Início Site Página 11251

Sevilla FC 2-0 Real Betis Balompié: Andaluzia pintada de vermelho no regresso da La Liga

0

A CRÓNICA: ROJIBLANCOS AGARRAM O PÓDIO E VERDIBLANCOS JÁ SÓ PODEM SONHAR COM A EUROPA

Noventa e cinco dias. Foram 95 os dias que passaram desde a última vez que se jogou Futebol profissional em Espanha. E, na teoria, que melhor jogo para retomar a La Liga do que um El Gran Dérbi?

No arranque da 28.ª jornada, o Sevilla FC e Real Betis Balompié mediram forças no Ramón Sánchez-Pizjuán no regresso da Liga Espanhola, naquele que foi um jogo lento e sem grande história.

O Betis, 12.º classificado, foi até casa do Sevilla, que ocupa o 3.º lugar do campeonato, com a ambição de reacender a luta pelo acesso à Liga Europa, objetivo que estava, a priori, a 11 pontos de distância. Já os vermelho-e-brancos, a fazer uma boa temporada, já só pensam em manter-se no pódio e colocar pressão nos dois gigantes, Real Madrid CF e FC Barcelona.

Numa primeira parte fria em que ficou evidente a falta de ritmo dos dois emblemas de Sevilha, valem dois momentos dignos de destaque. Aos 27 minutos, Luuk de Jong beneficia dum bom cruzamento de Reguillón e cabeceia para defesa do guardião espanhol Joel Robles. Pouco depois, Lucas Ocampos faz um remate colocado que acaba por bater no poste da baliza do Betis. O lateral-esquerdo dos rojiblancos, Reguillón, é o melhor jogador em campo desta 1.ª parte, por ser um dos poucos que correu notoriamente mais que os restantes.

Os homens do Sevilla entram bem melhor na segunda parte e a querer variar a tendência ofensiva que nitidamente preferiu o lado esquerdo na primeira parte. Ao 48.º minuto, o capitão Jesús Navas lidera uma jogada de ataque pelo flanco direito que resulta num cruzamento para Munir. O avançado acaba por rematar já em queda e vale uma belíssima intervenção de Joel Robles a evitar o primeiro do Sevilla. Foi o primeiro ataque perigoso de todo o jogo. A jogada é, contudo, um bom presságio para o que se viria a passar nesta segunda metade do Gran Dérbi: o vermelho a reinar sobre o verde.

Ao 55.º minuto, o experiente árbitro Mateu Lahoz assinala um pontapé de penalti depois de ver Marc Bartra empurrar Luuk de Jong na área dos verdiblancos. Apesar dos protestos, a decisão acertada de Lahoz acaba por ser confirmada pelo VAR. O homem encarregue de bater o penálti foi Lucas Ocampos que não perdoou e acabou por desbloquear o marcador nesta retoma da La Liga.

Oito minutos depois, há um pontapé de canto para o Sevilla. Jesús Navas cruza e propicia o grande destaque de toda a segunda parte: Lucas Ocampos toca a bola no ar e de calcanhar para passar a bola a Fernando, que aparece a cabecear no coração da área do Betis e fixa o marcador nos 2-0 finais.

Resta ainda mencionar a boa segunda parte do extremo de apenas 20 anos do Betis, Diego Laínez. Foi o jogador com mais vontade de contrariar a tendência de um jogo que só teve um sentido. O Sevilla foi melhor que o Betis e mereceu totalmente os três pontos que colocam o emblema vermelho e branco cada vez mais no pódio da La Liga espanhola.

A FIGURA

Lucas Ocampos – A qualidade bastante acima da média apresentada pelo argentino chegou para dar cor a um jogo cinzento. Merece o prémio de melhor em campo por ter desbloqueado o resultado ao marcar a grande penalidade e ter feito uma belíssima assistência aérea (e de calcanhar!) para o cabeceamento de Fernando, que acaba por sentenciar a partida.

O FORA DE JOGO

Marc Bartra – Foi o pior dos medíocres num dia chuvoso para os homens de verde-e-branco. Não foi uma prestação para esquecer, mas, ainda assim, a pior de todas. É ele quem faz a falta que dá origem ao penalti que permite ao Sevilla desbloquear um jogo sem grande história. Tivesse mantido sempre a concentração, e se calhar esta história era outra. Na flash interview, queixa-se da arbitragem e confessa estar “chateado” com o experiente Mateu Lahoz por ter assinalado a supramencionada falta.

ANÁLISE TÁTICA – SEVILLA FC

Julen Lopetegui, o catalão bem conhecido pelos portugueses, decidiu apresentar um 4-3-3 na retoma da Liga Espanhola. Não pôde contar, certamente para seu desagrado, com o ex-leão Nemanja Gudelj, o médio defensivo que costuma ser peça fundamental do xadrez que é o seu meio-campo. Não foi grave. Este papel ficou a cargo doutra cara também conhecida pelos adeptos portugueses: Fernando, o ‘polvo’, ex-jogador do FC Porto.

Os rojiblancos pareciam ter indicações bastante nítidas para controlar a partida através da segurança na posse de bola. Sem nunca ter corrido grandes riscos, o Sevilla conseguiu ao longo dos 90 minutos trocar a bola de forma confortável, não perdendo a hipótese de aproveitar para lançar a velocidade dos laterais pelas alas e tentar, porventura, explorar as fragilidades defensivas na defesa do rival andaluz.

Apesar da primeira parte mais adormecida, a superioridade da turma de Julen Lopetegui acaba por se confirmar no resultado final. Um jogo calmo, três pontos fáceis e o Sevilla continua de pedra e cal no pódio da La Liga.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tomás Vaclík (6)

Jesús Navas (7)

Diego Carlos (6)

Joules Koundé (6)

Reguillón (7)

Óliver Torres (6)

Fernando (7)

Joan Jordán (6)

Munir El Haddadi (6)

Luuk de Jong (6)

Lucas Ocampos (8)

SUBS UTILIZADOS

Éver Banega (5)

Youssef En-Nesyri (5)

Suso (6)

Escudero (6)

Franco Vázquez (-)

ANÁLISE TÁTICA – REAL BETIS BALOMPIÉ

Os verde-e-brancos de Sevilha foram culpados pela lentidão da primeira parte. Entenda-se a frase anterior como um elogio. A concentração e solidez defensiva do 4-5-1 apresentado pelo técnico Rubi destruiu qualquer tentativa de ataque do Sevilla na primeira parte. Com poucas ocasiões perigosas, apenas o lateral-direito Emerson se viu com mais trabalho que os restantes colegas de equipa para parar as incursões ofensivas de Reguillón pelo lado direito da defesa do Betis. A missão foi cumprida, e o Betis segurou o empate ao intervalo.

Na segunda parte, o trabalho revelou-se inglório e foram precisas duas bolas paradas para desfazer a defesa do Betis. A já falada falta de Bartra, que dá origem ao penalti, e um pormenor delicioso de Ocampos desmontaram a estratégia defensiva de Rubi e fizeram o Betis conceder dois golos.

Ofensivamente, um jogo desinspirado e sem ideias. Foi boa a entrada do jovem extremo de apenas 20 anos, Diego Laínez, que foi o único que tentou mexer com o jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Joel Robles (6)

Emerson (7)

Marc Bartra (5)

Sidnei (6)

Alex Moreno (6)

Sergio Canales (6)

Guido Rodríguez (6)

Carles Aleñá (6)

Nabil Fékir (6)

Borja Iglesias (5)

Cristian Tello (5)

SUBS UTILIZADOS

Zouhair Feddal (6)

Diego Laínez (7)

Joaquín (-)

Loren (-)

Alfonso Pedraza (-)

Foto de Capa: Sevilla FC

Artigo revisto por Joana Mendes

PlayStation 5: O futuro mais próximo do que nunca

PlayStation. Quem nunca jogou? Quem nunca teve uma? A caminhada da SONY pelo mundo dos videojogos começou há imenso tempo e quem diria que a “saga” iria desenvolver-se de uma forma tão popular. Falar do mundo virtual é falar obviamente de PlayStation e, depois do último lançamento da PS4 (em 2014), 2020 ficará marcado pela pandemia, mas também pelo lançamento da tão aguardada PlayStation 5 com duas horas de muita emoção.

Há muito já se falava no lançamento da nova consola da SONY e a junção de várias vozes criou aquilo que todos queríamos: «Welcome to the PlayStation 5», que nos abriu a porta para o futuro. A nova PlayStation ganhou uma nova vida em branco, mas com o preto e os detalhes em azul a conjugarem numa estrutura perfeita. Esta nova versão será na vertical, porém, pode também estar na horizontal, e terá duas versões com a Digital Edition, sem ainda grandes detalhes quanto ao preço.

E JOGOS?

Quanto a jogos, vamos às expetativas elevadas e “negativas”, pelo menos à primeira vista. O factor dominante nas promos, e algumas gameplays, são os excelentes gráficos e também algumas histórias excelentes e novas, a que poucos de nós estamos habituados. Porém, podemos dizer que foi um saldo muito positivo.

A livestream da PlayStation começou com o grande jogo Grand Theft Auto V, da Rockstar Games, que não contou nada de novo. Já sabemos que a Rockstar demonstra que a imaginação dos seus criadores não tem limites, contudo, para aqueles que querem muito o Grand Theft Auto VI (GTA VI) vão ter de esperar, pois certamente teremos nesta nova geração o jogo. Possivelmente, as DLC’s serão a grande aposta da empresa Rockstar, que não vai apostar no tão esperado GTA VI – se é assim que se irá chamar.

Para os fãs de automóveis e de simuladores, Gran Turismo 7 também foi anunciado nesta apresentação da PlayStation com algumas novidades e uma gameplay inacreditável. Para quem também gosta do mundo da Marvel e dos super-heróis, acabou por ser apresentado Spider-Man Miles Morales, que sairá ainda este ano.

Com início em 2002 na Playstation 2, Ratchet and Clank vai estar também nesta nova consola com Rift Apart. Com novidades muito interessantes, principalmente o facto de conseguir “abrir” portais para um mundo completamente novo. Para quem já está habituado aos mundos existentes em Ratchet and Clank terá, certamente, de se ajustar a um novo, contudo, estarão muito bem servidos.

O segundo foi lançado em 2018, mas será ainda preciso esperar mais alguns meses, mais precisamente seis meses (Janeiro), para o Hitman III. A personagem inconfundível não passou despercebida na apresentação do jogo e termina com a frase “death awaits” (“a morte espera”) e nós ficaremos à espera de mais um grande jogo por parte da IO Interactive.

Já não é novidade nenhuma que chega o mês de Setembro e saem sempre jogos de desporto e foi a vez da 2K dar “um cheirinho” de NBA 2K21. Os amantes de Basquetebol vão ter de ficar com o Zion Williamson, dos ‎New Orleans Pelicans, como grande protagonista do jogo. O grande realismo foi pouco mostrado, mas, em 2020, está perto de ter mais um grande jogo, tal como a 2K já nos tem habituado com a NBA.

Falta-nos falar do jogo que tem surpreendido todos aqueles que estavam a ver a livestream: VIlIage Resident Evil. Com uma promo que pouco fez lembrar o jogo e muitos devem ter pensado noutro tipo de jogos. As criaturas sobrenaturais às quais estamos habituados e o suspense vão voltar ao “pequeno ecrã” com Resident Evil, que só voltará em 2021.

Com outro slogan (“Play has no limits“), a SONY com a sua PlayStation vão presentear-nos com algo que nunca esperámos ver tão cedo, mas a verdade é que vai acontecer. Uma nova sensação de jogo cada vez mais digital. Para aqueles que jogaram a mítica PlayStation 1 (lançada em 1994) estarão, sem dúvida, num mundo completamente novo. «Sejam bem-vindos à PlayStation» e à nova realidade dos video-jogos.

Foto de Capa: PlayStation

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Ana Cabecinha e Inês Henriques: A injustiça da não introdução dos 50 km Marcha e falta de igualdade do COI

No BnR TV Modalidades desta semana, reunimos dois nomes ilustres da Marcha portuguesa: Ana Cabecinha (CO Pechão) e Inês Henriques (CN Rio Maior). Foram vários os assuntos falados dentro do assunto “Atletismo“, porém, abordou-se também a questão dos 50 km Marcha, a redução das distâncias nas provas e o Doping receberam uma especial atenção.

A preparação durante e agora pós-confinamento voltou, inevitavelmente, a ser tocado e as duas atletas frisaram que têm-se mantido em forma, mas que sentem falta da competição onde até os exercícios “mais exigentes” já fazem parte do plano de ambas.

No que diz respeito à Marcha, Ana Cabecinha e Inês Henriques classificaram como “injusto” a não introdução da distância de 50 km na disciplina no escalão feminino. Quanto à redução das distâncias, ambas as atletas acham complicado essa medida ser introduzida. Ana Cabecinha mostrou-se “feliz por ainda não terem terminado com a Marcha” nas provas de Atletismo e Inês Henriques critica as organizações de “não ouvir os atletas” neste aspeto.

Assunto (quase obrigatório) no Atletismo, os casos de Doping foi tema abordado pelas duas atletas que classificaram, novamente, “injusto” quando esta situação se sucede vezes sem conta. Inês Henriques e Ana Cabecinha recordaram mesmo situações em que o Doping afetou de forma indireta (subida de posições, após provas) as suas carreiras e também o sucedido com Naide Gomes, atleta olímpica portuguesa.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Dakar 2021: A Arábia como nunca antes vista

Após todas as restrições impostas devido à COVID-19, que impediram a organização de delinear e apresentar os moldes da prova com maior antecedência, está finalmente definido o percurso do Dakar 2021. Em seguimento da primeira edição realizada no Médio Oriente no passado mês de janeiro, as areias arábicas irão definir novamente o vencedor do Dakar. Pilotos e equipas irão poder continuar a exploração dos desertos do país. País este que criou um impacto enorme nos concorrentes do Dakar 2020, mas que apenas mostrou um pedaço da sua geografia.

Na edição de 2021, as suas vastas e diversas paisagens, as suas dunas, o terreno duro, as zonas técnicas e zonas rápidas, irão preparar o novo passeio pelo deserto, no qual os concorrentes entram em território desconhecido. Apesar de algumas cidades abrigarem novamente o acampamento, a ação na prova rainha de todo o terreno será completamente nova.

Apesar de ainda não se conhecer o itinerário detalhado de etapa a etapa, o diretor da prova, David Castera, afirmou que “será totalmente inédito, temos o compromisso de não utilizar um km do percurso de 2020.” Refere também os novos lugares, a nova navegação e o desejo de que a prova seja mais técnica, mais lenta e mais segura. A intenção passa por apresentar um pacote de novidades para reduzir os custos de participação e aumentar a segurança dos competidores, especialmente nas motos.

Acompanhando a contagem decrescente da apresentação, sabe-se agora que o arranque será em Jeddah a 3 de Janeiro, sendo também a cidade que irá receber o final da competição a 15 de Janeiro.

Repetem-se assim onze etapas, uma vez que está previsto um dia de descanso para 9 de Janeiro em Ha’Il.

Os pilotos terão de enfrentar dunas de fio a pavio. David Castera, afirmou: “Tenho trabalhado com a equipa através de videoconferências. Temos de nos adaptar e trabalhar de forma diferenciada, mas o Dakar está a ser bem preparado”, garantindo que estarão completamente preparados para o mês de janeiro.

O Passado Também Chuta: Mário João

Mário João. Um dos muitos intérpretes nascidos e criados em pleno Barreiro, escola de vida como não houve outra na história do SL Benfica. Ingressou na CUF ainda miúdo e por ali continuou, como era apanágio à época – o futebolista concilia o desporto com a profissão, dado que os dinheiros da bola para pouco servem.

Em 1957, e metido na transferência de Arsénio, passa o Tejo e instala-se no lar do jogador, cedido por cinco anos com licença sem vencimento da entidade patronal. Era o sonho de uma vida: defender as cores da águia.

De avançado aguerrido, pronto para a guerra, vê-se pouco depois no meio-campo. Para aproveitar melhor as suas características e pela qualidade de outros que deambulavam na frente, diria Otto Glória.

Quando Béla Guttman chega, em 1959, transforma-o definitivamente no defesa multifunções que ganharia fama. Seria atrás que faria carreira e as maiores proezas da sua vida enquanto atleta. Em 1960-61, tapado por Saraiva e Serra, efectua cinco jogos oficiais até à final de Berna.

Mas acabado de chegar à Suíça, surpreende-se por ver o seu nome entre os titulares. Jogado aos lobos? Pelo contrário, diriam os jogadores do Barcelona. Puxou dos galões, foi pronto-socorro no amasso culé e seria uma das principais figuras daquela vitória. Pela alma e sentido prático demonstrados, o espírito combativo que ajudou à construção da Mística. Ganhou aí a titularidade, antes de entrar para a última época de contrato.

Num corte in extremis que se tornou famoso, frente ao Barcelona
Fonte: UEFA

Em 1961-62, já figura de proa e medalha de Mérito, escudava agora as selvagens divagações na frente dos meninos prodígio António Simões e Eusébio da Silva Ferreira. Cá atrás, a cortar tudo e a dar segurança à miudagem, acompanhava-o Costa Pereira, Ângelo, Germano, Cruz e Neto. Foi então com toda a naturalidade que se atingiu a segunda final da Taça dos Campeões consecutiva. O destino era Amesterdão.

Nos preparativos para a batalha, informam-no de que vai ter a tarefa de marcar Paco Gento. O craque madridista tinha sido titular do penta europeu do Real e era tão temido quanto Di Stéfano. Quase como um acordo de cavalheiros, combinou com Cávem – incumbido do outro craque – que não dariam azo a brincadeiras. Assim aconteceu, mas esqueceram-se de combinar o mesmo com o responsável por Puskas: e o Major Galopante, percebendo a falha na marcação, aproveitou como pode. Fez um hat-trick em 38 minutos e levou o Real a ganhar 2-3 para o intervalo.

Mas, na cabina, acertou-se tudo como deve ser. Se Gento e Di Stéfano já estavam no bolso, Puskas para lá foi rapidamente. Este acerto na estrutura defensiva foi o catalisador de toda a potência encarnada lá na frente e, no final, o 5-3 que tornou aquela equipa lendária. Volta a Portugal e ainda é titular na final da Taça, frente ao Vitória sadino (3-0). Seria aí a sua despedida, obrigado a regressar à base – ou continuava empregado na CUF, ou ficaria 100% como profissional do Benfica. Incrivelmente, a fábrica dava mais dinheiro.

«Na época 1960/61, quando ganhámos a primeira Taça dos Campeões, recebíamos três contos por mês, que não dava para nada. Na segunda época, o ordenado subiu para quatro contos, mas continuava pouco. Em 1962, a CUF escreveu-me uma carta a dizer que ia acabar a licença sem vencimento. Aí, escolhi sair do Benfica e optei por regressar ao Barreiro para trabalhar na CUF e jogar por eles. Ou ficava no Benfica e perdia o emprego, ou voltava à base. O salário não era muito diferente, mas sempre recebia dos dois lados: como empregado e como jogador. Graças a isso, agora tenho estabilidade. Sou reformado da CUF. Se ficasse no Benfica, seria ultrapassado por alguém mais novo, porque estavam sempre a chegar jogadores novos ao Lar do Jogador e depois andava aí aos caídos.» disse em conversa com Rui Miguel Tovar, em 2016.

Em 1965, marcaria numa visita à Luz, numa derrota por 6-1. Continuaria jogador até 1968. 

Completou 89 jogos em cinco épocas de Benfica, conquistando três títulos de campeão nacional, três Taças e as duas Taças dos Campeões Europeus. Jogou três vezes com a camisola da Seleção.

Fez, no dia 6 de Junho, 85 anos. Um dos grandes.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Vitória SC | A Muralha do Castelo

A baliza do Vitória SC é, de algumas temporadas para cá, alvo de muitas críticas. Independentemente das conquistas do clube e da posição ocupada no campeonato, o guarda redes é comummente referido como o elo mais fraco da equipa. Vamos conhecer os dois guarda-redes do Vitória e o porquê de serem tão criticados.

Douglas é o elemento mais experiente do plantel do Vitória. O guardião brasileiro de 37 anos chegou à cidade-berço na temporada 2010/2011, mas foi em 2012/2013 que agarrou a titularidade da baliza vitoriana, convencendo nesse momento a estrutura e a exigente massa associativa que era o homem certo para o lugar. Contudo, os anos iam passando e as lacunas de Douglas iam-se acentuando. Revelou-se um guarda redes ágil e muito bom entre os postes, com reflexos interessantes, mas a quantidade de lances em que teve responsabilidade direta com golos dos adversários foi aumentando.

Apesar da sua altura não ser uma problemática do seu jogo, nunca possuiu muita segurança em sair dos postes. Contudo, acredito que o grande problema de Douglas seja a sua concentração. Muitos dos “frangos” que sofreu não foram provenientes de defesas falhadas ou alguma falha técnica no sentido da ação de defesa, que revelassem que ele não sabia defender. Provieram, sobretudo, de alguma falta de visão periférica em entender para onde socar a bola, para onde passar e também de falta de atenção em alguns momentos em que me parece que facilitou em demasia alguns lances. Contudo, Douglas teve também vários jogos memoráveis, em que se revelou absolutamente decisivo. Apesar de ser sempre um elemento muito cobrado pela massa adepta do Vitória, é também acarinhado, pois está há dez temporadas no clube e isso é sempre algo digno e merecedor de muito respeito.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Miguel Silva é o outro homem da baliza vitoriana. Miguel Silva tem 25 anos e é natural de Guimarães, clube que se nota com facilidade ser o do seu coração. Após parte da formação ter sido realizada no CD Ponte e no FC Vizela, mudou-se para o Vitória em 2013/2014 para a equipa de sub 19. A partir daí obteve um crescimento sustentado que lhe permitiu chegar à equipa principal sendo visto como um diamante da formação vitoriana e um potencial ativo valioso para o clube.

A partir da época 2015/2016 começou a dividir a baliza com Douglas, originando uma incerteza na titularidade de uma posição tão específica e crucial como a de guarda-redes. Porém, e apesar do amor notório ao clube e que é reconhecido pelos adeptos, as competências de Miguel Silva também não se têm revelado as melhores. Ao surgir no espaço mediático do futebol nacional, revelou-se um guarda-redes com muitas falhas de concentração. A excentricidade com que aborda muitos lances confunde-se com uma apatia na hora de decisão, o que leva a muitos erros da sua parte, erros esses que não deveriam acontecer a este nível. Apesar de não ser de todo um guarda redes consensual dentro do Castelo do Rei, os 25 anos de Miguel Silva podem permitir-lhe ainda evoluir e atingir um nível interessante de forma a confirmar o potencial que demonstrava há algumas temporadas atrás.

Apesar da problemática em torno da baliza do Vitória, a verdade é que os responsáveis do futebol vitoriano não encetaram esforços para contratar algum jogador que demonstrasse a solidez que, por exemplo, Nilson obteve durante a sua passagem por Guimarães durante sete temporadas. Jonathan foi um reforço que trouxe expetativas numa mudança, mas a lesão grave com que veio do Moreirense FC (onde efetuou duas épocas interessantes) afetou claramente a sua integração, não tendo feito qualquer jogo pelo Vitória, apesar de ainda ter contrato com o clube.

O nome mais falado e mais pedido pelos adeptos do Vitória continua a ser, no entanto, o de Cláudio Ramos. O atual guarda redes do CD Tondela é um dos melhores do nosso campeonato há várias épocas e tem o condão de ter sido formado precisamente no Vitória SC, clube a que se refere sempre com muito carinho. Porém, e apesar do desejo dos adeptos, nunca foi noticiado um interesse formal ou informal no jogador.

Apesar do Vitória ter efetivamente um problema na baliza, é importante mencionar que a lealdade de Douglas e a ainda juventude de Miguel Silva não podem ser esquecidas. Independentemente da possível aposta do clube num outro guarda redes, este terá de ser indiscutível e de créditos firmados no futebol para satisfazer um clube com as pretensões elevadas como o Vitória SC.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 3 prós e contras deste regresso de campeonato

O futebol está finalmente de regresso depois de três meses de paragem devido à pandemia da Covid-19 e é caso para dizer que deu para tirar a barriga de misérias na Primeira Liga, com muita ação nas quatro linhas, mas também muita polémica fora de campo.

Terminada a primeira jornada após a pandemia, é tempo de fazer uma análise ao melhor e ao pior que os adeptos puderam ver (pela televisão, claro) no regresso do futebol português aos relvados.

Os 3 melhores jogos entre Sporting CP e FC Paços de Ferreira

0

Uma breve análise ao título deste texto pode induzir em erro aqueles que, por um motivo extemporâneo, se encontrem a desafiar os índices de concentração. “Porquê?”, perguntam desse lado. A resposta é simples: uma luta entre um castor e um leão, à partida, é fértil no fator da desigualdade, desigualdade essa que desdobra em vários parâmetros. Da possibilidade à utilização de recursos, com passagem pelo porte e capacidade física do bicho.

OS CASTORES CHEGAM A ESTE JOGO MOTIVADOS COM A VITÓRIA FORA DE CASA DIANTE DO RIO AVE. UM NOVO TRIUNFO, DESTA VEZ EM ALVALADE, TEM UMA ODD DE 9.25. APOSTAS NA BET.PT? 

Atendendo aos factos, o leão sai favorecido deste embate. Restabelecido, até. Contudo, a complexidade do futebol em nada tem a ver com o formato de uma bola. Feliz ou infelizmente, este desporto – como qualquer outro – não se evade do lado emocional. O “animicamente falando”, termo palrado por todos e destrinçado por uma quantidade reduzida e finita, influencia e resulta alternadamente no pináculo e na maior das quedas. Uma dentada de castor pode ser igual a uma dentada de leão, mesmo sem posse de caninos.

Portugal vs Alemanha: O que retiramos deste regresso?

Um português e um alemão entram… num campo de futebol. Podia ser o início de uma piada seca, substituindo o bar pelo estádio e acrescentando mais uma nacionalidade qualquer, mas não é. Nesta segunda volta “pós covid-19” das principais ligas europeias, a Primeira Liga da Alemanha (vulgo Bundesliga) e a Primeira Liga Portuguesa foram as primeiras a entrar em campo. Por isto, os olhos do mundo estiveram em nós, no futebol português e nos seus intérpretes.

Então, se fomos dos primeiros a começar, quer dizer que somos mesmo dos melhores? Não me parece, nem mesmo top 5 europeu. Também não somos dos piores, mas a verdade é que começámos primeiro que Inglaterra, Espanha ou Itália, muito por causa da rapidez com que “controlámos” a pandemia, algo que estas nações tiveram mais dificuldades a fazer.

Posto isto, permitam-me que faça uma afirmação prévia – que é discutível, claro – acerca destas duas ligas em questão: o Futebol na Alemanha é muito melhor, em tudo, que a nossa Primeira Liga Portuguesa. Ainda assim, vamos tentar compará-las e perceber se temos motivos para sorrir nesta segunda fase.

O basquetebol espanhol está de volta!

A Liga Espanhola de Basquetebol está de volta. Após uma reunião que envolveu os 18 clubes que disputam a prova, foi acordada a retoma da competição, na cidade de Valência, entre 17 e 30 de Junho.

Em formato de torneio final, vão participar as 12 equipas melhor classificadas na Liga até à data da suspensão da mesma. Os grupos já estão definidos, com Barcelona, Bilbao, Baskonia, Unicaja, Joventut e Tenerife no Grupo A e Real Madrid, Andorra, Valencia, Zaragoza, San Pablo Burgos e Gran Canaria no Grupo B. As restantes equipas que não marcarão presença nesta fase final também não se vão encontrar, porque a ACB afirmou que não existirá lugar para despromoções.

Entendeu-se a criação de uma espécie de cidade exclusiva de basquetebol em Valência, de modo a assegurar uma maior segurança para todos os envolvidos. As equipas vão ser distribuídas por oito campos de treino e pelo pavilhão do Valência. Vão também ficar dividas entre hotéis, nomeadamente quatro equipas em cada um, e já vão ter de estar na cidade uma semana antes do regresso da competição.

Esta fase final do campeonato vai ser efetuada num confronto entre as equipas de cada grupo. Vão ser realizados cinco encontros por cada equipa e, no final, passam à meia-final as duas primeiras de cada um dos grupos. O primeiro lugar do Grupo A defrontará o segundo lugar do Grupo B e, consequentemente, o primeiro lugar do Grupo B irá jogar contra o segundo lugar do Grupo A. Os vencedores de cada jogo terão lugar na final. Os jogos das meias-finais e da final serão disputados num só encontro, não havendo lugar para uma segunda mão.

Os dois verdadeiros candidatos ao título são o Barcelona e o Real Madrid. Ambas as equipas são, desde o início da época, consistentes em números de vitórias e têm demonstrado um nível elevadíssimo de jogo. No entanto, o Zaragoza pode também surpreender, se tiver a hipótese de alcançar as meias-finais.

Foto de Capa: ACB

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão