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SL Benfica 3-2 Sporting CP: Negra resolve meia-final da Supertaça

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A CRÓNICA: ENCARNADOS NA FINAL POR UMA UNHA

O voleibol português está de volta e foi o dérbi entre o SL Benfica e o Sporting CP, no Pavilhão Municipal de Óbidos, que fez as honras. O encontro, que teve de ser adiado devido a um surto de COVID-19 que infetou cinco elementos integrantes da equipa dos leões, terminou numa vitória por 3-2 a favor do SL Benfica.

O encontro demonstrou aquilo que já se teve oportunidade de ver na época passada em relação a ambas as equipas. A época mudou, mas o espírito vencedor permaneceu, tanto nas águias, como nos leões.

O primeiro set foi equilibrado durante os pontos iniciais, mas o Sporting CP ficou confortável muito cedo na partida e conseguiu mesmo um parcial de 6-0, que acabou por culminar numa vitória do set para os leões, terminando este num parcial de 25-15.

No segundo set, o SL Benfica conseguiu superar a exibição que demonstrou no primeiro, mas uma boa entrada do Sporting no set foi crucial para continuarem na frente do marcador num set que acabou a ser mais tenso e equilibrado entre as equipas que acabou num 25-22, favorável aos leões.

O SL Benfica não quis virar a cara à luta e fez por isso no terceiro parcial. A quebra de eficácia no serviço dos leões foi fundamental para um melhorar no jogo feito pelas águias, que acabaram por se aproveitar disso para conseguir uma vantagem que culminou na vitória dos encarnados do terceiro parcial por 25-19.

Para além disso, o SL Benfica não desistiu e levou mesmo o encontro à negra depois de uma vitória no quarto set por 25-13. A negra foi mais um embate equilibradíssimo entre ambas as equipas, mas o SL Benfica terminou o jogo da mesma maneira que o começou: decidido a vencer. E assim foi. O SL Benfica venceu no quinto set por 15-11 e chega, assim, à final da Supertaça.

 

A FIGURA

Determinação do SL Benfica – A equipa de Marcel Matz cedeu um pouco no início, mas não se desviou do objetivo principal que tinha traçado. Apesar dos percalços iniciais e dos “dois sets de avanço” dados aos leões, os encarnados lutaram até ao final e chegam à final da Supertaça por “uma unha negra”.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Federação Portuguesa de Voleibol 

Jogo de emoções, sem emoções – Infelizmente, já se tornou um hábito, mas é nestes jogos que se sente. Não há fumo sem fogo, e jogos sem público vão dar ao mesmo. Em tempo “normal”, é de conhecimento comum que os adeptos de ambas as equipas que se defrontaram não desvalorizam esta modalidade e este encontro seria um prémio para esses mesmos adeptos que vibram.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Marcel Matz e os seus comandados jogaram sempre pela intensidade do encontro. Algo que lhes deu o boost necessário para chegar à vitória foram igualmente as recuperações de pontos.

FORMAÇÃO DO SL BENFICA

Marc Honoré (6)

Tiago Violas (6)

Raphael Oliveira (7)

Peter Wohlfahrtsttater (6)

Hugo Gaspar (6)

André Aleixo (7)

SUBS UTILIZADOS

Ivo Casas (5)

Theo Lopes (7)

André Lopes (5)

Nuno Pinheiro (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP 

O Sporting CP abordou o jogo conforme a sua eficácia nos serviços e foi esse o fator determinante para o decorrer do jogo dos leões.

FORMAÇÃO DO SPORTING CP

Robinson Dvoranen (7)

Hélio Sanches (6)

Bruno Alves (5)

Renan (6)

Victor Hugo (6)

Paulo Victor (7)

SUBS UTILIZADOS

José Rojas (-)

Eder Levi (5)

André Saliba (5)

Miguel Maia (-)

Gil Meireles (-)

João Fidalgo (5)

 

Foto de capa: Federação Portuguesa de Voleibol

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Portugal 0-0 Espanha: Nulo deu para anunciar a candidatura ibérica ao Mundial 2030

Esta noite no Estádio José Alvalade jogou-se um dos duelos sempre antecipados do futebol internacional. Apesar do embate de hoje ser a feijões, o dérbi ibérico é um jogo que portugueses e espanhóis fazem sempre questão de não perder. 7 de outubro é ainda um dia que fica na história por assinalar o regresso dos espetadores às bancadas dos estádios em Portugal continental.

Bastou o pontapé de saída para que os espanhóis assumissem imediatamente o controlo da partida e aos 2 minutos chegou o primeiro momento de perigo para a baliza de Patrício. Gerard Moreno fez gato-sapato dum Rúben Semedo passivo e Espanha só não se viu com uma madrugadora vantagem por causa duma boa defesa do guardião português. Corria o minuto 7 quando a furia roja voltou a ter uma excelente ocasião para inaugurar o marcador; desta vez, Rui Patrício ficou mesmo batido mas Raphael Guerreiro aliviou o remate de Dani Olmo já quase em cima da linha de golo e manteve o nulo.

O primeiro remate da seleção surge apenas aos 25 minutos, pelos pés de Renato Sanches que chutou do meio da rua mas errou, por muito, o alvo defendido por Kepa Arrizabalaga.

Portugal foi recuperando o fôlego depois de quase levar um nocaute no início da partida. Apesar da Espanha continuar algo mais soberana, foi por muito pouco que à entrada do minuto 43 Raphael Guerreiro não colocou os portugueses em vantagem. Praticamente sem oposição, rematou muito por cima com o seu pé mais fraco, o direito.

Ao intervalo não havia golos para contar, mas chega a uma boa notícia: Portugal e Espanha anunciaram a candidatura conjunta para a organização do Mundial 2030.

Portugal e Espanha fizeram algumas alterações ao intervalo que pareciam jogar mais a favor da equipa das Quinas. Os portugueses entram bastante melhor no segundo tempo e ao minuto 52 uma das entradas promovidas por Fernando Santos, William, teleguiou um passe para Cristiano Ronaldo que, de pé esquerdo, deixou a barra da baliza defendida por Kepa a abanar durante alguns segundos. Foi por pouco que Portugal não inaugurou o marcador.

Com o tempo chegou a confiança, e com a confiança a balança começou a ficar desequilibrada a favor das Quinas. Ao minuto 65 foi vez de Renato Sanches ter demasiada pontaria. Depois dum passe de trivela de Cristiano Ronaldo, Sanches executa um remate difícil e a vê a bola bater na barra e na linha de golo, mas não a ultrapassou por completo.

A grande oportunidade da Espanha na 2.ª parte é do Dani Olmo, que aos 71 minutos beneficia dum cruzamento de Adama Traré e tenta apanhar Rui Patrício em contra-pé. O guardião português foi novamente destaque e defendeu com o seu pé esquerdo. Pouco depois, entra João Félix e, numa boa jogada individual, ia fazendo estragos e tentou assistir Trincão, mas Kepa disse presente e antecipou-se bem ao jovem avançado português.

As Quinas podiam ter saído vitoriosas depois dum lance aos 92 minutos, mas depois dum passe de cabeça de Sanches, Félix vê a bola fugir-lhe entre as pernas e falha em flagrante.

O final da partida ditou um empate entre as nações hermanas. O grande destaque deste amigável é a repetição duma parceria ibérica para tentar hospedar o Mundial 2030.

 

A FIGURA

Rui Patrício – A modesta exibição portuguesa ao longo da 1.ª parte deu oportunidade ao titular da campeã da Europa para brilhar. Sempre soberano entre os postes, Patrício mostrou-se em grande forma e preparado para defrontar qualquer adversário que ouse tentar bater as redes portuguesas. Cada vez mais dá a sensação que Rui Patrício envelhece tão bem como o vinho.

O FORA DE JOGO

Rúben Semedo – Na sua derradeira estreia de Quinas ao peito, o defesa português de 26 anos mereceu a confiança de Fernando Santos diante dum respeitável adversário e demorou a encontrar o seu rumo ao longo do jogo. Logo no início, ia oferecendo um golo de bandeja a Gerard Moreno, não fosse Rui Patrício a travar o avançado espanhol. Ao longo de toda a 1.ª parte mostrou-se nervoso, cometeu erros não forçados e ia desequilibrando o jogo a favor dos espanhóis algumas vezes. A 2.ª parte é mais sossegada, fruto da nítida melhoria do jogo português e da entrada de Rúben Dias, que trouxe muita segurança ao eixo defensivo. Tem de melhorar.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Contra aquilo a que nos tem habituado, Fernando Santos apresentou a seleção nacional através dum 4-3-3 onde André Silva era apoiado por Cristiano e Trincão nas alas. Talvez pela falta de rotinas desta tática, Portugal apresentou muitas dificuldades para ligar os setores e praticou um futebol completamente banal ao longo da 1.ª parte, onde manteve o nulo somente pela concentração de Rui Patrício e competência de Raphael Guerreiro. Na segunda parte, o engenheiro faz entrar William, Bernardo e Rúben Dias e o jogo mudou de figura. Portugal conseguiu ganhar alguma bola, e foi ao longo do resto da partida a equipa mais perigosa. Praticou um futebol direto, procurou Cristiano e só não marcou porque houve duas bolas na barra.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (8)

João Cancelo (6)

Pepe (6)

Rúben Semedo (4)

Raphael Guerreiro (6)

Rúben Neves (6)

João Moutinho (4)

Renato Sanches (7)

Cristiano Ronaldo (7)

Francisco Trincão (5)

André Silva (4)

SUBS UTILIZADOS 

William Carvalho (6)

Rúben Dias (7)

Bernardo Silva (7)

Nélson Semedo (6)

João Félix (6)

Diogo Jota (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

Não obstante uma equipa de “segundas linhas” apresentada no Estádio José Alvalade, Luis Enrique manteve-se fiel ao 4-3-3 a que está habituado e começou desde cedo a criar muitas dificuldades à turma portuguesa. Com um futebol rápido, a um toque e esclarecido, a roja parecia bailar para onde queria ao longo de toda a primeira parte. Na segunda metade da partida a história foi diferente. A saída de Rodrigo ao intervalo calhou mal à seleção espanhola, e as entradas de Rúben Dias, William e Bernardo Silva trouxeram outro perfume ao jogo português. Enrique faz entrar, já tarde, Adama Traoré, um jogador que fez a diferença quer na defesa quer no ataque espanhol.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Kepa (6)

Sergi Roberto (6)

Diego Llorente (6)

Eric García (6)

Reguilón (6)

Dani Ceballos (5)

Sergio Busquets (6)

Sergio Canales (6)

Rodrigo (7)

Gerard Moreno (7)

Dani Olmo (7)

SUBS UTILIZADOS

José Luis Gayà (6) 

Merino (5)

José Campaña (5)

Rodri (6)

Adama Traoré (7)

Sérgio Ramos (-)

FC Porto 81-74 SL Benfica: Dragões seguem para a final da Taça

A CRÓNICA: AZUIS E BRANCOS DETERMINADOS EM REVALIDAR O TÍTULO

Foi o clássico entre o FC Porto e o SL Benfica, a contar para as meias-finais da Taça de Portugal, que abriu oficialmente a temporada. Num jogo que abriu com ambas as equipas a demonstrarem pouca eficácia, o FC Porto acabou a vencer por 81-74 e, com este resultado, avança para a final da competição.

Este encontro ficou, logo desde início, marcado pelo adiamento inicial do retorno da competição. As meias-finais, nas quais estavam envolvidos estes dois clubes, o Sporting CP e o Vitória SC, viram os seus jogos adiados devido a um surto de COVID-19 na equipa do SL Benfica e que obrigou, evidentemente, a equipa a ficar de quarentena.

Apesar da grande intensidade imposta por ambas as equipas na partida, a eficácia não mostrava resultados. Foi no primeiro quarto que o Benfica conseguiu a única vantagem que teve no encontro e apenas por um ponto. Ao ver-se a perder, Moncho López logo mudou a estratégia e rapidamente o FC Porto atacou o marcador, fez a reviravolta e nunca mais largou a frente.

À ida para os balneários, e apesar de uma alteração defensiva estratégica por parte de Carlos Lisboa, os dragões alargaram as distâncias no marcador e chegaram ao intervalo a vencer por 49-35.

Ao voltar para a quadra, e mesmo nos dois últimos períodos, as águias demonstraram vontade de dar a volta ao resultado e à exibição que estavam a fazer, apesar de condicionados. Não foi possível e os dragões levaram avante a vitória a que estavam dispostos a alcançar. Apesar das grandes alterações a níveis defensivos por parte dos encarnados e da grande recuperação de pontos que fizeram, principalmente, no último quarto, o FC Porto não se deixou pressionar e acabou mesmo por vencer a partida, com um parcial de 81-74.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Max Landis Uma tarde inspirada levou a uma exibição tremenda por parte do jogador dos dragões. Com 28 pontos anotados, um ressalto, três assistências e um roubo de bola, Max Landis foi o jogador chave do FC Porto.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Equipa condicionada do SL Benfica – Os comandados de Carlos Lisboa não estiveram no seu melhor ao entrar para a partida. Com apenas dois treinos efetuados antes de entrar em campo, depois de uma quarentena imposta devido a um surto de COVID-19 que obrigou a equipa a parar a atividade durante 15 dias, os jogadores do SL Benfica, infelizmente, não estiveram na sua melhor forma devido à falta de preparação.

 

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto entrou no jogo decidido a vencer e optou, muitas das vezes, pelo jogo interior, de forma a favorecer os jogadores de estatura mais alta em relação aos defensores adversários. Os dragões também jogaram muitas vezes no erro dos encarnados, aproveitando falhas na defesa para concretizarem. 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Brad Tinsley (5)

Max Landis (9)

Larry Gordon (6)

Jonathan Fairell (5)

Eric Anderson (7)

SUBS UTILIZADOS

João Torrie (5)

Vladyslav Voytso (5)

Pedro Pinto (6)

Miguel Queiroz (6)

João Soares (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A equipa do SL Benfica foi a jogo de forma condicionada, mas convicta em dar a cara e ir à luta pela vitória. Os comandados de Carlos Lisboa, devido à pouca eficácia que acabaram por demonstrar, optar por jogar de uma forma mais defensiva, protegendo-se do jogo interior dos azuis e brancos. Nas transições ofensivas, o jogo rápido e os lançamentos na passada eram a melhor opção que os encarnados encontraram para concretizar. 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Scottie Lindsey (8)

Rafael Lisboa (6)

Arnette Hallman (7)

Caleb Walker (5)

Eric Coleman (6)

SUBS UTILIZADOS

José Silva (5)

Fábio Lima (5)

Betinho (6)

Tweety Carter (5)

Cameron Jackson (5)

«Golo ao Benfica foi um presente na minha carreira» – Entrevista BnR com Bruno Moraes

Bola na Rede: Quem é que partia mais vasos lá em casa, tu ou o teu irmão [Júnior Moraes]?

Bruno Moraes: É uma boa pergunta (risos). Na verdade, acho que era a minha irmã (risos). O meu pai diz que ela é melhor jogadora do que eu e do que o meu irmão. Na altura o futebol feminino não era como os dias de hoje, ela não se sentia bem nesse ambiente e resolveu não seguir carreira.

Bola na Rede: Uma família de futebolistas…

Bruno Moraes: É isso, uma família de futebolistas. Isso veio do meu pai, apesar da família dele não ser futebolista ele se tornou jogador de futebol profissional e passou esse ADN para os três filhos.

Bola na Rede: Eram muito competitivos?

Bruno Moraes: Sim eramos muito competitivos, passávamos grande parte do dia a jogar futebol. Naquela época tínhamos oportunidade de jogar em vários tipos de terreno e pisos. Tanto jogávamos na relva, como na rua, lugares encharcados de água, terrenos com muita oscilação, às vezes em campos sintéticos, na areia, numa série de terrenos que nos forçava a adaptar e isso é um ganho muito grande para qualquer jogador.

Bola na Rede: Como é que foi crescer nas ruas da cidade de Santos?

Bruno Moraes: Eu sou um privilegiado, posso dizer isso. Santos é uma cidade litorânea, tem praia muito perto e foi muito bom crescer lá. Para além de praia, naquela época, os clubes eram sociais que tinham por norma uma equipa de futsal e a competição era muito cerrada. Montavam boas equipas e o futsal em Santos era muito forte. A maioria dos clubes tinha pavilhões e alguns deles tinham campos com enorme qualidade da relva. Proporcionou muitos jogos, muita brincadeira, eu passava a minha semana no clube. Tive uma infância ao ar livre e isso foi muito bom.

Bola na Rede: Falaste há pouco do teu pai, Aluísio Guerreiro, ele que é um ex-jogador. De que forma é que ele influenciou a tua ida para o futebol?

Bruno Moraes: O meu pai foi a minha referência. Como eu sou o filho do meio, eu ainda o apanhei um pouco no final da carreia e já nesse final ele me levava para o treino e para ver alguns jogos. Isso tudo foi-me cativando e despertando interesse, até que chegou uma determinada altura que tive que decidir por mim mesmo se queira continuar no futebol ou não e acho que decidi bem. Era o meu sonho, era o que eu queria fazer. O meu pai só me mostrou o caminho e me deu as orientações que eu precisava.

Fonte: Instagram Bruno Moraes

Bola na Rede: Como é que te destacaste no meio de tantos miúdos nas captações e garantiste a tua oportunidade de representar o Santos?

Bruno Moraes: Eu vou falar um pouco do meu pai porque eu assim consigo explicar melhor o que ele me transmitiu. O meu pai teve uma infância difícil e tudo o que ele conquistou foi à base de muita luta. Como eu falei, os pais deles não tinham muitas condições, teve uma infância pobre e ele conseguiu se tornar um jogador no Rio de Janeiro que é o sonho de milhões de jogadores. Ele conseguiu se tornar jogador profissional e teve destaque em vários clubes do Brasil. Tudo o que ele aprendeu nessa passagem, tudo que adquiriu de conhecimento e o que aprendeu com a vida, ele me passou e eu acho que quando se tem assim uma referência e quando se tem alguém que já traçou um caminho, fica mais fácil se você absorver as ideias. Foi isso que ele me passou, não só a parte técnica de como fazer golos e cabecear a bola, mas mais importante, ele me incutiu que nada na vida vem fácil se não formos atrás. Se você levar a vida fácil ela depois vai-se tornar difícil, foi esse o tipo de coisa que aprendi com ele. Quando cheguei no Santos, fui num autocarro com mais de 30 meninos e tive pouco tempo para me mostrar, mas tive sorte e quando a bola chegava mostrava um pouco do meu futebol e fui aceite no Santos. Como me comecei a destacar no Santos, tive convites para ir para vários clubes na Europa, fui convocado para a seleção brasileira, o que é muito difícil e o Santos já não tinha um jogador da formação convocado há muito tempo.

Bola na Rede: Lembras-te do teu jogo de estreia com a camisola do Santos?

Bruno Moraes: Lembro-me. Foi muito bom, numa partida contra o Flamengo. Estávamos a ganhar por 3-0 e a torcida começou a pedir a minha entrada. Eu que cresci na cidade, sempre tive o sonho de jogar no Santos, assistia aos jogos quando era pequeno o meu pai me levava sempre a ver e para mim foi muito boa essa estreia. Entrei no jogo, fiz uma boa jogada mesmo sem ter muito tempo para mostrar, mas já deu para perder aquele “friozinho” na barriga na estreia. Tenho pena de não ter jogado mais no Santos, era a minha equipa do coração, mas a vida profissional é diferente daquilo que se sonha.

Bola na Rede: Fizeste parte de uma geração de luxo da equipa do “Peixe” ao lado de jogadores como Diego e Robinho, conquistando no primeiro ano de sénior o título de campeão brasileiro. Apesar de não teres sido uma aposta regular, certamente que deve ter sido uma época memorável.

Bruno Moraes: Tínhamos um grupo bom onde se misturavam jovens jogadores com jogadores experientes. O Santos estava numa busca de 19 anos sem títulos e a maioria da equipa era formada com jogadores da formação. Foi algo que deu certo, não era o planejamento do Santos nesse ano, eles iam contratar outros jogadores, mas as contratações não deram certo e o treinador optou por ir com os jogadores que tinha e foi feliz nesse sentido.

Bola na Rede: Ainda antes dessa conquista, representaste as cores da canarinha na Sudamericano Sub 17 e no Mundial sub 17, sendo que nesta competição, apontaste um golo na fase de grupos frente à Croácia. Para ti, foi a concretização de um sonho vestires e marcares um golo ao serviço do teu país?

Bruno Moraes: Eu sempre fui muito ambicioso, nunca coloquei limites na minha carreira. Nas conversas com o meu pai eu nunca me deslumbrei muito com aquilo que eu tinha conquistado, eu já olhava para o próximo desafio e qual o próximo objetivo a conquistar. As coisas foram acontecendo naturalmente. Eu nem imaginava jogar na seleção do Brasil, eu gostava de jogar, queria ter um futuro bom, queria ser um jogador profissional de qualidade, aplicar tudo o que aprendi na formação e mostrar o meu futebol. Depois claro, queria ter uma melhor condição financeira, proporcionar um padrão de vida melhor e as coisas foram acontecendo por consequência. A seleção do Brasil trazia sempre uma grande multidão nos jogos, quando íamos jogar fora em torneios nós eramos sempre reconhecidos e as pessoas queiram tirar fotos, autógrafos e estar sempre perto dos jogadores. Era uma instituição muito grande, as pessoas associam muito o futebol ao Brasil. Fiquei muito feliz em ir para a seleção brasileira, mas já pensava no próximo desafio. Na altura o objetivo era jogar na equipa principal do Santos, mas eu e o Santos não nos entendemos para renovar contrato e durante esse capítulo apareceu o FC Porto que foi a minha primeira casa na Europa.

Mercado do SL Benfica | Chegaram Jesus e mais nove, saíram 18

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Chegou ao fim mais um mercado de transferências, este mais atípico que os demais, pela sua longevidade face a anos anteriores. O SL Benfica desde cedo se fez notar na aquisição de ativos para o seu plantel, a começar pelo “novo” técnico encarnado, o mister Jorge Jesus.

Pois bem, com a chegada de JJ ficou imediatamente subentendido que iria haver uma revolução na Luz e foi exatamente isso que aconteceu. Foram muitas as entradas e saídas do plantel encarnado face à temporada transata.

Ao todo foram 25 as operações de transferência realizadas pelo Sport Lisboa e Benfica: nove entradas, 18 saídas. Claro que alguns estarão de volta ao Benfica no final da temporada, uma vez que foram por empréstimo.

Na secção daqueles que aterraram no Aeroporto da Portela podemos encontrar Pedrinho, Helton Leite, Gilberto, Jan Vertonghen, Luca Waldschmidt, Everton Cebolinha, Nicolás Otamendi, Darwin Nuñez e Jean-Clair Todibo, este último por empréstimo.

Sem sombra de dúvida que os encarnados juntaram muita qualidade ao seu plantel, mas a que preço? Pois, fazendo as contas, 98,50 milhões de euros. Um valor irrisório quando inserido no contexto do futebol português, agravando-se a situação quando o mundo, e o futebol, atravessam tempos atípicos.

Dos jogadores que chegaram a Lisboa para representar o SL Benfica, apenas Helton Leite e Gilberto não tiveram a oportunidade de se estrear de águia ao peito nos jogos realizados até ao momento. Quanto a Todibo, como a sua transferência só foi confirmada no “deadline day”, ainda não teve oportunidade de se mostrar a Jorge Jesus.

Apenas Darwin Nuñez e Everton Cebolinha são totalistas, no que a jogos oficiais diz respeito, tendo jogado todos os encontros oficiais do SL Benfica até ao momento. Vertonghen falhou a última partida frente ao SC Farense devido a lesão, Waldschmidt e Pedrinho falharam um jogo cada, também.

Otamendi, que chegou no negócio de Rúben Dias, fez a sua estreia no jogo contra o Farense e deixou também bons apontamentos, prometendo lutar por uma vaga no eixo defensivo das águias.

No geral, as entradas no plantel encarnado têm “dado cartas”, e têm tudo para se tornar peças fundamentais no Benfica de Jorge Jesus.

Como em qualquer mercado de transferências, houve também algumas saídas, se bem muitas foram por empréstimo. Rúben Dias saiu para o Manchester City, por valores a rondar os 68 milhões de euros, tornando-se na segunda transferência mais cara do campeonato português atrás de João Félix.

A título definitivo saíram ainda Cristian Lema, por dois milhões de euros, para o Damac FC, Ivan Zlobin para o FC Famalicão a troco de um milhão de euros e Dyego Souza, que foi devolvido aos chineses do SZ FC. Saíram ainda, a custo zero, Andrija Zivkovic (PAOK), Bruno Varela (Vitória SC) e Ljubomir Fejsa (Al-Ahli).

O lote de empréstimos deste defeso é grande, bastante grande. Foram 12 (!) os jogadores que saíram do SL Benfica para outro clube, mas que mantêm ligação contratual com o glorioso.

Tiago Dantas foi a saída de última hora, tendo rumado ao Bayern de Munique; por sua vez, Carlos Vinícius transferiu-se para o Tottenham Hotspur FC de José Mourinho. Florentino Luís (AS Mónaco), Jhonder Cádiz (Nashville FC), Yony González (LA Galaxy), Pedro Pereira (FC Crotone), Filip Krovinovic (WBA), Tomás Tavares (Deportivo Alavés), Alfa Semedo (Reading FC), Jota (Real Valladolid CF), David Tavares (Moreirense FC) e Pedro Álvaro (Belenenses SAD) são os restantes empréstimos feitos pelo Benfica a outros clubes.

Foi, portanto, um verão atribulado para os lados de Benfica, com muitas mexidas no plantel face ao deixado por Bruno Lage/Nélson Veríssimo. Jorge Jesus chegou, pediu e teve à sua disposição um orçamento colossal tendo em conta a realidade do futebol português. Agora, resta esperar e observar o que fará o técnico natural da Amadora com um plantel escolhido a dedo por si.

Carta aberta ao departamento médico do Sporting CP

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Ao cuidado do director do departamento médico,

Exmo. Senhor, peço desde já desculpa por não me dirigir a si pelo nome próprio. Faço-o por efectivamente não o saber. 

Desculpe a minha ignorância e preguiça em ir pesquisar, mas ter-me-ia facilitado muito o trabalho se tivesse o protagonismo que tinha o seu antecessor. Esse sim, era conhecido e reconhecido. Nesse tempo todos sabiam quem comandava o departamento médico do Sporting CP. Com certeza pela sua (dele) competência profissional. 

Entendo que tenha até algum pudor em dar-se a conhecer, tal a herança que lhe foi passada. Uma herança de profissionalismo, competência e rigor (ou não fosse ele militar) que não será fácil igualar. 

Eu não me sentiria confiante em suceder a alguém tão importante que permitiu que todo o futebol português pudesse voltar apenas pela sua presença. 

Esta carta não tem, de forma alguma, como finalidade criticar o seu trabalho. Serve antes para lhe tentar passar a mensagem que os adeptos e sócios entendem a tarefa hercúlea que tem em mãos. 

O nosso médico anterior tem valências que nenhum outro tem. Por isso não se sinta mal com isso. Nenhum outro foi herói de guerra, nenhum outro consegue acumular funções nas mais diversas valências, e nas mais diversas organizações sem perder a sua qualidade profissional.

Frederico Varandas chefiava o departamento médico leonino, antes de se tornar presidente do clube
Fonte: Bola na Rede

Repare bem que ele conseguiu chegar a presidente do grande Sporting CP. É o clube onde sua excelência trabalha, não é? Porque não aproveita e lhe pede ajuda? É que com tantos casos de COVID-19 no plantel, daria sempre jeito ter alguém que já esteve na frente a lutar contra tão difícil adversário (ainda que tenha sido  aí uns 15 dias). 

Mas vendo bem, será que ele não está a trabalhar aí consigo no seu departamento? É que nos outros não o temos visto. Desculpe, estou a induzi-lo em erro. Tem aparecido nas fotos de apresentação dos jogadores. Acho que é mesmo ele e não um poster, certo? 

É que, sem ser naquelas entrevistas para se auto promover, não tem aparecido muito. Se bem que é isso mesmo que se quer de um presidente, não é? Low-profile, sem levantar ondas. Mas conseguiu trazer o João Mário, e fazer a terceira maior venda de um médio (agora já se conta pelas posições).  

Vê porque lhe queria passar esta mensagem de solidariedade? É que não é mesmo fácil substituir tamanha figura. Mas desejo-lhe sorte. E espero que consiga absorver alguns ensinamentos de alguém que chegou tão longe, com tão poucos “recursos”. Já lhe falei da herança pesada? Pois. 

Se o vir, mande-lhe cumprimentos meus. 

E para sua excelência os meus melhores cumprimentos. Sem outro assunto, despeço-me cordialmente. (Porque é assim que somos). Saudações Leoninas. 

Renovação: Solução ou Problema?

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É verdade que o FC Porto tem tido diversos constrangimentos para conseguir a renovação com os seus principais ativos, mas isso não se tem aplicado com as suas maiores promessas, que salvo Diogo Dalot, tem estendido os seus vínculos sem grande dificuldade. Um facto que deve certamente deixar os dirigentes portistas com um sorriso no rosto, dada a qualidade recente que tem saído do Olival.

Há que ter em conta que muitos dos jovens que estão agora a transitar para o futebol sénior são da geração que venceu a “Youth League” e diversos campeonatos nacionais a nível de formação, o que indicia que muitos deles estão debaixo de olho por parte dos grandes tubarões do futebol europeu. Desta forma, dada a situação financeira débil que o emblema azul e branco portista vive era de expectar que houvesse uma aposta mais efetiva na “prata da casa”, mas isso não é o que se tem observado num passado recente.

Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Apesar de vários jovens tem sido integrados ultimamente nos trabalhos e no plantel ao serviço de Sérgio Conceição, a verdade é que nenhum tem tido uma continuidade efetiva por parte do treinador português. É claro que este facto se pode dever apenas a uma opção técnica, mas a realidade é que tem havido um “eclipse” após a conclusão de uma renovação de contrato. Algo que os próprios jovens parecem sentir, como foi o caso de Fábio Silva, que numa entrevista ao “Canal 11”, afirmou que sentiu que após a extensão de contrato com os dragões que a sua utilização reduziu com maior acentuação.

Outro caso que parece confirmar essa tendência é o de Tomás Esteves, cujo a sua renovação foi muito badalada, e a um dado momento, após a conclusão da mesma, parecia que ia ter mais oportunidades na equipa principal, porém rapidamente saiu das contas de Sérgio Conceição, sendo que a solução arranjada foi a sua saída por empréstimo para o Reading FC.

É claro que estes sinais não são mais do que isso, ou seja, sinais. No entanto, este dado aliado à pouca soma de minutos por parte dos vários jovens da formação poderá fazer qualquer atleta oriundo do Olival pensar duas vezes antes de acertar a renovação com o FC Porto.

Neste sentido, o mercado de verão dos azuis e brancos ficou claramente marcado pela saída de vários jovens promessas da formação. Algo que parece clarificar que o futuro destes jogadores não passa pelo relvado do Dragão.

Análise final da A Volta a Portugal Edição Especial

A Volta a Portugal em Bicicleta Edição Especial foi conquistada pelo algarvio Amaro Antunes. Gustavo Veloso venceu o contrarrelógio final em Lisboa.

Pelo segundo ano consecutivo, um algarvio acabou por vencer a Volta a Portugal, depois de João Rodrigues, chegou a vez de Amaro, que tinha sido segundo classificado em 2017. Aos 29 anos, o trepador português conseguiu obter a vitória mais importante da sua carreira em classificações gerais. Já havia vencido o GP da Beira Baixa em 2015, o Troféu Joaquim Agostinho em 2017 e o Tour of Malopolska em 2018.

A Volta deste ano foi decidida, em grande parte, na Senhora da Graça, onde Amaro decidiu atacar de pronto a etapa e camisola amarela, e com sucesso. Logo ao primeiro dia de competição a W52-FC Porto agarrou a camisola, por intermédio de Gustavo Veloso, que depois passou a liderança ao seu colega de equipa.

O bloco da equipa portista esteve muito forte, com Samuel Caldeira e Daniel Mestre a controlarem quando o terreno era plano, enquanto que Ricardo Mestre, João Rodrigues e Rui Vinhas foram os elementos de trabalho na montanha. João Rodrigues, o vencedor da Volta em 2019, fez um grande trabalho para proteger a liderança da equipa, especialmente na subida à Torre, onde impôs um ritmo que não deixava sair ninguém.

Toda a equipa da W52-FC Porto só pode estar satisfeita com os resultados, alcançando a primeira e a segunda posição da geral, com Amaro e Gustavo Veloso, e ainda com João Rodrigues na sétima posição. Venceram também as duas etapas na especialidade de contrarrelógio e no Alto da Senhora da Graça. A classificação por equipas também foi vencida pela equipa portista, que dominaram desde o primeiro dia de competição. Veloso era o ciclista com mais idade da Volta, com 40 anos, mas demonstra que ainda está em grande forma.

As 5 contratações mais caras de Pep Guardiola

Josep Guardiola i Sala, um catalão com 49 anos que é globalmente reconhecido como um dos melhores pensadores do futebol em todo o planeta.

Na sua carreira recheada de sucessos enquanto treinador, Pep já treinou quatro clubes: FC Barcelona ‘B’, FC Barcelona, FC Bayern e Manchester City FC. Conquistou troféus com todos e já garantiu um total de 30 taças para os museus de todos os emblemas que orientou.

As vitórias não são gratuitas, e para ganhar é preciso investir. Pep Guardiola tem uma velha fama de ser um dos treinadores mais gastadores do mundo.

Por isso, o Bola na Rede esta semana foi estudar quais foram as cinco contratações mais caras do técnico catalão.

Antevisão Portugal-Espanha: Dérbi Ibérico prepara Liga das Nações

Joga-se em Alvalade confronto a feijões mas que a carga histórica impede de tornar aborrecido: Portugal e Espanha defrontam-se pela 36ª vez, numa caminhada onde a soberania hermana se sobrepõe ao espírito rebelde dos lusos – que, poder-se-á dizer, atravessam rara fase onde a qualidade individual se equipara à dos vizinhos, numa era onde Portugal compete olhos nos olhos com as grandes selecções, sem inibições ou complexos de inferioridade. Porém, continua o score negativo no histórico de confrontos, 13 vitórias contra oito, com vantagem para espanhóis, e 14 empates.

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Tudo começou em Dezembro de 1921, num dia chuvoso que encharcou por completo o Campo O’Donell, casa do Club Atlético de Madrid, onde dez mil espanhóis de guarda-chuva viram a sua selecção dominar o adversário e vencer por 3-1.

A selecção das Quinas, capitaneada por Cândido de Oliveira, aguentou-se como pode e perdeu por margem agradável dadas as circunstâncias – á época, enalteceu-se a perfomance do grupo e a comitiva foi recebida como campeões no Rossio, numa demonstração clara do alívio de um País á espera de vexame, já que os Espanhóis tinham ganho pouco tempo antes á campeã olímpica Bélgica, por 2-0, e um futebol muito mais desenvolvido que o de cá: onde a Federação não passava ainda de uma… União, sem qualquer comunicação com as associações regionais e nem competição oficial existia para descobrir o campeão nacional.

Para ser mais perceptível a dimensão da distância qualitativa e organizacional: Portugal venceu pela primeira vez o dérbi ibérico em… 1937, ao décimo jogo entre os conjuntos.

O mundo mudou muito em 99 anos, e em 2020 Portugal é o campeão europeu em título. A Liga das Nações foi outro título conquistado, e este encontro servirá sobretudo para preparar os embates com França e Suécia da próxima semana, jogos a contar para a recente competição na qual Fernando Santos pretende revalidar a conquista.

O seleccionador chamou alguns nomes que, por uma razão ou outra, nunca se estrearam: Rui Silva, Rúben Semedo, Podence ou Nuno Sequeira – chamado á última da hora em substituição de Mário Rui, que foi impedido de viajar pelas autoridades italianas, restrições de pandemia – deverão ir a campo e exibir-se num José Alvalade que servirá também como local de outro tipo de teste: a DGS autorizou o preenchimento de 5% da lotação máxima, o que representa 2600 lugares sentados que serão, na sua totalidade, ocupados por convidados da FPF, já que a venda ao público em geral não foi sequer equacionada. Desleixo ou capricho?

 

COMO JOGARÁ PORTUGAL?

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A prioridade é a Liga das Nações e o jogo de Domingo contra a França, em Paris, razão mais que suficiente para existirem muitas poupanças e rotatividade. Os nomes já mencionados poderão fazer estreia, até como titulares na maioria dos casos – o mais difícil será Rui Silva, com Anthony Lopes na convocatória a exigir minutos numa das raras ocasiões onde não se justifica a aposta em Rui Patrício.

José Fonte, que saiu da convocatória por estar infectado com o Covid-19, foi substituído por Domingos Duarte, que também poderá aparecer como titular caso Fernando Santos prefira proteger Pepe ou Rúben Dias de carga física desnecessária.

No meio, a abundância de soluções de qualidade tornará tarefa de fácil resolução a eleição da dupla titular, com William e Sérgio Oliveira a surgir como fortes hipóteses depois dos seus regressos aos convocados após ausência prolongada. Mais à frente, Ronaldo e Bernardo Silva deverão ser poupados em detrimento de Rafa, Podence ou Diogo Jota.

 

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Club Atlético de Madrid

João Félix – Inconstante em Madrid, ao jovem prodigioso português não faltará motivação para assinar exibição bem conseguida frente à selecção espanhola. Não tem tido descanso com a pressão da aficion e da imprensa, que exigem a aceleração do seu desenvolvimento – o preço da sua transferência assim obriga. Um jogo bem conseguido amanhã seria uma boa maneira de garantir mais paciência a um público que dele… espera efeito de Midas.

 

ONZE PROVÁVEL: Anthony Lopes; Nélson Semedo, Rúben Semedo, Domingos Duarte, Nuno Sequeira; Rafa, William, Sérgio Oliveira, Renato Sanches; Félix e Diogo Jota