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Arsenal FC 3-1 Valencia CF: Banho tático de um espanhol deu a vitória aos ingleses

Apesar de ter sido o Arsenal FC a assumir a iniciativa de jogo desde o início, foi o Valencia CF a criar as primeiras oportunidades de perigo. Aos 7’, num livre estudado, dois ex-Benfica foram os protagonistas de uma oportunidade flagrante. Livre batido largo, a solicitar a desmarcação de Rodrigo ao segundo poste. O avançado assistiu de primeira para a entrada da pequena área, onde apareceu Garay a fazer o impossível e a rematar por cima da baliza. Uma perdida incrível do central argentino!

Cinco minutos mais tarde, em novo lance de bola parada, o Valencia chegou mesmo ao golo. Canto batido largo, de novo a solicitar Rodrigo ao segundo poste, com o hispano-brasileiro a assistir de cabeça para o poste oposto. Diakhaby apareceu de rompante e cabeceou por entre três jogadores adversários para o fundo das redes. 0-1 a favor do Valencia, que se colocava cedo na frente do marcador e da eliminatória.

O Arsenal tentou reagir ao golo sofrido, mas foi de novo o Valencia a estar mais perto de marcar. Parejo disparou de fora da área para uma enorme defesa de Cech, levando os adeptos dos Gunners a exigir mais à sua equipa.

Diakhaby abriu o marcador no Emirates Stadium
Fonte: UEFA

A verdade é que os homens de Unai Emery acordaram da letargia em que se encontravam e viraram o resultado em apenas oito minutos. O golo do empate surgiu aos 18’, com Lacazette a iniciar a jogada, lançando Aubameyang na velocidade com uma desmarcação fantástica. O Gabonês galgou vários metros, tirou o seu marcador direto e o guarda-redes da jogada, assistindo depois Lacazette, que se limitou a encostar para a baliza deserta. 1-1 no Emirates Stadium e o 2-1 chegou pouco depois. Centro teleguiado de Xhaka, a descobrir Lacazette dentro da área. O francês cabeceou “picado”, com Neto a defender para o lado e a ver a bola a embater no poste antes de entrar na sua baliza.

O bis de Lacazette teve o condão de acordar tanto a sua equipa, como os seus adeptos, ao mesmo tempo que destabilizou a organização do Valencia. O Arsenal fazia pressão alta mas não intensa, o suficiente para os comandados de García Toral apresentarem dificuldades em sair a jogar desde trás. O Valencia foi tentando chegar ao empate através de transições rápidas, mas os jogadores pareciam desligados, falhando muitos passes no último terço do terreno.

Lacazette marcou por duas vezes na primeira parte
Fonte: UEFA

A segunda parte foi uma continuação do que se passou nos primeiros 45 minutos. Unai Emery estudou bem o Valencia e a sua forma de jogar, com a sua equipa a estar em grande plano taticamente, anulando por completo o adversário.

O Arsenal foi gerindo a vantagem, procurando chegar a um terceiro golo que lhe permitisse respirar melhor no jogo e na eliminatória. O Valencia tinha em Rodrigo e Parejo os elementos mais inconformados, mas que remavam algo sozinhos contra a maré vermelha e branca.

Lacazette esteve perto do hattrick aos 67’, quando recebeu isolado já dentro da área, mas deslumbrou-se e permitiu a defesa de Neto. García Toral mexeu na equipa, retirando os desinspirados Soler e Gonçalo Guedes, chamando a jogo Wass e Gameiro. O avançado francês bem tentou contrariar o ascendente dos Gunners, mas o Valencia estava perdido em campo.

Ao cair do pano, o Arsenal chegou ao golo da tranquilidade, que acabou por ser justo face ao que se passou ao longo dos 90 minutos. Após um primeiro remate de Lacazette, defendido com dificuldade por Neto, a bola sobrou à mesma para o Arsenal. Kolasinac centrou tenso para o segundo poste, onde estava Aubameyang, que rematou sem deixar a bola tocar no solo, fazendo o Emirates entrar em erupção. Excelente gesto técnico do gabonês, estabelecendo o resultado final de 3-1.

Excelente exibição do Arsenal, que leva uma vantagem confortável de dois golos para o jogo da segunda mão. O Valencia terá que fazer muito melhor em casa do que fez hoje, caso queira tornar o acesso à final da Liga Europa uma realidade. Para já, é apenas uma miragem.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Arsenal FC: Cech, Papastathopoulos, Koscielny (Monreal, 82’), Mustafi, Kolasinac, Xhaka, Guendouzi (Torreira, 58´), Aubameyang, Özil (Mkhitaryan, 75’), Maitland-Niles e Lacazette.

Valencia CF: Neto, Garay, Gabriel, Roncaglia, Diakhaby, Gayá, Piccini, Parejo, Soler (Wass, 71’), Gonçalo Guedes (Gameiro, 71’) e Rodrigo (Santi Mina, 88’).

Estoril Open 2019 – Dia 6: Fim do sonho de João Sousa

Está desfeito o sonho de João Sousa. Perante um motivadíssimo David Goffin, o tenista português não conseguiu demonstrar argumentos para batalhar pelo triunfo e falhou assim o acesso aos quartos-de-final da competição.

Vindo de lesão, David Goffin parece estar a encontrar, no Estoril, o inicio de uma série positiva que lhe permite recuperar várias posições no Ranking Mundial. Os parciais de 6-3 e 6-2 confirmaram o adeus do campeão em título ao Estoril Open deste ano, numa exibição pobre e sempre controlada pelo adversário.

Desta forma, sem João Sousa, as esperanças de ver um brilharete português ficam reduzidas a João Domingues (214.º), que tem um verdadeiro duelo de “David vs. Golias” frente ao grego Stefanos Tsitsipas (10.º) nesta sexta-feira, às 13h, no Estádio Millennium.

Em relação ao resto do dia, destaque para os apuramentos de Pablo Cuevas (6-2 e 7-5 a Filippo Baldi), Malek Jaziri (7-6 e 6-1 a Leo Mayer) e para Francis Tiafoe, que teve muitas dificuldades para afastar o nipónico Nishioka (2-6, 6-3 e 7-6).

Foto de Capa: Millennium Estoril Open

Ferro e Florentino, os talismãs preciosos (da formação) da Luz

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Depois de ter referido a importância de uma boa estrutura de formação, algo que o Sport Lisboa e Benfica se tem revelado especialista, trago a mesma temática para realçar o impacto que esta caminhada produz nos jogadores que chegam à equipa principal e brilham, desde muito cedo, em qualquer palco. Esta temporada mostrou essa capacidade, com um treinador conhecedor da cantera, das caraterísticas dos jogadores e que fez disso a matriz essencial da época de ataque à reconquista do campeonato.

Dentro das várias alterações que Bruno Lage implementou, Ferro e Florentino destacam-se como duas das muitas surpresas, a par com tantas outras. Apesar da tenra idade – Ferro tem 22 anos e Florentino 19 – o crescimento tem sido imenso e feito em tão pouco tempo! A maturidade e entendimento a cada jogo estão apuradíssimas! Tal deve-se, em grande parte, à estrutura que os acolheu desde muito jovens e permitiu que alcançassem o estrelato, como tem sido recorrente com outros atletas nos últimos anos.

O papel que desempenham na equipa é de grande responsabilidade e tem se revelado decisivo e crucial. O que não foi difícil, dado o nível de exigência com que foi entendido e assumido a partir do primeiro momento em que foram chamados ao escalão máximo. Já o trabalho e o empenho vêm detrás, sendo que o aperfeiçoamento é agora feito ao mais alto nível.

O compromisso e dedicação de Ferro levou-o à distinção de melhor defesa da Liga em março
Fonte: SL Benfica

Ferro, por um lado, é o elemento nuclear de transição entre o processo defensivo e ofensivo. Enquanto central, tem a facilidade de saber ler cada movimento que vai efetuar e o que isso irá provocar no seguimento da partida e no comportamento dos colegas e adversários, que são obrigados a adaptarem e até improvisarem a sua estratégia inicial. Florentino, por outro, desarma como ninguém e de forma absolutamente estonteante! Os 11 jogos já realizados mostraram um sentido de visão e compromisso excecionais e de qualidade máxima nas sucessivas sequências de cortes e passes bem definidos e “tirados”. Nestes dois casos, como em tantos outros produtos da cantera, esta temporada foi de afirmação e a próxima será, pois, de afinação de processos e consolidação no plantel. Isto, claro, se ficarem, tal é a cobiça!

A frescura de Ferro trouxe uma nova dinâmica ao centro da defesa, que Bruno Lage tem utilizado com muita frequência. Em contrapartida, as lesões de Jardel provocaram uma alteração no esquema tático. Apesar do brasileiro já se encontrar recuperado, a aposta principal passou, por estes motivos, para o 97 das águias. Quanto a Florentino, a concorrência é elevada para a posição, com mais quatro alternativas. Além de Fejsa e Gedson, Samaris é o titular e tem dado grandes provas, mas o impasse no processo de renovação pode significar a sua saída. Noutro tópico, a lesão de Gabriel deixou uma vaga em aberto e foi o 61 que aproveitou a oportunidade. Como tal, para a estabilização de Tino ser plena, o mercado de transferências será importante para clarificar algumas destas pontas soltas e que ajudarão a estruturar aquela que será a versão 2019/2020 do Benfica.

Voltando aos atletas, é extrema a importância que estão a alcançar não só no Benfica, mas também no panorama do futebol mundial. A atração de outros mercados é natural e será logicamente difícil segurá-los por muito mais tempo.

Grande parte do sucesso encarnado desta época é de toda a estrutura de formação, de onde são provenientes. Além de seguir na frente na tabela, o Benfica é o grande líder na criação, gestão e deteção dos novos talentos, que tem todas as condições para crescerem e apresentarem um nível indiscutível de maturidade a partir do momento em que cumprem o objetivo de servir a equipa sénior. Ferro e Florentino são fortes exemplos de maturidade, crescimento, talento e qualidade. Aliás, são já muitos! Os que vieram, vêm e continuam a impressionar o mundo do futebol.

Foto de Capa: SL Benfica

Formação de ouro veste-se de azul

Numa altura em que as divergências têm falado mais alto, o futebol “dos grandes” começa a perder o seu brio e é nas camadas mais jovens que as atenções se centram. As academias têm estado no seu auge e os jogadores da formação têm dado que falar.

Depois das pérolas saídas de Alcochete, dos jovens que se afirmaram na equipa A do SL Benfica, foi a vez dos jovens jogadores do FC Porto estarem em destaque – e de que maneira!

Esta semana, os sub-19 do FC Porto conquistaram a UEFA Youth League pela primeira vez na história do clube. A maior competição de clubes de sub-19 foi conquistada pelo FC Porto, que deixou em campo uma boa imagem daquilo que já é e do que ainda pode conquistar. Certo é que muitos deles já ficaram sob a atenção de Sérgio Conceição, que vê nos atletas novas opções para a época que se avizinha. Mas vamos a factos…

O FC Porto foi a primeira equipa portuguesa a vencer a prova
Fonte: FC Porto

O FC Porto tornou-se a primeira equipa portuguesa a conquistar a competição ao vencer o Chelsea FC, em Nyon, por 3-1. Fábio Vieira, Diogo Queirós e Afonso Sousa foram os autores dos golos portistas, que entraram na história do clube pelo feito inédito.

Neste caso, a vitória azul e branca também serviu de vingança da última época, altura em que os portistas perderam frente aos ingleses na meia-final no desempate por grandes penalidades.

Sob o comando técnico de Mário Silva, os dragões sucederam ao Barcelona FC, que venceu anteriormente a prova precisamente frente ao Chelsea FC, equipa que já soma quatro presenças nas finais, com duas conquistas.

Os jovens dragões mostraram que a idade é só um número e com maturidade e persistência entraram para a história, num palco em que muitos outros atletas se mostraram ao mundo.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Doha Diamond League: O que esperar?

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A décima edição da Diamond League arranca esta sexta-feira em Doha, o mesmo palco que receberá os Mundiais lá mais para o final do ano. 

Ainda com a notícia fresca da decisão do TAS favorável à nova regulamentação de limitação de testosterona no refere a determinadas provas no feminino, a prova de 800 metros não contará com a sul-africana, que já não estava nas listas anteriormente. No entanto, tanto Francine Nyonsaba quanto Margaret Wambui estão (não confirmado no caso de Wambui) na mesma situação de Semenya e estão nas listas dos 800 metros, podendo ainda participar com os atuais níveis hormonais, uma vez que apenas a partir da próxima quarta-feira tal começará a ser analisado. Essa prova poderá ser interessante com a participação de Ajee Wilson, Habitam Alemu, Natoya Goule, Raevyn Rogers ou Lynsey Sharp (no meio da polémica também por um dia ter-se mostrado favorável a uma legislação para casos como o de Semenya). 

No entanto, neste artigo iremos destacar dez outras provas do primeiro meeting da mais importante competição anual de Atletismo a nível mundial.

UPDATE: Caster Semenya foi colocada nas listas para a prova de Doha hoje mesmo. Sem a regulamentação ainda em vigor, iremos assistir a uma tentativa de recorde mundial?

SL Benfica 23–28 FC Porto: Dragões voltam a impor-se

FC Porto e SL Benfica disputaram, ontem dia 1 de Maio, o jogo grande desta 5ª jornada da Fase Final, Grupo A, com os dragões a mostrarem toda a sua força e a vencerem por 28-23, alcançando assim o Sporting CP na liderança do Campeonato. 

Jogo que começou com os encarnados por cima, aos quatro minutos estes já venciam por 4-2. No entanto, o FC Porto encontrou-se e depois de igualar a partida a quatro, cavou uma pequena liderança de dois golos, fazendo o 5-7, que depois geriu nos minutos seguintes.

Íamos assistindo a uma partida de parada e reposta, com os dois conjuntos a trocarem várias vezes a liderança no marcador mas com nenhuma a ser capaz de “descolar”. Até que, aos 29 minutos da primeira parte, Yoan Balasquez marcou, fazendo o 10-13, abrindo assim a maior separação ate à altura. Nuno Grilo ainda conseguiria reduzir para dois golos antes no fim do primeiro tempo, mas ao intervalo o marcador assinalava mesmo uma vantagem de 11-13, favorável aos azuis-e-brancos.

A segunda parte foi diferente. Um FC Porto mais autoritário conseguiu logo nos primeiros minutos aumentar a sua vantagem, fazendo um parcial de 3-0 nos primeiros três minutos, chegando assim aos 11-16, uma vantagem que provou ser fundamental no decorrer da partida, uma vez que o SL Benfica não foi mais capaz de se aproximar ou ameaçar a liderança portista. As falhas técnicas iam-se sucedendo, de tal forma que aos 41minutos o resultado firmava-se em 16-18 o que levou o treinador Magnus Andersson a colocar um time-out.

Depois do apuramento para a Final 4 da Taça EHF, dragões continuam a voar alto
Fonte: FAP

A paragem surtiu efeito, uma vez que minutos depois o porto voltou a aumentar a sua vantagem para três golos, fazendo o 18-21 por intermédio de António Areia na conversão de um livre de sete metros. De seguida foi a vez de Carlos Resende pedir um tempo técnico de forma a preparar os minutos finais da partida e ainda tentar virar o resultado a seu favor. Contudo, essa pausa não teve o efeito desejado, uma vez que foi a equipa da Invicta que voltou melhor, chegando aos quatro golos de vantagem pouco depois. 

A cinco minutos do final do encontro, e com o SL Benfica a jogar com mais coração do que cabeça, o FC Porto conseguiu manter a vantagem e chegar aos cinco de vantagem quando o cronómetro marcava 58minutos por intermédio de Rui Silva.  Antes do apito final ainda ambas as equipas marcariam, com Yoan Balasquez, tal como fizeram na primeira parte, a marcar o último golo antes do apito do árbitro, fazendo o 23-28 final.

Assistimos então a uma nova demonstração de força por parte dos azuis-e-brancos, que depois de garantirem o apuramento para a final four da Taça EHF – onde irão encontrar o Fuchse Berlin na meia final – assumem assim a liderança do campeonato em igualdade pontual com o Sporting CP.

EQUIPAS

SL Benfica: Hugo Figueira, Davide Carvalho, João Silva, Pedro Seabra (1), João Pais (1), Kévynn Nyokas (5), Belone Moreira (3), Paulo Moreno (1) Ricardo Pesqueira (1), Arthur Patrianova, Borko Ristovski, Carlos Martins, Nuno Grilo (6), Fábio Vidrago (2), Miguel Espinha, Ales Silva (3)

FC Porto: Alfredo Quintana (1), Victor Iturriza, Yoan Balasquez (2), Miguel Martins (3), Djibril Mbengue (1), Angel Hernandez, Rui Silva (4), Leonel Fernandes, Alexis Borges (1), Diogo Branquinho (1), Thomas Bauer, António Areia (7), André Gomes (2), Miguel Alves, Fábio Magalhães (2). 

Sporting sub-23: formar, crescer e lutar por títulos!

No dia 1 de Maio, terminou a Liga Revelação 2018/2019, tendo o Sporting Clube de Portugal ficado no segundo lugar, com o Desportivo das Aves a sagrar-se campeão. Na última jornada da Liga Revelação, o Sporting lutava pelo título com Rio Ave e o Desportivo das Aves. Na derradeira jornada do campeonato sub-23, o Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o eterno rival Benfica por 4-2, no Estádio José Alvalade, perante cerca de 3.500 espectadores.

O plantel liderado por Alexandre Santos lutou pela liderança da Liga Revelação até à última jornada. O Sporting Clube de Portugal acabou por não conseguir ser feliz, na penúltima jornada diante da equipa Estoril. Os leões liderados por Alexandre Santos, perderam por 2-1 com a equipa “canarinha”, o que ditou que dependessem na última jornada dos resultados das equipas do Rio Ave e Desportivo das Aves.

Pedro Mendes foi uma das revelações da formação sub-23 leonina
Fonte: Sporting CP

Entre os destaques individuais desta equipa leonina estão Pedro Mendes, o dianteiro que apontou 16 golos em 31 jogos, e os atletas que já se estrearam pela equipa principal, Thierry Correia, Abdu Conté, Pedro Marques e capitão Bruno Paz. No entanto, além destes, vale a pena seguir com atenção os brasileiros Paulinho e Marco Túlio, o equatoriano Gonzalo Plata, o capitão Tomás Silva e o guarda-redes Luís Maximiano.

Para a história desta temporada, ficam as vitórias, os golos e as exibições positivas dos leões. Sendo que, alguns destes jogadores podem vir a sonhar com presenças na equipa principal do Sporting Clube de Portugal.

Para a próxima época, espera-se que ocorra sem alterações no comando técnico e que possam surgir mais atletas com qualidade e futuro para vestir a listada verde e branca. Esta equipa com estabilidade, contínua melhoria no processo ofensivo e se for mais consistente em termos defensivos lutará pelo título na próxima temporada.

Esta competição é a antecâmara da chegada às equipas principais. Por isso, cabe aos treinadores e jogadores impor o seu Esforço, Dedicação e Devoção para atingir a Glória. Sendo certo que alguns destes atletas irão no futuro conquistar títulos pela equipa principal do Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Quem te viu e quem te vê

Habituados a fazer a cabeça em água aos três grandes e a fazer do Estádio da Madeira uma fortaleza, os alvinegros passaram a ser o “saco de pancada” favorito das equipas da Primeira Liga no espaço de três temporadas.

Outrora um crónico candidato à Europa, o clube liderado por Rui Alves está perto de voltar a cair à Segunda Liga, apresentando uma defesa frágil e um ataque pouco criativo que nem o mercado de inverno conseguiu resolver.

Desde a viragem do milénio, o CD Nacional conseguiu a subida à Primeira Liga em 2001/02 e, desde então, passou 15 temporadas ininterruptas no topo do futebol português, onde conseguiu cinco qualificações europeias e, apesar de nunca ter passado a fase de grupos, conseguiu campanhas de qualidades, conseguiu a proeza de eliminar os russos do Zenit, vencedores da Liga Europa em 2007/08, na qualificação para a fase de grupos da segunda competição da UEFA em 2009/10.

Sob o comando de treinadores como Casemiro Mior, Ivo Vieira, Jokanovic ou Manuel Machado – os dois últimos, os claros favoritos do presidente Rui Alves – os madeirenses atingiram o estrelato e solidificaram-se como uma equipa que luta pela Europa, mas em 2016/17 o desastre bateu à porta do CD Nacional, com a descida à Segunda Liga e uma das piores campanhas de sempre dos alvinegros na Primeira Liga.

A segunda temporada no CD Nacional não está a correr bem a Costinha, que se habilita a voltar a cair para a Segunda Liga
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Apesar da desastrosa descida, os madeirenses apresentaram-se na temporada 2018/19 como campeões da Segunda Liga, conseguindo rapidamente o regresso ao principal escalão do futebol português e antecipando-se uma estadia tranquila do CD Nacional na Primeira Liga, acreditando-se que a descida em 2016/17 teria sido um percalço numa equipa habituada a outros vôos.

Apesar do início de campeonato difícil, os alvinegros terminaram a primeira volta num confortável 11.º lugar com 19 pontos, a seis da linha de água, mas a segunda volta traria uma sequência terrível de resultados, com apenas oito pontos conquistado em 14 jornadas, que nem o talento de Rosic, Rashidov, Filipe Ferreira e Avto – contratações de inverno – conseguiram evitar.

Outrora uma equipa sólida, o CD Nacional 2018/19 revela exatamente as mesmas fragilidades que levaram os madeirenses a cair para a Segunda Liga em 2017, com uma defesa de papel e um ataque que não consegue dar vazão à quantidade de água que a linha defensiva mete. Neste momento, os alvinegros são a pior defesa da Primeira Liga com 64 golos sofridos, mais seis que em toda a temporada 2016/17, enquanto o ataque produziu 31 golos, mais nove que na época de descida.

O futuro dos comandados de Costinha parece ser mesmo a Segunda Liga e com incertezas acerca da continuidade de Rui Alves à frente do CD Nacional, o futuro dos madeirenses parece ser negro. Será este o próximo histórico a entrar em queda livre?

 

Foto de Capa: CD Nacional

Estoril Open 2019 – Dia 5: Domingues brilha, Monfils supera e Tsitsipas cumpre

O dia 1 de maio representa o Dia do Trabalhador mas para muitas famílias e clubes de ténis também representa uma deslocação ao histórico e único torneio, do circuito ATP, realizado em Portugal. O feriado da semana é caraterizado por bancadas cheias, bilhetes esgotados, estreia dos principais cabeças-de-série e este ano não foi exceção. O quinto dia da 30ª edição do Estoril Open criava bastante expectativas e ansiedade perante os fãs da modalidade.

O português João Domingues, natural de Oliveira de Azeméis, abriu a jornada frente a John MIllman, 50º da hierarquia mundial. O terceiro melhor tenista de Portugal entrou muito bem no encontro, quebrando o serviço do australiano no primeiro jogo. Apesar de ter sofrido contra-break ao 2-1, demonstrou o seu melhor ténis para quebrar, de novo, o seu adversário e vencer o primeiro set (6-3). Millman (lesionado) viria a desistir quando perdia por 2-1, no segundo parcial, oferecendo uma das melhores vitórias da carreira e a passagem aos quartos-de-final a Domingues.

Pouco antes do começo do segundo confronto, o vento apoderou-se do Clube de Ténis do Estoril e afetou o resto do dia. O embate entre o carismático Gael Monfils e o gigante Reilly Opelka (jogador que possui 2 metro e 11 centímetros) foi dominado pelo mesmo. Este fazia com que os jogadores não conseguissem ajustar-se para executar as suas pancadas, tivessem dificuldades a servir e sofressem winners, no mínimo, contraditórios. O americano foi quem entrou melhor e venceu o primeiro parcial (6-3), mas Monfils conseguiu virar o jogo e arrecadar, facilmente, os dois últimos sets (6-3 e 6-0).

 

 

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O início da sessão noturna ditava um duelo entre Stefanos Tsitsipas, primeiro cabeça-de-série da prova, e o argentino Guido Andreozzi. A promessa do ténis mundial deslumbrou e arrecadou um triunfo tranquilo, pelos parciais de 6-3 e 6-4. Para fechar o primeiro de maio, o jovem de 19 anos Alejandro Davidovich Fokina surpreendeu o veterano e mais cotado Jeremy Chardy, em apenas dois sets (6-1 e 6-2). O espanhol atingiu, pela primeira vez, os quartos-de-final dum torneio ATP.

Na variante de pares, todos os portugueses em prova foram eliminados. João Sousa e Leonardo Mayer caíram perante O´Mara e Bambridge (6-2 6-1), Tiago Cação e Frederico Gil (dupla que entrou no quadro como alternate) cedeu para Daniell e Koolhof (6-3 3-6 10-4) e por fim, João Domingues e Pedro Martinez Portero perderam contra Cuevas e Rojer (6-2 3-6 10-6).

O dia de hoje cumpriu todas as expectativas e vimos João Domingues a brilhar perante o seu público, o jogador de 25 anos enfrenta agora Stefanos Tsitsipas. Amanhã, há que realçar o encontro entre o atual campeão do Estoril Open e português João Sousa e o belga David Goffin, ex n.º 7 do mundo. O embate tem início às 14h30 de Portugal Continental.

Fonte: Millennium Estoril Open

FC Barcelona 3-0 Liverpool FC: D10S não é humano

Extraterreste! Num jogo em que houve mais Liverpool do que Barcelona, Lionel Messi voltou a exibir toda a sua genialidade e contribuiu com dois golos para a vitória por 3-0 dos catalães sobre os ingleses. O argentino pode muito bem estar a caminho da sua sexta Bola de Ouro, numa época em que tem sido absolutamente assombroso a todos os níveis.

A primeira parte do encontro foi bastante dividida, com o Liverpool a levar vantagem de um jogo mais partido e condizente com a sua frente de ataque. A pressão alta dos homens de Klopp ia condicionando a construção do Barcelona e impossibilitava a saída com bola controlada.

O primeiro golo do desafio acabava por surgir aos 26 minutos, após a quinta assistência de Jordi Alba nesta edição da Liga dos Campeões: Suárez não se deu à marcação demasiado cedo, baralhou e desbaratou a defesa dos reds e fez o 1-0 para o Barça em Camp Nou. O avançado uruguaio marcava novamente à antiga equipa.

Suárez marcou o seu primeiro golo da época na Champions
Fonte: UEFA

Na entrada para a segunda parte, o Liverpool entrou com todo o gás e Milner, por pouco, não reestabeleceu a igualdade no marcador: o  internacional inglês fez tudo bem e obrigou ter Stegen a uma defesa apertada. Uns minutos depois, aos 53’, o alemão voltava a ser protagonista e negava o golo a Salah. Os ingleses iam pecando na finalização.

A 15 minutos do final da partida, e após meia hora de domínio do Liverpool, era altura de começar o show de Lionel Messi: Suárez atirou à barra da baliza de Alisson e a bola sobrou para o camisola ‘10’, que ampliou a vantagem na Catalunha.

Já depois dos 80’, o 3-0 saiu também dos pés do astro argentino: na conversão de um livre direto, Messi chegou ao golo 600 pelo Barcelona e deixou, mais uma vez, toda a gente a questionar-se sobre a sua condição de humano. A execução de D10S mostra bem o porquê de este ser considerado um dos melhores batedores de bolas paradas da história.

O Barcelona vai para Anfield Road com um resultado muito favorável e está praticamente com um pé na final de Madrid. Contudo, o Liverpool ainda tem uma palavra a dizer nesta eliminatória e não se dará por vencido até ao último segundo da mesma.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Barcelona: ter Stegen, Roberto (Aleñà, 90+3’), Piqué, Lenglet, Alba; Busquets, Rakitić, Vidal; Messi, Coutinho (Semedo, 60’), Suárez (Dembélé, 90+3’).

Liverpool FC: Alisson, Gomez, Matip, van Dijk, Robertson; Fabinho, Milner (Origi, 84’), Keita (Henderson, 24’); Salah, Wijnaldum (Firmino, 78’), Mané.