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Kosovo 0-4 Inglaterra: Velocidade + Sentido de oportunidade = Goleada

As contas do grupo já estavam resolvidas, mas nem por isso o jogo entre Kosovo e Inglaterra deixou de ser interessante. Com um ambiente empolgante nas bancadas, a formação do Kosovo bem tentou contrariar o rumo dos acontecimentos, mas seria mesmo a seleção inglesa – com várias mexidas no “onze”- a conquistar os três pontos, com um resultado bem melhor que a exibição.

Entrou melhor a seleção do Kosovo, com o primeiro remate a surgir logo aos 20 segundos e com a primeira grande oportunidade a ser criada através de um cabeceamento de Nuhiu, após uma boa jogada da sua equipa.

Do outro lado, foi preciso esperar pelo fecho do primeiro um quarto de hora para surgir a primeira aparição dos ingleses junto da área contrária. Após passe de Kane, Sterling – dentro da área – testou as luvas de Muric.

Rashica e Kololli tentaram, de longe, assustar a baliza defendida por Nick Pope, mas seria do outro lado que a bola acabaria por entrar, já com meia hora de jogo decorrida. Depois de Hudson-Odoi ter tentado a sua sorte num lance individual, foi a vez de Winks aparecer com enorme facilidade na cara do guarda-redes adversário – perante um setor defensivo completamente surpreendido – e inaugurar, assim, o marcador.

Festejos de Winks após inaugurar o marcador
Fonte: Federação Inglesa

O início do segundo tempo foi uma fotocópia do primeiro, com a seleção orientada pelo suíço Bernard Challandes a chegar à baliza adversária com perigo por duas ocasiões, primeiro num remate de Berisha e depois num cabeceamento de Rrahmani. Persistia o mesmo problema: iniciativa, boas ideias de jogo, mas…má execução no último terço.

A formação de Gareth Southgate só conseguiu levar perigo à área contrária após a entrada do desequilibrador Rashford, com Harry Kane a rematar ao poste. E foi aí que a tendência do jogo sofreu alterações. Ao sentido de oportunidade aliou-se a velocidade dos seus intervenientes e a Inglaterra não tardou em chegar ao segundo, por intermédio de…Kane.

Na reta final do encontro, sucederam-se mais lances de perigo para os ingleses e os recém-entrados Rashford e Mount trataram de sentenciar o resultado no 0x4 final. A Inglaterra fecha, assim, a fase de grupos com 21 pontos em 24 possíveis, ao passo que o Kosovo afirmou-se como uma das sensações da prova ao terminar no 3º posto, com 11, garantindo um lugar no play-off de acesso ao Euro2020.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Kosovo: Muric, Kololli, Aliti, Brahmani, Vojdova, Berisha (Halimi, 65’), Drecevic, Celina, Rashica, Hadergjonaj (Zhegrova, 73’) e Nuhiu (Rashani, 82’).

Inglaterra: Pope, Chilwell, Mings, Maguire, Alexander-Arnold (Tomori, 84’), Rice, Winks, Sterling, Oxlade-Chamberlain (Mount, 73’), Hudson-Odoi (Rashford, 59’) e Harry Kane.

Pensamentos do Futebol Português

Não há dúvidas que o futebol português tem as suas qualidades e virtudes no âmbito do panorama futebolístico. Por cá já passaram grandes jogadores e treinadores que exportámos para esse mundo fora e que deram cartas por onde passaram. Somos atualmente o sexto país no ranking UEFA, logo a seguir aos big five, o que só pode ser motivo de satisfação.

Contudo, temos visto recentemente o nosso principal campeonato ser ‘’atacado’’ um pouco por toda a gente, devido à fraca qualidade dos nossos jogos. E é neste ponto que este texto se foca. As fracas prestações europeias da maioria dos clubes tem sido o principal combustível deste tema, mas há que refletir verdadeiramente sobre o que se passa por cá. O nível de competitividade do campeonato português não é visto como o ideal para encarar os jogos europeus, mas a verdade é que recentemente tivemos equipas nos quartos da Champions e da Liga Europa.

Vítor Oliveira afirmou, não há muitos dias, que o nosso campeonato «é competitivo mas nivelado por baixo». E não poderia estar mais de acordo. Ainda que existam vários fatores que contribuam para a fraca qualidade das partidas, gostaria de focar nalguns que assisto frequentemente e que estão diretamente ligados a situações de jogo, fazendo já parte do cardápio dos jogos de futebol em Portugal: paragens de jogo deliberadas, faltas marcadas excessivamente, punições exageradas.

Parece que cada vez se assiste mais, um pouco por todo o lado, ao fenómeno das paragens de jogo deliberadas. Se determinada equipa encontra um resultado que lhe agrada, a tendência é para abrandar o ritmo de jogo, conduzindo-o na direção dos seus intentos. O pior é que os recursos utilizados para esse efeito não são os mais agradáveis e chegam a irritar qualquer verdadeiro adepto de futebol. Hoje em dia, não é muito difícil apanhar uma partida em que se vejam, amiúde, jogadores caídos no chão a gesticular – muitas vezes, jogadores da mesma equipa. E a Primeira Liga não é alheia a este fenómeno, que se estende às restantes divisões.

O facto de ser complicado encontrar uma resolução concreta para este problema – o tempo de descontos apenas atenua a quebra de ritmo forçada anteriormente – leva algumas equipas, por vezes, a abusar destas situações. Por isso e como não me revejo na tática do anti-jogo, penso que, em situações recorrentes, uma equipa não deve enviar a bola para fora, a não ser que o árbitro interrompa. E mesmo este deve deixar seguir o jogo até que uma jogada termine de forma natural. Claro que pode ser difícil avaliar se a paragem é intencional ou não, mas quando existir essa dúvida, o jogo deve seguir o seu rumo.

A paragem do tempo de jogo – sempre que a bola estivesse fora ou quando a partida fosse interrompida – começa até a parecer-me mais justo… No entanto, começam a ser visíveis modificações para controlar as perdas de tempo, como a regra de um jogador ter de sair pela linha mais próxima, o que me parece ajustado.

As constantes interrupções são uma realidade do futebol nacional
Fonte: FC Paços de Ferreira

Obviamente que os árbitros tentam sempre defender-se. Ainda para mais no nosso país, onde o clima de suspeição está sempre presente e muitos árbitros acabam por se sentir pressionados, resultante da nossa questão cultural. Depois o que se vê são arbitragens demasiado defensivas que resultam em partidas constantemente interrompidas. E isso quase nunca favorece o espetáculo. Admito que, em certas ocasiões, chega a ser incómodo ver um jogo dos nossos campeonatos. Nas competições europeias nota-se bem a diferença, onde se ouve muito menos o apito do que aqui. Os jogos são muito mais fluídos – aliás, não devem existir muitos lugares onde se ouça tanto o apito como em Portugal.

Sobre este aspeto, considero Artur Soares Dias um dos melhores a gerir os jogos cá do burgo, sendo para mim, aquele que tem mais categoria e competência. Aquilo que transparece é que a maioria dos juízes, por norma, assinalam falta ao mínimo contacto e os jogadores, percebendo isso, sabem que basta caírem para serem beneficiados. Hoje, existe o auxílio do VAR para determinadas situações e sobre este mecanismo, penso até que os tempos de espera para se tomar decisões têm vindo a diminuir, de um modo geral, o que é sempre um sinal positivo.

Contudo, a arte do apito continua a ser uma marca registada do campeonato português e assim é muito difícil a Primeira Liga tornar-se interessante. Seja pela prática do anti-jogo ou pelas faltas marcadas em número excessivo, tudo isto se torna bastante aborrecido para os adeptos e contribui para o vergonhoso tempo útil de jogo que temos. Não pode ser muito normal que uma partida termine com perto ou mais de 40 faltas sancionadas e essa realidade não é assim tão incomum por aqui. Na última ronda, por exemplo, o FC Paços de Ferreira x CD Tondela terminou com 48 faltas, estabelecendo um novo máximo esta época. Curiosamente, o top de jogos com mais faltas tem sido preenchido com encontros das últimas jornadas.

Com certeza que as faltas fazem parte do encontro e existem para ser assinaladas, mas é preciso que os árbitros deixem jogar com maior regularidade e adotem um critério mais largo, sob pena de muitos jogos continuarem a ser enfadonhos e disputados num ritmo não muito alto, devido à excessiva intervenção do apito. E assim, é natural que lá fora o nosso futebol não seja muito apelativo, pois os atributos aqui descritos (apenas uma parte da questão) acabam por afetar a imagem do produto e qualquer intenção de internacionalização.

Foto de capa: FC Famalicão

artigo revisto por: Ana Ferreira

GP Valência: Márquez vence no adeus de Jorge Lorenzo

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O grande prémio de Valência fica marcado, não pela vitória de Marc Márquez e o título da Honda, mas sim pelo adeus do espanhol Jorge Lorenzo.

O piloto da Honda despediu-se hoje do mundial de motociclismo, depois de uma época para esquecer. E aqui, tal como disse Lorenzo, se não lutas pela vitória é difícil manter a motivação. O espanhol sai pela porta grande e com o bolso cheio de títulos. Foi um prazer ver-te correr, Lorenzo. O mundial fica mais pobre.

Mas voltemos à corrida. Jack Miller arrancou a primeira posição assim que as luzes se apagaram, mas foi ultrapassado por Fabio Quartararo, enquanto Rins, Dovizioso e Márquez fechavam o top 5.

Quartararo estava determinado a vencer a sua primeira corrida na categoria rainha e quando Márquez chegou a segundo, já Quartararo estava isolado na frente com sete décimas de vantagem, mas o francês acabou por perder terreno para Márquez, que estava empenhado em vencer a derradeira prova do campeonato.

Márquez fechou a temporada com chave de ouro
Fonte: MotoGP

A 21 voltas do final, Márquez mostrava-se paciente mas com o alvo definido: o francês Fabio Quartararo, que acabou por ultrapassar na curva 11. Depois desta manobra apertada, Márquez meteu gás na sua Honda e tentou isolar-se na liderança da prova. A 15 voltas do final, já o espanhol tinha sete décimas de vantagem sobre Quartararo e não parecia abrandar o ritmo.

Jorge Lorenzo continuava nos lugares habituais desta temporada: em 14.º.

A quatro voltas do final, Márquez continuava imparável na frente e já tinha mais de um segundo de vantagem sobre os rivais que mais uma vez pareciam não ter armas para lutar contra o espanhol da Honda que queria terminar a temporada com chave de ouro.

Com o campeonato definido, a corrida no Circuito Ricardo Tormo estava demasiado morna e aborrecida… Há meses que não víamos uma prova tão pouco emocionante.

Depois da ultrapassagem de Márquez a Quartararo, o vencedor e o pódio acabaram por ficar definidos e sem grandes surpresas até ao final. Miller fechou o pódio, com Márquez na primeira posição seguido de Quartararo.

A última corrida merecia mais emoção, mas acaba por ser um clássico de fim de temporada. A Honda acabou por conquistar o mundial de equipas, fazendo assim o triplete esta época.

Jorge Lorenzo despediu-se hoje do asfalto e do mundial de motociclismo
Fonte: MotoGP

Já Jorge Lorenzo despediu-se do mundial de motociclismo no décimo terceiro lugar. No entanto, sai pela porta grande e com o respeito de todos os colegas e de todos os apaixonados por este desporto.

Wilson Manafá, o homem de confiança de Sérgio Conceição!

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Wilson Manafá chegou ao FC Porto proveniente do Portimonense SC, na época transata, a troco de três milhões de euros por 60% do passe. Manafá fez a sua formação no Oliveira do Bairro SC e no Sporting CP onde chegou a ser utilizado na equipa B dos leões. Passou depois pelo SC Beira-Mar, Anadia FC e Varzim SC. É um extremo de raiz onde fez toda a sua formação sendo mais tarde adaptado a defesa lateral.

Sérgio Conceição tem, em Wilson Manafá, um dos seus homens de confiança devido à sua polivalência mas, principalmente, pelo seu total compromisso com a equipa. Pode nem sempre ter exibições muito conseguidas mas deixa sempre tudo em campo e, essa é uma característica que o técnico portista premeia particularmente.

Manafá é rapidíssimo, possui um grande poder de aceleração e resistência e é muito competitivo. Sendo destro, joga com a mesma qualidade na esquerdo e até, por estranho que pareça, tem conseguido melhor rendimento como defesa esquerdo do que como defesa direito. A sua polivalência permite também jogar a extremo, posição essa em que também já foi utilizado pelo técnico portista. Esteve presente em todas as convocatórias desta época o que demonstra a importância que aos poucos foi ganhando no plantel azul e branco. É o tipo de jogador que qualquer treinador gosta de ter porque, mesmo partindo do banco, dá uma segurança imensa ao treinador porque faz quatro posições com bastante qualidade.

Manafá tem realizado uma excelente época
Fonte: FC Porto

É a alternativa a Alex Telles na esquerda e quando o internacional brasileiro atravessou um momento de menos fulgor físico, Manafá disse presente e rubricou excelentes exibições. Na direita ganhou claramente a corrida a Saravia, sendo neste momento a principal opção para o lado direito da defesa portista. Com 25 anos é um valor seguro do plantel portista e prevejo que continue de dragão ao peito por muitos e bons anos.

Analisando o custo/rendimento podemos dizer que Wilson Manafá foi uma boa contratação e um claro indicador que o mercado interno deve ser uma das preferências da política de contratações dos azuis e brancos. Danilo, Marega e Soares são outros três bons exemplos de contratações feitas no mercado interno.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

«Alguns jogadores do Benfica de 2005 tinham lugar nesta equipa» – Entrevista BnR com Álvaro Magalhães (parte 2)

– Carreira como treinador –

BnR: Ser treinador era uma coisa que sempre esteve nos teus planos?

AM: Sim.

BnR: Como surgiu o primeiro convite para treinares uma equipa?

AM: O primeiro convite foi no Lourosa. Depois de acabar a minha carreira como jogador fui a Inglaterra. Estive no Tottenham e noutros clubes, a ver condições de trabalho, a maneira de eles treinarem, a mentalidade era diferente e há sempre coisas para aprender. Quando vim desse estágio, o Neves de Sousa entrevistou-me e foi aí que eu disse que queria ser treinador de futebol. As coisas andaram e depois apareceu a oportunidade do Lourosa. O António Teixeira, tinha sido meu diretor no Leixões, e telefonou-me a dizer que o Lourosa estava interessado nos meus serviços a sete jornadas do fim porque estavam sem treinador. Como faltavam sete jogos, o Lourosa ainda podia chegar ao segundo lugar e subir de divisão.

BnR: E como corre essa primeira experiência?

AM: Sete jogos, sete vitórias. Começo a minha carreira de treinador contra o União de Lamas, que acabou por subir de divisão nesse ano. Nesse jogo, a senhora da rouparia dizia-me “Se você ganhar ao Lamas, é o herói aqui de Lourosa”, porque eles têm uma grande rivalidade. Ganhámos 4-1, foi um início de carreira fantástica e eu agradeço ao Teixeira por me ter telefonado às duas da manhã a fazer o convite.

BnR: Conquistaste a 2ª Divisão em 1998/99 com o Gil Vicente. Qual foi a receita do sucesso dessa época?

AM: Começo sempre pelo Presidente, que deu as melhores condições a todos os profissionais. Sem uma estrutura em que não falta nada aos jogadores e aos treinadores, não há sucesso. Depois foi a escolha dos jogadores. Eu tinha já a experiência daqueles dois anos e meio no Lourosa e depois no Santa Clara, que me permitiram construir uma equipa fortíssima. Contruí uma equipa nesse ano com jogadores já com muita experiência.

BnR: Quem eram os jogadores?

AM: O Dinis, o Wilson, o Rui Ferreira, que esteve na formação do Benfica.

BnR: Qual era o objetivo no início de época?

AM: O Gil Vicente não era uma equipa para subir, era para fazer um bom campeonato mas quando se trabalha bem, a metodologia de treino é boa, há condições de trabalho, há um presidente que não falta com nada, os ordenados em dia… Construí ali um grupo de jogadores de grande qualidade individual e coletiva. O coletivo funcionava em pleno porque os jogadores vinham de baixo e queriam, de facto, ganhar. Nós fomos campeões contra um orçamento do Belenenses de loucos, sei lá, um milhão ou dois milhões.

BnR: No ano seguinte a equipa disputa a 1ª Divisão e consegue um honroso quinto lugar, a melhor classificação de sempre do clube. Quem eram os craques desse plantel?

AM: Eram grandes jogadores. O Petit, fui buscá-lo ao Esposende que ele andava perdido. Aliás, ele foi dispensado pelo Boavista, ninguém o queria e depois no ano seguinte foram buscá-lo e a seguir é que foi para o Benfica. Aliás, o Benfica podia ter aproveitado nesse ano e tê-lo contratado, se calhar pagavam menos do que pagaram ao Boavista. Havia uma cláusula de valor baixo e o Vale e Azevedo não quis. Mais jogadores, o Matias, Auri, Bessa, Fangueiro, Ricardo Nascimento, que fez a melhor época de sempre comigo, Guga…

BnR: Que jogou no Vitória de Guimarães?

AM: Exato, mas que era para ter vindo para o Benfica. O Guga estava com o empresário no Hotel Altis e o Vieira, que na altura era diretor de futebol, passou por ele e não o cumprimentou. Estava lá o Pimenta Machado, que me tinha ligado a ver se podia falar com o Guga e convencê-lo a ir para o Vitória, mas eu disse-lhe que não podia intervir na decisão do jogador. O Guga, como o Vieira passou e se calhar não o viu, não cumprimentou, subiu as escadas, foi reunir com o Pimenta Machado e fechou o acordo. Lembrei-me de mais dois dessa equipa, o Tavares, que era um ponta-de-lança fantástico, e o Carlitos, que acaba por vir para o Benfica também.

BnR: Andando um bocadinho para a frente, também treinaste a Naval e deixaste a tua marca.

AM: Sim, eliminamos o Sporting na Taça e só caímos nas meias-finais contra o Porto. Era o Sporting com o Ronaldo, Barbosa, Jardel…

Álvaro Magalhães conquistou a Taça de Portugal em 2004 com José Antonio Camacho
Fonte: Álvaro Magalhães

BnR: Foste treinador-adjunto do Benfica nas épocas 2003/2004 e 2004/2005, muito importantes na história do clube porque puseram fim à seca de títulos. Como era o José Antonio Camacho?

AM: Era extraordinário. O treinador, quando tem uma pessoa nova, procura sempre conhecê-la. Deu-se bem comigo mas sempre com alguma reserva, muitas vezes ia ele e o Pepe conversar só os dois e eu não me metia. O Pepe Carcelén, grande homem de quem gosto muito, veio ter comigo e disse-me que o Camacho me estava a estudar. Depois quando me conheceu não me largava, sempre que tinha dúvidas vinha ter comigo. Aliás, o Pepe dizia sempre “Fala com o Álvaro, ele conhece o futebol português e os jogadores melhor do que nós”. Sempre me deu confiança e a prova provada é que penso que fui o único que foi a casa dele, um jantar com o Pepe Carcelén e a sua família, mais uns amigos, é sinal de confiança.

Luxemburgo 0-2 Portugal: “Serviços mínimos” carimbam passaporte

Está feito: a seleção nacional carimbou o apuramento para o Campeonato da Europa de 2020! Portugal precisava de vencer o Luxemburgo para depender só de si nas contas da qualificação, e assim fez.

Em relação ao onze que fez alinhar na quinta-feira, frente à Lituânia, Fernando Santos mudou três “peças”: Raphael Guerreiro alinhou no lugar de Mário Rui, na esquerda da defesa; no meio-campo, Danilo foi o homem mais recuado, substituindo Rúben Neves; na frente de ataque, André Silva ocupou as funções que haviam sido do colega de equipa, Gonçalo Paciência.

Assim que o espanhol Gil Manzano apitou para o início do encontro, logo se verificou que as condições do terreno de jogo prejudicavam mais os jogadores lusos, que apostavam na circulação de bola rente à relva, do que os luxemburgueses, que preferiam ficar na retaguarda e tentar surpreender com ataques rápidos. Perante isto, Portugal não conseguia ligar jogo entre os diferentes setores e, em contrapartida, o Luxemburgo criava sempre calafrios à nossa defesa quando passava da linha de meio-campo.

Aos 25 minutos, surgiu a primeira grande oportunidade do encontro, para o lado dos luxemburgueses; na sequência de um canto, Gerson Rodrigues (que nasceu em Portugal) cabeceou a bola, tendo esta passado rente à trave. A vida estava difícil para os pupilos de Fernando Santos e só aos 38 minutos conseguiram chegar com perigo à baliza adversária. No entanto, quando o fizeram, não perdoaram. Bernardo Silva descobriu Bruno Fernandes com um passe de génio e o médio do Sporting fez aquilo que tantas vezes já mostrou saber: marcar golo. Uma jogada de classe no meio de uma exibição com fraca nota artística da parte dos jogadores portugueses.

Até ao intervalo, nada de relevante aconteceu, apenas é de registar que os jogadores do Luxemburgo pareceram ter sentido o golo que sofreram e mostravam ainda que estavam a pagar o esforço dos primeiros 35 minutos, dada a quebra no ritmo que impunham. O Euro 2020 estava a 45 minutos de distância!

Bruno Fernandes a festejar o golo que colocava Portugal em vantagem
Fonte: UEFA

O reatar da partida não trouxe grandes novidades, permanecendo o atrevimento dos homens do Luxemburgo e a apatia dos jogadores de Portugal. Gerson Rodrigues estava a revelar-se um verdadeiro “quebra-cabeças” para a defesa lusa, ao passo que as “estrelas” nacionais não conseguiam exibir o seu brilho. A partida caiu num ritmo monótono e até desinteressante, sem momentos de relevância. Não havia qualquer momento perigoso a envolver as balizas, mas a liberdade que os portugueses concediam aos adversários deixava o selecionador nacional apreensivo.

Ao minuto 79, finalmente um remate perigoso: Cristiano Ronaldo, na sequência de um livre já dentro da meia-lua da área luxemburguesa, rematou forte, mas não colocou a direção certa na bola e esta passou perto, mas ao lado do alvo. Apesar deste momento ofensivo da seleção nacional, a pressão no lado defensivo baixou consideravelmente e deixava preocupados os adeptos lusos.

Para aliviar essa preocupação, apareceu o “goleador-mor” da “equipa das quinas”. Após o ensaio, minutos antes, Cristiano Ronaldo só teve que tocar com o bico da bota no esférico, mesmo em cima da linha de golo, para ampliar a vantagem portuguesa. Mais um bom passe de Bernardo Silva encontrou Diogo Jota ao segundo poste, que fez a bola passar por Anthony Moris e viu “CR7” tirar-lhe o golo mesmo na última hipótese. O importante é que a vantagem nacional foi ampliada e os minutos finais foram bastante mais calmos para todos nós.

A seleção nacional tem passaporte tirado para viajar pela Europa no próximo verão, uma vez que o Europeu se realizará em 16 países diferentes. A nós, resta-nos apoiar e ajudar os nossos jogadores a elevar cada vez mais o nome de Portugal!

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Luxemburgo – Anthony Moris; Laurent Jans; Maxime Chanot; Lars Gerson; Dirk Carlson; Vincent Thill (Aurelien Joachim, 81’); Leandro Martins (Danel Sinani, 74’); Aldin Skenderovic; Dave Turpel (Olivier Thill, 59’); Gerson Rodrigues; Maurice Deville.

Portugal – Rui Patrício; Ricardo Pereira; José Fonte; Rúben Dias; Raphael Guerreiro; Danilo Pereira; Pizzi (João Moutinho, 62’); Bruno Fernandes (Rúben Neves, 90’); Bernardo Silva; Cristiano Ronaldo; André Silva (Diogo Jota, 71’).

Serie A | A desilusão vem do Sul

Quando falamos do SSC Nápoles há um nome incontornável que, por tudo aquilo que representa para o clube, lhe é indissociável. Esse nome é Diego Armando Maradona. Afinal foi com ele que, na década de 1980, a equipa italiana conseguiu vencer os seus dois únicos campeonatos nacionais e o seu único título europeu, a chamada Taça UEFA, atual Liga Europa.

O clube do sul de Itália tem já 93 anos de história e apenas arrecadou 12 taças para o seu museu. O seu ADN nunca foi o de equipa vencedora, mas nos últimos anos tem vindo a conseguir boas performances, principalmente no que diz respeito às provas internas.

No entanto, este ano a situação parece um pouco diferente, uma vez que a equipa não está a ter os resultados esperados, encontrando-se já no sétimo lugar do campeonato, com o risco de ver fugir o acesso à Europa pelo qual há sempre uma grande disputa, particularmente em Itália onde existem sete ou oito equipas muito competitivas.

A nível europeu a posição é um pouco mais confortável. Contando com oito pontos nos primeiros quatro jogos, a equipa de Carlo Ancelotti depende de si própria para avançar para os oitavos de final da Liga dos Campeões, faltando apenas uma vitória para deixar para trás a equipa do RB Salzburg, que se encontra no terceiro lugar do grupo. Quase apurado está o Liverpool FC, atual detentor da competição.

O comando técnico da equipa foi assumido pelo treinador italiano em maio do ano passado, pelo que esta é a sua segunda época na liderança da turma Azzurri. Carlo Ancelotti encontra desta vez um desafio diferente, que parece não estar a correr da forma que pretendia. A equipa ainda não conseguiu impor o seu futebol, o que faz com que só no campeonato levem já quatro empates e três derrotas em apenas 12 jogos realizados.

Regularmente distribuída num 4-4-2 clássico e caracterizada por ter uma coesão defensiva acima da média, a equipa mostra ser um conjunto recheado de bons jogadores, razão pela qual há uma grande rotação de jogo para jogo. Ainda assim é de destacar que o plantel é formado com base em alguns pilares fundamentais que estão quase sempre presentes no 11 inicial. É o caso de Di Lorenzo, Koulibaly, Zielinski, Fabián Ruiz e das três setas da frente de ataque, Lorenzo Insigne, Dries Mertens e José Callejón.

A equipa do Nápoles não ganha já há cinco jogos, tendo a última vitória sido contra o Salzburg a 23 de outubro, a contar para a Liga dos Campeões
Fonte: SSC Napoli

Falando um pouco da época em si, a equipa napolitana teve um arranque bastante positivo, arrecadando nos primeiros seis jogos 12 dos 19 pontos que tem atualmente. Verdade seja dita, a realidade podia ser um pouco diferente.

Se recuarmos até à segunda jornada do campeonato, com certeza nos iremos lembrar daquele autogolo de Koulibaly aos 92 minutos frente à Juventus FC que, nesse jogo, havia permitido uma recuperação de três golos à equipa visitante em apenas 15 minutos. Efetivamente, isto representaria apenas mais um ponto na tabela classificativa, mas é certo que, arrecadando esse empate, o nível anímico da equipa seria muito mais elevado, podendo, ou não, fazer com que os jogos seguintes fossem diferentes.

Até aí tudo bem. Mas os alarmes começam a soar quando se constata que nos últimos cinco jogos para todas as competições apenas amealharam quatro pontos. A contar para o campeonato, a última vitória foi no Estádio San Paolo, quando derrotou o Hellas Verona FC por 2-0 e se encontrava no quarto lugar da competição. A partir daí foi sempre a descer, contando agora com três empates e uma derrota.

Talvez a isso se deva o momento de intranquilidade que o clube agora atravessa. A direção, a equipa técnica e os jogadores parecem ter aberto uma pequena guerra, depois do dirigente máximo do clube ter pedido que estes ficassem concentrados no centro de estágio “Castel Volturano” até ao jogo seguinte, que seria com o Génova. Acontece que os jogadores decidiram desrespeitar as ordens do presidente, e seguiram diretamente para casa nas suas viaturas particulares. Por sua vez, o treinador não compareceu na conferência de imprensa depois da partida frente aos austríacos do Salzburg. A direção já disse que iam ser tomadas medidas e a saída de Ancelloti do clube é também uma possibilidade.

Apesar de toda esta instabilidade creio que todos temos a convicção de que a equipa não se vergará. Meios não faltam, e tempo para remediar a situação também não. A caminhada é longa e há ainda 26 novas oportunidades para chegarem ao patamar que pretendem. O primeiro e o segundo lugar são já difíceis, uma vez que parecem estar confinados às turmas de Murizio Sarri e Antonio Conte, que prometem uma disputa acesa pelo título até ao fim. Sobram ainda dois lugares de acesso à Liga dos Campeões, e esse será o grande objetivo traçado para o final da época.

No que diz respeito à Europa, a meta de alcançar os oitavos de final da grande competição mundial de clubes parece estar muito perto de ser alcançada. Resta-nos agora esperar, ver até onde conseguem chegar, e que alegrias conseguem dar aos seus adeptos que são conhecidos pela sua imensa paixão e fanatismo.

Foto de Capa: SSC Napoli

artigo revisto por: Ana Ferreira

Jogos da Minha Vida | FC Internazionale Milano 4-3 SL Benfica

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E se o remate de Nuno Gomes ao poste entrasse?

É uma das grandes questões do universo benfiquista desde aquele 25 de Março de 2004. Às 20h locais, entravam num Giuseppe Meazza a meio gás as equipas do FC Internazionale de Milão e o SL Benfica de José António Camacho, em recuperação nacional e europeia. Uma semana antes, na Luz, Toldo fez o que pode para segurar o 0-0 o que obrigava os encarnados a marcar em Itália.

Para quem começou a acompanhar o fenómeno futebolístico nos adventos do novo milénio, a eliminatória contra os italianos significou a primeira impressão do Benfica europeu das histórias de pais e avôs, onde o Benfica ombreava naturalmente contra outros gigantes do continente. Depois de duas épocas de falta às provas da UEFA, 2003-04 foi um ano interessante e com jogos épicos, onde se inclui a exibição monumental de Moreira em Trondheim.

Moreira; Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Armando Sá; Petit e Tiago; João Pereira, Zahovic e Simão; Nuno Gomes.

Foram estes os homens que Camacho escolheu para carimbar a passagem aos quartos de final, no seu 4-2-3-1 predilecto. O Benfica entra muito bem no jogo e á passagem da meia-hora, Armando Sá controla pela esquerda e entra no meio-campo contrário; Vai em progressão até ao último terço e descobre Nuno Gomes sozinho no centro do terreno: recebe, um, dois toques e remata rasteiro fora-da-área. Toldo lança-se mas bola vai direitinha ao poste e entra junto ao outro. PALO, GOL… CLAMOROSO – diz resignadamente o comentador italiano nos highlights mais genuínos que encontramos no Youtube.

O lance a seguir é o um dos maiores SEs da história europeia do Benfica: novamente Armando Sá pela ala esquerda, túnel a Buruk, compasso de espera na linha de fundo enquanto o Nuno se ajeita na zona de penalty – a bola entra lá – e poste, desta vez a caprichar-se para fora. Seria o 0-2 e a missão do Inter ficaria dificílima, que aproveitou o velho ditado do “quem não marca sofre” para igualar o resultado após jogada genial de Karagounis e dum mortal à retaguarda de Obafemi Martins. O intervalo chegava com um sabor demasiado amargo e o Benfica tinha todo o direito em confrontar a justiça divina.

Os seis mil adeptos benfiquistas que viajaram até Itália tinham acabado de ver um verdadeiro recital da turma encarnada, frente a um Inter bem abaixo do que poderia fazer, já que não teve ninguém que pautasse o jogo da equipa e entregasse um toque de classe nas definições ofensivas. Zaccheroni, que tinha começado com três defesas, já nesta altura tinha mudado para a linha de quatro atrás, descendo Zanetti para a lateral ao lado de Adani, Gamarra e Iván Córdoba.

Apesar da melhoria tímida do Inter, o jogo revolucionou-se com a entrada do talentosíssimo Recoba, que ao primeiro toque na bola faz golo. Dois minutos depois oferece a Vieri o 3-1 como viria a fazer a Martins, para o 4-2. O 10 milanês arrumou com um meio-campo cansado do Benfica, depois da primeira parte de controlo total: Camacho é obrigado a mexer e troca menino por menino, João Pereira por Manuel Fernandes, e adiciona Sokota à frente de ataque em troca com Zahovic.

Recoba, El Chino, um génio como os maiores e um dos mais controversos fora dos relvados
Fonte: UEFA

Com o croata fixo entre Adani e Gamarra, Nuno Gomes teve liberdade para explanar o seu futebol: é ele que sobra dentro da área para o segundo golo benfiquista e é ele que, num movimento habitual da sua parte, num um-dois mete Tiago com a baliza à mercê do terceiro golo. À meia-hora do segundo tempo, o marcador fixava-se em 4-3 depois de 18 minutos loucos. O sonho era possível e estava ali tão perto, era legítimo o Benfica desejar mais e merecia-o.

Até ao final, a equipa de Camacho viveu dicotomia frágil, porque quem defrontava Recoba-Vieira-Martins não podia lançar-se com todo o coração na procura da felicidade. Foi nesse impasse que os minutos foram passando e o jogo partido só contribuiu para engrandecer as boas exibições dos guarda-redes. Moreira e Toldo, apesar dos golos sofridos, não mereciam qualquer crítica.

Assim, o Benfica foi capaz de marcar três golos em Milão e sair eliminado. Eliminado mas de queixo levantado e com a reputação em sentido ascendente, marcando o final da fase mais negra da sua história.

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

As 5 mudanças no Football Manager 2020

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Há três coisas que são certas durante a nossa vida. Morte, impostos e jogo de futebol serializado anual. E nenhum outro traz mais entusiasmo, seja para finalmente despedir o treinador do nosso clube favorito e mostrar como se faz ou simples desejo de ver aqueles mágicos números verdes nos nossos jogadores favoritos como na série Football Manager.

É verdade, Football Manager 2020 está a chegar e, este ano, trazemos uma olhadela antecipada do jogo que nos obriga a fazer mais listas do que aquelas que fazíamos em criança para pedir ao Pai Natal.

Aos retornados da versão do ano passado, Football Manager 2020 (FM20) não traz grandes alterações significativas, mas sim melhoramentos e mecânicas melhoradas sobre as maiores alterações feitas no FM19, que, segundo a Sports Interactive, têm em conta as métricas analisadas acerca das funções mais utilizadas e adições já muito pedidas pelos jogadores. Este artigo cobre a versão beta lançada a 31 de outubro para quem fez pré-reserva do jogo com lançamento previsto para 19 de novembro.

Antevisão GP Brasil: Max Verstappen faz pole position ao som do samba

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O Grande Prémio do Brasil chegou ao circuito José Carlos Pace. Com os títulos de construtores e de pilotos já definidos, a razão para ver este fim de semana a Fórmula 1 é a luta pelo terceiro lugar, que, por enquanto, é de Charles Leclerc.

O monegasco da Ferrari soube logo no inicio que seria penalizado em dez lugares na grelha de partida pois trocou o motor do seu Ferrari, sendo esta a quarta unidade que a equipa italiana usa, daí a penalização.

Começando pelos treinos livres, o TL1 trouxe-nos chuva e pneus de banda azul e verde. Com a pista muito molhada, nada se tirou daí quanto a estratégias de qualificação ou de corrida. Alexander Albon terminou na frente, mas também no muro, com uma saída mesmo no fim da sessão, quando o piso não estava totalmente seco mas já havia pilotos a arriscar colocar os pneus slicks.

No TL2, a Ferrari mostrou um excelente ritmo de qualificação. Num circuito de Interlagos seco, os Ferrari colocaram os pneus macios e voaram para os dois primeiros lugares, com Sebastian Vettel a ser o mais rápido. Aqui, Robert Kubica foi ao muro, quando Kevin Magnussen atirou água do corretor para a pista e o polaco ao passar de pneus slicks não evitou o muro. Na Toro Rosso, desastre. Os dois motores Honda desta equipa decidiram “entregar a alma ao criador”.

No TL3, mais um treino um pouco inconclusivo. Lewis Hamilton foi o mais rápido, tendo Max Verstappen sido segundo. Depois do terceiro lugar no TL2, Verstappen parecia um dos candidatos à pole position, juntamente com os Ferrari e os Mercedes.

E, no domingo à tarde/noite (em Portugal), chegou a qualificação. Os Williams já sabemos de onde partem. Não é da última posição, porque esta pertence a Carlos Sainz, que, com problemas de motor, não conseguiu sequer marcar um tempo. Lance Stroll e Daniil Kvyat juntaram-se a Sainz, Robert Kubica e George Russell.