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O regresso do tanque para as batalhas finais

E eis que à 31.ª jornada, lá bem ao fundo, se viu aproximar essa arma mortífera, pronta a deixar KO os seus adversários. E eis que surgiu, finalmente e de forma avassaladora, William Oliveira. E os adeptos do GD Chaves voltaram assim a acreditar que a batalha não está perdida, e que um tanque carregará sobre as defesas adversárias, até à exaustão destas e à rendição final.

William Oliveira é essa arma que esteve somente meio carregada ao longo da presente época. Inexplicavelmente, e após a época passada em que surpreendeu muitos dos mais atentos, William este ano andou ‘meio escondido’ por entre as defesas contrárias. Apesar disso, foi sempre aposta regular do seu treinador, tanto de Daniel Ramos, como depois de José Mota.

Já antes escrevi sobre William. Primeiro apelidando-o do tanque do futebol português, e depois como uma das decepções da época. Cumprindo quase todos os jogos da Primeira Liga, era de facto difícil de explicar a sua factura de somente um golo marcado. No entanto, e voltando à confiança que os seus treinadores sempre depositaram em si, esta deve ter uma justificação qualquer. Correcto?

William voltou (finalmente) aos golos, prometendo ser a arma mais mortífera do Chaves para o final da época
Fonte: GD Chaves

William é muito mais que um simples homem de área, mesmo que a sua estampa física nos leve a achar que não. O que joga e o que faz jogar, abrindo espaços para os seus colegas de ataque e do meio-campo, levam-no a ser um jogador imprescindível no ataque flaviense…mesmo que não atire a redondinha lá para dentro.

No entanto, no passado fim de semana, e logo por três vezes, William presenciou a sua sandes preferida com o tão famoso ketchup, alimentando assim a esperança dos valentes transmontanos de que a manutenção pode ainda ser uma realidade.

Sou um confesso admirador das qualidades do ponta de lança do Chaves. Parece-me que lhe falta algum faro de golo, ou pelo menos a antecipação aos defesas, o saber onde ‘vai a bola cair’, que faz dos melhores isso mesmo: melhores que os demais. Ainda assim, antevejo-lhe um excelente futuro. Tem características ‘especiais’ que se forem potenciadas poderão fazer dele um caso sério no nosso Campeonato. E, mesmo que o seu clube desça, com certeza que William se irá manter no campeonato maior do nosso país.

Boa sorte William!

 

Foto de Capa: GD Chaves

«Ir para o Águas Santas foi um choque muito grande» – Entrevista BnR com Mário Oliveira

O Bola na Rede teve a oportunidade de entrevistar o ponta-esquerda do Águas Santas, Mário Oliveira. Atualmente com 27 anos, e a atingir uma excelente forma no clube maiato, Mário falou-nos da boa época da formação maiata no campeonato nacional de andebol, traçando como objetivo coletivo o acesso à Taça Challenge. Falou-nos ainda da sua “bolada” a Alfredo Quintana no jogo diante do FC Porto bem como da coesão e do bom ambiente que se vive no plantel da formação nortenha. Temas abordados numa entrevista que não vais querer perder.

Bola na Rede (BnR) – O Águas Santas está neste momento no 4º lugar do campeonato nacional, que dá acesso à Taça Challenge. Até que ponto é que o apuramento para essa competição é um objetivo alcançável pelo Águas Santas?

Mário Oliveira (MO): Sim, claramente. Esse é o nosso foco, pretendemos ficar em quarto lugar. O quarto lugar dá acesso à Taça Challenge e é isso que pretendemos.

BnR: Estás no Águas Santas há quantas épocas?

MO: Comecei nos Juniores do Águas Santas, em 2009/2010, portanto, vai fazer agora 10 anos.

BnR: E a entrada nos Seniores?

MO: Foi na mesma época.

BnR: Qual a grande diferença nessa passagem dos Júniores para os Séniores?

MO: Já foi um choque muito grande vir de um clube como o Santana para o Águas Santas, é totalmente diferente, as exigências ao nível do treino, a nível técnico, a nível tático. É totalmente diferente. Foi um choque grande, claro. Inicialmente era um miúdo lá no meio dos grandes craques, por assim dizer. Mas tive que me adaptar e penso que me adaptei bem. E os anos foram passando e fui-me mantendo lá no clube, integrando-me cada vez melhor, e já passaram dez anos.

Mário Oliveira, tem sido um dos elementos preponderantes na excelente época do clube maiato no campeonato nacional de Andebol
Fonte: Associação Atlética de Águas Santas

BnR: E desde essa altura até agora sempre tiveste na equipa Sénior?

MO: Em primeiro lugar, fui para lá para os Júniores. Depois, por uma lesão de um colega, acabei por ir para os Séniores e nunca mais sai de lá até agora.

BnR: O envolvimento com o restante plantel é positivo? Há assim algum elemento que tu destaques como tendo uma melhor relação…

MO: Sim, tenho alguns que são meus amigos pessoais. É normal com o passar dos anos, já os conheço há muitos anos, é normal que isso surja.

BnR: Mário, é quase inevitável esta pergunta, mas tenho que a fazer: o que te passou pela cabeça de fazer aquilo ao Quintana no jogo contra o FC Porto (n.d.r: Mário Oliveira atingiu o guarda-redes do FC do Porto, Alfredo Quintana, com a bola na cara durante a marcação de um livre de sete metros)?

MO: Foi um ato furtuito do jogo, não foi de propósito, obviamente não quis fazer isso a um colega de trabalho. Mas são coisas que acontecem no Desporto.

BnR: Chegaste a falar com o Quintana sobre isso?

MO: Claro, claro. Pedi-lhe desculpa várias vezes e ele também foi sempre muito correto, aceitou desde o início o meu pedido de desculpas, percebeu aquilo que aconteceu, é um atleta de alta competição, e sabe que essas coisas acontecem.

BnR: Por último, Mário, qual achas que tem sido o segredo para o sucesso do Águas Santas esta temporada?

MO: Temos um bom espírito de grupo, temos bons atletas, temos uma boa equipa técnica e quando assim é, tudo é mais fácil.

BnR: Ok, Mário, obrigado pelo teu contributo.

Foto de Capa: Associação Atlética de Águas Santas

O guardião do Olimpo leonino

Com o urgir do tempo, diversas são as fortalezas que alicerçaram o futsal leonino. Que respiraram Sporting Clube de Portugal, que o estimularam, que o viveram, que obstinadamente defenderam as suas cores e rugiram veementemente aquando da tentativa de subjugação adversária, renunciando ideais como a conformidade e a resignação.

Thiago Mendes Rocha é o alvo da minha redação. O último resguardo carece de exultação. As muralhas também surgem personificadas no seio de pavilhões nacionais e internacionais. Curiosamente, a conexão lusa com as Terras de Vera Cruz perdura há mais de 500 anos e Guitta, na parca opinião de um aficionado da modalidade, é produto fabricado por Pedro Álvares Cabral.

Desta vez, a perplexidade e a estupefação não acorrentaram o meu espírito aquando da vinda para o tricampeão pelo facto de ter já corporificado o meu juízo relativamente a ilustre personagem. E, com a sucessão dos acontecimentos, conferenciei com os meus botões “bem, com a chegada da coqueluche brasileira, transformamos a quimera em realidade, desvanecem-se as patologias de outrora e, quiçá, possamos conquistar a contenda que se esvaiu três vezes, duas delas consecutivamente.”

Apesar de um início descaracterizado patenteado com o término de um ciclo dirigente, a modalidade aufere o rumo que detinha das épocas anteriores e, a partir do embate com o SL Benfica, altera integralmente a mentalidade e adquire aquele querer, aquele crer e aquela ambição que só é conhecida pelos súbditos do Rei da Selva. 6-1, exibição portentosa e recheada de qualidade, edificada pelo pôde com direito a brinde, sexto e último tento. Posteriormente aos factos supracitadas, emerge a glória, irrompe o êxito, brota o esplendor desportivo, irrompe a magnificência.

O guarda redes leonino foi escolhido o melhor em campo na final da UEFA Futsal Champions League
Fonte: UEFA

Singularmente, o clímax é proporcionado, não sei se por inspiração divina e mitológica (Os Lusíadas) se pelo Fado e Ventura decorrentes da normalidade mundana. Domingo transato, o Sporting Clube de Portugal cumpriu as minhas preces e atendeu a todos os meus desejos e realizações pessoais. Sim, pessoais.

A UEFA Futsal Champions League caminhou para o João Rocha e Guitta pôde explanar toda a sua magia, toda a sua dedicação e toda a sua preponderância. E carecendo da perplexidade anterior, nunca vislumbrei tamanho contorcionismo, tamanha elasticidade, tamanha agilidade e tamanho sentido de responsabilidade naquela que constitui a estrutura rochosa com assaz rugosidade e peso. No Kairat Arena, a fortaleza proclamou o grito do Ipiranga, ensurdecendo e empalidecendo toda uma moldura humana após mostra da sua intransponibilidade e da sua aptidão para malograr festejos do adversário. Após apito final, no decorrer dos festejos, Guitta procurou e transportou para o palco um quadro com a foto do filho que perdera dois anos antes e, travando-o junto do peito, verteu lágrimas nostálgicas mescladas com beijos ternos e insanos. O arrepio duplicou-se, a sensação estranhamente comovente e autêntica preencheu todos os imos existentes.

Convictamente, afirmo que o melhor do mundo na posição tem paradeiro no campeão europeu de futsal e no tricampeão nacional!

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tottenham Hotspur FC 0-1 AFC Ajax: Pupilos de Ten Hag distribuem chocolate em Londres

O Ajax FC foi a Londres vencer o Tottenham Hotspur FC e ficou a um passo da final da Liga dos Campeões, num jogo em que dominou no primeiro tempo e geriu no segundo.

Para o segundo jogo europeu da história no novo estádio dos Spurs, Maurício Pochettino não pode contar com o lesionado Harry Kane nem com o castigado Son Heug-Min, apostando num esquema de 3 centrais (que, curiosamente, passaram todos pelo Ajax). Já a equipa de Tem Hag estava quase na sua máxima força, denotando-se apenas a ausência de Mazraoui, substituído por Veltman.

A equipa holandesa sente-se como um peixe na água nos jogos fora-de-casa (venceu em Madrid e Turim) e entrou muito bem no encontro, dominando a seu bel-prazer uns ingleses algo desnorteados. Foi, por isso, de forma natural que o Ajax chegou à vantagem à passagem do primeiro quarto de hora: na sequência de uma bela jogada coletiva, Ziyech isolou Van de Beek, que sentou o guarda-redes e atirou a contar.

O Tottenham não conseguia sair a jogar e não tinha bola, fruto da pressão alta de um Ajax que entrou com a corda toda. Aos 24 minutos esteve perto de aumentar a vantagem, mas desta vez Lloris levou a melhor sobre Van de Beek, após assistência de Tadic.

Os Spurs só conseguiam chegar à baliza de Onana através de lances de bola parada. Llorente e Alderweireld ameaçaram as redes holandesas dessa forma. Pelo meio, Vertonghen lesionou-se num choque com Onana e teve que sair, entrando Sissoko para o seu lugar. Com esta substituição, Pochettino assumiu o fracasso da sua ideia inicial de 3 centrais, que oferecia muito espaço central para construção aos médios holandeses, alterando o sistema tático.

O segundo tempo começou de forma vibrante, com aproximações perigosas nas duas balizas. O Tottenham veio espicaçado dos balneários, com muita vontade de chegar à baliza adversária, mas tinha alguns problemas perante as transições rápidas dos holandeses.

Os Spurs permaneciam com mais iniciativa mas continuavam com problemas na definição no último terço. A falta de soluções ofensivas no banco de suplentes inviabilizava alterações atacantes, à medida que os minutos passavam e o cansaço acumulava. Mais fresca, a equipa do Ajax estava mais confortável e esteve mesmo perto do 0-2, com Neres a atirar cruzado ao poste.

O jogo não teve mais oportunidades de registo, com o Ajax a anular bem os espaços à equipa inglesa. O Tottenham sentiu muito as ausências de Son e de Kane e errou na forma de entrar na partida, consentindo muito espaço ao meio-campo holandês. Conseguiu equilibrar no segundo tempo, mas faltou-lhe acutilância ofensiva e clarividência no último terço.

Já o Ajax, sempre fiel aos seus princípios de jogo, anulou bem os espaços ao adversário e esmagou-o nos primeiros 40 minutos. No resto do jogo, foi gerindo e ainda ameaçou o segundo tento. Os pupilos de Tem Hag continuam a fazer as delícias aos adeptos por esse mundo fora.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Tottenham Hotspur FC: Lloris, Trippier (Foyth 79’), Alderweireld, Sanchez, Vertonghen (Sissoko 38’), Rose (Davies 79’), Wanyama, Eriksen, Dele Alli, Lucas, Llorente.

AFC Ajax: Onana, Veltman, de Ligt, Blind, Tagliafico, Schone (Mazraoui 65’), De Jong, Van de Beek, Ziyech (Huntelaar 87’), Neres, Tadic.

A manifestação e a justificação

Na passada sexta-feira, aquando do apito final de Artur Soares Dias e da confirmação do empate do FC Porto em Vila do Conde, assistiu-se ao pouco habitual descontentamento dos adeptos portistas e ao insurgimento destes contra jogadores e equipa técnica. Apesar de mais do que justificada, discordo da forma, do conteúdo, do motivo e dos alvos da mesma.

A verdade é que uma época que esteve para ser do “quase tudo” está prestes a terminar com “quase nada”. Ora vejamos. Na Taça da Liga o FC Porto fez mais uma vez um percurso meritório e alcançou a final. Depois de ter colocado a cereja (vitória sobre o SL Benfica na meia-final) no topo de um bolo que ainda não era seu, cedeu mais uma vez na “lotaria” das grandes penalidades frente ao Sporting CP, num jogo de sentido único, diga-se.

O Campeonato, que esteve ganho, está agora praticamente perdido. Depois de desperdiçada uma vantagem de sete pontos, o sonho do bi-campeonato é agora não mais do que uma miragem. Apesar de o FC Porto ir lutar até à última jornada por esse título, é mais uma competição que parece fugir. A Liga dos Campeões, essa, fica marcada pelo recorde de pontos na fase de grupos, uma eliminatória exuberante frente à AS Roma e o recorde de receitas.

No entanto, no fim do dia, não acrescenta qualquer troféu as vitrines do museu e a última imagem tem tanto de pesada como de injusta. Resta, portanto, a Taça de Portugal, que ganha cada vez mais importância na época do clube. Apesar de o FC Porto estar presente em quase todas as decisões, o número e relevância dos títulos conquistados parece que vai ficar a desejar. Assim se compreende a profunda magoa dos portistas.

Essa frustração foi manifestada perante Sérgio Conceição e os seus jogadores. O treinador do FC Porto nunca foi um mestre da tática e só pode estar desiludido quem alguma vez acreditou nisso. Sérgio Conceição não é um Guardiola nem um Mourinho (mesmo que até este já tenha vivido melhores dias). Ainda assim, não deixa de estar a operar um verdadeiro milagre no clube. Como treinador, será sempre o responsável máximo pelos fracassos que possam vir a acontecer e, em boa verdade, poderá ser o grande responsável pelo pobre futebol que a equipa apresenta e pelos erros clamorosos na receção ao SL Benfica, jogo que acaba por marcar a corrida pelo título.

No entanto, não pode nunca ser esquecido tudo o que de bom tem sido feito e o respeito que o clube recuperou desde que chegou ao clube. Sou contra a ideia de jogo, como já referi inúmeras vezes, mas não deixo de reconhecer que faz omeletes saborosas com os ovos que vai tendo à disposição. Não merecia o que ouviu no final do último jogo.

Sérgio Conceição e a equipa tiveram que enfrentar a ira dos adeptos no final da partida frente ao Rio Ave FC
Fonte: UEFA

Quanto aos jogadores, são, agora, acusados de maus profissionais. Não podia estar mais em desacordo com esta ideia. Nada tenho a apontar em relação à entrega dos jogadores. Respeitam e reproduzem a ideia de jogo do treinador da melhor forma que podem e a incapacidade para gerir jogos com bola deve-se à falta de talento e à falta de habituação a esse método de jogo.

A equipa está viciada na vertigem e na profundidade e tem dificuldades para manter a posse e o controlo do jogo quando este o exige. O que aconteceu em Vila do Conde já vem sendo um hábito ao longo da época e só atinge proporções apocalípticas porque, desta vez, o adversário conseguiu mesmo o empate. Ainda assim, e apesar da evidente culpa que os jogadores têm pelo sucedido, ilibo-os das acusações que têm sido feitas ao seu carácter.

Há, no entanto, uma terceira parte que continua a passar pelos pingos da chuva. Uma estrutura que continua a parecer intocável, mas que não tem sido mais do que errática. Errática nas contratações, errática na proteção da equipa, errática na gestão das finanças, errática na gestão das renovações (tantos das que faz como das que não consegue efetivar) e errática no discurso e nas aparições. Ainda assim, os canhões dos adeptos parecem apontados para outra direção.

Em suma, há motivos para descrença e frustração. O que aqui advogo é que a sua forma e conteúdo são injustificadas (nunca poderei ser a favor de violência seja ela física ou verbal) e que os seus alvos fazem dos adeptos um tanto ou quanto ingratos. Resta à equipa e adeptos uma réstia de esperança. É a esta que nos temos que agarrar até ao fim do campeonato e se, como parece que vai acontecer, acabarmos por cair, teremos que estar em peso no Jamor.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Estoril Open 2019 – Dia 4: O campeão voltou… e encantou

Ao quarto dia de Estoril Open, tivemos a estreia em singulares de João Sousa. A expectativa para ver o melhor tenista português de sempre não foi defraudada, já que o português natural de Guimarães sobre aguentar bem a pressão e afastou Alexei Popyrin da prova (6-4, 2-6 e 6-2). O tenista australiano, que já tinha eliminado Gastão Elias nos qualifyers, voltou a ser um osso duro de roer, mas foi incapaz de contrariar o favoritismo de João Sousa.

O tenista português segue firme para a segunda ronda do torneio, tal como o homem que foi derrotado pelo tenista português na final do ano passado, Frances Tiafoe. O tenista norte-americano cumpriu e venceu Mikhail Kukushkin em dois sets relativamente equilibrados através dos parciais de 6-3 e 7-5.

Em relação a desilusões, Pablo Carreno Busta é o nome que fica na linha da frente. Apesar de até se ter exibido a bom nível para alguém que está sem ritmo, foi incapaz de passar a primeira ronda. Chardy esteve irrepreensível e foi implacável a partir do segundo set do encontro.

Nas próximas rondas, destaque para os embates que envolvem os tenistas portugueses. Quanto ao surpreendente João Domingues, vai medir forças com John Millman, atual número 50 mundial. Já João Sousa tem também um teste de fogo frente a David Goffin (n.º 25 do ranking ATP).

Foto de Capa: Millennium Estoril Open

28.ª Jornada do Girabola’19: Crença no título mantêm-se intacta em Luanda

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Prestes a terminar, a jornada 28 do Girabola’19 disputou-se no último fim-de-semana de abril. Com o fim cada vez mais próximo, os dois rivais de Luanda continuam a discutir até ao último jogo o título de campeão, e nesta ronda não deram hipóteses aos seus adversários. Na luta pela manutenção, Saurimo FC já viu confirmada a descida, faltando agora saber quais são as duas equipas que o acompanham.

O Petro de Luanda ainda continua a acreditar no título. Na ida ao terreno do Santa Rita de Cássia, o conjunto petrolífero não podia voltar a perder pontos e entrou determinado em garantir o triunfo: a vitória acabou por se confirmar, graças ao golo solitário apontado por Tony, nos primeiros minutos da partida. O triunfo pela margem mínima permitiu ao Petro ficar a quatro pontos do líder, e pode ainda reduzir essa distância, caso vença o jogo que tem em atraso no dia 1 de maio, frente ao já despromovido Saurimo FC.

O atua líder 1.º de Agosto não vacilou e também venceu o seu compromisso. A jogar em casa frente ao Bravos do Maquis, os “Militares” não deram quaisquer hipóteses e ganharam por três golos sem resposta: os tentos foram apontados por Bobô, Buá e Ary Papel. O triunfo tranquilo mantém os comandados no topo da classificação, com 61 pontos conquistados.

Ary Papel fez um dos três golos na vitória do 1.º de Agosto sobre o Bravos do Maquis
Fonte: 1.º de Agosto

O Kabuscorp cedeu pontos em casa. Na receção ao Sagrada Esperança, os jogadores treinados pelo português Paulo Torres não foram além de um empate a um golo: Jiresse adiantou os visitantes logo no início do jogo, mas uma grande penalidade convertida por Taddy perto do fim ditou a divisão de pontos entre as duas equipas. Com este empate, as duas equipas continuam separadas por um ponto na classificação – Kabuscorp com 39 e Sagrada Esperança com 38.

O Recreativo do Libolo também empatou nesta jornada. Na visita à casa da Académica do Lobito, a turma libolense ainda se adiantou primeiro no marcador devido ao golo de Jarede. Contudo, o golo de grande penalidade apontado por Márcio Luvambo impediu a vitória forasteira. O ponto conquistado fora faz com que o Libolo chegue aos 34 pontos, estando no oitavo lugar da classificação.

Nos outros jogos, o ASA obteve um triunfo importante pela margem mínima sobre o Saurimo FC, ao passo que Interclube e Recreativo da Caála empataram a uma bola. O Progresso do Sambizanga bateu o Cuando Cubango por 3-1.

Foto de capa: Petro de Luanda

Os 10 melhores combates da carreira de Kurt Angle

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A despedida de Kurt Angle dos ringues foi tudo menos alegre; os seus melhores anos já passaram há muito tempo e os seus últimos combates provam-no. É triste recordarmos uma lenda desta maneira, por isso vou fazer a minha parte para o impedir.

No seu pico de forma física, Angle era conhecido como a Wrestling Machine, uma alcunha mais do que merecida. Ele fazia bons combates com toda a gente e alguns desses foram simplesmente fenomenais.

É por isso que, para me despedir como deve ser de Kurt Angle, vou recordar os 10 melhores combates da sua carreira.

Menções Honrosas:

  • Kurt Angle vs Rey Mysterio (Summerslam 2003)
  • Kurt Angle vs Undertaker vs The Rock (Vengeance 2002)
  • Kurt Angle vs Eddie Guerrero (Wrestlemania XX)

Nota: cingi-me a combates que Angle fez na WWE porque não conheço muito do seu trabalho na TNA e por isso não seria capaz de fazer uma selecção justa.

As 5 revelações do Sporting CP esta época

Quando já só faltam apenas três jornadas para o fim do campeonato e a final do Jamor, debrucei-me sobre a época realizada pelo Sporting CP ao longo desta época. Verifiquei algumas boas surpresas desde o início da época até ao atual momento do clube.

Deste modo, irei revelar os cinco jogadores que, na minha opinião, se revelaram boas surpresas para os adeptos leoninos.

A volatilidade da opinião pública

Vivemos num país onde se destaca muito a volatilidade da opinião pública e no futebol não é excepção. Vivamos numa sociedade onde se passa muito rapidamente do oito ao oitenta, de bestial a besta. Passando esse facto para o futebol português, há os exemplos dos rivais lisboetas que já passaram por essas mesma situações no decorrer da temporada.

Comecemos pelo Sporting CP, que despediu José Peseiro à passagem para o mês de Novembro, sendo este substituído por Marcel Keizer, um treinador que era um desconhecido para grande parte da nação sportinguista. O treinador holandês iniciou o seu percurso no Sporting com sete vitórias consecutivas. As goleadas, os muitos golos marcados e o bom futebol rapidamente conquistaram os adeptos leoninos, levando-os a criar a hashtag #Keizerball.

Uns tempos mais tarde, as coisas mudaram. No mês de Fevereiro, o Sporting sofre duas derrotas consecutivas contra o Benfica e é eliminado da Liga Europa pelo Villarreal, clube que tem lutado para não descer na Liga Espanhola. Em 2/3 meses, os adeptos do Sporting passaram do #Keizerball para os lanços brancos.

Bruno Lage já foi alvo de alguma contestação na Luz
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

No outro lado da Segunda Circular, o SL Benfica mudaria de treinador no início de 2019, com Rui Vitória a não resistir à senda de más exibições e resultados e a ser substituído por Bruno Lage. O então treinador da equipa B conduziu a equipa a uma recuperação no campeonato que muitos julgavam ser impossível.

Em dois meses, o Benfica de Bruno Lage recuperou a liderança do campeonato, ganhou em Alvalade e no Dragão e aplicou a maior goleada no campeonato dos últimos 50 anos, sendo levado ao “endeusamento” por parte dos adeptos. Passado pouco mais de um mês, a equipa é eliminada da Taça de Portugal e da Liga Europa, que aumentou acentuadamente a contestação dos adeptos, dizendo que Bruno Lage deveria sair do Benfica caso não seja campeão.

Esta mentalidade espelha bem a realidade do futebol português (e não só). Uma mentalidade onde os resultados estarão sempre acima do projecto, do processo, da qualidade do jogo. A necessidade que os adeptos têm de criar ídolos faz muitas vezes com que estes não tenham capacidade de gerir as suas expectativas, e que não entendam que os resultados vão e vêem, mas que a qualidade prevalece.

 

Fonte: Sporting CP