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«Não vai demorar muito para o SC Braga ser campeão» – Entrevista BnR com Paulão

A conversa começa com uma indecisão entre o “bom dia” e o “boa tarde”. De um lado ao outro do Atlântico, a distância faz-se também nas horas. Mas começa-se a falar de futebol e tudo isso fica esquecido, especialmente porque do outro lado da chamada está um interlocutor de excelência. Um defesa central de destaque em Portugal e Espanha durante muitos anos, Paulão tem muito para contar e, acima de tudo, cativa-nos com a abertura e sinceridade com que aborda todos os temas.

-Início de carreira e as grandes diferenças entre a filosofia da Europa e do Brasil-

«Era Primeira Divisão, Primeira Liga e tudo, mas eu precisava de voos maiores»

Bola na Rede: Começando, lá está, pelo início, como surgiu o futebol na tua vida?

Paulão: Eu costumo dizer que foi mais por vontade do meu pai. Na minha família, um tio já foi também jogador profissional e, na verdade, eu comecei a ter interesse já um pouco mais velho. Eu já tinha 15 anos quando comecei a treinar nas equipas daqui do Brasil e, então, acho que foi um pouco de influência do meu tio e mais do meu pai, que é fã de futebol mesmo e queria a 100% que eu fosse um jogador profissional.

Bola na Rede: Nessa altura, tinhas algum outro sonho, além de ser jogador de futebol?

Paulão: Não, na verdade o que queria realmente era divertir-me , era aproveitar a infância… Porque no Brasil, antigamente, as crianças iam pelas calhes. Eu brincava, corria, fazia o que eu queria. Na verdade, eu não queria esse compromisso de 100% dessa disciplina, de ter de treinar isso ou aquilo. Realmente, eu queria aproveitar. Aproveitar essa infância o máximo possível. Se eu dissesse que queria ser jogador de futebol, estava mentindo. Eu realmente deixei as coisas andar. Se fosse mesmo a vontade de Deus, ia acontecer naturalmente. E eu deixei que acontecesse. É exatamente o que passo hoje para o meu filho: eu deixo-o fazer o que ele realmente quer. Eu fiz algo por influência do meu pai. Hoje eu agradeço-lhe, porque ele insistiu tanto que eu consegui fazer uma carreira considerável para mim… Na minha opinião, muito boa.

Bola na Rede: E acabaste por te estrear bastante jovem no Atlético Mineiro, mas depois estiveste algum tempo no qual ficaste um pouco de lado e até acabaste por mudar de equipa. Como geriste o facto de te estreares tão jovem, mas depois estar uns tempos sem jogar na equipa principal?

Paulão: Na verdade, as coisas na minha vida aconteceram muito rápido depois que eu ingressei no Atlético Mineiro. Eu cheguei no Atlético Mineiro com 14 anos, e com 17 já estava estreando no profissional. Como vim duma família muito humilde, em três, quatro anos as coisas mudaram completamente. Comecei a aparecer nas televisões, as pessoas começaram a falar, num bairro tão pequeno, numa cidade tão pequena onde eu vivo… Para mim, foi do zero ao 100%. As coisas aconteceram muito rápido. Eu tinha uma estrutura da minha família, mas eu não consegui, como se diz, segurar essa empolgação. As coisas aconteceram muito rápido, muito dinheiro, isso, aquilo. Eu deixei-me levar um pouco mais pelo meu orgulho em dizer “hoje eu já sou jogador, já sou atleta”, e deixei um pouco de lado de me dedicar e de perseverar de, com 17 anos, a oportunidade está aí, eu preciso me dar mais. Não que eu não treinava, mas é assim,… você sabe como são os jovens, deixa-se levar, talvez pelas coisas extra-campo. E, no Brasil, é constante a troca de treinadores, então, aquele que treinador que me deu a oportunidade, com três ou quatro meses já não era o mesmo treinador, já veio outro treinador, com outra metodologia, outro modo de pensar e eu não consegui segurar e foi assim, esses altos e baixos até eu mudar de equipa.

Bola na Rede: Aproveitando que falaste dessa questão dos treinadores, essa é uma das grandes diferenças da Europa para o Brasil, este ano o Brasileirão vai na 10.ª jornada e já foram sete que saíram. Notaste essa diferença e quais são os principais efeitos que isso tem nos jogadores?

Paulão: Isso para o jogador é ruim, porque o jogador precisa de uma estabilidade, de uma segurança, não só do clube, mas também do treinador. O Jorge Jesus passou agora pelo Brasil aqui, ficou um ano, colocou as suas ideias, colocou o Flamengo a jogar da forma que ele acreditava e as coisas correram bem e, agora, com pouco tempo veio outro treinador e as coisas já não estão caminhando bem, porquê? A gente não sabe porquê, só que cada treinador tem a sua metodologia de trabalho, então, aqui no Brasil a gente costuma dizer, e é assim que acontece, que é mais pelo resultado, não pelo trabalho. Então, tem influência dos adeptos, dos patrocínios, porque precisa de resultado e não tem essa estabilidade igual que na Europa. O exemplo do Liverpool, demorou quatro anos para conquistar um título importante, aqui no Brasil, não, infelizmente, com dois, três ou quatro meses, tem que trocar talvez, não sei, para dar uma justificação para os adeptos, para os patrocinadores. Acho que, para os jogadores, isso é muito ruim, porque a gente não sabe se daqui a dois, três ou quatro meses vai ser o mesmo trabalho, o mesmo treinador, então fica oscilando muito. No Brasil não tem isso, na Europa é perfeito, a gente sabe que as coisas vão correr e a gente vai ter tempo de adaptar, de assimilar a maneira do treinador.

Fonte: UEFA.com

Bola na Rede: Voltando à tua carreira, segue-se a Naval. Como surge essa oportunidade de vir para Portugal?

Paulão: Eu estava no Gama, estava disputando o Campeonato brasileiro da Segunda Divisão e, se não me engano, com 10 jornadas, o António Teixeira na época me ligou dizendo que havia essa oportunidade de ir para a Naval. Sinceramente, não conhecia na época, não conhecia a Naval, não conhecia Portugal e o campeonato português. Conversando com esse tio meu que na época era jogador também, eu não queria ir, porque estava fazendo um bom campeonato e já tinha alguns clubes grandes aqui no Brasil sondando e especulando a minha ida, e ele chegou para mim e disse “olha, é a oportunidade de você fazer carreira em Portugal, na Europa, você pode fazer uma carreira brilhante lá, porque você tem qualidade e você aqui no Brasil não sabe porque de quatro em quatro meses você não sabe o que vai acontecer e na Europa é diferente. Eles estão te dando a oportunidade e com a sua qualidade você com certeza vai dar saltos maiores lá” e foi por aí que eu decidi ir para a Europa, ir para a Naval, sabendo das condições da Naval, mas a partir daí com objetivo de ficar na Naval e dar uns saltos maiores.

Bola na Rede: E lá está, chegou à Naval e rapidamente assumiste-te titular e fazes três épocas de muito sucesso.

Paulão: Sim, mas o meu objetivo, na verdade, não era ficar os três anos ali, porque eu já era considerado um exemplo, como um jogador já com 24 anos, então, não podia ficar três anos na Naval. Com todo o respeito pela Naval, mas a Naval é considerado uma equipa com pouca expressão em Portugal na época. Era Primeira Divisão, Primeira Liga e tudo, mas eu precisava de voos maiores. Então, até quando assinei o contrato de três anos, o meu objetivo era sair logo no primeiro ano, mas também não sabia que o Presidente – o Aprígio na época – era tão difícil assim, então ele me segurou o máximo. Tive de esperar os três anos. Todos os anos tinha proposta para sair, mas ele nunca me liberava, mas não me arrependo também.

Bola na Rede: E foi também na Naval que começaste a marcar golos.

Paulão: Sim, porque aqui no Brasil não conseguia fazer golos de jeito nenhum. Não sei o que acontecia, a bola sobrava, tinha oportunidade e nada… E foi na Naval que comecei a marcar golos e aí todas as equipas, todos os campeonatos, eu conseguia me destacar como o central goleador.

SL Benfica x SC Farense | 5 estatísticas do confronto entre águias e algarvios

SL Benfica e SC Farense defrontam-se no dia 4 de outubro de 2020 pela 51ª vez na história, a 46ª em jogos referentes à Primeira Liga, ainda que o mais recente confronto date de 18 de março de 2002 (SL Benfica 5-0 SC Farense).

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Quando passarem 30 minutos das 18 horas, a bola começará a rolar no Estádio da Luz e serão postas à prova as equipas e uma panóplia de estatísticas. Cinco delas são aqui apresentadas.

Doc Rivers: O treinador das equipas cheias de talento, mas com muito pouco sucesso

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Doc Rivers, o ex-treinador dos Los Angeles Clippers e actual treinador dos Philadelphia 76ers é treinador da NBA há 21 épocas, mas apenas ganhou um campeonato na sua carreira, em 2008, quando era o técnico dos Boston Celtics.

Rivers começou a sua carreira de treinador a serviço dos Orlando Magic, uma equipa que no início do milénio tinha pouco poderio ofensivo e poucas referências a nível individual. Liderados pelo base Chauncey Billups, a equipa não teria uma grande prestação ao longo da época, terminando com um recorde de 41-41, sendo penúltimos na sua divisão e falhando os playoffs.

O desenrolar da sua carreira ia tendo progressos algo lentos. Na temporada seguinte, em 2000/2001, com a chegada de Grant Hill e apesar do seu histórico de lesões e pouca consistência, foi o suficiente para a equipa chegar aos playoffs, mas acabou eliminada na primeira ronda.

É então que chegamos a temporada de 2001/2002, época da chegada de uma superestrela à  equipa orientada por Doc Rivers, Tracy McGrady, mas o sucesso foi muito pouco materializado. O recorde da equipa em relação à época anterior pouco se alterou e, como esperado, foi apenas mais uma saída prematura na primeira ronda dos Playoffs.

Na temporada 2002/2003, com o recorde da equipa a piorar substancialmente durante a fase regular, Doc Rivers, na primeira ronda dos playoffs, vê-se a liderar a série por 3-1, frente aos Detroit Pistons. Mas, consegue adivinhar o que aconteceu? – É verdade, a equipa não conseguiu fechar a série e foi eliminada em 7 jogos.

Com um histórico de uma prestação algo medíocre para o talento que tinha a disposição, Doc Rivers é despedido dos Orlando Magic, na temporada de 2003/2004, depois de ter começado a época regular com um recorde de 1-10.

Rivers ficaria o resto do ano sem treinar nenhuma equipa, até que conseguiu o posto de treinador dos Boston Celtics a começar a temporada de 2004/2005. Com uma equipa liderada pelo então Paul Pierce e ainda Antoine Walker, Doc Rivers conseguiu nada mais nada menos do que…  consegue adivinhar? Exatamente, uma ida aos playoffs e uma saída na primeira ronda, frente aos Indiana Pacers.

Nas duas épocas seguintes, Rivers e os Boston Celtics não teriam muito sucesso, falhando os playoffs em ambas as temporadas.

Doc Rivers treinou os Boston Celtics durante 9 épocas, sendo campeão em 2008.
Fonte: Boston Celtics

É então que chegamos ao mítico verão de 2007. Talvez um dos melhores General Managers de sempre, Danny Ainge, consegue “aterrar” na cidade de Boston dois dos maiores nomes da liga na altura: Kevin Garnett, MVP da liga em 2000 e Ray Allen, o atirador implacável que detinha até então recorde de mais triplos marcados numa só época.

Com três franchise players à sua disposição, sendo que Garnett na mesma época ganhou o “Defensive player of the year”, Rivers conseguiu, na mesma época em que conseguiu passar da primeira ronda e chegar a uma final de conferência, ganhar o Campeonato da NBA, numa final contra os Los Angeles Lakers. Foram precisos 26 jogos dos Playoffs para obter as tão necessitadas 16 vitórias para o titulo. Existe até quem defenda que este foi o campeonato mais espremido da história da NBA.

Foto de capa: LA Clippers

Sporting CP 2-1 UD Oliveirense: Leões vencem duelo entre candidatos

A CRÓNICA: A VITÓRIA DA GESTÃO E DO DESIQUILÍBRIO

As duas equipas candidatas ao título vinham ambas de vitórias na primeira ronda do campeonato. O Sporting venceu fora a equipa do HC Tigres por 4-3, já a Oliveirense tinha derrotado em casa a Juventude de Viana por 7-4.

A Oliveirense começou mais atrevida na partida. Martinez logo no segundo minuto de jogo levou a bola ao poste esquerdo da baliza de Ângelo Girão. No entanto, o Sporting acabaria por equilibrar a partida e acabaria por beneficiar de um penalti ganho por Ferran Font ao tentar ultrapassar Jordi Bargallo que o derrubou com o stick dentro da área. Aos 7 minutos de jogo, Gonçalo Nunes acabou por permitir a defesa de Xavi Puigbi, mas deixou o aviso para o que viria a seguir.

Pedro Gil viria ainda a acertar no poste da baliza dos visitantes, até que Romero que recebeu a bola de Gil irrompeu pelo lado direito do ataque até à área, sem Torra o conseguir parar e desse modo, rematou cruzado para o primeiro golo do jogo, a meio do primeiro tempo.

A Oliveirense tentou assumir o jogo com uma postura mais ofensiva, mas acabou por não criar grande perigo até ao intervalo. Aliás, foi o Sporting a estar mais perto de dilatar a vantagem num contra-ataque finalizado com o remate de Platero que o guarda-redes visitante acabou por defender.

A segunda parte praticamente começou com o Sporting a ficar a jogar com menos um com o cartão azul admoestado a Pedro Gil por parar com o stick Henrique Magalhães quando este ia lançado para a área leonina. Torra permitiu a defesa de Girão no livre direto e acabou por não aproveitar a oportunidade para empatar aos 4 minutos. Praticamente no minuto a seguir nova oportunidade através de uma grande penalidade por infração de Romero dentro da área leonina. Desta vez, foi Martinez a cobrar e o argentino não falhou perante Zé Diogo na baliza dos anfitriões e empatou a partida aos 6 minutos.

A igualdade numérica voltou, mas a Oliveirense continuou a estar mais perto da baliza leonina. No entanto, a oportunidade haveria de chegar na sua baliza com o penalti cometido por Jorge Silva sobre Romero. Toni Perez ficou como cobrador, mas Puigbi defendeu o remate. Quando faltava 13 minutos para o final da partida, uma bela combinação entre Font, Platero e Perez que finalizou perto do poste direito da baliza da Oliveirense, perante os defesas que ficaram a ver jogar.

O Sporting acabou por gerir bem os minutos e até aproveitou a Oliveirense ter chegado à nona falta e a ficar a uma de sofrer um livre direto para relaxar e levar o jogo para longe da baliza de Girão. A equipa da casa ainda viu um golo anulado por Verona elevar demais o stick no remate para dentro da baliza da Oliveirense.

Vitória justa para a equipa mais desequilibrada e melhor gestora dos tempos do jogo.

 

A FIGURA

Pedro Gil – O experiente jogador do Sporting ajudou a desequilibrar com os seus passes para o lado, sendo importante para criar o desequilíbrio que deu o primeiro golo dos leões. Deu tranquilidade quando a equipa precisava de manter a posse para defender o resultado.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: UD Oliveirense

Defesa da UD Oliveirense – A defesa da equipa visitante facilmente partia-se no 1×1 com os jogadores do Sporting ou com os desequilíbrios criados pelos passes para trás do jogador mais adiantado do ataque leonino. Faltou maior pressão sobre os sportinguistas que tinham tempo para decidir. Viu-se isso nos dois golos leoninos, com Torra a não pressionar Romero no primeiro, e no segundo, Perez fez o que quis perante João Almeida e Vítor Hugo que se limitaram a ver o sportinguista fazer o 2-1.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Os sportinguistas apresentaram um ataque dinâmico com a troca de bola a ser uma constante. O 1×1 foi usado durante boa parte do jogo por jogadores como Romero, Pedro Gil ou Toni Perez, abrindo brechas na defensiva adversária. Na defesa, a equipa leonina cumpriu, não dando espaço para a Oliveirense chegar à área perante as combinações usadas pelos adversários

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Girão (7)

Platero (7)

 Font (7)

Verona (7)

Souto (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Gil (7)

Toni Perez (7)

Zé Diogo (-)

Romero  (7)

Gonçalo Nunes (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – OLIVEIRENSE

A marcação homem a homem na defesa foi fatal, com várias vezes os jogadores da Oliveirense a serem ultrapassados pelos adversários. No ataque, era Torra ou Bargallo a organizarem o jogo perante a defesa compacta do Sporting.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Puigbi (6)

João Almeida (6)

 Jorge Silva (6)

 Bargallo (6)

 Henrique Magalhães (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Torra (6)

Pedro Moreira (6)

Martinez (7)

Vitor Hugo (6)

Foto de capa: Sporting CP Modalidades

Portimonense SC x Sporting CP | 4 fatores que se tornaram tendências

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O Sporting CP irá deslocar-se até Portimão para defrontar a equipa da casa num jogo a contar para a terceira jornada do Campeonato Português. Duas equipas que chegam em fases bem distintas.  

A equipa da casa vem de um empate e uma derrota, somando apenas um ponto em seis possíveis, onde vem a revelar algumas dificuldades, não conseguindo dar continuidade ao bom final de época que fez na época que terminou recentemente.  

OS LEÕES TENTAM RECUPERAR DO DESAIRE EUROPEU COM UM BOM RESULTADO EM PORTIMÃO. SERÁ QUE A TURMA DE RÚBEN AMORIM VAI REAGIR? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Já a equipa forasteira chega com apenas um jogo realizado, onde venceu por 2-0 a formação do FC Paços de Ferreira – sendo que o jogo da primeira jornada foi adiado devido à COVID-19. Os leões querem assim dar continuidade ao bom início de campeonato e apagar a má imagem deixada na Europa. 

Este jogo irá ficar marcado também pela possível estreia de Bruno Tabata com a camisola leonina, podendo assim atuar contra a sua antiga equipa. Neste top, iremos analisar alguns dados estatísticos importantes entre Portimonense e Sporting CP que permitem verificar algumas tendências

CD Tondela 0-4 SC Braga: “Chapa quatro” assegura primeira vitória bracarense

A CRÓNICA – NÃO HÁ FOME QUE NÃO DÊ EM FARTURA E QUE O DIGA O CD TONDELA

A noite fria de Tondela foi palco do encontro entre a equipa da casa e o SC Braga, num jogo ao qual as duas formações chegavam sem terem ainda provado o sabor da vitória na atual edição da Liga Portuguesa.
O primeiro momento de perigo surgiu pouco depois da marca dos dez minutos, para a formação bracarense. Na sequência de um bom trabalho de Paulinho, Galeno cruzou para a entrada da área, onde Iuri Medeiros apareceu e finalizou, mas sem sucesso. Todavia, a oportunidade seguinte já teve a conclusão desejada. Na sequência de um pontapé de canto, Bruno Viana apareceu isolado ao segundo poste e, após um desvio inicial, encostou perto da linha de golo. Estava inaugurado o marcador a favor do Braga.
O domínio dos bracarenses era evidente e aproveitaram-no para aumentar a vantagem. Uma bela entrada de Galeno pelo corredor direito só terminou quando o brasileiro fletiu para o meio e finalizou, batendo Niasse. O ímpeto do Braga não parou por aqui e fizeram de pronto o terceiro, desta vez com Galeno a assistir e Ricardo Horta a finalizar no centro da área. Três golos sem resposta antes da meia hora!
O jogo passou por uma fase mais adormecida, mas a três minutos do intervalo Paulinho testou a atenção de Niasse, com o guardião senegalês a defender para canto. Ora, na sequência desse canto, Galeno voltou a fazer mexer o placar: uma vez mais, um jogador bracarense apareceu isolado ao segundo poste e só teve de cabecear para levar os homens de Carlos Carvalhal para o intervalo com uma vantagem de quatro golos sem resposta.
Na segunda parte, o CD Tondela apareceu por algumas vezes (e com perigo) junto da área do Braga. A oportunidade de maior evidência surgiu ao minuto 70, quando Souley (entrado minutos antes) cortou da direita para o meio e rematou de pé esquerdo, rente ao poste da baliza de Matheus. A resposta do Braga foi perentória e surgiu por Francisco Moura, primeiro, e André Horta, depois, mas nenhuma das oportunidades foi finalizada com sucesso.
Já depois do minuto 90, Matheus cometeu penálti sobre Souley. Contudo, redimiu-se ao defender a conversão de Salvador Agra. O resultado ficou fixado em 0-4, valendo ao Braga a grande primeira parte que protagonizou. Do lado do Tondela, há muito a melhorar para o longo campeonato que ainda tem pela frente.

 

A FIGURA

Wenderson Galeno – Que exibição do extremo brasileiro! Com dois golos apontados e ainda uma assistência feita, foi o materializador de que o Braga vinha precisando nos dois primeiros jogos do campeonato. Sempre encostado à ala esquerda, mostrou-se muito ao jogo e não deu um segundo de descanso a Bebeto, que não foi capaz de lidar com o brasileiro.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Primeira parte do CD Tondela – Em duas palavras: um desastre. Depois de uma entrada muito fraca, a resposta a cada golo adversário não surgiu e, com o avolumar do resultado, ficou impossível reentrar na discussão do jogo. Com um ponto em três jogos, Pako Ayestaran tem muito em que trabalhar para levar a formação beirã a “bom porto”.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

Dispostos em 4-3-3, os tondelenses demonstraram grandes debilidades durante todo o encontro. A defender, nunca conseguiram travar o veloz e tecnicista ataque adversário; a atacar, não foram capazes de incomodar a linha recuada do Braga. Uma exibição muito pobre da equipa beirã.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Babacar Niasse (4)
Bebeto (3)
Yohan Tavares (4)
Ricardo Alves (4)
Filipe Ferreira (4)
Jaume Grau (5)
Pedro Augusto (4)
João Pedro (5)
Jhon Murillo (4)
Salvador Agra (4)
Tomislav Strkalj (4)

SUBS UTILIZADOS
Enzo Martinez (4)
Mohamed Khacef (5)
Rafael Barbosa (5)
Souley (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Organizados num aparente 4-2-3-1 (a defender), a equipa desdobrava-se em 3-4-3 no momento ofensivo. Estas mudanças e trocas de posições constantes baralharam a defesa caseira e deram frutos durante todo o encontro, com especial relevo durante a primeira parte.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Matheus (7)
Ricardo Esgaio (7)
Bruno Viana (7)
David Carmo (7)
Nuno Sequeira (7)
Fransérgio (7)
André Castro (7)
Wenderson Galeno (9)
Ricardo Horta (8)
Iuri Medeiros (6)
Paulinho (7)

SUBS UTILIZADOS
André Horta (6)
João Novais (6)
Francisco Moura (6)
Abel Ruiz (-)
Rodrigo Gomes (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA

SC Braga

BnR – O Galeno foi hoje titular e fez uma exibição incrível. Será ele opção mais regular daqui para a frente?

Carlos Carvalhal – Isso veremos no futuro. O Galeno começou muito mais tarde a época, jogou pouco com o FC Porto pouco tempo e no último jogo já entrou 45 minutos. Há outras situações idênticas, como o Horta, o Paulinho e o Schettine, que passaram todos por problemas físicos, mas vamos precisar da equipa toda a cem por cento, sobretudo quando começarem os jogos da Liga Europa.

CD Tondela

BnR – Depois de dois jogos com resultados equilibrados, o Tondela cai hoje com estrondo. O que tem de mudar para que a época seja mais tranquila do que a última?

Pako Ayestaran – Nos dois jogos anteriores demos uma boa imagem, fomos competitivos. Hoje tivemos pela frente uma grande equipa, que posiciona muitos jogadores por dentro e foi por aí que se superiorizaram. Na segunda parte mudamos o sistema e colocamos também jogadores por dentro, como o Rafael Barbosa, e aí já fomos mais capazes de controlar o Braga.

 

 

FC Porto 2-3 CS Marítimo: E à terceira foi de vez…

A CRÓNICA: PINHO E NANÚ DÃO ROMBO NO DRAGÃO

O FC Porto e o CS Marítimo entram na terceira jornada da Primeira Liga – edição 2020/2021 – com diferentes velocidades numa semana em que Sérgio Conceição e Lito Vidigal são bastante falados pela esfera pública futebolística. O técnico do FC Porto foi bastante elogiado pelo bom arranque dos dragões, tanto a nível exibicional como de resultados, sendo que do outro lado Lito Vidigal é alvo de criticismo pela prática de antijogo por parte da sua equipa na partida frente ao CD Tondela.

Os azuis e brancos iniciam a partida com muita mais intensidade ofensiva do que os insulares com transições ofensivas rápidas e jogo a um/dois toques, mas o CS Marítimo é quem coloca primeiro a bola dentro da baliza, mesmo que o golo não tenha contado. Foi Correa quem fez o golo após um cruzamento bem tirado por Hermes do lado esquerdo do ataque maritimista, mas o VAR rapidamente entrou em ação e invalidou o golo por posição irregular do argentino.

O aviso estava dado, mas o FC Porto não deu atenção e acabou por sofrer aos 24 minutos da primeira parte por intermédio do avançado Rodrigo Pinho. A defesa do FC Porto comete um erro grosseiro na marcação após o passe de Winck, deixando Pinho praticamente de caras para a baliza, ainda que este tenha tirado Mbemba do caminho e rematado para o fundo das redes defendidas por Diogo Costa. O FC Porto tinha agora a tarefa de derrubar a muralha defensiva construída pelos homens do CS Marítimo .

O CS Marítimo, após o golo, trancou-se na defesa e fez o FC Porto suar para chegar a uma oportunidade de perigo que pudesse resultar no empate no marcador. Os visitados demoraram a reagir e só aos 38 minutos é que conseguiram rematar à baliza após o golo sofrido. Só que quem conhece o FC Porto sabe que não pode haver facilitismos nas bolas paradas… e foi isso mesmo que aconteceu. Canto batido por Alex Telles, Pepe foge da marcação e cabeceia para o golo. Estava feito o empate para os dragões, que persistiria até ao intervalo, apesar da ameaça de Marcelo Hermes à malha lateral aos 45+2.

O FC Porto tinha de entrar com novas ideias se quisesse superiorizar-se à formação madeirense no marcador, mas o início da segunda parte viria a ser trágico para a equipa caseira. Através da cobrança de um livre direto contra a barreira do FC Porto, Getterson lança a bola ao ferro e esta acaba por vir de encontro à cabeça de Rodrigo Pinho que, com Diogo Costa no chão, só teve de encostar. O CS Marítimo voltava estava de novo na frente no marcador e provocava uma surpresa no Dragão.

A partir do segundo golo o jogo entra numa espiral de faltas e paragens consecutivas, mas sempre com o FC Porto à procura do golo que desse o empate. E mesmo sem adeptos nas bancadas, o ambiente aqueceu. Os dragões tiveram oportunidades flagrantes para marcar, seja por Sérgio Oliveira onde Renê corta mesmo em cima da linha, seja por Marega com um remate forte para Amir ou até mesmo através da grande penalidade falhada por Alex Telles. Era claramente um dia não em semana de aniversário para o clube portista.

E como diz o ditado – “Quem não marca, sofre”. A velha máxima do futebol deu-se em pleno Estádio do Dragão através de um contra-ataque de dois jogadores maritimistas para um do FC Porto, acabando Nanú por fazer o gosto ao pé. Bastante passividade da defesa que, apesar de apanhada em contrapé, não foi capaz de descer rapidamente para cortar o perigo. Otávio, a um minuto do final, ainda conseguiu reduzir para 2-3 com um remate traiçoeiro fora de área, mas o FC Porto não conseguiu chegar ao empate e o CS Marítimo acaba por levar os três pontos para as ilhas. Os dragões, que eram líderes até ao momento, sofrem a primeira escorregadela no campeonato e podem descer significativamente na tabela classificativa ainda este fim de semana. O CS Marítimo, provisoriamente, sobe ao quarto lugar e regista duas vitórias e uma derrota em três jornadas.

A FIGURA

Amir Abedzadeh – O guarda-redes iraniano foi importantíssimo na vitória do CS Marítimo, não só ao defender o pénalti de Alex Telles, mas também ao evitar oito tentativas de golo por parte do FC Porto. Menção honrosa para Rodrigo Pinho que foi letal ao bisar na partida.

O FORA DE JOGO

Mehdi Taremi – Entrou aos 53 minutos para tentar desbloquear o jogo, mas a verdade é que pouco fez dentro de campo. Teve várias ocasiões onde podia ter feito melhor, seja a executar, seja a decidir. Ainda não foi desta que Taremi se estreou a marcar pelo FC Porto

ANÁLISE TÁTICA FC PORTO

O FC Porto entrou em campo com o mesmo sistema tático das duas primeiras jornadas, mas desta vez sem a presença de Matheus Uribe no centro do terreno, dando lugar a Luis Díaz na frente de ataque. O FC Porto procurou muitas das vezes furar a defesa adversária através dos flancos com a rapidez de Manafá e Luis Díaz e a habilidade de Otávio e Corona, mas sem sucesso.

Sentiu-se a necessidade de um verdadeiro homem de área para este tipo de jogo, pois o jogo aéreo poderia ser uma boa forma de ultrapassar a muralha defensiva do CS Marítimo. Defensivamente, falhou a comunicação e a organização defensiva nas marcações.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (4)

Manafá (7)

Pepe (6)

Mbemba (4)

Alex Telles (5)

Otávio (6)

Sérgio Oliveira (5)

Danilo Pereira (5)

Luis Díaz (4)

Jesús Corona (5)

Marega (5)

SUBS UTILIZADOS

Mehdi Taremi (4)

Fábio Vieira (-)

Zé Luís (4)

João Mário (-)

ANÁLISE TÁTICA MARÍTIMO SC

O Marítimo SC atacou e defendeu de forma bastante organizada e cirúrgica, apanhando o FC Porto completamente em contrapé. Nanú e Rodrigo Pinho causaram estragos na defesa portista e foram completamente eficazes nas vezes que chegaram à baliza portista.

Depois de estarem na frente do marcador recuaram completamente e trancaram as portas da baliza, aproveitando uma falha na defensiva portista para matar o jogo e levar os três pontos.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Amir Abedazadeh (9)

Marcelo Hermes (7)

Lucas Áfrico (6)

Zainadine (6)

Cláudio Winck (7)

Jorge Correa (6)

Renê Santos (6)

Jean (6)

Nanú (8)

Rodrigo Pinho (9)

Getterson (7)

SUBS UTILIZADOS

Edgar Costa

Milson

Jefferson Pessanha

CD Santa Clara 0-0 Gil Vicente FC: O Empate sob os olhos do Público

A CRÓNICA: DE VOLTA A MAGIA DO FUTEBOL AO ESTÁDIO DO SANTA CLARA

As portas do Estádio de S. Miguel voltaram a abrir-se para mais uma jornada da Primeira Liga. Esta com um sentimento especial visto ser o primeiro teste-piloto de retoma de espectadores aos estádios em Portugal. Nesta terceira jornada temos o duelo entre CD Santa Clara e Gil Vicente FC. O clube açoriano vem motivado das duas vitórias no campeonato e, por sua vez, os gilistas, vêm duma vitória frente ao Portimonense SC.

A primeira parte da partida começou com as duas equipas bem organizadas. Vimos um Gil Vicente a pressionar os açorianos e a tentar surpreender com saídas rápidas mas sem causar grande tormenta para os bravos de Daniel Ramos. Apesar da primeira oportunidade de perigo ser dos gilistas, através de Antoine Léautey, que atirou à trave na sequência de uma boa jogada de Samuel Lino, o Santa Clara não baixou a guarda. Aos 27 minutos tentou responder através dum cabeceamento de Carlos Jr. mas sem efeito pois Denis estava atento.

Aos 30 minutos  de jogo a bancada Açoriana fazia-se ouvir quando, novamente, Carlos Jr., atirou a bola para o fundo da baliza do Gil Vicente. No entanto, a festa durou pouco pois o golo acabaria por ser invalidado pelo VAR.

Na segunda parte da partida o ritmo baixou devido às constantes paragens seja por lesões quer por análises do VAR, como é o exemplo do lance aos 77 minutos entre Anderson Carvalho e Rodrigo, este último acabaria por ver o amarelo.

Neste regresso de público aos estádios não houve grito de vitória. O Santa Clara acabou por somar o seu primeiro empate depois de duas vitórias consecutivas e sobre provisoriamente ao primeiro lugar. Por outro lado, o Gil Vicente, somou um empate depois da vitória frente ao Portimonense.

 

 

A FIGURA

Diogo Salomão é o mais recente reforço do CD Santa Clara. pic.twitter.com/kdHadMVz2n

— Diário de Transferências (@DTransferencias) February 1, 2020

Diogo Salomão – Foi muito assertivo durante todo o jogo e fundamental em muitos dos lances do jogo.

 

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Liga Portugal

Vasilica- O fora de jogo de hoje é o árbitro da partida pois fez muitas pausas no jogo, o que acabou por quebrar o ritmo do mesmo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

O Santa Clara alinhou num 3-4-3 com Salomão Rafa a darem largura nas alas e com Jean Patrick e Carlos a procurar profundidade no apoio a Santana.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (6)

Ramos (6)

João Afonso (5)

Mikel (6)

Mansur (5)

Osama Rashid (6)

Anderson C.(6)

Jean P. (7)

D. Salomão (8)

T. Santana (6)

Carlos Jr (7)

SUBS UTILIZADOS

Crysan (6)

Julio Romão (-)

Ukra (-)

Costinha (-)

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

O Gil Vicente apresentou-se com um esquema clássico em 4-3-3. Com três homens muito moveis na frente e com um meio campo coeso.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Denis (5)

Joel Pereira (6)

Rubén Fernandes (7)

Nogueira (6)

Rodrigo (5)

Talocha (6)

Claude Gonçalves (6)

João Afonso (5)

Antoine(7)

Leandrinho ( 5)

Samuel Lino (6 )

SUBS UTILIZADOS

Renann (5)

Lucas (5)

Fujimoto (6)

Lourency (-)

BnR na CONFERÊNCIA

CD Santa Clara

BnR – Qual a sua opinião sobre esta partida?

Daniel Ramos – Vimos duas equipas, taticamente falando, com ideia estrutural idêntica. A intenção era entrar forte e pressionar no jogo, pois queríamos provocar erro. Sabíamos que isto ia ser decisivo e também tínhamos noção de que a segunda bola seria importante.

Vimos uma primeira parte equilibrada, com mérito chegamos ao golo que por pouco não foi validado.

Já na segunda parte, jogou-se um futebol mais curto. Faltou mais jogo, mais tempo útil e com as paragens isso não foi possível. Isso acabou por perturbar a equipa. Não foi o jogo que pretendíamos, o ponto não nos agrada, mas é também importante.

Gil Vicente FC

BnR – Qual a análise que faz desta partida?

Rui Almeida – Entramos melhor no jogo. Foi um duelo mais partido, nenhuma equipa conseguiu marcar muito por competência dos guarda redes. Houve momentos em que tentamos fazer mais pressão. Foi um jogo bem disputado e competitivo.

Volta a Portugal – Etapa 6: Bis para McLay

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A CRÓNICA: ÁRKEA VOLTA A NÃO FALHAR

A Volta a Portugal continua em terrenos mais planos e a equipa da Árkea-Samsic continuou a assumir a corrida. A equipa francesa levou o sprinter presente com maior currículo, Dan McLay, a voltar a impor a sua autoridade ao sprint.

Após uma contagem de quarta categoria logo ao oitavo quilómetro, ganha por David Ribeiro, três ciclistas assumiram a dianteira da prova, Will Smit, Emanuel Duarte e Oier Lazkano. O trio circulou na frente durante a grande maioria da jornada, mas o pelotão nunca lhes demasiada margem e, com a aproximação ao final, o conjunto francês acelerou para os alcançarem.

Nos metros finais, o comboio vermelho voltou a chegar-se à frente e levou Dan McLay na pole position. O britânico voltou a não desapontar e bisou nesta edição da Volta a Portugal, com Minali e Liñarez novamente a completar o podium do dia.

Com a vitória, McLay passa também a liderar a camisola dos pontos, mas apenas por um mero ponto face a Luís Gomes. Esta será uma classificação que terá certamente uma grande batalha na etapa de domingo, com três metas volantes e a subida à Arrábida perto do fim que poderá servir para deixar McLay de fora da luta pela etapa e permitir a Gomes tentar também ele bisar.

Para a Geral, que não sofreu alterações nesta etapa, poderá também ser uma etapa interessante, com a última subida desta Volta a permitir ataques para quem quiser ir mais confortável para o contrarrelógio final.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ciclismo

Futsal: CD Aves fora dos campeonatos nacionais

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O Clube Desportivo das Aves está a sofrer as consequências dos «disparates» da SAD, não só no futebol, mas também em mais uma modalidade tutelada pela FPF, neste caso o futsal. Consequência do processo jurídico que resultou na cisão entre clube e SAD, a secção de futsal foi claramente afetada, resultando no impedimento da inscrição do clube avense na segunda divisão. Tudo porque a Federação não faz distinção entre clube e SAD, logo as dívidas que esta última possui não permitem ao emblema de Santo Tirso mais uma temporada a tentar regressar à elite, onde passou fugazmente na temporada 2017/18.

É uma situação muito infeliz no nosso desporto, clubes históricos que se destroem por causa destas «zangas» entre clubes e sociedades anónimas desportivas, com o caso mais badalado a ocorrer em Belém, com a criação da B-SAD que está presente na primeira Liga e está impedido pelas instâncias judiciais de usar o nome Belenenses, o mítico símbolo da cruz de Cristo ou o fantástico estádio do Restelo.

Mas o emblema avense não pode prosseguir um caminho parecido por toda a situação deprimente a que assistimos na parte final da temporada passada, com situações tão ridículas como o impedimento de usar o estádio por falta de pagamento do seguro; o “roubo” da taça ganha na época 2017/18, etc.

É pena ver um clube histórico a cair desta maneira…
Fonte: CD Aves – Futsal

Ora, estando nós em pleno século XXI, é inadmissível ainda acontecerem situações destas, e daí ser sempre essencial os sócios ponderarem muito bem antes de transformarem o clube em SAD. Na maioria dos casos as coisas acabam por correr bem, mas cada vez mais temos exemplos concretos de que nem sempre é o caso. O conflito de interesses relacionado com presidências distintas do clube e SAD também não é muito benéfico, acabando mesmo por ser tóxico para os clubes envolvidos, ao ponto de causar ruturas aparentemente insanáveis.

Enquanto não se tomarem medidas sérias e eficazes para combater estes episódios que mancham e envergonham o futebol diretamente, e outras modalidades direta e indiretamente, temo que este tipo de situações continuem a ocorrer, algo que não é nada bom e agradável para a nossa imagem lá fora.

Foto de Capa: CD Aves – Futsal