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Portugueses fantásticos na Volta a Itália

Os portugueses João Almeida e Ruben Guerreiro estão, na Volta a Itália, a proporcionar uma das jornadas mais fantásticas do ciclismo português. João lidera a prova, enquanto que Ruben venceu a etapa nove, numa tirada muito complicada, passando a liderar a classificação da montanha.

Podia ser mais um rescaldo normal sobre a primeira semana de uma Grande Volta, no entanto, teve algo de diferente e especial, com o ciclismo português em destaque um pouco por todo o mundo.

Esta edição começou no dia 3 de outubro, com um contrarrelógio individual a abrir, num percurso a ligar Monreale a Palermo, numa extensão de 15,1 quilómetros. Filippo Ganna, recentemente campeão do mundo da especialidade, entrou em grande, ao vencer no esforço individual. A grande surpresa, para a maioria, foi o segundo lugar do caldense João Almeida, a 22 segundos do tempo do italiano, batendo grandes nomes como Geraint Thomas, Mikkel Bjerg, Jos Van Emden, Rohan Dennis, por aí fora… João ficou com o melhor tempo referência durante um largo período. Dia marcado pela desistência de Miguel Ángel López da Astana, que teve uma queda feia, arredando o colombiano para fora da competição.

Um segundo dia foi marcado pelo regresso de Diego Ulissi (UAE Team Emirates) às vitórias no Giro. O seu último triunfo na competição tinha sido no Giro de 2016. A chegada a Agrigento era claramente feita à sua medida, com uma pequena colina no final. João Almeida chegou com o mesmo tempo do líder Ganna, terminando na sexta posição da etapa. Ao segundo dia de prova, a Astana viu-se privada de mais uma das suas estrelas, talvez a principal para esta prova, o russo Aleksandr Vlasov, que não se sentiu bem durante o decorrer da etapa.

No terceiro dia de competição houve espaço para um vencedor a partir da fuga. No alto do monte Etna, Jonathan Caicedo (EF Pro Cycling) foi o mais forte, sobrepondo-se a Giovanni Visconti (Vini Zabù-KTM) e a Harm Vanhoucke (Lotto Soudal). Mas o destaque do dia foi para a conquista da camisola de liderança por parte de João Almeida (Deceuninck-Quick Step). Houve muitas dúvidas de quem era o novo líder, mesmo depois de Almeida ter terminado a etapa, mas as décimas de segundo do contrarrelógio foram decisivos, tornando o português o novo camisola rosa da competição, empatado com Caicedo.

Foram precisos 31 anos para voltarmos a ver um atleta luso a liderar uma Grande Volta. Acácio da Silva tinha sido o último a conseguir tal feito, visto que em 1989 liderou no Giro e no Tour, conquistando curiosamente a camisola rosa no Monte Etna. Geraint Thomas caiu durante a etapa, e ressentiu-se muito, acabando por perder muito tempo, quase 12 minutos para os favoritos. Simon Yates também teve uma quebra física, perdendo quase quatro minutos para o grupo dos mais fortes.

Foto de capa: Giro d’Italia

Liga Inglesa | 5 jogadores que estiveram a um passo da Premier League

O mais recente mercado de transferências foi mais contido do que os dos últimos anos, mas ainda assim não tanto como se esperava, face aos efeitos provocados pela pandemia que o mundo atualmente atravessa. No que diz respeito à Liga Inglesa, muitos foram os reforços que entraram nas equipas do principal escalão e que chegaram a Terras de Sua Majestade. Contudo, existiram negócios que estavam praticamente fechados… Mas não se concretizaram. Ora, são os cinco principais negócios falhados que figuram na seguinte lista.

As 5 melhores máscaras de Wrestling de sempre

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O mundo tem-se habituado ao uso de máscaras devido à pandemia da Covid-19, mas apesar de quase ninguém gostar de o fazer, existem certas pessoas que não só se habituaram, como ganharam grande parte da sua fama a esconderem a sua cara.

Esta é uma lista com algumas das melhores máscaras de sempre da história do wrestling.

Foto de Capa: WWE

Bledisloe Cup: Jogo de “loucos” termina empatado

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A Austrália viajou até ao outro lado do Mar da Tasmânia para dominar a Nova Zelândia, num jogo que acabou com um empate a 16 pontos. Este encontro não só marcou o regresso do Rugby internacional, como também foi o início de uma nova era para estas duas potências do hemisfério sul.

Em primeiro lugar, gostaria de realçar a mudança de paradigma pelo qual o Rugby australiano parece estar a passar. Dave Rennie trouxe um jogo muito mais dinâmico e organizado, comparando com os últimos tempos de Michael Cheika enquanto selecionador. Além do mais, conseguiu montar uma defesa pressionante e veloz, capaz de retirar espaço à linha atrasada da Nova Zelândia (Richie Mo’unga passou completamente ao lado do jogo). É verdade que foram evidentes as dificuldades dos avançados no breakdown, sobretudo no pós-placagem, e no alinhamento, mas, mesmo assim, os Wallabies dominaram os neozelandeses nos capítulos da posse e do território.

Apesar das condições atmosféricas, ambas as equipas apostaram fortemente no jogo ao pé. De um lado, os All Blacks aproveitaram, principalmente na primeira parte, diversas falhas de cobertura do eixo mais profundo do terreno para ganhar metros e colocar sob pressão o adversário. Do outro lado, Nic White, que, nos primeiros quarenta minutos não esteve bem neste domínio da partida, soube tirar partido do facto de ter o vento a seu favor na segunda metade para pressionar o trio defensivo adversário. Esta estratégia revelou-se profícua, visto que o três de trás da Nova Zelândia mostrou muitas dificuldades na captação de bolas altas.

Ainda para mais, seria de esperar a pouca utilização da profundidade, uma vez que a bola estava molhada, mas a verdade é que das escassas ocasiões em que a largura do terreno foi explorada, surgiram dois dos quatro ensaios do jogo.

Já os visitados, à semelhança dos australianos, apresentaram uma defesa agressiva, mas conseguiram superiorizar-se na leitura e na velocidade de ataque à bola no chão. Os turnovers de Damian McKenzie e Sam Cane foram essenciais, pois puseram termo a diversas oportunidades de que a Austrália dispôs. Ainda assim, os homens de Ian Foster pecaram no ataque, ao desperdiçar algumas ocasiões de ensaio, nomeadamente aquela em que Rieko Ioane perdeu o controlo da oval já para lá da linha de meta australiana.

Contudo, a maior oportunidade desperdiçada foi aquela seguida do pontapé de Reece Hodge ao poste, já com o relógio para lá dos oitenta minutos. Os australianos estiveram praticamente debaixo dos postes, tal comos os neozelandeses uns minutos mais tarde, mas nenhum dos conjuntos arriscou o drop da vitória.

A meu ver, Sam Cane foi o homem do jogo, na medida em que foi o líder de uma defesa forte, ao realizar vente seis placagens e ao recuperar duas bolas no breakdown. Já do lado australiano são diversos os nomes que se destacam, entre os quais Filipo Daugunu, Nic White e Matt Philip, mas, na minha opinião, Hunter Paisami realizou uma estreia sublime em termos táticos, além de ter oferecido fisicalidade à sua linha de três quartos.

A disputa da Blesdisloe Cup continua, desta feita no Eden Park, onde os australianos não vencem desde 1986. Será Dave Rennie capaz de vencer na fortaleza dos All Blacks? Teremos a reposta a partir das 4:30 da manhã portuguesas de domingo.

Foto de Capa: All Blacks

FC Porto| Nas seleções nacionais, eles também dão cartas!

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Em pleno mês de outubro e em vésperas de um Sporting CP vs FC Porto, deu-se a primeira pausa no campeonato para jogos das seleções. O lado positivo é o prestígio internacional que os portistas têm ao verem tantos internacionais pelas suas seleções e a possibilidade de Sérgio Conceição trabalhar novos reforços e jogadores que ambicionam ter um papel mais ativo na equipa. O lado negativo é o conhecido vírus FIFA e a ausência de elementos nucleares do FC Porto nos treinos até para entrosar os novos reforços.

Na totalidade, o FC Porto tem neste momento 12 jogadores a jogar pelas respetivas seleções, sendo que nem todos jogam na equipa principal. Neste artigo, vou analisar a prestação destes atletas quando envergam a bandeira do seu país. A análise prende-se com os jogos realizados nesta paragem das competições de clubes, sendo que ainda não foram realizados todos os jogos pelos internacionais portistas.

Começamos precisamente pelos portugueses. O FC Porto tem neste momento Pepe e Sérgio Oliveira a representar os dragões na seleção A portuguesa. Pepe continua a ser um dos melhores internacionais que o FC Porto tem e esteve em muito bom plano no empate de Portugal com a Espanha, em que entrou no top 5 dos jogadores mais internacionais de sempre por Portugal e passou a ser também o defesa mais internacional. No empate diante da França também mostrou uma enorme segurança no eixo defensivo. Já Sérgio Oliveira está longe de fazer parte das escolhas inicias de Fernando Santos. No jogo diante da Espanha não se encontrava no banco de suplentes e contra a França foi suplente não utilizado.

 Nos Sub-21 de Portugal, existem quatro jovens dragões a marcar a sua posição. No jogo frente à seleção sub-21 da Noruega, Diogo Costa foi titular e assistiu a uma vitória confortável portuguesa, pese embora o golo sofrido. Diogo Leite foi outro dos titulares neste encontro ao contrário de Fábio Vieira que ainda não se conseguiu afirmar de forma absoluta nos comandados de Rui Jorge. Francisco Meixedo ainda não é uma presença assídua na equipa principal portista e na seleção também tem de lutar muito para subir na hierarquia.

Na seleção do Senegal, o FC Porto tem como máximo representante Mamadou Loum. Contudo, o médio-defensivo foi suplente não utilizado na derrota por três bolas a uma diante de Marrocos e pode espreitar uma oportunidade frente à Mauritânia.

Do Senegal viajamos para a Guiné-Bissau em que Nanú vai começando a mostrar serviço como internacional A. Foi titular na vitória da seleção guineense frente a Moçambique e pode ter mais uma oportunidade frente a Angola.

Por terras nigerianas também se vê um jogador portista. Zaidu foi titular na derrota da seleção da Nigéria frente à Argélia. Contudo, o lateral esquerdo portista foi muito elogiado pelo seu desempenho dentro das quatro linhas. Conseguiu neutralizar as ações de Riyad Mahrez e teve bons movimentos ofensivos, o que levou a que fosse considerado dos melhores em campo. A Tunísia pode ser mais um bom teste para Zaidu mostrar os seus pergaminhos.

Falta agora a análise ao desempenho de três internacionais que também estão nas suas seleções, longe da invicta.

Começamos com o melhor jogador portista da época transata. Tecatito Corona continua a brilhar pela seleção mexicana, sendo agora talvez a maior figura dos comandados de Gerardo Martino. O número 17 portista foi titular na vitória dos mexicanos diante da holanda e fez mais uma excelente exibição de deixar os defesas da laranja mecânica com os rins trocados. Desde sombreros a túneis, Tecatito até é visto pelo compatriota Miguel Layún como um jogador que já devia estar noutros palcos mundiais. Veremos se com estas exibições se mantém durante muito tempo como jogador de Sérgio Conceição. O próximo palco para Tecatito é contra a Argélia.

Mehdi Taremi é mais um nome que leva a bandeira portista para os palcos internacionais, neste caso no Irão. Foi o autor do segundo golo dos iranianos frente ao Uzbequistão. Mais uma vez foi visível aquilo que é uma imagem de marca deste avançado: inteligência nas movimentações e uma capacidade ímpar nas mudanças de velocidade com a bola nos pés. Assim conquistou mais uma grande penalidade e converteu-a com toda a tranquilidade. O Mali será mais um teste antes do regresso ao Dragão.

 Terminamos com o mais recente reforço do FC Porto. Marko Grujic ainda não se juntou ao plantel, mas não tem sido opção na seleção da Sérvia. Veremos se o encontro diante da Turquia pode significar um volte face na vida do médio defensivo portista com as cores da seleção.

Foi este o desempenho dos 12 internacionais portistas nas suas seleções até ao momento, visto que ainda há jogos por realizar. Tendo em conta estes dados, o destaque nestes internacionais vai para Tecatito Corona, pela forma como demonstrou todo o seu talento frente à seleção holandesa, com uma menção honrosa à estreia de Zaidu que surpreendeu muito na seleção nigeriana.

SL Benfica | Os 5 melhores mercados neste século

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Depois de uma revolução na abordagem ao mercado de transferências, o SL Benfica volta à aposta na qualidade diferenciada fora de portas, relegando a produtividade do Seixal para a simples exportação, depois de anos de aposta séria nos craques que a cada ano se destacam nos escalões mais jovens.

A chegada de Jorge Jesus foi a decisão final nesse sentido, conhecendo-se de antemão a aversão do técnico à qualidade local e a preferência pelo mercado externo como base de reforço da equipa. Foi, nestes pressupostos, o mercado mais mediático da última década na Luz, com a entrada de vários titulares nas cinco principais ligas europeias, especial incidência na Premier League – os membros da mais provável dupla titular no eixo da defesa eram, até à última época, titulares importantes em equipas de ataque ao título em Inglaterra.

Verthongen e Otamendi são os rostos mais vincados desse volte-face benfiquista na construção de plantéis, tendência que se iniciou na contratação de Julian Weigl em Janeiro último e que marca um regresso da aposta encarnada em grandes nomes – tal e qual há 12 anos, quando a chegada de Pablo Aimar e José António Reyes fizeram explodir os cabeçalhos da imprensa portuguesa e internacional. Nesse sentido, relembramos os melhores mercados deste século, os mais mediáticos e os que proporcionaram melhores resultados desportivos, a curto e longo prazo.

Sporting CP | Wendel Show: a qualidade que vai faltar

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Uma das notícias de fecho do mercado: o Sporting CP vendeu Wendel aos russos do Zenit por cerca de 20 milhões. O brasileiro de 23 anos chegou a Alvalade em janeiro de 2018, proveniente do Fluminense, sendo um pedido expresso de Jorge Jesus, na altura treinador da equipa leonina.

Antes de chegar a Alvalade, muito se falou sobre o seu futuro, vários rumores de clubes internacionais e nacionais, como por exemplo o FC Porto. Um dos nomes mais sonantes foi o Paris Saint Germain, clube que lutou pela contratação do médio. Surpreendentemente, Wendel optou pelas cores verde e branco e o Sporting CP pagou 7,5 milhões de euros.
A sua chegada gerou alguma expectativa dos adeptos, no entanto, tardou em afirmar-se. Jorge Jesus não viu o médio como uma aposta válida e entendeu que o jogador precisava muito trabalho a nível tático. Seguramente, a diferença do futebol brasileiro para o europeu esteve na origem desse problema.

Depois do ataque de Alcochete e das sucessivas rescisões que resultaram desse acontecimento, Wendel ganhou espaço e teve mais oportunidades para jogar. Recordo-me que com José Peseiro não foi aposta, mas aquando da chegada de Marcel Keizer, começou a contar para as escolhas do onze inicial, formando o meio campo com Bruno Fernandes e Gudelj.

Na época 2018/2019 cumpriu um total de 33 jogos e registou três golos e cinco assistências. Na época seguinte, a sua importância foi notória e afirmou-se como uma das principais figuras do plantel leonino, realizando 39 jogos, apontando três golos e três assistências.

Com Marcel Keizer, José Peseiro, Silas e Rúben Amorim, Wendel firmou a sua preponderância e os seus rasgos individuais
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Durante a passagem por Alvalade, a sua prestação futebolística foi bem melhor que a prestação comportamental. Um dos episódios mais caricatos deu-se quando o jogador foi apanhado a conduzir sem carta de condução ou quando foi a Turim assistir ao Juventus x Ajax, sem autorização do clube, sendo alvo de um processo disciplinar por parte do clube leonino.

Sempre fui um admirador do futebol de Wendel, a capacidade que tem de controlar a bola e levar o jogo para a frente em velocidade é algo que se fez notar positivamente. Na última época foi, sem dúvida, um dos elementos mais importantes e isso revela bem a capacidade do jogador. A sua qualidade vai fazer muita falta nesta temporada, acredito que Rúben Amorim tinha pintado a equipa com Wendel. Perder o jogador no fim de mercado é algo que surpreendeu tudo e todos. Apesar de compreender a transferência, como adepto, sou contra à saída de qualquer bom jogador e mais valia do clube.

Gostaria ainda de realçar uma questão muito interessante. Em termos monetários, Wendel foi uma das melhores vendas dos últimos anos. Contudo, os louros são atribuídos à atual Direção enquanto não merecem. Em dois anos, Frederico Varandas nunca foi capaz de vender um jogador que tenha sido contratado durante o seu mandato por um valor surpreendente. Nem um!

Era esta a herança pesada de que se falava? A falta de ambição é notória por parte de quem comanda o barco. Não seria mais ambicioso imaginar um meio campo com João Mário e Wendel? Confesso que esta política de Varandas ao estilo de Godinho Lopes é deprimente.
Por último, gostaria de desejar toda a sorte e felicidade a Wendel no futuro. Tenho a certeza de que iremos ouvir falar dele e pelos melhores motivos. Será sempre um leão e as portas de Alvalade estarão sempre abertas para ser recebido com aplausos. O Wendel Show vai deixar saudades.

Artigo revisto por Joana Mendes

NBA Finals – Jogo 6, Miami Heat 93-106 LA Lakers: A 17.ª dos Lakers!

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A CRÓNICA: LOS ANGELES LAKERS VENCEM JOGO 6 E CONQUISTAM O CAMPEONATO PELA 17.ª VEZ.

Dez anos depois, “The Los Angeles Lakers are the NBA Champions”. Após muitas épocas de ausência nos playoffs (seis) e o recém falecimento de uma das maiores lendas da equipa e da NBA, Kobe Bryant, os LA Lakers conquistaram o campeonato da NBA no sexto jogo da NBA Finals, contra os Miami Heat. A maior estrela dos novos campeões foi LeBron James.

“King James” conquistou pela quarta vez na carreira e pela primeira vez nos Lakers, o NBA Finals MVP – ganhou duas vezes nos Miami Heat e uma vez nos Cleveland Cavaliers.

Antes do jogo, o favoritismo estava no lado dos Lakers, que só estavam a apenas um jogo de conquistar o título. Frank Vogel surpreendeu ao incluir Alex Caruso no 5 inicial da equipa de Los Angeles – ninguém diria que o Caruso foi undrafted no NBA Draft 2016 e jogou três épocas na G-League.

No primeiro período, a equipa de Los Angeles entrou muito forte e acabou a ganhar por 7 pontos. Tudo se deveu à forte entrada de Anthony Davis (8 pontos, 3 assistências e 1 ressaltos) e de LeBron James (9 pontos, 3 assistências e 5 ressaltos). No lado dos Heat, destaque para Duncan Robinson que acertou dois triplos.

No entanto, o maior destaque do período foi o regresso de Goran Dragic. O experiente jogador eslovaco estava de fora desde o jogo 1, onde se lesionou com alguma gravidade. É sempre bom ver os jogadores de volta ao campo.

Se pensavam que o primeiro período dos Lakers já tinha sido forte, o segundo foi ainda melhor. A equipa de Los Angeles voltou para o balneário a ganhar por 28 (!) pontos. O grande destaque do segundo período foi Ronjo Rondo que conseguiu 9 pontos, 2 assistências, 3 ressaltos e 6 cestos acertados em 6 tentativas. Há dez anos, Rondo jogou contra os Lakers, nas finais de 2010, pelos Boston Celtics – o maior rival dos LA Lakers… Como os tempos mudam!

O antigo jogador dos Celtics foi fundamental no pick and roll da equipa de Frank Vogel. No lado dos Heat, apesar de ter tido uma primeira parte mais apagada, Jimmy Butler foi o melhor jogador: 5 pontos, 3 assistências, 5 ressaltos e 1 bloqueio de bola. Após o desgaste no último jogo, era complicado manter o ritmo para o jogo de hoje (36-64).

No regresso ao jogo, no terceiro período, esperava-se que os LA Lakers jogassem com um ritmo mais baixo, porém não foi o que aconteceu. Acabaram o período com uma vantagem de 29 pontos (mais um do que no segundo período) e chegaram a ter uma vantagem de 36 pontos. Impressionante! O maior destaque foi LeBron James. “King James” foi fundamental ao marcar 8 pontos, ganhou 3 ressaltos e fez 3 assistências. Com um jogador destes, é muito mais fácil ganhar jogos. Miami Heat muito aquém das expetativas…

No quatro e último período do jogo e da temporada, Heat entraram muito bem e reduziram a desvantagem de 29 pontos para 21. Porém, a vantagem dos Lakers nunca teve colocada em causa. O destaque dos Lakers no último período foi LeBron James. Foi um excelente período para completar mais um belo jogo da maior estrela de Los Angeles: 9 pontos, 3 ressaltos e 1 assistência.

Nos Miami Heat, Bam Adebayo foi quem teve melhor no último período: 10 pontos, 5 ressaltos, 3 assistências e 1 bloqueio de bola. Ele tem um grande futuro na NBA. Com a vitória dos Lakers (93-106), e a consequente conquista do campeonato, a temporada da NBA termina após um época atípica. Foi a 17.ª vez que os LA Lakers conquistaram o campeonato da NBA.

Após vários meses de basquetebol jogado numa “bolha”, o maior campeonato de basquetebol do mundo terá as suas férias. Até à próxima época!

Resultado: Miami Heat 93-106 LA Lakers (20-28 / 16-36 / 22-23 / 35-19)

 

A FIGURA

LeBron James – É o quatro anel e a terceira vez que conquista o prémio de NBA Finals MVP. Totalmente merecido. Foi mais um excelente jogo de King James: 28 pontos, 14 ressaltos, 10 assistências, 1 roubo de bola e apenas 1 turnover. Ah, e é o jogador mais triplo-duplos nas NBA Finals: 11. Ninguém diz que está quase a fazer 36 anos.

 

O FORA DE JOGO

Miami Heat – A equipa começou e acabou a série da mesma forma: com uma derrota humilhante. Para todos os intervenientes da equipa de Miami, foi um jogo que ficará na memória e não é pelos melhores motivos. Mas, apesar do jogo abaixo do esperado, foi uma ótima campanha dos Heat na temporada. Não previa a presença da equipa de Erik Spoelstra na final. Surpresas serão sempre bem-vindas! Espero que mantenham o ótimo desempenho na próxima época.

 

ANÁLISE TÁTICA – MIAMI HEAT

Foi um jogo para esquecer. Apesar do regresso de Dragic (ainda estava condicionado), a equipa de Miami fez um jogo que não pretendem ver tão cedo. Com muitos problemas no ataque devido ao excelente trabalho defensivo de Davis e da condição física limitada de Butler, devido ao desempenho do jogo 5, os Heat não tiveram qualquer hipótese no jogo 6. O pick and roll não foi nada eficaz contra Davis e, surpreendentemente, não conseguiam lançar muitas vezes atrás da linha de três pontos.

5 INICIAL – MIAMI HEAT

Jimmy Butler (7)

Jae Crowder (6)

Bam Adebayo (8)

Duncan Robinson (5)

Tyler Herro (6)

SUBS UTILIZADOS

Andre Iguodala (3)

Goran Dragic (6)

Kendrick Nunn (5)

Solomon Hill (5)

Kelly Olynyk (6)

Derrick Jones Jr. (-)

ANÁLISE TÁTICA – LA LAKERS

A saída de Dwight Howard do 5 inicial para a inclusão de Alex Caruso foi fundamental para a vitória dos Lakers. Anthony Davis passou para o lugar de poste onde esteve muito bem tanto ofensivamente como defensivamente. Foi o melhor jogo defensivo da equipa de Frank Vogel. No ataque, Ranjo Rondo e LeBron James foram fundamentais devido às diversas jogadas de pick and roll provocadas pelos dois jogadores e as várias transições rápidas do novo NBA Finals MVP.

5 INICIAL – LA LAKERS

LeBron James (10)

Anthony Davis (9)

Kentavious Caldwell-Pope (8)

Danny Green (6)

Alex Caruso (7)

SUBS UTILIZADOS

Ranjo Rondo (9)

Kyle Kuzma (5)

Markieff Morris (5)

Jared Dudley (-)

Quinn Cook (-)

Dwight Howard (-)

Foto de capa: NBA

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Barcelona 2-1 ElPozo Murcia FS: Vitória da eficácia

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A CRÓNICA: CATALÃES VENCEM MURCIANOS E CONQUISTAM A EUROPA

O Palau Blaugrana – pavilhão substituto do originalmente indicado em Minsk, devido à pandemia de COVID-19 – recebeu a final da UEFA Futsal Champions League 100% espanhola que pôs frente a frente FC Barcelona e ElPozo Murcia FS. O jogo começou muito disputado e interessante com um ligeiro ascendente blaugrana que foi coroado com o primeiro golo da autoria de Ferrão, com um tiro de meia distância.

Após este primeiro tento, a formação murciana tentou chegar ao empate e teve algumas boas oportunidades para empatar o encontro, mas não conseguiu introduzir a “redondinha” na baliza adversária.

Completamente contra a corrente do jogo, eis que o FC Barcelona consegue o segundo tento, por intermédio de Aicardo. Podemos então utilizar uma expressão popular que se adequa perfeitamente ao que se passou na quadra nestes primeiros 20 minutos “quem não marca sofre”. Em duas ocasiões o Barcelona aproveitou na plenitude, ao passo que o ElPozo não aproveitou nenhuma das que dispôs, também por mérito do guardião do Barcelona Didac, sempre eficaz quando chamado a intervir.

Esta primeira parte foi decidida graças a um pequeno (grande) detalhe: a eficácia e o aproveitamento das ocasiões de perigo junto da baliza adversária. Enquanto que no lado do Barcelona esse foi total, do lado do Murcia foi nulo. Assim chegamos ao intervalo com um 2-0 favorável à equipa da casa, nada justo em relação à qualidade de jogo praticado, mas o desporto é mesmo assim.

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Algo teria de mudar na equipa murciana para alimentar o sonho de ser campeã europeia neste ano, algo que seria inédito na história do clube. O Barcelona, por sua vez, procurava o terceiro título, após os sucessos de 2012 e 2014.

A segunda metade começou na mesma toada que a primeira: o ElPozo Murcia a insistir no ataque continuado e o FC Barcelona a procurar um erro defensivo que pudesse originar um contra-ataque rápido. A cerca de 15 minutos do fim, um erro grave da defesa do FC Barcelona foi superiormente aproveitado por Leo Santana, que a abrir um cofre até então inviolável. O brasileiro colocava o ElPozo completamente dentro da discussão desta final.

Nos últimos minutos, a pressão do ElPozo era ainda mais intensa, procurando o tão ansiado golo que empatasse o jogo. Como esperado, os últimos quatro minutos contaram com o guarda-redes avançado dos murcianos, responsabilidade que coube ao número 14, Fernando Aguilera. Até ao fim do encontro, as oportunidades foram sendo acumuladas, mas nunca conseguiram desfeitear o guarda-redes Dídac.

Grande festejo no fim do encontro, pois os blaugrana eram campeões europeus pela terceira vez, frente a um ElPozo que tentou de tudo, mas não conseguiu chegar ao empate. Num encontro em que a vitória do FC Barcelona não se adequa ao que as equipas produziram em campo, mas marcou mais golos do que o seu adversário. Portanto, cumpriu o desígnio básico do desporto para poder almejar a conquista do troféu continental, sucedendo ao campeão europeu em 2019, o Sporting CP.

A FIGURA

Dídac Plana – Grande exibição do guardião espanhol, a defender quase tudo e a manter a sua equipa na liderança do jogo durante os momentos mais complicados. Grande parte da conquista se deve ao guardião Dídac.

O FORA DE JOGO

Falta de eficácia do ElPozo Murcia FS – Pode parecer repetitivo mas é verdade, a equipa Murciana criou muito mas não conseguiu transformar em golos o ascendente que  teve em termos exibicionais.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Andreu Plaza montou uma equipa segura defensivamente e a apostar em transições rápidas e no contra-ataque, jogando no erro do adversário. É certo que teve a sorte do jogo e contou com uma exibição majestosa de Didac, mas também teve mérito na conquista, obviamente.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dídac Plana (9)

Jesús Aicardo (8)

Dyego (7)

Marcênio (7)

Ferrão (8)

SUBS UTILIZADOS

Matheus Silva (6)

Daniel (6)

Adolfo Fernández (6)

Esquerdinha (6)

Sergio Lozano (6)

Joselito (6)

Bernat Povill (6)

Ximbinha (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ELPOZO MURCIA FS

Diego Giustozzi montou uma equipa disposta a assumir as despesas do encontro. O treinador que foi campeão do mundo em 2016 ao serviço da Argentina apostou no ataque continuado e constante, mas a sua equipa não teve audácia na hora de finalizar e foi penalizada por isso.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Carlos Espindola (7)

Léo Santana (8)

Matteus (7)

Marcel Marques (7)

Felipe Paradvnski (7)

SUBS UTILIZADOS

Marc Tolrà (6)

Dario Gil (6)

Alberto Garcia (6)

Pol Pacheco (6)

Miguelin (6)

Fernando Aguilera (6)

Rafa Santos (6)

Cholo Salas (6)

França 0-0 Portugal: Um empate com sabor a liderança

A CRÓNICA: EQUILÍBRIO NA PRIMEIRA PARTE, CONSITÊNCIA DEFENSIVA DE PORTUGAL NO SEGUNDO TEMPO

Portugal e França voltaram a encontrar-se, quatro anos depois da final do Euro’2016, num autêntico duelo de campeões, desta feita numa partida referente à 3ª jornada do grupo 3 da Divisão A da Liga das Nações.

Num Stade de France limitado a 1000 espetadores, e onde a seleção lusa já foi bastante feliz, a partida começou com grande equilíbrio entre as duas formações. Ao longo do primeiro tempo foram poucas as oportunidades efetivas de golo para ambos os lados, com as equipas a anularem-se uma à outra. Ainda assim, a formação das quinas foi um pouco superior, demonstrando uma maior inteligência tática e fluidez de jogo.

No regresso dos balneários para o arranque do segundo tempo, Portugal mostrou dificuldades em entrar no jogo, abriu-se mais e mostrou-se menos compacto, o que permitiu à formação gaulesa aproximar-se da baliza lusa. Os gauleses entraram pressionantes nos primeiros minutos, aproveitando alguns desequilíbrios no meio campo português, mas a linha defensiva lusa tomou conta do recado, com os centrais Rúben Dias e Pepe a estancarem as iniciativas ofensivas individuais e coletivas do adversário. Portugal também se mostrou pouco assertivo na manobra ofensiva, apesar de ainda ter colocado a bola na baliza defendida por Lloris, por intermédio de Pepe, mas com o lance a ser anulado por fora de jogo.

No final da partida registou-se o empate no marcador, com as equipas a dividir os pontos desta disputa. Com este resultado Portugal mantém-se como líder do grupo fruto da diferença de golos, e em igualdade pontual com os franceses, ambas com sete pontos.

 

A FIGURA

Rúben Dias e Pepe – A dupla de centrais da seleção portuguesa fez um grande jogo, impedindo a maior parte das iniciativas francesas com grande eficácia e com cortes decisivos. Ambos mostraram um grande entendimento e consistência.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Cristiano Ronaldo – O capitão da formação das quinas fez um jogo muito apagado, tendo sido incapaz de ajudar a seleção lusa na manobra ofensiva, tanto por falta de rendimento, como pela marcação efetuada pelos defesas franceses.

 

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

A formação gaulesa entrou em campo disposta num 4-4-2, com os homens do meio campo a formarem um losango. Os homens mais destacados do lado dos franceses foram Pogba e Mbappé, principalmente na segunda parte. Depois de uma primeira parte bastante dividida por ambas as seleções, a França superiorizou-se no segundo tempo, mostrando-se mais pressionante e com melhor controlo da posse de bola. Foram conseguindo aproximar-se com alguma insistência da baliza portuguesa mas, tal como para os adversários, as oportunidades de golo foram escassas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (7)

Pavard (7)

Varane (7)

Kimpembe (7)

Hernández (7)

Kanté (7)

Rabiot (6)

Pogba (7)

Griezmann (6)

Mbappé (6)

Giroud (6)

SUBS UTILIZADOS

Martial (6)

Coman (-)

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Fernando Santos não fez alterações táticas de maior, apresentando a seleção nacional a jogar no seu habitual 4-3-3. Nos primeiros 45 minutos a formação das quinas apresentou-se muito fechada, anulando eficazmente as iniciativas francesas de chegar à baliza defendida por Rui Patrício e conseguindo controlar grande parte do ritmo da partida. Consequentemente, não conseguiu criar perigo junto da baliza gaulesa. Já no segundo tempo, a equipa entrou no jogo menos compacta, acusando a alta mobilidade dos jogadores franceses, mas Pepe e Rúben Dias foram estancando as ofensivas de Mbappé e Griezmann, principalmente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Patrício (7)

Semedo (7)

Pepe (7)

Dias (7)

Guerreiro (7)

Danilo (7)

Fernandes (6)

Carvalho (6)

Ronaldo (6)

João Félix (6)

Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Jota (6)

Sanches (6)

Moutinho (-)

Cancelo (-)

Trincão (-)