira vitória no WorldTour | Ciclismo

João Almeida, ciclista português de apenas 23 anos, conquistou, no passado domingo, a Volta à Polónia, sendo esta a sua primeira vitória numa classificação geral de uma prova WorldTour.

VÊ AQUI A ENTREVISTA DO BOLA NA REDE A JOÃO ALMEIDA

A prova polaca de ciclismo era composta por sete etapas. João era um dos favoritos à conquista da prova, talvez, pela primeira vez, o principal candidato à vitória.

Estreou-se a vencer em etapas de provas WT, à segunda etapa, com final em colina e pendentes bastante elevadas.

Acabou por bater Diego Ulissi e Matej Mohoric que são dos melhores do mundo neste campo.

À quarta etapa, com chegada a Bukovina Resort, voltou a ser o mais forte num grupo de 21 unidades. O final era novamente em subida, com uma colina de 1.9 quilómetros de extensão e 7,3% de pendente média.

Matej Mohoric teve de contentar-se com o segundo posto, enquanto Andrea Vendrame ficou com o terceiro lugar. O português não dava hipóteses.

Ao sexto dia, houve o contrarrelógio individual, com 19,1 km de extensão, com o caldense a ficar em segundo lugar, apenas batido pelo seu companheiro de equipa Rémi Cavagna.

Uma prova sólida, com João a liderar desde o segundo dia até ao fim, sucedendo assim ao seu companheiro de equipa, Remco Evenepoel (vencedor de 2020), como vencedor da competição. Juntou ainda a camisola dos pontos.

Mohoric ficou no segundo lugar, a 20 segundos, e o polaco Michal Kwiatkowski terminou no último lugar do pódio, a 27 segundos.

Já tardava em aparecer o primeiro triunfo de João Almeida, dadas as suas boas exibições lá fora. Em junho deste ano, já havia ganho o contrarrelógio dos campeonatos nacionais, mas esta vitória na Polónia irá marcá-lo para sempre.

A sua regularidade nas provas por etapas é sensacional, com: 3.º lugar no UAE Tour, 6.º lugar no Tirreno Adriático, 7.º posto na Volta à Catalunha, 6. º no Giro de Itália e 1.º na Volta à Polónia.

Ou seja, fez cinco provas por etapas este ano, terminando-as todas dentro do top dez, o que é notável. Esta regularidade só está ao alcance de alguns, e faz mesmo lembrar certos corredores, que andam a discutir Voltas a França, casos de Primoz Roglic e Tadej Pogacar.

Fonte: Rui Cipriano Duarte/Bola na Rede
João Almeida com um grupo de fãs

João tem mantido os bons resultados de forma constante, desde a Volta ao Algarve de 2020, onde terminou no 9.º lugar. Seguiu-se: 3.º lugar na Volta a Burgos, 7.º no Tour de l´Ain, 3.º na Settimana Internazionale Coppi e Bartali e 4.º lugar no Giro de Itália, onde andou 15 dias de rosa.

Durante estas provas, nas etapas, João Almeida finalizou por diversas ocasiões dentro do top dez.

As próximas provas do seu calendário serão: Volta à Alemanha, Volta à Bretanha, Giro dell´Emilia e o monumento Giro da Lombardia.

No ano passado, esteve perto de conseguir a vitória no Giro dell´Emilia, apenas superado pelo russo Aleksandr Vlasov.

As clássicas italianas “assentam-lhe que nem uma luva”, acabando por ser uma boa escolha para ele. Na Volta à Bretanha, também terá grandes chances de brigar pela vitória.

Foto de Capa: Tour de Pologne

«Quando sentir que tenho capacidade, vou atacar sempre» – Entrevista BnR com João Almeida

João Almeida, aos 23 anos, é uma referência do ciclismo nacional. Apesar da sua tenra idade, já conseguiu dar alegrias e fazer sonhar o povo português numa das provas mais duras do mundo. É um ciclista completo, humilde e com vontade de trabalhar arduamente para atingir os seus objetivos. Sempre admirou Christopher Froome. Ambiciona um dia correr a Volta a França. Gostaria de ter Ruben Guerreiro como companheiro de equipa. Quanto ao seu futuro, independentemente, da equipa que irá representar, só poderá ser risonho, porque a qualidade do caldense é inegável.

Acabei por experimentar o ciclismo de estrada, e a partir daí não quis outra coisa”

Bola na Rede: João, apesar de seres muito novo, já tens vários anos de ciclismo, como é que surgiu o ciclismo na tua vida?

João Almeida: Resposta exclusiva para membros da Revista Online (SUBSCREVE JÁ!).

Bola na Rede: Acabaste por basear-te em alguém como corredor, ou seja, tinhas ídolos quando eras mais novo que gostavas de seguir?

João Almeida: Resposta exclusiva para membros da Revista Online (SUBSCREVE JÁ!).

Bola na Rede: Já foste campeão nacional de cadetes, juniores, sub-23, e agora, recentemente, na categoria de elite. Muitos corredores conseguem vencer nos escalões mais jovens, destacando-se enquanto futuras promessas, mas tu alcançaste logo o teu espaço no panorama dos elite! Como é que consegues ser tão regular, desde os escalões mais jovens?

João Almeida: Com base no treino e alimentação, de forma a sermos o melhor profissional possível. Eu sou um atleta que gosta sempre de melhorar em tudo, ficar cada vez melhor, sentir essa evolução e vê-la na prática. Diariamente, vinte e quatro horas por dia, tudo o que eu faço é focado em melhorar a minha forma e evoluir. São raros os dias em que me posso distrair um bocado disso. O treino e um bom descanso são fundamentais para conseguir evoluir dia-a-dia, o máximo que conseguir.

João Almeida sagrou-se campeão nacional de contrarrelógio na categoria de elite
Fonte: FPCiclismo

Bola na Rede: Já demonstraste valências em diversas especialidades no ciclismo, incluindo montanha e contrarrelógio. Como é que te defines enquanto ciclista?

João Almeida: Considero-me um ciclista completo, bastante profissional, com garra e que dá sempre tudo aquilo que tem.

Bola na Rede: És um corredor que não tem medo de lançar-se para a frente e de surpreender os “tubarões”, que ficam muitas vezes admirados com a tua postura. Consideraste um ciclista que gosta de atacar?

João Almeida: Resposta exclusiva para membros da Revista Online (SUBSCREVE JÁ!).

SL Benfica x PSV Eindhoven | Penúltima paragem com destino à Champions

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Primeira Mão do play-off da Liga dos Campeões: quarta-feira, 20h00, 18 de agosto de 2021

ANTEVISÃO: DESTINO – LIGA DOS CAMPEÕES. PRÓXIMA PARAGEM: PSV EINDHOVEN

O SL Benfica defronta esta quarta-feira o PSV Eindhoven. Depois de terem passado com distinção o desafio do FK Spartak Moscovo, os encarnados têm agora pela frente os holandeses comandados por Roger Schmidt.

O INÍCIO DO OBJETIVO EUROPEU TEM LUGAR NA LUZ. SERÁ QUE AS ÁGUIAS VÃO GANHAR BALANÇO NESTA PRIMEIRA-MÃO E DERROTAR O PSV? APOSTA JÁ NA BET.PT!

A primeira mão do play-off realiza-se no Estádio da Luz e vai contar com uma motivação extra – o apoio dos adeptos benfiquistas.

De olhos postos na Liga dos Campeões, resta agora às águias uma última paragem com duas escalas, uma em Lisboa e outra na Holanda. Os adeptos esperam que a primeira seja ultrapassada com sucesso, de modo a levar para o território “inimigo” uma boa vantagem.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Na Liga dos Campeões, as duas equipas vêm de vitórias – o SL Benfica frente ao FK Spartak Moscovo e o PSV Eindhoven frente ao FC Midtjylland.
  2. No que concerne aos respetivos campeonatos, os encarnados contam com duas vitórias em duas jornadas. Os holandeses começaram o campeonato com um triunfo frente ao Heracles Almelo.
  3. Até ao momento, as águias marcaram quatro golos e sofreram um, já o PSV Eindhoven marcou dois golos na jornada inaugural da Liga dos Países Baixos.
  4. Este é o oitavo encontro oficial entre o SL Benfica e o PSV Eindhoven.
  5. O jogo vai ser arbitrado por Felix Brych, um “velho conhecido” dos benfiquistas e dos portugueses. Esteve na derrota e consequente eliminação de Portugal frente à Bélgica e na derrota do SL Benfica frente ao PAOK, na época passada.
  6. Nos outros sete duelos, os encarnados venceram dois jogos, perderam um e empataram quatro.
  7. Nesses sete jogos, o SL Benfica foi superior a nível de golos, tendo marcado 11 e sofrido oito.
  8. A maior vitória das águias em casa foi em 2010/11, num jogo a contar para a Liga Europa. O resultado final foi 4-1.
  9. A maior vitória do PSV Eindhoven fora foi em 1974/75, num jogo da Taça das Taças – venceu os encarnados por 1-2.

10. O resultado mais típico nos encontros entre os portugueses e os holandeses é o empate a duas bolas (até ao momento, registam-se dois jogos com este desfecho).

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Roman Yaremchuk tem impressionado os adeptos do SL Benfica
Roman Yaremchuk tem impressionado os adeptos do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Roman Yaremchuk (SL Benfica) – Ainda agora chegou e já “causou estragos”. Yaremchuk estreou-se pelo SL Benfica no final do jogo frente ao FK Spartak Moscovo e deu logo sinais de perigo para os adversários, tendo estado envolvido no segundo golo dos encarnados.

A poeira não tinha assentado e a titularidade chegou frente ao FC Arouca, sendo que, na verdade, não podia ter chegado de melhor maneira – uma assistência e um golo com um pormenor técnico invejável. O avançado ucraniano está de pé quente e pode muito bem fazer estragos no jogo. Como tal, é bom que os defesas adversários estejam atentos.

 

Noni Madueke (PSV Eindhoven) – Uma prova viva de que a idade é apenas um número. Com apenas 19 anos, Madueke tem vindo a encantar os amantes do futebol. O inglês anda inspirado: marcou frente ao FC Midtjylland, frente ao Ajax – e não ficou apenas por um golo, foram logo dois -, sendo que deixou também a sua marca no jogo frente ao Heracles Almelo, tendo marcado o segundo golo do jogo.

É importante referir que a época ainda agora começou e, se no ano passado marcou nove golos e fez oito assistências em 32 jogos, neste não deve ser muito diferente. Para bem das águias, é bom que Madueke não esteja nos seus dias.

 

XI’S PROVÁVEIS

SL Benfica: Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen, Diogo Gonçalves, João Mário, Weigl, Grimaldo, Pizzi, Rafa, Roman Yaremchuk .

Treinador: Jorge Jesus

“São duas equipas que começaram muito bem a época, que já deviam estar na fase de grupos. Mas teve que ser e uma das duas vai ter de ficar de fora. Estamos preparados para um adversário que nos vai criar muitos problemas, mas temos o nosso valor. Os nossos adeptos vão ser determinantes e podem ajudar-nos amanhã, sendo o 12.º jogador. Às vezes são o 10.º ou 11.º, são mais importantes do que um ou outro jogador que não esteja a render tanto… O que interessa aqui é Benfica, Benfica, Benfica, vencer, vencer, vencer”.

PSV Eindhoven: Drommel, Teze, André Ramalho, Boscagli, Max, Pröpper, Sangaré, Madueke, Götze, Gakpo, Zahavi.

Treinador: Roger Schmidt

“O Benfica é uma equipa muito boa, com qualidade individual, com muitas opções. Em termos futebolísticos são muito bons. Têm muitos jogadores, encontram sempre soluções. É uma grande equipa. Jogar na Liga dos Campeões não é um teste, um play-off é muito importante. Investimos muito no início da época para tentarmos dar o nosso melhor e atingir a fase de grupos. Se defenderes como uma equipa, se trabalhares junto como uma equipa, se todos jogarem taticamente bem… Temos de manter o Benfica longe da nossa baliza. Fizemos bem isso nos últimos jogos e temos de jogar da nossa melhor forma”.

PREVISÃO DE RESULTADO: SL BENFCA 2- 1 PSV EINDHOVEN

O filho Sporting que quer viver eternamente às custas do sucesso do Pai

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Há estudos que indicam que nos tempos modernos, os filhos ficam a viver com os pais, e às custas dos mesmos até muito mais tarde. É algo que se vê cada vez mais, e eu consigo encontrar semelhanças com um fenómeno que começou a surgir de há uns anos para cá, entre o Sporting Clube de Portugal e o SC Braga.

Aliás, neste caso específico, acho que esta relação se assemelha mais àqueles pais que conseguem construir um império com o seu esforço e sacrifício, tendo depois um filho que se faz valer do nome de família e das conquistas do pai quando lhe convém, e noutras situações afirma que quer vingar sem ajuda da família.

Pois bem, nos últimos tempos, o Sporting de Braga tem sido um pouco o filho que teve ajuda para crescer, e se aproveitou dessa ajuda, querendo agora achar-se tão capaz como o pai, tentado mesmo superá-lo, mas apenas através da venda da ideia que também ele é capaz de suplantar a obra do seu progenitor.

No fim, o filho que tenta pegar no negócio de família, e se acha totalmente capaz quando ainda não aprendeu e cresceu o suficiente, tem de pedir ajuda ao Pai, porque sem a sua experiência e histórico de conquistas o império sucumbiria.

Será o Sporting Clube de Braga do mesmo “campeonato” do que o do Sporting Clube de Portugal?

Nestes últimos anos, o presidente do Sporting de Braga tem tentado equiparar o clube que preside ao clube que o fundou, dizendo que o de Portugal pertence ao mesmo “campeonato” do de Braga. Mas a verdade é que nos último cinco encontros, o Sporting pai teve que relembrar constantemente que o filho tem de fazer muito mais do que dizer que é tão bom ou melhor para que efetivamente o seja.

É verdade que entre 2015 e 2020 houve algum equilíbrio no confronto direto entre os dois emblemas, mas na prática, e olhando para as classificações finais deste espaço temporal, apenas na época de 2019/2020 as equipas se equivaleram, ficando o Sporting Clube de Portugal sempre melhor classificado nas épocas restantes.

Mas a grandeza de um clube mede-se principalmente pelas conquistas, e por todos os trofeus alcançados durante a sua existência, e não por discursos, comunicados, conferência de imprensa a exigir ser tratado como tal. E se considerarmos esse pressuposto de títulos, então o presidente do Braga ainda terá que viver muitos anos, e delegar a filhos, netos e bisnetos a tarefa de fazer do Sporting de Braga pelo menos tão grande como o de Alvalade. E acontecendo isso, todas essas gerações teriam que conseguir pelo menos um trofeu por ano para poderem pensar em ser grande. O caminho é longo, duro, e não se faz com palavras.

🗣🎙 António Salvador: “Não podemos adiar o futuro. Os adeptos do Sporting Clube de Braga desconfiam do impossível… e desafiam-no. Peço que me dêem a força, a coragem e o ânimo para que vos ajude a construir um SC Braga muito maior e muito mais vencedor.” pic.twitter.com/albdlEFXSC

— SC Braga (@SCBragaOficial) January 23, 2018

Eu sei que não devia estar aqui a falar deste complexo de inferioridade que o presidente bracarense vive relativamente ao Sporting original, até porque estou apenas a dar importância ao que não deve ser relevado, no entanto cansa ver alguém conseguir culpar o clube leonino até mesmo das decisões estratégicas e financeiras que tomam. Desta vez conseguiram culpar os de Alvalade por terem colocado o preço dos bilhetes quase nos cem euros.

Já para não falar da reação de “criança mimada” na conquista da Supertaça alcançada pelo Sporting. Os nossos rivais desse jogo, para não darem o braço a torcer, na doutrina de choradinho que tem adoptado, numa reação do tipo “só ganhaste desta vez porque eu te deixei ganhar”, veio publicar uma nota dizendo que finalmente o Sporting de Portugal tinha conseguido ser superior ao de Braga. Mas só para os elucidar, o Sporting Clube de Portugal só não consegue ser superior aos bracarenses na tentativa de ganhar protagonismo à boleia de outros.

Respeito o Sporting Clube de Braga, mas não consigo respeitar dirigentes que, para para serem mais importantes tentam tirar mérito ao seu adversário, e com especial enfoque no Sporting Clube de Portugal, ao qual mostram uma particular animosidade, não conseguindo eu ainda ter percebido se é apenas do foro pessoal, ou por qualquer agenda como as que todos sabem existir no futebol português.

O que sei é que, como noventa e cinco dos portugueses, o presidente do Sporting de Braga deve ser simpatizante de algum dos três grandes (sim, só há três). Do Sporting sabemos que não é. E do de Braga ainda tenho dúvidas, mas estamos a falar apenas dos grandes.

BVB Dortmund 1-3 FC Bayern München: Primeiro troféu prova que Nagelsmann está a conseguir afinar a máquina

A CRÓNICA: PARTIDA INTENSA CORRESPONDE ÀS EXPETATIVAS E “BÁVAROS” OFERECEM MELHOR HOMENAGEM POSSÍVEL A GERD MÜLLER

Depois da primeira jornada da Liga Alemã que tivemos o prazer de acompanhar no passado fim de semana, pouco poderíamos prever em relação à partida de hoje. Uma coisa foi certa: como esperado, e tendo em conta os protagonistas e o título em cima da mesa, ambas as equipas entraram com vontade de arrecadar o primeiro troféu da época e seriam capazes, como sempre, de nos fazer ficar colados ao ecrã.

Tendo em conta o decorrer dos acontecimentos, e apesar da juventude da formação “amarela”, seria com pena que veríamos os erros do Dortmund acabar por ditar o seu próprio destino.

Com um início muito vivo e ritmo elevado, com pressão muito alta dos dois lados do campo, ambas as equipas mostraram sempre querer ter bola. O Dortmund acusaria a pressão mais cedo, com passes falhados junto à sua área, em clara prova que acabaria por ser a intensidade do Bayern a surtir mais efeitos, ainda que o golo tardasse em chegar.

Os “bávaros” tiveram algumas oportunidades graças às tais recuperações de bola que conseguiam fazer no último terço do terreno, e principalmente do lado de Coman, mas o rival não se limitava a defender e obrigaria Neuer a carimbar os 20 minutos de jogo com mais uma defesa incrível, graças a Bellingham que, com destreza, descobriu Reus na área. Não seria a primeira nem a última e Neuer sairia, uma vez mais, protagonista de “manchas” inacreditáveis feitas às suas redes.

Mesmo à porta do intervalo, o marcador é finalmente inaugurado numa grande jogada por parte do Bayern, que finalmente consegue encontrar espaço para finalizar. Depois de uma recuperação na zona do meio campo, Goretzka abre com maestria para Gnabry que, à esquerda, faz um cruzamento perfeito para aquele que muito raramente falha.

A segunda parte começou na perfeição, desta feita com Davies na desmarcação que consegue colocar a bola na área em Lewandoski e este, com o calcanhar, engana o guarda-redes e oferece o golo a Müller.

Aos 64 minutos, a prova de que o jogo continuava em aberto e a formação “amarela” entra finalmente na discussão do resultado. Uma abertura fenomenal no flanco direito faz a bola chegar a Bellingham que, mais ao meio, encontra Reus livre, que nos surpreende (muito pouco) com a execução técnica com que, de primeira, fura a baliza de Neuer.

Mais para o final do jogo, Akanji comete o erro clamoroso de perder a bola à entrada da sua área e a “redondinha” acabaria por chegar novamente ao homem do jogo que, letal, coloca a bola dentro das redes da equipa da casa.

 

A FIGURA

Robert Lewandowski – Já há muito tempo que se pode dizer que está cada vez mais difícil definir o goleador de Munique. Não só para finalizar, o polaco está sempre no sítio certo e oferece à sua equipa aquilo que muito poucos avançados se podem orgulhar de fazer. Com mais dois golos e uma assistência para a sua conta pessoal, Lewandowski não aparenta querer deixar tão cedo de ser a máquina de fazer golos que todos conhecemos.

O FORA DE JOGO

Gregor Kobel Foi com muita pena que vimos o internacional suíço acabar por sofrer três golos, principalmente pelos primeiros 40 minutos de jogo. Conseguiu durante esse período ler bem o jogo e adiantar-se em vários lances, sem que, contudo, isso permitisse evitar a derrota da sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

Os homens do Dortmund alinharam hoje num 4-3-3, com Kobel na baliza, Schulz, Akanji, Witsel e Passlack na defesa. O meio campo dar-nos-ia a possibilidade de observar jovens de muita qualidade, com Reyna, Dahoud e Bellingham, enquanto a frente estaria assegurada por Haaland e Reus, ao lado do “menino” Moukoko.

A formação “amarela” evidenciaria muita vontade de sair vitoriosa em casa, com lances ofensivos de qualidade e competência defensiva em vários momentos de perigo, com destaque para Akanji e Witsel no eixo da defesa a acrescentar passes muito interiores a descobrir os laterais ou os alas.

Apesar de tudo, o conjunto de Dortmund seria incapaz de escapar à pressão bávara que se fez sentir desde o início da partida. Com mais ou menos justiça, tendo em conta o quanto desejaram sair por cima, o que é facto é que os 90 minutos acabariam por ser marcados pelas inúmeras perdas de bola em zonas comprometedoras por parte do conjunto de Marco Rose, e também por várias falhas de temporização que resultariam em fora de jogo, o que ditaria a derrota na primeira tentativa de vencer um troféu nesta nova época.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gregor Kobel (5)

Felix Passlack (6)

Axel Witsel (6)

Manuel Akanji (6)

Nico Schulz (6)

Jude Bellingham (7)

Mahmoud Dahoud (7)

Giovanni Reyna (6)

Youssoufa Moukoko (6)

Marco Reus (8)

Erling Haaland (6)

SUBS UTILIZADOS

Donyell Malen (7)

Marco Pasalic (-)

Reinier (-)

Marius Wolf (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MÜNCHEN

Os pupilos de Julian Nagelsmann compareceram na cidade de Dortmund para jogar em 4-2-3-1. Na baliza, sem surpresas, o inevitável Manuel Neuer encarregou-se de apoiar em primeira mão a linha defensiva formada por Davies, Süle, Upamecano e Stanisic. Um pouco mais à frente, Goretzka e Kimmich, uma dupla de luxo para assegurar ambas as transições ofensivas e defensivas e fazer chegar a bola aos criativos do ataque, Gnabry, Müller e Coman. Sozinho na frente, o homem do costume: Lewandowski.

Foi desta forma que os “bávaros” demonstraram hoje uma enorme capacidade de recuperação de bola, graças a linhas fechadas ao milímetro. O destaque vai precisamente para a rigidez e eficácia tática com que o Bayern conseguiu anular o adversário e criar a maior parte das situações de perigo que resultariam, inevitavelmente, em mais três golos para a conta do gigante alemão.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (8)

Alphonso Davies (7)

Niklas Süle (7)

Dayot Upamecano (7)

Josip Stanisic (7)

Leon Goretzka (7)

Joshua Kimmich (7)

Serge Gnabry (7)

Thomas Muller (8)

Kingsley Coman (6)

Robert Lewandowski (9)

SUBS UTILIZADOS

Leroy Sané (6)

Jamal Musiala (6)

Corentin Tolisso (-)

Eric Choupo-Moting (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Boavista FC | Depois da tempestade, vem a bonança?

É impossível dissociar o emblemático Boavista Futebol Clube da história do Futebol português. Fundado em 1903, o clube portuense é presença assídua no principal escalão do desporto-rei lusitano e o seu legado é indelével, possuindo no seu palmarés um Campeonato Nacional, cinco Taças de Portugal e três Supertaças.

Foi no ano de 2000/01 que a cidade Invicta se pintou de branco e preto para os festejos do inédito título axadrezado, concretizando aquilo que muitos consideravam ser um feito impossível. Após presenças em Ligas dos Campeões, percursos de louvar no panorama europeu, dois segundos lugares em Portugal, o Boavista de Jaime Pacheco transformou-se finalmente num Boavistão e alcançou a glória.

Considerada, durante algum tempo, como o quarto grande em Portugal, a pantera esteve presente em inolvidáveis noites europeias… Que, certamente, trarão saudades aos seus adeptos. Foi há mais de 18 anos anos que o Boavista discutiu ombro a ombro a presença na final da Taça UEFA (atual Liga Europa) em pleno Celtic Park, num ambiente eletrizante com 60 mil adeptos nas bancadas e muitos outros milhares a acompanhar pela televisão. Ainda na ressaca da histórica conquista do campeonato, os boavisteiros bateram equipas como o Hertha de Berlim, o Málaga ou o PSG e quase atingiram uma final histórica, que viria a ser conquistada pelo FC Porto.

Essa temporada marcaria o início de um período de decadência, com uma longa travessia no deserto por parte dos axadrezados. Com uma descida à 2ª Divisão ‘B’, por incumprimentos financeiros, o clube esteve às portas da insolvência. Contudo, anos mais tarde, as panteras viram-lhe ser devolvido um lugar na elite do futebol português.

Ainda à procura de uma maior estabilidade financeira, o Boavista vive agora uma nova fase da sua história: o aparecimento de um investidor, ainda na temporada passada, devolveu a esperança aos boavisteiros de acordar a pantera adormecida e fazer rugir, de novo, o Boavistão (ainda que a época de 2020/21 tenha sido bastante atribulada)!

SL Benfica | Uma equipa com ambições renovadas

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A equipa de andebol do SL Benfica parte para a nova época com as expectativas em alta, depois das mexidas que tem feito no mercado de transferências. Já passam 13 anos desde a última vez que o andebol encarnado conquistou o seu último campeonato e a verdade é que, no papel, parece que as hipóteses de quebrar esta seca nunca foram tão grandes.

A última temporada teve um balanço negativo para as águias, mas realista face às armas de que a equipa dispunha em relação aos clubes rivais. Apesar disso, a época deixara alguns sinais positivos para o futuro e fez com que pudesse ser estabelecida uma base à volta da qual pode ser construída uma equipa mais profunda, capaz de lutar em todas as frentes.

A nível de saídas, o SL Benfica viu sair jogadores que não eram reais mais-valias para a equipa, sendo substituídos por jogadores que darão mais garantias.

O lateral-direito Kévynn Nyokas era um jogador que, num dia bom, era capaz de contribuir com uma boa quantidade de golos. No entanto, para além de não ser um grande defensor, era também um jogador com uma forte propensão a cometer falhas técnicas que resultavam em contra-ataques para a equipa adversária.

Nyokas foi uma das saídas do andebol do SL Benfica
Nyokas foi uma das saídas do andebol do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

O jovem pivot Pedro Loureiro era um jogador que pouco contou para o plantel. Já o ponta-esquerda João Pais viria a colocar um ponto final na sua carreira após mais de dez anos ao serviço do Sport Lisboa e Benfica.

O pivot Matic Suholeznik foi a saída mais recente a ser anunciada. Dos reforços da época passada, o internacional esloveno foi o que menos me convenceu, não sendo a âncora defensiva que prometia ser, e demonstrando ser um jogador lento e preso de movimentos.

Quanto a chegadas, a primeira a ser anunciada foi a do internacional português Alexis Borges. O pivot luso-cubano está, assim, de regresso a Portugal depois de um ano ao serviço dos franceses do Montpellier, sendo uma das aquisições mais sonantes deste mercado nacional.

Para a posição de lateral-direito (uma das mais carenciadas no SL Benfica nos últimos anos) vieram dois jogadores. O primeiro a ser apresentado foi Demis Grigoras, um internacional romeno que chega dos franceses do Chambery Savoie, sendo um lateral com bom remate, e também muito habilidoso no 1vs1 e que combina bem com o pivot.

Não sendo um atirador nato como é Petar Djordjic, é um jogador com um perfil que encaixa no modelo de jogo de Chema Rodriguez, que gosta de laterais móveis, desequilibradores e que tomem boas decisões.

Nuno Santos, o refilão

No mais recente “Inside Sporting”, que demonstrou a preparação feita tendo em conta o jogo frente ao SC Braga, houve um momento com Nuno Santos que me chamou à atenção e creio que também não passou despercebido a outros sportinguistas.

Perto do minuto 11:44, num exercício de jogo/posse de bola com finalização, Nuno Santos teve uma ação bem ao seu estilo. Com o intuito de motivar os seus colegas, disse imperativamente: “anda lá f***-**. Parece que estamos a comer sopa, c******.” Alguns segundos depois, com o exercício já a decorrer, Nuno Santos tem uma entrada um pouco mais ríspida sobre o recém-chegado Manuel Ugarte, Rúben Amorim marca falta e Nuno Santos refila: “Ai não, p**** mister, como é que apitas isto?”, ao que Amorim respondeu prontamente: “Como é que tu não queres falta?”.

Este pequeno diálogo demonstra duas coisas que são bem visíveis. Em primeiro lugar, o bom ambiente que se vive no reino do leão, quer seja entre jogadores como entre a equipa técnica e os jogadores, todos se dão bem e se divertem a fazer o que mais gostam. Depois, em segundo lugar, reforça um traço de Nuno Santos que já todos conhecíamos, que é um refilão como já existem poucos.

O homem é fiel a si mesmo. Não gosta nada de perder, seja a doer, seja nos treinos, e eu, enquanto de um clube que tem e quer ter uma mentalidade vencedora, acho isso perfeito. Como sportinguista, ou seja, enquanto adepto de um clube que quer ganhar jogo sim, jogo sim, esta é a mentalidade. Jogar sempre com “a faca nos dentes”. Durante anos e anos, notou-se uma certa apatia, uma certa indiferença, uma apatia fosse que resultado fosse, por isso, ver que qualquer resultado que não seja a vitória, que não favoreça o Sporting e os seus, incomoda quem nos representa, de certa forma relaxa-nos, porque nos apercebemos que eles querem tanto o bem do nosso clube quanto nós, os adeptos.

TODOS OS PLANTÉIS DEVIAM TER UM NOVO SANTOS

Ainda há pouco tempo, Sebastian Coates (o nosso capitão) admitiu, em entrevista ao Mais Futebol que «as coisas dele (Nuno Santos) fazem o clube ganhar um grupo forte». Para além disso, ainda rematou que «nós precisamos do Nuno Santos com aquele feitio dele». Se até o capitão afirma, quem somos nós para dizer o contrário.

Neste seu modo de ser, Nuno Santos é um jogador que me faz lembrar João Pereira ou Emiliano Ínsua, dois jogadores que representaram bem o nosso Sporting CP. Qualquer um dos três abomina a derrota e incomodava-se. Não sabiam (e ainda bem) conviver com o fracasso e transformam os outros à sua volta em jogadores que também não querem perder. É um modo de ser e de estar que se contagia e ainda bem.

Posto isto, por todas as razões já elencadas, acho que é um jogador extremamente importante de estar presente no plantel, mesmo que não jogue. No entanto, como é lógico, é um jogador que vai jogar, porque, para além de uma boa atitude, tem qualidade e características únicas no plantel leonino, por isso, jogará com todo o mérito. Contudo, e voltando ao ponto de partida, pessoas como Nuno Santos são imprescindíveis, quer seja como jogador ou como treinador, daí também ter ficado bastante contente quando o clube anunciou que João Pereira faria parte da equipa técnica da equipa de sub-23.

Em suma, ainda bem que temos Nuno Santos e ainda bem que ele é como é. Devia ser obrigatório existir um Nuno Santos por plantel. Nunca mudes, Nuno. Enquanto a derrota te enraivecer e enquanto tu lutares exaustivamente em prol dos interesses do Sporting, vais ser sempre necessário e farás sempre falta.

Artigo revisto por Joana Mendes