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Espanha 5-0 Roménia: Manita confirma La Roja como cabeça de série

Neste que foi o último jogo (destas seleções) a contar para a fase de qualificação para o Europeu de 2020, a Espanha recebeu e “cilindrou” uma frágil Roménia, no Wanda Metropolitano.

A Espanha entrou para massacrar. Até chegou a colocar a bola dentro da baliza romena, por intermédio de José Gayá após cruzamento de Morata, mas o golo foi anulado, por falta do lateral, que se apoiou no defesa para chegar mais alto (4’).

Pouco depois, à passagem do sexto minuto de jogo, Santi Cazorla fez o que quis do adversário e atirou à trave. Já cheirava a golo espanhol. Fabian Ruiz aproveitou uma defesa incompleta de Tatarusanu e só teve de encostar lá para dentro (8’). Pouco depois, a Roménia reagiu bem e George Puscas aproveitou uma “rosca” de Iñigo Martínez, rematando para defesa de Kepa (12’).

Estamos perante uma Espanha diferente da das três conquistas seguidas (Europeu 2008, Mundial 2010 e Europeu 2012). Aquela em que Xavi e Iniesta eram maestros, jogavam e faziam jogar. Diferente, mas de qualidade não muito inferior. Mais incisiva e menos fantástica.

Depois do recital que foi a primeira, a segunda parte chegou a “incomodar” os adeptos
Fonte: Federação Romena de Futebol

No lugar dessas lendas, estão agora, Saúl Niguéz e Fabian Ruiz. Assistimos a uma mudança da espetacularidade, para a objetividade. Para além da maior agressividade à perda da bola. Depois do golo marcado, a Espanha abrandou o ritmo frenético com que entrou, mas continuou a encostar a Roménia à sua área.

Do outro lado, a congénere romena, renovada e com valor suficiente para se ter apurado diretamente para o Euro, apostava apenas no contragolpe. A Espanha “adormeceu” o jogo e o adversário, e na sequência de um pontapé de canto, Gerard Moreno cabeceou para o golo (33’). Nunca jogou num grande, aos 27 anos chegou à seleção e vai deixando a sua marca.

E para fechar a primeira parte, o atacante do Villarreal fez o bis e digamos que “matou o jogo”. Gayá cruzou a meia altura, Moreno dominou e atirou a contar. Ainda antes do apito para o intervalo, o mesmo Moreno, queria assistir Morata, mas Rus, adiantou-se e fez o autogolo.

No regresso dos balneários, a Espanha, por pouco não chegou à “manita”. Sergio Ramos (qual ponta de lança), rematou a centímetros da barra, após mais um cruzamento milimétrico de Gayá.

Na segunda parte, a seleção de “nuestros hermanos” diminuiu significativamente o ritmo. E os adeptos espanhóis (mal habituados) queriam mais, ao ponto de se ouvir assobios, mesmo estando a vencer por quatro bolas a zero…

E se fosse possível, a partida teria acabado ao intervalo. Tanto pela vontade demonstrada por uma ou por outra equipa, um “acordo de cavalheiros” podia ter terminado com este jogo mais cedo. Certamente ninguém se importaria… Que pobre!

Para acabar, Mikel Oyarzabal, já em tempo de compensação fez o quinto golo espanhol, para confirmar (sem dúvidas houvessem), o estatuto da Espanha como cabeça de série no sorteio do Euro.

A destacar pelo lado positivo, fica o regresso daquele que foi dado pelos entendidos como “acabado” fisicamente e que agora volta a encantar estádios com o seu toque requintado, Santi Cazorla. Pela negativa fica registada a anarquia em campo e a debilidade defensiva dos comandados de Cosmin Contra, apesar do potencial já demonstrado.

Numa época em que a imprensa espanhola avança com o possível regresso de Luís Henrique ao banco da seleção (que deixou por motivos familiares), este foi, provavelmente o ultimo jogo de Robert Moreno como técnico principal. E diga-se, que cumpriu com o objetivo.

Os “polémicos” playoffs serão apenas disputados em março e a Roménia vai lá estar, em busca de um lugar, entre as vinte e quatro melhores seleções da Europa. 

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Espanha: Kepa, Gayá, Martínez, Ramos (Albiol, 62’), Carvajal, Busquets, Saúl, Ruíz, Cazorla (Alcácer, 67’), Moreno (Oyarzabal, 57’) e Morata.

Roménia: Tatarusanu, Benzar, Rus, Nedelcearu, Tosca, Marin (Cicaldau, 65’), Baluta, Stanciu, Hagi (Nistor, 73’), Coman (Mitrita, 57’) e Puscas.

BnR TV T1/EP4 – Portugal no Euro’2020

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No quarto programa do BnR TV não tivemos comentador-convidado, mas houve direito a muitas discussões como o apuramento de Portugal para o Euro’2020, Cristiano Ronaldo, a crise no Sporting CP e a confirmação do novo treinador do FC Bayern Munique foram alguns dos temas em destaque.

O Bola na Rede TV é um projeto desenvolvido pelo Bola na Rede e pela Digital Partner. Com a moderação de Francisco Santos Lima e comentários de Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues e Marco Ferreira.

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Entrada à “Campeão” em Liverpool

Mais uma temporada mais uma tentativa dos “Reds” em chegar ao tão ambicionado título da Premier League. Sim, parece estranho, mas o Liverpool FC ainda não foi campeão desde a mudança de formato da agora denominada Premier League, já lá vão 29 anos. Essa é a grande ambição de todos, desde direções, staff, jogadores e adeptos, todos querem o mesmo.

Já ganharam a Liga dos Campeões por duas vezes, 2005 e no ano passado, claro que todos querem ganhar a Liga dos Campeões, mas neste clube há uma sede inimaginável pelo título inglês. Desde a chegada de Jurgen Klopp as coisas tendem a melhorar época após época, inclusive no ano passado ficaram a uns míseros dois pontos de serem campeões nacionais, ia ser a época perfeita caso juntassem depois a conquista da Liga dos Campeões.

Esta época nota-se que tudo está a ser feito para que o título nacional não escape, os grande reforços foram as permanências dos jogadores chave da época passada que, claro, tinham bastantes interessados, sendo que os mais cobiçados, segundo os rumores de imprensa, eram Mohamed Salah, Sadio Mané e o prodígio Alexander Arnold, mas quase todos os jogadores tinham outros clubes atentos a uma possível transferência.

Contratações propriamente ditas foi apenas uma, o guarda redes Adrian, proveniente do West Ham FC, que já foi inclusive utilizado em alguns jogos por causa de uma lesão do brasileiro Alisson Becker, mas foi contratado apenas para preencher a vaga de guarda redes suplente deixada pelo belga Simone Mignolet que foi por empréstimo para Club Brugge KV. O belga que fez parte da estreita lista de saídas que foram apenas empréstimos e quase nenhum relevante, a não ser o de Rafael Camacho para o Sporting Clube de Portugal.

Ficaram praticamente com o mesmo plantel do ano passado e, para já, está a dar resultado, com um início de época demolidor, começaram logo a Supertaça Europeia frente ao Chelsea FC, no campeonato estão com alguns pontos ganhos nos finais dos jogos o que leva mesmo a crer que este Liverpool já está com a chamada “estrelinha” de campeão.

Fonte: Liverpool FC

Já lá vão 12 jornadas e são 11 vitórias, registando apenas um empate forasteiro com o Manchester United FC, a última vitória foi mesmo contra o teoricamente rival direto e atual campeão Manchester City FC, numa vitória categórica e em que muito mostrou as fases diferentes em que as equipas se encontram. Uma completamente solta, confiante e prática, enquanto o Manchester City começou a mostrar pressão e muita falta de confiança nas suas ações.

Há quem diga mesmo que este campeonato já não deve fugir à equipa da cidade dos Beatles, com oito pontos de avanço sobre os segundos classificados, Chelsea FC e Leicester City FC e a nove pontos do Manchester City.

Ainda muita tinta irá correr esta época, com muitos jogos pela frente, Premier League, Liga dos Campeões, Mundial de Clubes (que até se fala que irão dividir a equipa em dois por causa de um jogo da taça), e as respetivas taças do país, mas o caminho está a ser muito bem feito e o trabalho do treinador alemão à frente da equipa britânica tem sido excecional.

Foto de Capa: Liverpool FC

Artigo revisto por Joana Mendes

Universo Paralelo: FC Porto de Lopetegui elimina Bayern e segue para as “meias” da Champions

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Noite de gala no Dragão, suada em Munique

Abril de 2015. A época desportiva entrava na sua reta final e muito ainda por decidir. Em Portugal, a luta pelo título estava ao rubro, com FC Porto e SL Benfica separados apenas por três pontos, com vantagem para os encarnados. Já a nível internacional, os “dragões” eram os únicos portugueses ainda com compromissos, visto que, após eliminar categoricamente o FC Basel (5-1 no agregado), a equipa comandada por Julen Lopetegui mediria forças com o “todo poderoso” Bayern de Munique, em eliminatória a contar para os “quartos” da Liga dos Campeões.

Era quase que unânime em toda a Europa do futebol a opinião de que, com maior ou menor dificuldade, os bávaros garantiriam um lugar nas meias-finais da Champions, uma vez que eram largamente favoritos neste duplo confronto com o FC Porto.

Contudo, uma velha máxima no futebol diz que é necessário demonstrar o favoritismo dentro das quatro linhas. E, nesse aspeto, o Bayern pecou logo na primeira mão deste confronto, deixando nas mãos dos azuis e brancos uma vantagem de 3-1, uma vantagem que a turma portuguesa procurava defender com unhas e dentes em Munique.

A expulsão de Neuer no Dragão, após cometer a grande penalidade que daria o 1-0 aos “dragões”, e o facto de jogadores como Danilo e Alex Sandro terem escapado a um cartão amarelo, que os deixaria de fora do segundo jogo, aumentavam ainda mais a esperança da equipa lusa de seguir em frente na prova milionária.

Por outro lado, os germânicos, em sua casa, procuravam mostrar uma faceta diferente daquela que mostraram na cidade invicta; e, efetivamente, conseguiriam mostrá-la. Após uma entrada fortíssima da formação de Pep Guardiola, que incluiu uma bola ao ferro e quase uma mão cheia de oportunidades para marcar, um cabeceamento certeiro de Lewandowski, após cruzamento da esquerda de Juan Bernat, inauguraria o marcador na Alemanha. 1-0 para os alemães.

Ainda antes do apito do árbitro que ditaria o fim do primeiro tempo, o Bayern chegaria ao segundo e à consequente vantagem na eliminatória. Thiago Alcântara, sozinho à entrada da área portista, remata colocado e deixa Fabiano debaixo dos postes sem reação. A equipa portuguesa abandonava as quatro linhas em direção aos balneários com o sentimento de impotência, dado o avassalador domínio que os comandados de Pep Guardiola haviam tido durante os primeiros quarenta e cinco minutos.

No segundo tempo, apesar de uma entrada mais “atrevida” dos azuis e brancos, continuava a ser o FC Bayern a comandar as operações, contundo exercendo esse domínio bem mais longe da área do FC Porto. Jogava-se a ritmo de treino do lado alemão, oportunidades flagrantes de golo nem vê-las. Até que, por volta dos 75’, numa rara jogada de inspiração pelo corredor, Ricardo Quaresma consegue “cavar” um livre lateral já bem junto à linha divisória da grande área. Bola cruzada para o interior da pequena área, enorme confusão após uma saída algo atabalhoada de Pepe Reina, acabando mesmo o esférico por sobrar para os pés de Jackson Martinez que, sem sequer hesitar, empurra-a bem para o fundo das redes.

Jackson Martinez seria o responsável por colocar o FC Porto nas meias-finais da Liga dos Campeões
Fonte: FC Porto

Estava feito o 2-1, resultado que carimbaria o passaporte portista rumo às meias-finais da Liga dos Campeões. Até ao final, assistiu-se a uma turma alemã completamente perdida dentro de campo, sem ideias de como chegar a zonas de perigo; quando o conseguia, Fabiano, com menor ou maior dificuldade, afastava a bola da zona de perigo, assegurando, assim, um lugar para si e para os seus companheiros entre o top four da Europa.

Na cidade Invicta, a festa tomara conta da noite portuense, os adeptos haviam tomado conta do Aeroporto Francisco Sá Carneiro com o objetivo de congratular a equipa. Até porque, daí a alguns dias, havia clássico na Luz…

Que venha daí o Barcelona (sem esquecer o campeonato)

Era na ressaca da estrondosa eliminatória frente ao FC Bayern de Munique que o FC Porto visitava o Estádio da Luz, num jogo que, em caso de triunfo, colocaria os dragões em igualdade pontual com os rivais encarnados, ainda que com vantagem no confronto direto para os comandados de Jorge Jesus.

Sem muitas alterações no onze inicial, comparativamente àquele que atuara em solo alemão, Lopetegui parecia dar a indicação de que aquele jogo era para vencer.

Contudo, durante todo o jogo, os cerca de sessenta mil nas bancadas assistiram a um jogo morno, muito disputado a meio campo, com poucas oportunidades que fizessem os adeptos levantar das suas cadeiras. Tudo parecia encaminhado para o nulo final, até que um remate potente de Casemiro, bem longe das redes defendidas por Júlio César, sofre um desvio em Jardel e trai o guardião brasileiro, atirando os “dragões” para a frente no marcador.

Casemiro seria o autor do golo solitário que daria a vitoria ao FC Porto na Luz por 1-0
Fonte: FC Porto

Com esta vitória, Lopetegui colava-se a Jesus, numa disputa pelo campeonato nacional que prometia ser até ao último segundo. Por outro lado, havia que pensar também no FC Barcelona, equipa que os azuis e brancos visitariam dentro de alguns dias.

Camp Nou vestia-se de gala para presenciar o primeiro duelo entre catalães e portugueses nesta fase da liga milionária. Com linhas extremamente baixas e juntas, a turma de Lopetegui parecia tentar de tudo para evitar os danos nocivos do trio MSN, abdicando, inclusivamente, de atacar.

Foram noventa minutos de ataque contra defesa, de sentido único. Desse “ataque contínuo” dos blaugrana resultaram dois golos: o primeiro de Messi, aos 67’, e o último da autoria de Neymar, já bem perto do final (86’). Era um resultado que, segundo o treinador basco do FC Porto, deixava tudo em aberto para o segundo jogo, jogo esse que os “dragões” fariam de tudo para ganhar.

E o técnico acabaria por seguir as suas próprias palavras à risca.

Internamente, ainda quando tudo estava em aberto no que à luta pelo primeiro posto diz respeito, Julen opta por um onze inicial repleto de mudanças para a receção ao Gil Vicente, num jogo em que, após uma paupérrima exibição, o FC Porto não conseguiria levar de vencida a turma gilista, empatando a uma bola.

Tais poupanças com vista ao jogo da Champions não surtiriam efeitos efetivos, sendo os “dragões” novamente derrotados, desta vez em casa, perante o Barça de Luis Henrique por duas bolas a zero.

Era o pico máximo da contestação: com a equipa eliminada da Champions e com o Benfica já a dois pontos de distância, perspetivava-se uma segunda época sem qualquer novo título para o museu do Dragão. E tal acabaria mesmo por verificar-se, visto que os encarnados não perderiam qualquer ponto até final, erguendo a taça de campeão nacional na jornada 34, em jogo frente ao Marítimo.

Após uma temporada sem nenhum título conquistado, Julen Lopetegui aceita o convite da Federação Espanhola
Fonte: FC Porto

Lopetegui, durante o verão, acabaria por trocar o comando técnico do FC Porto pelo lugar deixado vago por Vicente del Bosque na seleção espanhola, “forçando” Pinto da Costa a reforçar-se na Luz, oficializando, dias depois da saída do basco, Jorge Jesus como novo técnico dos azuis e brancos.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

O melhor e pior do Ténis em 2019 #1: Surpresas

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E, com a final do ATP Finals, acaba mais uma temporada fantástica de Ténis, que de Janeiro a Novembro nos proporciona, nas mais infinitas horas de jogo, as melhores jogadas – desde os Grand Slams aos Challengers – e também onde se desabrocharam os maiores talentos e os (possíveis) campeões do futuro.

É neste contexto que a redação de Ténis do Bola na Rede aparece, com o intuito de, nas próximas três semanas, mostrarmos os melhores e piores momentos do ténis em 2019, bem como o que melhor se fez no Ténis Nacional.

Por isso, começaremos esta sequência de artigos enumerando os seis tenistas que se destacaram positivamente, tanto do campeonato ATP (masculino), como do WTA (feminino).

Antes de começar, é importante referir que estes tenistas são o exemplo de que as gerações têm estado a ser renovadas no ténis mundial, onde os mais jovens começam a sobrevoar sobre os maiores nomes da modalidade, criando oportunidades para que, no futuro, sejam eles os próximos nomes que soam familiar a qualquer pessoa, independentemente de acompanhar a modalidade ou não.

O alegado dirigente do ano

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Durante esta semana, foi notícia em alguns órgãos da Comunicação Social que Frederico Varandas será distinguido como dirigente do ano para o Grupo Stromp. Numa cerimónia que, em princípio, se irá realizar a 18 de dezembro, surgem já rumores que dão conta desse prémio para o presidente do Sporting CP.

Primeiramente, revelo aqui alguma preocupação para o facto deste tipo de informação sair para o exterior. Se para um pequeno grupo, constituído por pessoas que amam o clube intensamente, é impensável que saiam para o exterior tais decisões, o facto de faltar mais de um mês para a Gala só vem acentuar ainda mais a questão. Se nem aí há união, como a podemos exigir no nosso clube?

Depois, a ser verdade, julgo ser uma clara afronta para todos os sócios e adeptos que, insistentemente, têm demonstrado total desagrado para com o trabalho do atual presidente do clube. Sabe-se inclusive que já há assinaturas suficientes para convocar uma AG com vista à destituição de Frederico Varandas, o que demonstra a enorme ausência de consenso no reino leonino. Como se pode atribuir, deste modo, uma distinção tão importante como a de dirigente do ano? Como disse, julgo que se trata apenas de uma forma de silenciar a cada vez maior contestação em torno do trabalho desempenhado.

A direção leonina não sai da ordem do dia e as críticas não cessam
Fonte: Sporting CP

Gostava, sinceramente, de conseguir perceber o que fez Frederico Varandas para ser eleito presidente do ano. Não formou uma equipa minimamente competitiva no futebol? Discurso sem qualquer tipo de garra e carisma? Dinheiro gasto em jogadores e negócios extremamente duvidosos? Rescisão de protocolos com as claques? Tentativa de aumento do salário para seu benefício? Censura dentro do próprio estádio e pavilhão? É isto que um dirigente deve fazer para vencer um prémio? Se é assim, algo está a funcionar muito mal no atual mundo leonino.

Concluindo, caso se confirme que Frederico Varandas é considerado pelo Grupo Stromp o dirigente do ano, é com grande repúdio que assisto à decisão. É, para mim, uma falta de respeito para todos os que verdadeiramente amam o clube. É preciso unir o Sporting CP.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Joana Mendes

O estranho caso de Jota

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Por vezes deparamo-nos com situações inesperadas que por mais que reflitamos não conseguimos determinar uma razão pela qual o momento não sucedeu como era previsto. À primeira vista é isto que parece estar a acontecer com a afirmação de Jota.

O jovem jogador parece ter todas as condições para dar certo: Qualidade inegável, um potencial elevadíssimo, provas dadas em todos os escalões e seleções, uma maturidade (extracampo) muito acima da média etc. Mesmo com todos estes bons indicativos, João Filipe tarda em afirmar-se na equipa sénior dos encarnados.

Depois da excelente campanha no europeu de sub19 em 2018, onde ajudou a equipa das quinas a conquistar o título e arrecadou o prémio de melhor marcador (juntamente com Trincão do SC Braga), Jota colocou-se debaixo dos holofotes da atenção mediática. Nesta altura o, ainda júnior, transformou-se na grande bandeira da formação dos encarnados, gerando mesmo mais burburinho do que o próprio João Félix.

Jota faria ainda uma época na equipa B (um espaço que, para mim, é fundamental no desenvolvimento de um jogador) onde, ao serviço do próprio Bruno Lage, foi um dos melhores jogadores da segunda liga. No final da temporada, lá surgiu a estreia do novo “menino bonito” do Seixal.  Dentro de campo, parecia ainda um diamante em bruto. Eram observáveis pormenores não alcançáveis ao comum dos mortais, mas faltava qualquer coisa para ser um jogador de equipa grande. O tempo e a experiência iriam certamente conduzir Jota pelos melhores caminhos.

No início desta temporada, Jota integrou os trabalhos da equipa principal na pré-época e acabaria mesmo por ser inserido no plantel. Com o decorrer dos minutos, sobretudo por terras americanas, Jota demonstrou estar pronto para assumir papeis de maior responsabilidade na equipa das águias.

A espaços pareceu mesmo ser um dos melhores jogadores dos encarnados. Marcou vários golos, fez diversas assistências, trazia sempre uma nova dinâmica ao jogo e impunha um ritmo diferente cada vez que pisava o relvado. Mesmo atuando no papel de segundo avançado, uma posição que lhe era estranha até à data, Jota demonstrou versatilidade e partiu como um dos favoritos ao lugar.

Jota impressionou no início da pré-época, mas não conseguiu afirmar-se de forma definitiva
Fonte: SL Benfica

No início das competições oficiais a aposta na frente recaiu sobre Seferovic e Raul de Tomás, adiando assim a entrada do jovem português no 11. Com o baixo rendimento da dupla de ataque, Bruno Lage começou a explorar novas opções. Jota teria a sua oportunidade a titular no jogo frente ao RB Leipzig, aparecendo nas costas do espanhol Raul de Tomás.

O jogo do internacional sub21 português foi desastroso. Perdeu controlo da bola 19 vezes, não conseguiu executar um único um remate durante os 67 minutos que esteve em campo e teve muita dificuldade para realizar qualquer tipo de desequilíbrio ofensivo.

Ficou mais do que comprovada a inaptidão de Jota para a posição. Apesar de ter algumas características que facilitam a sua colocação num posicionamento mais central, o caracter vertical do jogo de Jota, a sua falta de experiência e a sua dificuldade em soltar a bola dificultam o sucesso desta aposta. Para poder aumentar a percentagem de sucesso a sua utilização deveria ser como extremo, sobretudo esquerdo.

Assistindo a um jogo de sénior de Jota, ficamos na dúvida se estamos num jogo do campeonato, no Estádio da Luz, ou num torneio interturmas de uma qualquer Escola Secundária. João Filipe entra sempre nas partidas com um nervosismo evidente e com uma vontade excessiva, por vezes imatura, de mostrar a sua qualidade. Nas suas ações com bola pensa em fazer tudo, mas acaba muitas vezes por não executar nada, exagerando sempre nos dribles e nos toques de “classe”. A qualidade em bruto está lá, mas tem que ser trabalhada e sobretudo tem que aparecer de forma natural.

Voltando ao paralelismo entre João Félix e Jota, as diferenças são gritantes. Logo nos primeiros jogos viu-se que Félix tinha capacidade para fazer diferença. A forma como entrou de rompante na equipa das águias é algo bastante raro, mas é um excelente exemplo para determinarmos o que falta a Jota para ser bem-sucedido ao mais alto patamar. A grande diferença entre os dois está sobretudo na maturidade do seu jogo e na tomada de decisão. Cada vez que Félix recebia o esférico era notável a confiança com que executava as ações e sobretudo a inteligência com que diferenciava os momentos do jogo.

A perceção do jogo que Jota tem parece estar ainda demasiado dependente da ideia básica típica de um extremo vertical: desequilíbrio individual- cruzamento ou remate. Diga-se que nada há de errado com jogadores mais verticais, mas para Jota ser bem-sucedido num cenário de equipa grande, sobretudo no sistema de Bruno Lage, o seu jogo terá que ter uma maior dimensão.

Jota tem uma qualidade inegável, mas tem que crescer ainda muito enquanto jogador
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Jota é ainda nesta fase um jogador muito “verde”. A qualidade emana dos seus pés, mas qualidade não chega para alcançar patamares mais altos de rendimento, é necessário adquirir experiência. É precisamente deste processo de adquirição de experiência, que o futuro a curto prazo de Jota está dependente.

Neste momento o jogador parece ter desaparecido das opções para segundo avançado, e para extremo não é o primeiro nome a sair do banco. Sem tempo de jogo significativo dificilmente o jogador evoluirá e a estagnação é sempre um perigo iminente na carreira de jovens jogadores que ainda estejam num estado de desenvolvimento embrionário. Os 188 minutos que o jogador tem, espalhados por 8 jogos, são ainda muito insuficientes para se poder exigir o que quer que seja ao jogador.

Não sei até que ponto não seria positivo para o atleta ir tendo alguns minutos na equipa B, ou mesmo que passasse por um período de empréstimo numa equipa competitiva, de maneira a manter a boa forma física e continuar o seu processo de desenvolvimento. No entanto, a lesão de Rafa, que deve afastar o internacional português dos relvados durante alguns meses, pode surgir como uma oportunidade de ouro para Jota.

Para já, Cervi é o dono da posição, mas mantendo a boa postura e a dedicação conhecida nos treinos Jota poderá ambicionar ocupar o lugar ou pelo menos apresentar-se como uma alternativa válida. Será que Bruno Lage vai apostar seriamente no camisola 73, ainda esta época? Fica a dúvida no ar.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Stefanos Tsitsipas é campeão do ATP Finals

Londres acolheu, este domingo, mais uma final do ATP Finals. Ao longo da semana, os oito melhores jogadores da época do circuito masculino, juntaram-se em Inglaterra para disputar o último torneio da temporada. Stefanos Tsitsipas e Dominic Thiem acabaram por se exibir ao mais alto nível e garantiram um lugar no jogo do título.

O primeiro set foi bastante animado, tendo em conta que ambos os tenistas tiveram sucessivas oportunidades para conquistar o break, no entanto, na altura de finalizar o ponto, deixaram escapar essa oportunidade e o jogo seguiu o seu rumo normal.

Para decidir o vencedor da primeira partida foi necessário recorrer ao tie-break. Dominic Thiem assumiu o controlo e comandou o marcador. Depois de ter falhado o primeiro set point, o tenista austríaco não perdoou e confirmou a vitória no set.

Dominic Thiem partiu em vantagem para o segundo jogo
Fonte: ATP World Tour

O início do segundo set fugiu, completamente, ao que tinha acontecido anteriormente. Stefanos Tsitsipas entrou com tudo e quebrou, duas vezes seguidas, o jogo de serviço de Dominic Thiem. Com quatro jogos de vantagem, o tenista grego manteve a concentração até garantir o empate no encontro.

O sexto classificado do ranking ATP venceu a segunda partida e igualou o placard
Fonte: ATP World Tour

No set decisivo, Stefanos Tsitsipas voltou a ser responsável por alterar o resultado ao fazer break no segundo jogo de serviço do número cinco mundial. Mas, ao contrário do que aconteceu na partida anterior, o jovem de 21 anos não aproveitou e sofreu a resposta do adversário com novo break. Tal como no primeiro set do jogo, o tie-break voltou a ser chamado, mas desta vez para definir o campeão.

Emoção não faltou. Stefanos Tsitsipas chegou a ter três jogos a seu favor, aquando do 4-1, mas Dominic Thiem nunca se deu como derrotado e fez o 4-4. Porém, nova quebra de serviço, por parte do grego, revelou-se decisiva, uma vez que Stefanos Tsitsipas concluiu com sucesso os dois jogos de serviço.

Um ano depois de ter derrotado Alex De Minaur na final do Next Gen ATP Finals, Stefanos Tsitsipas ergueu o troféu de campeão do ATP Finals.

Após os triunfos diante de Daniil Medvedev e Alexander Zverev na fase de grupos e Roger Federer na meia final, o campeão deste ano do Estoril Open finalizou a semana com a conquista do último título da época.

Foto De Capa: ATP World Tour

artigo revisto por: Ana Ferreira

GP Brasil: Drama brasileiro leva Pierre Gasly ao pódio

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Assistimos, hoje, a uma das corridas mais calmas das últimas semanas, diríamos nós, se a corrida tivesse apenas 53 voltas. A partir daqui, ninguém diria que Pierre Gasly iria conseguir o segundo lugar, e, com isto, conquistar o seu primeiro pódio na Fórmula 1.

Com Max Verstappen a garantir a vitória, Lewis Hamilton consegue o polémico terceiro lugar, visto que, um toque em Alexander Albon nas últimas voltas dar-lhe-ia a garantia do terceiro lugar, e tiraria o piloto tailandês dos pontos.

O toque polémico de Lewis Hamilton a Alenxader Albon, que acabou com a penalização do piloto britânico
Fonte: Formula 1

Porém, foi a partir da mítica volta 53 que a ação começou.

Tudo começou com o abandono de Valtteri Bottas, que foi obrigado a retirar-se da corrida devido a problemas da unidade motriz do seu carro, que originou um safety car a 17 voltas do final. Quem diria. Há realmente uma primeira vez para tudo.

Depois do safety car, foi como se assistíssemos a uma segunda partida. Hamilton perde o primeiro lugar, com Verstappen a sair-se melhor na luta com o campeão.

No entanto, a corrida não ficava só por aqui. Na luta entre os dois Ferrari, Sebastian Vettel acaba por bater no colega de equipa, Charles Leclerc, que acaba por se despistar devido à saída de um dos pneus do seu carro. Mas, como se o karma existisse, o mesmo acontece a Vettel, originando o fim da corrida da Ferrari (e mais um safety car).

Nas últimas dez voltas da corrida, quem beneficiava com os erros das “grandes equipas” continuava a ser as equipas de médio desempenho, mais propriamente Pierre Gasly (Toro Rosso) e Carlos Sainz (McLaren) – mas também Alexander Albon (Red Bull), que parecia semear o seu primeiro pódio na Fórmula 1.

Mas, com o toque de Lewis Hamilton, tal não se sucedeu, dando origem a uma luta acesa entre Pierre Gasly e o campeão do mundo, em que Gasly acaba por ganhar neste frente-a-frente a cruzar a linha em segundo lugar.

Noutros destaques, Carlos Sainz acaba muito bem em quarto lugar (um possível terceiro lugar, se Hamilton for penalizado – que se concretizou mesmo), numa corrida em que começou em último. Mais uma vez, a McLaren a mostrar que pode ser a “melhor do resto”.

Desilusão para Romain Grosjean e para a Haas, que deu expectativas de conseguir pontos, mas, nem isto se sucedeu.

O que começou por ser uma corrida extremamente “chata”, acaba por se tornar numa corrida intensa, onde as últimas voltas refletem o resultado, de todo, da corrida.

Fonte: Formula 1

O IVA não desce sozinho, querida Liga

A contestação sobre o elevado valor do IVA na compra de bilhetes para jogos de futebol tem sido cada vez maior. Isto porque o IVA se encontra, neste momento, nos 23% para quem pretenda ir assistir à sua equipa ao estádio.

Estes elevados valores têm vindo a ser alvos de críticas dos adeptos e da Liga, numa altura em que chegou ao Governo uma proposta da Associação de Promotores, Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE) para a redução do IVA do preço de bilhetes para espetáculos e festivais dos 13% para os 6%.

Aquando da revelação desta proposta, a Liga reagiu de imediato e afirmou que “o governo só por distração terá deixado o futebol de fora da lista de espetáculos contemplados com a descida do IVA”.

Esta proposta de Orçamento de Estado para 2019 foi entregue a 14 de outubro de 2019 e referia que esta alteração nos valores percentuais do IVA vinha “no âmbito da promoção da atividade cultural, em 2019”. De acordo com o documento, o IVA deverá variar, dependendo da região de Portugal. Assim, cairia para os 6% em Portugal continental, 4% na Região Autónoma dos Açores e 5% na Região Autónoma da Madeira.

Esta medida era já uma pretensão da APEFE que, em julho, entregou na Assembleia da República uma petição com sete mil assinaturas pela descida do IVA sobre os espetáculos ao vivo.

O sentimento de injustiça da Liga já pronunciado culminou com uma petição da mesma e das sociedades desportivas anónimas que a integram a lançarem, também elas uma petição com o objetivo de sensibilizar a Assembleia da República a reduzir a taxa de IVA aplicada aos eventos desportivos também para os 6%.

Considere-se a seguinte questão: “Será o futebol realmente um espetáculo e contribuirá este realmente para a cultura?”. A APEFE, enquanto associação, nasceu para melhorar a oferta cultural do país e para, ao mesmo tempo, dar voz aos interesses do setor. As áreas que esta organização pretende alavancar são: a cultura, o turismo e a enconomia. Ou seja, é desconhido até que ponto é que o futebol é englobado nestes pârametros, sobre os quais a APAFE foi fundada. Esse é o ponto que poderá responder à questão acima e que está na origem deste conflito.

O futebol é, para muitos, parte indissociável da cultura portuguesa e teria que ser, portanto, contemplado com a descida do IVA, já que pode ser considerado como espetáculo e este seria o ponto de vista da liga. Por outro lado, a APAFE pode não ver o futebol como um dos setores que pretende “alavancar”, restrigindo-se aos setores da cultura, do turismo e da economia.

Em suma, trata-se de uma organização que decidiu defender os seus interesses e que o acabou por fazer antes da Liga que, em seguida, se sentiu injustiçada. Houve quem se “fizesse à vida” e foi isso que a APAFE fez e que talvez, tendo em evidência do futebol em mente, a Liga já devia ter feito há mais tempo. Pelo menos, poupava os seus adeptos uns “trocos” e livrava-se de ser alvo de críticas.

Foto de Capa: FC Famalicão

artigo revisto por: Ana Ferreira