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Os 5 melhores golos da jornada 26 da Primeira Liga

Na jornada 26 foram marcados um total de 20 golos e, alguns deles, são verdadeiramente espetaculares, pelo que admito que não foi fácil selecionar o top cinco da semana. Vejam aqueles que selecionei e digam-me se escolheriam de forma diferente nos comentários!

FC Porto segue na frente na marcha da Primeira Liga

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Nunca acontecera tal coisa, mas a verdade é que, por razões maiores, como a pandemia do coronavírus, o FC Porto está em primeiro lugar durante a época dos santos populares. Razões para festejar? Ainda há muito jogo para se disputar, mas a verdade é que os dragões continuam na liderança, mesmo não tendo aproveitado todos os deslizes do segundo classificado, SL Benfica.

As duas últimas jornadas para a equipa portista tiveram uma dose de agridoce quanto baste para os adeptos. A partida frente ao FC Famalicão resultou na terceira derrota para a turma de Sérgio Conceição na edição 2019/2020 da Primeira Liga, pondo em causa o primeiro lugar assegurado até então. O SL Benfica jogava no dia seguinte e tinha nos pés a chance de regressar ao topo da classificação com uma vantagem de dois pontos. O empate caseiro dos encarnados impossibilitou esse salto e deu-se uma igualdade pontual, ainda que com o FC Porto na frente.

Na jornada 26 era essencial que os dragões voltassem às vitórias, já num período pós-eleições em que se confirmara a continuação de Jorge Nuno Pinto da Costa na presidência. O marcador não foi folgado e a exibição muito menos, mas valeram os três pontos que aumentaram a distância do segundo lugar para o primeiro – muito por culpa de um novo deslize do SL Benfica.

O SC Portimonense foi a perder para o intervalo, mas não desistiu e foi atrás do prejuízo conseguindo o empate frente ao SL Benfica. Sérgio Conceição, na conferência de imprensa pós-jogo, admitiu apenas saber do resultado entre alvinegros e encarnados no fim da partida do FC Porto, o que significa que esse fator não interferiu na motivação dos jogadores portistas.

Os azuis e brancos seguem na frente com 63 pontos, sendo perseguidos pelo SL Benfica com 60 pontos.

Na próxima jornada o FC Porto desloca-se à Vila das Aves para defrontar o último classificado do campeonato. O CD Aves atravessa uma fase conturbada, uma vez que já não conhece o sabor da vitória há sete partidas. A manutenção é um sonho cada vez mais irreal para a equipa de Santo Tirso. Já o SL Benfica tem pela sua frente um adversário que pode provocar estragos – o Rio Ave FC ainda tem aspirações de ir à Liga Europa, estando apenas a cinco pontos do quinto classificado Sporting CP.

A marcha da Primeira Liga ainda tem muito por onde desfilar e a verdade é que o FC Porto vai na frente, mas muita coisa pode mudar até à 34.ª jornada. Certo é que tanto Santo António como São João deverão querer puxar a brasa à sua sardinha e o caneco, no fim, só vai para um. O carrossel vai parar no fim de julho e só aí é que se poderão lançar os foguetes.

5 jogadores que deram pequenos passos atrás para dar o salto depois

Nos últimos anos, assistimos a uma crescente aposta dos clubes portugueses na formação, nomeadamente nos “três grandes”, o que se tem revelado uma aposta certeira, tendo em conta a quantidade de diamantes em bruto de jogadores que aparecem nas camadas jovens das equipas portuguesas. No entanto, como seria expectável, por cada craque que emerge, também há uns quantos que, por dificuldades de adaptação ou falta de oportunidades, não conseguem explodir na equipa principal do seu clube.

Felizmente, esses jogadores têm sabido não insistir no erro de permanecer no seu clube de formação sem jogar, tendo a coragem de abraçar um novo desafio, num clube mais “pequeno”, mas que lhes oferece um recomeço e uma larga margem de progressão. Essa confiança depositada gera jogadores absolutamente indispensáveis nessas equipas, que coleccionam boas exibições, boas épocas e em última análise, títulos, sendo logo apontados a voos mais altos. Adaptando as palavras imortais de Neil Armstrong quando pisou a Lua, em 1969, a uma situação futebolística: é um pequeno passo atrás para dar um salto gigante para a frente na carreira destes jogadores. Falemos então, de cinco corajosos jogadores nestas condições.

Tal pai, tal filho: Zaire Wade #4

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Zaire Wade é um dos jogadores de High School com o maior “círculo” mediático dos últimos anos. Não só porque jogou a sua última temporada na Sierra Canyon ao lado de Lebron James JR, como também pelo seu notório último nome, que motivou sempre uma dezena de câmaras atrás dele. Transportar o nome Wade nas costas não é fácil.

Dwyane Wade foi um dos jogadores mais impactantes da NBA, sendo que, para além da enorme popularidade que acarretou entre todos os fãs do basquetebol, conquistou uma série de títulos individuais e coletivos. O legado que construiu na liga norte-americana, mais em específico, em Miami, ficará para sempre lembrado.

Dwyane, entre todas as conquistas coletivas e individuais, as que mais enfatizaram a sua importância na NBA foram as seguintes: 12 presenças no jogo «All Star», melhor marcador da época 2008/2009, quinto jogador mais jovem na história da NBA a ganhar um MVP de finais (anotando a terceira maior média de pontos por um jogador, na estreia em finais com 34.7 pontos por jogo) e por fim e não menos importante, Wade foi um dos principais jogadores da era dos «Big Three» dos Miami Heat.

Em suma, Wade foi uma lenda e um dos melhores «shooting guards» que a NBA já viu, ao passo que, a partir do momento em que o seu filho pegou numa bola de basquetebol, a pressão e o peso de carregar o nome Wade nas costas automatizou-se em Zaire.

BnR TV: Os 5 melhores da Liga Espanhola

Aproveitamos o regresso da Liga Espanhola para escolher os cinco melhores jogadores do campeonato neste BnR TV. Junta-te a nós e diz, nos comentários, o teu Top 5! 🔝🇪🇸
Com Leonardo Bordonhos, Gonçalo Batista, Jorge Faria de Sousa e Tiago Serrano.

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Artigo revisto

SC Braga 0-1 Boavista FC: Eis que tivémos Boavistão, 18 anos depois

A CRÓNICA: NO TABULEIRO DE XADREZ, O XEQUE MATE FOI NO BISPO DE BRAGA

O SC Braga recebeu na pedreira o Boavista FC, num jogo à porta fechada a contar para a vigésima sexta jornada da Primeira Liga de futebol. Destaque para o previsível domínio da equipa da casa, ainda que inconsequente, assim como pelo uso de apenas quatro substituições pelos dois técnicos.

Em mais um jogo fraco desde o recomeço da Primeira Liga, um SC Braga sem grandes ideias claudicou novamente, somando nova derrota, desta feita no seu reduto frente a um agradável Boavista FC, que se mostrou uma equipa segura e bastante competente.

Há dezoito anos que o Boavista não vencia em Braga. A última vez que conseguiu tal proeza foi no ano em que se sagrou campeão nacional. Um golo de Alberto Bueno de grande penalidade foi suficiente para o efeito.

O Boavista FC, ao contrário do SC Braga, surgiu personalizado, com uma estratégia bem delineada e com a atitude e raça que sempre o caraterizam, desta vez com a assertividade necessária. Sem vencer há cinco jornadas, os axadrezados trepam três lugares na tabela classificativa.

O SC Braga perde pelo segundo jogo consecutivo e deixa-se apanhar pelo Sporting CP na tabela classificativa, só mantendo o pódio por um golo de diferença.

Os Arsenalistas tentaram impor a sua supremacia com uma entrada forte, com destaque para Rolando, que volta a jogar um ano e quatro meses depois. Depois de uns minutos iniciais complicados, a pantera foi crescendo, começando a criar oportunidades e a colocar a equipa da casa em sentido. O SC Braga teve mais bola e maior iniciativa, mas o Boavista FC resistiu e acabou recompensado.

A FIGURA

Alberto Bueno – Não desperdiçou a grande oportunidade da equipa e voltou a colocar o Boavista FC na rota dos triunfos. Foi o autor do golo que permitiu ao Boavista FC voltar a vencer em SC Braga dezoito anos depois. Mostrou qualidade num meio campo muito físico, acrescentando qualidade de passe e de distribuição de jogo. Além do golo, esteve perto de bisar.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ricardo Esgaio – Esteve na origem da grande penalidade que ditou o resultado. Um castigo máximo que teve tanto de decisivo como de desnecessário. Pareceu sempre muito nervoso na partida, mas o facilitismo e a péssima abordagem do defesa Bracarense no lance decisivo acabou por ser determinante para o desfecho do jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Custódio apostou no 11 que lhe permitia, à semelhança do que já tinha acontecido na jornada anterior na Cidade do Futebol, conservar a posse de bola, enquanto aproveitava algumas das rotinas anteriormente implementadas por Ruben Amorim. Num sistema de 3x4x3, apostou novamente num forte e interessante tridente ofensivo composto por Francisco Trincão, Ricardo Horta e Paulinho, com Fransérgio a assumir a batuta do jogo. A expulsão do Raúl Silva na jornada anterior obrigou à entrada na equipa de Rolando. Fiel aos seus princípios e modelo habitual, não existiram grandes surpresas na equipa Arsenalista.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

David Carmo (5)

Rolando (6)

Bruno Viana (5)

Ricardo Esgaio (3)

Sequeira (5)

Fransérgio (6)

André Horta (5)

Ricardo Horta (5)

Paulinho (5)

Francisco Trincão (5)

 

SUBS UTILIZADOS

Rui Fonte (4)

Galeno (4)

João Novais (2)

Wilson Eduardo (2)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

A equipa dos axadrezados, liderada por Daniel Ramos, não sofreu muitas alterações, tendo em conta a boa exibição realizada contra o Moreirense na jornada anterior (apesar do injusto resultado negativo). Apresentou-se num 3x4x3, que, na maior parte do tempo, acabou por ser um 5x4x1, sendo uma equipa que passou largos minutos do jogo a procurar ingloriamente encontrar espaço para os seus rápidos avançados explorarem. Mas lá foi conseguindo levar a águia ao seu moinho. São uma equipa historicamente muito combativa, e este jogo voltou a demonstrar isso mesmo. Utilizaram bastante as subidas dos laterias para provocar desequilíbrios através de cruzamentos para a área adversária. Destaque para a capacidade defensiva de Carraça e para a qualidade de Bueno no meio campo.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Helton Leite (6)

Neris (6)

Ricardo Costa (6)

Dulanto (6)

Idris (6)

Marlon (6)

Bueno (7)

Carraça (7)

Paulinho (6)

Cassiano (5)

Gustavo Sauer (5)

 

SUBS UTILIZADOS

Fernando Cardozo (4)

Yusupha (3)

Obiora (-)

Heriberto Tavares (-)

Artigo revisto por Mariana Plácido 

FC Bayern München 2-1 Borussia VfL Mönchengladbach: Vitória “ao cair do pano” e o título cada vez mais perto

A CRÓNICA: EQUILÍBRIO DESFEITO PERTO DO FIM

Num fim de tarde solarengo na Baviera, primeiro e quarto classificados da Liga Alemã defrontaram-se num encontro que em muito podia influenciar a reta final da corrida pelo título.

A primeira parte mostrou uma partida muito equilibrado, com as duas equipas a jogarem mais tática do que tecnicamente. Quem causou o primeiro susto ao adversário foi mesmo o Borussia Mönchengladbach. Ao minuto 16, Jonas Hofmann chegou a introduzir a bola na baliza de Manuel Neuer, mas o golo foi anulado por posição irregular. A resposta dos “bávaros” foi pronta, com Lucas Hernández a obrigar Yann Sommer a uma grande defesa, após um remate à “queima-roupa”, igualando o número de grandes chances.

O fim do nulo chegou, ao minuto 26, por intermédio do jovem Joshua Zirkzee, substituto do castigado Robert Lewandowski no jogo dessa tarde. Após uma verdadeira oferta de Yann Sommer, que havia estado excelente minutos antes, o avançado holandês não desperdiçou a oportunidade de “faturar” o seu quarto golo na Liga Alemã. Ora, quem quis igualar a oferta de Sommer foi Benjamin Pavard, que, pouco mais de dez minutos depois, reestabeleceu a igualdade com um auto-golo na sequência de um cruzamento rasteiro de Patrick Herrmann.

Depois dos golos, as balizas só voltaram a “entrar em jogo” no início da segunda parte, quando Jonas Hofmann rematou muito forte e obrigou Neuer a uma defesa apertada com os punhos. A resposta do Bayern foi ao minuto 66, com Serge Gnabry a obrigar Sommer a uma boa intervenção junto ao canto inferior esquerdo.

A partir deste remate de Gnabry, os homens de Hansi Flick assumiram em definitivo o comando do jogo, pressionando alto o Borussia, recuperando rápido a bola e pautando o jogo ofensivo ao seu ritmo. Com isto, já dentro dos últimos cinco minutos, Leon Goretzka aproveitou um cruzamento de Pavard, marcou o seu sexto golo da temporada (todos em 2020) e deu a vitória ao Bayern.

O Bayern de Munique está agora muito perto da consagração como campeão, bastando-lhe, na próxima jornada, fazer o mesmo resultado do que o Borussia Dortmund. Já o Borussia Mönchengladbach irá discutir o último lugar de acesso à Liga dos Campeões com o Bayer 04 Leverkusen, numa luta que promete ser até à última jornada.

A FIGURA

Joshua Zirkzee – Numa partida sem grandes destaques, o jovem avançado holandês destacou-se ao marcar o seu quarto golo na Liga Alemã. Para quem gosta de curiosidades, Zirkzee conseguiu todos os seus golos na primeira vez que finalizou em cada partida. Um diamante por lapidar!

O FORA DE JOGO

Lucas Hernández – Durante os 62 minutos que esteve em campo, o defesa francês protagonizou mais uma exibição fraca com a camisola do Bayern. Com agressividade a mais a defender, ao que juntou pouca participação no ataque, tarda em justificar os 80 milhões de euros que o colosso alemão pagou pelo seu passe, em 2019.

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN

Dispostos em 4-2-3-1, os homens de Hansi Flick tiveram um “homem-golo” diferente, mas igualmente eficaz. No início do processo ofensivo, os laterais projetavam-se para o ataque, e Joshua Kimmich colocava-se junto dos dois centrais, possibilitando uma construção a três. Com Leon Goretzka e Mickael Cuisance mais soltos, estes juntavam-se a Joshua Zirkzee na parte da finalização, assim como o extremo do lado contrário ao que era utilizado para canalizar o ataque. Contudo, no processo defensivo, a formação de Munique demonstrou algumas fragilidades, sobretudo nos momentos em que o adversário saía rápido para o contra-ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (7)

Benjamin Pavard (6)

Jérôme Boateng (6)

David Alaba (6)

Lucas Hernández (5)

Joshua Kimmich (6)

Leon Goretzka (6)

Serge Gnabry (6)

Mickael Cuisance (5)

Ivan Perisic (5)

Joshua Zirkzee (7)

SUBS UTILIZADOS

Alphonso Davies (6)

Kingsley Coman (5)

Kwasi Wriedt (5)

Javi Martínez (-)

ANÁLISE TÁTICA – BORUSSIA VfL MONCHENGLADBACH

Alternando entre 4-4-2 e 4-2-3-1, os comandados de Marco Rose sentiram falta de Alassane Pléa e Marcus Thuram (substituído cedo por lesão) nos momentos em que tiveram oportunidade de finalizar. A atacar, a ala esquerda carburou mais do que a direita, devido à presença de Ramy Bensebaini e das suas boas incursões ofensivas. A defender, a equipa manteve bem os seus posicionamentos e não se deixou baralhar pelo poderio e pela rapidez ofensiva dos homens de Munique.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Yann Sommer (5)

Stefan Lainer (5)

Matthias Ginter (6)

Nico Elvedi (6)

Ramy Bensebaini (6)

Cristoph Kramer (6)

Florian Neuhaus (6)

Jonas Hofmann (6)

Patrick Herrmann (6)

Lars Stindl (6)

Marcus Thuram (-)

SUBS UTILIZADOS

Breel Embolo (5)

Tony Jantschke (6)

Oscar Wendt (5)

László Benes (5)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Bruno Lage | 5 nomes para uma inevitável sucessão

“Há muita especulação, mas o que posso garantir é que só pensamos em ser campeões e que vamos lutar por isso até à última. Independentemente disso, Bruno Lage será treinador do Benfica na próxima época”. Palavra do Senhor Luís Filipe Vieira. Palavra que se tem desvalorizado imensamente nos últimos anos, sobretudo após o “caso da luz” (não o estádio, nem a praia algarvia de onde desapareceu Maddie. Mas sim a “luz” que Vieira havia visto, calculo que imediatamente antes de avistar o Pai Natal num cavalo alado com a cara de Eusébio – o cavalo, não o Pai Natal-, quando manteve Rui Vitória).

Não conheço o grau de confiança com que o (ainda) presidente do Sport Lisboa e Benfica atirou a frase de abertura deste texto, mas tenho a máxima certeza de que essa confiança desceu a pique… e regista agora níveis mínimos históricos. Se assim não for, num momento em que a equipa encarnada soma apenas uma vitória em 10 jogos, algo está muito mal.

Assim, e apesar de acreditar que o mais provável é Bruno Lage demitir-se em vez de ser demitido, a saída do técnico setubalense é quase certa. Como tal, aceitei o risco de me precipitar e elaborei uma lista de cinco treinadores que gostava de que viessem a suceder a Bruno Lage.

Regresso a Casa | Honrar a verde e branca

O Regresso a Casa é uma rubrica na qual os antigos redatores voltam a um lugar que bem conhecem e recordam os seus tempos remotos, escrevendo sobre assuntos atuais.

Nunca fui fã do Tottenham Hotspur FC, nem nunca vi jogar Graham Roberts, mas uma frase sua vai guiar este meu regresso às páginas do Bola na Rede e à escrita sobre o Sporting CP: «The crest on the front of the shirt will always be bigger than any name on the back

Eu vou sempre defender que os adeptos são os intervenientes mais importantes do futebol, porque são os que mais vibram e mais sofrem. Aliás, estamos a ver, atualmente, a enormíssima falta que as bancadas povoadas fazem ao desporto-rei.

Serve isto também para dizer que sou contra a direção que o Sporting Clube de Portugal tem seguido de há dois anos para cá, e desejo todos os dias que volte a um trilho que orgulhe os adeptos. Contudo, para lá voltarmos, é absolutamente nuclear que toda a gente no clube tenha a frase de Graham Roberts como lema. É necessário que todos canalizem o seu esforço, dedicação e devoção para que o clube, acima de tudo, chegue à glória.

Pelo contrário, a procura da glória individual e do enriquecimento à custa do clube é o que nos tem custado mais caro e nos tem feito estar muito mal nos últimos tempos. Basta olhar para a dupla jornada com que terminou a Liga 2017/18 e estudar o caso da Academia e das seguintes rescisões de muita gente que decidiu olhar mais para o nome atrás da camisola, em vez de defender o símbolo que levavam à frente. Na minha opinião, esses dois jogos e o que aconteceu a seguir foram um único caso, prolongado por vários episódios e desenhado por pessoas que ainda hoje não foram ligadas ao que sucedeu. Por isso, destaco dois nomes que devem ficar no Sporting CP e que podem ser muito importantes para o futuro imediato: Sebastián Coates e Jérémy Mathieu.

A alma de Mathieu numa das melhores exibições que alguma vez vi de um jogador do Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Podia colocar Marcos Acuña neste lote, mas não o incluo por duas razões: em primeiro lugar, porque acho que vai sair no final da época e, em segundo lugar, porque o seu sangue quente não lhe permite ser um líder, mas sim um dos melhores operários e defensores do nosso símbolo. Contudo, os dois centrais continuarão a ter um papel fulcral – o de lutar pelo clube e o de guiar os vários jovens que poderão vir a entrar na equipa durante o final desta época e o início da próxima. Luís Maximiano, Eduardo Quaresma e Nuno Mendes são apenas três exemplos de jogadores que alinham em zonas próximas dos dois generais, e que poderão ter muito a aprender dessa ligação. Falo tanto dentro das quatro linhas, como também fora delas. Curiosamente, e fugindo num instante ao assunto, todos eles já estavam naquela formação antes de maio de 2018, contrariando a tese da “herança pesada” mal vendida por Varandas e seus pares.

Os dois capitães, que, muito orgulhosamente, ostentam a braçadeira do leão, foram dos poucos a não virar as costas ao clube, apesar de também terem família para cuidar e terem tido a hipótese de seguir o caminho fácil que foi trilhado por aqueles que, infelizmente, utilizavam a braçadeira. Espero que fiquem connosco e que  ensinem isso a todos os rapazes que entrarem na equipa, para que eles, no futuro, possam orgulhar os adeptos do Sporting CP, que estão tão sedentos de referências, depois da enorme desilusão que reina desde maio de 2018 neste enorme clube.

Que se recupere o ânimo, o orgulho e a alegria de vestir a verde e branca, com o leão rampante ao peito, a caminho de nossa casa, o estádio, todos os fins de semana. E desejo fortemente que estes rapazes, que por estes dias chegam à equipa principal, percebam que apenas serão grandes “em casa” se respeitarem sempre o símbolo que levam à frente do coração. Porque a verdade é que alguns forçam a saída do Sporting CP, e depois fazem tudo para voltar à casa de partida, quando provam lá fora que não são os jogadores que pensavam ser.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Transmissões BnR: Thisted FC 0-1 Brondby IF

Além da Liga da Bielorrússia, temos também a Liga Dinamarquesa de Futebol Feminino para ti. Uma das melhores competições de Futebol Feminino está no BnR e, esta semana, temos o embate entre o Thisted FC e o Brondby IF. A equipa visitante procura ser campeã, e só uma vitória em Thisted poderá manter vivo o sonho do título!

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