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O Passado Também Chuta: Thierry Henry

Thierry Henry foi um dos melhores avançados da história recente do futebol mundial, transformando-se num verdadeiro ídolo no Arsenal. O francês foi ainda campeão europeu e mundial, ao serviço da seleção.

Henry deu os seus primeiros passos no futebol, ao serviço dos modestos US Palaiseau e ES Viry-Châtillon. As suas capacidades deram nas vistas e valeram o ingresso, nos escalões de formação do AS Mónaco, uma caminhada que se iniciou na temporada 92/93.

Na terceira época na formação monegasca, cumpriu o sonho de se estrear com a camisola da equipa principal. O Mónaco, então liderado por Arsène Wenguer, lançou o jovem Henry, com apenas 17 anos, no dia 31 de agosto de 1994, numa partida a contar para a 7ª jornada da Ligue 1, com vitória do Nice por 2-0.

Seguiram-se quatro temporadas de golos, assistências e vitórias. Henry somou ao serviço do Mónaco, 141 jogos e 28 golos marcados, contribuindo para a conquista da Ligue 1 em 96/97 e do Trophée des Champions. Thierry Henry ia afirmando-se no clube monegasco, as suas boas exibições levaram a Juventus a adquirir o passe do francês, por 12.50 M€, em 1999.

No futebol italiano, Henry esteve apenas uma temporada, somando 21 jogos e três golos apontados. Os ingleses do Arsenal, com a chegada de Arsène Wenger ao comando técnico, assinaram com o jovem francês por 16.10 M€.

No Arsenal, Thierry Henry viveu a melhor fase da sua carreira, onde permaneceu oito temporadas. Ao serviço dos “gunners” foi o melhor jogador da Premier League, numa ocasião, e quatro vezes o melhor marcador, conquistando ainda a Bota de Ouro em 2004 e 2005.

Fonte: Arsenal FC

Nas oito temporadas ao serviço do Arsenal, Henry contabilizou 377 jogos e 228 golos, vencendo dois campeonatos, três The FA Cup e duas FA Community Shield. Na época 2003/2004, sob a liderança de Wenger, os “gunners” conquistaram a Premier League, sem qualquer derrota nos 38 jogos disputados, somando 90 pontos. Um feito histórico no futebol inglês e europeu.

No verão de 2007, Henry voltou a protagonizar uma transferência sonante, desta feita rumou ao futebol espanhol para representar o Barcelona. O clube blaugrana pagou uma quantia a rondar os 24 M€, para garantir o avançado francês. Na Catalunha voltaria a ser determinante, contribuindo com 49 golos em 121 jogos. Com a camisola do Barcelona conquistou duas vezes a La Liga, uma Supercopa, uma Copa del Rey, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia e um Campeonato do Mundo de Clubes.

Henry acabou por sair do FC Barcelona, para rumar a MLS, onde representou o NY Red Bulls durante cinco temporadas, voltando a deixar a sua marca, com 52 golos marcados em 135 partidas. Pelo meio, antes de terminar a sua carreira, em 2014, passou meia temporada no Arsenal por empréstimo do clube da MLS.

Thierry Henry deixou ainda a sua marca ao serviço da seleção francesa, com 124 internacionalizações e 51 golos. Henry representou a seleção gaulesa em oito grandes competições, fazendo parte da história ao sagrar-se campeão do mundo em 1998 e europeu em 2000. Um dos craques que conduziu o futebol francês à conquista de títulos.

Henry ficará para sempre na história do futebol mundial pelos golos, pelas assistências e pelas fintas, mas sobretudo pelo impacto que teve nas equipas que representou. Será sempre uma figura incontornável do Arsenal, estando imortalizado numa estátua no Emirates Stadium.

Foto de Capa: FIFA

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Liga Europa: ambição, sonho ou ilusão?

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No intervalo da eliminatória da Liga Europa, abordamos a postura do SL Benfica na competição e tentamos calcular qual será o ponto de rutura dos encarnados na mesma. A possibilidade de cair já nos 16 avos-de-final é bem real, mas nada está já perdido. A um dia da primeira decisão europeia para as águias em 2020, a pergunta que se impõe – ou que impomos – é a presente no título: para este Benfica, a Liga Europa é uma ambição, um sonho ou uma ilusão?

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Naturalmente, de momento o que podemos fazer é conjeturar, antever, prever, calcular e pouco mais. O que as águias pretendem fazer na segunda competição europeia de clubes ainda não é totalmente claro – o único suporte de análise é o jogo na Ucrânia. No entanto, já nessa partida foram deixados alguns apontamentos que poderão indiciar falta de comprometimento (pelo menos total) para com a competição.

A titularidade de Chiquinho e Seferovic, relegando Rafa e Vinícius para o gelado banco de suplentes, pode ser um indicador de que a Liga Europa será disputada com cuidado e em gestão, indo as águias com pouca sede ao pote. Claro que poderá ter sido uma situação pontual e estratégica – mas se o foi, saiu bem ao lado.

A contratação de Weigl levou-me a crer que o clube da Luz se preparava para assumir a Liga Europa como uma ambição para esta época. No entanto, essa crença cedo se desmoronou quando o mercado de inverno cerrou sem que um central fosse contratado para o principal plantel encarnado.

Ferro é um de apenas dois centrais à disposição de Bruno Lage para o ataque a duas competições e tem demonstrado dificuldades
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Encarar a segunda metade da época apenas com Rúben Dias (em sobrecarga de jogos), Ferro (em clara baixa de forma e com patentes dificuldades no seu jogo) e Jardel (mais fora do que dentro) foi, para mim, o assumir de que a Liga Europa não era, afinal, uma ambição, nem sequer um sonho, mas sim uma ilusão.

De momento, parece-me que o objetivo único do SL Benfica na competição é manter o equilíbrio – difícil – entre fazer os adeptos acreditar que se está nela para ganhar e fazer os possíveis para que ela não seja um empecilho na conturbada estrada para o “38”. Na primeira mão, já se notou essa tentativa, mantendo peças importantes no onze, mas fazendo descansar Rafa, Vinícius e até Samaris (que, acredito, seria titular já nesse jogo se fosse uma partida do campeonato).

E notou-se na própria abordagem ao jogo na Ucrânia. Se a ambição fosse grande, não haveria porque entregar a iniciativa de jogo à equipa de Luís Castro. Se, de facto, o SL Benfica tivesse viajado até à Ucrânia para vencer, teria procurado ter bola e imprimir um ritmo de jogo que não pudesse ser acompanhado por uma equipa vinda de dois meses de paragem.

Não o fez. Na primeira mão, vimos um SL Benfica de serviços mínimos. Veremos o que sucede na Luz, na quinta-feira, mas o primeiro embate não dá tranquilidade aos adeptos. Não pela falta de qualidade (que foi gritante), mas pela falta de vontade, de crença espelhada em campo. Está nas mãos do grupo de trabalho provar o contrário, provar que querem conquistar a Liga Europa. Caso o façam, cá estarei para me retratar, reponderar, reanalisar e, claro, celebrar.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

5 vitórias do FC Porto frente aos alemães no Dragão

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Estamos a meio da jornada europeia. Em Leverkusen, na primeira mão, o FC Porto não foi capaz de se superiorizar perante a turma local, tendo saído derrotado da Alemanha.

Apesar de uma exibição algo cinzenta, o golo marcado por Luis Díaz acabou por deixar a eliminatória completamente em aberto, permitindo, dessa forma, que o destino de ambas as formações na Liga Europa seja decidida no Estádio do Dragão.

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À equipa orientada por Sérgio Conceição, uma vitória pela margem mínima poderá bastar para carimbar o acesso à fase seguinte da prova, caso seja capaz de manter as suas redes invioladas.

Matemáticas à parte, a conclusão é simples: os azuis e brancos precisam de vencer o Bayer Leverkusen. Como tal, decidi recorrer ao histórico recente e elencar cinco vitórias marcantes dos portistas frente a equipas germânicas, ocorridas no Dragão.

SSC Napoli 1-1 FC Barcelona: Empate no San Paolo deixa tudo em aberto

A CRÓNICA – GRANDE SEGUNDA PARTE DO BARCELONA APENAS GARANTE EMPATE

A primeira mão dos oitavos de final entre Napoli e Barcelona, disputada no estádio San Paolo, terminou empatada a uma bola. O Barcelona teve muita posse de bola, mas apenas criou perigo no segundo tempo. O Napoli jogou principalmente em contra ataque, e contou com um grande momento de inspiração de Mertens. Apresentaram-se duas equipas bastante pressionantes que se anularam ao longo do encontro.

O Barcelona começou a dominar a posse de bola logo a partir do ínicio da partida, mas sem perigo, com muita lentidão na troca de bola. O Napoli demonstrou solidez defensiva e jogava à espera de um erro do adversário, apostando no seu poderoso contra ataque, e numa pressão intensa. E foi assim que surgiu o primeiro golo.

Aos 30’ Zielinski ganhou um ressalto no meio campo do Barcelona e assistiu Mertens. O avançado belga não vacilou e à entrada da grande área executou um remate colocadíssimo em direção ao poste mais distante.

Já com Arthur em campo, a construção de jogo do Barcelona aumentou de ritmo, instantaneamente. Aos 58’, Busquets com um grande passe descobre Nélson Semedo dentro da área do Napoli, que assiste Griezmann, e o avançado francês só teve de encostar.

Após o empate do Barcelona, o Napoli voltou a aumentar a pressão na construção de jogo dos catalães. O jogo ficou mais “partido”, com boas ocasiões de golo para ambas as equipas. O Barcelona, na segunda parte, continuava a ser “demolidor” na posse de bola, tal como na primeira, mas no segundo tempo atuou de uma forma mais dinâmica, criando mais perigo.

Aos 89’, Vidal foi expulso por acumulação de cartões amarelos, tendo sido admoestado por duas ocasiões na mesma jogada. Num primeiro momento, Vidal realizou uma entrada dura sobre Mário Rui, e de seguida ambos os jogadores entraram em confronto. O Barcelona ficou limitado no tempo restante da partida, e no jogo da segunda mão, que também não contará com Busquets, também por castigo.

A eliminatória será decidida em Camp Nou, e apesar do empate o Barcelona parte com uma ligeira vantagem devido ao golo marcado fora de casa. O Napoli terá a difícil tarefa de superar o Barcelona na Catalunha, apesar dos catalães estarem bastante limitados na gestão do seu plantel, tendo vários jogadores lesionados ou castigados.

A FIGURA

Fonte: FC Barcelona

Nélson Semedo – Grande exibição do lateral direito português. Defensivamente foi competente, anulando Insigne praticamente todo o jogo. Do ponto de vista ofensivo, teve uma prestação muito influente, atuando quase como um extremo, provocando dores de cabeça a Mário Rui. Foi sua a assistência para o golo do Barcelona, após uma grande desmarcação da sua parte, à qual Busquets correspondeu com um excelente passe.

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Barcelona

Júnior Firpo – O lateral esquerdo do Barcelona realizou um jogo discreto, sendo pouco relevante na manobra ofensiva da sua equipa, e a cometer alguns erros defensivos. O golo do Napoli nasce de um erro seu, que perde a bola para Zielinski e deixa a defesa do Barcelona desprotegida.

ANÁLISE TÁTICA- SSC NAPOLI

A equipa de Gennaro Gattuso apresentou-se num esquema tático de 4-3-3 a atacar, com Demme a atuar como médio mais recuado, apoiado por Zielinski e Fábian Ruiz no centro do terreno. Callejón ocupou o corredor direito, enquanto Insigne foi o atacante responsável pelo lado oposto, e Mertens era a principal referência ofensiva. A defender, os extremos recuavam para junto dos centro campistas, formando uma formação de 4-5-1, com Mertens a ser o homem mais avançado no terreno da equipa napolitana. No decorrer da segunda parte, o Nápoles foi muito competente a defender, com um bloco muito bem organizado, e ofensivamente procurava, na maioria das vezes, sair a jogar em contra ataques rápidos.

11 INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

David Ospina (6)

Giovanni Di Lorenzo (6)

Kostas Manolas (6)

Nikola Maksimovic (6)

Mário Rui (7)

Diego Demme (6)

Fabián Ruiz (6)

Piotr Zielinski (7)

José Callejón (6)

Lorenzo Insigne (6)

Dries Mertens (7)

SUBS UTILIZADOS

Arkadiusz Milik (6)

Matteo Politano (5)

Allan Loureiro (5)

 

ANÁLISE TÁTICA- FC BARCELONA

Quique Setién posicionou a equipa num esquema tático de 4-3-3, quer a atacar, quer a defender. Destaque para a aposta em Vidal no corredor direito, formando o trio de ataque juntamente com Griezmann, a partir da esquerda, e Messi no corredor central. A ausência de um ponta de lança de referência é bastante notada, sendo que Messi tinha de recuar constantemente no terreno para construir jogo, havendo uma lacuna no centro de ataque do Barcelona.

Com posse de bola, o Barcelona instalava-se no meio campo do Napoli. Com o recuo de Messi, os extremos Vidal e Griezmann movimentavam-se para o corredor central, permitindo a subida dos defesas laterais no terreno.

11 INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

Marc-André ter Stegen (7)

Nélson Semedo (8)

Gerard Piqué (7)

Samuel Umtiti (6)

Júnior Firpo (5)

Sergio Busquets (7)

Ivan Rakitic (5)

Frenkie de Jong (6)

Arturo Vidal (6)

Antoine Griezmann (6)

Lionel Messi (7)

SUBS UTILIZADOS

Arthur Melo (7)

Ansu Fati (-)

Clément Lenglet (-)

Foto de Capa: FC Barcelona

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Chelsea FC 0-3 FC Bayern München: Revenge of the 2012

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A CRÓNICA

Stamford Bridge foi o palco da 1º mão dos Oitavos de Final da Liga dos Campeões entre o Chelsea de Frankie Lampard e do Bayer Munique de Flick, jogo de cariz curioso visto o último jogo entre estas duas equipas ter sido a memorável final de 2012 da Liga Milionária, Lampard levantou o troféu enquanto jogador e Neur, Boateng e Thomas Muller já jogavam como titulares nessa noite.

Foi um jogo que começou com um Bayern Munique mais dominante, com mais posse de bola e no domínio das operações. Ao minuto 11 numa transição ofensiva, Coman apareceu frente a baliza e deu o primeiro sinal de perigo para os Bávaros, seguiram-se inúmeras oportunidades flagrantes de Muller e Lewandowski, mas Willy Caballero mostrou-se a um nível muito alto, destaque para o minuto 34 quando Thomas Muller cabeceia para a barra, onde o guarda-redes do Chelsea nada podia fazer. O Chelsea conseguiu equilibrar um pouco a contenda, com Mount e Alonso a testar a atenção de Neuer.

No regresso das equipas para a segunda parte, contamos com um Bayern Munique mais assertivo e um Chelsea com menos capacidade de reação à perda da bola e intensidade, e ao minuto 50 a parceria Lewandowski e Gnabry apareceu, o Polaco desmarcou-se nas costas do Christensen e assistiu Gnabry para o 1º golo da noite. Nem 5 minutos se passaram, e numa transição ofensiva, a dupla combinou de novo, Lewandowski lançou Gnabry, o Alemão formado no Arsenal, finalizou frente a Caballero para o 0-2.

Chelsea tentou equilibrar a contenda, mas com a obrigação de ir atrás do resultado a formação de Frank Lampard não mostrava ter as armas necessárias.

Com a eliminatória já complicada para os Ingleses, Lewandowski decidiu somar mais um golo as suas contas. Alphonso Davies subiu pelo corredor esquerdo e cruzou, para o encosto do Polaco ao minuto 76.

Nota para expulsão de Marcos Alonso e do amarelo para Jorginho, que não poderão figurar nas escolhas de Frank Lampard para a segunda mão.

A FIGURA

Fonte. Bundesliga

Serge Gnabry e Robert Lewandowski – Difícil ou quase impossível escolher a figura do jogo entre estes dois super-jogadores, o avançado Polaco encontra-se na melhor fase da sua carreira e posiciona-se como um, se não o melhor avançado do mundo. Serviu Gnabry que começa a habituar-nos a ser feliz em terras Inglesas, cria, finaliza e torna-se passo a passo uma peça basilar nos bávaros, a figura do jogo é sem dúvida a parceria de ambos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Premier League

A.Christensen – O central responsável por organizar o eixo defensivo a três nunca conseguiu encontrar as marcações respetivas e marcar posição face aos avançados do Bayern Munique, apanhado em contra-pé e em norte em vários lances, pede-se mais ao atleta Dinamarquês.

Análise Tática Chelsea FC

Ao contrário do que foi anunciado pelo grafismo da televisão, o Chelsea apresentou-se num 1-3-4-3 com James e Marcos Alonso responsáveis pela largura e profundidade dos corredores dos Blues. A equipa de Londres nunca foi capaz de sair a jogar pela primeira fase de construção e optou quase sempre por lançamentos longos a procura de Oliver Giroud com Barkley e Mount a procura da 2ª bola. E se na primeira parte esta estratégia ainda resultou por algumas vezes, na segunda os Bávaros corrigiram este aspeto e Giroud já não foi capaz. Face ao resultado, Frank Lampard foi obrigado a alterar o sistema, abdicando do terceiro central, para dar mais músculo e presença num meio campo escasso de soluções com Jorginho e Kovacic.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Willy Caballero (8)

Cesar Azpilicueta (6)

Rudiger (6)

A.Christensen (5)

James (6)

Marcos Alonso (5)

Jorginho (6)

Kovacic (6)

Barkley (6)

Mount (7)

Giroud (7)

SUBS UTILIZADAS:

Abraham (6)

William (6)

Pedro (6)

Análise Tática FC Bayern München 

Os bávaros entraram com o seu sistema mais habitual, num 1-4-2-3-1. Sempre a optarem por uma 1ª fase de construção por Boateng e Alaba procurando Kimmich e Thiago Alcântara para fazerem a ligação meio-campo/ataque. E se algumas fazes o Chelsea ainda conseguiu pressionar com sucesso, a medida que os minutos foram passando, o jogo interior de qualidade de Muller e Gnabry foi se fazendo notar. Coman no jogo exterior deu várias soluções e Robert Lewandowski fez apoios de qualidade mundial, para os seus companheiros aparecerem nas costas da defesa Blue.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÔES

Neuer  (7)

Pavard (7)

Boateng (7)

Alphonse Davies (8)

Thiago Alcantara (7)

Kimmich (7)

Coman (7)

Thomas Muller (8)

Gnabry (9)

Lewandowski (9)

SUBS UTILIZADOS

Coutinho (7)

Tolisso (-)

Goretzka (-)

Foto de Capa: UEFA

Revisto por: Jorge Neves 

Pedrinho: Um jogador de levantar a bancada

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Recentemente, o SL Benfica parece ter garantido a contratação de Pedrinho, extremo pertencente aos quadros do SC Corinthians. O jovem brasileiro, que chegará à Luz apenas no Verão, terá custado às aguias 20 milhões de euros mais a cedência do passe de Yony González (o SL Benfica deverá receber cerca de três milhões pelo seu passe) ao clube paulista. O negócio deverá ser tornado oficial depois do Carnaval.

Pedrinho é um virtuoso criativo brasileiro de apenas 21 anos. O ainda jogador do SC Corinthians joga sobretudo na faixa direita, mas pode perfeitamente ocupar a ala esquerda (até porque o pé esquerdo é o seu pé mais forte) ou até mesmo zonas centrais perto do ponta de lança.

A maior arma do internacional sub23 brasileiro é a sua grande capacidade de desequilíbrio individual e a facilidade que tem no momento do um-para-um.

Virtuosidade é a palavra que melhor descreve o jogador. O toque de bola e a qualidade técnica abundam, sobretudo no seu pé esquerdo. O esférico parece nunca se afastar mais do que uns meros centímetros dos seus pés, tal é a qualidade de receção e progressão com bola.

O seu baixo centro de gravidade (1.72m) permite-lhe atingir grande velocidade com e sem bola. Sendo um extremo que joga habitualmente “de pé trocado”, como se diz na gíria, procura sobretudo o espaço interior, onde é capaz de visar a baliza ou servir os seus colegas.

Pedrinho é uma grande contratação por parte dos encarnados
Fonte: SC Corinthians

Pedrinho não é um extremo com muito golo, mas ainda assim tem uma boa capacidade de finalização e sobretudo de remate de longe.

O jovem brasileiro não é dado a grandes movimentos de desmarcação, preferindo sempre receber a bola no pé. No entanto, acho que este género de preferências ou dinâmicas dependeram sempre do contexto no qual o jogador está inserido.

Ao serviço da seleção olímpica do Brasil, no torneio sul americano de qualificação para os Jogos Olímpicos, Pedrinho teve um excelente desempenho. Para além de demonstrar todas as suas já conhecidas qualidades, deixou ainda muito boas indicações sobre a sua qualidade no momento do passe e a boa adaptação a zonas mais centrais do terreno.

A contribuição defensiva e a compreensão mais tática do jogo, algo comum no jogador brasileiro, são características que não estão muito presentes no jogador. Contudo, a adquirição de experiência e mais uma vez o contexto serão fundamentais para que Pedrinho tenha uma boa adaptação ao futebol europeu.

Pedrinho é uma adição perfeita ao plantel encarnado. Dentro das opções de Bruno Lage, não existe um único jogador com grande capacidade de desequilíbrio individual, sobretudo nas alas. Por vezes, em jogos em que o encaixe tático é evidente, a forma como jogadores como Pedrinho fogem à rigidez tática pode ser o necessário para desbloquear a partida.

Creio que era esta a intenção quando Caio Lucas chegou à Luz, mas o extremo acabou por não ser bem-sucedido e regressou novamente ao Médio Oriente.

Pedrinho é típico jogador brasileiro com traços do futebol de rua. É o jogador que é capaz e fazer levantar as bancadas com a sua capacidade técnica. Obviamente padece dos problemas tipicamente associados ao menos organizado futebol brasileiro (comparativamente ao futebol europeu), mas Pedrinho tem quase tudo o que é necessário para ser bem-sucedido ao mais alto nível no futebol europeu (desde que a sua capacidade de trabalho acompanhe o seu enorme talento).

Uma grande contratação por parte dos responsáveis encarnados e que certamente irá trazer muita qualidade ao nosso campeonato.

Foto de capa: SC Corinthians

Revisto por: Jorge Neves

João Sousa, ainda não foi desta

Não têm sido dias fáceis para João Sousa no circuito masculino de ténis. O melhor português de sempre voltou a perder, esta terça-feira, no ATP 500 do Dubai, contra o tenista sérvio Filip Krajinovic.

O vimaranense teve um bom início de partida, ao conseguir o break no segundo jogo de serviço do sérvio. Conseguida a vantagem de dois jogos, João Sousa geriu o encontro da melhor forma e partiu em vantagem para o segundo set. Este foi de resto o primeiro set conquistado pelo número um nacional em 2020.

No começo do segundo set, João Sousa dispôs de três pontos de break, mas Filip Krajinovic recuperou e levou de vencido o seu jogo de serviço. A servir para fazer o 1-1, João Sousa não teve a mesma sorte do seu adversário e sofreu uma quebra de serviço. Mais à frente, o tenista natural de Guimarães desperdiçou, novamente, a oportunidade de fazer break e permitiu ao tenista sérvio igualar o encontro e levar as todas as decisões para terceiro set.

Filip Krajinovic começou a operar a reviravolta, após vencer o segundo set
Fonte: ATP Tour

No último jogo, João Sousa sofreu duas quebras de serviço consecutivas e, por momentos, deu a indicação de que a derrota estava garantida. No entanto, o tenista de 30 anos fez alguns pontos que lhe deram um pouco de confiança para fazer break e colocar o resultado em 1-3 a favor de Filip Krajinovic. Nos dois jogos de serviço que se seguiram, João Sousa voltou a disputar a partida, mas na hora de concluir as jogadas falhou. Quem não falhou foi o número 33.º do ranking ATP que pouco depois viria a confirmar a vitória com novo break.

Duas horas de encontro e o mesmo desfecho. Esta foi a quinta derrota seguida do tenista português que, ainda assim, realizou a melhor exibição até ao momento. João Sousa regressa aos courts no início de março para o disputar a Taça Davis.

Resultado Final: João Sousa 1-2 Filip Krajinovic (6-4/3-6/3-6)

Foto de Capa: ATP Tour

Revisto por: Jorge Neves

RDT| Problema de adaptação ou de mentalidade?

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Raúl de Tomás. É o nome do homem que nos últimos seis meses conseguiu a proeza de elevar expectativas, desiludir e posteriormente, surpreender a generalidade dos adeptos do futebol. O hispano-dominicano formado no Real Madrid prometia golos e vinha com estatuto de promessa à espera do salto na carreira, mas no SL Benfica não passou de “fogo de vista”. Foi preciso um regresso ao país que o viu nascer para voltar a ser feliz.

Em apenas cinco jogos ao serviço do RCD Espanyol, leva já cinco golos. Na primeira metade da temporada marcou por três vezes em dezassete jogos (!), diga-se. Este paradoxo leva-nos a questionar: o que correu mal na estadia de Raúl em Portugal? A posição em que jogava no sistema de Bruno Lage? Terá sido um problema de adaptação, de confiança ou de mentalidade?

É complicado abordar este tema, sem mencionar outros nomes que fizeram da sua passagem pelo futebol português, um “trampolim” para outras paragens, com sucesso. No caso de RDT foi praticamente o oposto. Ainda que, financeiramente não tenha dado prejuízo ao clube da Luz, a nível desportivo não teve o desempenho esperado. Rodrigo Moreno e Ezequiel Garay (ambos do Valência CF), Javi García (Real Bétis), curiosamente, todos fruto da formação merengue, precisaram de dar um passo atrás, para dar dois à frente.

A veia goleadora de RDT deixa o Espanyol com boas perspetivas para o futuro
Fonte: RCD Espanyol

E agora, com este desempenho recente, leva o adepto comum a questionar: “então, não serve em Portugal, mas já serve para a La Liga, teoricamente mais competitiva e de maior qualidade?”. Ou “não é jogador para um clube que lute por títulos e é apenas um bom jogador para equipas de segundo plano?”. A meu ver, tudo isto se deveu a um conjunto de fatores. Começando pelo sistema tático, passando pela mentalidade, e por fim, um avançado vive de golos, logo a confiança não abunda, e nem todos lidam da mesma forma com a situação.

Primeiro, Raúl de Tomás sempre foi um número nove – capaz de preencher uma frente de ataque sozinho e com grande amplitude. Como se sabe, a maioria das vezes que jogou no Benfica, atuou como segundo avançado. Além disso, desde que chegou a terras lusas e principalmente dentro das quatro linhas, parecia um jogador algo desconectado da equipa. Não sei se devido à infelicidade que foi tendo, ou a algum problema dentro do plantel, mas a verdade, é que sempre pareceu com o “corpo num sítio e a cabeça noutro”.

Até que no mercado de inverno, os periquitos, aflitos, no último lugar da tabela classificativa decidiram avançar com 20,50M por 80% do passe do atleta, mais 1,5M por objetivos atingíveis. Em Barcelona encontrou também um treinador novo no clube (Abelardo), com a principal tarefa de retirar o clube de “zona perigosa” do campeonato. Num sistema de 4-2-3-1 ou 4-4-2, Raúl joga normalmente como ponta de lança móvel, em cunha com o argentino Jonathan Calleri.

Há que referir ainda que o Espanyol, apesar da época pouco conseguida a nível interno, mantém-se na Liga Europa, onde foi goleado pela “armada portuguesa” dos wolves, por quatro bolas a zero. Neste momento, RDT encontra-se lesionado, porém, a média de um golo por partida, antevê-lhe um regresso em pólvora à competição.

Foto de Capa: RCD Espanyol

Revisto por: Jorge Neves

Palhinha tem “V” de volta mas será que fica?

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Foi preciso que João Palhinha apagasse a “Luz” com o golo da vitória histórica do SC Braga sobre o SL Benfica para a actual direcção do Sporting CP apressar-se em carimbar publicamente um “V” de volta no jovem trinco formado pelos Leões.

João Palhinha foi cedido por empréstimo ao SC Braga durante a administração interina de Sousa Cintra por um período de 2 épocas, mediante um negócio que garantia ao clube minhoto o direito a uma percentagem sobre uma eventual venda realizada até 30 de Agosto de 2020 e ainda o direito de preferência sobre qualquer proposta que o jogador viesse a ter no futuro. Chegou na era de Abel Ferreira mas foi com Ricardo Sá Pinto que a Palhinha tornar-se-ia uma peça chave do conjunto bracarense. Entretanto, Rúben Amorim manteve a aposta no “trinco” que brilhou mesmo na conquista da Taça da Liga frente ao FC Porto e, posteriormente, contra o SL Benfica em pleno Estádio da Luz.

Voltando um pouco atrás no tempo, vemos que em Alvalade Palhinha foi um jogador que “comeu o pão que o Diabo amassou”. Nunca foi uma aposta determinante de nenhum dos treinadores com quem se cruzou e, por conseguinte, andou a deambular de empréstimo em empréstimo.  As vozes mais críticas sempre disseram que era um jogador “curto” para uma equipa que quer ser candidata a ganhar títulos…

Todavia é um facto inexorável que o rendimento de Palhinha evoluiu muito, sobretudo, no último no ano. Encontrou treinadores que lhe deram confiança e espaço para se afirmou. Palhinha aproveitou e bem. No entanto, também é certo que a camisola do SC Braga “pesa menos” que a do Sporting CP.

Ainda assim, e enquanto Sportinguista, considerarei sempre um autêntico absurdo a cedência, com a agravante dos moldes em que foi feita, de um jovem jogador formado na nossa Academia a um clube cujo presidente é um verdadeiro destilador de um ódio rancoroso e pérfido sempre que se lembra de falar do clube leonino… em “bicos de pés”, claro. Aliás o mesmo dirigente teve a ousadia de dizer em público que “não foi o que mais desejávamos, mas foi o melhor entendimento possível entre as partes”, sugerindo assim a ideia de que recebia o jogador quase por favor ao Sporting CP. Num clube com uma estrutura de futebol séria e competente, este tipo de negócios com este tipo de “fregueses” seria sempre inviável. Na verdade, entre as três partes envolvidas no negócio – o próprio Palhinha, Sporting CP e SC Braga, o clube minhoto foi quem mais saiu beneficiado.

Palhinha está ligado contratualmente aos Leões até 2023
Fonte: SC Braga

É que, para os mais esquecidos se relembrarem, João Palhinha foi, salvo erro, o único jogador da formação que não rescindiu na sequência do episódio de Alcochete. E muito foi de certeza pressionado a fazê-lo com a contrapartida de poder vir integrar bons clubes no estrangeiro.

Mas a “recompensa” pela sua lealdade para com o Sporting CP e a sua massa associativa foi uma guia de marcha para o Minho, no início da época de 2018/2019 quando tinha apenas a concorrência de Rodrigo Battaglia para o seu lugar no meio-campo. Entretanto Palhinha vai brilhando no Minho, enquanto em Alvalade deparamo-nos com milhões de euros investidos em jogadores que ocupam a sua posição e que ainda não conseguiram “convencer” os adeptos leoninos.

Não quero com isto dizer que Palhinha é a “next big thing” de Alvalade ou um jogador de outra galáxia. Tem revelado, sim, ser um óptimo médio defensivo que não compromete a equipa, para além de apresentar excelentes atributos técnicos e físicos. Sem qualquer tipo de rodeios, diga-se que é um jogador que facilmente assumiria a titularidade no actual plantel do Sporting CP.

A grande questão é a de saber qual a motivação que Palhinha tem em voltar a Alvalade e de integrar a equipa, tem em consideração o já conhecido interesse de vários clubes europeus em adquirir o jogador. A solução alternativa à da reintegração do jogador no plantel seria precisamente a sua venda, mas no contexto da actual gestão do Sporting CP arriscar-se-ia a sair a preço de saldo…

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

Quem marca primeiro está mais longe da derrota? Os três grandes respondem

Foi no outro dia, em conversa com amigos enquanto assistíamos a mais um jogo de futebol, que me ocorreu escrever este artigo. Ou melhor, foi na sequência da interpelação do pai de um amigo meu que, ao ver a equipa marcar o primeiro golo, perguntou “Gostava de saber quantas vezes é que nós não ganhámos quando fomos os primeiros a marcar?”.

Estava lançado o repto, pelo que me propus analisar os jogos dos três grandes nas últimas cinco épocas e perceber quantas vezes não ganharam tendo sido a primeira equipa a marcar. Decidi “estreitar” a análise apenas aos jogos do campeonato, por ser uma competição de regularidade em que todos se defrontam entre si e fazem o mesmo número de jogos. Aqui está a informação compilada, por época:

2018/19
Marcou primeiro V E D
SL Benfica* 24 jogos 21 2 1
FC Porto 24 jogos 21 1 2
Sporting CP 22 jogos 19 2 1

(*Campeão Nacional)

2017/18
Marcou primeiro V E D
SL Benfica 24 21 1 2
FC Porto* 27 26 1
Sporting CP 25 22 3

 

2016/17
Marcou primeiro V E D
SL Benfica* 26 25 1
FC Porto 22 18 3 1
Sporting CP 22 17 3 2

 

2015/16
Marcou primeiro V E D
SL Benfica* 26 25 1
FC Porto 19 17 2
Sporting CP 26 25 1

 

2014/15
Marcou primeiro V E D
SL Benfica* 26 23 1 2
FC Porto 29 25 4
Sporting CP 24 20 4

 

TOTAL
Marcou primeiro V E D
SL Benfica 126 115 5 6
91,3% 4,0% 4,7%
FC Porto 121 107 11 3
88,4% 9,1% 2,5%
Sporting CP 119 103 13 3
86,6% 10,9% 2,5%

 

A primeira conclusão que se retira desta análise é que quando as equipas marcam primeiro, raramente perdem o jogo. No caso do SL Benfica, nos últimos cinco anos, sempre que os encarnados se adiantaram primeiro no marcador, apenas perderam 4,7% dos jogos. Já o FC Porto e o Sporting CP têm um registo ainda melhor, uma vez que só perderam 2,5% dos jogos nessa condição. Este é um dado curioso, uma vez que nestes cinco anos em análise, o SL Benfica foi campeão quatro vezes.

Num pólo oposto, quando a equipa marcou primeiro, o SL Benfica venceu 91,3% dos jogos, o FC Porto 88,4% e o Sporting CP 86,6%. Relativamente a não conhecer o sabor da derrota ao marcar primeiro, o SL Benfica não perdeu em 95,3% dos jogos em que marcou primeiro, enquanto o FC Porto e o Sporting CP não perderam em 97,5% dos jogos em que marcaram primeiro.

Em suma, se uma equipa marca primeiro, está sempre muito mais perto de não perder o jogo, por um lado, e está também mais perto de o vencer, por outro. Os números não enganam. A título de curiosidade, fiz a mesma análise à época atual, mas apenas aos jogos da primeira volta (17), uma vez que a segunda volta ainda não está completa. Aqui está, como bónus, os valores respeitantes à época atual:

2019/20 (1ª volta)
Marcou primeiro V E D
SL Benfica 13 13
FC Porto 12 12
Sporting CP 10 9 1

 

Nos 17 jogos da primeira volta, tanto SL Benfica como FC Porto tem 100% de vitórias nos jogos em que marcaram primeiro. Já o Sporting CP, apenas marcou primeiro em 10 desses 17 jogos, dos quais venceu nove e foi derrotado uma vez.

Foto de Capa: Liga Portugal

Revisto por: Jorge Neves