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O que deve mudar neste FC Porto?

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Muitos dirão o treinador. Outros tantos a frente de ataque, o meio campo, a defesa ou até mesmo a baliza. Alguns portistas até dirão o presidente. Assim, coloca-se a pergunta – onde falha o FC Porto de 2019/2020? A verdade é que Sérgio Conceição, outrora, já proporcionou futebol de encher o olho e eficaz nos resultados, em 2017/2018. Alguns pilares nessa época embarcaram noutras viagens, mas atletas que marcaram a temporada da conquista do título nacional, como Alex Telles, Marcano, Danilo Pereira e Marega continuam a fazer parte da primeira linha do plantel azul e branco.

Para que se perceba aquilo que é necessário mudar, primeiramente, é essencial que se entenda o porquê de a situação ter chegado a este ponto. Poder-se-á afirmar que um dos principais fatores para a falta de entrosamento e qualidade no futebol praticado começou no final da época passada. A saída de Brahimi, Herrera, Militão, Felipe e até mesmo Óliver Torres fez soar os alarmes do dragão. A substituição de Iker Casillas também era um caso para resolver. A perda dos grandes ativos do FC Porto pedia um mercado de transferências planeado minuciosamente, no sentido de que todas as contratações deveriam ser cirúrgicas.

Durante o verão, foi percetível que a ação do clube azul e branco foi feita “em cima do joelho”. O reforço de algumas posições fulcrais foi demasiado tardio e não está a ter o impacto desejado. Isto porque grande parte dos jogadores chegam de realidades muito diferentes. Díaz, Uribe, Saravia e Marchesín, quatro dos jogadores que foram suspensos na semana passada, ainda não se adaptaram totalmente aquilo que é o futebol português e europeu. Zé Luís e Nakajima já passaram por cá e são conhecedores daquilo que é pretendido, mas a inconsistência nas decisões de Sérgio Conceição corta um pouco a progressão desses mesmos atletas. Marcano mantém-se no centro da defesa e é aquele que parece estar mais adaptado, mas já com uma concorrência mais forte de Mbemba. Dos jovens que foram promovidos à equipa principal, apenas Baró e Fábio têm tido mais utilização, ainda que antes da lesão, Baró ganhara imenso terreno na equipa.

Sérgio e a sua equipa têm nas mãos o poder de fazer a equipa regressar às boas exibições
Fonte: FC Porto

O que origina tudo isto? Inconsistência e falta de comunicação dentro de campo. Num grupo onde existem muitos egos e poucos se conhecem uns aos outros é muito difícil conseguir bons resultados. As ideias de Conceição parecem mudar de jogo para jogo relativamente ao esquema tático e aos onze jogadores escolhidos. A falta de consistência e coerência nas convicções do treinador são, por vezes, prejudiciais. Também o egocentrismo e a sensibilidade/temperamento de Sérgio Conceição com todos os intervenientes no futebol, desde os jogadores do FC Porto, os jogadores e treinadores adversários e os jornalistas, não ajuda a manter um clima estável e propício ao rendimento eficiente do grupo. Sérgio, muita das vezes, é um treinador de “oito ou oitenta” e isso certamente provocará uma reação negativa nos jogadores. O caso de Saravia, por exemplo, que na sua estreia fez um jogo abaixo das expetativas, chegando a ser substituído, não tendo jogado mais até à última partida da Taça de Portugal. O caso de Danilo Pereira e Nakajima, que envolveu polémicas dentro e fora das quatro linhas. A situação de Marega, que até ao momento, é muito pouco transparente. A retirada de Zé Luís do onze inicial quando estava em boa forma. Estas situações jamais aconteceriam num FC Porto em super forma, como os adeptos estavam habituados há alguns anos. Se é culpa da liderança do clube ou do treinador? Não se percebe mas os adeptos merecem mais transparência.

A qualidade do plantel poderá ser julgada, obviamente. No entanto, creio que ainda não vimos o pico de forma de todos os atletas. Desde julho até ao momento que as exibições portistas têm sido uma montanha russa e os últimos jogos da equipa são uma verdadeira descida a “pique”. É necessário arriscar e romper barreiras mas de forma pensada e “saudável”. Algo que Sérgio Conceição parece ter perdido o controlo. Resta saber como serão os próximos episódios.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

 

Furacão Ronaldo

O capitão da Seleção Nacional e, para muitos, o melhor jogador português de sempre, caminha a passos apressados para o fim da carreira. É inegável que se encontra na reta final, ficando ainda no ar a dúvida quanto ao verdadeiro ponto final.

No caso de outros atletas é habitual aterrarem em paragens mais distantes onde os salários são mais apetecíveis e o nível competitivo mais brando; Qatar, China, Estados Unidos da América, Japão… O caso de CR7 tem sido, até ao momento, em tudo diferente do habitual, mas não são raros os adeptos que imaginam um retorno à casa de partida.

E se, à semelhança de Rui Costa ou Philipp Lahm, o craque português terminasse a sua carreira na equipa onde se formou? Que impacto teria no campeonato? Num mero exercício de “futurologia” – pouco ou nada fiável no futebol – a conclusão é de que muito se alterava.

Desde logo, a atenção que Ronaldo traria consigo dava ao campeonato português outro destaque que agora não tem. A guerra das transmissões e direitos televisivos não seria tão grande como nos outros campeonatos, mas seria certamente diferente do que Portugal está habituado.

Com os direitos televisivos surgia de mão dada a publicidade e novas empresas e meios para divulgar as marcas portuguesas, quem sabe internacionais.

O regresso de CR7 seria um “boost” tremendo nas vendas de merchandising do Sporting CP
Fonte: Juventus FC

Numa segunda fase, o alvoroço entre os adeptos do novo clube teria reflexo na venda de camisolas e todos os produtos com o nome, rosto ou qualquer identificação do atleta. Seria uma alavanca eficaz nas vendas de merchandising invejada por muitos clubes.

Dentro das quatro linhas, a equipa de Alvalade teria um tratamento diferente por parte da equipa de arbitragem. Repare-se que o seria para o bem e para o mal. Qualquer lance que envolvesse Ronaldo seria abordado com zelo em excesso ou demasiada leviandade. Já assim é…

Além disso, a participação dos adeptos podia tomar dois caminhos: ou seriam presença assídua e em massa em todos os estádios para ver de perto o astro, ou o preço dos bilhetes escalava (ainda mais) e as bancadas ficariam às moscas – de vez.

Por fim, a eterna discussão Eusébio/Ronaldo voltaria à boca dos adeptos e seria um novo argumento para defender esta ou aquela cor. A chama da comparação da glória encarnada ao cinco vezes Bola de Ouro reacenderia e de novo se comparariam números, jogos, golos, médias…

Seriam várias as áreas afetadas, mas para isso seria necessário um entendimento entre clubes e, acima de tudo, uma vontade que ainda não se viu em Cristiano Ronaldo. Uma coisa é certa, a concretizar-se, não há dúvidas de que o madeirense entrava como um furacão terra adentro.

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

FC Porto 29-29 Sporting CP: Jogo frenético no Dragão Arena termina com empate

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Depois de uma semana histórica para o andebol português, onde FC Porto e Sporting CP estiveram em destaque na principal prova do andebol europeu, foi a vez das duas equipas medirem forças.

A jogar em casa e com uma excelente moldura humana no Dragão Arena, os dragões receberam a equipa leonina, em jogo relativo à jornada 12 do Andebol 1. Com as duas equipas ainda sem perder qualquer ponto na prova, esperava-se um verdadeiro duelo de titãs, e assim foi.

O FC Porto entrou em campo com Miguel Pinto na ponta direita, este que esteve emprestado à equipa do ADA/MAIA ISMAI e que fora resgatado para colmatar as baixas, por lesão, de António Areia e Miguel Alves.

Com um ambiente excecional, foi a equipa da casa a inaugurar o marcador por intermédio de Rui Silva. Contudo, o Sporting não tardou a responder e restabeleceu a igualdade com um remate certeiro do pivô Luís Frade.

Durante os primeiros dez minutos, assistiu-se a um jogo de parada e resposta sem nenhuma das equipas a dar sinais claros de superioridade. Até que, à passagem do minuto 11, a equipa da casa conseguiu descolar e cavar uma distância no marcador que só parou à entrada dos vinte minutos da partida. Registava-se, assim, uma diferença de seis golos, 13-7.

FC Porto conquistou uma vantagem de seis golos aos vinte minutos da primeira parte
Fonte: FPA

Nada satisfeitos, os sportinguistas começaram a encurtar distâncias e, numa altura em que entrávamos nos últimos cinco minutos do primeiro tempo, conseguiram reduzir para uma diferença de apenas três golos. Diferença essa que se manteve até ao descanso.

De volta ao terreno do jogo, os azuis e brancos entraram desconcentrados na defesa, muito displicentes se comparamos com o seu comportamento na primeira metade. E a este nível acabou por pagar caro.

O Sporting precisou de apenas seis minutos para anular a vantagem portista ao intervalo, com um golo de baliza a baliza de Cudic, quando o Porto atacava com sete jogadores e, portanto, sem ninguém na baliza.

Após o empate, a equipa forasteira assumiu o comando do encontro e só o deixou escapar à passagem do minuto 16, altura em que Tomas Baeur entrou para a baliza dos dragões.

Daí até final, o jogo esteve a um ritmo alucinante, com ambos os conjuntos a desperdiçarem oportunidades de golo e com os dois guarda-redes em grande plano.

O equilíbrio foi constante até ao final e, no último minuto, houve ainda oportunidade para cada uma das equipas sentenciar o jogo, mas não foram além de um empate a 29 golos.

EQUIPAS

FC Porto – Alfredo Bravo; Victor Alvarez; Yoan Blanco; Miguel Martins; Djibril Mbengue; Rui Silva; Daymaro Salina; Ruben Ribeiro; Leonel Fernandes; Alexis Borges; Diogo Branquinho; Thomas Bauer; André Gomes; Miguel Pinto; Fábio Magalhães

Sporting CP – Pedro Valdes; Gonçalo Vieira; Carlos Pasarin; Frankis Marzo; Aljosa Cudic; Tiago Rocha; Tomas Zeller; Francisco Tavares; Manuel Gaspar; Fred Bingo; Valentin Ghionea; Nemanja Mladenovic; Ivan Nikcevic; Marko Vujin; Luís Frade

O pior jogo da vida de Gabriel

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Gabriel teve nos Açores uma das piores primeiras partes da sua vida e mesmo com a melhoria na segunda metade, não mais conseguiu livrar-se da carga negativa de passes falhados em catadupa. Como principal municiador do passe longo e como primeiro construtor de jogo, a tendência será sempre estar mais exposto ao erro e ás circunstâncias exteriores que impedem o bom funcionamento da equipa: o relvado não ajudou e o Benfica não existiu. Gabriel estava condicionado.

É ele quem efectua mais passes por jogo, com a média a cifrar-se nos 68 passes e na taxa de acerto na ordem dos 77%, notável para quem tanto arrisca no passe vertical mas ainda assim um decréscimo acentuado face ao último semestre da temporada transacta (84%). Foi assim que se tornou inevitável o seu destaque na equipa desde que chegou Bruno Lage, que o protegeu no seu duplo-pivot e não o obrigou a ocupar espaços tão avançados como o 4-3-3 de Rui Vitória exigia nem a definições apressadas no último terço: é ali atrás, sobre a linha do meio-campo, que o xerife encarnado gosta de se apresentar ao serviço.

Nos Açores, porém, não foi ele quem chegou para trabalhar. Um duplo? Os números não mentem: a média da eficácia de passe desceu para os 67%, com 13 passes falhados só no primeiro tempo. Gabriel, apesar do que ofereceu em termos defensivos (quatro duelos aéreos ganhos e duas intercepções bem sucedidas), não existiu no plano ofensivo e a equipa ressentiu-se. Com a insistência no passe longo e o final previsível, Pizzi foi obrigado a jogar uns metros mais atrás na procura do apoio ao colega, em movimentos que congestionavam toda a manobra da equipa, já que nem Chiquinho nem Almeida conseguiram compensar na profundidade.

Gabriel agradecendo ao concidadão Carlos o golo que desatou um nó que parecia apertadíssimo
Fonte: SL Benfica

Chico Ramos e Rashid, numa exibição de superação, estiveram também competentes no preenchimento dos espaços e acertaram geralmente nos timmings de pressão, retirando ao ataque do Benfica as ligações pelo corredor central e obrigando a equipa a explorar os corredores como solução para todos os males.

A má forma do brasileiro teve em Ponta Delgada o seu clímax. As condições físicas não parecem as ideais e esperamos que seja uma questão de tempo até voltar à normalidade. O jogo em Leipzig pede o melhor Gabriel para que possa existir o melhor Benfica. Exigem-se os três pontos.

 

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Antevisão GP Valência: O adeus a Jorge Lorenzo

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O Grande Prémio de Valência marca o fim da temporada de MotoGP. A grande surpresa do fim de semana foi o anúncio da retirada de Jorge Lorenzo. O espanhol, campeão do mundo em 2010, 2012 e 2015, com a Yamaha, retira-se após um ano marcado por lesões e exibições pouco conseguidas a bordo da Honda oficial, equipa que tem o campeão Marc Márquez e que é a campeã de construtores.

Mas vamos ao circuito de Valência. O último Grande Prémio viu Fabio Quartararo liderar o TL1, TL2 e TL3, para no TL4 Marc Márquez, apesar de uma queda, ser o mais rápido. Ou seja, chegados à qualificação, Fabio Quartararo era o grande favorito, mas ainda havia uma palavra a dizer de Márquez e também de Maverick Vinales, que nas últimas duas corridas tem estado muito bem.

Mas foi o francês que conseguiu a pole position com um tempo de 1:29.978s. Quartararo foi seguido por Márquez, que ficou a 0.032s do homem da Yamaha Petronas. Já na terceira posição, Jack Miller colocou a PRAMAC Ducati lá, com um tempo de 1:30.086s.

Será que Quartararo vence pela primeira vez no MotoGP?
Fonte: Petronas SRT

Maverick Vinales desta vez parte da segunda fila da grelha de partida com o quarto lugar na qualificação.

Para amanhã as apostas vão para Márquez, mas será que é desta que Quartararo finalmente vence? Já são seis pole position para o piloto da Yamaha, mas nenhuma vitória, neste que é o seu ano de estreia no MotoGP.

O homem que vai para “a reforma”, Jorge Lorenzo, parte apenas do 16.º lugar, num último Grande Prémio onde a sua posição não faz justiça ao grande piloto que é. Gostaria de o ver nos dez primeiros, mas é uma tarefa muito difícil para o piloto da Honda.

Nas Ducati de fábrica, Andrea Dovizioso sai de sexto, enquanto, na minha opinião, Danillo Petrucci não foi a escolha acertada para esta moto. O italiano sai de décimo para a última corrida do ano, nunca tendo-se destacado na moto vermelha.

Uma temporada muito aquém das expetativas para Danilo Petrucci.
Fonte: MotoGP

Miguel Oliveira não participa e foi substituído pelo seu colega na equipa Tech3 em 2020, Iker Lecuona, que sai do 19.º lugar.

Fonte: MotoGP

Foto de Capa: HRC – Honda Racing Corporation

Artigo revisto por Diogo Teixeira

ATP Finals: O final da temporada está perto

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Reunidos para a última semana oficial do ténis profissional masculino em 2019, finalizamos da melhor maneira: o torneio ATP Finals, realizado em Londres, agrega os oito melhores tenistas da atualidade.

Neste torneio, as convencionais rondas que já estamos habituados a ver não existem. Divididos em dois grupos – Grupo Bjorn Borg e Grupo Andre Agassi – estes tenistas defrontam-se em confrontos diretos para ficar nos dois melhores lugares da tabela, para, assim, passar às meias-finais.

Assim sendo, darei um breve feedback de como está a ser o último torneio profissional de 2019.

LASK Linz | Um pequeno grande império

É na cidade de Pasching que reside um dos projetos mais entusiasmantes da época do futebol europeu. Linzer-Athletik-Sport-Klub ou, simplesmesnte, LASK Linz é resultado de uma fusão entre um clube fundado em 1908 por Albert Siems, membro do Império Austro-Húngaro, e o FC Linz, em 1997. A junção destas duas equipas, que decorreu dos sucessivos maus resultados de ambas, originou aquela que vem sendo uma das equipas sensação da presente temporada.

Cimentado o lugar na principal divisão do país, o campeonato austríaco tem servido de encubadora a uma formação que, de forma soberana e soprano, tem dado música além-fronteiras, bem ao jeito de Schubert.

Foi já há mais de dez anos que o (para cada vez menos pessoas) desconhecido LASK se fixou na Bundesliga Austríaca, uma competição que podia servir de modelo à Liga NOS: detentora de uma competitividade assinalável, são apenas 12 as equipas que competem nesta divisão. Entre si jogam duas voltas, sendo as primeiras seis classificadas qualificadas para aquela que se designa Liga dos Campeões; nesta Liga, os pontos amealhados na primeira fase são reduzidos para metade e as equipas apuradas voltam a jogar entre si.

1.º e 2.º classificados apuram-se para a Champions League, 3.º e 4.º para Liga Europa, 5.º joga um novo play-off e o 6º passa ao lado de qualquer recompensa europeia. O mesmo acontece com os últimos seis, com a diferença de que só o último destes encontra uma consequência: a descida à segunda divisão.

À partida para a 15.ª ronda do campeonato, a equipa liderada pelo francês Valérien Ismaël – cujo início de carreira enquanto treinador ficou marcado pela longa passagem por equipas B alemãs, antes de assumir a equipa principal do Wolfsburg – ocupa o segundo posto da tabela, a apenas três pontos do também interessante e consolidado projeto de uma marca de bebidas energéticas que ganhou asas nas últimas épocas: o Red Bull Salzburg.

Detentor da melhor defesa da prova, com apenas oito golos concedidos, o LASK vai prosseguindo a cruzada da reconquista de um título que lhe foge desde a temporada 64/65, época que culminou também com a conquista da Taça da Áustria.

Fonte: LASK Linz

Se internamente os Die Laskler vão dando cartas, na Europa têm baralhado as contas de quem os deu como eliminados à partida, num grupo onde pontificam nomes como Sporting, PSV e Rosenborg.

Completados dois terços da competição, os austríacos somam sete pontos, os mesmos que os holandeses e apenas menos dois que o líder Sporting, com quem vão medir forças na última jornada do Grupo D da Liga Europa.

Já para a Taça, o encontro com o Sturm Graz a contar para os quartos-de-final da competição está marcado para início de fevereiro do próximo ano.

Ainda que a principal força desta equipa esteja assente numa ideia coletiva bem definida, individualidades como Thomas Goiginger, Klauss ou Peter Michorl têm engordado as estatísticas pessoais e contribuído para o melhor arranque de campeonato da história dos Alvinegros.

Após perder João Victor, o melhor jogador da equipa na época transata para o Wolfsburg por 3,5 M€, este pequeno império austríaco vem provando jogo a jogo que, apesar de uma ou outra batalha perdida, tem condições para vencer a guerra.

Foto de Capa: LASK Linz

Artigo revisto por Diogo Teixeira

AZ Alkmaar | O futuro é risonho!

Sempre nos habituamos a ver na Eredivisie, Liga Holandesa, a ser disputada pelas três grandes equipas do país, Ajax, PSV, e Feyenoord. Esta época parece que o paradigma aparenta mudanças. O Feyenoord, envolto numa enorme crise de resultados, é carta fora do baralho nas contas do título, o PSV a nove pontos do líder parece também descartado da luta pelo título, ao passo que o Ajax vai passeando no campeonato, liderando destacado, e secundado pela grande surpresa deste campeonato, o AZ Alkmaar.

O clube de Alkmaar que em 2008/2009 sagrou-se pela segunda vez na sua história campeão holandês, está a fazer um primeiro terço de época de encher o olho.

Depois de na época passada concluir o campeonato na quarta posição e com isso apurar-se para o playoff da Liga Europa, a jovem equipa está a conseguir lutar taco a taco com as melhores equipas do país, entusiasmando com o seu futebol atraente e com jovens de grande talento, do qual se prevê um grande futuro.

O timoneiro da equipa, Arne Slot, foi adjunto de John van den Bom, que treinou a equipa durante cinco temporadas, saindo esta época para o FC Utrecht, com o qual também está a fazer um bom trabalho.

Slot, de 41 anos, montou um plantel com um misto de juventude e experiência e os resultados estão à vista. Segundo lugar no campeonato, juntando a isso a melhor defesa e o segundo melhor ataque da Eredivisie. Na Liga Europa, e num grupo que contempla o todo poderoso Manchester United, o Partizan e o Astana, a equipa encaminha-se para a qualificação para as eliminatórias, estando também aí no segundo lugar do grupo.

No meio desta grande campanha despontam valores de enorme qualidade na equipa holandesa.

Nomes como Boadu, Calvin Stengs e Oussama Idrissi, podem ser desconhecidos para muitos mas são jogadores que mais cedo ou mais tarde vão dar o salto para campeonatos de renome.

Aliás, Calvin Stengs e Boadu foram chamados pelo selecionador Ronald Koeman para a equipa principal da Holanda, o que demonstra que estão aqui dois jogadores de enorme valor.

Fazendo rápidamente um raio x a estes dois jogadores, Boadu é um avançado bastante móvel, rápido e letal com sentido apuradíssimo de golo, vai ser com certeza um jogador com muito mercado no final de época.

Calvin Stengs, uma das grandes promessas do AZ Alkmaar e da Holanda
Fonte: Az Alkmaar

Calvin Stengs, também avançado, joga mais pelos flancos sendo o direito o preferencial. Esquerdino, faz bom uso do seu pé esquerdo sendo tecnicamente muito forte, com bom remate faz muitos golos fletindo do flanco para o centro.

Stengs, Boadu e Idrissi somam nada mais nada menos que 26 golos e 23 assistências juntos e a química entre eles é um dos segredos para o sucesso desta equipa.

O futebol holandês tem sido pioneiro em várias vertentes, basta lembrar que parte da receita que o Ajax conseguiu amealhar na Champions da época passada foi distribuída equitativamente por todos os clubes do campeonato, ajudando as equipas a tornarem-se mais competitivas.

O AZ investiu quer em jogadores da sua prospeção, quer em jogadores da sua academia e essa combinação, juntamente com jogadores com experiência noutros campeonatos de topo, são ingredientes que combinam na perfeição, perspectivando-se um futuro risonho para os lados de Alkmaar, talvez quem sabe, conseguindo repetir o feito de 2008/2009.

Mesmo que o clube venha a entrar numa espiral negativa, a verdade é que o AZ Alkmaar é definitivamente um clube a seguir, com futebol entusiasmante e jogadores de muita qualidade, e que vão certamente dar que falar no futuro.

Foto de Capa: AZ Alkmaar

Artigo revisto por Diogo Teixeira

FIFA Esports Portugal – #3

Esta rubrica semanal consistirá num apanhado de notícias, rumores e novidades no mundo do FIFA Esports em Portugal. E irá tentar cobrir todas as últimas notícias da actualidade!

Sporting CP reforça-se no FIFA com Wendell Lira!

O ex-jogador de 30 anos, Wendell Lira, é o último reforço para os quadros de Esports do Sporting CP. O vencedor do Puskás no ano de 2015 terminou a carreira em 2016 no AC Goianiense e decidiu dedicar-se ao mundo do gaming e dos Esports, mais concretamente ao FIFA.

Criou o canal “WLPSKS – Wendell Lira”, onde se dedicava a falar e a fazer gameplay sobre FIFA, canal este que conta com mais de 575 mil subscritores. Esta semana foi apresentado como nova contratação do Sporting CP Esports para disputar na vertente 1vs1. Inclusive junta-se a Diogo Mendes “SCPDiogo” e a Bruno Rato “BrunoRato”. A juntar a tudo isto, a notícia da sua contratação apareceu nos noticiários portugueses sendo a primeira contratação de Esports também oficializada através da comunicação social e televisão portuguesa.

Fase de grupos do XL Challenge revelada

Fonte: FPF Esports

Saiu esta semana também, o sorteio oficial da fase de grupos do XL Challenge, que decorre este fim de semana em Lisboa, no Altice Arena.

32 jogadores divididos por oito grupos num formato muito semelhante ao da UEFA Champions League. Os dois melhores jogadores de cada grupo avançam para a fase a eliminar disputada no domingo.

Entretanto, já nesta sexta-feira apuraram-se os últimos dois lugares para completar o XL Challenge. No qualificador presencial João Henriques “Phenomeno” e Kleber Pereira “Mr_Kvmp”, jogador a representar a FUT Angola, conquistaram o direito de estar na fase final e amanhã vão a jogo no grupo C e grupo D, respectivamente.

O XL Challenge vai contar com transmissão na Twitch da RTP Arena e Facebook da FPF eSports.

Selecção portuguesa de FIFA vence duelo ibérico por 4-1!

Fonte: FPF Esports

Em mais um encontro amigável da selecção portuguesa de FIFA desta vez a vitória sorriu à equipa lusa e com categoria.

Com duelo marcado para o Altice Arena e com novos nomes na convocatória, como o actual campeão nacional, Gonçalo Brandão “Troppez”, e Ângelo Gouveia “Gouvy”, a selecção venceu nos duelos disputados no formato Ultimate Team e de 2vs2. O seleccionador português, Armando Vale, viu as suas apostas darem efeito de imediato com estes triunfos sobre a selecção de “nuestros hermanos”.

No total de cinco jogos, Portugal só perdeu na última partida através das grandes penalidades. Registou-se bastante equilíbrio na maioria dos jogos, o resultado mais dilatado foi a vitória portuguesa por 3-1 no segundo jogo. E a selecção portuguesa conquista assim o Portugal Challenge na continuação da preparação para o eNations World Cup.

5 dos maiores flops que já passaram pelo FC Porto

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Como em qualquer equipa de futebol, existem jogadores que se destacam dos restantes e que dificilmente são esquecidos pela massa associativa do clube em questão. Por outro lado, existem também certos jogadores que desiludem e muito os adeptos do futebol. Muitas vezes chegam ao clube com um bom historial e com um nome já vincado na história do futebol, mas depois acabam mesmo por desiludir. São estes os denominados flops.

O FC Porto não é exceção, e neste Top BnR vou-vos falar de cinco dos maiores flops que já passaram por este clube e que claro desiludiram e muito a massa associativa azul e branca. Foram contratados com o aval de técnicos como Julen Lopetegui, Nuno Espírito Santo, e até o atual treinador Sérgio Conceição.

Vamos então ficar a conhecer esses flops.