Decorreu no passado domingo a cerimónia de entrega de prémios da Associação de Jogadores Profissionais (PFA) de Inglaterra, que distinguiu os jogadores que mais se destacaram no decorrer da edição 2018/2019 da Premier League. Virgil van Dijk, defesa-central do Liverpool, foi o grande vencedor da noite, ao ser eleito o melhor jogador do ano, sucedendo ao seu colega de equipa Mohamed Salah, que havia vencido no ano passado.
O holandês superou a concorrência do seu colega de equipa Sadio Mané, dos citizens Raheem Sterling, Sergio Kun Aguero e Bernardo Silva e do belga Eden Hazard, que foram nomeados para o galardão. Van Dijk é consensualmente um dos melhores centrais da atualidade e tem-se destacado no eixo defensivo dos Reds, que ainda discutem taco-a-taco o título de campeão. Por isso mesmo, o «timing» destes prémios não me parece o mais adequado, uma vez que a época ainda não acabou e um brilharete de um destes jogadores num dos próximos jogos poderia alterar o desfecho do vencedor do campeonato e, meritoriamente, deste prémio.
Van Dijk tornou-se o quarto defesa a vencer o prémio e o primeiro desde 2004, ano em que John Terry foi o distinguido. A soberania do holandês levou a melhor sobre a preponderância que Sterling e Bernardo Silva têm no Manchester City. O português está a realizar a melhor época da carreira, com uma regularidade tremenda e já leva 7 golos e 8 assistências, enquanto que Sterling também vive a sua melhor temporada na Premier League, com uns impressionantes 17 golos e 12 assistências só no campeonato. A qualquer um dos três, o prémio ficaria bem entregue.
Raheem Sterling, o melhor jogador jovem da competição Fonte: AFA Awards
Raheem Sterling, no entanto, não saiu da cerimónia de mãos a abanar e foi eleito o melhor jogador jovem da competição. O inglês de 24 anos levou novamente a melhor sobre Bernardo Silva e ainda sobre Trent Alexander-Arnold (Liverpool), Declan Rice (West Ham), David Brooks (Bournemouth) e Marcus Rashford (Manchester United). É algo injusto para o português sair sem nenhum dos dois prémios, mas Sterling tem melhores números e Van Dijk está numa época intratável.
Para finalizar, a equipa do ano já era conhecida, mas também recebeu o prémio no decorrer da cerimónia. Manchester City e Liverpool dominaram, sendo Paul Pogba o único “intruso” no XI (opção muito discutível; Hazard, nomeado para melhor jogador, deveria fazer parte dela). Os eleitos foram: Ederson, Alexander-Arnold, Van Dijk, Laporte e Robertson; Pogba, Fernandinho e Bernardo Silva; Sterling, Mané e Aguero.
Nota ainda para os prémios no feminino, com Vivianne Miedema, avançada do Arsenal, a ser considerada a melhor jogadora, e Georgia Stanway, centrocampista do Manchester City, a ser distinguida como melhor jogadora jovem da Premier League feminina.
Jack Hermansson venceu Jacaré Souza no combate principal do UFC Fight Night Florida. Greg Hardy nocauteou Smoliakov no primeiro round, e Mike Perry e Alex Oliveira protagonizaram uma autêntica batalha. Glover Teixeira e Jim Miller venceram os prémios de Performance da Noite, nas suas finalizações por submissão.
O combate principal da noite trouxe a luta entre Ronaldo “Jacaré” Souza e Jack Hermansson, na divisão de peso-médio.
Estava prometido por Dana White que caso Jacaré vencesse, tinha assegurado uma chance de lutar pelo título. O brasileiro vinha de uma vitória sobre Chris Weidman no UFC 230, e aos 39 anos, já em fim de carreira, era a altura perfeita para conseguir uma luta de título.
Jack Hermansson lutava pela segunda vez no espaço de um mês. O sueco vinha de três vitórias seguidas, frente a Thales Leites, Gerald Meerschaert e David Branch. Conseguiu entrar no top-10 da divisão, e procurava subir nos rankings ao enfrentar o nº4.
Jack Hermansson venceu Jacaré Souza Fonte: UFC
Hermansson entrou melhor no combate, com um strike superior e mais eficaz. A certa altura até deu a entender que tinha derrubado Jacaré depois de uma sequência de quatro golpes, mas foi ao mesmo tempo que o brasileiro tentou uma projeção. Hermansson conseguiu até uma projeção, surpreendentemente, visto que Jacaré é um mestre no jiu-jitsu. No chão procurou uma guilhotina, mas sem sucesso.
O segundo round foi mais virado para o combate de chão. No contra-ataque Hermansson conseguiu uma incrível projeção e esteve sempre em cima do adversário. Jacaré não conseguiu raspar nem mudar a guarda, foi pouco ativo na luta de costas. Hermansson esteve sempre agressivo e procurou distribuir vários golpes. No final da ronda, os golpes no chão estavam 104-5 a favor de Hermansson.
O terceiro round foi enorme para Jacaré. Jack parecia um pouco cansado, e o brasileiro soube tirar proveito disso. Acertou bastantes golpes e muito fortes, alguns até abanaram Hermansson, que não soube lidar com a pressão do strike do adversário.
Na quarta ronda vimos um Hermansson melhor no strike. Mais virado para pontuar, acertar e não ser atingido, e utilizar bem a distância. No corpo a corpo junto à jaula, conseguiu gerir bem o esforço. Venceu este round, e com um 3-1 em rondas tinha de gerir bem o último para assegurar a vitória.
O sueco entrou agressivo porque pensava que Jacaré estava magoado, mas não. Conseguiu uma projeção, mas o brasileiro reverteu a posição e também o conseguiu projetar. Jack manteve a vontade de gerir o esforço e procurar pontuar com o strike. No fim do round Jacaré percebeu que estava em desvantagem e seria impossível vencer por pontos, então começou a ser mais agressivo e procurar a finalização. As suas esperanças caíram por terra quando, a faltar menos de um minuto, Hermansson consegue uma projeção.
No final a vitória foi atribuída a Jack Hermansson por decisão unânime. Dois juízes pontuaram 48-47 (3-2 em rondas) e um pontuou 49-46 (4-1 em rondas).
Esta derrota pode significar a retirada de Jacaré Souza. Antes deste combate referia que caso não tivesse uma luta pelo título, se reformava.
No co-main event Greg Hardy enfrentou Dmitri Smoliakov, na divisão de peso-pesado. Hardy foi desqualificado no seu último combate contra Allen Crowder por ter lançado um joelho ilegal. Smoliakov perdeu os seus dois primeiros combates no UFC, tendo depois vencido Evgeniy Bova na Asian Challenge.
Smoliakov entrou com intenção de analisar o adversário antes de entrar em grandes trocas de golpes. Hardy entrou com precaução, mas com o KO em mente. O americano conseguiu encostar Smoliakov perto da jaula e acertou um grande gancho de direita, e finalizou de seguida o adversário com ground and pound.
Alex Oliveira e Mike Perry protagonizaram a luta da noite na divisão de peso meio-médio. Oliveira vinha para este combate na sequência da derrota contra Gunnar Nelson no UFC 231, enquanto Perry também vinha de uma derrota contra Donald Cerrone no UFC Fight Night 139.
Perry foi quem procurou mais a vitória Fonte: UFC
Oliveira entrou mais solto e a acertar vários e bons golpes. Apesar de ter de combater a recuar, teve mais iniciativa no striking. Perry ganhou pontos no clinch, e quando lançava golpes eram para finalizar.
No segundo round Oliveira manteve-se bem no strike mas Perry conseguiu levar o combate para o chão e esteve muito bem no ground and pound. Sempre à procura da finalização e de distribuir golpes para finalizar o adversário.
Na terceira ronda tudo estava em aberto, mas foi Perry que procurou mais a vitória. Esteve mais agressivo e procurou finalizar. Oliveira também teve o azar de uma possível lesão num dedo do pé direito. No final os juízes deram a vitória a Mike Perry por 29-28 (dois rounds para Perry, um para Oliveira).
Glover Teixeira e Ion Cutelaba defrontaram-se na divisão de peso meio-pesado. Glover já com 39 anos vinha de uma vitória frente a Karl Robertson por submissão via triângulo de braço. Ion Cutelaba vinha de duas vitórias seguidas frente a Henrique da Silva e Gadzhimurad Antigulov, e procurava entrar no top-15 da divisão com uma vitória.
Cutelaba entrou bem agressivo contra um Teixeira um pouco passivo, ainda a analisar o estilo do adversário. Cutelaba acertou um punho rotativo e abanou Glover. Ainda procurou a finalização mas sem sucesso. A partir daí Ion começou a gerir melhor o esforço, a procurar acalmar o combate. Glover recuperou rapidamente daquela pior fase, e esteve muito agressivo no fim do round.
Foi dessa forma que entrou para o segundo round, e conseguiu inclusive levar o combate para o chão, onde sabia que tinha uma grande vantagem. A partir daí pareceu fácil: fez boas transições no chão e mudou várias vezes a guarda. Cutelaba deu as costas a Teixeira que aplicou um mata-leão, finalizando dessa forma o combate.
A divisão de peso-galo trouxe o combate entre John Lineker e o invicto no UFC, Cory Sandhagen. Lineker estava numa sequência de duas vitórias seguidas, frente a Marlon Vera e Brian Kelleher. Sandhagen vinha de três vitórias, nos primeiros três combates pela promoção.
No início da luta era bem visível a diferença de altura entre os dois lutadores: Sandhagen tinha uma vantagem de 11 centímetros na envergadura. Devido a isso Lineker encontrou dificuldades em encurtar a distância. Sandhagen quando lançava golpes aproximava-se do adversário e Lineker conseguia acertar duros golpes, apesar de ter falhado alguns.
O segundo round foi mais equilibrado, ambos a acertar vários golpes e muitos significativos. Era visível algum cansaço em Lineker.
O terceiro round trouxe um Sandhagen que conseguiu gerir melhor a distância face a Lineker, e acertou mais golpes. Lineker nesta fase continuava a lançar golpes para finalizar, mas a falhar um grande número deles. Perto do fim da ronda ainda conseguiu uma projeção e quase finalizou Sandhagem com uma guilhotina.
Após um combate muito técnico e equilibrado, Cory Sandhagen venceu por decisão dividida (29-28; 28-29; 29-28).
Roosevelt Roberts e Thomas Gifford enfrentaram-se na divisão de peso-leve. Gifford estreava-se no UFC, enquanto Roberts estava invicto (6-0) e vinha de uma vitória frente a Darrell Horcher no UFC Ultimate Fighter Finale 28.
Gifford entrou a conseguir controlar o octógono e a forçar o adversário a recuar. Roberts consegue a projeção e controlou a ronda toda no chão. Apesar disto Gifford não esteve inativo: tentou sempre mudar a guarda e até procurou uma submissão.
Na segunda ronda ocorreu algo semelhante. Gifford manteve a pressão no strike mas Roberts acertou golpes melhores. Conseguiu novamente a projeção e manteve o mesmo controlo, mas desta vez mais agressivo procurando lançar mais golpes.
O terceiro round foi mais equilibrado. Gifford controlou o octógono no strike e até conseguiu a sua única projeção no combate. Roberts conseguiu levantar-se e também projetou o adversário e tentou novamente o ground and pound. No final o justo vencedor foi Roosevelt Roberts, com um resultado de 30-27.
O próximo evento será o UFC Fight Night Ottawa, no dia 5 de maio. O cartaz será protagonizado por Al Iaquinta e Donald Cerrone.
Finalmente, os playoffs começam a aquecer e já podemos assistir a algumas séries de alto nível, algumas delas podiam mesmo ser finais antecipadas como é o caso dos Warriors vs Rockets ou qualquer um dos duelos da Conferência Este.
E é por aí que vou começar. Na Conferência Este não é nada habitual assistirmos a uma segunda ronda dos playoffs tão equilibrada, na teoria. Aliás, na Conferência Este não é sequer normal não haver um favorito, logo à partida.
Uma década de hegemonia de LeBron James na NBA Fonte: NBA
A razão para isto acontecer é LeBron James visto que, desde 2010/2011 leva a equipa que representa às finais da NBA, ou seja, a equipa representada por LeBron James seria sempre a favorita a vencer a Conferência. Este ano, sem a presença de “King James” na Conferência Este e com 4 equipas ao mesmo nível é difícil prever o favorito.
Em primeiro lugar posso falar de um Kawhi Leonard em modo Playoff. Em 38 minutos de jogo dizimou a equipa dos Sixers com 45 pontos, 3 triplos, 70% de lançamentos de campo, 11 ressaltos defensivos, 2 roubos de bola e 1 bloqueio.
Tive o prazer de assistir a este grande jogo e posso afirmar que os Raptors liderados por Kawhi Leonard a 100% com a ajuda de um poderoso Pascal Siakam (que está a fazer uma época incrível), de Kyle Lowry que tem muita qualidade de passe e capacidade defensiva e com a companhia de um atirador competente em Danny Green, podem não só vencer a Conferência como podem também destronar os atuais campeões nas finais da NBA.
Em relação aos Sixers, pude observar alguma fadiga ou problema muscular em Embiid, Ben Simmons ainda sem tentar um triplo, o que faz com que lhe deixem muito espaço e seja menos um jogador para ser marcado e em Playoffs não vai ser fácil para os Sixers vencerem uns Raptors tão fortes com Ben Simmons tão desconfortável em relação ao lançamento de 3 pontos. Jimmy Butler em 38 minutos fez 10 pontos, só por aí já está tudo dito. No entanto, acho que os Philadelphia 76ers não vão deixar escapar esta oportunidade e vão fazer tudo para chegarem às finais. Será, certamente, uma série de 6 ou 7 jogos.
Kyrie Irving a liderar a equipa a caminho das finais de Conferência Fonte: NBA
Em segundo lugar, Os Bucks a perderem o primeiro jogo da série em casa também não vão superar os Celtics liderados por Kyrie Irving. E é aqui que podemos aperceber-nos da verdadeira grandeza de Giannis Antetokounmpo comparado com Kyrie Irving, Kawhi Leonard, Kevin Durant, Steph Curry, Damian Lillard ou LeBron James.
E com isto não estou a dizer que Giannis não é um dos melhores jogadores da NBA ou que não tem qualidade para isso, o que quero dizer é que em termos de capacidade para decidir um jogo a eliminar a sério ainda não está ao nível dos jogadores que acabei de referir e para passar pelos Boston Celtics vai ser preciso um Antetokounmpo capaz de mostrar quem manda em sua casa e quem tem o poder de decidir um jogo.
Na conferência Oeste, prevejo uma final muito simples, os favoritos a ganhar o título e atuais campeões, Golden State Warriors a enfrentarem os Blazers liderados por Damian Lillard e CJ McCollum. Apesar da qualidade irrefutável dos Rockets, é curto para vencer a equipa de Steph Curry e Kevin Durant.
James Harden é um jogador de grande qualidade e capacidade técnica, mas frente a um bom defensor o seu jogo fica muito limitado visto que, não é um jogador com capacidade para receber e lançar, ou seja, tem a necessidade de preparar o seu próprio lançamento e em termos de capacidade para perfurar a defesa adversária não é um jogador forte, atlético nem com capacidade para explodir. Pude assistir a isso mesmo no primeiro jogo.
Durante praticamente o jogo todo, Harden foi defendido por Klay Thompson que é um defensor de topo, muito subvalorizado defensivamente, e por Iguodala, um jogador muito forte defensivamente que, para quem não se lembra, venceu o prémio de MVP das finais pela sua eficiente defesa a LeBron James em 2014/2015. Deste modo, apesar de ter acabado com 35 pontos, Harden teve uma percentagem de lançamentos de campo de 32%, acertando apenas 9 dos seus 28 arremessos.
Do lado dos Nuggets, não os vejo a fazer mais de 6 jogos nesta série frente a um Damian Lillard muito, muito forte.
Esta semana apontamos as nossas direcções para a Liga 1 da PS4 onde o topo da tabela se encontra ao rubro. Numa semana de jogos grandes entre equipas que estão a lutar pelo título, o destaque vai claro para a partida entre os Grow uP eSports e os FTW Legacy que se enfrentaram em dois embates que prometiam imenso. Se alguma destas equipas conseguisse conquistar os seis pontos, passaria directamente para o primeiro lugar.
No primeiro jogo tivemos vitória por 1-0 dos FTW Legacy em casa dos Grow uP eSports num jogo equilibrado e que os FTW Legacy conseguiram ter mais oportunidades e aproveitar uma delas, na qual miguelriba fixou o resultado final em 1-0.
No segundo jogo a história acabou por ser diferente, no fim três pontos para os Grow uP eSports ao vencerem por 2-1, os FTW Legacy começaram melhor o jogo ao vencer cedo logo aos 25min. com golo de miguelriba e só na segunda parte é que os Grow uP eSports viriam a responder ao empatar aos 60min. com golo de Duro e já ao cair do pano gouvy desfere o golpe final e consegue fazer o golo que dá os três pontos muito importantes para a equipa dos uP. Destaque ainda para dreganfire com duas assistências que fizeram a diferença no resultado final.
Nas outras partidas deste Matchday 10, embate entre o Sporting CP eSports e a equipa dos EGN, no qual os verdes e brancos saíram com vantagem ao conquistar quatro pontos desta dupla jornada, após o 0-0 no primeiro jogo venceram o segundo jogo por 2-1. Duas excelentes vitórias por parte do CD Feirense SAD eSports sobre a equipa do Aparecida FC permitiram aos fogaceiros encostar-se ao topo da tabela fixando-se nos 40 pontos e apontando aos primeiros lugares da Liga 1.
Por fim, a destacar o confronto entre equipas do fundo da tabela, os Lionhearts conseguiram fugir aos EyeShield Gaming com quatro pontos conquistados nesta dupla jornada, resultados de 2-2 e 3-2 em duas grandes partidas colocam agora os Lionhearts com 16 pontos no 12º lugar da tabela, por outro lado EyeShield Gaming e Aparecida FC fecham a classificação com 10 pontos cada.
Tempo ainda para olharmos para as estatísticas desta Liga 1 após 20 partidas realizadas. O melhor marcador é lanzinha25 o jogador do CD Feirense SAD eSports está isolado com 19 golos registo impressionante para o avançado fogaceiro. No top das assistências temos um novo líder em samucapsi do SC Braga eSports com 13 assistências e logo atrás dreganfire dos Grow uP eSports com 12 assistências. Destaque final para o guardião do Rio Ave FC eSports, leitao1997 com 11 jogos sem sofrer golos mais de metade das partidas disputadas dos vilacondenses.
Fonte: FPF eSports
Viramos agora as nossas atenções até ao Campeonato Nacional do PC!
O domínio continua por parte do Vitória FC eSports que só conhece o sabor da vitória, 14 partidas e 14 vitórias. 35 golos marcados e apenas seis sofridos e 42 pontos somados até ao momento. Semana bastante limpa para a equipa do Vitória FC que venceu na segunda-feira o CS Marítimo eSports por 2-0 e na quarta-feira venceram de maneira dominadora os Quinas Club eSports por 4-0 obtendo algum tipo de compensação pela derrota na final da Taça Nacional.
Em outros campos, o Vitória SC eSports soma mais seis pontos importantes na perseguição, apesar da diferença de dez pontos. Resultados de 1-0 e 3-1 permitem aos Vitorianos voltar aos triunfos e distanciar-se do resto da tabela.
No terceiro lugar encontram-se os madeirenses com 25 pontos após derrota na segunda-feira sobre o Vitória FC eSports a equipa do CS Marítimo respondeu na quarta-feira com uma vitória convincente por 4-1 frente aos Lumberjacks FC com destaque para o seu avançado Reloadz que apontou o primeiro hat-trick da equipa verde-rubra no campeonato.
De seguida os Águias eSports após empate a zero frente aos Quinas Club na segunda obteram os três pontos desejados frente aos Grow uP eSports em vitória por 2-1 e mantém-se no quarto posto com 22 pontos apenas três atrás do CS Marítimo eSports.
Entre o quinto lugar e nono apenas cinco pontos separam estas cinco equipas havendo um equilíbrio claro no meio da tabela desta competição de realçar que a equipa dos Lumberjacks FC se encontra na oitava posição mas apresenta o segundo melhor ataque da prova com 23 golos marcados em 14 partidas.
Na tabela de melhores marcados, claro está, domínio também por parte do Vitória FC eSports com os seus dois avançados no topo. Canadiano com 14 golos apontados e w0zzer logo de seguida com 11. Nos melhores assistentes da liga liderança isolada por parte do médio ofensivo do Vitória FC, che_galego com 15 assistências, logo a seguir está vvinte dos Lumberjacks FC com sete contribuições para golo.
Terminamos com destaque para os guarda-redes, até ao momento temos empate entre Scotti do CS Marítimo eSports e Rusty dos Águias eSports com sete cleansheets em 14 jogos, metade dos jogos sem ver a sua baliza a balançar as redes um excelente registo para estes dois guardiões.
Fonte: FIFA Pro Clubs PC Portugal
Foto de Capa: FPF eSports/FIFA Pro Clubs PC Portugal
O primeiro dia do Quadro Principal desta edição do Estoril Open ficou à semelhança da fase de qualificação com um sabor agridoce, em virtude de apenas um dos dois jogadores lusos em ação neste dia na variante de singulares ter conseguido passar aos oitavos de final.
O segundo tenista português mais cotado da atualidade, Pedro Sousa (n.º 107 do mundo), acabou eliminado pelo jovem norte americano, Reilly Opelka (n.º 59 do mundo), tenista mais alto do circuito ATP, pelos parciais de 7-6(2) e 6-4.
Pedro Sousa esteve claramente abaixo daquilo a que habituou os portugueses no torneio português, frente a um adversário que apesar de se encontrar melhor colocado no ranking, o português a jogar em casa e na sua superfície preferida tinha obrigação de fazer melhor, ou não tivesse o norte-americano bastantes dificuldades na terra batida para impor o seu estilo de jogo que se baseia sobretudo no serviço.
O tenista português ainda conseguiu criar alguma incerteza no rumo do encontro, onde após um primeiro set muito equilibrado onde apenas vacilou no tie break, entrou de rompante no segundo onde chegou a estar a vencer por 3-0, contudo, de repente “despareceu” do encontro e num ápice viu-se novamente em desvantagem que não mais recuperou e terminando assim a sua participação na prova de forma precoce.
Se por um lado tivemos a desilusão da eliminação de Pedro Sousa, o melhor estava ainda por vir, com a sensacional vitória de João Domingues e consequente apuramento para os oitavos de final.
Após uma campanha irrepreensível no Qualifying, João Domingues (nº 214 do mundo) deu continuidade ao seu grande momento de forma e alcançou a maior vitória da carreira ao bater o bem mais cotado (nº 27 do mundo) e estrela emergente do ténis mundial, Alex de Minaur por 6-2, 2-6 e 6-2.
João Domingues galvanizou-se e aproveitou da melhor maneira o forte apoio do público presente no Estádio Millennium, quase que ambiente de “Taça Davis”, para surpreender o sexto cabeça de série.
Após um primeiro set de grande nível de João Domingues que não deu grandes hipóteses ao australiano, no segundo set Minaur puxou o ascendente do encontro para o seu lado e empatou o encontro. Contudo, no terceiro set, o português voltou a puxar dos galões, apesar de Minaur chegar quase sempre às suas bolas e dificultar os winners, Domingues fez da sua solidez do fundo do corte a sua grande arma e arrecadou o terceiro set e encontro.
Relativamente à primeira ronda, destaque ainda para os outros dois jogos realizados, com Guido Andreozzi a vencer Dellien e Nishioka que venceu McDonald por 6-2 e 6-4, seguindo por isso ambos os vencedores para os oitavos de final da prova.
No dia de hoje houve também João Sousa em ação, ainda que na variante de pares, ao lado do argentino Leonardo Mayer, parceiro com que chegou às meias-finais do Australian Open do presente ano, tendo a dupla luso-argentina saído vencedora do embate com Santiago Gonzalez e Qureshi com o duplo parcial de 6-4, avançando assim para a próxima fase.
Mais importante que tudo o que se diz, escreve ou pretende implementar é aquilo que se faz e se transforma em realidade. Essa diz-nos que a formação do FC Porto, no dia 29 de abril de 2019, escreveu a mais bela, mítica e gloriosa página da história do futebol formativo português. As reservas e menosprezo que sempre lhe dispensaram deram-lhe a força e a sagacidade necessárias para mostrar ao mundo que, sem olhar ao escalão, a dimensão europeia do FC Porto é um dado absolutamente incontestável.
Depois do calcanhar de Madjer com que os azuis e brancos escreveram o primeiro capítulo de uma história única a nível internacional, desta feita foi do joelho do capitão Queirós que o dragão começou a derrubar o gigante inglês. Com uma exibição de luxo, alicerçada numa entreajuda, concentração e disponibilidade muito grandes, a turma de Mário Silva ficou a dever a si própria um resultado ainda mais dilatado. Ainda assim, cada minuto de jogo só pôde encher de orgulho todo qualquer portista (e por que não português?) que tenha assistido à partida. A forma inteligente, agressiva e perfecionista com que os dragõezinhos deram a volta à imponência física dos britânicos foi uma autêntica maravilha.
A história começou a escrever-se a partir do pé esquerdo de Fábio Vieira, que decidiu aparecer no sítio certo, aos 18 minutos, para dar o último toque numa jogada idealizada por Àngel a partir da direita. Já antes, o menino do momento, Fábio Silva, havia desperdiçado uma enorme chance, depois de rodopiar sobre o guarda redes e atirar um remate frouxo, que a defesa salvou em cima da linha.
Nem tudo fora um mar de rosas, pois a entrada em jogo dos londrinos chegou a assustar. Ainda dentro dos primeiros dez minutos, duas incursões de Lamptey pela direita deixaram Tiago Lopes e a defensiva azul e branca em sentido.
Um golo do Chelsea logo no reinício da partida deu a sensação de que o castelo poderia ruir, ainda por cima tendo em conta que Diogo Costa não ficou nada bem na fotografia, ao ficar a meio do cruzamento de Castillo que Redan aproveitou para desviar, de cabeça, para o fundo da baliza.
A comunhão entre jogadores e adeptos, que compareceram em grande número Fonte: FC Porto
O mérito vai, depois, inteirinho para a reação dos portistas, que dois minutos depois se recolocavam por cima no marcador, depois de Diogo Queirós, às três tabelas, ter empurrado para o 2-1. Depois de um remate de João Mário defendido por Ziger e de uma primeira recarga do central portistas novamente travada pelo guardião croata do Chelsea, à terceira foi mesmo de vez e, com o joelho, Queirós fazia justiça ao ascendente portista no relvado de Nyon.
Já com Afonso Sousa em campo, a equipa de Mário Silva colocaria um ponto final nas dúvidas que pudesse existir, quando, a quinze minutos do fim, uma bela tabelinha com Romário Baró (que toque brilhante de calcanhar) deixou o filho de Ricardo Sousa e neto de António Sousa em posição privilegiada para fazer o 3-1.
Na Suiça, o dragão fez história e reforçou o seu estatuto de representante mor das cores nacionais por essa Europa fora. Que de uma vez por todas o mérito seja dado a quem realmente o tem. O feito que se alcançou não está ao alcance de todos e não há capa de jornal ou cláusula multimilionária incapaz de o ofuscar. Bravo!
Onzes iniciais e substituições
FC Porto – Diogo Costa, Tomás Esteves, Diogo Leite, Diogo Queirós, Tiago Lopes, Mor N’Diaye, Fábio Vieira (Vítor Ferreira, 71’), João Mário (Afonso Sousa, 63’), Àngel Torres, Romário Baró (Fábio Borges, 90’) e Fábio Silva (Boris Takang, 89’)
Chelsea FC – Ziger, Maatsen, Guehi, Colley, Lamptey (Brown, 76’), Castillo, Gallagher (Anjorin, 76’), McEarchen, Gilmour, McCormick e Redan.
De volta à Europa com o Grande Prémio do Azerbaijão. Tivemos corridas monótonas, aborrecidas, tivemos corridas em que o coração ficou aos pulos. Um pouco de tudo.
No circuito citadino de Baku, começou com uma tampa de esgoto a voar e a estragar por completo o Williams de George Russel. Para quem diz que os carros da nova geração não são “bonitos nem interessantes”, faça este exercício. O Williams levantou uma tampa de cerca de 60kg com a força da sua aerodinâmica, impressionante. Primeira sessão de treinos livres cancelada, menos tempo em pista para os pilotos.
Sexta-feira vimos Ferrari, e se vimos. Charles Leclerc dominou a seu belo prazer, e para o nosso prazer também. O cavalinho rampante bloqueava as duas primeiras posições, com Sebastian Vettel a ser segundo.
Sábado, dia de qualificação. Pierre Gasly já se sabia que ia partir do pitlane porque falhou uma pesagem na sexta-feira. Três corridas muito aquém das expetativas, com esta penalização, não abonava muito a favor do francês. Mas, mesmo assim, rodou no Q1 e mostrou o que a Honda tinha preparado para Baku. Claro, que com a “ajuda” do cone de ar de Lance Stroll na longa reta da meta, Gasly fez o melhor tempo do Q1. No Q2, nem saiu da garagem, a pensar na corrida e na mecânica. E quando não poderia ser pior, os comissários repararam no fluxo de combustível do RB15 e este violava o limite de fluxo de combustível exigido que é de 100 kg por hora, ou seja, mais uma penalização. A Honda acabou por fazer uma mudança na eletrônica da unidade de potência para que na corrida nada acontece-se.
Se na Williams a tampa de esgoto fez com que se tivesse que reconstruir o carro de Russell, a equipa britânica teve ainda mais trabalho quando Robert Kubica espetou o carro no muro da curva do castelo. Fim-de-semana duro para a histórica equipa que está a ter uma péssima época.
Mas o choque veio no Q2, quando Charles Leclerc fez o mesmo que Kubica, na mesma curva e no mesmo muro. “Um erro estúpido” – admitiu o próprio. Assim, um dos candidatos à pole position ficou logo arredado. Na Q3, Valtteri Bottas brilhou e conquistou a primeira posição para a corrida de domingo, Lewis Hamilton foi segundo e Sebastian Vettel terceiro.
Para quem achou que o fim-de-semana de Xangai tinha sido aborrecido, Baku mostrou ser uma surpresa e nem tínhamos chegado à corrida.
Domingo de festa e tudo parecia bem. Bom arranque de Hamilton, mas Bottas conseguiu defender-se e continuou em primeiro. Mais atrás, Sergio Pérez, que partia de quinto conseguiu levar a melhor sobre Max Verstappen. Os McLarens Boys também travaram uma interessante batalha entre si. Do pitlane saíram Gasly, Robert Kubica e Kimi Raikkonen. O finlandês teve uma penalização devido à sua asa dianteira.
Kimi Raikkonen partiu do pitlane e fez o que sabe melhor Fonte: Alfa Romeo Racing
Mas quem brilhou no arranque foi o jovem monegasco Charles Leclerc. O piloto da Ferrari estava numa estratégia diferente dos seus adversários na frente. Leclerc calçou o Ferrari com pneus médios (aqueles com a banda amarela) e lá foi ele. Ultrapassou alguns na pista, outros nas boxes – os pilotos à sua frente tinham todos pneus macios (banda vermelha), esses não duravam tanto como os de Leclerc – e chegou à liderança. Daí só saiu na volta 31, depois dos seus oponentes, Bottas e Hamilton, calçarem o mesmo composto, e por terem pneus mais novos, claro que passaram Leclerc. Mais atrás, Sebastian Vettel nunca esteve confortável o suficiente para dar luta, simplesmente andou “a pastar” pela pista. Já Max Verstappen mostrou os pequenos melhoramentos do motor Honda, ao conseguir a melhor volta da corrida – volta esta que ficou para Charles Leclerc, pois no fim o piloto da Ferrari calçou pneus novos.
No fim, a Mercedes voltou a dominar com os seus dois carros nas primeiras posições. Conclusão do dia: a Mercedes vem que não tem concorrência, então cria ela mesma. Os seus pilotos estão separados por um ponto, vantagem para Bottas, devido à volta rápida em Melbourne.
Lembram-se do azarado Pierre Gasly? Ora, mais azarado foi quando teve que retirar o carro da corrida devido a uma falha no eixo de transmissão.
Nota final para Kimi Raikkonen. Partiu do pitlane e levou o Alfa Romeo até ao décimo lugar, levando um ponto para casa. O “Iceman” volta a atacar.
Estávamos a 1 de setembro de 2018, no final do verão, e na Indonésia decorria a 18ª edição dos Jogos Asiáticos, um evento que, de quatro em quatro anos, reúne desportistas de todos os países da Ásia. No Pakansari Stadium, a final do futebol masculino, entre a Coreia do Sul e o Japão, ia a prolongamento, após o 0-0 no tempo regulamentar.
A expetativa era muita. Não só estava em jogo uma medalha de ouro, como também o futuro do melhor futebolista asiático da atualidade e, muito possivelmente, de sempre. Os olhos estavam postos em Son Heung-Min, que dependia da vitória mais do que ninguém. Caso os coreanos saíssem derrotados, o avançado do Tottenham seria obrigado a cumprir dois anos de serviço militar e, consequentemente, a interromper a carreira durante esse período.
E foram precisamente duas assistências de Son a desbloquear o encontro. Aos 93 e 101 minutos do tempo extra, Lee Seung-Woo e Hwang Hee-Chan, respetivamente, agradeceram as ofertas do compatriota e marcaram os dois golos que selaram a conquista da competição. Son Heung-Min podia, assim, voltar a Londres para continuar a envergar a camisola dos Spurs.
O regresso à equipa de Mauricio Pochettino acabou, contudo, por defraudar um pouco as expetativas, numa fase inicial. Na Premier League, o Tottenham perdia em “casa” (Wembley) diante dos dois principais rivais na luta pelo título – Manchester City FC e Liverpool FC – e na Liga dos Campeões apenas amealhava um ponto em três jornadas (derrotas contra o FC Barcelona e Inter de Milão e empate frente ao PSV Eindhoven). No final de outubro, a época era tudo menos um mar de rosas para os ingleses.
Os números de Son também não ajudavam à festa. É certo que um avançado não deve ser só avaliado pelos golos, muito menos quando apresenta uma qualidade de desequilíbrio, longe da baliza, acima da média. Porém, chegar ao 12º desafio da temporada sem qualquer golo e com uma utilização irregular era algo a que o coreano não estava habituado.
A alegria de Son após a passagem às meias-finais da Champions Fonte: Tottenham Hotspur FC
Foi com algum (ou muito) alívio que os adeptos londrinos assistiram aos dois golos de Son na vitória frente ao West Ham por 3-1, a 31 de outubro. Afinal, a estrela asiática não tinha perdido o dom da finalização e ia bem a tempo de realizar mais um ano notável a todos os níveis.
Chegamos ao final do mês de janeiro e a uma altura determinante da época. No espaço de três dias, o Tottenham jogava a continuidade na Carabao Cup e na FA Cup, enquanto Son almejava a conquista da Taça Asiática pela seleção sul-coreana.
E, em três dias, o que podia correr mal correu mal: nas meias-finais da Carabao Cup, os Spurs foram eliminados pelo Chelsea FC nas grandes penalidades; no dia seguinte, a Coreia do Sul (com Son a titular) era afastada do torneio asiático após o desaire com o Qatar nos quartos-de-final; dois dias depois, a 27 de janeiro, a derrota do Tottenham contra o Crystal Palace FC ditava a saída precoce da FA Cup, nos dezasseis avos-de-final.
A juntar ao afastamento de todas estas frentes, Son e o clube londrino viam ainda City e Liverpool a distanciarem-se no topo da Premier League. Restava, então, aos Lilywhites lutar pela Liga dos Campeões. Mas já lá vamos.
O dia 3 de abril foi um dia especial em Londres. Dois anos após o velhinho White Hart Lane ter sido demolido, o Tottenham Hotspur Stadium, construído de raiz ao lado do antigo estádio do clube, teve finalmente direito à sua inauguração. Naquele que é, agora, o segundo maior palco de futebol do país, o Tottenham estreava-se com uma vitória por 2-0 diante do Crystal Palace. Para a história, fica o golo de Son Heung-min aos 55 minutos, o primeiro “furar de redes” de sempre daquela casa e que deixou os 59 mil adeptos londrinos ao rubro.
Agora sim, podemos falar da Champions. Se os primeiros três jogos da fase de grupos deixaram a ideia de que os Spurs iam ficar pelo caminho, os últimos três encontros do conjunto de Pochettino contrariaram essa mesma ideia. Ainda em Wembley, o Tottenham venceu o PSV e o Inter pela margem mínima. Em Camp Nou, um empate alcançado ao cair do pano, conjugado com o empate no Inter-PSV, permitiu aos Spurs seguirem até aos oitavos-de-final.
Nesta fase da competição, Son e companhia despacharam o Borussia Dortmund por 4-0 no conjunto das duas mãos, com um dos golos a pertencer ao sul-coreano. Era altura de disputar os quartos-de-final, frente ao conhecido rival Manchester City.
Heung-Min Son tem sido a grande figura do Tottenham Fonte: Tottenham
A equipa de Guardiola era claramente favorita. Não só a profundidade do plantel é maior, como o futebol apresentado traz mais garantias. Os 10 golos marcados ao FC Schalke 04 nos oitavos eram um bom exemplo disso.
Contudo, é sempre possível fugir à regra, o que se verificou a 9 de abril, no já inaugurado Tottenham Stadium. Aproveitando uma exibição miserável dos citizens, os londrinos exploraram da melhor forma as debilidades encontradas nesse dia, e venceram o City por 1-0: com mais um golo de Son, já perto do fim do encontro. Oito dias depois, jogava-se o tudo ou nada no Etihad Stadium.
Manchester é conhecida por ser escura e sombria, mas no dia 17 de abril viu-se uma cidade diferente do habitual: a tristeza visível nos rostos da casa contrastava com uma luz resplandecente vinda dos adeptos visitantes. O Tottenham perdera por 4-3 frente ao Manchester City, num jogo cheio de plot twists, mas passava às meias-finais da Liga dos Campeões, graças aos três golos marcados fora. Desses três golos, dois foram apontados por um nome familiar: Son Heung-Min. O asiático tornava a ser decisivo.
Amanhã a velhice e a juventude vão estar de mãos dadas. Se, por um lado, é o regresso do Tottenham a umas meias-finais da Champions 57 anos depois, por outro o palco das emoções é um “bebé” com menos de um mês.
A história escreve-se de uma forma tão incrível que quis o destino que do outro lado estivesse o AFC Ajax: as duas surpresas da competição num frente-a-frente. No entanto, a história é também cruel, pelo que amanhã não veremos Son a espalhar magia em Londres. O coreano de 26 anos não vai poder jogar a 1ª mão (por acumulação de amarelos) e terá de assistir ao encontro nas bancadas.
Após um ano atribulado, repleto de altos e baixos, são poucos os que merecem tanto esta Champions como o sul-coreano. Mas ninguém duvide de que o asiático ainda tem uma palavra a dizer na competição. O início da história está escrito e Son Heung-Min pode muito bem ser o herói da mesma.
Eliud Kipchoge voltou a provar porque é considerado o melhor maratonista da história, com mais uma exibição de força, resistência e inteligência na Maratona de Londres. No feminino, Brigid Kosgei brilhou, com uma segunda metade de prova totalmente demolidora e Carla Salomé Rocha subiu a 3.ª nacional de sempre!
O melhor de sempre na Maratona Fonte: NN Running Team
A imprensa britânica procurou durante toda a semana vender o frente-a-frente entre Eliud Kipchoge, o recordista mundial da Maratona, com Mo Farah, a estrela britânica das pistas e que na estrada bateu no ano passado o recorde europeu da Maratona. Desde o início que parecia, aos mais por dentro da estrada, que os etíopes em prova em Londres seriam os maiores adversários de Kipchoge e isso revelou-se verdade. Se nos quilómetros iniciais, Mo Farah até se manteve com o grupo da frente, ficou claro desde cerca de metade da prova que não teria andamento para entrar no pódio. O grupo partiu e Eliud Kipchoge – que desde o início sempre pareceu bastante relaxado – via-se acompanhado por 4 etíopes, dando até “instruções” a estes de como se deveriam posicionar para manter o ritmo, depois da saída de cena das últimas lebres. Incrível!
Eliud Kipchoge controlou os ritmos, dominou, fez um parcial entre os 20 e os 30 km a 28:39 e disparou nos 2 quilómetros finais porque sabia que ninguém nunca iria conseguir reagir ao aumento de ritmo. Até houve quem resistisse muito mais do que era suposto. Os etíopes, pois claro. Mosinet Geremew há algum tempo que já havia provado que não seria mais um projeto falhado da transferência da Meia para a Maratona completa.
Não que tenha deixado de fazer a Meia, pois ainda no mês passado venceu em Lisboa. Mas a vitória no plano percurso do Dubai no ano passado (2:04:00) e o 2º lugar em Chicago (2:05:24), somados ao 3º de Berlim no ano de estreia na distância (em 2:06:12) já haviam mostrado que era um erro desconsiderá-lo em qualquer Maratona. Correu em Londres em 2:02:55, o melhor 2º classificado de qualquer Maratona da história, o novo recordista nacional etíope e, na verdade, o mais rápido de sempre que não se chame “Eliud Kipchoge”.
📺 Truly the greatest of all time! @EliudKipchoge wins his fourth Virgin Money London Marathon in a new course record time of 2:02:37
— Virgin Money London Marathon (@LondonMarathon) April 28, 2019
Eliud, o tal que não temos a certeza se é humano, terminou a sorrir, como só ele consegue nos metros finais de uma Maratona, com os braços no ar, relaxado, como se estivesse fresco para mais uma. Terminou a prova em 2:02:37, o tempo mais rápido de sempre em Londres, o 2º tempo mais rápido da Maratona, apenas atrás do seu recorde mundial de Berlim. Com a vitória, tornou-se no primeiro atleta masculino a vencer por 4 vezes na capital britânica e também provou que a humildade continua a ser uma das maiores virtudes humanas. Questionado sobre o futuro, Kipchoge não poderia ser mais ele próprio: “Eu vim de África e em África nós não perseguimos dois coelhos de uma vez. O meu coelho era mesmo esta Maratona”.
Completou o pódio masculino o etíope Mule Wasihun, que subiu a 7º mais rápido de sempre, num recorde pessoal em 2:03:16, também ele o melhor 3º classificado da história de qualquer Maratona. Já Mo Farah, a estrela local envolvida em várias polémicas durante os últimos dias, começou bem, rodou em ritmo de recorde europeu durante grande parte do percurso (alcançou o recorde britânico aos 30km), mas terminou visivelmente em sofrimento, com 2:05:39 na 5ª posição, atrás do etíope Shura Kitata (2:05:01).
Queniana, sim. Mas não a favorita. Enorme Salomé Rocha!
📺 What a performance from Brigid Kosgei
Watch the Kenyan win the 2019 Virgin Money London Marathon in a time of 2:18:20
— Virgin Money London Marathon (@LondonMarathon) April 28, 2019
Na prova feminina, as favoritas eram quenianas: Mary Keitany, a segunda mais rápida de sempre que já venceu 3 vezes em Londres e Vivian Cheruiyot, a estrela da pista que em estrada já havia vencido aqui no ano passado. Cedo o grupo se partiu, depois de um primeiro estranho ataque de Sinead Diver, que se provou muito proveitoso para a australiana que acabaria por terminar em 7.º, em 2:24:11, o melhor de sempre por uma atleta acima dos 42 anos. Mas cá na frente já se sabia que o pódio seria africano. E foi. Mas surpreendeu.
Keitany mostrou desde o início dificuldades em acompanhar o ritmo do grupo da frente, mesmo que este ano tenha tido uma estratégia bem mais conservadora do que no passado. Ainda assim, Keitany fez a sua prova e terminou próxima do pódio, mas já lá vamos. Na frente, uma batalha a 5, que se reduziu a 3 rapidamente (Kosgey, Cheruiyot e Dereje), mas que também não durou muito até a pouco mais do meio da prova vermos um duelo entre as quenianas Brigid Kosgey e Vivian Cheruiyot. Sim, Kosgey. Pouco referida antes da prova, parece hoje um daqueles erros de amador. Afinal no ano passado foi 2ª em Londres – muitos o explicaram pela estratégia suicida de Keitany e Dibaba – e voou mais tarde para a vitória em Chicago (2:18:35).
Desta feita, tentou um primeiro ataque muito cedo, deixando Cheruiyot para trás. No entanto, a sua expressão facial parecia indicar cansaço e quando a mesma foi alcançada pela vencedora do ano passado, muitos pensaram que o momentumde Kosgey já era, pois ainda faltavam mais de 10km. Não podiam estar mais errados. Brigid Kosgei voltou a disparar e, desta feita, fugiu mesmo de Cheruiyot sem deixar qualquer rasto. A queniana foi tão rápida que a sua segunda metade da prova (1:06:42) foi a mais rápida que alguma vez uma mulher fez na Maratona. Terminou em 2:18:20, o que ainda deu para melhorar o seu recorde pessoal e subir a 7ª mais rápida de sempre, mesmo com uma primeira metade da prova bem conservadora (1:11:38). Na segunda posição terminou Vivian Cheruiyot, em 2:20:14, um lugar abaixo do ano passado e repetindo a posição da sua última maratona, quando foi 2ª em Nova Iorque (aí venceu Keitany).
No pódio ainda, no 3º lugar, uma etíope, a jovem Roza Dereje, que fará 22 anos daqui a poucos dias, terminou em 2:20:51, mostrando, mais uma vez que é um nome a considerar muito para o futuro, depois da vitória no Dubai (2:19:17) e do 2º lugar em Chicago (2:21:18) no ano passado. Próximas no 4º e no 5º posto, duas quenianas históricas da Maratona, Gladys Cherono foi 4ª, colada a Dereje, em 2:20:52 e Mary Keitany foi 5ª em 2:20:58.
Grande destaque ainda para Carla Salomé Rocha, a melhor Maratonista portuguesa da atualidade, que terminou na 8ª posição, com uma excelente marca de 2:24:47, o melhor de qualquer portuguesa nos últimos 5 anos, subindo mesmo a 3ª portuguesa mais rápida de sempre (apenas Rosa Mota e Jéssica Augusto à sua frente), com parciais bastante controlados de 1:12:10/1:12:37. A marca permite a Carla Salomé Rocha ter já mínimos para os Mundiais de Doha deste ano e para os Jogos Olímpicos de Tóquio do ano que vem!
Com a época futebolística praticamente terminada, e estando o clube de Alvalade isolado no terceiro lugar do pódio, o Sporting começou já a preparar a sua próxima temporada. No mês de janeiro, os jornais davam conta de que a formação leonina sondava um tal “menino” de apenas 18 anos de idade, de nome Gonzalo Plata.
Trata-se de um extremo veloz no um-para-um, com bom ataque à profundidade e senhor de um portentoso remate. Estes são os ingredientes mais do que suficientes para que Plata singre com o emblema do Leão ao peito. Trata-se ainda de um jovem diamante que necessita, logicamente, de ser trabalhado e aperfeiçoado para que na próxima época brilhe nos estádios portugueses.
Na altura em que começou a dar nas vistas estava a representar a sua seleção, o Equador, no campeonato sul-americano de sub-20. O seu talento parece não enganar ninguém: além da equipa portuguesa, Plata teve também, nessa altura, “à perna”, alguns dos maiores tubarões europeus, tais como o Barcelona. Contudo, o Sporting e o Independiente del Valle (equipa à qual Plata estava vinculado) entenderam-se na perfeição e no final desse mesmo mês de janeiro, o jovem equatoriano assinou contrato com o Sporting por um valor a cifrar-se em pouco mais do que um milhão de euros, e firmando-se com a formação verde e branca até ao final de 2024.
O jovem equatoriano terá de lutar pelo seu lugar na equipa principal Fonte: Sporting CP
Em declarações ao jornal O Jogo, o diamante equatoriano afirmava que “O Sporting é como o Barcelona” referindo-se, certamente, à dimensão do clube e à exigência de adeptos e sócios. Só por causa disso, dessas suas palavras, Plata deveria ficar de pedra e cal em Alvalade.
Mas, apesar dos dotes indiscutíveis, a integração do extremo canhoto no plantel de Marcel Keizer ainda é uma incógnita: ou se integra na equipa principal ou então vai rodar uns jogos para a equipa de Sub-23 para ir evoluindo até dar o “salto” para a equipa sénior. Se se verificar este último cenário, espero que o departamento de futebol do Sporting esteja mesmo muito atento à sua evolução, sob pena de termos mais um talento esquecido a rodar nos nossos escalões de formação.
Se vingar a primeira opção, isto é, da integração imediata na equipa principal, espero que Marcel Keizer dê espaço e, sobretudo, tempo, para mostrar tudo o que este diamante vale. As palavras de ordem para Keizer relativamente ao extremo Gonzalo Plata são só duas: apostar e ganhar. Bem-vindo, Leão!