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Carta aberta à nossa primeira grande paixão: o Futebol

Querido futebol,

Nesta altura complicada graças ao vírus Covid-19, temos de nos agarrar às nossas melhores recordações e tu deste-me algumas das mais felizes; a mim e aos milhões de adeptos que tanto gostam de ti. Sabes porquê que significas tanto para nós? Porque onze meses por ano, durante 90 minutos semanais fazes com que sejamos maiores que nós.

No meu caso, a nossa ligação é fácil de compreender: aprendi a andar para poder correr atrás de uma bola, e desde aí, nunca mais me separei do futebol. Para os restantes milhões de adeptos, a história não é diferente, pois também tiveram em ti, a primeira grande paixão.

Quando nasceste, em meados do século XIX, na Inglaterra (deves ser quase da idade da Rainha) eras só mais um desporto para entreter as elites enfadadas, mas rapidamente a tua alegria se estendeu a todos. Num ápice, o futebol virou a motivação de operários, que suportavam semanas de trabalho árduo para poderem jogar o melhor desporto já inventado, e tornaste-te no orgulho das aldeias desses trabalhadores, que finalmente, tiveram algo que lhes provasse não serem inferiores aos manda-chuvas, uma luz ao fundo do túnel.

Com o passar do tempo, foste crescendo e viajando para todos os continentes, onde conquistaste o coração de milhões de pessoas que, finalmente ganharam algo em que acreditar graças ao futebol. Isso tudo em 200 anos. Hoje em dia e ao contrário do que se diz por aí, és muito mais que 22 pessoas a correr atrás de uma bola e muito mais que um negócio.

Queres ver? Em primeiro lugar, és a motivação de imensas pessoas solitárias, com um trabalho difícil e uma vida monótona, que passam a semana em contagem decrescente para o dia em que o seu clube joga. És também tradição, que os pais gostam de ensinar aos filhos: o amor ao clube, o hino, a cor e os jogadores. És um factor de união, capaz de juntar pessoas que nunca se viram para apoiarem juntas o seu clube ou a selecção.

Quantos apertos de mão e abraços a desconhecidos eu já dei (na pré-pandemia, claro), quando o SL Benfica marca golo, quando o Gil Vicente FC ganha um jogo, ou quando a selecção foi campeã. És solidariedade, quando chamas a atenção para problemas da sociedade, como o racismo, a xenofobia ou a pobreza. És família, porque dás um sentimento de pertença a quem não tem ninguém.

Quando vamos ao estádio, importa pouco quem somos e o que fazemos, só interessa que o nosso apoio empurre 11 guerreiros para a vitória. És obras de arte, como aquela bicicleta do Ronaldo que atropelou uma velha senhora, ou aquele tomahawk do Alex Telles que bateu a resistência do Portimonense SC, ou aquele drible do Trincão, ou aquela arrancada do Nuno Santos, ou aquele cruzamento do Fernando Fonseca, ou aquele corte do Mathieu, ou aquele passe do Gabriel, ou aquela defesa do Cláudio Ramos. És o orgulho de tanta gente que tem pouco mais para sorrir do que ver a sua equipa jogar.

Tens a capacidade extraordinária de nos fazer sentir vivos e de acelerar o nosso ritmo cardíaco, mesmo não estando no relvado a jogar. Quantas vezes já me deste uma alegria desmesurada, como o golo do Júnior Caiçara aos 90 minutos, na meia-final da taça da liga de 2011-2012, ou aquele golo do Éder na final do Euro 2016, ou a Reconquista do SL Benfica no ano passado. E quantas vezes me despedaçaste o coração, quando vi a lenda do Jonas despedir-se dos relvados ou a lenda do Eusébio despedir-se do mundo.

Fazes-nos ser maiores que nós porque os nossos cânticos, as nossas palmas e o nosso apoio incondicional, marcam golos, fazem cortes em cima da linha, vencem jogos e ganham campeonatos. É por isso que ao fim-de-semana, largo tudo para ver os meus a jogar.

Tenho saudades desses 90 minutos, em que ganho uma nova família e fico sem compromissos, problemas e dores de cabeça, de gritar pelo meu clube até ficar sem voz, de desesperar com mais um penalti falhado do Pizzi, de festejar um golo do Sandro Lima, de me arrepiar com o hino da Champions ou com o apoio dos nossos adeptos. Sinto falta do mundo normal, em que ao fim-de-semana, largámos tudo para ver os nossos jogar. Quando voltares, estaremos lá, como sempre. Até lá, vou ficar com saudade, uma palavra tão portuguesa e que tão bem descreve os nossos pensamentos de hoje em dia.

Obrigada por todas as alegrias e tristezas, que nos fazem tanta falta e que nos fazem crescer enquanto seres humanos. Obrigada, sobretudo, por existires. Volta rápido.

Com imensa saudade, de uma adepta que está em contagem decrescente para largar tudo, para poder voltar para ti.

 

 

Novo balão de oxigénio para o Casa Pia AC?

O Casa Pia AC poderá a vir beneficiar de um eventual desfecho da presente temporada. A suspensão dos campeonatos profissionais de futebol devido à pandemia que o país enfrenta, colocou em cima da mesa várias possibilidades para o desfecho da restante temporada. Entre elas, aquela que é defendida pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e que será a mais provável de acontecer, caso seja possível: a retoma das competições e a disputa das jornadas restantes, até ao final de julho.

A Liga apresentou, esta quinta-feira, uma proposta de calendário para a primeira e segunda liga que se enquadra na anterior: retoma dos treinos no início de maio, regresso das competições no final desse mês e a última partida a disputar-se no final de julho.

Contudo, devido à incerteza sobre o desenvolvimento da situação em que nos encontramos, o regresso das competições pode não ser uma realidade. Assim, surgem duas alternativas: o término da temporada como está até ao momento, ou seja, é campeão o clube que estava no primeiro lugar antes da suspensão dos campeonatos e são despromovidas a escalões inferiores as equipas que estavam em posições de descida; ou então o cancelamento total da época. Aqui, seria como se a temporada 2019/2020 não tivesse existido e não haveria lugar para campeões, nem para subidas ou descidas de divisão.

Esta última opção foi, aliás, aquela utilizada para todos os campeonatos de formação em Portugal, uma decisão anunciada pela Federação Portuguesa de Futebol no passado dia 27 de março. Ora, se esta medida se estender a todas as competições de futebol seniores, será justo dizer que o Casa Pia AC será o principal beneficiado da mesma, pelo menos se analisarmos apenas as tabelas classificativas da primeira e segunda liga.

O emblema de Pina Manique está, à 24ª jornada – a dez do término da temporada – no último lugar da classificação, com apenas onze pontos e a seis do CD Cova da Piedade, o seu antecessor na tabela (também ele sujeito à despromoção). Para conseguir alcançar uma posição que permitisse a manutenção na segunda liga, o Casa Pia AC teria de ultrapassar o clube de Almada e ainda de milagrosamente recuperar os 13 pontos de diferença para o UD Vilafranquense, que se encontra na 16ª posição.

Isto seria praticamente uma missão impossível, o que leva a crer que, caso a época tivesse decorrido na sua normalidade, o Casa Pia AC teria grandes probabilidades de ser despromovido ao Campeonato de Portugal.

Ricardo Peres lidera o Casa Pia AC desde dezembro passado
Fonte: Casa Pia Atlético Clube

O possível cancelamento da presente de temporada dá um novo “balão de oxigénio” à equipa liderada por Ricardo Peres, que tem, assim, mais uma possibilidade na segunda divisão, para onde conseguiu subir na época passada. Esta promoção, recorde-se, foi também ela envolta em polémica.

A equipa, na altura liderada na teoria por José da Paz, viu serem-lhe subtraídos seis pontos na classificação, depois do treinador estagiário Rúben Amorim – que ainda se encontrava a tirar o nível 1 de treinador – ter dado indicações do banco. Este incumprimento das leis trouxe vários castigos para o clube de Pina Manique, mas o mais gravoso foi a retirada de pontos cruciais na luta por um lugar no play off de campeão.

Porém, esta decisão foi revogada depois de um recurso interposto por Amorim e pelo clube, permitindo ao Casa Pia AC a recuperação dos seis pontos. Pouco depois, nova boa notícia para os “gansos”. A FPF decidiu a favor do emblema lisboeta, num novo processo com muita controvérsia à mistura: um mês antes, a partida frente ao SC Olhanense fora suspensa por invasão de campo aos 81 minutos, quando o Casa Pia AC se encontrava a ganhar por 2-1.

O jogo seria retomado no dia seguinte, mas a equipa de Pina Manique não compareceu, alegando questões de segurança. Quando tudo parecia dar como certo a perda do jogo por 3-0 por falta de comparência, a equipa recebeu a notícia que os três pontos lhe foram atribuídos, permitindo-lhe assim, ocupar o último lugar de acesso ao play off, em detrimento do Real Sport Clube.

Estas duas decisões a favor do Casa Pia AC ainda hoje levantam dúvidas par vários amantes e críticos do futebol, mas principalmente para o clube de Massamá, que acabou por ser o principal prejudicado com as mesmas, ao falhar a possibilidade de jogar o play off que permitiria o acesso à segunda liga.

Ironicamente, um eventual cancelamento da presente temporada voltaria a “salvar” o Casa Pia AC e a “condenar” o Real SC a permanecer no Campeonato de Portugal. A equipa encontrava-se, no momento de suspensão do campeonato, com grandes probabilidades de conseguir um tão desejado lugar no play off: segundo lugar na tabela classificativa, com os mesmos 57 pontos que o emblema que ocupa a primeira posição.

O clube de Massamá já fez saber a sua posição sobre o assunto em comunicado: “Como é sabido, no final da época passada, o Real foi administrativamente prejudicado e, por isso, não aceita ser prejudicado de novo. Ontem, como hoje e como amanhã, continuaremos sempre a defender a verdade desportiva! Também por isso repudiamos qualquer intenção de terminar o Campeonato de Portugal deixando tudo como está.”

Polémicas à parte, a verdade é que se o cancelamento da época for avante, o Casa Pia AC vê-se novamente bafejado pela sorte, tendo em conta que evita uma descida quase certa de escalão. Ainda assim qualquer decisão tomada pelo organismo que regula as ligas nunca obterá um total consenso de todos os clubes, pois haverá sempre, inevitavelmente, equipas que serão mais prejudicadas por uma medida ou por outra.

Neste momento crítico para o país em que o futebol tem obrigatoriamente de ficar para segundo plano, resta-nos aguardar pelo bom senso dos decisores e que a opção tomada seja a mais adequada às circunstâncias, custe a quem custar.

 

Mathieu | Não estamos preparados para este adeus, Monsieur

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Não estou preparado para escrever este texto e, sinceramente, não sei estaria alguma vez para fazê-lo. Mais cedo ou mais tarde sabemos que o dia vai chegar, por isso resta-nos aproveitar enquanto vemos Jérémy Mathieu de leão ao peito.

No seguimento das últimas notícias avançadas pela comunicação social, fala-se na possibilidade de Mathieu estar de saída do Sporting CP. O próprio jogador já veio esclarecer a sua situação, referindo que a suspensão do campeonato face à pandemia de COVID-19 que atravessamos está a afetá-lo de forma positiva, na medida em que permitiu que recuperasse da lesão e do problema crónico que sofre no tendão de Aquiles.

Quando se pensou que a sua saída estaria certa no final da época, este adiantou que a recuperação permite-lhe poder jogar pelo menos mais uma temporada. No ar fica a dúvida se continuará a vestir de verde e branco ou se terminará a sua carreira com outras cores. O central francês sempre manifestou o desejo de voltar a jogar pelo clube da sua formação, o FC Sochaux-Montbéliard. (Oxalá fossem todos assim)

Jérémy Mathieu chegou a Alvalade em 2017 proveniente do FC Barcelona e em relação à sua contratação há que referir quem teve o mérito na mesma. Hipocrisias à parte, é de se enaltecer o trabalho fantástico que Bruno de Carvalho e Jorge Jesus tiveram na vinda do centralão para Alvalade. Apesar de tudo o que aconteceu, há que reconhecer os inúmeros jogadores de qualidade que chegaram ao clube naqueles tempos.

A saída de Mathieu poderá ditar o fim de um ciclo, dizer que ainda não saiu e já deixa saudades é efetivamente pouco. Tendo em conta a minha idade, posso dizer com toda a certeza que é o melhor central (e um dos melhores de sempre) que já vi jogar pelo Sporting CP. A sua qualidade é de deixar qualquer adepto de futebol rendido.

Durante muitos anos o setor defensivo leonino foi bastante fraco mas a chegada do francês mudou completamente esse paradigma. A qualidade, a segurança, a classe e a experiência que oferece em campo, fazem subir substancialmente o valor de uma equipa de futebol. Com 36 anos, fazer sprints como faz, não é para qualquer um e a garra que tem em cada jogo faz-me sentir que por vezes não o merecemos.

Ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar pelo FC Barcelona, podia estar totalmente confortável por ter alcançado grandes feitos, mas o sucesso nunca foi proporcional à arrogância e isso prova o grande carácter e a humildade que tem.

Deixo o meu apelo à atual direção para fazerem todos os esforços e manter este jogador. Mathieu é daqueles jogadores que têm de estar numa estrutura de futebol mesmo após pendurar as botas. Se somos um clube de formador, nada melhor do que ter os bons exemplos por perto.

Chegou a Alvalade na fase final da carreira mas parece que sempre pertenceu aqui, vive o clube com uma paixão incrível como poucos que por aqui passaram viveram. Na minha memória ficará sempre aquele pé esquerdo temido em cada pontapé livre e além disso não poderei esquecer a sua reação após a conquista da Taça de Portugal 2018/2019: foi comovente e certamente carregou cada um de nós na sua alegria.

Que jogos devo rever nesta quarentena? Futsal – Portugal 3-2 Espanha

Dia 10 de Fevereiro de 2018, o dia mais glorioso do futsal português, sem dúvida alguma. Mas antes de reviver as emoções deste dia mágico, vou só contextualizar o evento e o local, para melhor entendimento dos nossos prezados leitores.

Arena Stozice, em Liubliana, capital da Eslovénia, num campeonato da Europa imaculado da equipa portuguesa, com quatro vitórias em outros tantos encontros, perante uma Espanha a fazer um Europeu bem mais discreto, com triunfos bem menos brilhantes e por conseguinte um pouco menos de favoritismo teórico nesta final, mas com um palmarés demasiado vasto para ser um oponente desvalorizável num jogo decisivo.

O jogo mal tinha arrancado e começou da melhor maneira para o nosso lado, com um tiraço de Ricardinho a entrar no canto superior da baliza de Paco Sedano logo no minuto inicial. Não podíamos desejar uma melhor entrada na partida, apesar da Espanha ainda ter conseguido empatar antes do intervalo.

Já na segunda parte, após um livre estudado e devido a uma falha grave na marcação a Lin, a Espanha virava assim o marcador e punha-se em boa posição para poder conquistar o troféu. Nos minutos finais, o placard favorável aos nossos vizinhos obrigava Jorge Braz o apostar no guarda-redes avançado, e a partir daí começou a aparecer o verdadeiro herói desta noite.

Depois de uma jogada coletiva brilhante, aparentemente simples mas com um nível de execução perfeito, a culminar com um desvio à boca da baliza de Bruno Coelho, limitado fisicamente, mas a dar o exemplo de verdadeiro patriotismo e amor ao país. Mas nem sempre é humanamente possível, tal como sucedeu com Ricardinho no prolongamento.

Por mais que viva, não consigo esquecer a cara de pânico do melhor jogador do mundo ao tombar e perceber, naquele momento, que seria impossível regressar a este jogo. Nesta fase do encontro, ao ver o nosso jogador mais influente a sair por lesão, o cenário estava a ficar muito parecido com o do Euro 2016 em futebol, quando Cristiano Ronaldo também saiu por lesão, faltava “apenas “ o nosso “Éder”, aquele herói capaz de desequilibrar o resultado a nosso favor no prolongamento.

Pouco tempo depois, com a sexta falta espanhola, surge uma oportunidade de ouro, um livre direto de dez metros a ser apontado e convertido por Bruno Coelho, num golo muito festejado um pouco por todo o país, independentemente da nossa cor clubística, tal como a defesa miraculosa de André Sousa nos segundos finais, contando com a ajuda do poste.

Mal soou a buzina, pudemos festejar uma conquista inédita, na nossa segunda final, depois de 2010.

Foi Bruno Coelho que marcou o golo decisivo no prolongamento, dando a maior alegria ao futsal português em termos de seleções
Fonte: UEFA

Numa altura em que os heróis são todos aqueles que em tempos complicados necessitam de sair para o trabalho todos os dias para assegurar serviços essenciais e indispensáveis aos cidadãos, como a saúde, segurança ou o acesso a bens de primeira necessidade, uma boa sugestão é recordar este glorioso dia em que atingimos o topo a nível europeu e, pelo menos até 2022, seremos campeões continentais.

Foto de Capa: UEFA

Os mil dias de Sérgio Conceição ao comando do FC Porto

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Foi a 3 de junho de 2017 que Sérgio Conceição orientou a sua primeira sessão de treino pelo FC Porto, um percurso que no último domingo, 29 de março, completou 1000 dias. Um marco impressionante alcançado pelo técnico português, motivo pelo qual os azuis e brancos fizeram questão de o mencionar nas suas redes sociais. De facto, são poucos os treinadores na história do FC Porto que se podem gabar de tal apontamento, já que o ex-jogador é apenas o quinto líder de balneário a atingir esta marca, depois de José Maria Pedroto, Artur Jorge, Fernando Santos e Jesualdo Ferreira o terem conseguido.

Como em todas as relações, o ciclo de Conceição na cidade invicta tem sido pautada com altos e baixos, havendo mesmo momentos em que parece que a rutura é o mais inevitável, porém no fim tudo permanece com o mesmo objetivo do início, que é levar o FC Porto às vitórias. Com isto, salienta-se que não tem sido uma jornada fácil, algo que estimula o próprio, como já diversas vezes referiu, contudo este compromisso inabalável que assume perante todos demonstra a coragem da sua pessoa, já que este desafio de orientar o clube do seu coração não chegou no momento mais saudável do emblema nortenho. Ou seja, Sérgio Conceição pega na equipa após uma conquista sucessiva de campeonatos por parte do SL Benfica, uma situação financeira penosa e já com uma direção que apenas não passa de uma sombra do que foi em outros tempos. E foi neste panorama que todos olharam um pouco de lado para a capacidade do ex-treinador do FC Nantes em conseguir recolocar os dragões no rumo desejado, o das conquistas.

Porém, aos poucos, Sérgio Conceição veio devolver um pouco de identidade ao FC Porto, isto é, cimentar a tal proclamada “mística à Porto”, que muitos adeptos se queixavam que estava em vias de extinção e com isso conseguiu ter os adeptos do seu lado. Um condimento que, juntamente com outros ingredientes como a formação de um grupo coeso e um futebol atrativo, resultou na cereja no topo do bolo, que foi a conquista do título, que desta forma colocou o timoneiro como grande obreiro, dado que, inicialmente, todas as perspetivas concediam o favoritismo ao SL Benfica. Tudo isto aponta para um estatuto considerável que Sérgio goza perante a massa associativa, mas isso não invalida que venha a passar por algumas críticas e até algum desgaste.

Sérgio é visto por muitos como uma extensão do portismo para dentro do clube
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Por um lado, é verdade que foi pelo seu comando que o FC Porto voltou a ter a oportunidade e o gozo de colocar troféus nas vitrines do seu museu, assim como conseguiu imperar os valores do clube, que já muitos os tinham como perdidos. Além disso, à exceção desta temporada, os dragões realizaram campanhas europeias dignas, tendo alcançado uns oitavos e quartos da Champions e, no contexto interno, tem sido uma presença regular nas fases mais adiantadas de todas as provas, o que comprova bem a sua competitividade em não dar nada como perdido. Por conseguinte, o seu trabalho é ainda mais valorizado pelo facto de comandar um “barco, um pouco, à deriva”, já que, infelizmente, o trabalho da estrutura diretiva já não é tão eficaz ou empolgante como noutros tempos, cenário que inclusive já levou a que houvesse embates públicos com os responsáveis do clube, como após a última final perdida da Taça da Liga, ou então o momento protagonizado no Algarve, em 2018, a sinalizar a falta de força do FC Porto no mercado de transferências.

No entanto, o seu trabalho não tem sido só uma “maré de rosas” e a verdade é que, no último ano e meio, as críticas imputadas ao rumo que os dragões tem levado já tem chegado aos seus ouvidos. Isto acontece por algumas aquisições, com o seu aval, serem consideradas insuficientes para fazerem parte de um grupo de trabalho competitivo. Por sua vez, o futebol jogado nem sempre é o mais atrativo aos olhos dos adeptos e quando os maus resultados acompanham as exibições da formação azul e branca, todos os olhos e pressão são colocados sobre Conceição. Outra crítica que lhe é apresentada é o facto de se exceder em certos momentos na gestão que faz sobre o plantel e aqui vem à luz os episódios com Nakajima, em Portimão, e com o capitão Danilo Pereira, no último estágio no Algarve.

Por fim, apesar de tudo e após 154 partidas, em que 112 são vitórias, Sérgio Conceição parece prosseguir com a mesma motivação e o mesmo foco que apresentou no dia 3 de julho de 2017, e prova disso é que as duas próximas metas são a conquista da liga portuguesa, em que o FC Porto ocupa o primeiro posto, e a vitória na Taça de Portugal, onde irá enfrentar o SL Benfica, no Jamor.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

FPF Esports lança #JOGAEMCASA

Esta rubrica semanal consistirá num apanhado de notícias, rumores e novidades no mundo do FIFA Esports em Portugal. E irá tentar cobrir todas as últimas notícias da actualidade!

“Diogo Jota Challenge”, “Rúben Neves Challenge” e o “Duelo Improvável” entre Ricardinho e Nani são os primeiros destaques desta iniciativa.

“Numa grande missão de responsabilidade social, a FPF eSports pretende inspirar, entreter e servir Portugal através do futebol virtual. Neste momento em que o futebol está suspenso e em que ficar em casa significa salvar vidas, a FPF cria o movimento #JOGAEMCASA. Esta iniciativa promove várias competições e desafios de futebol virtual, abertos a todos aqueles que querem voltar a sentir as grandes emoções do desporto-rei, em segurança, nas quatro linhas com um comando na mão.

O #JOGAEMCASA vai possibilitar que todos continuem a estar perto dos grandes craques portugueses. Duas competições que vão proporcionar isso mesmo são o “Diogo Jota Challenge” e o “Rúben Neves Challenge”, disputados no FIFA 20 H2H para a PlayStation 4. O vencedor de cada prova tem duelo marcado com os próprios Diogo Jota e Rúben Neves – em jogos com transmissão no Canal 11 – e ganha uma camisola autografada pelos internacionais portugueses.

Esta iniciativa também vai contar com uma série de “Duelos Improváveis” e o primeiro embate tem tudo para ser lendário: Ricardinho vs. Nani. Será um duelo jogado em PlayStation 4 no FIFA 20, e à melhor de 3, com transmissão no Facebook das Seleções de Portugal.

Fique em casa e participe ou acompanhe as transmissões semanais nos canais digitais da FPF e Canal 11, com a voz de Gonçalo “Bombnuker” e a presença de muitos convidados especiais.”

Ronda 2 do Masters Challenge 1v1 da FPF Esports definida!

Fonte: FPF Esports

Ficou também definida esta passada semana a Ronda 2 do Masters Challenge da FPF Esports, novamente com mais uma fase de grupos. 5 grupos de 9 jogadores cada, com um total de 45 jogadores ainda em prova. No grupo A, o destaque para Gouvy10 e Tuga810. No grupo B, Dani7sporting, Somosnos e Troppez são os favoritos. No grupo C, JOliveira10, NunoBC e Diogo10FIFA como jogadores em destaque. No grupo D, Runrun e Seensationzz são os jogadores com mais experiência e, por fim, um Grupo E muito forte com Bernasfigue5, TiagoAraujo10, RastaArtur e ainda IBrunoRatoI.

Grandes jogos da Ronda 2 que começam já amanhã a partir das 21:00. A segunda ronda vai contar ainda com dois jogos transmitidos pelo Canal 11, primeiro no YouTube e depois na TV. Jogos esses que podem conferir na imagem.

O Passado Também Chuta: Rui Costa

De quando em vez, os deuses do futebol enviam para a Terra verdadeiros génios que possuem um toque de bola que não pode ser chamado outra coisa senão divinal. Rui Manuel César Costa é um desses exemplos. Lenda do futebol nacional, e do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa é daqueles casos unânimes, um daqueles de que é impossível não gostar.

Dono de um drible de outro mundo, curto e veloz, senhor de um remate forte e portentoso, criador de passes de fazer inveja a qualquer médio desta e de qualquer outra geração. Senhoras e senhores, o “Maestro” era tudo isto!

Ver Rui Costa a jogar era como ver poesia em movimento, um daqueles jogadores em que o dinheiro do bilhete era bem gasto, pois para além de ver futebol, ainda se tinha direito a um espetáculo de magia. E que bom era ver tal coisa! Um 10 puro, como já não se vê hoje em dia.

No glorioso esteve (apenas) três anos no plantel principal, depois disso teve de mostrar o seu génio por terras italianas, para onde se transferiu para representar a ACF Fiorentina. Por lá chegou, viu e conquistou o coração dos adeptos “viola”.

De Florença mudou-se para Milão para representar o AC Milan, fazendo parceria com nomes como Paolo Maldini, Andrea Pirlo, Shevchenko, Filippo Inzaghi e Clarence Seedorf. Nomes incontornáveis da história do futebol italiano e europeu.

Com o passar dos anos, e com o término da carreira como jogador a aproximar-se, Rui Costa voltou ao “seu” clube. Tinha então 34 anos e mais duas temporadas pela frente.

Na Luz, mesmo já sendo um veterano, mostrou que a qualidade não havia desaparecido e realizou um desfecho de carreira incrível. A título de exemplo, na sua última temporada como profissional, o “Maestro” disputou 45 partidas e apontou 10 golos.

Mas havia chegado o dia em que os relvados perdiam um pouco de magia. Foi a 11 de maio de 2008 que o internacional português se despediu definitivamente da carreira de jogador profissional de futebol.

Fora dos relvados, o craque nascido na Amadora, ingressou na estrutura do SL Benfica, onde desempenha o cargo de administrador da SAD encarnada até ao dia de hoje.

Rui Costa assumiu cargos diretivos no clube da Luz, prolongando a sua ligação ao clube encarnado após ter terminado a sua carreira de jogador
Fonte: SL Benfica

No total foram 780 as oportunidades que os adeptos tiveram para ver Rui Costa a espalhar o seu charme e classe pelo relvado. Em 780 jogos como profissional marcou não só 121 golos, como a memória dos amantes do desporto-rei.

No seu palmarés conta com dez troféus conquistados entre Portugal e Itália. Ao serviço dos encarnados conquistou um campeonato nacional e uma Taça de Portugal. Em Florença, conquistou mais três troféus: duas Taças de Itália e uma Supertaça italiana. Milão foi onde mais conquistou, tendo vencido uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, a Serie A, a Taça de Itália e mais uma Supertaça italiana.

Na seleção nacional portuguesa, Rui Costa perfilou-se como uma das peças fulcrais do meio campo, até à chegada de Deco, pertencendo à famosa “Geração de Ouro”. Também ao serviço da seleção das “quinas” o “Maestro” conquistou, tendo sido fundamental na conquista do Mundial de sub-20 em 1991 que se disputou em Portugal.

Rui Costa era, então, o “Maestro” e cada jogo era um recital. Um jogador que certamente deixa saudades a quem teve oportunidade de o ver jogar. Era diferenciado e foi, sem qualquer dúvida, um dos melhores jogadores a passar pelo Sport Lisboa e Benfica.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

O Passado Também Chuta: Quando o futebol italiano dominava o mundo (Parte I)

A liga italiana viveu os seus anos de ouro durante a década de 90, que se prolongaram até ao início do presente século. Durante este período, arrecadaram oito Taça UEFA (atual Liga Europa) e duas Liga dos Campeões. As equipas teoricamente mais fortes eram a Juventus e o AC Milan, e foram as equipas que conquistaram a prova internacional mais importante a nível de clubes neste espaço de tempo: o conjunto de Turim em 96 e a turma de Milão em 2003. A nível interno, também foram os que conquistaram mais “scudettos” (campeonato italiano) ao longo destes anos.

A realidade é que o futebol em Itália não se centrava apenas nestes dois clubes, porque havia sempre muita competitividade internamente, e o domínio alargava-se à Taça UEFA, com inúmeras conquistas para os restantes clubes. Entre 1989 e 1995, o troféu foi seis vezes para o país da bota. O Inter de Milão conquistou-a duas vezes, a Juventus outra duas, a Nápoles uma e o Parma outra. Três anos depois, o Internazionale venceu a taça novamente e no ano seguinte foi a vez do Parma.

Além disso, houve ainda seis finalistas italianos derrotados e todos eles diferentes: o Inter, a Juventus, a Roma, a Fiorentina, a Lazio e o Torino. A partir da última conquista do Parma, mais nenhum clube italiano foi capaz de triunfar nesta prova.

Havia ainda equipas com grande qualidade, que nunca chegaram a vencer nenhum troféu europeu, no entanto, tinham sucesso a nível nacional. É o caso da Lazio, que viveu os seus melhores anos na viragem do século, tendo conquistado a liga em 1999/2000, assim como os seus eternos rivais, a AS Roma, que também venceu o campeonato na época seguinte.

Os anos de ouro italianos iniciaram-se com o revolucionário Diego Armando Maradona, que liderou a equipa napolitana à conquista de dois “scudettos” e ainda uma Taça UEFA. El Pibe era considerado por muitos o melhor futebolista desses tempos e o último título coincidiu com o fim da era dourada dos Gli Azzurri, visto que, em 1991, Maradona foi afastado dos relvados durante 15 meses, por ter acusado positivo no teste à cocaína.

Fonte: SSC Napoli

A saída do astro argentino não foi tão grave para o campeonato italiano, que se estruturou nos anos seguintes para criar uma hegemonia no futebol europeu. As estrelas apareciam de todo o lado. Lothar Matthaus, vencedor da Bola de Ouro, estava no Internazionale e o jogador mais caro do mundo, Roberto Baggio, acabava de chegar a Turim para representar a “vecchia signora”.

O que a Espanha foi durante a última década, recolhendo grande parte dos troféus europeus, era uma semelhança à Itália no final do século XX. Era a liga mais atrativa, que juntava os melhores jogadores, e reconhecida pelo seu futebol clássico e de extrema importância a nível defensivo, que ainda ficou marcado até aos dias de hoje.

A presença de estrelas foi crucial para o desenvolvimento desta liga e marcou uma identidade especial no futebol deste país. Paul Gascoigne é um dos exemplos, pois foi importante para a mística dos adeptos da Lazio, que rapidamente ganharam um carinho especial pelo inglês. O avançado dos biancoceleste, Beppe Signori, marcou um total de 141 golos na liga italiana, mais do que Gabriel Batistuta, uma lenda argentina com uma carreira notável em Itália. Batigol representou a Fiorentina durante quase uma década e teve direito a uma estátua em sua honra na cidade de Florença. O avançado viria mais tarde a mudar-se para a capital, para vencer a Serie A pela AS Roma.

A Sampdoria também escreveu uma bela história neste capítulo, com a conquista do “scudetto” em 1990, e alcançando a final da Liga dos Campeões, dois anos mais tarde, perdendo para o Barcelona com golo de Ronald Koeman. O mítico Gianluca Vialli era o craque da equipa e viria a transferir-se mais tarde para a Juventus, por um valor recorde de 12 milhões de euros. A Juventus era uma superpotência e contava com a estrela Baggio, antes de se mover para o rival AC Milan, Antonio Conte, que ocupava todo o meio-campo, mais Paulo Sousa na equipa que arrecadou a Liga dos Campeões em 1996.

Roberto Baggio é, talvez, o jogador mais talentoso do campeonato a atuar nesta era e foi o primeiro a vencer a Bola de Ouro, a jogar o ano todo em Itália. Em 1997, Ronaldo Fenómeno também coletou o troféu individual enquanto jogador do Inter de Milão, embora tenha jogado a primeira metade desse ano no Barcelona, antes de se transferir para os nerazzurri por um valor recorde de 19,5 milhões de euros.

Baggio venceu apenas um troféu europeu na sua carreira e mais dois “scudettos” em dois clubes diferentes, em anos seguidos, e viveu episódios caricatos enquanto atleta dos bianconeri, porque a sua mudança para Turim nunca foi bem aceite pelos adeptos da Fiorentina. Num jogo entre estas duas equipas, a Juventus ganhou um penálti e Baggio recusou-se a bater. O seu colega Luigi De Agostini assumiu a responsabilidade e falhou, o que foi motivo de grande polémica.

O primeiro título italiano de Baggio coincidiu também com o primeiro de um jovem de 20 anos chamado Alessandro Del Piero. “Del Piero tem tudo para ser um grande jogador”, disse Baggio, e não falhou a previsão. Ravanelli recorda essa mítica época em que alinhava na frente com esses dois grandes avançados e ainda com o goleador Gianluca Vialli, orientados por Marcelo Lippi, técnico que se diferenciava por motivar os jogadores de forma especial.

O AC Milan viveu momentos históricos durante a década de 90 com Van Basten, Gullitt e Rijkaard com toda a força a comandarem as tropas da equipa invencível no campeonato, desde maio de 1991 até março de 1993 (58 jogos seguidos). Foi conhecida como a era “Milan degli Invincibli”, no início da carreira do técnico Fabio Capello, sucessor de Arrigo Sacchi, um dos professores do futebol e vencedor de duas Taças dos Campeões Europeus.

Fonte: AC Milan

O título de 1993/1994 é considerado quase um milagre para o clube, visto que perdeu praticamente todos os melhores jogadores do meio-campo para a frente. Van Basten lesionou-se gravemente, Jean-Pierre Papin, Gullit e Rijkaard saíram do clube e a transferência recorde, Gianluigi Lentini, contratado ao Torino por 13 milhões, teve um acidente e ficou em coma. Mesmo assim, foram campeões com apenas 15 golos sofridos e 36 marcados em 34 jogos, com mérito para um muro de betão liderado por Maldini e Baresi. Como se não bastasse este feito histórico, a Liga dos Campeões também foi para Milão, depois de uma demolição por 4-0 frente ao Barcelona.

O Milan ainda passou por momentos complicados no final da década, com mudanças de treinador sistemáticas, no entanto, ainda conseguiu vencer mais um “scudetto” com Olivier Bierhoff como referência no ataque. Depois desta década, o Milan ainda arrecadou mais uma Liga dos Campeões em 2002/2003, eliminando o Inter de Milão nas meias-finais e a Juventus na final, com craques como Seedorf, Rui Costa, Maldini, Inzaghi, Pirlo, Shevchenko, entre outros.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Antevisão WWE Wrestlemania: Será um evento para recordar

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A Wrestlemania está mesmo à espreita e, tendo em conta as circunstâncias nas quais se irá realizar, será sem dúvida um evento único. O facto de não haver público presente torna a experiência de assistir qualquer evento desportivo muito estranha. Ainda assim, esperemos que a qualidade dos combates não seja afectada.

Deste modo, tentarei prever todos os combates anunciados, sendo que tal será difícil porque, como se sabe, a WWE já gravou as duas noites da Wrestlemania e, aparentemente, ter-se-á dado ao trabalho de gravar diferentes finais para certos combates.

The Kabuki Warriors vs. Alexa Bliss e Nikki Cross

Este combate foi dos últimos a ser anunciados para o grande evento e apenas servirá para ter mais um título em jogo – os Women’s Tag Team Championships.

De resto, é difícil prever este combate, uma vez que é impossível saber o que a WWE quer fazer com estes títulos. Durante a maior parte do último ano, estes têm sido menosprezados. Apenas no TLC tiveram alguma relevância, mas desde aí não houve nenhuma rivalidade à volta dos mesmos.

Assim, penso que Alexa Bliss e Nikki Cross serão as vencedoras, pelo simples facto das Kabuki Warriors já serem campeãs há muito tempo.

Previsão das Vencedoras: Alexa Bliss e Nikki Cross

Otis vs. Dolph Ziggler

Surpreendentemente, esta é das rivalidades mais interessantes e com maior história à entrada para a Wrestlemania.

Tudo começou no dia de São Valentim, quando Otis tinha combinado um encontro com Mandy Rose. No entanto, esta terá mandado uma mensagem a Otis dizendo-lhe que estava atrasada. No entanto, quando Otis chegou ao restaurante, Mandy já tinha chegado e estava acompanhada por Dolph Ziggler. Ao ver isto, Otis deixou cair as suas flores e foi-se embora.

Portanto, há meses que Otis quer colocar as suas mãos em Ziggler, e apesar de o ter feito no Elimination Chamber, não teve oportunidade de o castigar como desejaria.

Prever este combate é um pouco complicado, mas espero que Otis saia vencedor para finalmente ter a sua vingança.

Previsão do Vencedor: Otis

Liga Bielorrussa| A exceção à regra

É no leste da Europa, longe dos habituais palcos do estrelato, que se vive uma realidade completamente diferente do resto do continente. Quer seja em termos desportivos, ou de qualquer outro setor da atividade laboral. É na Bielorrússia, país que a nível de população pode dizer-se “à imagem” de Portugal (aproximadamente 9,5 milhões), porém distinto nas ideologias e hábitos praticados, sobretudo nesta época de combate à Covid-19.

O Presidente da República, Aleksander Lukashenko, continua a desvalorizar a pandemia que tem vindo a assombrar o mundo. O líder bielorrusso não implementa medidas de prevenção, e ainda incentiva a população a fazer o seu dia a dia, como se nada fosse: “A vida continua. Não podemos colocá-la em espera”, disse. Enquanto isto, o país conta já com 104 casos de infeção confirmados e uma morte.

Desta forma, a Liga de futebol começou este mês – campeonato composto por 16 equipas, que apenas se inicia em março devido às condições climatéricas durante o inverno – e tem atraído o interesse de canais televisivos de outros países. Se o interesse de plataformas oriundas de Rússia e Ucrânia pode considerar-se natural (pela proximidade geográfica e cultural), o mesmo não se pode dizer de nações como Israel e Índia.

Fonte: FC Bate

Contudo, este pode ser um dos poucos pontos positivos para a Bielorrússia, consequentes dos efeitos do novo Coronavírus, bem como da postura orgulhosa do seu maior representante (que para muitos, é o último ditador do Velho Continente). Graças à suspensão dos principais campeonatos, os jogadores deste podem dar-se a conhecer a outras paragens, valorizando-se, o que não é propriamente normal nesta realidade.

Decorridas duas jornadas, o FC Minsk lidera; em contraposição, clubes de maior renome internacional, como o Dínamo Minsk e o BATE Borisov, estão nesta altura “afundados” na tabela classificativa. O mesmo BATE que venceu 13 das últimas 15 edições da prova, e que tem sido o expoente máximo da Bielorrússia no panorama internacional.

 

Artigo revisto por Joana Mendes