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Sporting CP | Os 5 melhores regressos a Alvalade

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O clube originário de Alvalade é um clube formador e vendedor obrigatoriamente. Não para se poder gabar de ser o clube que mais e melhor vende (e neste caso é relativo), mas porque é obrigatório fazê-lo para conseguir equilibrar as suas contas. Porque um clube de um país com dez milhões de habitantes, ainda que distribuídos por apenas três clubes (pronto, retiro daí um milhão dos que são exclusivamente adeptos/sócios da sua região – com muito boa vontade), e com pouca visibilidade em países “consumidores de futebol” nunca poderá gerir-se apenas com cotizações, patrocínios e “merchandising”. (Se nem o que tem mais adeptos neste rectângulo consegue…)

Felizmente, e apesar de já não serem muitos, alguns dos jogadores que saem de Alvalade prometem um dia voltar ao seu clube de coração. Desses, muitos esquecem-se disso logo no dia seguinte, mas há sempre os que efectivamente regressam, seja a título definitivo ou por empréstimo. E pouco importa agora se voltaram apenas porque as coisas não lhes correram bem noutras paragens. O que importa é se, quando voltaram, deram tudo pelo clube, e acrescentaram algo com o seu contributo.

E partindo desse pressuposto, propus-me a fazer um TOP de jogadores que considero terem acrescentado algo após o regresso. Assim, e porque não foram muitos os que voltaram, vou apresentar cinco nomes de jogadores que vi jogar, e com alegria vi voltarem para envergar a verde e branca listada. Desde já informo que João Mário não constará porque, apesar de eu gostar do jogador e lhe reconhecer uma enorme qualidade ainda não sei como será a sua prestação (tenho a certeza que ajudará muito).

IPL: Mumbai Indians no topo, mas muito equilíbrio

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Com a fase regular da Indian Premier League sensivelmente a meio, os campeões em título e recordistas de vitórias, Mumbai Indians, ocupam o topo da tabela classificativa, mas apenas no desempate. A reedição da final de 2019 com os Chennai Super Kings inaugurou a edição 2020 da IPL com uma derrota dos Indians, que voltaram a perder ao terceiro jogo, com os Royal Challengers Bangalore. No entanto, seguiram-se quatro convincentes triunfos consecutivos que dão à equipa boas perspetivas de apuramento para os playoffs.

Os Chalengers e os Delhi Capitals também contam com o mesmo registo de 5-2, pelo que somam dez pontos tal como os Indians, e o último lugar de qualificação está entregue aos Kolkata Knight Riders (4-3). Contudo, as contas estão longe de estar fechadas, especialmente porque Sunrisers Hyderabad (3-4) e Rajasthan Royals (3-4) estão suficiente perto para ameaçar qualquer dos quatro da frente.

Os Chennai Super Kings, que até tiveram o já mencionado começo auspicioso, estão a ser a grande desilusão da competição. Campeões em 2018 e finalistas vencidos em 2019, partiam como fortes candidatos ao título, mas até a qualificação para os playoffs começa a ficar complicada. Os problemas têm sido globais, com a equipa estar entre as duas piores quer em pontos permitidos quer em pontos feitos.

Finalmente, o último posto está reservado para os Kings XI Punjab (1-6). Este caso, contudo, enganador. Com uma derrota em Super Over, outra por duas corridas e ainda uma numa partida em que chegaram aos 223 pontos, poderíamos, se tivesse havido um pouco de sorte, estar a falar de uma equipa com um registo bem mais acima na tabela. Bem demonstrativo disse é que KL Rahul e Mayank Agarwal são os dois melhores pontuadores da IPL.

A título individual, Sam Curran dos Super Kings tem sido um dos principais destaques. A cumprir função dupla de batedor e lançador, o jovem britânico tem-se destacado em ambos os lados da bola, tal como Jofra Archer, dos Royals. Se ofensivamente, já vimos que KL Rahul é a figura com 387 pontos, do lado defensivo é impossível não mencionar os 17 wickets de Kagiso Rabada, dos Capitals.

Foto de Capa: Indian Premier League T20

Jean-Clair Todibo | Novato no centro da defesa

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Jean-Clair Todibo foi a última contratação do SL Benfica neste mercado de transferências. O defesa central francês chega emprestado pelo FC Barcelona até ao final da temporada. O empréstimo inclui uma cláusula de compra opcional que deverá rondar os 20 milhões de euros.

Ficou bastante óbvio que o jogador francês não era a primeira escolha de Jorge Jesus para reforçar o centro da defesa. Rúben Semedo e Lucas Veríssimo eram as primeiras escolhas do técnico português, mas as suas contratações não foram possíveis. Apesar disto, Todibo tem capacidades para brilhar ao serviço do clube encarnado.

O defesa nascido na Guiana Francesa (um autêntico viveiro de talento para a seleção francesa) foi contratado pelo Barcelona em janeiro de 2019, depois de explodir ao serviço do Toulouse FC. Na Catalunha ainda realizou cinco partidas, mas foi emprestado pelo clube blaugrana ao Schalke 04 durante a última metade da temporada.

Na Bundesliga, o gigante francês impressionou e demonstrou que estava a evoluir bastante, tendo ainda um grande potencial por descobrir.

Todibo é um defesa muito possante. Do alto do seu 1.90m, o francês é um central muito forte fisicamente. Utiliza muito bem a sua compleição física para proteger ou recuperar a bola. O desarme é uma das grandes armas do jogador.

Todibo chegou emprestado pelo FC Barcelona
Fonte: FC Barcelona

Apesar da sua altura, Todibo não é uma especial ameaça do ponto de vista do jogo aéreo. Peca ainda no timing de salto e ataque às bolas aéreas.

A enorme velocidade, tendo em conta até a sua elevada estatura, é uma das características que mais diferencia o jogador. Esta velocidade permite ao francês sair mais rápido na pressão ao portador de bola e ao mesmo tempo conseguir controlar o espaço deixado nas suas costas.

Em muitas situações, Todibo consegue mesmo ser mais veloz que muitos atacantes. Isto pode ser muito benéfico para o SL Benfica, que com Jardel, Ferro, Otamendi ou Verthonghen não conta com nenhum central particularmente rápido (muito menos com a velocidade de Todibo).

Talvez esta extrema velocidade prejudique o jogador naquelas que são as suas grandes falhas: o posicionamento defensivo e a desconcentração (própria da idade, diga-se).

Por vezes é evidente a pouca noção que ainda tem dos espaços ocupados pelos adversários. Isto é algo perfeitamente corrigível, ainda para mais trabalhando com Jorge Jesus que tanto enfâse dá ao comportamento tático (sobretudo defensivo).

Com a bola no pé, Todibo é um jogador muito capaz. Na primeira fase de construção, consegue fazer passes progressivos, tanto de forma curta como de forma longa. Tem também alguma qualidade a sair com a bola controlada, mas recorre demasiadas vezes a esta solução.

Todibo é um central com características físicas únicas e com uma crescente qualidade técnica. Tem algumas lacunas evidentes, sobretudo no lado tático e mental do jogo, mas a evolução que tem tido (e continuará a ter) é notável.

É uma excelente contratação do SL Benfica, que se demonstrar qualidade poderá permanecer de forma definitiva.

Frente a Frente: Zaidu Sanusi vs Malang Sarr – Quem será o titular?

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Após a expressiva revolução proporcionada pelo FC Porto, nos últimos dias de defeso, as principais figuras do plantel partiram para outros clubes, consecutivamente e como manda a lei do futebol, chegaram novas caras prontas a defender as cores dos dragões. Nesta “dança”, no onze ficou uma lacuna, mais propriamente no lado esquerdo da defesa, posição que pertenceu ao, antes, indiscutível Alex Telles.

Com a partida do brasileiro para o Manchester United FC, a vaga à esquerda está aberta, resta agora saber quem será o herdeiro da posição.

Neste momento, os principais candidatos são Zaidu e Malang Sarr, e, estando ambos aptos, prometem, seguramente, dar dores de cabeça a Sérgio Conceição na nova disposição do onze inicial. Fica a questão, qual dos dois será dono do lugar?

Veremos, Zaidu, de 23 anos, chega do CD Santa Clara após uma temporada onde foi uma das figuras essenciais no conjunto açoriano liderado por João Henriques. O nigeriano tem um perfil que agrada a Sérgio Conceição, faz o corredor por inteiro facilmente – no encontro contra o Marítimo entrou para a posição de extremo – o que lhe permite ser importante em momentos de bola parada.

Junta ainda capacidade de defender jogadores rápidos mantendo-os longe da área, além de que já está entrosado nos mecanismos da equipa, já trabalha com grupo desde o dia 30 de agosto.

Em contrapartida, apresenta algumas limitações no momento de um-contra-um, algo que pode dificultar a vida do defesa frente a jogadores mais técnicos e no momento do cruzamento muito característico do seu antecessor.

Por outro lado, Malang Sarr chegou a título de empréstimo por parte do Chelsea FC. Aos 21 anos é um dos defesas mais promissores do mundo (com 17 anos era titular pelo OGC Nice), polivalente, pode atuar também como central. É forte tecnicamente, uma grande arma no momento de saída em construção.

Tem uma das características mais valorizadas tanto para o treinador como para os adeptos, não desiste das bolas e pressiona os atacantes contrários, em momentos de contra-ataque pode ser, também, bem aproveitado já que possui um passe longo cheio com critério.

A tenra idade fez com que na última temporada perdesse algum do protagonismo o que o leva a cometer vários erros em momentos cruciais da saída com bola. Além disso, só chegou no último dia do defeso por empréstimo, uma medida sempre arriscada, valorizar elementos de outros clubes acaba por ser uma maneira de adiar um problema, quando a acabar a temporada o francês volta para o clube inglês.

WRC, Rali de Itália: Dani Sordo vence em terras italianas

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Dani Sordo, (Hyundai i20 Coupé WRC) conquistou a sexta ronda do Mundial de 2020, o Rali da Sardenha, em Itália. O piloto participou apenas pela segunda vez no campeonato deste ano e conseguiu repetir o resultado de 2019 ao sobreviver aos ataques de Sébastien Ogier e Thierry Neuville. O piloto segurou a dupla Thierry Neuville e Sébastien Ogier, que disputava o título do mundial de rali. O espanhol, de 37 anos, ficou sob grande pressão enquanto a dupla aumentou sua vantagem de meio minuto. Apesar de não ter conseguido acompanhar os tempos, resistiu e venceu a sexta rodada por 5.1 segundos com o seu Hyundai i20 dado que o domínio dos dois primeiros dias lhe garantiu uma vantagem constante.

Ao “controlar” Neuville e Ogier, conseguiu a proeza de vencer, pelo segundo ano consecutivo, o rali italiano. Foi a terceira vitória de Sordo na WRC vencendo, de forma categórica, nos dias de prova.

Sordo foi sucedido no pódio por Thierry Neuville (Hyundai i20) e por Sébastien Ogier (Toyota Yaris). Em luta pelo segundo lugar, a classificação mudou no último troço: Neuville bateu Ogier por 2.7s com o belga a terminar o rali um segundo na frente do francês, que acabou por cair para terceiro. A “Power Stage” decidiu a segunda posição no rali, com Thierry Neuville, o segundo na especial, a 0,7 segundos de Ott Tänak, a ganhar 2,7 segundos a Sébastien Ogier, vantagem suficiente para o belga da Hyundai terminar a prova à frente do francês da Toyota, por 1 segundo.O líder do Mundial, Elfyn Evans (Toyota Yaris), foi o quarto classificado e o quinto foi Teemu Suninen (Ford Fiesta).

Perante os resultados do rali, a liderança dos construtores ficou nas mãos da Hyundai que acumula sete pontos de vantagem sobre a Toyota Gazoo Racing. A prova destaca-se pela menor margem de tempo de sempre entre os lugares que ocuparam o pódio (6.1segundos).

Elfyn Evans tem uma vantagem de 14 pontos sobre o companheiro de equipe da Toyota, Ogier na classificação de pilotos com duas rodadas restantes. O galês guiou seu carro para o quarto lugar, pouco mais de um minuto atrás de Sordo. Na classificação do campeonato, Neuville acumula 87 pontos e o campeão mundial em título, Ott Tanak (Hyundai i20), acumula 83.

A próxima e penúltima etapa do campeonato terá lugar na Bélgica de 19 a 22 de novembro.

Foto de Capa: World Rally

Jogadores que Admiro #122 – João Mário

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Quando oiço o nome de João Mário, só me vem à memória o fenomenal jogo que fez no Dragão, no qual o Sporting CP venceu o FC Porto por 3-1. Por sinal, essa primeira passagem por Alvalade coincide com a melhor altura do Sporting CP nos últimos anos, com a luta pelo título de campeão nacional e com a presença na Liga dos Campeões.

Protagonizou uma transferência avultada de 40 milhões, a maior na altura, para o Inter de Milão. Na altura achei que poderia ser um risco – não achava o futebol praticado em Itália o ideal para a sua carreira – e esse risco confirmou-se. João Mário sempre foi tecnicamente dotado, mas revelou-se melhor ainda noutro aspecto: na inteligência.

É sempre bom contar com os melhores jogadores no nosso campeonato, mas é melhor ainda quando podemos contar com um jogador que sempre admirei a vestir novamente as cores do meu clube.

João Mário surpreendeu os adeptos leoninos sob o comando de Jorge Jesus e agigantou-se perante os eternos rivais
Fonte: Sporting CP

A sua chegada poderá trazer outras qualidades ao Sporting CP e fortalecer um grupo que neste momento praticamente só tem um objetivo: lutar pelo título nacional e qualificar-se para a próxima Liga dos Campeões. João Mário tem uma enorme capacidade de decisão e revela enorme aptidão para trabalhar em espaços curtos. Fisicamente, revela também uma enorme capacidade para rapidamente chegar à frente no terreno, e apesar de ser onde provavelmente tem mais dificuldades, não revela problemas em dar o seu contributo defensivo, conseguindo vencer vários duelos e ter capacidade para fechar o espaço defensivo – sobretudo pela passagem que fez no Lokomotiv de Moscovo.

Um jogador que irá trazer com bola diferenças gritantes ao plantel leonino, acrescentando critério, pausa e qualidade na saída ofensiva, garantido sempre qualidade no gesto técnico, com toda a sua assertividade, garantido também qualidade a sair das zonas de pressão e a variar o centro do jogo. O Sporting CP fica a ganhar em todos os capítulos, num jogador que poderá oferecer um largo upgrade quer física, técnica ou tacticamente, onde revela uma enorme perceção espacial.

Curiosamente o internacional português poderá fazer a estreia da mesma forma que me lembro dele: contra o FC Porto, mas desta vez em Alvalade.

O mago está de volta ao reino do Leão!

 

Podcast BnR T1/EP6: 11 combinado entre Portugal, Espanha e França

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No sexto episódio do Podcast Bola na Rede, o tema foi um onze combinado entre jogadores de Portugal, Espanha e França.

Com os comentários de André Conde, Afonso Santos e Diogo Soares Loureiro e a moderação de Carolina Neto, este programa teve muita diversão e o resultado foram equipas extremamente luxuosas.

Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

BnR TV Modalidades: Especial LA Lakers Campeões

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Depois de uma época atípica e que ficará para sempre marcada na história do basquetebol norte-americano, os LA Lakers sagraram-se campeões pela 17ª vez, igualando assim os Boston Celtics na hierarquia das equipas com mais títulos.

Com a morte do astro Kobe Bryant a 26 de Janeiro de 2020, a equipa dos Lakers entrou numa missão com um único objetivo. Vencer o título para dedicar este campeonato a uma das suas principais figuras – e também à sua filha, Gigi.

Neste programa focado na final da maior competição de basquetebol norte-americano, o comentador convidado, Miguel Minhava, juntou-se a Leonardo Costa Bordonhos, Diogo Silva e Martim Almeida, para discutir os principais temas em torno destas finais entre LA Lakers e Miami Heat, desde o impacto que esta vitória terá no impacto de jogadores como LeBron James, Rajon Rondo e Dwight Howard, até à desilusão que foram os Los Angeles Clippers, uma equipa que prometia bastante, mas que acabou eliminada de forma precoce, e também a surpresa positiva que foi a chegada dos Miami Heat à final.

Ao longo do programa, Miguel Minhava reforçou que desde cedo achou que a equipa dos Lakers tinha o plantel mais bem construído da liga, um fator que acabou por ser decisivo, e que a experiência de certos jogadores foi determinante para o resultado final da competição, algo que todo o painel concordou.

Passando pelo tema da free-agency e do que se pode esperar da NBA na próxima época, todos os comentadores confirmaram que os Golden State Warriors de Steph Curry e Klay Thompson serão uma ameaça na Conferência Oeste, e ainda houve tempo para Miguel Minhava abordar a mentalidade americana no que diz respeito às comparações entre jogadores em momentos diferentes de carreira.

Já na parte final, o comentador convidado também deu a sua opinião referente ao lugar desta época nos livros de história da liga, dizendo que a forma como a organização conseguiu lidar com os vários contratempos que foram surgindo tem que ser louvada visto que toda a competição decorreu sem um único caso positivo de COVID-19.

Darwin Núñez | Um motor (quase) afinado na locomotiva encarnada

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Darwin Núñez chegou ao SL Benfica no último mercado de transferências como a contratação mais cara de sempre a ser realizada por um clube português – foram 24 milhões de euros -, apesar de grande parte dos benfiquistas nunca ter sequer ouvido falar do nome do jovem ponta de lança uruguaio.


Seguiu-se um breve período de adaptação às dinâmicas de Jorge Jesus e, aos 65 minutos da partida frente ao PAOK, o jovem é lançado às feras, com o peso de ter nos ombros a esperança de milhares de benfiquistas que acreditavam ser ainda possível o acesso à Liga dos Campeões.

Tal não aconteceu, sendo que esses 40 milhões da fase de grupos, que agora não entrariam nos cofres da Luz, significavam que o Benfica, devido aos mais de 96,5 milhões de euros investidos no mercado, teria de vender alguns dos seus principais ativos de modo a equilibrar as contas. Apenas vendeu Rúben Dias, por 68 milhões de euros, sendo que para o seu lugar contratou Nicolás Otamendi, por 15 milhões.

De qualquer das formas, esqueçamos o descalabro europeu – que não é o tema deste artigo – e voltemos ao que realmente importa discutir: Darwin Núñez. Um jovem de 21 anos, natural de Artigas, que, no espaço de um ano, afirma-se no plantel principal do CA Peñarol, é contratado pelos espanhóis do Almería por sete milhões e meio de euros, onde joga meia época, sendo que, no mercado de transferências seguinte, e em plena pandemia, é contratado pelo Benfica por uns impressionantes 24 milhões de euros.

No total, foram 20 golos e quatro assistências no espaço de um ano – quatro golos e uma assistência pelo CA Peñarol, 16 golos e três assistências pelo UD Almería -, levando, ironicamente, a que o uruguaio tenha custado aos cofres encarnados cerca de um milhão de euros por cada participação em golo.

No entanto, e apesar de ainda não ter marcado pelas “águias”, é visível que Darwin é sinónimo de golo. O uruguaio soma já quatro assistências em três jogos na Primeira Liga, tendo o mesmo já ameaçado, também, as redes adversárias por diversas ocasiões.

Móvel, combativo, pressionante e com um bom entendimento técnico-tático do jogo, o uruguaio encaixa que nem uma luva no modelo de Jorge Jesus, daí já se ter afirmado como a primeira opção para o lugar.

Apesar de ainda não se ter estreado na lista de marcadores das “águias”, Darwin acrescenta muito ao jogo dos encarnados, merecendo, por parte dos adeptos, algum tempo e paciência.

Não é um avançado vistoso e chegou por um preço bastante inflacionado, mas penso que não há duvidas de que Darwin é sinónimo de raça, crer e ambição.

Darwin é também sinónimo de Benfica e de certeza que ainda dará muitas alegrias aos benfiquistas e, porventura, também um grande encaixe financeiro no futuro.

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 gigantes adormecidos no mundo do Futebol

Os 5 gigantes adormecidos no mundo do Futebol

Mário Quintana, poeta e tradutor brasileiro, uma vez escreveu – “se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho”. A nostalgia é cruel. É um sentimento que permite não olvidar a nossa grandeza, mas que ao mesmo tempo nos recorda de momentos que parecem irrepetíveis e é exatamente isso que acontece com estes gigantes adormecidos. Os fatores para a perda de consistência são variados: questões sociais, financeiras ou políticas.

Decidi esta semana fazer, então, uma visita ao passado e recordar cinco clubes que já deliciaram o mundo do futebol, já estiveram no olimpo, os tais chamados gigantes adormecidos, mas que hoje, por uma razão ou outra, acumulam épocas atrás de épocas de desilusão e de sonhos de adeptos despedaçados. Visto que tive de escolher apenas cinco, o principal critério foi a escassez de títulos.

Top 5 gigantes adormecidos no mundo do Futebol